25 de março de 2017

Capítulo 17 - Uma floresta

LILITH
Vinte e três horas

Os fones de ouvido de Lilith pulsavam com a música alta.
Ela estava deitada de bruços sobre a colcha da cama, rabiscando em seu caderno a letra para uma nova canção que se chamaria “Famosa pelo coração partido”. Era uma hora da madrugada. Ela se sentia cansada, mas sabia que não conseguiria dormir. Não parava de repassar na lembrança a conversa que tivera com Cam no café.
Ele havia apostado que poderia fazê-la se apaixonar por ele. Como se ela não tivesse vontade própria, como se fosse apenas uma moeda que se atira num jogo.
Será que Cam chegara perto de vencer essa aposta? Ela sentira algo profundo e forte por ele. Teria sido amor? Talvez, mas ela jamais poderia amar alguém que a tratava como um jogo a vencer.
De repente, Lilith ouviu um som que não fazia parte da música dos Quatro Cavaleiros que tocava em seus fones de ouvido. Vinha de fora. Alguém batia em sua janela. Ela desligou a música e levantou as persianas.
A jaqueta de couro de Cam estava fechada até em cima, e ele usava aquele gorro de tricô de que gostava. Sob sua borda, os olhos verdes imploravam enquanto ele gesticulava para ela abrir a janela.
Ela deslizou a vidraça para cima e colocou a cabeça para fora.
— Minha mãe vai te matar se descobrir que você pisoteou as plantas.
— Vou me arriscar à fúria dela — disse ele. — Preciso falar com você.
— Caso contrário, você perde a aposta, certo? — ironizou Lilith. — Por favor, me lembre de quantas horas restam para eu me apaixonar loucamente por você.
Ela olhou para a rua, onde estava estacionada uma Honda preta vintage, com dois capacetes pendurados no guidão. A moto parecia cara. Lilith observou Cam, lembrando-se de quando o viu andando por entre as barracas na Dobbs Street. Com que dinheiro ele comprara aquela moto? Ele era uma contradição ambulante, mas Lilith não o deixaria enlouquecê-la mais.
— Está tarde — disse ela. — Estou cansada. E você é a última pessoa que quero ver agora.
— Eu sei — disse Cam. — Lilith, eu preciso de você...
— Você não precisa de mim. — Ela não gostava quando ele dizia coisas assim. Se não tomasse cuidado, acreditaria nele.
Cam olhou para as próprias botas e suspirou. Quando olhou para ela, um momento depois, seus olhos verdes tinham adquirido uma intensidade que fez Lilith prender a respiração.
— Eu sempre precisarei de você, Lilith. Por muitas razões. Agora, preciso que venha comigo.
— Por que eu iria a algum lugar com você?
— Para que eu possa lhe contar a verdade.
Ela já tinha sido enganada antes.
— Então me conte aqui mesmo — retrucou Lilith, fincando o pé.
— Para que eu possa te mostrar a verdade — corrigiu Cam. — Por favor — pediu ele em voz baixa. — Me dê mais uma chance de mostrar que meus sentimentos por você são verdadeiros. Aí, se você não acreditar em mim, sumo de sua vida de uma vez por todas. Justo?
Ela estudou seu rosto e percebeu como seus traços haviam se tornado familiares ao longo das últimas duas semanas. Na primeira vez em que o vira no riacho da Cascavel, ele lhe parecera tão diferente de qualquer pessoa que já havia conhecido; parecia mais um produto de sua imaginação que um cara de verdade. Mas agora ela o conhecia. Sabia que ele lambia os lábios quando concentrado, e como seus olhos brilhavam quando ele escutava algo com atenção. Sabia como era o toque de suas mãos nas dela, e como sua pele era macia um pouco acima da gola da camiseta.
— Só mais uma chance — disse ela.


