25 de março de 2017

Capítulo 15 - Rainha de Copas

LILITH
Três Dias

No dia seguinte, na hora do almoço, Lilith, Jean e Luis se encontraram na sala de música.
A sala finalmente estava vazia, pois as garotas da Desprezos Nítidos tinham ido a uma reunião da corte da formatura. Depois de apanhar um sanduíche, Lilith passara ao lado da mesa da corte, que ficava no meio do refeitório, e notou que a cadeira onde Cam deveria sentar estava vaga. Ele faltara tanto na primeira aula quanto na aula de poesia naquela manhã, e Lilith tentava não se perguntar o motivo.
— Oi, Luis. — Ela conseguiu dar um arremedo de sorriso para o baterista, que vestia uma regata azul e usava luvas de couro sem dedos.
Hola — disse Luis, rufando os tambores. Ele estava ficando cada vez melhor. Estava quase bom.
— Isso aí ficou irado— elogiou Lilith.
Luis sorriu.
— Meu nome do meio é Irado.
A batalha seria dali a três noites. Eles tinham um guitarrista a menos — mais uma vez — e pareciam longe de bem preparados, mas Lilith estava determinada a não desistir. Iria descobrir um jeito de deslanchar naquela apresentação.
— Deixe eu adivinhar. Não estamos à espera de Cam, certo? — disse Jean, com um olhar compreensivo. Ele tinha tirado a tampa do sintetizador Moog e apertava os parafusos do interior.
— Não. — Lilith suspirou. — Somos somente nós.
Ela estava entorpecida, exausta. Sentia-se nauseada desde o dia anterior, quando embarcou no ônibus e sentiu todos os olhares em cima de si. No início, fora idiota o suficiente para pensar que as pessoas de repente tinham passado a notar sua existência porque tinham ouvido dizer que ela havia vencido o concurso de composições. Mas ninguém viera cumprimentá-la porque os Quatro Cavaleiros tocariam sua música na festa.
A notícia horrível sobre Cam havia eclipsado totalmente a boa notícia de Lilith. Àquela altura toda a escola se transformara numa colmeia de alunos que espalhavam a mesma história horrorosa: a última namorada de Cam, uma menina que tinha sido apaixonada por ele, se matou quando eles se separaram. Lilith sabia que Cam havia ficado com outras garotas. Mas essa história...
Suicídio.
— É uma bosta — disse Jean. — Quero dizer, a Vingança vai fazer um showzaço, mas sem Cam...
Lilith sabia o que ele estava pensando. Cam era um grande músico. Era carismático no palco. Havia trazido um toque necessário para a banda. A Vingança perderia sem ele.
Além disso, ele realmente queria estar na banda. Lilith tinha certeza disso porque ele telefonara para a casa dela sete vezes na noite anterior.
— Não atenda — pediu a Bruce, mas já era tarde demais.
— Alô? — disse Bruce, e, em seguida, estendeu o telefone para Lilith, murmurando: — É Cam.
Lilith rapidamente rabiscou um recado e estendeu o papel para Bruce.
— Desculpe, Cam — disse Bruce. — Ela mandou dizer que você ligou para o número errado.
Lilith murmurou para Bruce desligar o telefone depressa, e gemeu assim que ele o fez.
— Poxa, valeu.
— Por que você não quer falar com Cam? — perguntou Bruce. — O que aconteceu?
— É uma longa história — respondeu ela. — Eu te conto quando você for mais velho.
— Mas eu gosto dele — disse Bruce.
Lilith franziu a testa.
— Eu sei. Só não atenda o telefone de novo.
Era possível que Cam tivesse ligado mais de sete vezes, mas sete havia sido o limite de sua mãe. Depois disso, Janet tirou o telefone da tomada. E no silêncio que se seguiu, o coração de Lilith começou a doer. Sua intenção tinha sido impedir Cam de se aproximar demais, para não se machucar, mas ali estava ela, magoada, desnorteada e desejando que ele acertasse as coisas.
