24 de junho de 2017

Capítulo 27 - Decisões


—E
xplica-me outra vez — pediu Nasuada.
Impaciente, Eragon transferiu o peso do corpo para o
outro lado, contendo-se.
Jeod tirou um volume fino, de capa de couro vermelha, das
pilhas de pergaminhos e livros que tinha diante de si e reiniciou a
narrativa pela terceira vez.
— Há uns quinhentos anos atrás... tanto quanto sei...
Jörmundur interrompeu-o, fazendo um gesto com a mão:
— Poupa-nos às tuas ressalvas, nós sabemos que isso é
especulação.
Jeod recomeçou:
— Há uns quinhentos anos atrás, a Rainha Forna mandou Erst
Barba Azul a Dras-Leona, ou melhor ao local que viria a ser Dras-
Leona.
— E porque é que ela o enviou? — perguntou Nasuada, brincando
com o punho da manga.
— Os Anões estavam a meio de uma guerra de clãs e Forna
esperava conseguir o apoio da nossa raça, ajudando o Rei Radgar
no planeamento e na construção das fortificações da cidade, ao
mesmo tempo que os Anões desenhavam as defesas de Aroughs.
Nasuada enrolou um fio de tecido entre os dedos.
— E depois Dolgrath Meia Ripa matou Forna...
— Sim e Erst Barba Azul não teve outro remédio senão voltar
para as Montanhas Beor tão depressa quanto pôde, para defender
o seu clã das intenções de Meia Ripa. Porém — Jeod levantou o
dedo e abriu o livro vermelho —, parece que Erst deu início ao seu
trabalho antes de partir. O conselheiro-mor do Rei Radgar, Lorde
Yardley, escreveu nas suas memórias que Erst começara a
desenhar plantas para o sistema de esgotos, por baixo do centro da
cidade, visto que isso afetaria a construção das fortificações.
Sentado no seu lugar, no lado oposto da mesa que preenchia a
parte central do pavilhão de Nasuada, Orik acenou com a cabeça e
disse:
— Isso é verdade. Tem de se planear onde e como será
distribuído o peso e determinar o que melhor se adequa ao tipo de
solo com que se está a lidar, de contrário é provável que haja
desabamentos.
Jeod prosseguiu.
— É claro que Dras-Leona não tem esgotos subterrâneos, por
isso deduzi que nenhuma das plantas de Erst fora utilizada.
Contudo, algumas páginas depois, Yardley diz... — Espetando o
nariz no livro, Jeod leu: — ... lamentavelmente, deu-se uma
reviravolta e os salteadores queimaram inúmeras casas e fugiram
com muitos tesouros de família. A reação dos soldados foi lenta,
pois tinham sido postos a trabalhar nos subterrâneos como vulgares
camponeses.
Jeod baixou o livro.
— Ora bem, o que estavam eles a escavar? Não consegui
encontrar mais referências a atividades subterrâneas dentro ou em
torno de Dras-Leona até... — Poisando o volume vermelho,
escolheu outro livro, desta vez um enorme tomo apainelado de
madeira, com cerca de trinta centímetros de espessura. — Por acaso
estava a ler Os Atos de Taradas e Outros Mistérios e Fenómenos
Ocultos, Segundos os Registos da Idade dos Homens, Anões e
Elfos Mais Antigos, quando...
— É um trabalho cheio de erros — comentou Arya, do lado
esquerdo da mesa, debruçada e apoiada em ambas as mãos sobre
um mapa da cidade. — O autor pouco conhecimento tinha acerca
do meu povo e o que não sabia inventava.
