25 de janeiro de 2017

Capítulo quinze


Call tentou se contorcer para fora das garras das pessoas que o seguravam, mas não conseguiu. Eram fortes demais. Ele tentou trazer fogo para as mãos, mas assim que elas faiscaram, alguém o pegou pela nuca e ele perdeu a concentração. A chama se extinguiu.
Um instante depois ele foi arremessado na grama no centro da vila abandonada da Ordem da Desordem, suas construções vazias parecendo sombrias ao luar. Havia trouxas, comida e uma pequena fogueira.
Alex não estava trabalhando sozinho. As figuras mascaradas, quem quer que fossem, deviam estar esperando a invocação dele.
Call rolou para o lado, procurando por Aaron. Ele também estava na grama; uma figura mascarada corpulenta tinha o pé em suas costas. Call tentou se levantar, mas foi empurrado novamente para o chão.
— Deixem ele sentar — disse a voz de Alex.
Call lutou para se ajoelhar e ver Alex caminhando em direção a eles. Uma enorme luva de cobre estava em seu braço, cobrindo sua mão até a altura do cotovelo.
O Alkahest. O assassino de Makaris.
O próprio Call tinha usado essa ferramenta para destruir o corpo de Constantine Madden. Não conseguia imaginar o que o seu poder poderia fazer com uma pessoa viva. Pegaria o caos de dentro da sua alma, ou de Aaron, e o usaria para destruí-los de dentro para fora.
— Assustado, Makar? — Alex moveu os dedos metálicos do Alkahest e depois riu da cara de Call, que trocou um rápido olhar com Aaron, ajoelhado ao seu lado. Havia gravetos presos no cabelo louro de Aaron, mas ele não parecia ferido. Por enquanto.
Ao menos não ainda.
Mantenha Alex falando, Call pensou. Mantenha-o falando e não entre em pânico e não deixe que machuque Aaron.
— E Tamara? — perguntou Call. — Você a machucou? Ela está aqui?
Isso fez Alex rir ainda mais.
— Você é realmente um idiota, sabia? Não faço ideia de onde Tamara esteja. Não me dei ao trabalho de sequestrá-la. Por que fazer isso se eu podia apenas mentir pra vocês, e vocês caírem na minha mentira? Ela e o seu lobo idiota devem estar dormindo. Acho que vão ficar bem tristes quando acordarem e descobrirem o que aconteceu com vocês.
— O Mestre Joseph sabe que você pegou o Alkahest? — perguntou Aaron. — Foi ele que te mandou fazer isso?
Alex jogou a cabeça para trás, mas dessa vez a risada pareceu forçada.
— Ele não sabe nada sobre o meu plano; eu peguei o Alkahest e deixei uma ilusão no lugar. Não vai durar para sempre, mas o suficiente. Desde que ele começou a me ensinar, eu o ouço falar de você. Sobre como o glorioso Constantine estava voltando, e sobre como tínhamos que nos preparar. O incrível Constantine Madden, tão importante que Drew teve que se infiltrar no Magisterium e fingir que nem me conhecia. E aí surge você. Que decepção.
— Sinto muito em ouvir isso — respondeu Call com acidez.
— Então por que quis matá-lo? Vingança? — perguntou Aaron. Call ficou feliz por ele estar seguindo a linha de mantê-lo falando, porque Call estava tão atordoado que não estava sendo fácil. — Isso não irritaria o Mestre Joseph?
— Ele só precisa de um Makar — disse Alex, erguendo o Alkahest. — E agora eu descobri como me tomar um. Eu reconfigurei o Alkahest. Ele não vai apenas arrancar a magia do caos de você. Também vai canalizar essa habilidade em mim.
— Isso não é possível! — disse Call, mas ele se lembrava de como o poder tinha vindo a ele quando o corpo de Constantine Madden foi devorado pelo Alkahest. Talvez fosse possível sim.
— Diz o menino que está morto há catorze anos — disse Alex. — Você pensa nele, em algum momento? Pobre Callum Hunt, morto antes mesmo de dizer a primeira palavra. Assassinado por você, Constantine, do mesmo jeito que matou o mais próximo que já tive de um irmão. Assim como matou o seu próprio irmão. Você nunca deveria ter tido esse poder. E agora vou tirá-lo de você e serei um Inimigo da Morte melhor do que você jamais poderia ter sido.
— Tudo bem — disse Call. — Mas não machuque Aaron.
Aaron emitiu um ruído sufocado. Alex revirou os olhos.
— Isso mesmo, Aaron, seu precioso contrapeso. Foi por isso que jogou tudo fora, Call? Seus amigos?
— Joguei o que fora? — perguntou Call, entrando em pânico. Ele tinha que acreditar que alguém do Magisterium vira. Que alguém iria encontrá-los. Alex estava alucinado, fora de si. — Ser Constantine? Eu nunca quis isso.
— Você não deveria machucar Call — disse Aaron. — Deveria arrancar a mágica de mim.
— Toda essa nobreza é muito nauseante — disse Alex, sua pulseira de ouro brilhando quando ele puxou um fio de seu cabelo castanho para trás. Ele parecia espectral ao luar. Como um espírito do mal. — Mas se isso faz com que se sintam melhor, era esse o meu plano. Matar Call, fazer tudo parecer um acidente e depois pegar sua habilidade de Makar, matando Aaron no processo. Mas agora que os dois estão aqui, na minha frente, está difícil escolher.