Ela teria de voltar a cuidar de si, sem esperar nada de ninguém, protegendo-se contra o sofrimento.
Agora, no ensaio, Jean largava a chave de fenda, coçava o queixo e observava Lilith com atenção.
— Não me diga que acredita nesses boatos? Cam é um cara bacana. Sabe disso.
— Eu não quero falar disso. — Lilith sentou-se contra a parede, entre dois xilofones gigantes, pegou seu caderno e se pôs a folhear as páginas.
— O que você está fazendo? — perguntou Jean.
— Alterando o refrão de “Blues de outro alguém” antes do ensaio — respondeu Lilith.
— Peraí, quer dizer que não estamos terminando a banda? — Luis soltou um suspiro audível de alívio.
— Claro que não — disse Lilith, levantando-se e pegando seu violão.
Não era apenas a banda que Lilith precisava manter unida. Era sua amizade com Jean e Luis. Ao contrário de Cam, esses caras não eram complicados. Não tinham dominado seu coração de modo perigoso. Entretanto, o que eles tinham feito — mostrado a ela um lugar para chamar de seu — importava para Lilith, e ela não ia desistir.
— Vamos nessa.
— É isso ! — exclamou Jean, ligando o sintetizador.
— U-huuu! — gritou Luis, preparando suas baquetas.
— Dois, três, quatro — contou Lilith. Nascia dentro dela uma confiança renovada quando a Vingança começou a tocar.


— Ah, aí está você. — A Sra. Richards parou Lilith no corredor dos armários depois das aulas. — Preciso de um favor. — Seus óculos estavam manchados, e ela parecia exausta. Lilith sabia que a professora vinha trabalhando junto à comissão de formatura depois das aulas, para ter certeza de que faziam escolhas sustentáveis na organização da festa.
— Claro — disse Lilith. Desde que ela havia pedido desculpas à Sra. Richards e passado a seguir seu conselho em relação à dieta de Bruce, as duas vinham se dando muito melhor.
— Chloe King voltou para casa antes do fim das aulas hoje, indisposta — disse a Sra. Richards. — Preciso que um aluno leve a lição de casa para ela.
— Não sou amiga de Chloe — disse Lilith. — Nem sei onde ela mora. Será que não seria melhor pedir a June, Teresa ou outra pessoa?
A Sra. Richards sorriu melancolicamente.
— Reunião de última hora da corte da formatura! Além disso, pensei que você estivesse virando uma nova página em sua vida. — Ela colocou uma pilha de pastas nas mãos de Lilith. O endereço da casa de Chloe estava escrito num post-it verde, colado no topo. — Isso me ajudaria muitíssimo. Odeio ver um aluno brilhante ficando para trás.
Então Lilith embarcou no ônibus dos ricos, que ia praticamente vazio porque as pessoas endinheiradas que moravam no bairro de Chloe tinham carros.
Lilith ia observando as placas à medida que o ônibus serpenteava pelo bairro chique, deixando alunos diante de novas mansões que ficavam atrás de gramados amplos e bem cuidados. Ela viu um garoto do primeiro ano entrar numa casa com uma placa de “Vende-se” plantada no gramado, e se perguntou para onde a família estaria se mudando.
Lilith o imaginou arrumando seus pertences, entrando num carro de luxo e seguindo pela rodovia, fugindo de Crossroads. A fantasia era suficiente para fazê-la sentir inveja. Escapar era uma ideia quase permanente na cabeça de Lilith.
Logo o ônibus virou na Maple Lane, e Lilith olhou mais uma vez o papel onde estava escrito o endereço de Chloe. Levantou-se para descer do ônibus assim que ele parou na frente de uma mansão gigantesca de novos-ricos que imitava o estilo Tudor, e era circundada por um fosso cheio de carpas.
Claro que Chloe moraria numa casa como aquela.