— É possível — reagiu Jeod. — Mas sabia bastante acerca de
humanos e são esses que nos interessam. — Jeod abriu o livro perto
do meio, baixando delicadamente a metade superior sobre a mesa,
para que ficasse plano. — Durante as suas investigações, Othman
passou algum tempo nesta região. Estudou principalmente Helgrind
e os estranhos acontecimentos a ela associados, mas disse o
seguinte acerca de Dras-Leona: o povo da cidade queixa-se
também, frequentemente, de ruídos peculiares e de odores vindos
de debaixo das ruas e dos soalhos, especialmente à noite,
atribuindo-os a fantasmas, espíritos e outras criaturas inquietantes.
Mas, se são espíritos são diferentes de todos os outros de que ouvi
falar antes, pois em qualquer outro local, os espíritos parecem
evitar locais fechados.
Jeod fechou o livro.
— Felizmente, Orhman era, acima de tudo, meticuloso e assinalou
os locais onde se ouviam os sons, num mapa de Dras-Leona, locais
esses que formam uma linha quase reta ao longo da parte antiga da
cidade, como podem ver.
— E você achas que isto indicia a presença de um túnel — disse
Nasuada. Era uma afirmação e não uma pergunta.
— Acho — anuiu Jeod, sacudindo a cabeça.
Sentado ao lado de Nasuada, o rei Orrin, que pouco dissera até
então, falou:
— Nada do que nos mostraste até agora prova que isto é
realmente um túnel, Goodman Jeod. Se existir algum espaço por
baixo da cidade, é bem provável que seja uma adega, uma
catacumba ou qualquer outro tipo de câmara, com acesso ao
edifício, por cima. Mesmo que seja um túnel não sabemos se sai de
Dras-Leona, nem onde irá dar. Isto, partindo do princípio que
existe. Talvez ao interior do palácio, não? Além disso, pelo que nos
contas, é provável que nunca tivessem terminado a construção
desse hipotético túnel.
— Atendendo à sua forma, parece-me improvável que não seja
um túnel, Majestade — disse Jeod. — Nenhuma cave ou catacumba
seria tão estreita e tão longa. Agora, se o terminaram ou não...
Sabemos que nunca foi utilizado para o fim que se pretendia, mas
sabemos também que durou, pelo menos, até ao tempo de
Othman, o que significa que até certo ponto o túnel, corredor ou
seja lá o que for, foi terminado. Caso contrário, as infiltrações de
água tê-lo-iam destruído há muito.
— Então onde é a saída, ou entrada, se quiseres? — perguntou o
rei.
Jeod vasculhou nas pilhas de pergaminhos durante uns
momentos e depois tirou um outro mapa de Dras-Leona, este com
parte da paisagem circundante.
— Isso não sei ao certo, mas se for até fora da cidade, a saída
deverá ser algures por aqui... — Colocou o indicador sobre um
local perto do lado este da cidade. A maior parte dos edifícios que
protegiam o coração de Dras-Leona, fora das muralhas, ficava do
lado oeste da cidade, junto do lago. Queria isso dizer que o local
para onde Jeod estava a apontar, embora fosse um terreno baldio,
era o ponto mais próximo do centro de Dras-Leona que alguém
poderia alcançar, vindo de qualquer outra direção, sem encontrar
edifícios.
— Mas isso é impossível de saber a não ser que vá,
pessoalmente, à procura dele.
Eragon franziu a sobrancelha. Ele pensara que a descoberta de
Jeod fosse mais concreta.
— Os meus parabéns pela tua descoberta, Goodman Jeod —
disse Nasuada. — É possível que tenhas prestado mais um grande
serviço aos Varden. — Levantou-se da cadeira de costas altas e
aproximou-se do mapa. A bainha do vestido restolhava ao arrastar
pelo chão. — Se mandarmos um batedor para investigar, arriscamonos
a alertar o Império sobre o nosso interesse naquela área e o
túnel — partindo do princípio que existe — já não teria grande valor
para nós, pois Murtagh e Thorn estariam à nossa espera do outro
lado. — Olhou para Jeod. — Que largura achas que teria esse túnel?
Quantos homens lá caberiam?
— Não faço ideia, talvez...
