30 de março de 2017

Fanfic: Simplesmente amor


Sinopse:
         Hannah é uma jovem carioca, estudante de enfermagem que foi convidada pela melhor amiga para passar parte do recesso de verão em sua bela e elegante mansão no interior de Salvador. Ao embarcar nessa viagem ela descobrirá um local de belíssimas paisagens, diversão e um clima de romance, em meio a isso tudo ela terá conflitos, tristezas e uma grande surpresa que mudará drasticamente sua vida, interessou-se? Então seja bem vindo nessa extraordinária viagem.

Categorias: romance, ficção, amizade, história original
Autora: Taíssa Stowe
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Prólogo


Era uma linda e ensolarada tarde de sábado, Leo estava sentado em sua escrivaninha tentando se concentrar nos estudos, as provas da pós- graduação estava consumindo sua mente. Ele sentia-se nervoso e impaciente, provavelmente estava estafado e com saudades de sua namorada. Não conseguia imaginar como seriam as próximas duas semanas sem ela. Hannah era seu comprimido de calmaria, sempre tão relaxada e doce. Ele sentia-se bem perto dela. Porém havia um tempo que ele sentia um vazio sem explicação em relação ao namoro, não conseguia tirar tal sensação da mente.
         Ao olhar para relógio Leo notou que estava ali sentado há duas horas e nada fluiu desde então, com um longo suspiro ele decidiu dar um tempo. Pegou a carteira e os óculos escuros e foi caminhar pela praia de Copacabana. O clima estava agradável e favorável para um banho de mar, havia crianças para todo lado, vendedores ambulantes, casais, banhistas, pessoas jogando vôlei e Leo caminhando sem rumo.
        Deitou-se na areia e fechou os olhos, sentiu os raios solares penetrar em sua pele e uma brisa suave refrescando sua cabeça que começava a doer de tanto pensar. Ficou assim por um tempo até que de repente sentiu um corpo gelado e úmido cair sobre ele.
-Oh minha nossa! –exclamou a pessoa, Leo a fitou com a visão turva, era uma mulher. –Mil perdões, isso foi totalmente sem querer. –disse se levantando.
-Quase me matou de susto. –ele resmungou. –Sem falar que você está encharcada.
-Me desculpe, eu tropecei na areia. –ao vê-la melhor Leo perdeu o ar. –Que mulher linda!-pensou. –Eu sou mesmo uma desastrada!
-Tudo bem, deixe para lá. –disse sorrindo. –Você está machucada?
-Não seria eu quem deveria lhe fazer essa pergunta? –perguntou divertida.
-Bom, eu vou sobreviver. –ambos riram e após um tempo ela suspirou. – Você está afim de uma água de coco?
-Então... Eu não sei...
-Se você não vier comigo eu não vou te desculpar por quase me matar esmagado. –Leo se levantou e estendeu a mão para a mulher. –E então?
-Tudo bem.
         E assim Leo passou o resto da linda tarde com a mulher desconhecida que de certa forma mexeu com seus sentidos.