Quando Lilith tocou a campainha, alguém liberou a porta e acionou o mecanismo que baixava uma ponte levadiça elétrica sobre o fosso de carpas.
Do outro lado do fosso, uma governanta abriu a porta, que dava para um saguão de mármore brilhante.
— Em que posso ajudar? — perguntou ela.
— Vim deixar o dever de casa de Chloe — disse Lilith, surpresa com a maneira como a voz ecoava nas paredes; aquele saguão tinha uma acústica maluca. Entregou as pastas para a empregada, ansiosa para voltar à escola, onde se encontraria com Jean e Luis.
— É Lilith que está aí? — gritou a voz de Chloe de algum lugar lá em cima. — Pode mandá-la entrar.
Antes que Lilith pudesse discutir, a governanta a conduziu para dentro e fechou a porta.
— Os sapatos — disse ela, apontando para os coturnos de Lilith e então para a sapateira de mármore branco que ficava ao lado da porta.
Lilith suspirou e desamarrou os coturnos, depois os tirou.
A casa cheirava a limão. Todo o mobiliário era enorme, e a decoração era toda em tons de branco. Havia um enorme piano de cauda branco sobre um tapete de alpaca branca no centro da sala, tocando Bach de modo automatizado.
A empregada conduziu Lilith pelas escadas de mármore branco. Quando a deixou à porta do quarto branco de Chloe e devolveu-lhe as pastas, ergueu as sobrancelhas como se dissesse: Boa sorte; ela está excepcionalmente de bom humor hoje.
Lilith bateu suavemente à porta.
— Entre — disse uma voz macia.
Lilith olhou para o interior do quarto. Chloe estava deitada de lado, de costas para Lilith e de frente para uma janela coberta com cortinas brancas. Seu quarto era absolutamente diferente do que Lilith imaginava. Na verdade, era quase igual à sala de estar: uma cama de dossel branca de grandes dimensões, mantas de cashmere brancas sobre a cama e sobre as cadeiras junto à janela, e um lustre de cristal caro pendurado no teto.
O quarto de Chloe fez Lilith pensar em seu próprio quarto com mais carinho, com sua cama de solteiro velha, sua escrivaninha de loja de segunda mão e os abajures descasados que a mãe encontrara numa venda de garagem. Ela possuía três pôsteres dos Quatro Cavaleiros, de cada um dos seus álbuns mais recentes. Usava o espaço acima da escrivaninha para grudar citações de seus artistas favoritos e letras de música para as quais desejava encontrar melodias.
A única coisa na parede de Chloe era um disco de platina num quadro branco, com uma placa onde estava escrito: CONCEDIDO A DESPREZOS NÍTIDOS EM NOME DAS FUTURAS VENDAS. FELIZ NATAL. COM AMOR, PAPAI.
Lilith sabia que Chloe tinha um monte de paixões — não apenas sua banda, mas também a corte da formatura, o time de bingo, as campanhas para o diretório estudantil. Era estranho não haver nenhum sinal de nenhuma dessas coisas no lugar onde ela passava a maior parte do tempo. Era como se seus interesses tivessem sido caiados por um designer de interiores badalado. Lilith sentiu um pouco de pena de Chloe King.
Chloe fungou e apanhou uma caixa de lencinhos de papel que estava sobre seu criado-mudo.
— Que pena que você está doente — disse Lilith, e pousou as pastas na cômoda branca de Lilith. — Trouxe seu dever de casa. Você acha que vai melhorar até a festa?
— Não estou doente — disse Chloe. — Tirei um dia de descanso para o bem de minha saúde mental. — Ela se virou para encarar Lilith, o rosto inchado de tanto chorar. — Achei que nunca iria querer ver sua cara novamente depois do que fez comigo hoje, mas, agora que está aqui, pode me entreter.
— Como assim, o que eu fiz com você hoje? — indagou Lilith, encostando-se na porta. — Eu nem te vi.
