25 de janeiro de 2017

Capítulo um


Call fez alguns ajustes finais no robô pouco antes de enviá-lo ao “anel” – um pedaço do chão da garagem demarcado com giz azul. Ele considerava aquela a zona de luta dos robôs que ele e Aaron construíram com muito esforço usando peças de carro, magia metálica e muita Silver Tape. Naquele chão ensopado de gasolina, um dos robôs seria tragicamente reduzido a pedacinhos, e o outro sairia vitorioso. Um se ergueria, enquanto o outro sucumbiria! Um...
O robô de Aaron avançou fazendo barulho. Um dos bracinhos disparou, oscilou e decapitou o robô de Call. Foscas riscaram o ar.
— Não é justo! — gritou Call.
Aaron riu. Ele estava com uma mancha de sujeira na bochecha e parte do cabelo ficou arrepiada depois que passou as mãos na cabeça, frustrado. O calor implacável da Carolina do Norte o havia deixado com o nariz queimado de sol e as bochechas sardentas. Ele não se parecia em nada com o Makar elegante que havia passado o último verão em festas nos jardins, conversando com adultos chatos e importantes.
— Acho que construo robôs melhor do que você — disse Aaron em tom despreocupado.
— Ah, é? — retrucou Call, voltando se concentrar. Seu robô começou a se mover, lentamente no início, depois mais depressa à medida que a magia metálica reanimava seu corpo decapitado. — Toma essa.
O robô de Call levantou um braço e o fogo que lançou foi como água saindo de uma mangueira. A labareda atingiu o robô de Aaron, cujo corpo começou a esfumaçar. Aaron tentou invocar a magia da água para extingui-la, mas era tarde demais — o Silver Tape estava em chamas. Seu robô desabou em uma pilha de peças fumegantes.
—- Yay! — gritou Call, que nunca seguiu os conselhos de seu pai sobre ser um vencedor humilde.
Devastação, o lobo Dominado pelo Caos de Call, acordou de repente quando uma faísca caiu em seu pelo. Começou a latir.
— Ei! — gritou Alastair, o pai de Call, correndo para fora da casa e olhando em volta com olhos ligeiramente arregalados. — Nada de lutas tão perto do meu carro! Eu acabei de consertar esse troço!
Apesar da bronca, Call sentia-se relaxado. Ele tinha passado praticamente as férias inteiras assim, relaxado. Tinha até parado de se atribuir pontos na escala de Suserano do Mal. Até onde o mundo sabia, o Inimigo da Morte, Constantine Madden, estava morto, derrotado por Alastair. Só Aaron, Tamara, o falso amigo Jasper DeWinter e o pai de Call sabiam a verdade — que Call era Constantine Madden renascido, mas sem suas lembranças, e, com sorte, sem sua inclinação para o mal.
Considerando que o mundo achava que Constantine estava morto e os amigos de Call não se importavam, Call estava seguro. Aaron, apesar de ser Makar, podia voltar a brincar com ele. Os dois voltariam ao Magisterium em breve, e desta vez seriam alunos do Ano de Bronze, o que significava que mexeriam com magias bem legais -— feitiços de luta e feitiços de voo.
Tudo estava melhor. Tudo estava ótimo.
Além disso, o robô de Aaron estava destruído e soltando fumaça.
De verdade, era difícil para Call imaginar como as coisas poderiam ficar melhores.
— Espero que estejam lembrados — disse Alastair. — Hoje é a festa no Magisterium. Vocês sabem, a que vai nos homenagear.
Aaron e Call se olharam, horrorizados. Tinham se esquecido, é claro. Os últimos dias se passaram em um borrão de skate, sorvete, filmes e videogame, e ambos tinham apagado completamente o fato de que a Assembleia daria uma festa da vitória na escola, reconhecendo que o Inimigo da Morte tinha sido derrotado após treze longos anos de guerra fria.
A Assembleia tinha escolhido cinco pessoas para homenagear: Call, Aaron, Tamara, Jasper e Alastair. Call tinha ficado surpreso por Alastair ter concordado em ir — ele odiava mágica, o Magisterium, e tudo que tinha a ver com magos desde que Call se entendia por gente. Call desconfiava que Alastair tivesse concordado por querer ver a Assembleia aplaudindo Call e concordando em uníssono que ele era um garoto do bem. Que ele era um herói.
Call engoliu em seco, nervoso de repente.
— Não tenho o que vestir — disse em tom de objeção.
— Nem eu. — Aaron parecia espantado.
— Mas a família da Tamara não comprou todas aquelas roupas chiques no ano passado? — perguntou Call.
Os pais de Tamara ficaram tão animados com a ideia de a filha ser amiga de um Makar — um dos raros magos capazes de controlar a magia do caos — que praticamente adotaram Aaron, levando-o para casa e gastando dinheiro com cortes de cabelo caros, roupas e festas.
Call ainda não conseguia entender por que Aaron tinha resolvido passar as férias com ele, e não com os Rajavi, mas Aaron foi muito firme em relação a isso.
— Nada mais está cabendo — Aaron respondeu. — Só tenho calças jeans e camisetas.
— Então iremos ao shopping — disse Alastair, mostrando as chaves do carro. — Vamos, meninos.
— Os pais da Tamara me levaram na Brooks Brothers — disse Aaron enquanto caminhavam para a coleção de carros reformados de Alastair. — Foi meio estranho.
Call pensou no pequeno shopping local e sorriu.
— Bem, se prepare para outro tipo de coisa estranha — falou. — Vamos voltar no tempo, só que sem magia.


