18 de maio de 2017

Divulgação: Contratada


Sinopse:
Nova York, a tão famosa cidade que nunca dorme, cheia de pessoas e acontecimentos marcantes, é o novo cenário dessa nova e incrível história. 
Depois da morte dos pais de Ruby, uma linda moça de cabelos castanhos e um jeito encantador, ficou difícil da menina pagar o aluguel, sua faculdade e ainda sustentar sua querida tia. Ela precisa de um novo emprego, pois o seu salário baixo não está pagando nem a metade de suas despesas.
Enquanto Ruby sofre com falta de dinheiro, um rico milionário acabara de ficar viúvo e precisa de uma nova esposa para manter sua reputação, lhe ajudar com sua casa e com seu lindo e maravilhoso filho, Jonathan Parke.
Essa pode ser a oportunidade que os dois esperavam, uma proposta irrecusável. Mas muitas confusões podem aparecer no caminho deles e atrapalhar todos os seus planos.
Essa é uma história de romance que fisgará você desde a primeira linha.


Categorias: romance, comédia, chick-lit, história original
Autora: Julia Amorim
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Capítulo 1


Desde a morte de meus pais vem sido muito difícil de levar minha vida, além da dor emocional que isso me proporcionava, era difícil de continuar pagando o aluguel de onde eu morava, minha faculdade e os remédios de minha tia – ela havia sido a única pessoa que me sobrou, minha segunda mãe.
Todo dia eu acordava cedo e ia trabalhar, a loja em que trabalhava ficava cerca de trinta minutos de minha casa. Apesar da aparência simples da loja, as pessoas de lá eram geralmente de classe alta e a maioria tratavam os funcionários com desprezo - infelizmente eu não podia falar nada sobre isso, se já estava difícil me manter com meu baixo salário imagina sem ele.
- Pegue aquele vestido, por favor. – Me assustei com o pedido da cliente, geralmente as pessoas que frequentavam a loja ordenavam e começavam a ser arrogantes com os funcionários.
- Claro – sorrio para ela.
Pego o lindo vestido cor de creme com pedras pratas espalhadas por ele, realmente era um vestido magnífico, combinaria totalmente com a cliente de cabelos grisalhos e olhos cor de mel, seu tom de pele era claro como a neve do inverno.
- O que acha? – Ela me pergunta e mais uma vez fico surpresa. – O que houve, querida?
- Nada, é que as pessoas daqui não costumam a me tratar muito bem – digo e ela ri.
- Querida, aqui é Nova York, a cidade que nunca dorme, muitas pessoas estão estressadas por causa do trabalho. Não ligue para elas – diz.
- Não vou ligar, afinal não tenho créditos o suficiente no celular para isso – falo fazendo piada e ela ri. – Ah, é a cidade que nunca dorme, então aconselho eles a dormirem para o estresse diminuir.
- Eu costumava a trabalhar nesta loja quando era mais nova – diz sorrindo ao relembrar os velhos tempos.
- Não sabia que essa loja era tão antiga – digo e então percebo o que falei. – Desculpa, não quis chamar a senhora de velha.
- Bom, vou levar esse – ela diz mudando de assunto.
Pego o vestido e vou para o caixa cobrar.
- Foi um prazer lhe conhecer senhorita... – diz a senhora aparentemente querendo saber meu nome.
- Collins, Ruby Collins – falo me apresentando. – O prazer foi meu senhora...
- Parker, Wendy Parker – fala e aperta minha mão.
O dia passa correndo, atendo outros clientes e quando menos percebo já está de noite.
- Senhora Carter, já está na minha hora – digo para a dona da loja.
- Está dispensada.
Saio da loja e vou caminhando até minha faculdade, que ficava cerca de dez minutos do meu local de trabalho.
Chego a minha faculdade, um lugar grande e cheio de pessoas. Os corredores viviam lotados, as pessoas entrando e saindo de diversas salas, casais, nerds, loucos e normais, todos misturados. Eu havia decidido estudar psicologia, mesmo não tendo muita paciência nem para mim, eu resolvi tentar.