— Ouvi sua banda ensaiando na hora do almoço — disse Chloe. — Eu estava passando por ali por acaso, depois da reunião da corte da formatura, mas então ouvi vocês por trás da porta e não tive como não prestar atenção. — Um soluço sacudiu os ombros da garota. — Você não deveria ser minha rival.
— Oh — disse Lilith, aproximando-se um passo de Chloe. — Então minha banda ofendeu você por ser boa?
— Você sabe o tamanho da pressão que sofro para vencer? — gemeu Chloe, sentada na cama. — Todo mundo pensa que sou perfeita. Não posso decepcionar as pessoas. — Ela se obrigou a respirar fundo. — Além disso, meu pai está patrocinando essa coisa toda, por isso vai ser ainda mais embaraçoso se eu não ganhar.
— Olhe — começou Lilith. — Nunca ouvi suas músicas. Mas, tipo, uma centena de pessoas vão pros seus shows. Sempre ouço a galera comentando no dia seguinte.
— Isso é porque eles têm medo de mim — deixou escapar. Em seguida, pareceu chocada com o que tinha dito. Puxou as cobertas sobre o rosto. — Até minha própria banda tem medo de mim.
— Se serve de consolo, poucas pessoas em Trumbull gostam de mim também — disse Lilith, embora Chloe, que passara anos destacando publicamente os defeitos de Lilith, soubesse disso melhor que ninguém.
— Pois é — admitiu Chloe, espiando para fora, de baixo de seu edredom. — Mas isso não te incomoda, né? Quero dizer, você tem tanta coisa acontecendo. Está focada demais em sua música para se preocupar com popularidade. Você sabe quanto tempo livre eu teria se não tivesse que gerenciar constantemente meu status social?
Lilith costumava lamentar sua falta de amizades, mas ser uma pessoa solitária por tanto tempo fizera dela uma ótima compositora. Agora que tinha um grupo de amigos, tinha o melhor dos dois mundos. De repente, sentiu ainda mais pena de Chloe.
— “Gerenciando meu status social” é um ótimo título para uma música — disse Lilith, e notou o violão de Chloe escondido no armário. Aproximou-se e o apanhou. — Poderíamos criá-la juntas, agora.
— Não preciso que você me lembre de suas habilidades artísticas superiores — bufou Chloe. — Passe esse violão pra cá.
Lilith obedeceu, e Chloe sorriu agradecida. De alguma forma, sentar-se na cama de Chloe pareceu a coisa certa a fazer. Lilith afundou no colchão, impressionada com a maciez luxuriante.
— Escute isso — disse Chloe, e começou a dedilhar. Logo em seguida, começou a cantar. — Vadia rica, vadia rica... — Quando ela terminou, olhou para Lilith. — Isso é o que nós vamos tocar na festa. É uma bosta, né?
— De jeito algum — disse Lilith. — O único problema é que... — Ela pensou por um instante. — Você está cantando a partir da perspectiva de alguém que olha sua vida com inveja. E se você cantasse a partir de sua própria perspectiva e mostrasse como se sente? Tipo, o quanto dói sentir como se o restante do mundo não conhecesse você de verdade.
— Dói mesmo — disse Chloe, baixinho. — Sabe que essa não é uma ideia totalmente ridícula?
— Tente de novo.
Chloe obedeceu. Dedilhou o violão, fechou os olhos e cantou a canção de forma tão diferente, com tanta emoção, que, quando terminou, tinha voltado a chorar. Lilith ficou chocada ao descobrir lágrimas nos próprios olhos também.
Quando Chloe tocou o último acorde, Lilith aplaudiu com entusiasmo genuíno.
— É isso aí! Foi incrível.
— Foi mesmo — concordou Chloe. — É verdade. — Pôs o violão sobre a cama, aí pegou o brilho labial, passou na boca e o ofereceu a Lilith. — Vamos fazer um show amanhã à noite no Alfie’s. Você deveria ir.
