15 de março de 2017

Capítulo nove

Mare

SER UMA BONECA É ESTRANHO. Passo mais tempo na prateleira do que sendo usada. Mas, quando sou obrigada, sigo os comandos de Maven — ele sustenta seu acordo enquanto o obedeço. Afinal, é um homem de palavra.
O primeiro sanguenovo busca refúgio em Ocean Hill, o palácio de Harbor Bay. Como Maven prometeu, recebe proteção total do famigerado terror da Guarda Escarlate. Alguns dias depois, o pobre coitado, Morritan, é escoltado até Archeon e apresentado ao rei em pessoa. O encontro é exibido por toda parte. A identidade e a habilidade de Morritan são bem conhecidas na corte agora. Para a surpresa de muitos, ele é um ardente, como os descendentes da Casa Calore. Mas, ao contrário de Cal e Maven, não precisa de um bracelete para criar chamas, nem mesmo de uma faísca. Ele cria o fogo, assim como crio eletricidade.
Preciso assistir a tudo, sentada numa cadeira dourada com o resto do séquito real. Jon, o vidente, senta ao meu lado, com os olhos vermelhos, em silêncio. Por sermos os dois primeiros sanguenovos a se aliar ao rei prateado, ocupamos lugares de honra ao seu lado, depois de Evangeline e Samson Merandus. Mas apenas Morritan presta atenção em nós. Conforme se aproxima, diante dos olhos da corte e de uma dezena de câmeras, seu olhar está sempre em mim. Ele treme, com medo, mas algo na minha presença o impede de fugir, faz com que continue caminhando. Está claro que acredita no que Maven me obrigou a dizer. Acredita que a Guarda Escarlate caçou todos nós.
Até se ajoelha e faz o juramento ao Exército de Maven, para treinar com os oficiais prateados. Para lutar por seu rei e por seu país.
A parte mais difícil é ficar parada e em silêncio. Apesar dos membros desengonçados, da pele dourada e das mãos calejadas pelos anos de trabalho como criado, ele parece um coelhinho entrando direto numa armadilha. Basta eu soltar uma palavra errada e a armadilha se fecha.
Outros vêm depois.
Dia após dia, semana após semana. Às vezes um, às vezes dez. Eles vêm de todos os cantos da nação, fugindo para a falsa segurança do rei. A maioria porque tem medo, mas alguns porque são tolos o bastante para desejar um lugar aqui. Querem abandonar uma vida de opressão e alcançar o impossível. Dá para entender. Afinal, durante toda a vida, ouvimos que os prateados são nossos mestres, nossos superiores, nossos deuses.
E, agora, eles são misericordiosos o bastante para deixar que vivamos em seu paraíso. Quem não tentaria se juntar a eles?
Maven representa bem seu papel. Recebe todos como irmãos e irmãs, abrindo sorrisos largos, sem mostrar vergonha nem medo numa dissimulação que a maioria dos prateados acha repulsiva. A corte segue seu exemplo, mas vejo suas caretas e zombarias ocultas pelas mãos enfeitadas de joias. Embora tudo isso faça parte da farsa, um golpe bem mirado contra a Guarda Escarlate, eles não gostam. Mais que isso, sentem medo. Muitos dos sanguenovos têm habilidades não treinadas mais poderosas que as deles ou além da compreensão dos prateados. Eles observam com olhos de lobo e garras preparadas.
Finalmente, não sou o centro das atenções. É meu único alívio, para não dizer vantagem. Ninguém se importa com a garota elétrica sem sua eletricidade. Faço a única coisa que posso, o que é pouco, mas não irrelevante. Escuto.
Evangeline está inquieta apesar da fachada ferrenha. Seus dedos tamborilam nos braços da cadeira, parada apenas quando Elane está perto, sussurrando ou tocando nela. Mas não ousa relaxar. Continua afiada como suas lâminas. Não é difícil adivinhar o porquê. Ainda que eu seja prisioneira, quase não ouvi falar sobre o casamento real.
E, embora seu status de noiva do rei não esteja ameaçado, ainda não é rainha. Isso lhe dá medo. Dá para ver no seu rosto, nos seus trejeitos, no seu desfile constante de roupas cintilantes, uma mais intrincada e majestosa que a outra. Ela usa uma coroa em todos os aspectos menos no título, que é o que deseja mais que tudo. Seu pai também.
Volo é uma sombra ao seu lado, resplandecente com veludo preto e brocados de prata. Ao contrário da filha, não veste nada visível de metal. Nenhuma corrente. Nem mesmo um anel. Ele não precisa vestir armas para parecer perigoso. Com seu jeito discreto e seus trajes escuros, lembra mais um executor que um nobre. Não sei como Maven suporta a presença dele nem a avidez constante em seus olhos. Volo me lembra Elara. Sempre de olho no trono, esperando uma chance para roubá-lo.
