3 de março de 2017

Capítulo cinco

KILORN VAI ME ENCONTRAR EM QUALQUER ESCONDERIJO, então sigo em frente. Corro. Como se assim pudesse deixar para trás o que fiz com Gisa, a falha com Kilorn, tudo o que arruinei.
Mas até eu sou incapaz de deixar para trás o olhar da minha mãe quando deixo Gisa em casa.
Vi a sombra do desespero em seu rosto e corri, antes que meu pai pudesse arrastar sua cadeira de rodas à cena. Não consigo encarar os dois. Sou uma covarde.
Então corro até não conseguir pensar, até cada lembrança ruim se desfazer, até sentir apenas meus músculos queimarem. Chego a dizer para mim mesma que as lágrimas em meus olhos são chuva.
Quando finalmente diminuo o passo para tomar fôlego, estou fora do vilarejo, uns quilômetros adentro da terrível estrada para o norte. As árvores filtram a luz sobre a curva e a projetam sobre uma estalagem, uma das muitas presentes nas velhas estradas. O estabelecimento está lotado, como em todos os verões; cheio de criados e trabalhadores sazonais que acompanham a Corte. Eles não moram em Palafitas, não conhecem meu rosto, de modo que são presas fáceis para furtos. Faço isso todo verão, mas Kilorn está sempre comigo, sorrindo enquanto bebe e me vê trabalhar. Acho que já não vou vê-lo sorrir por muito tempo.
Risadas escandalosas surgem quando um punhado de homens, bêbados e felizes, sai da estalagem aos tropeços. Seus porta-moedas tilintam sob o peso do pagamento do dia. Dinheiro prateado, por servir, sorrir e ajoelhar-se a monstros vestidos de senhores.
Causei tantos estragos hoje, tanta dor àqueles que mais amo. Deveria dar meia-volta e ir para casa, encarar todos, ter pelo menos um pouco de coragem. Em vez disso, detenho-me sob as sombras da estalagem, contente por permanecer na escuridão.
Acho que só sirvo para machucar as pessoas.
Não demora muito para os bolsos do meu casaco ficarem cheios. Bêbados aparecem a cada cinco minutos, e avanço sobre eles com um sorriso no rosto para esconder minhas mãos. Ninguém nota, ninguém sequer liga quando torno a desaparecer. Sou uma sombra, e ninguém se lembra de sombras.
Chega a meia-noite. Ainda estou de pé, à espera. Do alto, a lua é um indicativo luminoso das horas, de quanto tempo faz que estou fora de casa. Um último bolso. Um último bolso e vou embora. Já faz uma hora que digo isso a mim mesma.
Não penso quando o próximo cliente sai. Seus olhos se voltam para o céu e ele não me nota. É fácil demais alcançar sua bolsa, fácil demais passar os dedos pelos cordões do porta-moedas. Eu devia ter aprendido a esta altura: nada aqui é fácil. Mas o tumulto, os olhos ocos de Gisa e o sofrimento me emburreceram.
A mão dele se fecha sobre meu punho, com força e um calor estranho. Ele me puxa para fora das sombras. Tento resistir, escapar, mas é forte demais. Ele se volta para mim, e o fogo em seus olhos me enche de medo, o mesmo que senti de manhã. Mas será bem-vindo qualquer castigo que ele queira infligir. Mereço tudo.
— Ladra — ele diz, com uma estranha surpresa na voz.
Pisco para ele, esforçando-me para conter o riso. Nem tenho forças para negar.
— Claro.
Ele me encara, analisa cada detalhe, do rosto até as botas gastas. Fico constrangida. Depois de um longo momento, ele deixa escapar um suspiro e me solta. Confusa, sou apenas capaz de encará-lo. Uma moeda de prata rodopia no ar, e quase não tenho a astúcia de apanhá-la. Um tetrarca. Um tetrarca de prata, que vale uma coroa. Bem mais que todas as moedinhas roubadas no meu bolso.
— Isso deve ser mais que o suficiente para você se manter — diz, antes que eu possa responder.
À luz da estalagem, seus olhos reluzem um vermelho dourado, a cor do fogo. Os anos que gastei estudando o jeito das pessoas não me deixam na mão, nem mesmo agora. Cabelos pretos sedosos demais, pele pálida demais: ele é tudo menos um criado. Seu físico, porém, é mais de lenhador, com ombros largos e pernas fortes. Ele é jovem, um pouco mais velho que eu, embora bem longe de ter a autoconfiança que qualquer outro jovem de dezenove ou vinte anos tem.
Eu devia beijar suas botas por me deixar ir me dar tamanho presente, mas sou vencida pela curiosidade. Como sempre.
— Por quê? — as palavras saem duras e ríspidas. Depois de um dia como hoje, como poderiam ser diferentes?
A pergunta o surpreende e ele dá de ombros.
— Você precisa mais do que eu.
Tenho vontade de jogar a moeda na cara dele, de dizer que sei me cuidar, mas um pedaço de mim é mais prudente. Você não aprendeu nada hoje?
— Obrigada — forço por entre os dentes.
Por algum motivo, ele ri da minha gratidão relutante.
— Não vá se machucar.