Capítulo 1


Passava das dez da manhã, quando o celular de Hannah tocou, preguiçosamente ela estendeu a mão para pegá-lo e ainda sonolenta estreitou os olhos para espiar o visor.
-Oi Mãe... –atendeu ela com a voz arrastada. –Estou bem... Sim, tudo bem... Beijo, eu amo a senhora...  Tchau.
Quando verificou o relógio não acreditou no horário, o quarto estava escuro e aconchegante nem parecia ser tão tarde. Ao sair na varanda, ela deu de cara com uma manhã nublada, lá embaixo as pessoas tinham atenção redobrada com o asfalto molhado e escorregadio, resultando num frio de matar. No banho quente Hannah refletia no quanto de “coragem” que precisou para tomar a decisão de viajar, nunca passara o recesso de fim de ano sem sua família, ou pelo menos parte dela, havia dois anos que não via sua irmã, pois suas “folgas” não combinavam.
Enquanto ela pagava a conta do hotel, as suas malas eram postas num taxi. Para sorte sua grande amiga Bel, havia lhe avisando sobre as quedas de temperatura repentinas em Salvador, mediante essa informação, duas semanas antes de embarcar do Rio, Hannah arrumou suas malas com um terço de roupas para dias frios. A caminho do taxi, puxou o cachecol e jogou no pescoço por cima do casaco para proteger sua garganta, ao tempo que seu celular tocou na bolsa, ela o atendeu pelo fone sem fio:
-Bom dia Hannah... –ela escutou do outro lado da linha. –Você dormiu bem?
-Bom dia Bel, eu dormi sim. –respondeu rindo da voz sonolenta de sua amiga. –E você como está? –“além de toda essa preguiça” - pensou.
-Ansiosa. –Bel soltou risinhos débeis provenientes do sono. –Então amiga, que horas você chega? –Hannah ouviu um bocejo.
-Bom... –fez uma pausa para olhar o tráfego. -... Depende do trânsito e ele está bem lento aqui. –Bel bufou ao telefone e Hannah riu novamente, sua amiga era fofa quando estava irritada.
         Bel falou algo que Hannah não conseguiu acompanhar por que, naquele mesmo instante, uma pessoa bem perfumada passou por ela que atraiu a sua atenção, um rapaz alto de pele negra, cabelos cacheados pretos e trajava terno preto e gravata vermelha, “lindo!” foi o primeiro pensamento dela.
-Você está prestando atenção? –Bel quase berrava no outro lado da linha.
-Ah quê?... – Hannah voltou a ouvir a amiga, mas não tirava os olhos no rapaz que esperava para atravessar.
       O rapaz parecia calmo e culto, seus cachos balançavam a favor da brisa fria que soprava calmamente. Ele também falava ao celular e não notou que vinha uma moto em sua direção. Ao perceber o que iria acontecer, Hannah correu e o puxou pelo braço tão forte que os dois caíram no espaço entre dois taxis. Como caiu por cima dela que se chocou no chão, ele levantou primeiro ofereceu a Hannah à bela visão de um par de olhos cor de mel, tão sedutores que a deixou sem fôlego. Gentilmente o estranho estendeu a mão para ela se levantar, e respondeu a pessoa no outro lado da linha:
-Oi, eu estou bem... –Que bom! -ela pensou sorrindo para ele. –Não, foi apenas uma louca que me puxou sem mais nem menos aqui. -Hannah perdeu o sorriso. –É e acabamos caídos na calçada.
-Como é? –Hannah levantou ofendida. -Está me chamando de louca? –perguntou incrédula.
-Eu te ligo depois, estou tendo problemas aqui. –Hannah revirou os olhos e começou a limpar o casaco enlameado, após desligar o celular ele continuou. –Quem pensa você que é? Primeiro tenta me matar e depois entra em minha conversa?
-Ai Deus, eu estou mesmo ouvindo isso? –Hannah exclamou agora irritada. –Olha só Dr. Fulaninho, eu me meti em sua conversa por que você me ofendeu.
-Mas...
-Com licença... –chamou um rapaz. –Vocês estão bem? Ele apareceu do nada, eu não tive culpa. –dizia nervoso atropelando as palavras.
-Relaxa moço, ele que não prestou atenção. –disse Hannah com uma voz mais controlada. –Pode seguir seu caminho em paz.
-Certo então. –O rapaz colocou de volta o capacete e saiu. Hannah suspirou e fitou o estranho.
-Da para me explicar o que foi isso? –perguntou o estranho.
-Isso foi a minha tentativa de te “matar”. –disse furiosa enquanto esfregava novamente seu traje. -A moto iria te atropelar.
-Eu não entendo...
-É claro que não, você não estava prestando atenção! –ela bradou. –Mas adora ofender as pessoas que nem conhece! Você é um grosso.
-Como é? –perguntou sussurrando e confuso.
-Mas você tem razão. –Hannah ignorou a confusão do estranho apenas continuou a reclamar. –Eu sou mesmo louca por tentar salvar a vida de um estúpido, cair me encharcar de lama até os cabelos e nem um “você está bem?” ouvir. –acabou por desistir de se limpar.
-E você se machucou? –perguntou o rapaz aparentemente calmo, ela riu nervosa.
-Não lhe interessa mais, e para sua informação eu também falava ao celular... –ela tirou o casaco e junto com o fone atirou nele. -... Você pode ficar com eles, estão estragados mesmo.
         Começou a andar em direção ao seu taxi que já a esperava, ele a seguiu com um ar de remoço:
-Eu posso lhe dar os dois novos. –ofereceu.
-Não precisa. –ela respondeu de pronto enquanto caminhava a passos firmes. -Afinal de contas eu já te dei problemas demais hoje. –ele a segurou gentilmente pelos braços obrigando-a a parar e olhá-lo. O contato físico provocou-lhe uma sensação diferente da que ela esperava e o perfume amadeirado dele que entorpecia seus sentidos.
-Eu sinto muito. –O tom sério e maço a balançou ainda mais.
-E eu também, mas de tê-lo conhecido e estragar a minha linda manhã. –ela se soltou e recomeçou a caminhar irritada demais para encará-lo. -Tenha um bom dia, longe de mim.
         Hannah entrou no carro batendo a porta antes que ele dissesse mais alguma coisa. “O que há comigo?” - pensou enquanto procurava o celular na bolsa, o encontrou descarregado, “ah mais que beleza!” – pensou. Deu o endereço anotado por sua amiga ao taxista e então seguiu viagem meditando para esquecer o que aconteceu.


