31 de maio de 2017

Divulgação: Laços sombrios


Sinopse:
O amor pode ser maior que o desejo de estar vivo? 
Quem determina quem é do bem e do mal? 
Liliana Price é uma garota nada normal de dezessete anos. Por quê? Porque ela fala com fantasmas, e não sabe o que fazer para que isso pare. Espíritos a perseguem para onde quer que ela vá, e Jonathan - o único fantasma que não a apavora - desapareceu de suas visões sem mais nem menos. 
Ao se mudar com sua mãe para Fremont, e começar mais um ano letivo, as coisas começam a ficar estranhas - mais do que já eram. Depois de ser magicamente ligada a Jonathan por um laço mágico, ela descobre que é a chave para trazer seu grande amigo e companheiro de volta à vida. E ela quer muito ajudar. 
Mas o que Liliana não sabe é que Jonathan tem segundas intenções... Há um sacrifício a ser feito, e ele não vai deixar qualquer sentimento que tenha por ela impedi-lo. Mas será que Lily é tão cega e ingênua a ponto de não perceber que Jonathan não é quem diz ser?


Categorias: ficção, romance, aventura, história original
Autora: Martina Romero
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Prólogo


A hora havia chegado. Depois de um milênio, preso num tipo de purgatório, ele voltaria à vida. Finalmente, se vingaria daqueles que o prenderam lá. Traria destruição total àqueles que se opusessem a seus objetivos.

Por mil anos, esteve preso àquela maldita forma de fantasma. Durante esses séculos, as bruxas destruíram todos os mortais que vissem espíritos. Todo o cuidado era pouco.

Mas agora... o poder delas enfraqueceu. Elas não conseguiram rastrear a garota. Não conseguiram matá-la antes que ele a encontrasse e pusesse suas garras na pobre menina. Deveria agradecer à mãe dela, aliás. A mulher se encarregou que jamais encontrassem a filha. O que ela não esperava, porém, era que um dos fantasmas que a garota via fosse ele. 

Ele precisava da confiança da garota, pois senão, jamais completaria seu objetivo. Precisava que ela completasse as tarefas, e no final, fosse o sacrifício. E ele conseguiria que isso acontecesse. 

As bruxas achavam que já tinham visto a destruição. Oh, como elas estavam enganadas! A verdadeira destruição viria quando ele voltasse à viver.

Capítulo Um


Eu poderia ser uma garota normal, me preocupar com coisas normais e ter uma vida normal. Mas é claro que não sou normal! Meu nome é Liliana Price, e eu converso com os mortos. 

Começou quando eu era pequena, deveria ter uns três anos. Pelo menos, minhas lembranças se limitavam a essa idade. Quem sabe isso não acontecia desde que eu nascera? Minha mãe perguntava com quem eu falava, mesmo ela agindo como se soubesse a resposta. Meu melhor amigo fantasma, Jonathan, impediu que eu contasse à minha mãe, mas seus esforços duraram apenas até eu completar cinco. Foi quando disse para ela a verdade. Preocupada, minha mãe estabeleceu-nos uma rotina: máximo um ano em cada estado. Então, nos mudávamos sempre. E sempre. Oh, eu odiava isso!

Até meus doze anos de idade, eu conversava apenas com o espírito de Jonathan, mas depois, mais e mais fantasmas começaram a aparecer para mim, mas não era só isso. Comecei a ter visões, como se estivesse vendo outro mundo, o qual apenas eu enxergava. Os sussurros dos espíritos ficavam mais fortes lá. 

Essas visões podiam acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar. Normalmente, Jonathan me ajudava a sair delas, que aconteciam com cada vez mais frequência. 

Odeio isso. Odeio não ser normal. 

***

Era meu primeiro dia de aula em uma nova escola, numa nova cidade. Destino da vez? American High School, Fremont, Califórnia, Estados Unidos. Uma bela cidade, achei. A escola não chegava a ter dois andares, e parecia ter sido construída por retângulos empilhados. Uma parede de vidro na parta mais alta, e nas portas de entrada dupla, mas simples. Eu já estudara em lugares melhores... resignada, entrei na escola.

