26 de março de 2017

Fanfic: Ligeiramente grávida


Sinopse:
Uma festa pode mudar tudo; um beijo pode mudar tudo; uma noite pode mudar tudo; agora um bebe... ah, um bebê COM CERTEZA muda tudo."

Categorias: romance, amizade, drama, Harry Potter
Classificação: +16
Autora: Nena Machado
_________________________________

Prólogo


Ok. Eu não consigo imaginar como cheguei a esta situação. Bem na verdade sei sim, começou com uma bebida, ai veio um beijo, ai chegamos num quarto, e ai... bem ai vocês sabem ne?
Acontece que eu não tive culpa! Não tive! Eu não estava em condições de pensa na minha taxa de fecundidade, não estava em condições de pensar em nada que não envolvesse a boca dele, a outra parte dele e, é claro, aquela cama que parecia tão macia e confortável.
Eu definitivamente não espera que depois de dois meses isso iria acontecer... Na verdade eu não espera nem que a noite fosse acontecer!
Céus. Estou surtando! Como se respira? Como se respira? Ai meu deus! Eu esqueci como se respira!
Coloco a cabeça entre os joelhos e puxo o ar com força.
Ok, tenho que me acalmar. Esse surto histérico não vai resolver nada. Tenho que pensar. O que eu deveria fazer depois de descobrir? Falar com ele? Mas ele nem lembra de ter dormido comigo! Como vou chega em um cara que não sabe que transou comigo e disser “Ei to gravida, e é teu”. Não tem como fazer isso!
Oh meu deus, por que eu não fiquei quieta no meu quarto? Seria tããão mais fácil. Maldita Marlene que me convenceu que eu deveria aproveitar a vida como uma adolescente normal. Maldito Black que me deu tantos copos de Wisque de Fogo. Maldito Potter que bebeu demais e esqueceu o que é camisinha!
Por que, de todas as meninas com quem Potter já teve relações sexuais, justo comigo tinha que acontecer isso?
Ok. Agora é serio vou me acalmar.
O que minha mãe sempre diz mesmo? Ah sim. O primeiro passo para resolver o problema é assumi-lo. Ok, vamos lá.
Eu sou Lily Evans, tenho 17 anos e estou gravida de James Potter.


