22 de maio de 2017

Capítulo 51 - A glória de Tronjheim

Eragon acordou de repente quando um rosnado soou em seu ouvido. Saphira ainda estava dormindo, os olhos dela agitavam-se nervosamente embaixo de suas pálpebras e o lábio superior dela tremia, como se ela fosse ranger os dentes. Ele sorriu e foi jogado para o lado quando ela rosnou de novo.
Ela deve estar sonhando, concluiu ele. Eragon a observou durante alguns instantes e saiu cuidadosamente debaixo de sua asa. Ficou em pé e espreguiçou-se. A sala estava fria, mas não de um modo que fosse desagradável. Murtagh estava deitado de barriga para cima no lado oposto do cômodo, seus olhos estavam fechados.
Quando Eragon andava em volta de Saphira, Murtagh se mexeu.
— Bom-dia — disse ele baixinho, colocando-se sentado.
— Há quanto tempo você está acordado? — perguntou Eragon sussurrando.
— Há algum tempo. Estou surpreso que Saphira não tenha acordado você antes.
— Estava tão cansado que dormiria até no meio de uma tempestade de trovões — disse Eragon ironicamente. Ele sentou ao lado de Murtagh e apoiou a cabeça na parede. — Você sabe que horas são?
— Não. É impossível saber aqui dentro.
— Alguém já veio nos ver?
— Ainda não.
Eles ficaram sentados juntos, sem se mexer ou falar. Eragon se sentia estranhamente ligado a Murtagh. Eu carrego a espada do pai dele, o que era para ser... sua herança. Somos parecidos sob vários aspectos, mas nossos pontos de vista e criação são completamente diferentes. Pensou na cicatriz de Murtagh e tremeu. Que homem poderia fazer isso com um filho?
Saphira levantou a cabeça e piscou para limpar os olhos. Ela farejou o ar e bocejou largamente, sua língua áspera se enrolou na ponta.
Aconteceu alguma coisa? Eragon balançou a cabeça. Espero que me deem mais alguma coisa para comer do que aquele petisco da noite passada. Estou com tanta fome que comeria um rebanho de vacas inteiro.
Eles vão alimentá-la, ele garantiu a ela.
É melhor que alimentem mesmo. Ela pôs-se perto da porta e colocou se em posição de espera, sua cauda agitava-se. Eragon fechou os olhos, aproveitando o apoio. Dormiu durante um breve tempo, acordou e ficou andando pela sala. Entediado, examinou um dos lampiões. Era feito de um pedaço de vidro inteiriço em forma de lágrima, tinha duas vezes o tamanho de um limão e estava cheio de uma luz azul suave que não ondulava ou piscava. Quatro hastes finas de metal envolviam o vidro de modo sutil, encontrando-se no topo para formar um pequeno gancho e, novamente, na parte de baixo, onde eram soldadas, formando três pernas delicadas. O artefato em si era encantador.
A inspeção de Eragon foi interrompida por vozes do lado de fora da sala. A porta abriu-se, e doze guerreiros entraram marchando. O primeiro homem levou um susto quando viu Saphira. Foram seguidos por Orik e pelo homem calvo, que declarou:
— Vocês foram convocados para se apresentarem a Ajihad, o líder dos Varden. Se quiserem comer, terão de fazê-lo enquanto marchamos. — Eragon e Murtagh ficaram em pé ao mesmo tempo, olhando para ele com suspeição.
— Onde estão nossos cavalos? E será que podem devolver a minha espada e o meu arco? — perguntou Eragon.
O homem calvo olhou para ele com desdém.
— Suas armas serão devolvidas quando Ajihad permitir, antes disso, não. Quanto aos seus cavalos, eles os esperam no túnel. Agora, venham!
Quando se virava para sair, Eragon perguntou rapidamente:
— Como está Arya?
O homem calvo hesitou.
— Eu não sei. Os curandeiros ainda estão com ela. — Ele saiu da sala, acompanhado por Orik.