Depois de uma conversa rápida com o auxiliar, fui a secretaria e peguei minha folha com os horários de minhas aulas. Eu chegara cedo, meia hora antes do sino tocar, às 8h. Estava muito nervosa. Passei pelos corredores, cobertos com os armários que os estudantes usavam para guardar seus pertences. Encontrei o meu e me atrapalhei com a fechadura tipo cofre. 

No nervosismo, acabei derrubando os cadernos e folhas soltas que levava nos braços. Meu rosto corou como um pimentão, antes de eu me agachar para pega-los. Escutei vozes e risadas, e ergui a cabeça, a tempo de ver umas três garotas passarem, praticamente desfilando, por meu lado. Uma delas, loira, usando saltos nada apropriados, e uma camiseta com um decote bem grande, se ajoelhou ao meu lado, a expressão zombeteira. 

– Derrubou alguma coisa, novata? – provocou, e pude ver que usava um short curto. Os monitores não falavam nada sobre isso? – Quer ajuda para achar seu lugar? Por que não começa procurando lá fora?

As amigas, com o mesmo estilo de roupas e cabelo, riram, se aproximaram, e uma delas pisou em meus cadernos. De repente, me senti na quinta série, outra vez, com todos rindo e apontando para mim. Abaixei a cabeça, deixando meus cabelos longos, espessos e escuros caírem, cobrindo meu rosto. De repente, ouvi um sussurro:

– Você é mais forte do que imagina. Não deixe essas meras mortais fazerem-na sentir inferior – a voz de Jonathan me causou arrepios. Ele não apareceu, e as meninas tampouco pareceram escuta-lo. 

Respirei fundo, tomando coragem, e juntei todas minhas coisas. Levantei, apenas para descobrir que era uma cabeça mais baixa que a garota loira. Abri meu armário e enfiei as coisas desnecessárias ali. Fiquei com a mochila no ombro, o caderno, e os horários de aulas. 

Fui me afastando das garotas, quase correndo até a sala de minha primeira aula: matemática. O professor não estava lá, ainda, mas havia alguns alunos sentados nas primeiras carteiras. Ao invés de seguir seus exemplos, fui e me sentei na última fileira, última mesa. Abaixei a cabeça e fiquei à espera dos outros. 

Minutos se passaram e o sinal estridente tocou. Logo, a sala se encheu de pessoas, e o professor entrou, fechando a porta atrás de si. Ele era alto, usava um jaleco branco e tinha cabelos castanhos claros. Era jovem, e óculos de grau adornavam seu rosto. Exibia uma expressão despreocupada. 

– Muito bem, turma. Primeiro, meus parabéns. Este é seu último ano de tortura no Ensino Médio – ele bateu palmas, rindo sozinho, e se virou para o quadro. – Mas ainda é o último ano, então, abram seus cadernos e copiem as revisões. 

Não nos perguntou nomes, nem nos deu a fala. Bom. Pelo menos assim, eu me poupava do mico de ter que falar, depois do incidente no corredor. Eu duvidava que alguém tivesse visto, mas bem, era bom evitar. Vejo que uma menina se sentou numa carteira próxima à minha. Os cabelos dela eram coloridos com vários tons de azul, e um piercing se encontrava em sua narina. Olhos dourados eram destacados por delineador escuro, e seus lábios estavam pintados com um batom vermelho, forte. Vi que suas roupas eram bem ousadas e o jeans rasgado me fez encolher os ombros. Ela sorriu para mim, exibindo dentes brancos. Virei o rosto.

É, a escola realmente deveria investir em regras de vestuário. 

Oh, o dia mal começara, e eu já odiara este lugar! Na verdade, eu odiava todas as escolas. Era praticamente impossível prestar atenção na aula, quando se tem espíritos inquietos sussurrando ao seu ouvido. Argh!

