16 de janeiro de 2017

Capítulo vinte e dois


As pernas de Call doíam. Ele estava acostumado com a dor em uma delas, mas em ambas ao mesmo tempo era uma sensação nova. Ele não sabia como equilibrar seu peso e, apesar de ter pegado um galho para servir de apoio enquanto caminhava pela floresta e tê-lo usado quando teve a impressão de que iria cair, nada era capaz de fazer com que seus músculos parassem de queimar.
Devastação indicava o caminho, com Tamara bem na frente de Call, olhando para trás com frequência para ter certeza de que ele ainda estava atrás dela, e ocasionalmente diminuía o passo, impaciente. Call não tinha certeza do quão longe haviam ido — o tempo começou a se tornar confuso com o aumento da dor. Porém, quanto mais eles se afastavam do Magisterium, mais alarmado ele ficava.
Não que ele não confiasse em Devastação para os levar até Aaron. O que o preocupava era como Aaron chegara tão longe — e por quê. Será que alguma criatura enorme, como uma serpe, o ergueu com suas garras enquanto levantava voo? Ou Aaron teria se perdido na floresta?
Não, ele não podia ter se perdido. Devastação o conduziria de volta. Então, o que teria acontecido?
Eles subiram uma colina e as árvores começaram a se tornar mais finas às margens de uma estrada que serpenteava pela floresta. Do lado oposto, outro monte bloqueava o horizonte.
Devastação uivou uma única vez e começou a descer. Tamara se virou e correu até Call.
— Você precisa voltar. Você está machucado e não fazemos a menor ideia de quão longe Aaron foi. Você deve retornar ao Magisterium e contar ao Mestre Rufus o que aconteceu. Ele pode trazer os outros.
— Não vou voltar — disse Call. — Aaron é meu melhor amigo e eu não vou deixá-lo em perigo.
Tamara colocou uma das mãos na cintura.
— Eu sou a melhor amiga dele.
Call não sabia muito bem como funcionava essa coisa de ser melhor amigo.
— Tudo bem, então eu sou o melhor amigo dele que não é menina.
Tamara negou com a cabeça.
— O Devastação é o melhor amigo dele que não é menina.
— Bem, mesmo assim eu não vou embora. — Call empurrou o galho na lama. — Não vou abandonar o Aaron, nem você. Além disso, voltar só faz sentido para você, não para mim.
Tamara olhou para ele e suas sobrancelhas se arquearam.
— Por quê?
Call falou o que os dois provavelmente estavam pensando, mas não tinham coragem de pronunciar em voz alta.
— Porque vamos nos meter na maior confusão. A gente devia ter procurado o Mestre Rufus no instante em que o Devastação apareceu sem o Aaron...
— Não tivemos tempo — Tamara argumentou. — E a gente também teria de contar a ele sobre o Devastação...
— A gente vai ter de contar a ele sobre o Devastação. Não há outra maneira de explicar o que aconteceu. Vamos nos meter em encrenca, Tamara, isso é fato. Só depende do quanto estaremos encrencados. Por termos um animal Dominado pelo Caos, por não corrermos para os mestres no mesmo segundo em que soubemos que alguma coisa tinha acontecido com o Makar, por tudo. Tremenda encrenca. E, se tudo isso tiver que recair sobre alguém, que seja sobre mim.
Tamara ficou em silêncio. Call não conseguia decifrar a expressão no rosto dela em meio às sombras.
— Você é o único que tem pais que se importam com o fato de você estar no Magisterium e com quão bem você está indo em seus estudos — Call disse, se sentindo cansado. — Eu não. Foi você quem tirou nota alta no Desafio, não eu. É você quem sempre tenta seguir as regras, sem usar atalhos. Bem, isso está me ajudando. Você pertence a este lugar. Eu não. Ter o nome envolvido em uma encrenca é algo que faz diferença para você, mas não importa para mim. Eu não faço diferença.
— Isso não é verdade — retrucou Tamara.
— Qual parte não é? — Só então Call se deu conta de que havia praticamente feito um discurso e não sabia com qual das coisas que ele mencionara Tamara não concordava.
— Eu não sou essa pessoa. Talvez eu queira ser, mas não sou. Meus pais me criaram para fazer as coisas, não importa o que seja. Eles não se importam com as regras, apenas com as aparências. Todo esse tempo eu venho dizendo que vou ser diferente dos meus pais, diferente da minha irmã, que vou ser a mais correta das pessoas. Só que acho que fiz tudo errado, Call. Não me importo com as regras ou com as aparências. Não quero ser a pessoa que simplesmente faz as coisas. Quero fazer a coisa certa. Não me importo se para isso tiver que mentir, trapacear, usar atalhos ou quebrar regras.