Uma escuridão melancólica pairava sobre o riacho da Cascavel.
O coração de Lilith palpitava enquanto Cam a conduzia para dentro da floresta, em direção ao seu local favorito. Jamais fora até ali tão tarde da noite, e era estranhamente empolgante. Ramos de árvore estalavam enquanto ela caminhava pela trilha familiar e virava para entrar na clareira onde estava sua alfarrobeira. Por um momento, ela não a reconheceu. A árvore estava decorada com suaves luzinhas cintilantes vermelhas e amarelas.
Abaixo da árvore, um garoto com dreadlocks arrumava um buquê de íris na escrivaninha antiga que Cam lhe dera de presente. Lilith tinha a impressão de já tê-lo visto em algum lugar.
Quando uma garota magra de cabeça raspada e cílios postiços alaranjados correu para Lilith e estendeu-lhe a mão num cumprimento, Lilith lembrou-se de onde os conhecia. Do café, com Cam, naquela mesma noite.
— Sou Ariane — disse a garota. — Este é Roland. Que bom que você pôde vir.
— O que está acontecendo? — perguntou Lilith para Cam.
— Antes de mais nada — disse Cam —, um brinde.
Roland se ajoelhou ao lado da margem do riacho e apanhou uma garrafa de champanhe. Enfiou a mão embaixo da mesa e sacou duas taças de champanhe; em seguida, abriu a garrafa com um estalo. Encheu as taças com a bebida efervescente e entregou uma delas para Lilith.
— Salud.
— Às segundas chances — brindou Cam, e ergueu a taça.
— Estamos no mínimo na quinta ou sexta chance a essa altura — retrucou Lilith, mas brindou mesmo assim.
— Atrevida! — gritou Ariane. — Gosto disso.
— Bem que desconfiei, ao ver Lilith, de que Cam encontrara sua cara-metade — disse Roland.
Lilith riu. Sentia-se estranhamente à vontade com aqueles companheiros inesperados. Eles pareciam mais interessantes que qualquer pessoa que ela já conhecera, exceto, talvez, Cam.
— Não ligue para meus amigos — disse Cam. — Nós nos conhecemos há muito tempo.
— Então, primeiro, um brinde — disse ela a Cam, olhando ao redor. — E depois?
— Um favor — disse Cam.
— Não vou deixar você voltar para a banda ainda...
— Não era isso que eu ia pedir — disse Cam, embora a palavra ainda o tivesse feito sorrir. — O favor é o seguinte. Deixe de lado tudo o que você já ouviu a meu respeito pela boca dos outros, e passe uma hora comigo, aqui sob as estrelas. Somente eu e você. Bem, e Ariane e Roland, mas você entendeu o que eu quis dizer.
— Nós somos ótimos em camuflagem — disse Ariane.
— Certo? — disse Cam.
— Certo — respondeu Lilith, e deixou que ele segurasse sua mão e a levasse até a escrivaninha, que tinha sido armada com taças de cristal, talheres dourados descombinados, guardanapos brancos dobrados em formato de cisne e dois samovares reluzentes.
Atrás deles, Roland começou a dedilhar um violão Martin 1930 num ritmo lento e sincopado de blues. Era um instrumento muito bacana, diferente de qualquer violão que Lilith já vira, e ela ficou imaginando de onde teria vindo. Ariane apanhou os guardanapos da mesa, desfraldou-os com uma sacudidela e os colocou sobre o colo de Cam e Lilith.
— Por favor, permita-me — disse ela, quando Lilith tentou levantar a tampa de prata. Ali embaixo, uma frigideira de ferro fundido fumegante estava cheia até a borda com um ensopado vermelho de cheiro delicioso, e à superfície nadavam dois ovos decorados com exuberantes raminhos verdes de salsa.
— Shakshuka — disse Lilith, inspirando profundamente.
— Não a deixe enganá-la — disse Cam. — Shakshuka é o único prato que Ariane sabe fazer.
Lilith franziu a testa para seu prato.
— Nunca sequer ouvira falar dessa comida. A palavra simplesmente surgiu em minha cabeça.
— É um prato israelense tradicional — disse Cam. — Muito leve.
