8 de fevereiro de 2017

Capítulo 55

Will lançou-se desajeitadamente da lenha empilhada. Ele tentou se levantar, mas os ramos se moveram e cederam sob sua mão e ele fracassou, sem jeito.
Ele podia ver Ruhl se aproximando. O ramo de fogo na mão iluminava seu rosto com um brilho demoníaco e Will podia ver a expressão contorcida, onde ódio e vingança misturavam-se em proporções iguais.
Em um minuto, ele lançaria aquele ramo em chamas sobre os outros galhos e Will estaria envolto em fogo.
Ele amaldiçoou as selvagens dores incapacitantes em seus braços e pernas que restringiam tanto seus movimentos. Ele tentou se levantar novamente e falhou mais uma vez. Mas conseguiu se arrastar um pouco para longe, de modo que estava na borda da madeira empilhada. Sua mão direita agarrou a areia enquanto ele se arrastava, até que se fechou sobre uma forma familiar.
Era o cabo da faca de caça de Maddie, caída na areia onde ela a deixou minutos antes. Desajeitado, ele inverteu a faca para que estivesse segurando a lâmina. Ruhl estava a poucos metros de distância, as chamas no galho lambendo furiosamente, pronto para incinerar Will. Meio sem jeito, rangendo os dentes contra a dor dos músculos, Will atirou a faca de caça.
Quando ela deixou sua mão, ele sabia que era o pior lance ele fizera desde sempre. Impedido pelas dores de seus músculos rígidos, ele atirou-a desajeitadamente, sem o controle e precisão que normalmente colocaria em tal lance. Acertou Ruhl – ele estava perto demais para errar o arremesso – mas o cabo o atingiu primeiro, acertando-o na testa acima do olho direito.      
O golpe foi doloroso, mas de nenhuma maneira letal. O bronze pesado cortou a sobrancelha e o sangue escorria sobre seu olho. Instintivamente, Ruhl se afastou, e pisou em um ramo que rolara da lenha empilhada. Era um ramo irregular, dobrado e torcido ao longo de seu comprimento, de modo que ele virou e rolou desajeitadamente sob seu pé. Ruhl cambaleou para trás, em seguida, tentou se recuperar, jogando seu peso para frente.
Mas, distraído com o sangue nos olhos, ele jogou peso demais e perdeu o equilíbrio. Ele encontrou-se caindo para frente, em direção à pilha de lenha encharcada de óleo empilhada ao redor da fogueira. Os galhos cederam sob ele assim que ele os atingiu e, nesse instante, ele percebeu que ainda tinha o ramo de fogo bem ao lado, e que estava debaixo dele.
Houve uma pausa de um segundo enquanto ele buscava um apoio nos ramos que se moviam. Em seguida, a lenha inflamou-se com um explosivo WUUUF!
Ruhl gritou enquanto as chamas subiram, envolvendo-o instantaneamente, pegando em suas roupas e cabelos. Ele lutou para se levantar novamente, mas os galhos empilhados entraram ainda mais em colapso, derrotando seus esforços. Ele tentou gritar novamente, mas a fumaça e as chamas queimaram sua garganta e pulmões e ele soltou um terrível grunhido desumano.
Will, do outro lado da fogueira, sentiu as chamas lambendo avidamente na direção dele. Instintivamente, ele evitou erro de Ruhl de procurar estabilidade entre os galhos em movimento. Desesperadamente, ele rolou para o lado, para longe das chamas. Quando sentiu a areia por baixo dele, continuou a rolar, movendo-se cada vez mais longe.
Seu rosto fora queimado. Suas sobrancelhas estavam chamuscadas e sua barba e cabelo estavam fritos. Mas ele estava seguro. E ele voltava a sentir seus braços e pernas. Dolorosamente, ele arrastou-se ainda mais longe do fogo, o olhar horrorizado fixo na forma enegrecida que se torcia e girava no meio das chamas. Ele tentou ignorar os terríveis grunhidos, engasgos e sons que vinham a partir dele.
Então, finalmente, eles pararam.