Ele olhou para ela, deslumbrado.
— Sério?
— Sim.
— Isso é muito legal — elogiou Call.
Tamara começou a rir.
— O que foi?
— Nada. É só que você sempre me surpreende. — Ela puxou a manga da camiseta dele. — Vamos, então.
Eles desceram a colina depressa. Call quase tropeçou algumas vezes, mas se apoiou com toda a força no galho. Em uma dessas vezes, quase empalou a si mesmo.
Quando alcançaram a estrada, encontraram Devastação esperando à beira do asfalto, arfando todas as vezes que um caminhão passava.
Call se sentiu estranho ao ver aquela cena. Era esquisito estar novamente perto de automóveis depois de tanto tempo.
Tamara respirou fundo.
— Tudo bem, não tem ninguém por perto, então... vamos.
Ela atravessou a estrada como uma flecha, com Devastação em seu encalço. Call mordeu o lábio com toda a força e foi atrás deles, cada passo da corrida enviando ondas de dor que subiam pela sua perna e por um dos lados do corpo. Quando chegou ao outro lado da estrada, Call estava empapado de suor — não pela corrida, mas pela dor. Seus olhos ardiam.
— Call... — Tamara estendeu uma das mãos e a terra se moveu debaixo de seus pés. Um momento depois, um leve jato de água surgiu do chão, como se eles houvessem aberto um hidrante. Call molhou as mãos e lavou o rosto enquanto Tamara juntou as suas em concha e bebeu alguns goles. Foi bom ficar parado por um momento, até que suas pernas parassem de tremer.
Call ofereceu um pouco de água para Devastação, mas o lobo andava para lá e para cá, com os olhos oscilando entre eles e o que parecia ser uma estrada de terra ao longe.
Call secou o rosto com uma das mangas da camiseta e seguiu Devastação.
Ele e Tamara caminharam em silêncio. Ela tinha diminuído o passo para andar ao lado dele — e também, ele pensou, provavelmente porque começava a ficar cansada. Call podia dizer que ela estava tão ansiosa quanto ele. Tamara mordia a ponta de uma das tranças, o que só fazia quando estava realmente em pânico.
— Aaron ficará bem — Call lhe disse quando chegaram à estrada de terra e caminharam por ela. Sebes cresciam nos dois lados do caminho. — Ele é um Makar.
— Verity Torres também era, e jamais encontraram a cabeça dela. — Tamara certamente não acreditava naquela coisa de pensamento positivo.
Eles avançaram um pouco até que a estrada se tornou mais estreita. Call tentava disfarçar a respiração difícil. Uma dor quente atingia suas pernas a cada passo que dava. Era como se caminhasse sobre cacos de vidro. A única diferença é que o vidro parecia estar dentro dele, golpeando-o desde seus nervos até chegar à pele.
— Odeio dizer isso — informou Tamara —, mas acho que não poderemos ficar no descampado dessa forma. Se houver algum elemental lá no topo, ele nos verá. Temos de nos esconder na floresta.
O chão era mais instável dentro da mata. Tamara não mencionou isso, mas sabia que Call iria caminhar ainda mais devagar e que seria mais difícil para ele, que seria mais provável que ele tropeçasse e caísse, ainda mais no escuro. Ele respirou fundo e assentiu.
Ela estava certa: ficar no descampado poderia ser perigoso. Não importava se seria mais difícil. Ele disse que não deixaria Tamara e Aaron, então ele tinha que cumprir sua promessa.
A cada passo doloroso, com as mãos apoiadas nos troncos das árvores, eles seguiram Devastação enquanto ele os conduzia por uma trilha paralela à estrada de terra. Por fim, Call viu um prédio a distância.
Era imenso e parecia abandonado, as janelas estavam cobertas por tábuas e o asfalto do estacionamento se espalhava diante da entrada. Um símbolo se elevava sobre as árvores próximas, mostrando um luminoso apagado em forma de uma grande bola de boliche com três pinos, que dizia: BOLICHE DA MONTANHA. Parecia que aquela placa não era acesa há anos.
— Você está vendo a mesma coisa que eu? — Call perguntou, imaginando se a dor não estava fazendo com que ele tivesse visões. Mas por que ele sonharia com uma coisa como aquela?
— Estou. Um velho boliche. Deve haver uma cidade não muito longe daqui. Mas como Aaron poderia estar nesse lugar? Não me diga que ele está “melhorando sua pontuação” ou “talvez ele faça parte da liga de boliche” nem nada do gênero. Precisamos de seriedade.