Então ele muda de posição e chega mais perto. É a pessoa mais estranha que já conheci.
— Você mora num vilarejo, não é?
— Sim — respondo, gesticulando para mim mesma. Com meu cabelo desbotado, minhas roupas imundas e meus olhos submissos, onde mais moraria? O contraste é impressionante: ele veste uma camisa boa e limpa, sapatos de couro brilhantes e macios. Reparo que ele brinca com sua correntinha, agitado. Eu o deixo nervoso.
Pálido sob o luar, com olhos incisivos, ele pergunta, para disfarçar:
— E você gosta? De viver lá, digo.
A pergunta quase me provoca gargalhadas, mas ele não se impressiona.
— Alguém gosta? — respondo enquanto tento descobrir qual é a dele.
Mas, em vez de contestar rápido, de emendar algo como Kilorn faria, ele se cala. Sua expressão torna-se sombria.
— Você já vai voltar? — indaga de repente, apontando para a estrada.
— Por quê? Você tem medo do escuro? — pergunto, falando devagar e cruzando os braços.
Mas lá no fundo me questiono se não deveria estar com medo. Ele é forte e rápido, e você está sozinha aqui fora.
Seu sorriso reaparece, e o alívio que isso me causa é arrebatador.
— Não, mas quero garantir que você vai manter as mãos longe dos outros pelo resto da noite. Não pode ficar aqui sugando metade do bar, pode? A propósito, meu nome é Cal — acrescenta, estendendo a mão para me cumprimentar.
Recuso a mão, ainda me lembrando do calor escaldante de sua pele. Tomo o rumo da estrada a passos silenciosos e ligeiros.
— Mare Barrow — digo sobre o ombro.
Não demora muito e suas longas pernas me alcançam.
— Você é sempre assim tão simpática? — ele provoca. Por algum motivo, tenho a sensação de estar sendo analisada. Mas a fria moeda de prata na minha mão me mantém calma e me lembra do que mais ele carrega nos bolsos. Prata para Farley. Muito apropriado.
— Seus senhores devem pagar bem para você carregar coroas de prata — disparo na esperança de mudar de assunto. Funciona, e ele recua, um pouco assustado.
— Tenho um bom emprego — explica, fingindo não ligar.
— Não é o meu caso.
— Mas você é...
— Jovem. Tenho dezessete anos — completo. — Ainda tenho tempo antes do recrutamento.
Ele aperta os olhos e os lábios. Há um quê de dureza na sua voz que torna suas palavras mais afiadas.
— Quanto tempo?
— Cada dia menos.
Dói por dentro só de dizer isso em voz alta. E Kilorn tem ainda menos tempo que eu.
Suas palavras secam. Ele volta a me observar e a me estudar enquanto andamos pela floresta. Pensando.
— E não há trabalho — ele murmura, mais para si mesmo. — Não há como escapar do recrutamento.
Fico intrigada com sua confusão mental.
— Talvez as coisas sejam diferentes de onde você vem.
— Por isso você rouba.
Roubo.
— É o que posso fazer — deixo escapar. De novo, lembro que só sirvo para causar dor. — Mas minha irmã trabalha — solto, antes de lembrar. Não, ela não trabalha. Não mais. Por minha culpa.
Cal apenas observa enquanto luto com as palavras, pensando se me corrijo ou não. É o que posso fazer para manter as aparências, para não desabar por inteiro diante de um completo estranho. Mas ele nota o que tento esconder.
— Você estava no Palacete hoje?
Acho que ele já sabe a resposta. Mesmo assim continua.
— Os tumultos foram terríveis.
— Foram...
Quase engasgo com as palavras.
— Você...
Ele prossegue com as perguntas mais tranquilo. É como fazer um furo numa represa para que toda a água jorre para fora. Eu não seria capaz de deter as palavras mesmo se quisesse.
Não menciono Farley, a Guarda Escarlate, nem mesmo Kilorn. Só conto que minha irmã me infiltrou no Grande Jardim para me ajudar a juntar o dinheiro de que precisávamos para sobreviver. Então veio o erro de Gisa, a fratura e o que ela significa para nós. O que causei à minha família. O que andei fazendo, a decepção da minha mãe, a vergonha do meu pai, os furtos dentro da própria comunidade. Aqui, na escuridão, conto a um estranho como sou péssima. Ele não faz perguntas, mesmo quando minhas palavras saem sem sentido. Apenas escuta.
— É o que posso fazer — digo novamente antes da minha voz sumir por completo.
Então capto um brilho prata pelo canto do olho. Ele saca outra moeda. Sob a luz do luar, só consigo ver os contornos da coroa flamejante do rei estampada no metal. Quando Cal a aperta contra minha mão, tenho a esperança de sentir seu calor de novo, mas ele está frio.
Não quero sua piedade, sinto vontade de gritar, mas seria burrice. A moeda vai comprar o que Gisa já não pode.
— Sinto muito mesmo por você, Mare. As coisas não deveriam ser assim.
Não consigo nem reunir forças para fechar a cara.
— Há vidas piores. Não lamente por mim.


