8 de maio de 2017

Capítulo 3

Interrompe o show
Uma coroa arrasando
E mata geral

EU ESTAVA PRESTES A iniciar o Plano de Defesa Ômega — cair de joelhos e implorar por misericórdia — quando Leo me salvou desse constrangimento.
— Escavadeira — sussurrou ele.
— Isso é um código? — perguntei.
— Não. Vou me esgueirar até a escavadeira. Distraiam os caras de peito.
Ele passou Calipso para mim.
— Você está maluco? — sussurrou ela.
Leo lançou um olhar desesperado para ela, como quem diz Confie em mim! Distraia eles!, e deu um passo cuidadoso para o lado.
— Ah! — Nanette abriu um sorrisão. — Você está se oferecendo para morrer primeiro, semideus baixinho? Foi você quem me acertou com fogo, então até que faz sentido.
Eu não sabia o que Leo tinha em mente, mas se começasse a discutir com Nanette sobre sua altura (ele tinha algumas questões quanto ao uso da palavra baixinho), seu plano não ia dar muito certo. Felizmente, tenho um talento natural para atrair a atenção de todos ao redor.
— Eu me ofereço para a morte! — gritei.
A multidão se virou para me olhar. Amaldiçoei silenciosamente minha escolha de palavras. Eu devia ter me voluntariado para uma coisa mais fácil, como fazer uma torta ou deixar tudo limpinho após a execução.
Tenho que aprender a pensar antes de falar. Sempre faço isso. Normalmente, dá certo. Às vezes, resulta em obras de arte da improvisação, como a Renascença ou o movimento beat. Eu tinha que torcer para que aquele fosse o caso dessa vez.
— Mas primeiro — falei —, ouça minha súplica, ó misericordioso blemmyae!
O policial que Leo tinha queimado baixou a arma. Algumas brasas verdes de fogo grego ainda fumegavam na barba da barriga dele.
— O que você quer dizer com ouça minha súplica?
— Bom — comecei —, é uma tradição ouvir as últimas palavras de um homem à beira da morte... ou de um deus ou semideus, ou de um... O que você se consideraria, Calipso? Titã? Semititã?
Calipso limpou a garganta com um ruído que soou bastante como idiota.
— O que Apolo está tentando dizer, ó misericordioso blemmyae, é que a etiqueta exige que você nos conceda algumas últimas palavras antes de nos matar. Tenho certeza de que você não ia querer ser mal-educado.
Os blemmyae pareceram chocados. Tinham perdido os sorrisos simpáticos, e balançaram as cabeças mecânicas. Nanette se adiantou, as mãos levantadas de forma apaziguadora.
— Não, jamais! Nós somos muito educados.
— Extremamente educados — concordou o policial.
— Obrigada — disse Nanette.
— De nada — disse o policial.
— Então, escutem! — gritei. — Amigos, inimigos, blemmyae... liberem as axilas e escutem minha triste história!
Leo deu outro passo para trás, as mãos nos bolsos do cinto de ferramentas. Mais cinquenta e sete, cinquenta e oito passos, e ele finalmente chegaria à escavadeira. Fantástico.
— Eu sou Apolo! — comecei. — Antigamente, um deus! Expulso do Monte Olimpo, banido por Zeus, culpado injustamente por começar uma guerra com os gigantes!
— Acho que vou vomitar — murmurou Calipso. — Preciso me sentar.
— Você está matando meu ritmo.
— Você está matando meus tímpanos. Me deixe sentar!
Apoiei Calipso na mureta do chafariz.
Nanette levantou a placa que arrancou da rua.
— Isso é tudo? Posso matar você agora?
— Não, não! — falei. — Estou só, hã, deixando Calipso se sentar para que... para que ela possa ser meu coral. Uma boa performance grega sempre tem um coral.
A mão de Calipso parecia uma berinjela esmagada, o tornozelo estava inchado. Eu não entendia nem como ela permaneceria consciente, muito menos como faria o coral, mas a feiticeira respirou fundo e, com dificuldade, assentiu.
— Estou pronta.
— Então! — bradei. — Eu cheguei ao Acampamento Meio-Sangue como Lester Papadopoulos!
— Um patético mortal! — cantou Calipso. — O mais inútil dos adolescentes! Lester!
Fiz cara feia para ela, mas não ousei interromper minha performance de novo.
— Superei muitos desafios com minha companheira, Meg McCaffrey!
— Ele quis dizer mestra! — acrescentou Calipso. — Uma garota de doze anos! Vejam o escravo patético dela, Lester, o mais inútil dos adolescentes!
O policial bufou com impaciência.
— Nós já sabemos de tudo isso. O imperador nos contou.
— Shhh — disse Nanette. — Não seja mal-educado.
Eu coloquei a mão no peito.
— Nós protegemos o Bosque de Dodona, um oráculo antigo, e atrapalhamos os planos de Nero! Mas, vejam, Meg McCaffrey me abandonou. O padrasto malvado dela envenenou sua mente!
— Veneno! — gritou Calipso. — Como o bafo de Lester Papadopoulos, o mais inútil dos adolescentes!
Resisti à vontade de empurrar Calipso no canteiro de flores.
Enquanto isso, Leo disfarçava e se aproximava da escavadeira, fazendo uma dança interpretativa, girando e ofegando e fazendo uma pantomima das minhas palavras. Ele parecia uma bailarina de cueca boxer tendo alucinações, mas os blemmyae educadamente saíram do caminho dele.