— Estou morrendo de fome — disse Lilith, e levantou o garfo. — De onde vocês se conhecem?
— É uma longa história — disse Cam. — Oh, maître d’, você se esqueceu de abrir meu samovar.
— Abra você mesmo, bobão — gritou Ariane da margem do riacho, de onde saltitava pelas pedras. Ela imitou a voz de Cam: — É o único prato que Ariane sabe fazer.
Lilith riu, erguendo uma gema de ovo reluzente. Saboreou sua primeira deliciosa garfada e, em seguida, tomou um gole de champanhe.
— Nossa, isso aqui também está uma delícia.
— Tem de estar mesmo! — gritou Ariane da margem. — É mais velho que sua avó.
Lilith pousou o garfo e se virou para Roland, que ainda estava sentado nas sombras, dedilhando seu violão.
— Essa aí é minha música?
Ele estava concentrado ao violão, tocando uma melodia complexa.
— Roland é um fã — disse Cam.
— O que é tudo isso, Cam? — perguntou Lilith, olhando de Roland para Ariane, e dela para a árvore transformada. Ninguém nunca tinha se esforçado tanto para impressioná-la. — É bacana e tudo mais, porém...
— Mas parece um esquema elaborado para um convite para a festa de formatura? — perguntou ele.
Lilith virou a cabeça depressa, olhando boquiaberta para Cam.
— Não se preocupe — disse ele rapidamente. — Não vou convidar você.
— Ótimo — disse ela, surpresa ao flagrar-se um pouco decepcionada.
Ele inclinou-se, ficando perto o suficiente para beijá-la, e segurou suas mãos.
— Você me disse que não precisava de homem algum para ir ao baile e tocar sua música na batalha, e eu respeito isso. Não significa que eu não adoraria ir com você, comprar flores, deixar sua mãe tirar uma foto de nós dois e ficar na fila ao seu lado para tomar ponche e comer rosquinhas açucaradas, coisas que eu jamais teria a menor vontade de fazer se não fosse com você. — Ele deu um sorriso que iluminou todo seu rosto. — Mas, apesar disso, respeito seu desejo. Então, em vez disso, trouxe o baile até você. — Ele olhou ao redor. — Olhe, o baile é exatamente assim, só que com algumas centenas de pessoas a mais. E uma cabine de fotos. E arcos de bexigas.
— Hum... não é tão ruim quanto eu imaginava — brincou Lilith. — Na verdade é até meio que legal.
— Obrigado — disse Cam. — Foram necessárias várias reuniões da comissão organizadora do não baile para aprontar tudo. — Ele riu, mas depois seu rosto ficou sério. Baixou a voz: — Não sei o que Chloe acha que ouviu, mas a única coisa que Luc e eu estávamos discutindo era o quanto eu gosto de você. Ele estava crente que eu não tinha a menor chance, e isso atiçou meu lado competitivo. Porque não há nada que eu queira mais nesse mundo que uma chance com você.
Lilith observou os lábios fartos de Cam e, sem se dar conta, inclinou o corpo para perto dele. De repente ela não estava nem aí para nenhum dos boatos. Queria beijá-lo, muito. Isso era verdadeiro. Tudo mais não tinha a menor importância. Por que ela não enxergara as coisas tão claramente antes?
— Quer dançar? — perguntou ele.
— Quero — disse Lilith.
— Acho que ela disse que sim — sussurrou Ariane em voz alta para Roland, que comemorou com um riff alegre em seu violão.
Cam ajudou Lilith a se levantar gentilmente. Os sapatos de ambos afundaram nas folhas cheias de musgo, e Lilith sentia-se um pouco tonta por causa do champanhe. Ela olhou para cima, através dos ramos da alfarrobeira, surpresa ao ver o quanto as estrelas eram mais brilhantes no riacho da Cascavel. No quintal de sua casa, às vezes dava para ver uma única estrela no céu enfumaçado, mas ali devia haver um trilhão delas, cintilando acima deles.
— Que lindo — murmurou ela.
Cam olhou para cima.
— Acredite, essas estrelas nem se comparam a você.