Will se levantou para uma posição sentada, a suas pernas doloridas com espasmos se esticaram na frente dele. Aos poucos, as câimbras estavam se tornando menos graves. Mas ele ainda só podia se mover desajeitadamente.
Agora que teve tempo para pensar, ele se perguntou estupidamente onde Maddie tinha ido. Lembrou-se que ela o tinha empurrado de lado, para fora do caminho do dardo do Ruhl. Mas ele não tinha visto o que acontecera com ela. Estranho, pensou ele, que ela não tivesse tentado ajudá-lo a escapar do fogo. Ele virou a cabeça, procurando em volta por ela.
— Maddie? — ele chamou, sua voz não mais que um coaxar.
Então ele viu a figura escura abarrotada na praia a poucos metros de distância.
Ele empurrou-se de pé, lutando contra a recorrente câimbra que esfaqueava seus músculos enquanto se movia muito rapidamente, e deu uma guinada em direção a ela, um enorme grito inarticulado de dor, raiva e tristeza vindo de sua garganta e ecoando na face do penhasco.
Ele caiu de joelhos e sentiu seu coração parar quando viu o dardo cruel enterrado em sua coxa. Listras de sangue encharcavam suas roupas, parecendo preto sob o luar. Seu rosto estava mortalmente branco pela quantidade excessiva de sangue perdido. Ele sabia que havia uma artéria importante na coxa, mas pensava que ficava mais para dentro, e o sangue escorria para fora, nada do bombeamento e da aspersão que haveria com uma artéria danificada. Ele se arrastou para a frente de joelhos e colocou os dedos na garganta, sentindo o pulso.
Não havia nenhum.
Mais uma vez, ele deixou escapar o terrível grito de dor e tristeza de partir o coração. Ele sentiu uma leve vibração sob seus dedos questionadores. Em seguida, o pulso começou a bater. Fraca e lentamente. Mas estava ali. Maddie estava viva e seu coração disparou com alívio.
Em seguida, ele balançou novamente, desta vez com medo. Ela estava viva. Mas fora gravemente ferida e tinha perdido muito sangue. Ela ainda estava perdendo, e ele não tinha material médico, ataduras, nenhuma maneira de estancar o fluxo. Ele tinha que retirar o dardo da ferida. Mas sabia que, assim que o fizesse, ela perderia sangue duas vezes mais rápido do que agora.
Ele pensou na bolsa de primeiros socorros que carregava num dos alforjes de sua sela e olhou para as falésias acima dele.
— Espero que você tenha trazido os cavalos, menina — ele falou.
Ele soltou um assobio agudo.
Dez segundos se passaram, então ele ouviu um relincho ansioso. Olhando para cima, viu Bumper e Puxão espiando por cima da crista da falésia. Ele pôs-se em pé, levantando a mão para detê-los e impedi-los de se aproximar.
— Fiquem — ele ordenou.
Sabia que eles nunca conseguiriam encarar e descer a trilha pedregosa. Ele teria que levar Maddie até os cavalos. Seu cérebro começou a trabalhar, planejando coerentemente agora. Ruhl tinha tomado as suas facas de caça e de atirar quando ele foi capturado e lembrou-se de ver o escravagista atirá-las ao lado da fogueira do acampamento. Ele precisaria delas. Will se virou, encolhendo-se quando a câimbra o atacou novamente. Parecia que, se ele se movesse imprudentemente, estendesse um músculo ou virasse para o lado errado, as dores o atingiriam sem aviso. Mas elas estavam se tornando menos selvagens enquanto ele continuava se movendo e mantendo o suprimento de sangue fluindo de volta para seus músculos. Ele mancou até a praia, para a fogueira do acampamento, tentando ignorar o terrível cheiro de carne queimada que vinha do fogo ao redor da estaca. Ele estava morrendo agora, e Will podia ver a forma enegrecida e deformada na pilha de brasas. Ele balançou a cabeça e afastou-se, em busca de suas facas. Encontrou-as e afivelou o cinto e bainha, em seguida, mancou dolorosamente de volta até a praia, até Maddie.