— Acho que eu talvez seja alérgico a esse tecido — disse Aaron, em frente a um espelho nos fundos da JL Dimes. Vendiam tudo na loja: tratores, roupas, lava-louças baratos. Alastair sempre comprava seus macacões de trabalho aqui. Call detestava.
— Ficou bom — disse Alastair, que tinha pegado um aspirador de pó em algum momento enquanto passeavam pela loja, e o estava examinando, provavelmente interessado nas peças. Ele também tinha escolhido um paletó para si, mas ainda não tinha experimentado.
Aaron deu mais uma olhada no terno cinza de tecido preocupantemente lustroso. A calça estava larga na altura dos calcanhares, e as lapelas lembravam barbatanas de tubarões.
— Muito bem — disse Aaron com suavidade, sempre muito consciente de que tudo comprado para ele era um favor. Ele sabia que não tinha dinheiro e nem pais para tal, portanto era sempre grato.
Tanto Aaron quanto Call perderam suas mães. O pai de Aaron estava vivo, mas preso, coisa que Aaron não gostava que as pessoas soubessem. Call não achava que isso fosse algo muito sério, provavelmente porque o segredo que ele mesmo guardava era muito maior.
— Não sei, pai — disse Call, semicerrando os olhos para o espelho. O paletó que vestia era de poliéster azul-escuro e estava justo demais embaixo dos braços. — Acho que os tamanhos não estão certos.
Alastair suspirou.
— Um terno é um terno. Aaron vai crescer e caber no dele. E o seu, bem... Talvez devesse experimentar outra coisa. Não adianta comprar uma coisa que só vai servir para uma única noite.
— Vou tirar uma foto — Call disse, pegando o celular. — Tamara pode ajudar a escolher. Ela sabe como se vestir para eventos chiques de magos.
O celular emitiu um som de vento quando Call enviou a foto para Tamara. Alguns segundos depois ela respondeu: Aaron parece um vigarista que passou por um raio encolhedor, e você parece aluno de Collegium católico.
Aaron olhou para as ombreiras no paletó de Call e fez uma careta para a mensagem.
— Então? — perguntou Alastair. — Podemos colocar fita adesiva na barra da calça. Para ficar do tamanho certo.
— Ou — disse Call — podemos ir a outra loja e não passar vergonha na frente da Assembleia.
Alastair olhou de Call para Aaron e, depois de um suspiro, cedeu e deixou o aspirador de pó de lado.
— Ok. Vamos.
Foi um alívio sair daquele shopping superaquecido e abafado. Após um rápido trajeto de carro, Call e Aaron estavam diante de um brechó que vendia todo tipo de peças vintage, desde capachos a cômodas e máquinas de costura. Call tinha estado ali antes com o pai e se lembrava de que a dona, Miranda Keyes, adorava roupas antigas. Estava sempre vestindo alguma peça do tipo, sem dar muita importância à combinação de cores e estilos, o que significava que frequentemente era vista andando por aí com uma saia poodle, botas compridas e brilhantes e uma blusa curta de lantejoulas com uma estampa de gatos mal-humorados.
Mas Aaron não sabia disso. Ele estava olhando ao redor da loja, sorrindo com hesitação, e isso fez o coração de Call afundar. Seria ainda pior que na JL Dimes. O que começou como uma coisa engraçada agora estava começando a deixar Call nauseado. Ele sabia que seu pai era “excêntrico” — o que é uma forma gentil de dizer “esquisito” — e nunca se incomodou com isso, mas não era justo que Aaron tivesse que parecer “excêntrico” também. E se Miranda só tivesse smokings de veludo vermelho ou coisa pior?
Já era ruim o bastante que Aaron tivesse que passar o verão tomando limonada em pó em vez de feita com limões frescos, como na casa de Tamara; dormindo em um catre militar que Alastair tinha montado no quarto de Call; correndo por um jardim onde a irrigação do gramado era feita por uma mangueira com furinhos em vez de sprinkler; e comendo cereal comum no café da manhã, em veza de ovos preparados a seu gosto por um chef. Se Aaron chegasse na festa parecendo um bobo, talvez fosse a gota d’água. Call talvez perdesse a Guerra de Melhor Amigo de vez.