Call se apoiou no tronco de uma árvore de casca áspera e resistiu ao desejo de se sentar. Tinha medo de não conseguir se levantar novamente.
— Estou falando sério. Pode ser difícil ver nessa escuridão, mas a expressão no meu rosto é a mais séria que eu tenho. — Ele queria que aquelas palavras saíssem claras, mas sua voz soou tensa.
Eles se esgueiraram para mais perto. Call fez um esforço para ver se alguma luz escapava das portas ou por entre as tábuas das janelas. Eles foram até os fundos da construção.
Ali ainda era mais escuro, pois o prédio bloqueava a iluminação dos postes da estrada distante. Havia algumas latas de lixo espalhadas, parecendo vazias e empoeiradas à luz da lua.
— Eu não sei... — Call começou, mas Devastação pulou, começou a golpear a parede com as patas e a ganir. O menino ergueu o pescoço e olhou para cima. Havia uma janela sobre as cabeças deles completamente coberta por tábuas, mas Call podia ver um traço de luz que escapava entre os tapumes.
— Aqui. — Tamara empurrou uma das latas de lixo, encostando-a na parede. Ela a escalou e se abaixou para ajudar Call a subir.
Ele largou o galho e se elevou com dificuldade, usando apenas os braços para tomar impulso. As botas bateram no metal, fazendo um barulho que ecoou ao redor.
— Shhh — Tamara sussurrou. — Olhe.
Com toda a certeza uma luz escapava por entre as tábuas, que foram presas à parede com pregos imensos e bastante robustos. Tamara os observou, como quem suspeita de algo.
— Metal é a magia da terra — ela começou.
Call tirou Miri do cinto. A lâmina parecia zumbir em suas mãos enquanto ele colocava a ponta debaixo de um dos pregos e puxava. A madeira se partiu como papel e o prego retiniu na tampa da lata de lixo.
— Que ótimo — Tamara sussurrou.
Devastação subiu na lata de lixo enquanto Call retirava o resto dos pregos e jogava a madeira no chão ao lado deles, revelando os restos destroçados de uma janela. Não havia mais vidraças nem a armação de madeira.
Do outro lado, ele pôde ver um corredor mal iluminado. Devastação passou pela brecha na janela e deu alguns passos até o corredor antes de se virar e olhar, ansioso, para Tamara e Call.
Call prendeu Miri novamente no cinto.
— Lá vamos nós. — Ele escalou a janela e caiu do outro lado. Foi uma queda leve, mas abalou suas pernas. Ele se contorcia quando Tamara se juntou a ele, aterrissando dentro do boliche sem fazer barulho, apesar de suas botas.
Eles olharam ao redor. Aquilo não se parecia nada com o interior de um boliche. Estavam em um corredor cujo chão e as paredes eram cobertos por madeira enegrecida, como se alguém tivesse incendiado o lugar. Call não conseguia explicar exatamente como, mas sentia a presença da magia.
O ar do lugar parecia pesado.
O lobo disparou pelo corredor, farejando o ar. Call o seguiu. Seu coração batia descompassado de tanto pavor. O que quer que ele tivesse imaginado quando seguiu Devastação pelo Portão das Missões, jamais achou que iriam acabar em um lugar como aquele. O Mestre Rufus os mataria quando voltassem para a escola. Ele iria pendurá-los pelos dedos dos pés e obrigá-los a fazer exercícios com areia até que seus cérebros saíssem pelo nariz. Isso se eles conseguissem salvar Aaron do que quer que o prendia, porque, caso contrário, o Mestre Rufus faria algo muito pior.
Call e Tamara permaneceram em um silêncio mortal quando passaram por uma sala que tinha a porta entreaberta, e Call não conseguiu evitar uma olhadela. Por um momento, pensou estar olhando para manequins. Alguns deles estavam de pé com o corpo reto, enquanto outros estavam apoiados nas paredes, mas, então, ele se deu conta de duas coisas. Número um: os olhos deles estavam totalmente fechados, o que seria muito estranho para manequins. E dois: que  os peitos de todos eles se mexiam como se respirassem.
Call se paralisou, apavorado. O que era aquilo que ele acabara de ver? Quem eram eles?
Tamara se virou e lhe lançou um olhar intrigado.
Ele fez um gesto na direção da sala e viu a expressão de horror que tomou conta do rosto da menina quando ela seguiu o seu gesto. Ela cobriu a boca com uma das mãos.
E então, devagar, afastou-se da porta, pé ante pé, fazendo um sinal para que Call a seguisse.