Maven percebe e não se importa. Concede a Volo o respeito que ele exige, e nada mais do que isso. Também deixa Evangeline com a presença deslumbrante de Elane, visivelmente contente por sua futura esposa não ter interesse nenhum por ele. Seu foco está em outro lugar. Não em mim, por estranho que pareça, mas em seu primo Samson.
Também acho difícil ignorar o murmurador que acessou minhas partes mais profundas. Vivo consciente de sua presença, tentando identificar seus murmúrios quando posso, embora mal tenha força para resistir a eles. Maven não precisa se preocupar com isso, não com seu trono de Pedra Silenciosa. Ele o mantém seguro. Mas também o mantém vazio.
Quando eu era noiva do segundo príncipe e fui treinada para ser princesa, participei de pouquíssimas reuniões da corte. Bailes, sim, muitos banquetes, mas não tinha visto nada desse tipo até meu confinamento. Agora já perdi a conta de quantas vezes fui obrigada a sentar como o bichinho treinado de Maven, escutando requerentes, políticos e sanguenovos que prometem lealdade.
Hoje parece ser mais do mesmo. O governador da região de Rift, um lorde da Casa Laris, termina um apelo bem ensaiado por fundos do Tesouro para consertar as minas da família Samos. Mais uma das marionetes de Volo, com as cordas claramente visíveis. Maven o ignora com um aceno e a promessa de analisar sua proposta. Embora seja um homem de palavra comigo, não é assim na corte. Os ombros do governador caem de desânimo, sabendo que a proposta nunca será lida.
Minhas costas doem por causa da cadeira dura, sem mencionar a postura rígida que tenho que manter. Estou coberta por cristal e renda. Vermelha, claro, como sempre. Maven adora quando uso essa cor. Ele diz que me faz parecer viva, mesmo que a vida esteja sendo sugada de mim a cada dia que passa.
Não é preciso uma corte cheia para as audiências cotidianas, e hoje a sala do trono está meio vazia. Mas o tablado ainda está lotado. Os escolhidos para acompanhar o rei, à sua esquerda e à sua direita, se orgulham muito de sua posição, sem falar da oportunidade de aparecer em mais uma transmissão nacional. Quando as câmeras são ligadas, percebo que outros sanguenovos estão vindo. Suspiro, resignando-me a mais um dia de culpa e vergonha.
Minhas tripas se contorcem quando as portas altas se abrem. Abaixo os olhos, sem querer guardar os rostos. A maioria vai seguir o exemplo de Morritan e entrar para a guerra de Maven na tentativa de entender suas habilidades.
Ao meu lado, Jon se contorce como sempre. Foco em seus dedos longos e finos, traçando linhas na perna. Balançando para trás e para a frente, como uma pessoa que folheia as páginas de um livro. Ele deve estar mesmo lendo as linhas hesitantes do futuro conforme elas se formam e se alteram. Queria saber o que vê. Não que eu fosse perguntar. Nunca vou perdoá-lo por sua traição. Pelo menos não tenta conversar comigo, não desde que cruzei com ele nas câmaras do conselho.
— Sejam todos bem-vindos — Maven diz aos sanguenovos. Sua voz é treinada e firme, percorrendo toda a sala. — Não há o que temer. Vocês estão seguros agora. Prometo a todos que a Guarda Escarlate não será uma ameaça aqui.
É uma pena.
Mantenho a cabeça baixa, escondendo o rosto das câmeras. A adrenalina em meu sangue brada nos meus ouvidos, no ritmo do meu coração. Sinto náuseas; quero vomitar. Corram!, grito na minha cabeça, embora nenhum sanguenovo possa escapar da sala do trono agora. Olho para qualquer lugar que não para Maven ou para os sanguenovos, qualquer lugar menos a jaula invisível em volta deles. Meus olhos pousam em Evangeline e a encontro me encarando de volta. Não está com o sorriso perverso de sempre. Seu rosto é inexpressivo, vazio. Ela tem muito mais prática nisso do que eu.
Minhas unhas estão estragadas, as cutículas em carne viva por longas noites de ansiedade e dias ainda mais longos nessa tortura. A curandeira Skonos que me faz parecer saudável sempre esquece de olhar minhas mãos. Espero que todos que assistem às transmissões não esqueçam.
Ao meu lado, o rei continua com a horrenda exibição.
— E então?
Quatro sanguenovos se apresentam, um mais nervoso que o outro. Suas habilidades costumam ser recebidas com exclamações admiradas ou sussurros afobados. Parece um reflexo funesto da Prova Real. Em vez de exibir suas habilidades em busca da grinalda, os sanguenovos as exibem por sua vida, para entrar no que pensam ser um santuário.
Tento não assistir, mas meus olhos os encontram por pena e medo.
