22 de maio de 2017

Capítulo 34 - Adoradores de Helgrind

Eragon estava sozinho no quarto quando acordou. Na parede, havia um bilhete rabiscado com carvão onde se lia:

Eragon,
Hoje chegarei muito tarde. As moedas para você comprar comida estão sob o colchão. Explore a cidade, divirta-se, mas não deixe que ninguém o reconheça!
Brom
P.S.: Evite o palácio. Não vá a lugar nenhum sem o seu arco! Mantenha-o preparado.

Eragon apagou tudo o que estava escrito na parede e pegou o dinheiro embaixo da cama. Pendurou o arco em suas costas, pensando: Eu queria não ter de andar armado o tempo todo.
Saiu da estalagem e caminhou vagarosamente pelas ruas, parando para observar qualquer coisa que o interessasse. Havia muitas lojas incomuns, mas nenhuma era tão singular quanto a loja de ervas de Angela, em Teirm. Às vezes, olhava furioso para as casas escuras e claustrofóbicas, desejando estar livre daquela cidade. Quando ficou com fome, comprou uma fatia de queijo, um pedaço de pão e os comeu, sentado em um meio-fio.
Mais tarde, em uma esquina distante em Dras-Leona, ouviu um leiloeiro declamar uma lista de preços. Curioso, seguiu em direção à voz e chegou a uma passagem larga entre duas casas. Dez homens estavam em uma plataforma da altura da cintura. Enfileirada na frente deles, havia uma multidão bem-vestida, que também era colorida e barulhenta. O que será que está à venda?, pensou Eragon.
O leiloeiro terminou sua lista e fez um gesto para que um jovem, atrás da plataforma, se juntasse a ele. O rapaz subiu desengonçado, havia correntes em suas mãos e pés.
— Eis aqui o nosso primeiro item — proclamou o leiloeiro. — Um jovem saudável do deserto de Hadarac, recém-capturado no mês passado e em excelente estado. Olhem para estes braços e pernas, ele é forte como um touro! Daria um perfeito escudeiro, mas se vocês não confiam nele o suficiente para fazer isso, deem-lhe um trabalho pesado. Mas, permitam-me dizer, damas e cavalheiros, isso seria um desperdício. Ele é muito inteligente, isto é, se conseguirmos fazer que ele fale uma língua civilizada!
A multidão riu, e Eragon rangeu os dentes com raiva. Seus lábios começaram a formar uma palavra que poderia libertar o escravo, e seu braço, que tinha se livrado recentemente da tala, se ergueu. A marca na palma da mão dele brilhou. Estava prestes a liberar a magia quando lhe ocorreu de repente: Ele nunca escapará! O escravo seria preso antes que chegasse às muralhas da cidade. Eragon só pioraria a situação se tentasse ajudar. Abaixou o braço e xingou baixinho. Pense! Foi assim que você se encrencou com os Urgals. Sem poder fazer nada, viu o escravo ser vendido para um homem alto com nariz de papagaio. O próximo item era uma escrava, uma menina que não devia ter mais de seis anos de idade, que foi arrancada dos braços de sua mãe chorosa. Quando o leiloeiro começou a ouvir as ofertas, Eragon forçou a si mesmo a ir para longe dali, tenso por causa da raiva e daquele ultraje.
Foi preciso caminhar várias quadras até que o choro deixasse de ser ouvido. Queria ver um ladrão tentar roubar a minha saca agora, pensou ele fechando a carranca, quase desejando que aquilo acontecesse mesmo. Frustrado, socou uma parede próxima, ferindo seus dedos.
Este é o tipo de coisa que posso evitar ao lutar contra o Império, percebeu ele. Com Saphira ao meu lado, eu poderia libertar aqueles escravos. Fui agraciado com poderes especiais, seria um egoísmo não usá-los para o bem dos outros. Se eu não fizer isso, talvez não seja mesmo um Cavaleiro.
Demorou um pouco até que percebesse onde estava e ficou surpreso ao se ver na frente da catedral. Suas torres retorcidas eram cobertas de estátuas e ornamentos em forma de arabescos. Gárgulas de aparência zangada agachavam-se ao longo da calha. Bestas fantásticas retorciam-se nas paredes e heróis e reis marchavam pela sua extensão inferior, congelados no mármore frio. Arcos reforçados e vitrais altos pontilhavam as laterais da catedral, junto com colunas de tamanhos diversos. Uma torre solitária protegia a construção como um mastro.
Recuada nas sombras, na frente da catedral, havia uma porta de ferro incrustada com uma carreira de escritos prateados. Eragon reconheceu-os como sendo da língua antiga. Esforçando-se ao máximo, ele leu: Que tu que entras aqui possas entender a tua efemeridade e que possas esquecer tuas ligações ao que te é caro.