Orik pigarreou e disse:
— A terra aqui é mole como barro e tem consideráveis estratos
de lodo, o que é horrível para abrir túneis. Se Erst tivesse um
pouco de bom senso, não teria planeado construir um canal largo
para escoar o lixo da cidade, mas várias passagens mais pequenas,
para reduzir o risco de desabamentos. Presumo que nenhum
deveria ter mais do que noventa centímetros de largura.
— Seriam demasiado estreitos para serem percorridos por mais
de um homem de cada vez — disse Jeod.
— Demasiado estreitos para mais de um knurla — acrescentou
Orik.
Nasuada regressou ao seu lugar e observou apaticamente o
mapa, como se estivesse a olhar para algo distante.
Decorridos alguns momentos de silêncio, Eragon disse:
— Eu poderia procurar o túnel, pois sei como me esconder com
magia. As sentinelas nunca me conseguiriam ver.
— Talvez — disse Nasuada —, mas continua a não me agradar a
ideia de te ter a ti ou a qualquer outra pessoa a cirandar por lá. A
possibilidade de o Império se aperceber disso é demasiado alta. E
se Murtagh estiver de guarda? Conseguirias enganá-lo? Saberás
sequer do que ele é capaz, agora? — Abanou a cabeça.
— Não. Temos de agir como se o túnel existisse e tomar as
nossas decisões em função disso. Se viermos a constatar o
contrário, não nos terá custado nada, mas se o túnel lá estiver...
deverá permitir-nos tomar Dras-Leona de uma vez por todas.
— O que tens em mente? — perguntou o rei Orrin num tom
cauteloso.
— Algo de audacioso; algo de... inesperado.
Eragon roncou baixinho.
— Nesse caso devias consultar Roran.
— Eu não preciso da ajuda de Roran para conceber os meus
planos, Eragon.
Nasuada ficou de novo em silêncio e todos os que estavam no
pavilhão, incluindo Eragon, esperaram para saber que ideia teria ela
tido. Por fim remexeu-se e disse:
— É o seguinte: vamos enviar um pequeno grupo de guerreiros
para abrirem os portões do lado de dentro.
— E como vai alguém conseguir isso? — perguntou Orik,
enfaticamente. — Seria difícil mesmo que tivessem apenas de
enfrentar as centenas de soldados estacionados na área. Mas por lá
também anda um lagarto gigante que respira fogo, caso estejas
esquecida, e certamente que irá manifestar interesse por qualquer
pessoa que cometa a imprudência de tentar abrir os portões à
força. Isto sem considerar Murtagh.
Antes que a discussão descambasse, Eragon disse:
— Eu posso fazê-lo.
As suas palavras arrefeceram de imediato a conversa.
Eragon esperava que Nasuada rejeitasse de seguida a sua
sugestão, mas ela surpreendeu-o, ao ponderar nela, e mais ainda ao
dizer:
— Muito bem.
Todos os argumentos que Eragon concebera caíram por terra,
ao olhar atónito para Nasuada. Era óbvio que tinha seguido a
mesma linha de raciocínio que ele.
A tenda explodiu numa confusão de vozes sobrepostas, pois
todos começaram a falar ao mesmo tempo, mas Arya conseguiu
sobrepor-se à algazarra:
— Nasuada, não podes permitir que Eragon arrisque a vida desta
forma. Seria inadmissível. Manda alguns dos feiticeiros de
Blödhgarm, em vez dele. Sei que eles aceitariam ajudar e não há
guerreiros mais poderosos do que eles, nem mesmo Eragon.
Nasuada abanou a cabeça.
— Nenhum dos homens de Galbatorix se atreveria a matar
Eragon — nem Murtagh, nem os feiticeiros favoritos do rei, nem
mesmo um soldado raso. Devemos usar isso em nosso proveito,
Além disso, Eragon é o nosso maior feiticeiro e abrir os portões há
força, poderá exigir muita energia. Ele é o que tem as melhores
hipóteses de ser bem-sucedido.