Ele sacou a faca de caça e cortou uma tira um metro de comprimento da bainha de sua capa. Deu voltas e voltas na coxa de sua aprendiza, acima e abaixo da cabeça do dardo, puxando-a tão apertada quanto possível, em seguida, amarrando-a firmemente para estancar o fluxo constante de sangue.
Ele sentou-se nos calcanhares, franzindo a testa para o metro e meio do eixo do dardo. Ele não podia movê-la com aquilo ainda no lugar. Mas não queria soltá-lo até que tivesse seu kit médico à mão. Ele teria de quebrar o eixo, ele percebeu, mesmo que ao fazê-lo sem dúvida faria com que Maddie sentisse uma imensa dor. Ele respirou fundo várias vezes, em seguida, agarrou o eixo com ambas mãos, baixando a mão esquerda rapidamente e com força, segurando a extremidade mais próxima da coxa dela tão firme quanto pôde com a direita.
O eixo quebrou com um estalo alto. Maddie gritou uma vez, em seguida, ficou em silêncio novamente. Ele estudou seu rosto. Estava pálido como um fantasma. Mas suas pálpebras vibraram. Ela ainda estava viva.
Will apoiou-se sobre um joelho e puxou-a para uma posição sentada. Em seguida, ele se inclinou para frente e, agarrando sua cintura, levantou-a sobre o ombro direito, com a cabeça pendurada nas costas, seus pés em frente dele. Ele deu um suspiro longo e profundo, sabendo o que estava por vir, então ficou de pé, usando os grandes músculos em suas coxas e panturrilhas para levantá-la.
Câimbras começaram a acertá-lo imediatamente, seus músculos da coxa gritando em agonia enquanto seguravam a tensão. Ele gritou de dor, seu grito ecoado pelo grito involuntário de Maddie enquanto ele a movia. Ele ficou com ela por cima do ombro, balançando incerta. Então deu um passo em direção à base das falésias, esperando para ver se a dor surgiria através de seu músculo torturado novamente. Ela não o fez, então ele deu mais um passo. Desta vez, um músculo da coxa apertou-se e ele engasgou em agonia, em seguida, forçou-se a dar mais um passo. Depois outro.
Ele descobriu que ajudava se ele desse vazão à dor, então ele gritou quando cambaleou para frente na praia e chegou até a base da trilha. Ele tropeçou e deslizou, mas de alguma forma permaneceu de pé. E a cada onda de dor, ele gritava tão alto quanto podia.
Ele conseguiu passar pelas duas primeiras curvas da trilha, sabendo que se olhasse para cima e visse o quanto ainda tinha que percorrer, ele nunca conseguiria. Então ele manteve os olhos para baixo nas rochas traiçoeiras de xisto que ameaçavam derrubá-lo e enviá-lo para a morte. Um pé na frente do outro, gritando para dissipar a dor em seus músculos da coxa. Outro pé. Deslizar e se recuperar. Em seguida, seguir em frente. Outro passo. Outro tropeçar. Continue andando. Continue! Agora, estava gritando as duas palavras em vez de apenas berrando de dor. Ele ouviu o relincho de incentivo de Puxão, e parecia muito mais perto do que ele esperava que estivesse.
Então seus olhos abaixados viram o topo da trilha, e a longa grama que crescia ao longo da falésia, e ele percebeu que tinha conseguido.
Instantaneamente Puxão estava ao lado dele, relinchando baixinho.
Ele agarrou a sela para se sustentar e guiar o pequeno cavalo para um local limpo, onde ele baixou Maddie. Ele tirou a capa e enrolou-a sob a cabeça dela como um travesseiro. Em seguida, procurou ao redor da área, cortando galhos secos de um arbusto atrofiado, encontrando outros ramos que tinham sido soprados pelo vento, e construiu uma pequena fogueira.