Toda a construção fez um frio correr na espinha de Eragon. Havia algo ameaçador nela, como se fosse um predador agachado na cidade, esperando pela próxima vítima.
Uma larga escadaria levava até a entrada da catedral. Eragon subiu-a de modo bem sério e parou perante a porta. Será que posso entrar? Com a consciência pesada, empurrou a porta. Ela abriu-se suavemente, deslizando em suas dobradiças lubrificadas. Deu um passo e entrou.
O silêncio de uma tumba abandonada enchia a catedral vazia. O ar era frio e seco. Paredes nuas estendiam-se até o teto abobadado, que era tão alto que Eragon não se sentia maior do que uma formiga.
Vitrais retratando cenas de raiva, ódio e remorso pontilhavam as paredes enquanto raios espectrais de luz banhavam bancos de granito com cores transparentes, deixando todo o resto nas sombras. As mãos dele estavam sombreadas por um azul profundo.
Entre as janelas estavam estátuas com olhos petrificados e pálidos. Retribuiu seus olhares sérios e, lentamente, avançou pelo corredor principal, temendo quebrar o silêncio. Suas botas de couro caminhavam silenciosamente sobre o piso de pedra polida.
O altar era uma grande laje de pedra desprovido de qualquer adorno. Um feixe de luz solitário caía sobre ele, iluminando partículas de poeira douradas que flutuavam no ar. Atrás do altar, os tubos de um órgão perfuravam o teto e abriam-se para os elementos. O instrumento só tocava sua música quando uma tempestade invadia Dras-Leona.
Por respeito, Eragon ajoelhou-se perante o altar e curvou a cabeça. Ele não rezou, mas demonstrou admiração pela catedral em si. Os sofrimentos das vidas que ela já havia testemunhado, como também o desgosto dos elaborados cerimoniais desenrolados entre suas paredes, emanavam das pedras. Era um lugar amedrontador, exposto e frio. Mas, naquele ambiente frígido, veio um vislumbre da eternidade e, talvez, dos poderes que estavam lá.
Finalmente Eragon inclinou sua cabeça e levantou-se. Calmo e com a expressão séria, sussurrou palavras para si mesmo na língua antiga. Depois, virou-se para sair. Ficou paralisado. O coração dele disparou, começou a bater como um tambor.
Os Ra’zac estavam na entrada da catedral, observando-o. Suas espadas estavam desembainhadas, suas lâminas ganhavam um aspecto mais sangrento devido à luz avermelhada. Um chiado sibilante saiu do Ra’zac menor. Nenhum deles se mexeu.
O ódio cresceu em Eragon. Procurava os Ra’zac há tantas semanas que a dor de seus atos assassinos havia se aplacado dentro dele. Mas sua vingança agora era iminente. A ira dele explodiu como um vulcão, abastecida ainda mais pela fúria provocada pela situação dos escravos. Um rugido saiu dos seus lábios, ecoando como um trovão quando sacou depressa o arco de suas costas. Com habilidade, colocou uma flecha na corda e a soltou. Duas mais seguiram a primeira, instantes depois.
Os Ra’zac desviaram-se com um pulo das flechas em uma velocidade sobre-humana. Sibilaram ao correrem pelo corredor entre os bancos da igreja, seus mantos debatiam-se como asas de corvos. Eragon foi pegar outra flecha, mas, cautelosamente, parou a mão. Se eles sabiam onde me achar, Brom deve estar em perigo também! Eu preciso alertá-lo! Depois, para o horror de Eragon, uma fila de soldados formou-se na catedral, e ele viu de relance um monte de uniformes acavalando-se do lado de fora da porta.
Eragon olhou nervoso os Ra’zac que partiam para o ataque, depois se virou, procurando um meio de fugir. Um vestíbulo à esquerda do altar chamou a sua atenção. Pulou no corredor arqueado e saiu correndo por uma passagem que levava a um claustro onde havia um campanário. As batidas dos pés dos Ra’zac atrás dele fizeram-no apertar seu passo, até que o corredor terminasse abruptamente com uma porta fechada.
Bateu com força, tentando arrombá-la, mas a madeira era forte demais. Os Ra’zac estavam quase em cima dele. Desesperado, respirou fundo e gritou:
— Jierda!
Com um clarão, a porta foi feita em pedaços e caiu no chão. Eragon pulou para dentro do pequeno aposento e continuou a correr.
Passou por vários cômodos, assustando um grupo de sacerdotes. Gritos e xingamentos seguiram-no. O sino do claustro deu o alarme. Eragon entrou em disparada por uma cozinha, passou por um par de monges e saiu a toda a velocidade por uma porta lateral. Derrapou e parou em um jardim cercado por um muro alto de tijolos, desprovido de qualquer lugar onde pôr as mãos. Não havia outras saídas.