Ele me acompanha até a entrada do vilarejo, me deixando caminhar pelas palafitas sozinha. Algo na lama e nas sombras deixa Cal desconfortável, e ele desaparece antes de eu ter a chance de olhar para trás e agradecer ao estranho criado.
A casa está escura e silenciosa, mas mesmo assim tremo de medo. A manhã parece estar a cem anos de distância, parte de outra vida em que fui idiota, egoísta e talvez um pouco feliz.
Agora só me restam um amigo recrutado e uma irmã de ossos quebrados.
— Você não devia deixar sua mãe preocupada desse jeito — a voz de meu pai sai de detrás das vigas das palafitas e ressoa em meus ouvidos. Faz tantos anos que nem lembro mais da última vez em que o vi no chão.
Minha voz se exalta de susto e medo.
— Pai? O que você está fazendo? Como você...?
Antes de eu terminar, ele aponta para trás, para a polia pendendo da casa. É a primeira vez que a usa.
— Acabou a energia. Pensei em dar uma olhada — ele diz, rouco como sempre.
Ele passa por mim com sua cadeira e para diante da caixa de força fincada no chão. Toda casa possui uma dessas para regular a carga elétrica que mantém as luzes acesas.
Meu pai está ofegante, seu peito estala a cada respiração. Talvez Gisa fique como ele: a mão, uma bagunça metálica; o cérebro, despedaçado e amargurado por causa do que poderia ter sido.
— Por que você não usa os lecs que eu trago?
Sua resposta é tirar um vale de energia da camisa e enfiar na caixa. Geralmente isso faz a caixa de força funcionar. Mas agora nada acontece. Está quebrada.
— Não adianta — suspira meu pai, voltando a se acomodar na cadeira.
Ambos permanecemos olhando para a caixa de força, sem assunto, sem querer sair, sem querer voltar lá para cima. Meu pai fugiu, como eu. Não suportou ficar dentro de casa com minha mãe chorando sobre a mão de Gisa, lamentando sonhos perdidos enquanto minha irmã tentava não fazer o mesmo.
Meu pai começa a bater naquela porcaria de caixa, como se pancadas de repente fossem capazes de trazer de volta luz, calor e esperança. Os golpes ficam mais irritados, mais desesperados, e ele começa a irradiar ódio. Não por mim ou Gisa, mas pelo mundo. Há muito tempo ele nos chamou de formigas, formigas vermelhas ardendo sob a luz de um sol prateado. Destruídas pela grandeza dos outros, quase derrotadas na batalha pelo nosso direito de existir, porque não somos especiais. Não evoluímos como eles, que têm poderes e forças além da nossa imaginação limitada. Permanecemos os mesmos, presos em nossos corpos. O mundo mudou ao nosso redor e permanecemos os mesmos.
A raiva também toma conta de mim: xingo Farley, Kilorn, o recrutamento, cada coisa em que consigo pensar. A caixa de metal é fria ao toque, faz tempo que perdeu o calor da eletricidade. Mas algo ainda vibra sob todo aquele mecanismo, algo espera reconectar-se.
Perco a cabeça e me lanço à tarefa de encontrar eletricidade, de trazê-la de volta e provar que ao menos sei fazer direito alguma coisa neste mundo tão torto. Meus dedos topam com alguma coisa pontiaguda e meu corpo estremece. Um fio desencapado e afiado ou uma chave defeituosa, digo a mim mesma. Pareceu uma picada de agulha, como se um alfinete me acertasse bem no nervo, mas sem dor.