Alastair saiu do carro. Call seguiu o pai e Aaron para dentro, com um mau pressentimento.
Os ternos ficavam no fundo da loja, atrás das mesas com instrumentos musicais de bronze esquisitos e um bowl feito em jade cheio de chaves enferrujadas. Era bem parecida com a loja do próprio Alastair, Agora e Sempre. A única diferença era o teto, que ali era cheio de casacos de pele e cachecóis de seda enquanto a loja de Alastair era especializada em antiguidades mais industriais. Miranda veio dos fundos e conversou com Alastair por alguns minutos sobre o que tinha trazido de Brimfield — uma enorme feira de antiguidades no norte — e quem tinha encontrado lá. O pavor de Call aumentou.
Finalmente, Alastair conseguiu dizer a ela o que precisavam. Ela analisou cada um dos meninos com um olhar firme, como se estivesse observando através deles e enxergando outra coisa. Fez o mesmo com Alastair até que, estreitando os olhos, voltou a desaparecer nos fundos da loja.
Aaron e Call se distraíram vagando pelo local, procurando pelo objeto mais estranho. Aaron tinha achado um despertador em formato de Batman que dizia "ACORDE, GAROTO PRODÍGIO” ao ser pressionado no topo, e Call tinha desenterrado um casaco feito de pirulitos presos e colados um no outro quando Miranda ressurgiu, cantarolando, com uma pilha de roupas que empilhou no balcão.
A primeira coisa que puxou foi um paletó para Alastair. Parecia feito de cetim com uma estampa sutil em verde-escuro e forro de seda brilhante. Era definitivamente velho e estranho, mas de um jeito não constrangedor.
— Agora — disse ela apontando para Call e Aaron — é a vez de vocês.
Entregou a cada um deles um terno de linho dobrado. O de Aaron era creme e o de Call, cinza.
— Da cor dos seus olhos, Call — disse Miranda, satisfeita consigo mesma, enquanto Call e Aaron vestiam os ternos por cima das bermudas e camisetas. Ela bateu as mãos e gesticulou para que se olhassem no espelho.
Call encarou o próprio reflexo. Ele não entendia muito de moda, mas o terno cabia e ele não estava bizarro. Na verdade parecia até um pouco adulto. Aaron também. As cores claras deixavam ambos parecendo bronzeados.
— São para alguma ocasião especial? — perguntou Miranda.
— Pode-se dizer que sim — disse Alastair, parecendo satisfeito. — Os dois vão receber prêmios.
— Por, hum, serviços comunitários — disse Aaron, encontrando os olhos de Call pelo espelho. Call supôs que fosse parcialmente mentira, apesar de a maioria dos serviços comunitários não envolver cabeças decapitadas.
— Fantástico! — disse Miranda. — Os dois estão muito bonitos.
Bonitos. Call nunca pensou isso a respeito de si. Aaron era o bonito. Call era o baixinho, manco e com feições muito marcantes e intensas. Mas ele supunha que vendedoras tinham que dizer ao cliente que ele estava bonito. Por capricho, Call pegou o celular, tirou foto dos reflexos dele e de Aaron e mandou para Tamara.
Um minuto depois veio a resposta. Legal. Em anexo veio um videozinho de alguém caindo da cadeira, surpreso. Call não conseguiu segurar o riso.
— Eles precisam de mais alguma coisa? — perguntou Alastair. — Sapatos, abotoaduras... qualquer coisa?
— Bem, camisas, obviamente — disse Miranda. — Tenho belas gravatas...
— Não preciso que compre mais nada para mim, senhor Hunt — disse Aaron, parecendo ansioso. — De verdade.
— Ah, não se preocupe com isso — respondeu Alastair com um tom de voz surpreendentemente leve. — Eu e Miranda estamos no mesmo ramo. Chegaremos a um acordo.
Call olhou para Miranda, e a viu sorrindo.
