27 de maio de 2017

Capítulo 69 - Primogênito

Eragon mal notou quando Saphira o carregou de volta para o turbilhão da batalha. Ele sabia que Roran estava no mar, mas nunca lhe ocorreu que Roran poderia estar seguindo para Surda, nem que os dois iriam se reunir dessa maneira. E os olhos de Roran! Seus olhos pareciam ter perfurado os de Eragon, indagativos, aliviados, enfurecidos... acusadores. Neles, Eragon viu que seu primo havia descoberto o seu papel na morte de Garrow e ainda não o tinha perdoado.
Foi só quando uma espada tentou atingir suas grevas que Eragon voltou a atenção para os arredores. Ele soltou um grito áspero e deu um golpe para baixo, decepando o soldado que o havia atacado. Amaldiçoando-se por ter sido tão descuidado, Eragon alcançou Trianna e disse: Ninguém naquele navio é inimigo. Espalhe a todos para que ele não seja atacado. Peça a Nasuada, como um favor para nós, se ela pode mandar um arauto para lhes explicar a situação e ver se eles podem ficar longe do campo de batalha.
Como quiser, Argetlam.
Do flanco oeste da batalha, onde desceu, Saphira atravessou a Campina Ardente em alguns saltos gigantescos, parando na frente de Hrothgar e seus anões. Desmontando, Eragon foi até o rei, que disse:
— Salve, Argetlam! Salve, Saphira! Os elfos parecem ter feito mais por vocês do que prometeram. — Ao seu lado estava Orik.
— Não, senhor, foram os dragões.
— Sério? Tenho de ouvir as suas aventuras assim que o nosso trabalho sanguinário terminar por aqui. Fico feliz que você tenha aceitado a minha oferta e entrado no dûrgrimst Ingeitum. É uma honra ter você como meu parente.
— E você como meu.
Hrothgar deu uma gargalhada, depois se virou para Saphira e disse:
— Eu ainda não esqueci o seu juramento de que iria reparar o Isidar Mithrim, dragão. Ainda agora, nossos artesãos estão montando a estrela de safira no centro de Tronjheim. Não vejo a hora de vê-la inteira mais uma vez.
Ela inclinou a cabeça. Como eu prometi, ela ficará inteira.
Depois que Eragon repetiu suas palavras, Hrothgar estendeu um dedo retorcido e bateu numa das placas de metal na sua lateral.
— Vejo que está usando a nossa armadura. Espero que tenha lhe servido bem.
Muito bem, rei Hrothgar, disse Saphira através de Eragon. Ela me salvou de muitos ferimentos.
Hrothgar se ajeitou e ergueu Volund, havia um brilho em seus olhos profundos.
— Muito bem, podemos nos pôr em marcha e testá-la mais uma vez no calor da guerra? — Ele olhou para trás, na direção de seus guerreiros, e gritou: — Akh sartos oen dûrgrimst!
— Vor Hrothgarz korda! Vor Hrothgarz korda!
Eragon olhou para Orik, que traduziu a frase com um grito potente:
— Pelo martelo de Hrothgar! — Juntando-se ao coro, Eragon correu com o rei anão na direção das fileiras de soldados vermelhos, com Saphira ao seu lado.
Agora, enfim, com a ajuda dos anões, a batalha virou a favor dos Varden. Juntos eles fizeram recuar o Império, dividiram, esmagaram, forçaram o vasto exército de Galbatorix a abandonar posições mantidas desde a manhã. Seus esforços foram ajudados pelo fato de que mais algumas das poções de Angela fizeram efeito. Muitos dos oficiais do Império se comportavam de maneira irracional, davam ordens confusas que facilitaram aos Varden infiltrarem-se mais profundamente dentro do exército, semeando o caos enquanto seguiam em frente. Os soldados pareciam perceber que a sorte não estava mais lhes sorrindo, pois centenas se renderam, ou desertaram e se voltaram contra seus antigos companheiros, ou simplesmente abandonaram suas armas e fugiram. E a luz da manhã cedeu seu lugar ao ocaso.