Um dos guerreiros apontou:
— Você vai na frente. — Eragon passou pelo portal, seguido por Saphira e Murtagh. Voltaram pelo corredor que atravessaram na noite anterior, passando pela estátua do animal de penas longas. Quando chegaram ao enorme túnel por onde tinham entrado na montanha, o homem calvo esperava-os com Orik, que segurava as rédeas de Tornac e Fogo na Neve.
— Vocês cavalgarão em fila única pelo centro do túnel — instruiu o homem calvo. — Se tentarem ir para qualquer outro lugar, serão detidos. — Quando Eragon começava a montar em Saphira, o homem calvo gritou:
— Não! Você montará seu cavalo até que eu diga que pode montar o dragão.
Eragon deu de ombros e pegou as rédeas de Fogo na Neve. Ele pulou para cima da sela, guiou Fogo na Neve para a frente de Saphira e disse a ela:
Fique por perto, caso eu precise de ajuda.
É claro, disse ela.
Murtagh montou em Tornac atrás de Saphira. O homem calvo inspecionou a pequena fila formada por eles, depois fez um gesto para os guerreiros, que se dividiram em dois grupos para cercá-los, dando o maior espaço possível para Saphira. Orik e o homem calvo foram na frente do cortejo.
Depois de olhar para eles mais uma vez, o homem calvo bateu palmas duas vezes e começou a andar para a frente. Eragon deu um tapa de leve nos flancos de Fogo na Neve. O grupo seguiu em direção ao coração da montanha. Ecos enchiam o túnel quando os cascos dos cavalos batiam no chão duro. Os sons eram amplificados na passagem deserta. Portas e portões, ocasionalmente, maculavam as paredes lisas, mas sempre estavam fechados.
Eragon olhava maravilhado o imenso tamanho do túnel, que havia sido perfurado com uma habilidade incrível as paredes, o piso e o teto foram talhados com precisão milimétrica. Os ângulos nas bases das paredes eram perfeitamente simétricos, e pelo que ele pôde notar, o túnel em si não variava em seu curso nem por um centímetro.
Conforme avançavam, a expectativa de Eragon quanto ao encontro com Ajihad aumentava. O líder dos Varden era uma figura sombria para as pessoas de dentro do Império. Ele havia subido ao poder há quase vinte anos e desde então travava uma guerra ferrenha contra o rei Galbatorix. Ninguém sabia de onde ele tinha vindo ou como se parecia.
Falava-se que ele era um exímio estrategista, um guerreiro brutal. Com tal reputação, Eragon se preocupava com o modo que seriam recebidos. Contudo, saber que Brom confiava nos Varden o bastante para tê-los servido ajudava a aplacar seu medo.
Ver Orik novamente levantou novas perguntas em sua mente. O túnel era obviamente trabalho dos anões – ninguém era tão hábil na arte da mineração – mas será que os anões também faziam parte dos Varden? Ou será que meramente davam abrigo a eles? E qual era o rei que Orik mencionou? Será que era Ajihad? Eragon entendeu naquele momento que os Varden conseguiram evitar que fossem descobertos ao se esconderem embaixo da terra, mas e quanto aos elfos? Onde eles estavam?
Durante quase uma hora, o homem calvo os guiou pelo túnel, nunca fazendo uma curva ou se desviando do caminho. Provavelmente, já devemos ter percorrido quase cinco quilômetros, pensou Eragon. Talvez estejam atravessando a montanha conosco! Finalmente, uma fraca luz branca tornou-se visível à frente deles. Ele forçou os olhos, tentando discernir sua fonte, mas ainda estava longe demais para ser revelado qualquer detalhe. O brilho aumentava, ficando mais forte conforme eles se aproximavam.
Agora, ele conseguia ver grossas pilastras de mármore adornadas com rubis e ametistas, posicionadas em fileira ao longo das paredes. Numerosos lampiões estavam pendurados entre as pilastras, espalhando no ar um brilho líquido. Adereços dourados brilhavam em suas bases como fios derretidos. Arqueando-se no teto estavam entalhadas cabeças de corvos, cujos bicos estavam abertos como se estivessem gritando. No final do corredor havia duas colossais portas pretas, destacadas por linhas brilhantes prateadas traçando uma coroa de sete pontas, que se estendia em ambos os lados.