— Então! — gritei. — Do Oráculo de Dodona nós recebemos uma profecia, um limerique terrível!
— Terrível! — ecoou Calipso. — Como as habilidades de Lester, o mais inútil dos adolescentes.
— Você pode usar outros adjetivos — resmunguei, e continuei minha narração: — Viajamos para o Oeste em busca de outro oráculo, lutando com inimigos apavorantes! O ciclope nós derrotamos!
Leo pulou no estribo da escavadeira. Com muito drama, ergueu o grampeador e grampeou o operador da escavadeira duas vezes no peitoral, bem onde ficariam os verdadeiros olhos da criatura.
Isso não deve ter sido nada agradável, mesmo para uma espécie resistente como os blemmyae. O operador gritou e levou a mão ao peito. Leo o chutou do banco do motorista.
— Ei! — gritou o policial.
— Esperem! — implorei. — Nosso amigo só está fazendo uma interpretação dramática de como vencemos os ciclopes. Sempre fazemos isso quando vamos contar uma história!
A multidão se entreolhou, desconfiada.
— Essas suas últimas palavras estão muito demoradas — reclamou Nanette. — Quando vou poder esmagar sua cabeça?
— Em breve — prometi. — Agora, como eu estava dizendo... Nós viajamos para o Oeste!
Levantei Calipso, o que gerou muitos choramingos da parte dela (e uns poucos da minha).
— O que você está fazendo? — murmurou ela.
— Vê se colabora — pedi. — Então, amados inimigos! Vejam o tanto que viajamos!
Nós dois cambaleamos na direção da escavadeira. As mãos de Leo voaram pelos controles. O motor ganhou vida.
— Isso não é uma história! — protestou o policial. — Eles estão fugindo!
— Não, claro que não! — Empurrei Calipso para a escavadeira e subi atrás dela. — Sabe, nós viajamos por muitas semanas dessa forma...
Leo começou a dar ré. Bipe. Bipe. Bipe. A pá da escavadeira começou a se erguer.
— Imaginem que vocês estão no Acampamento Meio-Sangue — gritei para a multidão —, e que estamos viajando para longe de vocês.
Percebi meu erro. Pedi aos blemmyae para imaginarem. Eles não eram muito bons nisso.
— Parem eles!
O policial levantou a arma. O primeiro tiro ricocheteou na pá de metal da máquina.
— Escutem, meus amigos! — implorei. — Abram as axilas!
Mas tínhamos abusado da educação deles. Uma lata de lixo voou em nossa direção. Um engomadinho pegou uma urna de pedra decorativa no canto do chafariz e jogou na gente, destruindo a janela da frente do hotel.
— Mais rápido! — falei para Leo.
— Estou tentando, cara — murmurou ele. — Essa coisa não foi feita para ser veloz.
Os blemmyae se aproximaram.
— Cuidado! — gritou Calipso.
Leo virou a pá da escavadeira a tempo de rechaçar um banco de ferro fundido que estava prestes a nos atacar. Infelizmente, isso nos deixou vulneráveis a outro tipo de ataque. Nanette jogou a placa como se fosse um arpão. A vara de metal perfurou o chassi da escavadeira em uma explosão de vapor e graxa, e nosso veículo de fuga parou com um tremor.
— Que ótimo — disse Calipso. — E agora?
Aquele seria um excelente momento para minha força divina dar o ar da graça. Eu partiria para a batalha, arremessando meus inimigos nos ares, como se fossem bonecas de pano. Em vez disso, meus ossos pareceram se liquefazer e formar poças nos meus sapatos. Minhas mãos tremiam tanto que eu duvidava que conseguisse desembrulhar o arco mesmo que tentasse. Ah, que minha vida gloriosa pudesse terminar assim, esmagada por pessoas educadas e sem cabeça no Meio-Oeste americano!
Nanette pulou no capô da nossa escavadeira, me oferecendo uma visão horrenda de suas narinas.
Leo tentou incendiá-la, mas daquela vez Nanette estava preparada. Ela abriu a boca e engoliu a bola de fogo, sem demonstrar sinal de incômodo, soltando apenas um arrotinho.
— Não se sintam mal, queridos — disse ela. — Vocês nunca teriam acesso à caverna azul. O imperador caprichou na proteção dela! Mas é uma pena vocês terem que morrer. A nomeação será em três dias, e você e a garota iam ser as atrações principais na procissão de escravos dele! Vai ser uma festança!
Eu estava apavorado demais para compreender totalmente as palavras dela. A garota... Ela estava falando de Meg? Fora isso, só ouvi azul-morrer-escravo, que no momento parecia uma descrição precisa da minha existência.
Eu sabia que não tinha chance, mas puxei o arco do ombro e comecei a desembrulhá-lo. De repente, uma flecha atingiu Nanette entre os olhos. Ela ficou vesga tentando enxergá-la, mas cambaleou para trás e virou pó.
Olhei para minha arma envolta no cobertor. Eu era um arqueiro veloz, fato. Mas estava quase certo de que não tinha disparado aquela flecha.