— E se ele for capturado? Não conseguirá enfrentar Murtagh, tu
sabes isso!
— Nós distrairemos Murtagh e Thorn, o que dará a Eragon a
oportunidade de que precisa.
Arya levantou o queixo.
— Como? Como vais distraí-los?
— Faremos de conta que estamos a atacar Dras-Leona a Sul.
Saphira voará pela cidade, incendiando edifícios e matando os
soldados das muralhas. Thorn e Murtagh não terão outro remédio
senão persegui-la, sobretudo porque lhes vai parecer que é Eragon
que monta Saphira. Blödhagarm e os seus feiticeiros poderão
conjurar uma réplica de Eragon, como já fizeram antes. Desde que
Murtagh não se aproxime muito, jamais descobrirá o nosso
subterfúgio.
— Você está mesmo determinada a fazê-lo?
— Estou.
O rosto de Arya endureceu.
— Nesse caso, eu acompanharei Eragon.
Uma sensação de alívio percorreu Eragon. Tinha esperança que
ela o acompanhasse, mas estava na dúvida se lhe deveria perguntar,
com receio que ela recusasse.
Nasuada suspirou.
— És mesmo filha de Islanzadí. Não me agrada colocar-te em
tamanho perigo. Se morreres... Lembra-te como a tua mãe reagiu
quando pensou que Durza te tinha matado. Não podemos dar-nos
ao luxo de perder o apoio do teu povo.
— A minha mãe... — Arya cerrou os lábios, silenciando de
repente, mas depois recomeçou. — Posso assegurar-te, Lady
Nasuada, que a Rainha Islanzadí não abandonará os Varden, seja o
que for que me aconteça. Com isso não tens de te preocupar. Eu
acompanharei Eragon, com dois feiticeiros de Blödhgarm.
Nasuada abanou a cabeça.
— Não. Só podes levar um. Murtagh sabe quantos elfos têm
estado a proteger Eragon. Se der pela falta de dois ou mais, poderá
suspeitar de uma armadilha. De qualquer forma, Saphira precisará
de toda a ajuda possível, para não ser apanhada por Murtagh.
— Três pessoas não são o suficiente para cumprir uma missão
destas — insistiu Arya. — Não conseguiríamos garantir a segurança
de Eragon, muito menos abrir os portões.
— Então um dos Du Vrangr Gata poderá também acompanharvos.
Uma nota de escárnio coloriu o rosto de Arya.
— Nenhum dos teus feiticeiros é suficientemente poderoso ou
experiente para isso. Ficaremos em desvantagem à razão de um
para cem, ou pior ainda, seremos atacados por soldados vulgares e
feiticeiros experientes. Só os Elfos ou os Cavaleiros...
— Ou os Espetros — resmungou Orik.
— Ou os Espetros — admitiu Arya, embora Eragon percebesse
que ela estava irritada. — Só esses poderiam resistir a tais
obstáculos e, mesmo assim, sem garantias. Deixa-nos levar dois
feiticeiros de Blödhgarm. Ninguém mais tem condições para
desempenhar a missão, pelo menos entre os Varden.
— Ah sim? E eu sou o quê, fígado picado?
Todos se viraram para olhar, surpreendidos, quando Angela
avançou de um canto, na parte de trás da tenda. Eragon não
suspeitara sequer que ela lá estivesse.
— Que expressão mais estranha — disse a herbolária. — Quem iria
comparar-se a fígado picado? Se há que escolher um órgão porque
não optar por uma vesícula biliar, ou uma glândula do timo? São
muito mais interessantes que um fígado. E que tal picadinho de t....
Bom, creio que não é importante. — Parou diante de Arya e olhou
para ela. — Importas-te que eu te acompanhe, Älfa? Eu não sou
membro dos Varden, no verdadeiro sentido da palavra mas, ainda
assim, estou na disposição de completar esse vosso quarteto.