O homem calvo parou e ergueu uma de suas mãos. Ele voltou-se para Eragon.
— Agora, você montará em seu dragão. Não tente levantar voo. Haverá pessoas olhando, então lembre-se de quem e o que você é.
Eragon desmontou de Fogo na Neve e subiu com dificuldade nas costas de Saphira.
Acho que eles querem nos exibir, disse ela enquanto ele se ajeitava em sua sela.
É o que veremos. Eu queria estar com Zar’roc, respondeu ele apertando as amarras em volta das pernas dele.
É melhor não estar usando a espada de Morzan quando os Varden virem você pela primeira vez.
Tem razão.
— Estou pronto — avisou Eragon ajeitando os ombros.
— Ótimo — disse o homem calvo. Ele e Orik alinharam-se, um de cada lado de Saphira, afastando-se o suficiente para que ela tomasse, claramente, a liderança. — Agora, aproximem-se das portas. Assim que elas abrirem, sigam o caminho. Andem devagar.
Está pronta? Perguntou Eragon.
É claro. Saphira aproximou-se das portas com passos cadenciados. Suas escamas brilhavam sob a luz, produzindo efeitos cintilantes que dançavam nas pilastras. Eragon respirou fundo para aplacar sua ansiedade.
Sem dar nenhum aviso, as portas abriram-se para fora, apoiadas em dobradiças ocultas. Conforme o vão se abria entre eles, raios de luz solar entravam no túnel, caindo em Saphira e em Eragon.
Temporariamente cego, Eragon piscou e apertou os olhos. Quando sua visão se ajustou à luz, ele ficou surpreso.
Eles estavam dentro de uma gigantesca cratera de vulcão. Suas paredes estreitavam-se até uma pequena abertura irregular tão alta que Eragon não podia determinar a distância que ela estava – devia estar a mais de dezenove mil metros de altura. Um suave raio de luz entrava pela abertura, iluminando o centro da cratera, embora deixasse o restante do espaço cavernoso envolvido em um crepúsculo abafado.
A extremidade oposta da cratera, com um azul nebuloso ao fundo, parecia estar a uns dezesseis quilômetros de distância. Estalactites gigantescas, com centenas de metros de largura e milhares de metros de comprimento, pendiam quilômetros acima deles como brilhantes adagas gigantes. Eragon sabia por experiência própria que ninguém, nem mesmo Saphira, podia chegar até aqueles cumes altíssimos. Bem abaixo, nas paredes internas da cratera, havia tapetes escuros de musgo e líquen que cobriam a rocha.
Ele abaixou o olhar e viu um caminho largo feito com paralelepípedos que se iniciava na soleira das portas. O caminho ia direto para o centro da cratera, onde terminava na base de uma montanha branca como a neve, que brilhava como uma pedra preciosa que ainda não havia sido cortada, produzindo uma explosão de cores. Ela tinha menos de um décimo da altura da cratera que pairava acima e em volta dela, mas sua aparência diminuta era enganadora, pois tinha uns mil e quinhentos metros de altura.
Por mais extenso que fosse, o túnel os fez atravessar apenas um dos lados da parede da cratera. Enquanto Eragon olhava admirado, Orik disse com uma voz grave:
— Olhe bem, humano, pois nenhum Cavaleiro põe os olhos nisto há quase cem anos. O pico alto que está bem acima de nós é o Farthen Dûr, que foi descoberto há milhares de anos pelo patriarca da nossa raça, Korgan, enquanto ele procurava ouro. E no centro está o nosso maior feito, Tronjheim, a cidade-montanha, construída com o mármore mais puro.
As portas pararam com um rangido.
Uma cidade!