Um assobio agudo chamou minha atenção. No meio da praça, acima do chafariz, havia uma mulher agachada, de calça jeans surrada e casaco prateado. Um arco branco feito de bétula brilhava nas suas mãos. Nas costas, ela carregava uma aljava cheia de flechas. Meu coração se encheu de alegria! Minha irmã Ártemis tinha finalmente vindo me ajudar! Mas não... Aquela mulher tinha pelo menos sessenta anos e estava com o cabelo grisalho preso em um coque. Ártemis jamais apareceria daquele jeito.
Por motivos que nunca me contou, Ártemis tinha aversão a parecer ter mais do que, digamos, vinte anos. Eu disse para ela incontáveis vezes que beleza não tem idade. Todas as revistas de moda olimpianas dizem que quatro mil é o novo mil, mas ela nunca me deu ouvidos.
— Para o chão! — gritou a mulher grisalha.
Por toda a praça, círculos do tamanho de bueiros apareceram no asfalto. Cada um se abriu como o diafragma de uma câmera, e torres surgiram, bestas mecânicas girando e apontando miras laser vermelhas em todas as direções.
Os blemmyae não tentaram se proteger. Talvez não tivessem entendido. Talvez estivessem esperando que a mulher de cabelo grisalho dissesse por favor. Mas eu não precisava ser um deus da arquearia para saber o que aconteceria em seguida. Derrubei meus amigos pela segunda vez naquele dia. (O que, em retrospecto, preciso admitir que me deu certo prazer.) Despencamos da escavadeira enquanto as bestas disparavam em uma confusão de assobios agudos.
Quando ousei levantar a cabeça, não tinha sobrado nada dos blemmyae, só pilhas de poeira e roupas.
A mulher grisalha pulou do alto do chafariz. Considerando sua idade, tive medo de quebrar os tornozelos ou algo do tipo, mas ela caiu de forma graciosa e veio em nossa direção, o arco ao lado do corpo.
Havia rugas no rosto dela. A pele debaixo do queixo estava começando a ficar flácida. Manchas se espalhavam pelas mãos. Ainda assim, ela se portava com a confiança majestosa de uma mulher que não tinha mais nada a provar para ninguém. Os olhos brilhavam como se refletissem o luar. Algo neles era familiar.
Ela me observou por cinco segundos e balançou a cabeça, impressionada.
— Então é verdade. Você é Apolo.
O tom dela não tinha a admiração Ah, uau, Apolo! com que eu estava acostumado. Ela disse meu nome como se me conhecesse pessoalmente.
— N-nós nos conhecemos?
— Você não se lembra de mim — disse ela. — É, não achei que fosse lembrar mesmo. Pode me chamar de Emmie. E o fantasma que você viu... era Agamedes. Ele guiou vocês até nossa porta.
O nome Agamedes não me era estranho, mas, como sempre, não consegui localizar a lembrança. Meu cérebro humano ficava dando aquela mensagem irritante de memória cheia, me pedindo para apagar alguns séculos de experiências antes que eu pudesse continuar.
Emmie olhou para Leo.
— Por que você está de cueca?
Leo suspirou.
— Foi uma longa manhã, abuela, mas obrigado pela ajuda. Essas torres são incríveis.
— Obrigada... eu acho.
— Será que você pode nos ajudar aqui com a Cal? — pediu Leo. — Ela não está muito bem.
Emmie se agachou ao lado de Calipso, que estava pálida e sem cor. Os olhos da feiticeira estavam fechados, e ela respirava com dificuldade.
— Ela está muito machucada. — Emmie franziu a testa ao observar o rosto de Calipso. — Você disse que o nome dela é Cal?
— Calipso — respondeu Leo.
— Ah. — As linhas de preocupação de Emmie se intensificaram. — Isso explica tudo. Ela é tão parecida com Zoë.
Senti uma pontada dolorida no estômago.
— Zoë Doce-Amarga?
Em seu estado febril, Calipso murmurou alguma coisa que não consegui entender... talvez o nome Doce-Amarga.
Durante séculos, Zoë foi tenente de Ártemis, a líder das Caçadoras. Morreu em batalha alguns anos atrás. Eu não sabia se Calipso e Zoë se conheciam, mas de fato eram meias-irmãs, as duas filhas do titã Atlas. Eu nunca tinha pensado no quanto elas eram parecidas.
Olhei para Emmie.
— Se você conheceu Zoë, deve ser uma das caçadoras da minha irmã. Mas não pode ser. Você está...
Eu parei antes de dizer velha e quase morrendo. As Caçadoras não envelheciam nem morriam, a não ser que fossem mortas em combate. Aquela mulher era obviamente mortal. Eu conseguia sentir sua energia vital se esvaindo... tão deprimente e parecida com a minha; nem um pouco parecida com a de um ser divino. É difícil explicar como eu sabia aquilo, mas estava perfeitamente claro para mim, como notar a diferença entre uma quinta justa e uma quinta diminuta.
Ao longe, sirenes ressoaram. Eu me dei conta de que estávamos no meio de uma pequena zona de desastre. Mortais ou outros blemmyae chegariam logo.
Emmie estalou os dedos, e as torres de besta sumiram. Os portais se fecharam como se nunca tivessem existido.
— Precisamos sair da rua — disse Emmie. — Venham, vou levar vocês para a Estação Intermediária.