Eragon estava no meio de uma luta com dois soldados, quando um dardo flamejante passou zunindo pelo ar e foi aterrissar justamente em uma das tendas de comando do Império a vinte metros de distância, incendiando o tecido. Assim que aniquilou seus oponentes, Eragon olhou para trás e viu dezenas de projéteis incandescentes saindo em arco do navio que estava no rio Jiet. Com o que você está brincando, Roran?, indagou-se Eragon antes de atacar a leva seguinte de soldados.
Logo depois, uma corneta ecoou da retaguarda do exército do Império, depois outra e mais outra. Alguém começou a bater num tambor bem sonoro, cujo ribombar acabou acalmando o campo de batalha, pois todos olharam ao redor buscando a origem da batida. Bem na hora em que Eragon olhou, uma figura agourenta se destacou no horizonte ao norte e se ergueu no céu pálido sobre a Campina Ardente. Os urubus se dispersaram perante a sombra negra e barbada, que se equilibrava impassível sobre as colunas de ar quente. A princípio Eragon pensou tratarse de um Lethrblaka, uma das montadas dos Ra’zac. Então, um raio de luz vindo do oeste escapou das nuvens e iluminou a figura.
Um dragão vermelho flutuava acima deles, brilhante e cintilante sob o raio de sol como se fosse um manto de brasas. As membranas de sua asa tinham a cor do vinho exposto à frente de uma lanterna. Suas garras e dentes e espinhos, ao longo de sua coluna, eram brancos como neve. Seus olhos vermelho-alaranjados projetavam uma alegria sádica. Nas suas costas havia uma sela e nela, sentado, um homem vestindo uma armadura de aço polida, armado com uma espada comprida.
Um temor se apoderou de Eragon. Galbatorix conseguiu que o ovo de outro dragão rompesse!
Então o homem vestido de aço levantou sua mão esquerda e um feixe de luz com a energia crepitante de um rubi saltou da palma de sua mão e atingiu Hrothgar no peito. Os encantadores anões gritavam de agonia enquanto a energia de seus corpos era consumida tentando bloquear o ataque. Eles caíram mortos, e depois Hrothgar apertou seu coração e tombou no chão. Os anões soltaram um grande suspiro de desespero assim que viram seu rei cair.
— Não! — gritou Eragon, e Saphira rugiu em protesto. Ele encarou o Cavaleiro inimigo com ódio. Vou matá-lo por isso.
Eragon sabia que ele e Saphira se sentiam muito cansados para enfrentar um oponente tão poderoso. Ao olhar em volta, Eragon avistou um cavalo caído na lama, tinha uma lança atravessando o seu corpo. O garanhão ainda estava vivo. Eragon colocou a mão em seu pescoço e murmurou: Durma, irmão. Então, ele transferiu a vitalidade que restava no cavalo para ele e Saphira. Não era energia suficiente para recuperar toda a sua força, mas pelo menos aliviou as dores em seus músculos e fez seus membros pararem de tremer.
Revigorado, Eragon pulou em cima de Saphira, gritando:
— Orik, assuma o comando dos seus irmãos! — Do outro lado do campo, ele viu Arya o fitar, preocupada. Ele a tirou de sua mente enquanto apertava as correias da sela em volta das suas pernas. Então Saphira se lançou na direção do dragão vermelho, batendo suas asas furiosamente para ganhar a velocidade necessária. Eragon segurou o escudo com mais força ainda.
Espero que você se lembre das suas lições com Glaedr, disse ele.
Saphira nada respondeu mas rugia ao pensar no outro dragão.
Traidor! Violador de ovos, violador de juramentos, assassino! Então, como se fossem um só, ela e Eragon invadiram as mentes da dupla, tentando desarmar suas defesas. A consciência do Cavaleiro parecia estranha a Eragon, como se abrigasse multidões, um grande número de vozes distintas sussurradas nas cavernas de sua mente, como espíritos aprisionados implorando por liberdade.
No instante em que fizeram contato, o Cavaleiro revidou com uma rajada de pura força, maior do que qualquer uma que até mesmo Oromis fosse capaz de evocar. Eragon se refugiou atrás de suas próprias barreiras, recitando freneticamente um trecho dos versos malfeitos que Oromis lhe ensinou para usar em tais situações:

Sob um céu de inverno frio e vazio
Havia um homem minúsculo
com uma espada de prata.
Ele pulava e apunhalava num furor febril,
Enfrentando as sombras que se amontoavam à sua frente...

O cerco na mente de Eragon diminuiu assim que Saphira e o dragão vermelho foram de encontro um ao outro, eram dois meteoros incandescentes colidindo de frente. Os dois se engalfinharam numa luta corpo-a-corpo, chutaram as respectivas barrigas com as patas traseiras.
Suas garras produziam ruídos agudos e medonhos enquanto arranhavam a armadura de Saphira e as escamas lisas do dragão vermelho. Ele era menor que Saphira, mas tinha as pernas mais grossas e os ombros mais largos. Ele conseguiu chutá-la por um instante, até que os dois se aproximaram novamente, cada um lutando para enfiar as mandíbulas no pescoço do outro.
Tudo que Eragon podia fazer era segurar Zar’roc nas mãos enquanto os dragões caíam no chão, desferindo um contra o outro golpes terríveis com as patas e as caudas. Pouco mais de cinquenta metros acima da Campina Ardente, Saphira e o dragão vermelho se separaram, lutando para recuperar altitude. Assim que freou sua descida, Saphira jogou a cabeça para trás, como uma cobra prestes a atacar e soltou uma torrente densa de fogo.
Ela não chegou a atingir o seu alvo, a uns três metros e meio do dragão vermelho, o fogo bifurcou e duas labaredas passaram por ele, absolutamente inofensivas. Maldição, pensou Eragon. Assim que o dragão vermelho abriu sua boca para revidar, o jovem Cavaleiro gritou:
 Skölir nosu fra brisingr! — Foi bem a tempo. A conflagração girou em torno deles, mas nem sequer chamuscou as escamas de Saphira.
Agora Saphira e o dragão vermelho subiam o mais rápido possível, atravessaram a fumaça estriada em direção ao céu claro e frio mais acima, ziguezagueavam enquanto tentavam superar seu oponente. O dragão vermelho deu uma mordida no rabo de Saphira fazendo com que ela e Eragon uivassem com a mesma intensidade. Ofegante devido ao esforço, Saphira executou um loop para trás e acabou atrás do dragão, que depois girou em torno de um eixo para a esquerda e tentou prender Saphira na mesma espiral.
Enquanto os dragões duelavam com acrobacias cada vez mais complexas. Eragon ficou a par de um distúrbio na Campina Ardente: os encantadores da Du Vrangr Gata foram atacados por dois novos mágicos do Império. Esses mágicos eram bem mais poderosos do que aqueles que os haviam precedido. Já haviam assassinado um dos membros da Du Vrangr Gata e estavam demolindo as barreiras de um segundo. Eragon. então, ouviu Trianna gritar com sua mente: Matador de Espectros! Você tem que nos ajudar! Não podemos detê-los. Eles matarão todos os Varden. Ajude-nos, é o...
Sua voz se perdeu enquanto o Cavaleiro apunhalava a sua consciência.
— Isso tem que acabar — vociferou Eragon em meio a dentes cerrados enquanto se esforçava para resistir ao ataque. Por sobre o pescoço de Saphira, ele viu o dragão vermelho mergulhar em sua direção, vindo num determinado ângulo com o intuito de atingi-los por baixo. Eragon não ousava abrir sua mente o suficiente para falar com Saphira, por isso disse em voz alta: — Pegue-me! — Com dois golpes de Zar’roc, ele cortou as correias que prendiam as suas pernas e pulou das costas de Saphira.