Então, Eragon viu a multidão. Ficou tão absorto com aquela visão que não notou um mar de pessoas que se concentravam em volta da entrada do túnel. Elas estavam enfileiradas nos lados do caminho de paralelepípedos, anões e humanos amontoados como árvores em um bosque fechado. Havia centenas... milhares deles. Todos os olhos, todos os rostos estavam concentrados em Eragon. E todos estavam em silêncio.
Eragon segurou a base de um dos espinhos do pescoço de Saphira.
Viu crianças vestindo aventais sujos, homens fortes com os nós dos dedos arranhados, mulheres usando vestidos simples e anões troncudos com a aparência surrada, que mexiam em suas barbas. Todos exibiam a mesma expressão tensa, a de um animal ferido quando há um predador por perto e a fuga é impossível.
Uma gota de suor correu pelo rosto de Eragon, mas ele não ousou se mexer para enxugá-la.
O que devo fazer? Perguntou ele nervoso.
Sorria, erga a mão, qualquer coisa! Respondeu Saphira rapidamente.
Eragon tentou forçar um sorriso, mas os lábios dele apenas se estremeceram. Juntando toda a sua coragem, ergueu uma de suas mãos, fazendo um pequeno aceno. Quando nada aconteceu, ruborizou-se de vergonha, abaixou o braço e a cabeça.
Um grito solitário quebrou o silêncio. Alguém aplaudia vigorosamente. Durante um breve segundo, a multidão hesitou, depois um estrondo selvagem emanou dela, e uma onda de som banhou Eragon.
— Muito bem — disse o homem calvo atrás dele. — Agora, comece a andar.
Aliviado, Eragon sentou-se ereto na sela e, brincando, perguntou a Saphira:
Vamos? Ela arqueou o pescoço e andou para a frente. Quando passaram pela primeira carreira de pessoas, ela olhou de relance para os dois lados e exalou uma nuvem de fumaça. A multidão ficou em silêncio e retraiu-se, depois, recomeçou a aclamá-lo, o entusiasmo deles só fez aumentar.
Exibicionista, censurou Eragon. Saphira abanou a cauda e o ignorou. Ele olhava curiosamente a multidão que se acotovelava enquanto avançava pelo caminho. Os anões estavam em um número muito maior do que os humanos... E muitos deles olhavam para Eragon com um ar ressentido. Alguns chegaram até a virar as costas para ele com o rosto fechado.
Os humanos eram pessoas duras e robustas. Todos os homens usavam adagas ou facas na cintura, muitos estavam armados como se fossem para a guerra. As mulheres tinham uma postura orgulhosa, mas pareciam esconder uma profunda fadiga. As poucas crianças e bebês olhavam admirados para Eragon com olhos arregalados. Ele tinha certeza de que essas pessoas enfrentaram muitos períodos difíceis e que fariam o que fosse necessário para se defender.
Os Varden acharam um esconderijo perfeito. As paredes de Farthen Dûr eram altas demais para serem sobrevoadas por um dragão e nenhum exército poderia ter acesso ao interior da cratera, mesmo que conseguisse encontrar as portas escondidas.
A multidão os acompanhava de perto, dando bastante espaço a Saphira. Gradualmente, as pessoas foram se acalmando, embora a atenção de todos permanecesse em Eragon. Ele olhou para trás e viu Murtagh cavalgando tenso na sela, o rosto dele estava pálido.
Eles se aproximaram da cidade-montanha, e Eragon viu que o mármore branco de Tronjheim era altamente polido e talhado, repleto de contornos, como se já tivesse sido moldado no local. A cidade era pontilhada por incontáveis janelas redondas adornadas com entalhes muito elaborados. Um lampião colorido pendia em cada janela, projetando uma luz suave na pedra que as cercava. Não havia torres ou chaminés visíveis. Diretamente à frente, dois grifos dourados de nove metros guardavam um gigantesco portão de madeira, recuado dezoito metros da base de Tronjheim, acompanhado por duas grandes pilastras que sustentavam uma abóbada lá no alto.