Chloe jamais convidara Lilith para nada. Uma coisa era ter aquela conversa estranha a sós no quarto de Chloe, mas aparecer em público e não agir como se as duas se odiassem?
— Você não está mais com medo de eu acabar “influenciada” por sua música?
— Ah, cale a boca. — Chloe atirou um travesseiro na cabeça de Lilith. — E obrigada.
— Pelo quê? — perguntou Lilith.
— Por me ajudar com minha música. Eu não teria feito a mesma coisa por você — disse Chloe, com surpreendente honestidade. — Valeu mesmo.
Lilith esperou alguns segundos até entender aquilo, esperou que Chloe dissesse que estava brincando e revelasse a webcam com a qual filmava Lilith escondido, mas isso não aconteceu. Chloe simplesmente continuou se comportando como uma pessoa normal, e Lilith percebeu, para sua surpresa, que não era uma chatice total ficar com ela.
— Quem sabe, talvez eu vá — disse Lilith, e em seguida andou até a porta do quarto. De soslaio, viu Chloe sorrindo.
— Espere — chamou Chloe. — Tem mais uma coisa.
— O quê? — perguntou Lilith, da porta.
— Ontem de manhã, fui encontrar Dean embaixo das arquibancadas.
Dean... Dean... Lilith quebrou a cabeça tentando lembrar quem era Dean, depois recordou que aquele era o nome do namorado atleta de Chloe.
— Não olhe para mim desse jeito; foi um encontro totalmente inocente — disse Chloe. — A gente ia ensaiar para a dança de abertura da festa.
— Claro. — Lilith sorriu. Ninguém se encontra embaixo da arquibancada para ensaiar nada, e sim para ficar se agarrando.
— Enfim — disse Chloe. — O que importa é que eu ouvi vozes. Era Cam conversando com o estagiário de meu pai, Luc. Eles estavam discutindo. Sobre você.
Lilith tentou controlar seu rosto para não demonstrar espanto.
— Eu? Sobre mim? O quê?
— Não consegui pegar todos os detalhes — disse Chloe. — Dean estava exigindo muito minha atenção, mas ouvi alguma coisa sobre uma... aposta.
Justamente nesse momento, a mãe de Chloe enfiou a cabeça para dentro do quarto.
— Chloe, você precisa descansar.
— Estamos quase terminando, mãe — disse Chloe, dando um sorriso reluzente até a mãe desaparecer, sem sequer olhar para Lilith.
— Que tipo de aposta? — perguntou Lilith.
Chloe se inclinou para a frente, sentada na cama.
— Eu não entendi direito, mas basicamente Cam disse que conseguiria fazer você fugir com ele depois da formatura. E olha a parada: se ele não conseguir, vira escravo do Luc. Para sempre.
Lilith riu nervosamente.
— Isso parece meio exagerado.
Chloe deu de ombros.
— Não mate o mensageiro.
Escravo de Luc? — repetiu Lilith. — Como seria isso?
— Bem, tá na cara que tem muita coisa sobre esses dois malucos que não sabemos — respondeu Chloe, fazendo uma careta.
Lilith tentou imaginar por que Luc e Cam estariam juntos, para começo de conversa, e por que raios fariam uma aposta que a envolvesse. Eles se odiavam! Será que Chloe estava mentindo? Aquela normalmente seria a primeira suposição de Lilith, mas Lilith nunca vira Chloe tão aberta e tão pouco maquiavélica.
Ela quase parecia sincera.
— Deve estar faltando alguma informação nessa história — disse Lilith, tentando fingir que não se sentia ansiosa de repente. — Talvez Cam esteja devendo um dinheiro a Luc ou algo assim.
— Ah, acho que não — disse Chloe. — Aqueles caras estavam falando como se dinheiro não fosse o problema. Não pareciam ligar a mínima para a vida ou a morte. — Ela olhou para Lilith. — A única coisa que importava era você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)