Isso é insano, pensou Eragon. Ele riu com a sensação de vertiginosa liberdade, provocada pela falta de gravidade, que o invadia. O movimento do ar arrancou seu elmo e fez seus olhos lacrimejarem e arderem. Assim que largou seu escudo, Eragon abriu os braços e as pernas, como Oromis o ensinara, para estabilizar o seu voo. Lá embaixo, o Cavaleiro vestido de aço notou a ação de Eragon. O dragão vermelho se encolheu à esquerda do Cavaleiro, mas não pôde evitá-lo. Eragon o atacou com Zar’roc assim que o flanco do dragão passou ao seu lado, e ele sentiu lâmina de sua espada afundar no tendão da perna da criatura antes que sua força cinética o levasse. O dragão rugiu de agonia.
O impacto do golpe fez Eragon rodopiar para cima e para baixo. No momento em que conseguiu parar de rodar, ele já havia mergulhado, ultrapassando a cobertura de nuvens, e seguia rumo a uma queda rápida e fatal na Campina Ardente. Ele podia usar a magia para parar, mas isso consumiria suas últimas reservas de energia. Eragon, então, olhou por trás de ambos os ombros. Vamos, Saphira, cadê você?
Como que em resposta, ela saiu de dentro da fumaça fétida, com as asas bem coladas ao corpo. Arremeteu-se sob seu parceiro e abriu as asas um pouco para diminuir a velocidade da queda. Tomando cuidado para não empalar a si próprio com uma das barbatanas, Eragon fez uma manobra para cair novamente em cima da sela, recebendo bem o retorno da gravidade depois que interrompeu o mergulho.
Nunca mais faça isso comigo, vociferou ela.
Ele examinou o sangue quente que manchava a lâmina de Zar’roc. Deu certo, não?
Sua satisfação desapareceu assim que ele percebeu que sua façanha havia colocado Saphira a mercê do dragão vermelho. Ele se lançou contra ela, vindo de cima, fustigando-a de um jeito ou de outro, forçando-a a descer. Saphira tentou uma manobra enquanto estava sob o seu oponente, mas toda vez ele mergulhava sobre ela, mordendo e estapeando com suas asas para obrigar a fêmea a mudar de direção.
Os dragões se reviraram e deram botes até suas línguas saírem das bocas, seus rabos se curvarem e ambos desistirem de bater asas e simplesmente planarem.
Com sua mente mais uma vez fechada para qualquer contato, amistoso ou não, Eragon disse em voz alta:
— Para baixo, Saphira, isso não está adiantando. Vou enfrentá-lo no chão.
Com um grunhido de enfado e resignação, Saphira desceu até a mais próxima área plana e aberta, um pequeno platô de pedra localizado ao longo da margem oeste do rio Jiet. A água havia ficado vermelha por causa do sangue resultante da batalha. Eragon pulou de Saphira assim que pousou no platô e testou o piso. Era duro e liso, e não havia nada que pudesse fazê-lo escorregar. Ele então acenou a cabeça, satisfeito.
Alguns segundos depois, o dragão vermelho veio rapidamente de cima e aterrissou no lado oposto do platô. Ele manteve a pata traseira esquerda levantada para não agravar o seu ferimento: um longo corte que quase rasgou o músculo. O dragão tremia todo, como um cachorro ferido. Ele tentou pular para a frente, mas então parou e rosnou para Eragon.
O Cavaleiro inimigo desatou suas pernas e deslizou pelo lado são de seu dragão. Então deu a volta em torno do animal e examinou sua perna. Eragon permitiu que o fizesse: ele sabia o quanto doía para um homem ver as avarias impostas ao animal ao qual estava ligado. Esperou bastante, de fato, pois o Cavaleiro murmurou algumas palavras indecifráveis e, num período de três segundos, o ferimento do dragão estava curado.