— Com licença! — disse Ariane, entrando no meio deles. — Se me permitem, uma sugestão da alfaiataria. — Um momento depois, ela colocou algo macio nas mãos de Lilith, que segurou o objeto contra a luz. Era o vestido que ela havia comprado no brechó.
— Como você...
— Você devia começar a trancar sua janela do quarto — disse Ariane, e riu. — Tem uns pirados de verdade por aí, que poderiam ter roubado seu vestido antes de mim.
Lilith piscou, sem entender.
— Você entrou no meu quarto?
— Não foi difícil — revelou Ariane. — Enquanto você se ocupava fazendo as pazes ou terminando com Cam, ou seja lá o que vocês estavam fazendo, atualizei um pouco a peça para representar a evolução de seu estilo.
Lilith olhou o vestido com mais atenção e notou que a barra tinha sido encurtada significativamente na frente, como uma minissaia, formando um corte mullet. Um painel de renda preta fora costurado em cada lado do corpete, fazendo a cintura parecer ainda menor do que era. O decote fora reduzido e assumira um formato de coração, ornado com renda preta.
— Uau — disse Lilith.
— Vire — disse Ariane. —Tem mais.
Ela obedeceu, e viu novos recortes no centro das costas do vestido, em formato de asas. Era o mesmo vestido, porém totalmente diferente. Lilith não entendia como aquela garota tinha feito tais alterações de um jeito tão rápido e habilidoso, mas sabia que usaria o vestido com orgulho na Batalha de Bandas.
Na verdade, queria usá-lo agora.
— Obrigada — disse ela a Ariane. — Posso...?
Ariane leu a mente de Lilith.
— Nada de espiar — disse ela aos rapazes, e então assentiu para Lilith.
Lilith virou as costas para o riacho, depois tirou a camiseta a atirou no chão. Colocou o vestido e tirou a calça jeans. As mãos de Ariane encontraram a lateral de Lilith e fecharam uns cinquenta botões minúsculos.
— Em uma palavra — disse Ariane —, deslumbrante.
Lilith olhou para si, para o vestido iluminado pelas estrelas e por todas as luzes cintilantes que Cam e seus amigos tinham pendurado na árvore. Sentiu-se linda... e esquisita, do mesmo jeito que sentira-se no provador do brechó. Não conseguia explicar. Percebeu que Cam a encarava, e que ele também sentia a mesma coisa.
— Estou pronta — disse Lilith.
Ela deu um passo até os braços dele, e os dois começaram a se movimentar no ritmo da música, com os olhos fixos um no outro. Cam sabia como conduzir. Ele tomava o cuidado de não ir muito depressa, e não chegou nem perto de pisar nos dedos dela. Cada passo e cada volteio pareciam instintivos, e seu corpo se encaixava ao dela de modo perfeito, como se ambos fossem as peças de um quebra-cabeça se unindo.
— Ainda não entendo como chegamos até aqui — sussurrou Lilith, arqueando o corpo para trás, de modo que o cabelo ruivo roçou o chão.
— De moto — brincou Cam. — Lembra-se? O vento em seu cabelo?
— Você entendeu o que eu quis dizer — retrucou Lilith. — Você. Eu. Nós.
— Nós. — Cam repetiu a palavra lentamente. — Sabia que essa palavra soa bem? Formamos um lindo “nós”.
Lilith pensou por um momento. Ele tinha razão. Era verdade. E de repente ela não queria mais que o baile terminasse no riacho da Cascavel. Pela primeira vez, queria mais que apenas tocar sua canção na Batalha de Bandas e dar o fora. Queria tudo a que tinha direito, vivenciar a experiência completa, ao lado dos amigos e, especialmente, de Cam.
— Cam — disse ela, o coração acelerando enquanto eles requebravam ao som da música. — Quer ir comigo à Batalha de Bandas?
Lilith achava que já tinha visto Cam feliz, mas agora o rosto dele se iluminava com algo novo. Ele a fez rodopiar num grande círculo.
— Sim!
— Eu acho que ele disse “sim”! — sussurrou Ariane para Roland.
— Ah, a gente já sabia que ele ia dizer sim! — retrucou Roland.