Acima de nós, a luz da varanda ressuscita.
— Bom, vai entender — resmunga meu pai.
Ele gira as rodas enlameadas da cadeira de volta para a polia. Vou atrás, calada, sem vontade de mencionar o motivo de ambos estarmos com tanto medo do lugar que chamamos de lar.
— Chega de fugir — ele suspira, prendendo a cadeira na plataforma.
— Chega de fugir — concordo, mais por mim que por ele.
A plataforma geme sob o peso ao içá-lo até a varanda. Vou mais rápido pela escada e espero no andar de cima para ajudar, sem palavras, meu pai a se soltar da plataforma.
— Porcaria — resmunga ele quando finalmente consigo soltar a fivela.
— Mamãe vai ficar feliz por você ter saído de casa.
Ele crava os olhos em mim e segura minha mão. Embora meu pai mal trabalhe — ele só conserta bugigangas para crianças —, suas mãos ainda são ásperas e calejadas, como se tivesse acabado de voltar da frente de batalha. A guerra nunca acaba.
— Não conte para sua mãe.
— Mas...
— Sei que não parece nada, mas dá pano pra manga. Ela vai pensar que é um pequeno passo de uma grande jornada, entende? Primeiro saio de casa à noite, depois de dia, depois vou à feira com ela como há vinte anos. Então as coisas voltam a ser como antes.
Seus olhos escurecem enquanto ele fala. Meu pai luta para manter a voz baixa e constante.
— Nunca vou ficar bem, Mare. Nunca vou me sentir bem. Não posso deixar sua mãe ter essa esperança quando sei que nunca vai acontecer. Você entende?
Bem demais, pai.
Ele sabe o que a esperança fez comigo e ameniza o tom.
— Queria que as coisas fossem diferentes.
— Todos queríamos.
Apesar das sombras, consigo avistar a mão quebrada de Gisa quando chego ao sótão. Normalmente ela dorme encolhida, enrolada num cobertor fino, mas agora está de barriga para cima, com a mão fraturada apoiada sobre uma pilha de roupas. Minha mãe ajeitou a tala — melhorando assim minha ínfima tentativa de ajudar — e trocou as gazes. Não preciso de luz para saber que sua pobre mão está roxa dos machucados. O sono de Gisa é inquieto, seu corpo se agita, mas o braço permanece imóvel. Dói mesmo durante o sono.
Quero tocar minha irmã, mas como posso consertar os acontecimentos trágicos do dia?
Pego uma carta de Shade na caixinha onde guardo toda a sua correspondência. Ao menos vai me deixar mais calma. Suas piadas, suas palavras, sua voz presa nas páginas sempre me tranquilizam. Mas, ao correr os olhos novamente pela carta, sou tomada por tristeza.
“Vermelho como a aurora”, diz a carta. Aí está, na minha cara. As palavras de Farley no vídeo, o grito de guerra da Guarda Escarlate, na caligrafia do meu irmão. A frase é estranha demais para ser ignorada, singular demais para ser posta de lado. E a próxima frase: “ver o sol se levantar cada dia mais forte”... Meu irmão é esperto, mas prático. Não liga para o nascer nem para o pôr do sol, menos ainda para frases de estilo. O se levantar ressoa em mim.
Em vez de Farley, é meu irmão que fala. Se levantar, vermelho como a aurora.
De algum modo, Shade sabia. Muitas semanas atrás, antes do atentado, antes da transmissão de Farley, ele sabia da Guarda Escarlate e tentou nos avisar. Por quê?
Porque é um deles.