Voltei a encarar a menina ousada, e vi-a brincar com uma caneta. Ela a girava entre os dedos, e logo, vejo o objeto flutuar sobre a mesa. Encarei a garota, assustada, e ela se limitou e me direcionar um sorriso antes de bater a caneta contra a mesa. Minha respiração acelerou. O que fora aquilo? 

Sacudi a cabeça, e mordi o lábio com força, a ponto de arrancar sangue. Encarei a parede mais distante de mim, e tudo foi perdendo o foco... não! Não, não, não, não, não! Era sempre assim que as visões começavam... eu focava em algo, ficava tonta e o resto deixava de importar, até que "acordava" no outro mundo. Mas eu não queria ter uma visão no meio da aula!

Tentei prestar atenção ao que o professor falava. Realmente, tentei. Mas parecia que as coisas não estavam dando certo para mim. Minha visão se focou, outra vez, a parede mais distante, e o resto começou a ficar borrado. Ouvi sussurros, que, aos meus ouvidos, pareciam gritos. Cobri os ouvidos com as mãos, cerrando os olhos. 

ͼ ͼͼ 

Ao abri-los novamente, deparei-me com a mesma sala de aula, os mesmos alunos. Eu estava sentada no mesmo lugar. A diferença? Rostos meio transparentes me encaravam. Rostos de pessoas mortas. Suspirei, irritadiça. Eu já era uma pessoa tímida, normalmente, mas saber que todos esses espíritos me observavam, mesmo quando eu não podia vê-los, me deixava mais retraída ainda. 

Uma mulher, de aparentemente, quarenta anos, se aproximou de mim. Quer dizer, ela se aproximou mais que o normal. Encolhi-me, para longe de seu toque.

– Liliana? – a mulher chamou. Olhei-a. Tinha cabelos escuros e olhos cor de mel. Apenas seu rosto parecia mais ou menos nítido. De resto, ela era quase transparente.

– O que quer? – murmurei. Não importava quantas vezes eu viesse à este "mundo"; eu ainda ficava apavorada. Todos estes espíritos querendo falar comigo, sufocando-me com perguntas e olhares... Argh! O único que não me assustava nesse aspecto, era Jonathan, mas, sem contar esta manhã, eu não falava com ele havia uma semana. 

– Não o deixe despertar – ela pediu. – Não o deixe despertar!

– O que? Quem? – perguntei. Eu queria desaparecer dali. Tinha medo da mulher, que se aproximava mais e mais. 

– Jonathan! Não o deixe despertar! – ela esticou a mão, tocando minha bochecha. Encolhi-me na cadeira. 

Jonathan? Como assim, Jonathan? Seria o fantasma de meu Jonathan? Não, não podia ser. Jonathan era bom! Me tirava desse mundo maldito sempre que eu entrava nele. Era impossível que ele fosse o cara do mal. Impossível. 

– Não – sussurrei, o medo começando a tomar conta de meu ser. 

– Não o deixe despertar. Não deixe ele te usar! – ela sussurrou, avançando e colocando a palma de sua mão em meu rosto. 

Pronto. A gota d'água. Um grito estrangulado escapou de mim. 

– Não me toque!
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10 comentários:

  1. O esses livros da divulgacao pq n ficam com os outros

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    1. Percebi que agora a maioria dos textos que posto são divulgação de algo original, então coloquei "Divulgação". Só colocarei "Fanfic" quando realmente for fanfic de algum livro...

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  2. Entao vc vai separar tudas as divulgacoes das fanfics ?O always um q ta nas fanfics é uma divulgacão também.e o try everything quero saber sao os q mais parece legal

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    1. Isso. Por enquanto tô fazendo isso só com as novas, um dia crio coragem pra ver as antigas :P

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  3. Não vejo a hora de ler...

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  4. Ah, eu não sei usar o blog. Esse livro não está completo? QUERO LER!!!!!! Scrr kk

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    1. Não tem aqui, é divulgação. O restante está no link ao final do post

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    2. Muito bom, amei.

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  5. Parece legal o livro mas tenho muitas series na lista de pra ler minha

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Boa leitura :)