26 de janeiro de 2017

Posfácio

Hal cutucou o leme com suavidade e balançou para um curso diagonal, para longe da costa, rumo à esquerda, longe de Hallasholm. O Garça-Real subia e descia suavemente sob os seus pés enquanto o balanço rolava sob a quilha. Os outros meninos tinham se estabelecido em um ritmo suave de remadas, que eles poderiam manter por horas se necessário, e ele exultou com a sensação de estar em curso, no comando de seu próprio barco.
Stig olhou para ele a partir de seu banco de remo.
— Como ele se comporta? — perguntou.
Hal sorriu de volta para ele.
— Como um pássaro.

MacFarlane gentilmente colocou o fragmento de pergaminho sobre a superfície da mesa. As outras nove histórias encontradas no baú haviam sido cuidadosamente montadas, copiadas e preservadas.
Agora, isso era tudo o que restava de um fragmento esfarrapado com algumas palavras escritas sobre ele, apenas cem palavras. Em alguns lugares, a tinta estava tão fraca que mal conseguia decifrá-la.
Ele havia deixado o fragmento atual por último, em parte porque estava incompleto e em parte porque, depois de sua primeira inspeção rápida, ele sentiu que isso era algo diferente.
Usando um longo par de pinças, ele mudou a página até que fosse para debaixo de sua lente de aumento. Então ele se inclinou para frente e olhou para as palavras, seus lábios movendo-se silenciosamente enquanto as lia, hesitando quando chegou às seções mais fracas e grato pela luz forte e a ampliação.
Finalmente, ele se sentou, tamborilando os dedos sobre a mesa.
Audrey estava sentada em frente a ele, em uma febril antecipação. Como tinha sido ela quem descobriu o baú, o professor pensou que fosse justo que ela estivesse ali quando ele finalmente transcrevia isso, a peça final.
— O que é isso, professor? É importante?
Não havia necessidade para a segunda questão, ela pensou. Sua expressão e linguagem corporal diziam a ela que era. MacFarlane olhou para ela.
— Sim, Audrey. Por uma questão de fato, é.
Ela esperou, sabendo que iria dar continuidade. Depois que alguns segundos se passaram, ele continuou.
— Por algum tempo agora, aqueles de nós que têm estudado o mundo de Araluen e seus heróis tem tido conhecimento de outra lenda da época. É a lenda de um menino, meio araluense e meio escandinavo, que revolucionou o design de navios dos escandinavos. Mas a gente conhece pouco sobre ele.
Audrey franziu o cenho, pensativa.
— Eu acho que me lembro de uma breve menção dele na crônica da viagem de Will a Nihon-Ja — ela comentou, pensativa, e o professor sorriu para ela.
— Precisamente. Mas além dessa uma referência passageira, nós não sabíamos mais nada sobre ele. Agora, ao que parece, posso ter descoberto uma pista adicional para sua história.
— Este fragmento? — Ela perguntou, apontando para a página rasgada em cima da mesa entre eles.
— Este fragmento — ele concordou, balançando a cabeça. — E se há uma página, devem ter existido outras. E talvez elas ainda existam em algum lugar.
Seus olhos se arregalaram em emoção.
— Você acha que poderia encontrar o resto de sua história, professor?
Ele sorriu com indulgência para ela, desfrutando de sua juventude e seu entusiasmo.
— Bem, eu certamente pretendo tentar.

4 comentários:

  1. Halt dono de um barco, essa é muito boa....

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  2. "Hal", nao Halt. Foi ele quem fez o barco que o Gundar copiou.

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  3. A história de Hal vai ser na série brother band pra quem não sabe

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  4. Eu acertei quando disse que eles estavam falando de Hal, Karine agora vc é tipo obrigada a colocar a serie pois é a continuação. ahmmm! é só uma sugestão..

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Boa leitura :)