— Fiquei de olho em um broche vitoriano que vi na sua loja.
Ao ouvir isso, Alastair enrijeceu um pouco a expressão em seu rosto, mas quase imediatamente depois relaxou e riu.
— Bem, se for pelo broche, definitivamente vamos levar as abotoaduras. E sapatos também, se você tiver.
Quando saíram, estavam com sacolas enormes cheias de roupas, e Call estava se sentindo muito bem.
Eles voltaram para casa com o horário apertado para tomar banho e pentear o cabelo. Alastair saiu do quarto fedendo a algum perfume velho, e parecendo mal-humorado com seu novo paletó e uma calça que provavelmente encontrou no fundo do armário. Murmurando, começou imediatamente a procurar as chaves do carro. Call mal conseguia reconhecê-lo como o mesmo pai que trabalhava em casa vestindo camisa de lã e macacão jeans, o pai que tinha passado as férias ajudando os dois a fazer robôs com peças sobressalentes.
Ele parecia um estranho e isso fez com que Call começasse a pensar no que estava prestes a acontecer.
Call tinha passado as férias inteiras sentindo-se muito convencido pelo falecimento do Inimigo da Morte. Morto havia anos, conservado em um túmulo esquisito a ponto de dar medo, Constantine Madden esperava para ter sua alma devolvida ao corpo. Mas, como ninguém sabia disso, todo o mundo dos magos esperava que Constantine reiniciasse a Terceira Guerra dos Magos. Quando Callum levou a cabeça decapitada do Inimigo para o Magisterium, prova de que ele estava incontestavelmente morto, todo o mundo dos magos suspirou de alívio.
O que eles não sabiam era que a alma de Constantine ainda vivia — em Call. Esta noite o mundo dos magos homenagearia o Inimigo da Morte em pessoa.
Apesar de Call não ter qualquer desejo de machucar ninguém, a ameaça de uma Terceira Guerra dos Magos estava longe do fim. O substituto imediato de Constantine, Mestre Joseph, tinha o controle do exército Dominado pelo Caos do falecido. E detinha também o poderoso Alkahest, capaz de destruir dominadores do caos, como Aaron — e Call. Se Mestre Joseph se cansasse de esperar que Call debandasse para o seu lado, talvez atacasse por conta própria.
Call se apoiou na mesa da cozinha. Devastação, que estava dormindo embaixo dela, ergueu a cabeça com olhos perturbadoramente reluzentes, como se pudesse sentir a inquietação de Call.
Isso deveria ter feito com que se sentisse melhor, mas na verdade o deixou até um pouco pior. Ele quase conseguia ouvir a voz de Mestre Joseph: muito bem, você fez todo o mundo dos magos baixar a guarda, Call. Não consegue fugir da sua própria natureza.
Ele afastou o pensamento com determinação. Tinha se empenhado durante as férias para não prestar atenção em si mesmo em busca de sinais de que talvez estivesse ficando malvado. Passou todo aquele período dizendo a si mesmo que era Callum Hunt, filho de Alastair Hunt, e que não cometeria os mesmos erros de Constantine Madden. Ele era uma pessoa diferente. Era mesmo.
Alguns minutos depois, Aaron saiu do quarto de Call, elegante em seu terno creme. O cabelo louro estava penteado para trás e até as abotoaduras brilhavam. Parecia tão feliz como quando vestia os ternos de grife presenteados pela família de Tamara.
Ou pelo menos parecia feliz até ver Call e hesitar.
— Tudo bem? — perguntou Aaron. — Você parece um pouco enjoado. Você não é do tipo que tem pânico de subir no palco, né?
— Talvez — disse Call. — Não estou acostumado a pessoas me olhando muito. Quer dizer, as pessoas me olham por causa das minhas pernas às vezes, mas não é uma olhada boa.
— Tente pensar nisso como a cena final de Star Wars quando todo mundo está comemorando e a Princesa Leia coloca medalhas no Han e no Luke.
Call ergueu uma das sobrancelhas.
— Quem é a Princesa Leia nesse cenário? O Mestre Rufus?