Ao chegar ao portão com a placa que sua amiga indicou, Hannah deu o seu nome e o taxi avançou com a autorização do porteiro, após dirigir pelo labirinto de muros cobertos por plantas rasteiras e algumas flores ela enfim chegou à mansão, fascinou-se com o grande jardim com um belo chafariz no centro. Na porta da frente sua amiga já a esperava com três rapazes:
-Já sabem o que fazer... –ela deu as ordens aos rapazes, virou-se para Hannah que já subia as escadas e disse animada. -O que houve? A ligação caiu?
-Ah é uma longa história. –respondeu suspirando ao lembrar-se do acontecido.
-Certo depois você me conta, agora venha conhecer sua casa de férias. –ambas riram e adentraram a mansão.
       Hannah sempre soube que sua amiga era extrema e elegantemente rica, até se preparou psicologicamente para conhecer a sua casa, pelas roupas que comprava e trajava, e presentes que ganhava, Hannah pôde julgar até certo ponto até onde ia sua fortuna, porém nem chegou perto da magnitude de sua residência nada, mas nada mesmo humilde. Cada cômodo da casa era de muito bom gosto, com moveis antigos, mas com tom moderno em todos os lugares, chique, porém aconchegante. Seu quarto era uma doçura, as paredes brancas exceto com detalhes roxos, sua cama com a cabeceira com flores e folhas de ferro ficava no meio do quarto. Hannah perdeu o ar ao passar pela grande janela que dava a belíssima visão do jardim, pelúcias, CDs, DVDs e bonecas nas prateleiras perto a uma escrivaninha, uma estante com aparelhos do outro lado do quarto e sem comentar o pequenino closet.
-Bel, é... Perfeito! – exclamou encantada.
-Você gostou? Decorei ao seu gosto. –afirmou orgulhosa.
-Se eu gostei? Eu amei, ele não poderia ser melhor.
-Nisso terei que discordar com você, ele tem um defeito. –disse desanimada.
-Qual? –que defeito? Hannah nem de longe poderia imaginar um defeito naquele quarto.
-Ele não tem banheiro. –Hannah revirou os olhos. -Eu me esqueci de mandar instalar.
-Ah Bel, desde quando isso é um problema?
-Mas, tem um banheiro nesse andar, é no fundo do corredor ao lado do quarto do meu irmão.
-Tudo certo, sem problemas. Eu realmente amei isso aqui. –disse girando no meio do quarto. -Mas então, onde está seu irmão?
-Trabalhando, irá vê-lo no jantar, espera um pouco, Hannah... –disse após um tempo. -Isso nos seus cabelos é lama?
-Já disse, é uma longa história.
-Ok você me conta no jantar, agora descanse, tome um banho e se arrume, depois do almoço iremos cavalgar.
-Combinado.
         Hannah tomou um banho bem demorado, foi para o quarto, deitou na cama ainda de roupão e cochilou até Bel a chamar para o almoço. Ao se levantar passou pelo espelho e se deparou com um desastre em forma de cabelos, que mais parecia com um ninho de João de barro. Após domá-los foi ao closet a fim de pegar algo para vestir, ao entrar notou que já estava arrumado com suas roupas e com algumas que Hannah julgou ser arte de sua amiga.
         Escolheu uma blusa azul leve e uma calça de pano quando sentiu uma leve pontada na nuca, voltou ao espelho e viu uma mancha rosada no lugar dolorido, a sorte é que ela tinha um resto do spray que sempre usava quando chegava dolorida da caminhada. Na sala de jantar havia uma mesa grande composta por um banquete apetitoso, comeu até se satisfazer-se e após uma hora deitadas tomando sol na espreguiçadeira dos fundos, ambas foram cavalgar.
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Contato: stowetay16@hotmail.com

12 comentários:

  1. grande autora , espero que saiam mais desta em breve

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  2. Ela postou a obra em algum lugar?

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    1. Não por enquanto, mas disse que vai abrir um blog. Aí atualizo o post com o link :)

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  3. Gostaria de entrar no grupo do wpp de vcs (98)98816 0573 obg <3

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    1. Oie! Por enquanto não tô adicionando... mas no final do mês farei um post perguntando sobre quem está interessado, aí vc me passa seu número novamente, ok?

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  4. pessoal,como que faço para ler esse livro??????

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    1. Tem que mandar e-mail pra autora e se informar direitinho... ela ainda não postou em nenhum nenhum site ou blog

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  5. Muito bom recomendo muito❤
    Espero que saia mais livros assim é uma autora

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    1. Ahh Thamires obrigada pro carinho... Se quiser a continuidade da história estou postando três capítulos todas as quartas feitas em meu blog... O link está lá em cima que a vontade para me visitar...
      Megabjos!

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  6. Gustavo Bittencourt9 de março de 2017 19:49

    Muito bom recomendo muito <3

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  7. Gostei ainda mais que passa em minha cidade.

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Boa leitura :)