— Dominados pelo Caos — Tamara sussurrou para o amigo quando eles já estavam longe o suficiente para que ela parasse de tremer.
Call não tinha certeza quanto àquilo, pois não observara os olhos deles, mas decidiu que não queria ter tanta certeza assim para se dar ao trabalho de perguntar. Já estava tão apavorado que sentia que o menor movimento o faria pular. A última coisa de que precisava era de mais informações assustadoras.
Se os Dominados pelo Caos estivessem mesmo ali, isso significava que aquele lugar só podia ser um posto avançado do Inimigo. Todas as histórias que Call ouvira, que pareciam fazer referência a algo que acontecera havia tanto tempo, com as quais ele não se preocupara, naquele momento tomavam conta de sua mente.
O Inimigo pegara Aaron. Porque Aaron era um Makar. Eles foram idiotas por terem deixado o amigo sair do Magisterium sozinho. É claro que o Inimigo o encontraria e iria querer destruí-lo. Ele provavelmente iria matar Aaron, se é que já não o tinha feito. A boca de Call estava mais seca que uma folha de papel, e ele lutou para se concentrar no que havia ao seu redor, apesar do pânico.
O teto do corredor se tornava cada vez mais alto à medida que eles penetravam na construção. Junto às paredes, a madeira escurecida dava lugar a um painel mais regular, coberto por um estranho papel de parede com um padrão que imitava vinhas. Quando o examinou de perto, Call podia jurar que vira insetos se mexendo ali por dentro. Tremendo, ele tentou ignorar qualquer outra coisa além do esforço que fazia para caminhar em silêncio.
Eles passaram por diversos cômodos com as portas fechadas até que Devastação parou diante de um par de portas duplas, ganiu e se virou para trás, contemplando ansiosamente Tamara e Call.
— Shhh — Call falou baixinho para o lobo, que se aquietou, batendo com uma das patas no assoalho.
As portas eram imensas, feitas de madeira escura e sólida, chamuscada em diversos pontos, como se houvesse sido lambida pelo fogo. Tamara colocou uma das mãos na maçaneta, virou-a e deu uma olhada no que havia lá dentro. Em seguida, ela se virou lenta e cuidadosamente para Call, com os olhos arregalados. Ele se deu conta de que jamais a vira tão chocada, nem mesmo quando enfrentaram os Dominados pelo Caos.
— Aaron — Tamara sussurrou, porém ela não estava tão exultante quanto era de esperar. Na verdade, a menina não parecia nem um pouco feliz. Call tinha até mesmo a impressão de que ela estava prestes a vomitar.
Call a empurrou para olhar por uma rachadura na porta.
— Call — ela sibilou, em tom de advertência. — Não faça isso... Tem mais alguém aí.
Mas Call já tinha inclinado o corpo para a frente e seus olhos espiavam por uma das rachaduras.
A sala do outro lado era ampla, sustentada por vigas largas que se cruzavam no teto. Nas paredes havia uma série de jaulas vazias alinhadas e organizadas umas sobre as outras como se fossem caixotes em um depósito. Jaulas de ferro. As barras estreitas estavam manchadas por algo escuro.
De uma das vigas pendia Aaron. Seu uniforme fora rasgado e o rosto arranhado e coberto de sangue. Mesmo assim, ele parecia basicamente ileso. Ele pendia do teto de cabeça para baixo. Uma corrente pesada, presa a um grilhão, envolvia um de seus tornozelos e se conectava a uma polia parafusada no teto. Ele lutava já quase sem forças, fazendo com que as correntes balançassem de um lado para o outro.
Havia um garoto de pé ao lado de Aaron — um menino pequeno, magrelo e familiar — que olhava para cima com um sorriso repugnante nos lábios.
Call sentiu um nó no estômago. Era Drew quem olhava para Aaron preso por correntes e sorria. Um pedaço da corrente estava enrolado em um de seus pulsos. Ele o utilizava para baixar Aaron de forma que ele fosse mergulhado em um contêiner repleto de uma escuridão turva, que fazia um som semelhante a um rugido. Call observou aquela matéria escura e percebeu que ela parecia mudar de forma. Um olho cor de laranja, injetado e repleto de veias verdes pulsantes examinava a sala.
— Você sabe o que tem nesse contêiner, não é, Aaron? — disse Drew. Seu rosto se contraiu em um sorriso sádico. — É um amigo seu. Um elemental do caos. E ele quer sugar você até que não sobre mais nada.