Mestre Rufus era o professor do grupo de aprendizes no Magisterium. Era um sujeito rígido e sábio, todo enrugado, e tinha bem mais cabelo grisalho do que a Princesa Leia.
— Depois da cerimônia — disse Aaron —, ele vai vestir o biquíni dourado.
Devastação latiu. Alastair ergueu as chaves do carro, triunfante.
— Ajudaria se eu prometesse a vocês que a noite vai ser chata e tediosa? Em teoria, essa festa é para nos homenagear, mas garanto que, em essência, é para a Assembleia parabenizar a ela mesma.
— Parece que você já foi a alguma dessas antes — disse Call, desencostando-se da mesa. Parecendo ansioso, passou a mão pelo paletó para alisá-lo; linho é um tecido que enruga rápido. Mal podia esperar para voltar a usar jeans e camiseta.
— Você viu a pulseira que Constantine usava quando estudávamos juntos no Magisterium — disse Alastair. — Ele ganhou muitos prêmios e distinções. Todo o nosso grupo de aprendizes ganhou.
Call tinha visto a pulseira, era verdade. Alastair a enviara ao Mestre Rufus no ano em que Call estava no Magisterium. Todos os alunos recebiam pulseiras de couro e metal: o metal mudava sempre que o aluno iniciava um novo ano escolar, e a pulseira também era ornada com pedras, cada qual representando uma conquista ou um talento. A de Constantine tinha uma quantidade de pedras que Call jamais havia visto.
Call esticou-se para tocar sua própria. Ainda mostrava o metal de um aluno Cobre do segundo ano. Assim como a de Aaron, a dele brilhava com a pedra preta do Makar. Os olhos de Call encontraram os de Aaron quando ele abaixou a mão, e deu para perceber que o amigo sabia o que ele estava pensando — aqui estava ele, Call, recebendo um prêmio, sendo homenageado por fazer o bem, e ainda assim isso o fazia igual a Constantine Madden.
Alastair balançou as chaves do carro, despertando Call do devaneio.
— Vamos — disse Alastair. — A Assembleia não gosta quando os homenageados se atrasam.
Devastação os acompanhou até a porta, depois sentou ruidosamente e soltou um ganido fino.
— Ele pode ir? — perguntou Call ao passarem pela porta. — Ele vai se comportar. E ele também merece um prêmio.
— De jeito nenhum — disse Alastair.
— É porque você não confia nele perto da Assembleia? — perguntou Call, embora não tivesse certeza de querer ouvir a resposta.
— É porque não confio na Assembleia perto dele — respondeu Alastair com um olhar firme. Depois saiu, deixando Call sem escolha além de segui-lo.

9 comentários:

  1. "...Aaron tinha achado um despertador em formato de Batman que dizia "ACORDE, GAROTO PRODÍGIO” ao ser pressionado no topo..."

    AIII MEU DEUUUSSSS!!!!!!!!!!
    Lembrei que o Julian tbm queria um 😄😄 (Será que é o mesmo brechó vintage que a Emma gosta de ir????)
    aiiiiiii Cassandrinha dando referências por aqui, amei 😄😄😄😄😄😄😄😄

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    1. Pensei a mesma coisa kkk

      -Morg

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    2. Vdd tia Cassy sempre engenhosa😍😍😍
      Ai cm amo essa mulher...

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  2. amo essa saga...primeiro livro lendo aqui!!!
    só uma pergunta. os livros estão completos?

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  3. É sério que eles já vão fazer 14 anos e estão brincando de lutinha com robõs? Garotos.

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    1. Nao seja má. Eu sou menina. Tenho 16 e se aparecer uma oportunidade brinco de cirandinha huehuehe

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  4. Eu imaginei o Mestre Rufus com um penteado igual a de Leia e usando um biquíni dourado
    Ter imaginação vivida é uma maldição

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Boa leitura :)