24 de junho de 2017

Capítulo 12 - Dançando com espadas

Eragon bateu com os calcanhares num dos lados da rocha onde estava sentado, aborrecido e impaciente para partir.
Ele, Saphira e Arya – bem como Blödhgarm e os outros elfos – estavam juntos na estrada que saía da cidade de Belatona e se estendia para lste através de campos de cultivo maduros e verdejantes, passando pela ampla ponte de pedra que atravessava o Rio Jiet e contornando, finalmente, o Lago Leona, ao sul. Aí, a estrada bifurcava para a direita, em direção às Campina Ardente, e para norte, em direção a Dras-Leona e Urû’baen.
Milhares de homens, anões e Urgals andavam de um lado para o outro a discutir e a gritar, em frente ao portão leste de Belatona e dentro da própria cidade, enquanto os Varden tentavam organizar-se numa unidade coesa. Para além dos grupos heterogêneos de guerreiros a pé, havia ainda a cavalaria do rei Orrin – uma turba inquieta e ruidosa de cavalos. Atrás do exército de guerreiros seguia a caravana de mantimentos: uma fila de dois quilômetros e meio de carretas, carroças e outros veículos com rodas flanqueada pelos grandes rebanhos de gado bovino que os Varden tinham trazido de Surda e que incluía agora todos os animais que tinham conseguido se apropriar dos fazendeiros que encontraram pelo caminho. Junto dos rebanhos e da caravana de mantimentos ouviam-se bois mugindo, burros e mulas zurrando, gansos grasnando e cavalos de carga relinchando. O suficiente para Eragon desejar tapar os ouvidos.
Seria de imaginar que seríamos melhores nisto, tendo em conta as vezes que já o fizemos antes, comentou com Saphira, ao saltar da rocha. Ela fungou. Deviam colocar-me no comando; eu os assustaria de tal forma que os colocaria em posição em menos de uma hora e não teríamos de perder tanto tempo à espera.
A ideia divertiu-o. Sim, estou certo de que conseguiria... Mas tome cuidado com o que diz, pois Nasuada seria bem capaz de mandá-la fazer isso mesmo.
Eragon pensou depois em Roran, que já não via desde a noite em que curara a filha de Horst e de Elain, e se perguntou como estaria o primo, preocupado pelo fato de deixá-lo tão para trás.
— Mas que grande imprudência — murmurou Eragon, lembrando-se que Roran partira sem deixar que ele lhe renovasse as proteções.
Ele é um caçador experiente, observou Saphira, não vai cometer a imprudência de permitir que a sua presa o ataque.
Eu sei, mas às vezes acontece... Ele devia ser cauteloso, só isso. Não quero que volte aleijado, ou pior do que isso, embrulhado numa mortalha. Um estado de espírito sombrio apossou-se de Eragon, mas depois ele reagiu, saltando várias vezes no chão, inquieto e ansioso por fazer um pouco de exercício físico antes de passar as horas seguintes sentado no dorso de Saphira. A oportunidade de voar com ela era bem-vinda, mas a perspectiva de ficar o dia inteiro circunscrito aos mesmos vinte quilômetros, voando em círculos como um abutre sobre as tropas que avançavam lentamente, não lhe agradava. Sozinhos, ele e Saphira conseguiriam chegar a Dras-Leona nessa mesma tarde, talvez até antes.
Afastou-se da estrada e encaminhou-se para uma extensão gramada relativamente plana. Ignorando os olhares de Arya e do resto dos elfos, desembainhou Brisingr, assumindo a primeira posição de combate que Brom lhe ensinara, há tanto tempo atrás.
Inspirou lentamente e abaixou-se um pouco, sentindo a textura do chão através da sola dos sapatos.
Brandiu a espada em torno da cabeça com uma breve e sonora exclamação, desferindo um golpe transversal que teria cortado ao meio qualquer homem, elfo ou Urgal, independentemente da sua armadura. Imobilizou a espada a menos de dois centímetros do chão e segurou-a, fazendo-a estremecer ligeiramente na mão. O metal azul tinha uma tonalidade vívida, quase irreal, em contraste com o verde.