Para grande surpresa de Eragon, Arya curvou a cabeça e disse:
— Claro, emérita. Não era minha intenção ofender-te. Seria uma
honra ter-te connosco.
— Ótimo! — exclamou Angela. — Isto é, partindo do princípio de
que você não te importas — disse, dirigindo-se a Nasuada.
Um tanto perplexa, Nasuada abanou a cabeça.
— Se você está disposta a isso, e se Eragon e Arya não se opõem,
não vejo qualquer motivo para não ires. Ainda que não imagine por
que razão queres ir.
Angela sacudiu os caracóis.
— Esperas que eu te explique todas as decisões que tomo? Muito
bem, se isso satisfaz a tua curiosidade, digamos que tenho um certo
rancor aos sacerdotes de Helgrind e gostaria de aproveitar a
oportunidade para lhes fazer umas maldades. Além disso, se
Murtagh aparecer, tenho um ou dois truques na manga que
poderão baralhá-lo um pouco.
— Devíamos pedir a Elva que viesse também connosco — disse
Eragon. — Se há alguém que nos pode ajudar a evitar o perigo...
Nasuada franziu a sobrancelha.
— A sua posição ficou bem clara, da última vez que falámos. Não
me vou desfazer em mesuras só para a convencer do contrário.
— Eu falo com ela — disse Eragon. — É comigo que ela está
zangada, por isso sou eu que lhe devo perguntar.
Nasuada puxou a franja do vestido dourado, enrolou diversos
fios entre os dedos, e disse bruscamente:
— Faz como entenderes. Desagrada-me a ideia de mandar uma
criança para uma batalha — mesmo uma criança tão dotada como
Elva. — Contudo, acho que ela é mais do que capaz de se proteger
a si mesma.
— Desde que a dor dos que estiverem em redor dela não a
arrase — disse Angela. — As últimas duas batalhas deixaram-na
enrolada num novelo, praticamente incapaz de se mexer ou
respirar.
Nasuada parou de mexer os dedos e olhou para Eragon com
uma expressão grave.
— Ela é imprevisível. Se decidir acompanhar-vos, tem cuidado
com ela, Eragon.
— Terei — prometeu.
Depois, Nasuada começou a discutir alguns problemas de
logística com Orrin e Orik, e Eragon recolheu-se parcialmente, pois
não podia dar grande contribuição.
Na intimidade da sua mente, foi ao encontro de Saphira, que
tinha estado a ouvir as novidades através dele.
Então?, perguntou-lhe. O que achas? Tens estado terrivelmente
calada. Tinha quase a certeza de que irias dizer alguma coisa
quando Nasuada propôs que entrássemos furtivamente em Dras-
Leona.
Não disse nada porque nada tinha a dizer. É um bom plano.
Concordas com ela?!
Já não somos crianças imprudentes, Eragon. Os nossos inimigos
poderão ser temíveis, mas nós também somos. É altura de lhes
lembrarmos isso.
Incomoda-te que fiquemos separados?
Claro que me incomoda, rugiu ela. Para onde quer que vás os
inimigos reúnem-se à tua volta como as moscas na carne. Contudo,
já não você está tão indefeso como antes. Saphira quase pareceu
ronronar.
Eu, indefeso?, disse ele fingindo-se ofendido.
Só um nadinha. Mas a tua mordedura é mais perigosa do que
antes.
Também a tua.
Humm... Vou caçar. Vem aí uma tempestade de partir asas e eu
não voltarei a ter oportunidade de comer senão depois de
atacarmos.
Voa com cuidado, recomendou ele.
Ao sentir a sua presença a afastar-se, Eragon voltou a dar
atenção à conversa dentro da tenda, pois sabia que a sua vida, tal
como a de Saphira, dependia das decisões que Nasuada, Orik e
Orrin tomassem.

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