- Boa noite, Ruby – diz minha melhor amiga Jade.
Eu havia conhecido Jade no meu primeiro dia de aula, nos demos tão bem que nunca mais desgrudamos quando estamos juntas.
- Boa noite – respondo.
- Preparada para mais uma aula do sr. Tenner? – Perguntou fazendo cara de tédio.
- O sr. Tenner é aquele chato que tem a voz tão fina que parece com um apito? – Pergunto já sabendo a resposta. – É, acho que não estou nem um pouco com vontade de assistir essa aula. Cada vez que ele grita minha audição parece parar de funcionar.
- Por quê você escolheu ser psicóloga mesmo? – Pergunta rindo. – Você não parece ter muito jeito para isso.
- Gosto de saber o que se passa na cabeça das pessoas.
- Ruby, você está aqui para ser psicóloga e não vidente! – Dou risada da comparação de minha amiga.
Caminhamos até a sala e sentamos em nossas mesas, dez minutos depois a aula começa.
- Bom dia, alunos – diz sr. Apito, quer dizer, o sr. Tenner.
Ele começa a explicar uma nova matéria, mas não consigo prestar atenção, minha cabeça está explodindo, a voz daquele homem era realmente insuportável. Olho para Jade que parece estar com o mesmo problema do que o meu.
- Quer remédio para dor de cabeça? – Ela sussurra atrás de mim deixando um comprimido em minha mesa.
- Obrigada – sussurro de volta.
Minha dor de cabeça passa em questão de alguns minutos.
Anoto toda a matéria que não prestei atenção, eu estudaria em casa. Eu não podia perder essa matéria, não podia ficar de recuperação e correr o risco de repetir de ano, eu não poderia pagar tudo de novo.
- Licença – a secretária da faculdade pede entrando na sala de aula. – Posso falar com a srta. Collins? – Ela pergunta e o professor concorda. – Venha comigo, senhorita.
Saio da sala curiosa. O que havia acontecido?
- Srta. Collins, sua tia mandou ligar aqui para faculdade e ela está no hospital.
Minha tia? O que tinha acontecido?
Logo após a morte de meus pais, minha tia começou a sofrer crises convulsivas, além da depressão. Tive que pagar seus remédios, para convulsão ser controlada, mas no último mês não havia dado para comprar todos os remédios.
- Em que hospital? – Pergunto e a secretária diz.
Saio correndo em direção ao hospital, que por sorte não era muito longe da faculdade.
Entro correndo no hospital.
- Qual o quarto de Ally Collins? – Pergunto para a recepcionista.
- Qual seu nome?
- Ruby Collins – digo apressada. – Qual o quarto dela?
- Quarto 113.
- Obrigada.
Corro em direção ao elevador e peço para ele ir o mais rápido possível. Minha tia precisava de mim.
Vou ao quarto e tento permanecer calma para não assustar minha tia Ally.
- Olá - digo entrando.
- Vamos a minha sala, querida – pede o doutor.
Caminhamos até sua sala.
- Ruby – cumprimenta o médico de minha tia, ele vinha cuidando dela desde que a convulsão começou a aparecer nela. – Sua tia teve outra crise de convulsiva. Ela estava com a vizinha quando aconteceu, se ela estivesse sozinha poderia estar morta.
- Não tenho como ficar com ela o tempo todo, eu trabalho para poder pagar as despesas...
- Ela estava tomando todos os remédios? – Pergunta o doutor me interrompendo.
- Não deu para comprar todos, o salário não deu. Ela estava tomando alguns.
- Querida, ela tem que tomar todos os remédios. Infelizmente vamos ter que aumentar as doses. Tente dar um jeito, ela não pode ficar sem os remédios.
- Pode deixar.
Eu não sabia como faria daqui para frente, meu salário era pouco e a mensalidade da faculdade já estava atrasada... Eu teria que arranjar outro emprego!

Do outro lado da cidade...