Eragon voltou a inspirar e saltou para frente, golpeando o ar como se este fosse um inimigo mortal. Praticou, um por um, todos os movimentos básicos do manejo da espada em combate, concentrando-se mais na precisão do que propriamente na velocidade ou na força. Quando se sentiu agradavelmente aquecido no seu trabalho de perícia, olhou para os guardas, parados em semicírculo a alguma distância dele.
— Algum de vocês se importa de cruzar a espada comigo durante uns minutos? — perguntou, levantando a voz.
Os elfos olharam uns para os outros com uma expressão ilegível, e depois o elfo Wurden avançou.
— Eu o farei, Matador de Espectros, se lhe agradar. Contudo, peço-lhe que use o seu elmo enquanto lutamos.
— De acordo.
Eragon voltou a embainhar Brisingr e correu para junto de Saphira, cortando o polegar esquerdo numa das escamas ao subir pelo seu flanco. Usava a túnica de cota de malha, as caneleiras e os braçais, mas guardara o elmo num dos alforjes para que não caísse de Saphira e se perdesse na relva. Ao pegar no elmo, viu o baú que continha o coração dos corações de Glaedr embrulhado num cobertor, aninhado no fundo do alforje. Esticando o braço, tocou no volume amarrado e prestou uma homenagem silenciosa ao que restava do majestoso dragão dourado, fechando depois o alforje e saltando do dorso de Saphira.
Ao regressar ao relvado, Eragon colocou a touca de proteção e o elmo, lambeu o sangue do dedo e calçou as luvas, esperando que o golpe não sangrasse muito dentro da luva. Usando ligeiras variações do mesmo feitiço, ele e Wyrden ergueram tênues barreiras – invisíveis, a não ser pelas vagas ondulações que provocavam no ar – no gume das espadas, para não cortarem nada. Baixaram também as defesas que os protegiam fisicamente. Depois colocaram-se em posições opostas, fizeram uma reverência e ergueram as espadas. Eragon fitou os olhos negros e atentos do elfo, ao mesmo tempo em que Wyrden fitava os seus. De olhos pregados no adversário, Eragon avançou com cautela, tentando aproximar-se lentamente do lado direito de Wyrden, onde o elfo teria mais dificuldade em defender-se, por ser destro.
O elfo virou-se lentamente, esmagando a relva por baixo dos calcanhares, e manteve-se orientado na direção de Eragon. Eragon deu mais alguns passos e parou. Wyrden estava muito atento e era experiente demais para que Eragon conseguisse flanqueá-lo. Jamais conseguiria apanhar o elfo desprevenido. A menos que o conseguisse distrair, claro.
Mas antes que pudesse decidir como prosseguir, Wyrden fingiu que ia desferir-lhe um golpe na perna direita, como se pretendesse atingi-lo no joelho, e mudou de direção no meio do golpe, torcendo o pulso e o braço para golpear Eragon no peito e no pescoço.
O elfo foi rápido, mas Eragon foi ainda mais rápido ao perceber da mudança de posição que traiu as intenções de Wyrden, recuando meio passo, dobrando o cotovelo e passando a espada junto do rosto do elfo.
— Rá! — Gritou Eragon, ao aparar a espada de Wyrden com Brisingr. As lâminas soltaram um ruído agudo ao chocarem uma com a outra.
Com algum esforço, Eragon empurrou Wyrden para trás, atirando-se em seguida e atacando-o com uma série de golpes enérgicos. Durante alguns minutos lutaram sobre o relvado. Eragon desferiu a primeira estocada – um ligeiro golpe no quadril de Wyrden – e a segunda também, mas daí em diante o duelo tornou-se mais equilibrado, pois o elfo percebeu a natureza do combate de Eragon e começou a antecipar os seus padrões de ataque e de defesa.