A primeira, uma mulher forte com bíceps do tamanho dos de Cal, atravessa uma parede hesitante. Simplesmente atravessa, como se os painéis de madeira trabalhada e banhada a ouro fossem apenas ar. Diante do incentivo fascinado de Maven, ela faz o mesmo com um sentinela. Ele se contrai, o único indício de humanidade por trás da máscara preta, mas não fica ferido. Não faço ideia de como sua habilidade funciona, e penso em Julian. Ele também está com a Guarda Escarlate e, com sorte, assiste a todas essas transmissões. Se o coronel permitir, claro. Ele não se dá muito bem com meus amigos prateados.
Dois velhos vêm atrás da mulher, veteranos de cabelos brancos com olhos distantes e ombros largos. As habilidades deles não são novas para mim. O mais baixo, sem alguns dentes, é como Ketha, uma sanguenova que recrutei meses atrás. Embora ela fosse capaz de explodir objetos ou pessoas apenas com o pensamento, não sobreviveu à invasão ao presídio de Corros. Ela odiava sua habilidade. Era sangrenta e violenta.
Ainda que este sanguenovo destrua apenas uma cadeira, deixando-a em pedaços num piscar de olhos, tampouco parece feliz com isso. Seu amigo tem a fala mansa e se apresenta como Terrance antes de nos dizer que consegue manipular o som. Como Farrah. Outra recruta minha. Ela não foi a Corros. Espero que ainda esteja viva.
A última é outra mulher, que parece ter a idade da minha mãe, com o cabelo preto trançado riscado de cinza. Ela se move com graça, aproximando-se do rei com passos silenciosos e elegantes de uma criada bem treinada. Assim como Ada, como Walsh, como eu. Assim como tantos de nós foram e ainda são. Sua reverência é exagerada.
— Majestade — murmura, com a voz suave e despretensiosa, como uma brisa de verão. — Sou Halley, criada da Casa Eagrie.
Maven faz sinal para ela se erguer, abrindo seu sorriso falso. Halley faz como ele ordena. O rei acena por cima do ombro, encontrando a chefe da Casa Eagrie no pequeno aglomerado de gente.
— Meus agradecimentos, Lady Mellina, por trazer esta mulher para a segurança.
A mulher alta com cara de pássaro faz uma reverência antes de ele terminar de falar, prevendo as palavras. Como uma observadora, consegue ver o futuro imediato e imagino que tenha identificado a habilidade da criada antes mesmo que a mulher soubesse do que se tratava.
— Então, Halley?
Seus olhos se voltam para os meus por um único momento. Tento me manter firme sob seu olhar minucioso. Mas ela não está procurando medo ou o que escondo sob a máscara. Seus olhos parecem distantes, olhando através de mim e para o nada ao mesmo tempo.
— Ela consegue criar e controlar cargas elétricas, grandes e pequenas — Halley diz sobre mim. — Vocês não têm nome para essa habilidade.
Então, vira-se para Jon. Com o mesmo olhar.
— Ele vê o destino. Até onde cada trajeto vai, pelo tempo que a pessoa o segue. Vocês não têm nome para essa habilidade.
Maven estreita os olhos, intrigado, e me odeio por sentir o mesmo que ele.
Mas ela continua, fitando e falando na sequência.
— Ela consegue controlar materiais metálicos pela manipulação de campos magnéticos, magnetron. Murmurador. Sombria. Magnetron. Magnetron.
Halley perpassa a linha de conselheiros de Maven, apontando e nomeando suas habilidades sem dificuldade alguma. O rei se debruça, a cabeça inclinada para o lado com uma curiosidade animal. Ele a observa de perto, quase sem piscar. Muitos o acham um idiota sem a mãe, por não ser um gênio militar como o irmão. Mas esquecem que estratégia não serve apenas para o campo de batalha.
— Observadora. Observadora. Observador. — Ela aponta para seus antigos senhores, citando-os também antes de abaixar a mão. Seu punho se cerra e se abre, esperando a descrença inevitável.
— Então sua habilidade é identificar a habilidade dos outros? — Maven diz finalmente, com uma sobrancelha erguida.
— Sim, majestade.
— Algo fácil de fingir.
— Sim, majestade — ela admite, mais baixo agora.
Poderia ser feito sem muita dificuldade, ainda mais por alguém na posição dela.
Halley serve uma Grande Casa, presente na corte com bastante frequência nos últimos tempos. Seria fácil memorizar o que os outros conseguem fazer — mas até mesmo Jon?
Pelo que entendo, ele é celebrado como o primeiro sanguenovo a se juntar a Maven, mas acho que pouca gente sabe mais sobre ele. Maven não ia gostar que as pessoas estivessem cientes de que confia em alguém com sangue vermelho para aconselhá-lo.
— Continue. — Maven ergue as sobrancelhas escuras, incitando-a.
Halley obedece, citando os ninfoides de Osanos, os verdes de Welle, um único forçador Rhambos. Mas eles estão vestindo as cores de suas Casas, e ela é uma criada. É obrigada a saber essas coisas. Sua habilidade parece um truque de mágica na melhor das hipóteses, uma mentira e uma sentença de morte na pior. Sei que sente a espada pendendo sobre sua cabeça, aproximando-se a cada movimento do maxilar de Maven.