Capítulo 1: Setembro, 1977


Ok, tenho que avisar a mamãe que esse conselho é ruim a beça. Mesmo assim, tudo o que me vem à cabeça é outra frase da mamãe “Quando a gente faz algo de que se arrepende, Lily, tudo o que nos levou a tal situação passa pela nossa cabeça.” Bem isso é verdade, por mais incrível que pareça. Por exemplo, nesse momento, enquanto seguro essa bugiganga onde fiz xixi, tudo o que consigo pensar é em todas as situações que me trouxeram a estar sentada no chão do banheiro, segurando esse palito que fica cada vez mais azul.
Bem, eu sei onde isso começou, o que já é um grande avanço.
Era dia primeiro de setembro quando tudo foi de mal a pior. Geralmente, esse é um dos dias mais felizes do ano para mim. O motivo? Nesse dia eu pego o expresso de Hogwarts e volto para escola. Não me entenda mal, amo minha família, ate mesmo Petúnia, e adoro estar em casa, mas é indescritível a sensação de estar de volta ao mundo que pertenço.
E aqui vai o primeiro fato maluco da minha curta vida. Sou uma bruxa! Então, não estou indo para uma simples escola e sim para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Isso por si só já é um barato. Mas tem um problema: minha família não é bruxa, por isso os meses que passo com ela é sem mágica, o que torna melhor à volta as aulas. Ademais, esse ano eu tinha dois outros ótimos motivos para me alegra com o regresso.
Primeiro: fui eleita monitora chefe. O que, basicamente, significa que sou considerada a menina mais exemplar do último ano. E, para ficar tudo mais bacana ainda, os monitores chefes têm certas regalias que os outros alunos não têm, como dormitório próprio, banheiro particular, sala de trabalho (onde você não é obrigada a fazer sempre o trabalho), entre outros.
Eu tinha ficado particularmente infeliz quando mandei uma coruja para Remus e ele me disse que não foi eleito junto comigo. Eu não queria ter que trabalhar com alguém indesejado, tipo um sonserino. Já pensou? Ser sempre chamada se “sangue-ruim” e nem poder tirar ponto, por que, claro, monitores chefes não podem tirar ponto de outros monitores chefes. Mal eu podia imaginar que esse seria o ultimo problema com o qual me preocupar.
O segundo motivo de felicidade era ele, o mais lindo, mais magnifico, mais responsável: o meu namorado e amor da minha vida. Ele se chama Ashton Spinnet. Olhos azuis marinho, rosto anguloso, cabelos loiros e cacheados. Tem a aparência que lembra a um anjo, e assim conseguiu esconder de mim sua verdadeira personalidade pelos 11 meses em que namoramos.
Mas isso não importa agora, não vou contar sobre ele, nem sobre como eu o amava, ou sobre como ele era um amor comigo, ou como ele foi tudo de bom durante todo nosso relacionamento. O que eu vou contar vai ser o resto, como terminamos, como eu descobri que ele me traia, e tudo o que rolou.
Desde o ultimo mês das aulas que eu vinha notando que os meninos do 6º ano da Corvinal vinham me encarando. Na época não associei isso ao fato de ter me deitado com meu namorado há pouco tempo, nem com o fato de que de vez e quando ele sumia por horas sem deixar nenhum rastro e depois reaparecia, bagunçado e com uma desculpa formulada. Nada daquilo me parecia interligado até aquele dia.
Eu me dirigia entre os vagões procurando por ele, já tinha deixado minhas coisas com Dorcas e Marlene, prometendo que me juntaria a elas assim que terminasse as funções de monitora. Quando cheguei onde os corvinais geralmente ficam, senti alguns olhares divididos entre assombro, divertimento e, principalmente, pena.
Parei ao ver uma cabine com todos os amigos de Ashton reunidos. Entrei sorrindo e perguntei:
– Onde esta o Ashton?
Eu devia ter descoberto que tinha algo errado só para cara que eles me encararam. Lucian, o mais amigo de Ashton ficou branco, ou melhor, mais branco do que ele já é normalmente, já Mel, que sempre é um amor de pessoa, passou as mãos pelos cabelos negros e fez uma cara de pena. Por ultimo, Malcon, este sorriu divertido, como se alguém tivesse contado uma piada e eu tivesse sido muito panaca para entender.
– Bem, broto. Isso é uma coisa complicada. – falou sorrindo.
– Eu não vejo nada de complicado, - respondi séria, não gostando nenhum pouco daquele sorriso sarcástico. – Ou você sabe ou não, e se saber me diz.
Lucian e Mel se entreolharam, nervosos.
– Olha, chapa, nós não sabemos...
– Sabemos sim, - Malcon interrompeu a frase de Lucian. – ele está na cabine perto do banheiro, aquela que ninguém nunca quer.
Me virei sem dizer mais nada, com a certeza de que tinha algo errado, algo que Ashton não queria que eu soubesse. Antes de a porta fechar atrás de mim, ainda pude ouvir Lucian falar indignado:
– Por que você contou a ela?!
Eu praticamente corri no corredor, o que, se você me perguntar, era um péssimo exemplo para as crianças do primeiro ano. Mas eu tinha que saber o que estava rolando, sabe, eu sou curiosa por natureza, mas quando se trata do meu namorado fazendo algo pelas minhas costas eu me torno impossível.
Quando alcancei meu objetivo já estava ofegante e minha franja grudava na testa, não sei pra que um trem tão longo! Não bati, achei que seria completamente inútil. E também não queria dar chances de alguém esconder algo. Só abri de uma vez. E congelei diante da cena.
Ashton estava sentado só de cueca, em seu colo estava uma loira do 5º ano da Lufa-Lufa. Nua, completamente nua. Os lábios de Ashton tinham acabado de se afastar de seu seio esquerdo, com o susto de terem sidos interrompidos. O rosto da loira ficou vermelho como meus cabelos, ela rapidamente saiu de cima dele e começou a se vestir, passando por mim como um furacão ainda abotoando a blusa.
E eu, que ainda estava congelada, fui puxada de volta ao mundo pela voz do ordinário.
– Lily, amor, eu posso explicar.
– Explicar? – minha voz soou tão calma que eu até me assustei. Em outro momento eu já estaria gritando aos quatro ventos. – você não precisa explicar patavinas! Sabe por quê? Porque já está tudo muito claro.
E então, a expressão dele mudou. Em um segundo seu roto transparecia culpa e arrependimento, no outro arrogância e cinismo.