Eragon raramente tinha oportunidade de se pôr à prova em combate com alguém tão rápido e forte como Wyrden, por isso apreciou a disputa com o elfo. Contudo o seu prazer esfumou-se quando Wyrden lhe desferiu quatro estocadas numa rápida sucessão. Uma no ombro, duas nas costelas e um terrível golpe ao longo do abdômen. Os golpes doeram, mas o orgulho doeu-lhe ainda mais. Preocupava-o que o elfo tivesse sido capaz de penetrar tão facilmente nas suas defesas. Eragon sabia que teria conseguido derrotar Wyrden nos primeiros golpes se estivessem lutando a sério, mas tal pensamento não era grande consolo.
Não devia deixá-lo te atingir tantas vezes, comentou Saphira.
Sim, eu sei, rugiu ele.
Quer que eu o derrube por você?
Não... hoje não.
Eragon baixou a espada, num estado de espírito amargo, e agradeceu a Wyrden por lutar com ele. O elfo fez uma reverência e disse:
— Não tem que agradecer, Matador de Espectros — voltando depois a se reunir com os seus camaradas.
Eragon cravou Brisingr no chão, entre as botas – algo que jamais faria com uma espada de aço normal – e pousou as mãos no punho enquanto observava os homens e os animais amontoados na estrada que saía da vasta cidade de pedra. A turbulência entre as hostes diminuíra consideravelmente e ele calculou que já não deveria faltar muito para que as trompas dos Varden lhes dessem ordem para avançar.
Entretanto, continuava a sentir-se inquieto. Olhou para Arya, que estava junto de Saphira, e um sorriso espalhou-se gradualmente pelo seu rosto. Erguendo Brisingr sobre o ombro, aproximou-se calmamente dela, apontando para a espada.
— E você, Arya? Só lutamos juntos daquela vez em Farthen Dûr. — O sorriso alargou-se e fez um floreado com Brisingr. — Melhorei um pouco desde então.
— É verdade.
— Então, o que me diz?
Ela olhou criticamente para os Varden e deu de ombros.
— Por que não?
Ao encaminharem-se para a extensão plana de relva, ele disse:
— Não vai conseguir vencer-me tão facilmente como antes.
— Tenho certeza que não.
Arya aprontou a espada e, depois, viraram-se um para o outro, a cerca de nove metros de distância. Sentindo-se confiante, Eragon avançou rapidamente, pois já sabia onde a atingiria: no ombro esquerdo.
Arya ficou onde estava e não fez qualquer tentativa para se esquivar e, quando ele estava a menos de um metro, lançou-lhe um sorriso afetuoso e radiante que realçou tanto sua beleza que Eragon vacilou e seus pensamentos embaralharam-se.
Um fio de aço cintilou na sua direção, mas ele demorou muito tempo para erguer Brisingr para aparar o golpe. Um choque percorreu-lhe o braço e ele sentiu a ponta da espada roçar em algo sólido – punho, lâmina ou carne, não sabia ao certo. Fosse o que fosse, percebeu que avaliara mal a distância e que a sua reação o deixara vulnerável ao ataque.
Antes que pudesse conter o seu impulso para frente, outro impacto desviou-lhe bruscamente o braço que empunhava a espada para o lado. Depois sentiu um nó de dor no tronco, quando Arya o atingiu no torso e o atirou ao chão.
Eragon gemeu ao cair de costas, e ficou sem ar. Olhou para o céu de boca aberta e tentou respirar, mas tinha o abdômen contraído e rijo como pedra, dominado pela câimbra, não conseguindo encher os pulmões. Uma constelação de pontos vermelhos surgiu-lhe diante dos olhos e, durante alguns segundos de desconforto, receou perder a consciência. Mas depois libertou os músculos e arfou ruidosamente, conseguindo voltar a respirar.
Logo que recuperou a clareza, voltou a levantar-se lentamente, usando Brisingr para se amparar e apoiou-se na espada, curvado como um velho, esperando que a dor no estômago abrandasse.
— Você trapaceou — disse ele, rilhando os dentes.
— Não. Explorei uma fraqueza do meu adversário, o que é diferente.
— Você acha... que aquilo é uma fraqueza?