- Paul, você está atrasado – dizia minha esposa.
- Tenho mesmo que ir? – Pergunto não querendo ir trabalhar.
- Sim, você tem uma reunião – diz enquanto da um nó em minha gravata. – Encontro você depois, vou passar em uma loja para comprar um vestido para o aniversário de nosso filho.
- Em falar nele, cadê o Jonathan? – Pergunto procurando por ele.
- Dormindo.
Sou casado há mais de vinte anos e Wendy se tornou o melhor presente de minha vida, tudo o que eu tinha. Ela não era simplesmente minha mulher, ela era minha amiga, parceira, namorada e amante, com ela eu não precisava de mais ninguém. É com Wendy que quero passar o resto de minha vida.
- Ele não pode estar dormindo! Se ele quer assumir a empresa, precisa estar presente e não em uma cama! – Digo impaciente.
- Tenha calma com ele, nosso filho só tem vinte anos.
- Eu comecei a trabalhar com quinze – falo. – Diga para Jonathan se arrumar, em quinze minutos quero ele pronto.
Eu quero que meu filho assuma a empresa daqui alguns anos, por isso preciso lhe ensinar tudo o que for preciso, principalmente a ter um relacionamento sério com alguma menina. Um casamento era muito importante, todos presavam a imagem de um homem casado e não de um solteiro sem ninguém.
Como prometido Jonathan sai de seu quarto com o cabelo negro todo bagunçado, mas com a roupa da empresa.
- Finalmente! Vamos!
Entro no carro e vou correndo para a empresa em que eu era dono, havia uma reunião com acionistas do mundo todo e eu estava atrasado. O que eles pensariam de mim?
Chegamos a empresa e fomos direto a salas de reunião. Felizmente tudo ocorreu como eu planejava, fechamos mais um negócio depois de muitas negociações.
No começo não foi fácil fazer a empresa ir para frente, era uma empresa pequena que aos poucos foi crescendo, até viver mundialmente conhecidos. Em pensar que dez anos atrás eu era uma pessoa de baixas condições, situação rara em Nova York.
Fui para minha sala e fiquei mexendo em meu computador revendo todos os contratos fechados até agora. A empresa realmente havia evoluído muito.
- Paul, onde ponho isso? – Meu filho pergunta se referindo as pastas.
- Ali – aponto. – Me chame de pai, Jonathan.
- Não, Paul. Pai é uma pessoa presente em casa, que da carinho aos filhos e não fica enfiado 24 horas na empresa e só pensa nisso – fala e sinto como se fosse um soco em meu estômago.
- Filho, eu... – ia dizer o quanto me arrependo mas fui interrompido.
- Desculpa interromper, mas sua mulher sofreu um acidente e foi atropelada – diz a secretária entrado em minha sala.
- Onde fica o hospital? – Pergunto e ela diz.
Saio correndo de minha sala e vou em direção ao hospital, que fica longe de onde a empresa era, praticamente do outro lado da cidade, por quê tão longe?
O trânsito estava horrível, mas finalmente chego ao meu destino.
- Qual o quarto de Wendy Parker? – Pergunto a recepcionista do hospital.
- Preciso saber quem é primeiro – diz a moça.
- Sou Paul Parker. Onde está minha mulher?
- 131 – responde.
Subo as escadas rapidamente, não suportaria esperar o elevador. Chego na sala rapidamente.
- Como ela está? – Pergunto.
- Sinto muito mas ela estava fazendo compras, foi atravessar a rua e foi atropelada.
-Wendy... – o médico tenta dizer.
- Ela o que?
- Faleceu.
A raiva e a tristeza invadem meu corpo, como em uma mistura de sentimentos e emoções.

Eu poderia ter evitado dela sair pela manhã, poderia estar junto, poderia salvá-la. Eu sou um completo idiota! 
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13 comentários:

  1. Como leio os proximos capitulos?

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    1. Abra o link ali em cima, no final do post

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  2. Karina querida, esse livro tem em outro lugar ou pra vender? Qual o nome da autora? Nesse link que passou não ta completo. Por favor me responda.. Obrigada
    By. Keltianny

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    1. Olá! Então, não tem pra vender pq a autora não chegou a lançar. Ah, e o nome dela é Julia, desculpe, acabei esquecendo de colocar lá em cima.
      Acho melhor você tentar entrar em contato com ela através da page onde ela postou o livro. Assim você deve conseguir a continuação :)

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  3. Ela não posta a continuação do livro, faz meses que está parado. Infelizmente.

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    1. É, infelizmente a maior parte dos autores faz isso... Para de escrever sem terminar, ou tem ideias pra novas histórias e acaba abandonando a antiga...

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Boa leitura :)