– Ora, Lily, o que você pensou? – perguntou revirando os olhos, sua voz estava fria e sem nenhum sinal do amor que ele dizia sentir por mim. – que eu ficaria só com você? Que eu ficaria em abstinência até quando a virgem Lily decidisse estar pronta?
Eu fiquei calada, somente o encarando, deixando-o falar todas aquelas coisas asquerosa.
– Você foi um troféu, o babaca Potter te tornou isso, quantos pedidos para sair você passou a receber depois que ele passou a correr atrás de você? Ah, você não imagina como minha popularidade com a ala feminina cresceu depois do nosso namoro. – ele sorriu, sarcasmo pingava em suas palavras sem se importar se estava me ferindo ou não. – Sabe por quê? Porque eu fui o cara que levou a menina que negou James Potter para cam...
Ele engoliu suas palavras quando minha mão lhe acertou o rosto com toda força que minha fúria me fez produzir. Minha mão ardia como se eu tivesse batido em uma madeira, e eu tinha certeza de que ela devia estar hiper vermelha. Mas a dor valeu totalmente a pena quando Ashton me olhou com olhos arregalados e sangue escorrendo pelo lábio arranhado.
O segundo tapa veio em seguida, no terceiro ele segurou meu braço e eu utilizei o outro para lhe da um soco no estomago. Ele se curvou para frente, soltando um resmungo de dor e eu me afastei.
Não falei nada, minhas palavras eram totalmente inúteis, mas tirei o colar que ele me deu no início do namoro e que eu não tirava desde então e joguei no chão com toda força que reuni.
Jogando meus cabelos quase em sua cara, saí da cabine de nariz em pé. Do lado de fora encontrei os amigos dele. Com um sorriso dei um passo para o lado, deixando-os ver o amigo, com a boca sangrando e apertando a barriga, eles correram para acudi-lo. E eu? Eu saí correndo de lá antes que minha pose de durona se desfase-se e eu começasse a chorar.
Entrei no primeiro vagão que achei sem ninguém, encostei contra a porta e comecei a chorar. Escorreguei para o chão e de lá me arrastei até apoiar meus braços no acento esquerdo, deitando minha cabeça ali e derramando lágrimas pelos próximos minutos, ou horas, não sei dizer.
Só sei que quando a porta da cabine abriu as lágrimas já tinham secado em meu rosto. Me ergui tão rápido que até fiquei tonta. Tendo que me segurar na janela para não cair de novo.
– Sou só eu. – respondeu uma voz bem conhecida.
– Ah, Sirius, não estou com paciência agora. – respondi com a voz embaçada.
Sirius era um maroto, isso por si só já devia me fazer odiá-lo, mas assim como Remus, com o tempo eu passei a acha-lo um garoto bem legal, crianção como ninguém, mas essa era mais uma característica de sua personalidade do que falta de maturidade.
– Eu sei. – falou se sentando no banco. – já estamos por dentro do que aconteceu.
– Ótimo, agora todo mundo está comentando sobre a corna da Lily – resmunguei.
– Na verdade, - respondeu sorrindo. – tão mais é falando de como o Spinnet ficou sem ar depois do seu soco.
Por mais incrível que parece, eu sorri. Não pela ideia de ter causado dor em Ashton, tá talvez um pouquinho por isso também, mas a maior parte do motivo é que simplesmente não tem como ficar sem sorrir quando se tem Sirius Black por perto.
– Ok, o que você quer aqui?
– Marlene e Dorcas estão loucas atrás de você. – respondeu, dando de ombros. – então fui recrutado para te encontrar. Claro, aquelas duas nunca imaginariam que você estaria na ala dos sonserinos.
Ele passou as mãos nos cabelos, desfazendo os cachos negros, mas o miserável continuou bonito. Com esses olhos cinzas e a pela clara. Não é atoa que quase toda a população feminina, inclusive Marlene, tem ou teve uma queda por ele.
– Então por que não as chamou?
– Por que você não as procurou? – perguntou de volta. – não acho que você quer conversar sobre isso, por isso estou aqui.
– E no que você iria ajudar? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
– Bem, ruiva eu não entendo de sentimentos femininos, nem de consolar, nem de nada do tipo. – ele começou. – mas eu entendo de distrações. Afinal são quantos anos inventando histórias e desculpas mirabolantes para fugir de detenções?
E eu ri, de novo. Por que era verdade. Eu não queria falar do assunto, simplesmente por que isso o tornaria mais real e doloroso, e por isso não fui atrás das meninas, por que ela iriam me fazer falar. E também, por que se existe alguém capaz de me fazer esquecer de algo como isso, esse alguém é Sirius.
E então, passamos as duas últimas horas de viagem falando besteiras, ele saiu e comprou todo doce que podia carregar e me contou histórias dos marotos enquanto comíamos tanto que provavelmente não iriamos comer no jantar de boas vindas.
E depois, quando chegamos a Hogwarts, ele ignorou seus amigos e sentou comigo e as meninas, fazendo o favor de desviar o assunto toda vez que elas tocavam em algo que escutaram no trem, ate que elas desistiram de tentar uma conversa séria. Afinal, eu estava sorrindo e isso era tudo que eles poderiam querer, considerando que nunca gostaram tanto assim de Ashton.
É, talvez, só talvez, Sirius não seja nem de longe tão ruim como eu o imaginava.
_________________________________

Deixe sua opinião nos comentários!

8 comentários:

  1. oxxi cade o restante da historia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. No final do post tem um link Saiba mais. Ali tem o restante da história

      Excluir
  2. I LOVE KERINA, MAS VC PODIA POSTAR A QUEDA DOS ANJOS, NÃO??

    ResponderExcluir
  3. Nossa, sinceramente, misturar HP com gravidez não ficou muito bom, não. Ficou parecendo se beber não case. Eu hein

    ResponderExcluir
  4. ADOREI *-*
    Por mais que não seja TÃO fiel aos livros, a forma como você escreve torna impossível não gostar ksjdk :3 Parabéns

    ResponderExcluir
  5. Karina vai ate o cap 10 so ?
    Amei o livro <3
    Amei a parte q o James conversa com o Pequeno Potter <3 coisa mais fofa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá! Então, ela postou até o 10, mas tem mais pela frente. Não sei se parou de escrever ou se só faltou tempo pra postar mesmo..

      Excluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)