— Em combate, sim. Quer continuar?
Ele arrancou Brisingr da relva em resposta, regressando ao local onde tinha iniciado a luta e erguendo a espada.
— Ótimo — disse Arya, colocando-se na mesma posição diante dele.
Desta vez, Eragon foi muito mais cauteloso ao aproximar-se dela e Arya não ficou parada no mesmo lugar, avançava cautelosamente, sempre com os olhos verde-claros fixos nele.
Ela estremeceu e Eragon retraiu-se. Depois, percebeu que continha a respiração e fez um esforço para descontrair.
Deu mais um passo em frente e brandiu a arma velozmente, com toda a força.
Ela aparou o golpe em direção às suas costelas, tentando atingi-lo na axila exposta. A lâmina cega da espada dela roçou-lhe nas costas da mão livre, roçando a cota de malha costurada à luva quando ele afastou bruscamente a espada com a mão. Nesse momento, o torso de Arya estava exposto, mas ainda estavam próximos demais para que Eragon conseguisse efetivamente golpeá-la. Em vez disso, ele atirou-se para frente tentando atingi-la no esterno com o punho da espada, a fim de derrubá-la tal como ela o derrubara. Ela torceu o corpo, desviando-se do caminho, e Eragon cambaleou para frente atingindo o ar com o punho da espada.
Depois ele se percebeu imóvel, com um dos braços de Arya em volta do seu pescoço e a face fria e escorregadia da lâmina encantada encostada no maxilar, sem perceber bem como isso acontecera.
Atrás dele, Arya sussurrou-lhe ao ouvido:
— Eu poderia ter-lhe cortado a cabeça tão facilmente como quem arranca uma maçã de uma árvore.
Depois libertou-o e empurrou-o. Ele deu meia-volta, furioso, e viu que ela já estava à sua espera, arma em posição, uma expressão determinada no rosto.
A raiva apossou-se dele e Eragon atacou-a. Trocaram quatro golpes, cada um mais terrível que o anterior. Arya atacou-o primeiro, tentando golpeá-lo nas pernas. Ele aparou o golpe e tentou atingi-la transversalmente na cintura, mas ela esquivou-se do gume cintilante de Brisingr. Sem lhe dar oportunidade de retaliar, ele prosseguiu com um ardiloso golpe circular, que ela aparou com uma facilidade enganadora. Depois avançou e roçou-lhe com a espada pela barriga, com a leveza de uma asa de beija-flor. Arya manteve a sua posição ao concluir o golpe, com o rosto a escassos centímetros do dele, a testa brilhante e as faces afogueadas.
Libertaram-se um do outro com uma cautela exagerada.
Eragon endireitou a túnica, agachando-se depois junto de Arya.
A fúria da batalha diluíra-se, deixando-o concentrado, senão totalmente descontraído.
— Não entendo — disse ele, baixinho.
— Você está muito habituado a lutar com os soldados de Galbatorix. Eles não têm esperanças de ser adversários a sua altura, por isso você corre riscos que de outra forma seriam a sua desgraça. Os seus ataques são muito óbvios – não devia recorrer à força bruta – e você se tornou descuidado na defesa.
— Você me ajudará? — pediu. — Treinará comigo quando puder?
Ela acenou com a cabeça.
— Claro. Mas se eu não puder, pratique com Blödhgarm. Ele é tão hábil quanto eu no manejo da espada. Você precisa apenas praticar com parceiros convenientes.
Eragon tinha acabado de abrir a boca para lhe agradecer quando sentiu a presença de outra consciência além da de Saphira tentar penetrar-lhe a mente. Era vasta e assustadora e estava impregnada da mais profunda melancolia; uma tristeza tão grande que a garganta de Eragon se contraiu e as cores do mundo pareceram perder o brilho. Numa voz pausada e profunda, como se falar fosse um esforço quase insuportável, Glaedr, o dragão dourado, disse: Você tem que aprender... a observar o que vê.
Depois a presença sumiu, deixando atrás de si um vazio negro.