No fundo, um silfo Iral de vermelho e azul se levanta, ajustando o casaco enquanto caminha. Noto apenas porque seus passos são estranhos, não tão fluidos quanto os de um silfo deveriam ser. Esquisito.
Halley também nota. Ela estremece, apenas por um segundo.
É a vida dela ou a dele.
— Ela consegue mudar de rosto — Halley sussurra, com o dedo trêmulo no ar. — Vocês não têm nome para essa habilidade.
Os sussurros costumeiros da corte terminam de uma só vez, apagados como uma vela. Cai um silêncio, quebrado apenas pela batida acelerada do meu coração. Ela consegue mudar de rosto.
Meu coração zumbe de adrenalina. Corra!, quero gritar. Corra!
Quando os sentinelas pegam o Iral pelos braços, arrastando-o para a frente, suplico para mim mesma: Por favor, esteja errada. Por favor, esteja errada. Por favor, esteja errada.
— Sou um filho da Casa Iral — o homem resmunga, tentando se soltar das garras dos sentinelas. Um Iral teria sido bem-sucedido em sua tentativa, se desvencilhando com um sorriso no rosto. Meu coração se aperta. — Você confia mais na palavra de uma escrava vermelha do que na minha?
Samson reage antes mesmo que Maven peça, veloz como uma andorinha. Ele desce os degraus do tablado, com os olhos de um azul elétrico estalando de voracidade. Acho que não teve muitos cérebros para se alimentar desde o meu. Com um grito agudo, o Iral tomba de joelhos, com a cabeça baixa. Samson invade a cabeça dele.
E então seu cabelo fica grisalho e mais curto, numa cabeça diferente, com outro rosto.
— Nanny — eu me ouço exclamar baixinho. A velha se atreve a erguer os olhos arregalados, assustados e familiares. Lembro de quando a recrutei, quando a levei para o Furo, quando a vi brigar com as crianças sanguenovas e contar histórias de seus netos. Enrugada como uma noz, mais velha do que todos nós e sempre pronta para a missão. Eu correria para abraçá-la se fosse uma possibilidade, mesmo que remota.
Em vez disso, caio de joelhos e minhas mãos agarram o punho de Maven. Suplico como só fiz uma vez na vida, com os pulmões cheios de cinzas e ar frio, a cabeça ainda zonza pela queda controlada do jato.
O vestido se rasga na costura. Não é feito para ajoelhar. Ao contrário de mim.
— Por favor, Maven. Não a mate — peço, tomando ar, me apegando a qualquer coisa para salvar a vida dela. — Ela pode ser útil; é valiosa. Olhe só o que consegue fazer.
Ele me empurra, a palma da mão contra minha marca.
— É uma espiã na minha corte. Não é?
Mesmo assim imploro, antes que a boca grande de Nanny custe sua vida. Pela primeira vez, torço para que as câmeras ainda estejam ligadas.
— Ela foi traída, enganada, iludida pela Guarda Escarlate. Não é culpa dela!
O rei não se dá ao trabalho de levantar, nem mesmo para um assassinato aos seus pés. Ele tem medo de abandonar sua Pedra Silenciosa, de tomar uma decisão fora do seu círculo de conforto.
— As regras são claras. Espiões são eliminados imediatamente.
— Quando adoece, quem você culpa? — pergunto. — Seu corpo ou a doença?
Ele me encara de cima e me sinto oca.
— Culpo a cura que não funcionou.
— Maven, estou implorando… — Não lembro de começar a chorar, mas agora é óbvio que o faço. São lágrimas de vergonha, porque choro tanto por mim quanto por ela. Era o começo de um resgate. Ela estava aqui por minha causa. Nanny era minha chance.
Meus olhos ficam turvos, enevoando os cantos da minha visão. Samson ergue a mão, ansioso para mergulhar no que ela sabe. Eu me pergunto quão devastador isso será para a Guarda Escarlate, e penso como foram idiotas para fazer isso. Que risco, que desperdício.
— Vamos nos levantar. Vermelhos como a aurora — Nanny murmura.
Então o rosto dela se transforma uma última vez. Num rosto que todos reconhecemos. Samson dá meio passo para trás, espantado, enquanto Maven solta um grito estrangulado.
Elara nos encara do chão, um fantasma vivo. Seu rosto está mutilado, destruído pelo raio. Falta um olho, o outro está coberto de sangue prateado e vil. Sua boca se curva num sorriso perverso e inumano. Sinto o terror no fundo do estômago, embora saiba que ela está morta. Embora saiba que a matei.
É uma manobra inteligente, ganhando tempo suficiente para levar a mão à boca e engolir.
Já vi pílulas assim antes. Mesmo fechando os olhos, sei o que vai acontecer.
É melhor do que o que Samson teria feito. Os segredos dela vão continuar guardados. Para sempre.