Eragon virou-se para sair, mas ouviu um chiado baixo quando os Ra’zac se emparelharam ao lado da porta. Desesperado, correu para cima do muro, seus braços latejavam. A magia não poderia ajudá-lo naquele momento. Se tentasse quebrar a muralha de tijolos, poderia ficar cansado demais para correr.
Ele pulou. Com os braços esticados, somente as pontas dos dedos dele alcançaram a extremidade do muro. O resto do seu corpo se bateu contra os tijolos, fazendo-o perder o fôlego. Eragon respirou fundo e tentou se manter pendurado, fazendo de tudo para não cair. Os Ra’zac entraram sorrateiramente no jardim, balançando suas cabeças de um lado para o outro, como lobos farejando sua presa.
Eragon sentiu que eles se aproximavam e usou todas as suas forças para se suspender. Seus ombros doeram quando se jogou por cima do muro e caiu do outro lado. Cambaleou, recuperou o equilíbrio e saiu a toda por um beco no momento em que os Ra’zac pularam o muro. Eletrizado, Eragon aumentou a velocidade da corrida.
Correu por quase dois quilômetros antes de parar para recuperar o fôlego. Sem ter certeza se havia despistado os Ra’zac, entrou em um mercado movimentado e mergulhou embaixo de uma carroça que estava estacionada ali. Como eles me encontraram?, pensou ele, ofegante. Eles não deviam saber onde eu estava... A não ser que algo tenha acontecido a Brom! Ele fez contato mental com Saphira e disse:
Os Ra’zac me encontraram. Nós todos estamos em perigo! Veja se Brom está bem. Se estiver, avise-o e peça que me encontre na estalagem. E esteja pronta para vir voando para cá o mais rápido possível. Talvez precisaremos da sua ajuda para fugir.
Ela ficou em silêncio e disse sumariamente:
Ele vai encontrá-lo na estalagem. Não fique parado. Você está em grande perigo.
— Como se eu não soubesse — resmungou ele ao sair de baixo da carroça. Eragon voltou correndo para a estalagem Globo Dourado, arrumou os pertences deles rapidamente, selou os cavalos e levou-os para a rua. Brom chegou logo depois, com seu cajado na mão, olhando de cara feia. Ele montou em Fogo na Neve com um pulo e perguntou:
— O que aconteceu?
— Eu estava na catedral quando os Ra’zac apareceram de repente atrás de mim — respondeu Eragon, montando em Cadoc. — Voltei correndo o mais rápido possível, mas eles podem chegar a qualquer minuto. Saphira vai nos encontrar assim que sairmos de Dras-Leona.
— Temos de sair das muralhas da cidade antes que eles fechem os portões, se já não os fecharam — disse Brom. — Se estiverem fechados, será quase impossível escaparmos. Não importa o que você faça, não se separe de mim. — Eragon ficou tenso quando uma fileira de soldados apareceu marchando no final da rua.
Brom xingou, bateu em Fogo na Neve com as rédeas e saiu galopando. Eragon inclinou-se em cima de Cadoc e seguiu Brom. Eles deixaram de bater por pouco várias vezes durante a cavalgada frenética e perigosa, passando por grupos numerosos de pessoas que entupiam as ruas ao se aproximarem das muralhas da cidade. Quando os portões finalmente ficaram ao alcance da vista, Eragon puxou as rédeas de Cadoc apavorado. Os portões já estavam fechados até a metade, e uma fila dupla de guardas bloqueava a passagem deles.
— Eles nos farão em pedacinhos! — exclamou.
— Precisamos tentar escapar — disse Brom, e sua voz tinha um tom duro. — Eu cuidarei dos guardas, mas você tem de manter os portões abertos para passarmos. — Eragon concordou com a cabeça, rangeu os dentes e enterrou seus calcanhares em Cadoc.
Eles avançaram para cima das fileiras de soldados determinados, que abaixaram suas lanças, deixando-as na altura do peito dos cavalos, e firmaram a outra ponta das suas armas no chão. Embora os cavalos bufassem de medo, Eragon e Brom conseguiram mantê-los no curso. Eragon ouviu os soldados gritando, mas manteve sua atenção nos portões que se fechavam cada vez mais, centímetro por centímetro.
Ao se aproximarem das lanças pontudas, Brom ergueu a mão e falou. As palavras atingiram-nos com precisão, os soldados caíram para os lados como se as suas pernas tivessem sido cortadas. O espaço entre os portões diminuía a cada segundo. Esperando que o esforço que faria não fosse demais para ele, Eragon concentrou-se, invocando seu poder, e gritou:
— Du grind huildr!
Um rangido, produzindo um som grave, emanou dos portões quando eles tremeram, parando de se mover por completo. A multidão e os guardas ficaram em silêncio, olhando tudo aquilo com espanto.