16 comentários:

  1. Karina, sério deveria ter uma opção de: Eita!!!
    Porque a coisa tá feia!

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  2. A vaca foi pro brejo bonito agora.
    QUÊ ISSO MANO???!! A DREW DOS PONEIS É O VILÃO????

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    1. Então, foi isso q eu pensei tbm! ;-;

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  3. Então a fuga do Drew era so pra descobrir q era Makar.....

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  4. puta merda o maníaco dos pôneis é realmente um maníaco

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  5. Espera... O Drew é quem na verdade? O Inimigo da Morte? Um Makar? Porque ele não é um simples mago...

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  6. Gente que livro é esse ? Não consigo parar de ler !!!!

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  7. Pra dizer a verdade eu não estou surpresa senmpre achei esse garoto estranho estava meio óbvio ele era bobinho demais fraco demais os vilões sempre são os que menos aparentam ser ( na maioria das vezes)

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  8. Eu comecei a suspeitar dele quando ele pergunto pro Call quem ele era/o que ele era.

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  9. Puta que pariu!!! Por um instante achei que Aaron estivesse conspirando com o inimigo, fiquri devastada! Drew seu pilantra!! Será que ninguém com esse nome presta?! O cara chegou la falando de pôneis, parecia o Tyson! Ele fugiu pra atrair os outros para a armadilha que recelaria o Makar?! Mas acho que ele não conta com o que quer que o Call seja, oremos.

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  10. "Não confiem em ninguém"

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Boa leitura :)