Seus movimentos eram muito mais livres agora, apesar de uma ação incauta ainda poder provocar câimbras mais uma veze e seus músculos doessem do efeito colateral. Era semelhante a uma contusão grave, ele pensou. Ele encontrou o kit médico e desenrolou-o, pegando um comprido rolo de atadura e o pequeno pote da pomada especial para feridas que todo arqueiro carregava. Ele pegou uma agulha com linha de seda e colocou-a esticada sobre a lona do kit. Uma vez que começasse, ele teria que se mover rapidamente, tirando a cabeça do dardo da ferida, ungindo-a com a pomada de cicatrização, então costurando os lábios do ferimento juntos. Finalmente, ele envolveria a bandagem por toda a coxa, mantendo-a firme o suficiente para conter o fluxo de sangue da ferida, mas não tão firmemente que restringiria a passagem de sangue cura através do membro lesado. Os recentes acontecimentos o ensinaram muito bem das consequências desastrosas do fechamento da passagem de sangue.
Uma vez que ele estava pronto para começar, moveu-se rapidamente e de forma positiva.
Ele cortou a perna da calça encharcada de sangue com sua faca de caça, expondo a pele nua ao redor da ferida. Sua faca de arremesso tinha a ponta descansando pela primeira vez nas brasas do fogo. Anos atrás, o curandeiro chamado Malcolm tinha-lhe dito que isto destruiria os minúsculos organismos malignos que podiam penetrar a ferida e causar infecção. Ele esperou até que ela brilhasse vermelho quente, em seguida, removeu-a, agitando-a no ar para que esfriasse. Com sua mão esquerda, ele soltou o curativo improvisado em torno da coxa de Maddie, desenrolando-o com cuidado e observando como o sangue começou a escoar para fora mais uma vez. Ele segurou o eixo diminuído do dardo e puxou suavemente, na esperança de que ele deslizasse facilmente. Mas as farpas presas na carne dentro da ferida segurava o dardo no lugar. Maddie se mexeu, gritando de dor. Ele cerrou os dentes e deslizou a faca de arremesso na ferida, mantendo-a em contato com a cabeça do dardo, deslizando para baixo até que pôde sentir onde a farpa estava presa, então cuidadosamente moveu-a no sentido de libertar a farpa.
O dardo moveu alguns centímetros. Maddie gritou de dor mais uma vez. Ele parou, limpou o suor da testa com a mão esquerda, em seguida, voltou ao trabalho, usando a lâmina da faca para proteger a farpa e impedi-la de prender novamente. Lentamente, a cabeça do dardo deslizou para fora da ferida, ainda que inevitavelmente tenha causado danos no caminho para fora. Quando saiu, um jorro de sangue vermelho seguiu. Will arremessou o dardo para um lado, depois limpou a ferida com um pano limpo. Ele encheu a pomada em uma almofada de algodão e a espalhou na ferida, movendo-a em torno para espalhar a pomada cicatrizante em todas as direções. Então apertou os lados da ferida juntos e passou a trabalhar com a agulha e linha de seda. Maddie estremeceu e gritou cada vez que ele passou a agulha através de sua pele. Ele balançou a cabeça, impotente.
— Desculpe, minha garota. Mas tem que ser feito — ele murmurou.
Ele apertou o último ponto, em seguida, atou de forma rápida e envolveu a parte superior da perna com a bandagem que havia preparado. O sangue ainda vazava lentamente da ferida e manchava as primeiras camadas do curativo de vermelho, depois rosa. Mas o fluxo havia diminuído consideravelmente, até que era pouco mais que uma gota. Os pontos e os curativos continham o sangue, e a pomada estava dentro da lesão, pronta para trabalhar o seu caminho de cura, contanto que Maddie pudesse sobreviver ao choque da ferida, e a seus cuidados posteriores.
Ela estava quase sem respirar. Seu pulso era fraco, como o batimento cardíaco de um pequeno pássaro. Ele se ajoelhou ao seu lado, segurando sua mão, a cabeça baixa.
Os cavalos estavam próximos deles, observando com preocupação em seus grandes olhos compassivos. Puxão podia sentir a preocupação de Will. Bumper podia sentir a dor de Maddie.