29 comentários:

  1. acredito q essa emmie seja uma caçadora de artemis renegada, o motivo disso esta bem claro.

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  2. Zoë ? Ih rapaz...Altos feelings

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  3. Que ódio com o Meio Oeste americano

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  4. Zoë
    Mesmo morta, ela é constantemente lembrada

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  5. Puxa... Será que a Reyna não vai aparecer nunca?

    Sadds Zoe...

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  6. Não se pode esquecer que a partir do momento que se apaixona deixa de ser caçadora e passa a ser mortal de novo
    - Carol, Filha de Némesis

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  7. Zöe </3
    Tem um olho na minha lágrima...

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  8. A Annabeth n vai aparecer nesse livro não??

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  9. quero que apareça o frank o príncipe que é o cavalo branco

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  10. A Karina falou q ela aparece no Magnus Chase e eu não tinha percebido o sobrenome fui burra d++

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  11. Gente, quase chorei com a lembrnaça da Zoe :(

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  12. Maria Filha de Poseidon8 de junho de 2017 09:09

    Tem muitas refêrencias em Magnus Chase,como esta:

    Capítulo 48:Hearthstone desmaia ainda mais do que Jason Grace
    (embora eu não faça ideia de quem seja esse cara)

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    1. Jason <3
      Meu outro amorzinhoo... <3

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    2. nossa, até o tio rick adimite que esse cara é a segunda bela adormecida do mundo.

      quem é heartstone?

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  13. A gente lembra da Zoe e já brota umas lágrimas no olho

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  14. Zöe-doce-amarga irmã de calipso novidafe

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  15. Zöe
    Saudades vc foi incrivel

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  16. Assim que ela falou da Zoe eu quase começo a chorar sinto tanta falta dela.

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  17. Zöe-doce-amarga- só de ler o coração chega a dar uns pulo

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  18. E la vem os estranhos conhecidos de novo.......... Vamos pro proximo cao galera??

    ~Filha da Sabedoria~

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  19. "EU ESTAVA PRESTES A iniciar o Plano de Defesa Ômega — cair de joelhos e implorar por misericórdia" morta kkkjjjj

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  20. Damon Herondale(filho de Zeus)20 de setembro de 2017 19:29

    "Doce-Amarga" é muito esquisito, nem parece um sobrenome
    Prefiro o inglês "Nightshade"

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  21. Falaram de Zoë já me bateu altos feelings aqui. Agora terei de reler tuuudo, definitivamente. O boy tamb
    em tá lendo (a sugestão nem um pouco pressionada minha hehe) e tá adorando!
    Doce-amarga ainda me faz rir kkk Mas ah <3 eu achava tão a personalidade dela. Saudades

    "Eu lhe servi bem, Minha Senhora?"
    "Perfeitamente"
    "As estrelas. Eu posso ver as estrelas novamente, Minha Senhora."

    Gente, eu tô muito Memories hoje :')

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    1. Ahhh você conseguiu convencê-lo a ler? 👏

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  22. Eu tenho o péssimo hábito de não lembrar das mortes dos personagens ,quando falou de zoé eu fiquei de boa...1 minuto depois lembrei que ela morreu.

    To chorando ;-;

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  23. Então né
    Falam Zoë, como eu fico?
    Isso mesmo, chorando horrores
    ----Cria de Hermes-------

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Boa leitura :)