25 comentários:

  1. Oloko oq será q vai acontecer.....Partiu próximo capítulo!!!
    😍😍

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aninha das kebradas1 de julho de 2017 07:58

      O que vai acontecer com ELE!
      Eu quero a boca dos dois colada!

      Excluir
  2. Puxa :3 Cada vez mais interessante *-*

    ResponderExcluir
  3. ISSO É SÓ UM PALPITE: mas até aki teu pra ver que na cidade da eletricidade, a rainha tem que ter super poderes elétricos né... a questão que fica é como esse poder vai salvar ela???!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. porque e quase o poder mais poderoso
      ela devolveu energia csa dela na parte do fio desencapado

      Excluir
  4. Hum gostei desse Cal

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Espera conhecer o irmão dele

      -Julia

      Excluir
    2. agora fiquei intrigada quanto ao irmão dele

      Excluir
  5. To ficando cada vez mais, empolgado com esse livro

    ResponderExcluir
  6. Nossa!Até me arrepiei na ultima frase! Super top esse livro!

    ResponderExcluir
  7. "Porque é um deles."
    VOU. TER. UM. ENFARTO!
    x Maysa
    ***

    ResponderExcluir
  8. Shade uhuuuu!!!! Vermelho como a Aurora!
    Lindos Mare e Cal. ❤

    ResponderExcluir
  9. Eu tenho quase certeza que o poder dela è eletricidade...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É esse o poder dela e isso ñ é Spoiler pq é a sinopse do livro

      Excluir
  10. sera se cal estara nos proximos capitulos

    ResponderExcluir
  11. Agora o livro está ficando bom

    -DT

    ResponderExcluir
  12. Será q é só eu que acha q esse tal de "Cal", é na verdade um dos príncipes??
    "Cabelos pretos sedosos demais, pele pálida demais: ele é tudo menos um criado. Seu físico, porém, é mais de lenhador, com ombros largos e pernas fortes. Ele é jovem, um pouco mais velho que eu, embora bem longe de ter a autoconfiança que qualquer outro jovem de dezenove ou vinte anos tem." Hmm....💭
    ~Carol~♡

    ResponderExcluir
  13. potterhead-selecionada13 de setembro de 2017 19:46

    Já gostei desse tal de Cal.☺☺

    ResponderExcluir
  14. Adivinha quem ja ta começando shipar cal e mare. \0.
    Asa:rosany

    ResponderExcluir
  15. Só eu q imagino um cenário feudal com elementos futuristas?
    Todos com roupas do século 16... Mas com acessórios e elementos dos séculos 21?

    ResponderExcluir
  16. É normal cada capitulo ficar meio parece que incompleto?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, esse livro é estranho. Algumas partes até pedi pra uns amigos que tem o físico conferirem, pq estava faltando algo, não era possível. Mas nãp, era daquele jeito mesmo

      Excluir
  17. shippei cal e mare, tomara que não seja tombada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. esperamos more, esperamos

      Excluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)