Eragon estremeceu de medo. Como ele conseguiu fazer isso tão rapidamente, e com um feitiço tão curto? Ainda assim, quem quer que fosse, o novo Cavaleiro certamente não era Galbatorix, cujo dragão era negro. Eragon aferrou-se a essa noção, enquanto avançava para enfrentar o Cavaleiro. Assim que os dois se encontraram no meio do platô, Saphira e o dragão vermelho ficaram circulando no fundo.
O Cavaleiro segurava sua espada com ambas as mãos e a girou por sobre a cabeça na direção de Eragon, que levantou Zar’roc para se defender. Suas espadas se encontraram espalhando rajadas de faíscas vermelhas. Então Eragon empurrou seu oponente para trás e começou a desferir uma série complexa de golpes. Ele tentava apunhalar o adversário e aparava as estocadas, dançava sobre pés leves enquanto forçava o Cavaleiro de aço a recuar até a beira do platô.
Quando chegaram na beirada, o Cavaleiro se manteve onde estava. Defendendo-se dos ataques de Eragon, não importando o quanto fossem hábeis. É como se ele pudesse antecipar todos os meus movimentos, pensou Eragon, frustrado. Se ele estivesse descansado, teria sido bem mais fácil derrotar o Cavaleiro, mas desse jeito, não dava para fazer progressos. O Cavaleiro não tinha a velocidade e a força de um elfo, mas sua técnica era melhor do que a de Vanir e se equiparava a de Eragon.
Um ligeiro pânico se instalou em Eragon quando sua onda de energia inicial começou a diminuir e ele não havia conseguido nada além de um leve arranhão no peitoral reluzente do Cavaleiro. As últimas reservas de força acumuladas no rubi de Zar’roc e no cinto de Beloth o Sábio, seriam suficientes apenas para manter o esforço por mais um minuto. De repente o Cavaleiro deu um passo à frente. Depois mais outro. E antes que Eragon percebesse, eles haviam voltado para o centro do platô, onde permaneceram, um de frente para o outro, trocando golpes.
Zar’roc começou a ficar tão pesada em sua mão, que Eragon mal podia levantá-la. Seu ombro ardia, ele ofegava e o suor escorria pelo seu rosto. Nem mesmo o seu desejo de vingar Hrothgar podia ajudá-lo a superar sua exaustão.
Até que finalmente Eragon escorregou e caiu. Determinado a não ser morto deitado, ele rolou sob os pés de seu oponente e o apunhalou. O Cavaleiro desviou Zar’roc para o lado com uma batida de leve do seu pulso. O jeito que o Cavaleiro brandiu sua espada depois — usando-a para traçar um rápido círculo ao seu lado — pareceu subitamente familiar para Eragon, assim como todas as suas manobras anteriores de espadachim.
Cada vez mais horrorizado, ele encarou a espada comprida do seu inimigo e depois se voltou na direção das aberturas para os olhos do elmo espelhado antes de gritar:
— Eu conheço você!
Ele se jogou sobre o Cavaleiro, o que fez com que ambas as espadas ficassem presas entre seus corpos, enfiou os dedos por baixo do elmo e o arrancou. E lá, no centro do platô, na beira da Campina Ardente da Alagaësia, estava Murtagh.

4 comentários:

  1. LuaMara dragão Opala17 de junho de 2017 21:05

    EXPLODINDO SEUS CÉREBROS COM ESSE CAPÍTULO HEIN PESSOAL?

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  2. Essas batalhas são emocionantes, e Murtagh um cavaleiro e ainda mais um traidor O.O quando vc pensa que o livro não pode ficar melhor aparece isso!

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  3. Ah... Então esse é a "traição de um Famíliar". Que disse Ângela. Será?

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  4. EU SEMPRE SOUBE QUE ELE TAVA VIVOOOO!!!
    EU TE ODEIO MURTAGH

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Boa leitura :)