Eragon olhou para Arya. Ela parecia tão abalada quanto ele; também ouvira as palavras de Glaedr. Atrás dela, Blödhgarm e os outros elfos murmuravam inquietos. Enquanto isso, Saphira torcia o pescoço à beira da estrada, tentando olhar para os alforjes que tinha presos nas costas.
Todos eles tinham ouvido, concluiu Eragon.
Arya e Eragon levantaram-se, correndo para Saphira que disse: Ele não me responde. Voltou para onde quer que estivesse, e não ouvirá nada a não ser a sua mágoa. Vejam...
Eragon uniu sua mente à dela e à de Arya e os três tentaram alcançar o coração dos corações de Glaedr, escondido dentro dos  alforjes. O que restava do dragão parecia mais forte do que antes, mas a sua mente continuava fechada à comunicação exterior e a sua consciência mantinha-se letárgica e indiferente como sempre, desde que Galbatorix assassinara o seu Cavaleiro, Oromis.
Eragon, Saphira e Arya tentaram despertar o dragão do seu estupor, contudo Glaedr ignorou-os sistematicamente, dando-lhes a mesma importância que um urso das cavernas daria a meia dúzia de moscas a zunir em torno da sua cabeça.
Ainda assim, Eragon não podia deixar de pensar que a indiferença de Glaedr não era tão absoluta como parecia, dado o seu comentário.
Finalmente, os três deram-se por vencidos e retornaram aos respectivos corpos. Quando Eragon voltou a si, Arya disse:
— Talvez se tocássemos no seu Eldunarí...
Eragon embainhou Brisingr, saltou depois para a pata dianteira direita de Saphira e subiu para a sela encaixada sobre a crista dos ombros, torcendo-se na sela e começando a remexer nas fivelas dos alforjes.
Abrira uma das fivelas e estava a remexer na outra quando o ruído alto de uma trompa ressoou na dianteira dos Varden, indicando que avançassem. Logo que se ouviu o sinal, a vasta caravana de homens e animais começou a andar, a princípio hesitantemente, mas ganhando depois mais fluidez e confiança a cada passo.
Eragon olhou indeciso para Arya e esta resolveu o seu dilema, acenando e dizendo:
— Hoje à noite. Hoje à noite falamos. Vá! Voe com o vento!
Ele voltou a fechar apressadamente os alforjes, enfiando depois as pernas nas correias de ambos os lados da sela, e apertou-as para não cair de Saphira em pleno voo.
Depois Saphira agachou-se e saltou sobre a estrada com um rugido de alegria. Os homens por baixo dela agacharam-se e encolheram-se, e os cavalos empinaram-se ao ouvirem Saphira desdobrar e bater as suas enormes asas, afastando-se do solo duro e hostil rumo à vastidão suave do céu.
Eragon fechou os olhos e ergueu o rosto, feliz por finalmente partir de Belatona. Depois de passar uma semana na cidade sem nada que fazer senão comer e descansar – pois Nasuada insistira nisso – estava ansioso por retomar a sua jornada rumo a Urû’baen.
Quando Saphira nivelou o voo, centenas de metros acima dos picos e torres da cidade, ele disse: Acha que Glaedr vai se recuperar?
Ele nunca voltará a ser como era.
Não, mas espero que ele descubra uma forma de ultrapassar a dor. Preciso da ajuda dele, Saphira. Há tantas coisas que ainda não sei. Sem ele, não tenho mais ninguém a quem perguntar.
Ela ficou em silêncio durante algum tempo. Tudo o que se ouvia era o ruído das suas asas. Não podemos apressá-lo, disse. Ele foi ferido da pior forma que um dragão ou um cavaleiro podem ser. Antes de poder ajudar a você, a mim, ou a qualquer outra pessoa, tem ele que decidir se quer continuar a viver. Até lá, as nossas palavras não poderão alcançá-lo.

2 comentários:

  1. Karinaaa quando vão revisar os outros capa?

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    1. Nossa, já faz um bom tempo, né?
      Bem, agora estou de férias, terminarei a revisão :)

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Boa leitura :)