Quando chegaram à base de Tronjheim, Saphira parou para ver se o homem calvo tinha alguma instrução para dar. Como nada foi dito, continuou andando em direção ao portão. As paredes eram ladeadas por pilastras caneladas de jaspe vermelho-sangue. Entre as pilastras havia grandes estátuas de criaturas excêntricas, capturadas para sempre pelo cinzel de um escultor.
O pesado portão abriu-se diante deles produzindo um estrondo, enquanto correntes ocultas baixavam lentamente as traves gigantescas.
Um corredor de quatro andares de altura estendia-se direto ao centro de Tronjheim. Os três níveis superiores eram perfurados por carreiras de arcos que revelavam túneis cinzentos, estes faziam uma curva ao longe. Aglomerados de pessoas enchiam os arcos, observando ansiosas Eragon e Saphira. Mas no nível térreo, contudo, os arcos estavam fechados por portas resistentes. Havia ricas tapeçarias penduradas entre os diferentes níveis, bordadas com figuras heroicas e tumultuadas cenas de batalha. Aplausos encheram os ouvidos deles quando entraram no corredor e começaram seu desfile. Eragon ergueu a mão, produzindo mais gritos de aclamação da multidão, embora muitos anões não tenham se juntado aos gritos de boas-vindas.
O corredor com mais de mil e quinhentos metros de comprimento acabava em um arco ladeado por pilares de ônix preto. Zircônios amarelos, que tinham três vezes o tamanho de um homem, cobriam as colunas escuras, jogando raios amarelos e brilhantes como o ouro por todo o salão. Saphira entrou pela abertura, parou e retraiu o pescoço, produzin do um zumbido em seu peito. Estavam em um salão circular, com talvez uns trezentos metros de largura, que chegava até o pico de Tronjheim, a mais de mil e quinhentos metros acima, estreitando-se conforme se elevava. As paredes eram orladas por arcos, uma carreira para cada nível da cidade-montanha, e o piso era feito de cornalina polida, sobre a qual estava entalhado um martelo rodeado por doze pentágonos prateados, como no capacete de Orik.
O salão era um ponto de conexão para quatro corredores, incluindo o corredor de onde eles tinham saído, que dividia Tronjheim em quatro partes. Os corredores eram idênticos, exceto pelo que estava na frente de Eragon. À direita e à esquerda daquele corredor, havia arcos altos que davam para escadas descendentes, que espelhavam umas as outras quando faziam a curva em direção ao subsolo.
O teto era coroado por uma monstruosa estrela de safira avermelhada. A joia tinha uns dezoito metros de diâmetro e sua espessura atingia quase essa medida. A sua superfície foi entalhada de modo a lembrar uma rosa desabrochada. O entalhe foi tão bem-feito que a flor quase parecia real. Uma profusão de lampiões envolvia a extremidade da pedra, que projetava faixas estriadas de uma luz avermelhada sobre tudo abaixo. Os raios brilhantes da estrela dentro da pedra davam a impressão de que um olho gigante pairava sobre eles.
Eragon podia apenas olhar admirado. Nada o havia preparado para isso. Parecia impossível Tronjheim ter sido construída por seres mortais. A cidade-montanha deixava para trás tudo o que ele já havia visto no Império. Duvidava que até mesmo Uru’baen pudesse igualar a riqueza e a grandiosidade que era exibida ali. Tronjheim era um monumento estonteante ao poder e à perseverança dos anões.
O homem calvo foi andando para a frente de Saphira e disse:
— Agora, vocês devem seguir a pé a partir daqui. — Ouviu-se algumas vaias espalhadas na multidão enquanto ele falava. Um anão levou Tornac e Fogo na Neve. Eragon desmontou de Saphira, mas ficou ao lado dela enquanto o homem calvo guiava-os pelo piso de cornalina para o corredor do lado direito.
Eles o seguiram durante algumas centenas de metros até chegarem a um corredor menor. Os guardas não se afastaram apesar do espaço reduzido. Depois de quatro curvas fechadas, chegaram a uma enorme porta de cedro, manchada de preto devido à idade. O homem calvo a abriu e conduziu todos para dentro, exceto os guardas.

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