30 comentários:

  1. Aaaaaaaaaaa n acredito 😭😭 eu gostava tanto dela 😭😭

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  2. Essa parte foi foda embora eu gostasse da Nanny 💔

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  3. Merda, merda, merda
    Coitada da Nanny. Ela me lembrava daquela velhinha de Em Chamas. A velhinha do Finnick :,( esqueci o nome dela

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    1. É Mags, eu acho.

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    2. o nome era maggs eu acho

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    3. Mags. Né, lembrava mesmo :/

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    4. AAAAAAAAA Ela era uma das personagens mais legais que tem! (tinha)
      Não acredito... :( Terminou com chave de ouro Mags/Mística/Nanny.
      ~polly~

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    5. Merda merda Merda!!!!!

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  4. o nome dela era maggs, eu acho

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  5. Meu coração sangra e meus olhos choram por essa senhora. 💔😭

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  6. E meio triste mais ela morreu com honra, e concordo na definição de antes morrer pelas próprias mãos defendendo as pessoas q são importantes para ela do q morre nas mãos dos maiores inimigos e ainda por cima ser a causa da morte de seus amigos T-T nanny te amo d+ S2 T-T

    Letícia.

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  7. Nanny! 😭😭

    Tá tudo tão lento, queria uma perspectiva da Farley, daí sim

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  8. Vdd lembrava a Mags T-T

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  9. Aaaahhhh. .... Nanny não! !!

    Flavia

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  10. OMG... Por essa eu não esperava!

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  11. Poxa Nanny😿😿

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  12. To desolada Nanny não ,sei q não se faz omelete sem quebrar os ovos mas logo ela....

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  13. Karina,você é uma linda!

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    1. Quê? Kkkkk obrigada você também é :3

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  14. Meu Deus que tristeza, eu gostava tanto da Nanny por ela me lembrar a Mags de thg 💔 ave atque vale nanny

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  15. De luto �� De novo ������

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  16. DE LUTO POR NANNY6 de junho de 2017 18:36

    NÃAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
    NANNY
    NAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOO

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  17. Não ti contar esse livro ta saindo melhor do que a encomenda😡😭😭😭😭😭

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  18. maldita pessoa com esse poder estupido, quem tem o poder de saber o poder dos outros que depsperdicio de vida mds caraaaa eu gostava tando da nanny

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  19. 😢😢😢😭😭😭 Vou sentir muitas saudades da Nanny, personagem muita fofa

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Boa leitura :)