Acompanhados pelo som dos cascos dos cavalos batendo no chão, Brom e Eragon saíram correndo, deixando para trás os portões de Dras-Leona. No instante em que estavam livres, Eragon liberou os portões. Eles tremeram e fecharam-se, fazendo um grande barulho.
Ele se inclinou devido ao cansaço esperado, mas conseguiu continuar cavalgando. Brom o observava preocupado. A corrida continuou até se afastarem de Dras-Leona enquanto os trompetes de alarme soavam nas muralhas. Saphira esperava por eles na divisa da cidade, escondida atrás de algumas árvores. Os olhos dela ardiam. Sua cauda chicoteava para frente e para trás.
— Vá, monte nela — disse Brom. — E, desta vez, fique no ar, não importa o que aconteça comigo. Eu irei para o sul. Voe perto de mim, não me importo se Saphira for vista. — Eragon montou em Saphira rapidamente.
Enquanto o solo se afastava embaixo dele, viu Brom galopando ao longo da estrada.
Você está bem?, perguntou Saphira.
Estou, respondeu Eragon. Mas só porque tivemos muita sorte.
Uma baforada de fumaça saiu das narinas dela.
Todo o tempo que gastamos procurando os Ra’zac foi inútil.
Eu sei, disse ele, deixando sua cabeça cair em cima de suas escamas. Se os Ra’zac fossem os únicos inimigos na catedral, eu teria ficado e lutado. Mas com todos aqueles soldados ao lado deles, eu não teria a menor chance!
Agora, você sabe que todos falarão de nós. Essa foi uma fuga nem um pouco discreta. Evitar o Império agora será mais difícil do que nunca. Havia um tom de nervosismo em sua voz ao qual ele não estava acostumado.
Eu sei.
Voaram baixo e depressa sobre a estrada. O lago Leona perdeu-se na distância. A terra tornou-se árida e rochosa, repleta de arbustos ressecados e espinhosos e de altos cactos. Nuvens escureciam o céu. Relâmpagos brilhavam ao longe. Quando o vento começou a uivar, Saphira mergulhou de repente em direção a Brom. Ele parou os cavalos e perguntou:
— O que há de errado?
— O vento está forte demais.
— Não está tão ruim assim — retrucou Brom.
— O problema é lá em cima — disse Eragon, apontando para o céu. Brom xingou e passou para ele as rédeas de Cadoc. Eles continuaram cavalgando, com Saphira seguindo-os a pé, embora ela tivesse dificuldade de acompanhar os cavalos.
O vento ficou mais forte, jogando terra para o alto e girando em um ritmo frenético. Enrolaram cachecóis em volta da cabeça para proteger os olhos. O manto de Brom batia ao sabor do vento enquanto sua barba chicoteava no ar como se tivesse vida própria. Embora não fosse agradável para eles, Eragon esperava que chovesse para que seus rastros fossem apagados.
Logo a escuridão forçou-os a parar. Só com as estrelas para guiá-los, saíram da estrada e montaram acampamento entre duas grandes pedras. Era perigoso demais acender uma fogueira, então tiveram de comer comida fria enquanto Saphira os protegia do vento.
Depois de um parco jantar, Eragon perguntou de repente:
— Como eles nos acharam?
Brom começou a acender seu cachimbo, mas pensou duas vezes e o deixou de lado.
— Um dos servos do palácio me alertou que havia espiões entre eles. De algum modo, boatos sobre mim e as minhas perguntas devem ter chegado a Tábor... E, através deles, até os Ra’zac.
— Não podemos voltar a Dras-Leona, não é? — perguntou Eragon.
Brom sacudiu a cabeça.
— Só daqui a alguns anos.
Eragon apoiou a cabeça entre suas mãos.
— Então, devemos esquecer os Ra’zac? Se deixarmos que Saphira seja vista, eles irão correndo aonde quer que ela esteja.
— E quando eles fizerem isso, haverá cinquenta soldados com eles — disse Brom. — De qualquer maneira, esta não é a hora ideal para falarmos sobre isso. Agora, devemos nos concentrar em continuarmos vivos. Hoje, o perigo será maior, pois os Ra’zac estarão nos caçando no escuro, que é a hora em que eles são mais fortes. Teremos de nos revezar vigiando até de manhã.
— Certo — disse Eragon, ficando em pé. Ele hesitou e apertou os olhos, que captaram um movimento sutil. Uma pequena mancha colorida se destacou da paisagem noturna que os cercava. Deu um passo em direção ao limite do acampamento, tentando enxergar melhor.
— O que foi? — perguntou Brom enquanto desenrolava suas cobertas. Eragon olhou fixamente para dentro da escuridão e voltou.
— Não sei. Acho que vi alguma coisa. Deve ter sido um pássaro.
Uma dor aguda brotou de sua nuca, e Saphira rugiu. Depois, Eragon caiu inconsciente no chão.

Um comentário:

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Boa leitura :)