— Ah, é. Desculpe. Não liguem para a gente — disse Ariane.
Lilith riu quando a garota voltou a lavar a louça no riacho.
— Com uma condição — disse ela, virando-se para Cam. — Você tem que retornar para a banda e tocar nossa música. Acha que dá conta?
— Lilith — disse Cam —, com você eu seria capaz de tocar para sempre. Ou, pelo menos, até você me dar um pé na bunda novamente.
— Então está resolvido — disse ela. — Amanhã à noite, eu e você. E Trumbull inteira.
— Tecnicamente — disse Cam, conferindo seu relógio — o baile é hoje à noite.
O violão de Roland modulou uma melodia que parecia ao mesmo tempo exótica e familiar. Parecia um som do Oriente Médio, mas Lilith poderia jurar que já a tinha ouvido um milhão de vezes antes.
— Agora feche os olhos — disse Cam. — Deixe eu lhe mostrar como é dançar de verdade.
Lilith fechou os olhos e deixou Cam conduzi-la, seus passos tornando-se cada vez mais complexos à medida que a canção progredia. Ela não fazia ideia de como dançar poderia parecer tão fácil. Ele a segurou pela cintura e a levantou, até ela ser capaz de jurar que os pés dele também tinham saído do chão; que eles estavam flutuando acima do riacho, acima das árvores, acima das colinas em chamas, dentro do emaranhado denso de estrelas, quase tocando a lua.
— Posso abrir os olhos? — perguntou ela.
— Ainda não — disse Cam.
Então ele a beijou profundamente, sua boca firme e quente sobre a dela... e Lilith retribuiu o beijo.
Uma sensação cálida de formigamento atravessou o corpo dela quando Cam a puxou mais para perto e a beijou com mais paixão ainda. Ela jamais vivera aquilo. Nem de longe. Os lábios dele pareciam feitos para os dela. Por que eles tinham demorado tanto para chegar até ali?
Poderiam ter passado todo aquele tempo se beijando. Deviam continuar se beijando, assim, até...
— Lilith — sussurrou ele, quando seus lábios se separaram. — Lilith, Lilith, Lilith.
— Cam — respondeu ela. Sentia-se zonza.
Uma brisa fresca chicoteava em torno deles, agitando-lhe os cabelos, e então, quase sem se dar conta, Lilith sentiu o chão sob seus pés.
— Agora você pode abrir seus olhos — disse ele, e ela obedeceu. De perto, os olhos de Cam eram salpicados de dourado e circundados por um aro de um tom verde ainda mais intenso. Ela não conseguia parar de olhar para eles.
— Isso foi dançar? — perguntou, sem fôlego. — Ou voar?
Cam abraçou sua cintura.
— Quando é bem-feito — disse ele, encostando a testa na dela — não tem nenhuma diferença entre um e outro.

9 comentários:

  1. Tem um olho na minha lágrima ;-;
    Muito fofo esse momento Quero um shipp pra esses dois S2

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  2. Gente, que isso? Demorou muito pra esse momento, mas nem vou tentar ficar feliz, provavelmente no proximo capitulo teremos Luc...

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  3. Que lindooo! Amei! Só esperando pra ver o que o Capeta vai aprontar no próximo capitulo...

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  4. Kkkkk o bom é que ninguém nem cria mais expectativas kkkkk todo mundo já esperava a próxima merda que o amiguinho Luc vai fazer .

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  5. Muito fofo isso. Ai vc ta aq vomitando arco-íris e no próximo cap. Chega o capeta 👿 e estraga tudo. Ai vc fica triste de novo com raiva de todo mundo dessa historia

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  6. Finalmente um beijo, Cam vc tem q mostrar logo pra ela quem vc é...

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  7. Eu já tô chorando pelo próximo capítulo e pelas armações de Lúcifer

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Boa leitura :)