— Não morra, Maddie. Não morra. Por favor, não morra. Eu não posso te perder. Por favor, não morra.
Ele repetiu as palavras mais e mais como uma mantra maníaco enquanto vigiava a garota atingida.
Ela salvou minha vida, pensou. Como posso encarar Horace e Evanlyn se eu deixá-la morrer? Então ele voltou para o seu apelo, murmurando uma e outra vez.
— Não morra, Maddie. Não morra, Maddie. Por favor, não morra.
Mas não havia mais nada que pudesse fazer por ela, ele sabia. Ele só podia esperar, e repetir que exortação uma e outra vez.
Ele olhou para aquele rosto pálido – pálido demais, pensou – e em sua exaustão ele se transformou no rosto de Alyss, deitado e sem vida. Depois sua visão clareou e ele sabia que era Maddie e sentiu que ela estava escorregando e seu coração era um poço gigante de tristeza dentro de seu peito. Ele não podia suportar a ideia de perdê-la, não depois que ela curara a dor de seu peito de perder o amor de sua vida.
— Não morra, Maddie. Não morra, Maddie. Por favor, não morra, Maddie.
As palavras continuaram saindo e começaram a se confundir, até que se tornaram um borrão sem sentido. Mas ela ainda estava ali, o rosto branco. Will tinha visto a morte muitas vezes antes, em uma dúzia de diferentes campos de batalha, e sabia que era assim que parecia.
O sol começou a surgir no céu a leste sobre o mar. Ele podia ouvir os pássaros se movimentando e cantando, vibrando por entre os arbustos baixos e a grama longa, farfalhando nos galhos e nas folhas enquanto caçavam insetos incautos. O dia era um dia normal, assim como o anterior.
Mas sempre seria diferente, porque ele se lembraria deste dia como o dia em que perdeu Maddie.
— Eu estou com fome. O que tem para o café da manhã? — ela perguntou.
A cabeça de Will se virou e ele olhou para ela. Seus olhos estavam abertos e ela sorria para ele. Era um sorriso fraco, mas um sorriso, no entanto.
Ele sentiu seu coração guinar loucamente dentro do peito, com esperança, alívio e alegria.
— O que tem para o café da manhã? — ele repetiu entorpecido. — Depois de tudo o que você me fez passar, isso é tudo que você tem para dizer?
Ela deu de ombros e fez uma careta quando o movimento lhe causou dor.
— O que eu posso dizer? Eu sou filha do meu pai.
Ele começou a rir. E em algum momento, o riso se transformou em lágrimas e ele estava chorando incontrolavelmente – soluços imensos que sacudiam todo o seu corpo e grandes lágrimas que corriam pelo seu rosto.
E ele sabia que as lágrimas eram as que ele nunca tinha sido capaz de derramado por Alyss. Elas eram para ela. E eram para Maddie. E para ele.
Acima de tudo por ele.
E enquanto o sol nascia atrás dele, ele permaneceu inclinado sobre Maddie, soluçando, as lágrimas caindo sobre seu rosto abaixo dele até que ela lhe deu um tapinha desajeitadamente, confortando-o.
— Está tudo bem, Will. Está tudo bem agora.
Era plena luz do dia quando Tim Stoker os encontrou. Ele havia deixado a caverna para vir em busca deles. Havia encontrado os corpos dos dois homens que Maddie tinha ultrapassado na noite anterior e equipado-se com a lança que um deles derrubou.
Ele estava diante deles, armado com uma arma longa que era grande demais para ele.
— Will Tratado — ele falou — a arqueira Maddie está bem?
Ele soava duvidoso, porque, se ela estivesse, ele não tinha ideia de por que o arqueiro barbudo estaria inclinado sobre ela, chorando baixinho.
Will olhou para o jovem rosto preocupado e sorriu. Ocorreu-lhe que ele não tinha sorrido – realmente sorrido – em um longo, longo tempo.
— Ela está bem. Quem é você?
— Eu sou Tim. Assim, você pode nos levar para casa agora?

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