— O Mestre Joseph vai matar você se fizer mal a Call — argumentou Aaron. — Ele pulou na frente de Call para protegê-lo no túmulo do Inimigo, sabia? Ele teria sacrificado a própria vida por ele!
— Ele sempre achou que Call fosse ceder e querer se unir a ele — disse Alex. — Você quer combater a morte, mas a verdade é que é covarde demais, Call. Alguém que não quer esse poder não deve possuí-lo. Na verdade, estou fazendo um favor ao Mestre Joseph.
Ele foi em direção a Call. Aaron começou a lutar para se levantar, mas foi empurrado novamente para baixo. Fogo negro começou a crescer em suas mãos.
— Fique longe de Call!
Alex girou para cima dele com o Alkahest.
— Não entende? — disse ele com desdém. — Se fizer alguma coisa contra mim, eu mato você e depois mato Call de qualquer jeito. E ainda faço isso lentamente.
Aaron cerrou as mãos em punhos. Call sentiu o corpo todo se contrair enquanto se preparava para pular e tentar correr...
— Pare! — Uma voz soou pela clareira. Era Tamara, com Devastação logo atrás. As orelhas do lobo estavam bem rente à cabeça e ele rosnava. Tamara estava com a mão esticada, e fogo vermelho ardia em sua palma. — Você não pode me ferir com isso, Alex — disse ela. — Não sou Makar.
— Tamara! — gritou Call. — Como você nos achou?
— Devastação — respondeu ela. — Estávamos na sala, e de repente ele começou a rosnar e a se jogar na porta, apesar de eu já ter passeado com ele. Eu abri a porta e ele me trouxe até aqui. — Ela olhou fixamente para Alex. — E ele vai arrancar a garganta de qualquer um que chegar perto de mim, então nem pense nisso — Tamara avançou em direção a eles, e os capangas deram um passo para trás. O fogo ardeu com mais intensidade. Call ficou imaginando quem seriam os encapuzados. Devotos do Mestre Joseph? Pessoas normais que não tinham nada a ver com magia, mas tinham sido enfeitiçadas?
Ele tinha que admitir que, considerando o plano louco de Alex, seus capangas e sua ostentação, ele estava acumulando muitos pontos de Suserano do Mal.
Call tentou se levantar, mas estava bem preso. Dava para ver Aaron lutando ao lado.
— Ah, ótimo — disse Alex. — Plateia.
Tamara pareceu furiosa. Call torceu para ver os magos do Magisterium vindo atrás dela, mas não havia ninguém. Isso era culpa dele, ele sabia. Por três anos, Tamara e Aaron vinham guardando segredos, escondendo coisas importantes de todos, inclusive do Mestre Rufus. Eles não pediam ajuda de ninguém, mesmo quando precisavam.
Alex colocou o Alkahest na altura deles e esticou o braço.
— Talvez o Alkahest deva escolher. Talvez eu o envie na direção dos dois para ver o que acontece. Talvez ele puxe a magia de ambos. O que acham?
Call esticou o braço e pegou a mão de Aaron, que pareceu surpresou por um segundo. Depois fechou a mão na de Call.
Call queria dizer ao seu melhor amigo o quanto lamentava, que era tudo culpa dele por ser Constantine Madden. Mas Aaron falou antes que ele tivesse a chance.
— Pelo menos vamos morrer juntos — disse Aaron. Depois, inacreditavelmente, sorriu para Call.
Não vamos, Call queria dizer. Vamos sobreviver. Mas ao começar a falar, um flash de luz os cegou.
Tamara tinha lançado um raio de fogo. Alex desviou, esticando a mão e jogando magia do ar para redirecionar a chama, que voou na direção de Call.
O homem que segurava Call cambaleou para trás e ele afrouxou a pegada. A camisa do capanga agora estava pegando fogo e ele gritava. Call se levantou, ignorando a dor na perna. Ainda segurando a mão de Aaron, ele o puxou para cima também. Tudo parecia acontecer ao mesmo tempo.
— Devastação, vá!  — gritou Tamara.
Devastação virou um borrão escuro no ar, correndo em direção a Alex. Aaron soltou a mão de Call, e um caos escuro brotou de sua palma. Alex ergueu o braço, o Alkahest brilhando de energia. Aaron lançou a mão para a frente, mas a luz escura que evocou foi parar longe, derrubando uma das figuras encapuzadas, mas errando Alex. A mão de garra do Alkahest se abriu e uma chama acobreada de luz voou de seus dedos.
O tempo pareceu parar. Aquela luz era tudo que o caos não era. Era brilhante e ardente, fria como a ponta de uma faca. Call não teve a menor dúvida de que quando o atingisse, o mataria.
Ele fechou os olhos.
Alguma coisa o empurrou por trás. Ele caiu esparramado, rolando pela grama. O raio de luz o errou por poucos centímetros. Sentiu algo queimar sua bochecha ao cambalear para a frente e depois, rolando de lado, levantou a cabeça e viu o poder atingindo Aaron no peito.
A força do impacto levantou Aaron do chão e o arremessou longe. Ele caiu na grama a vários metros de distância, com os olhos arregalados e vítreos, olhando para o céu.
— Não — disse alguém. — Aaron, não, não, não! — Call pensou ter sido a própria voz por um segundo, mas era a de Tamara. Ela estava jogada na grama ao lado dele.
Foi ela que o atingiu. Ela o tirou da rota do Alkahest. Ela salvou a sua vida.
Mas não a de Aaron.
Call tocou a própria bochecha. Estava ardendo. Talvez o Alkahest só tivesse queimado Aaron também. Ele tentou se levantar para ir até o amigo, mas suas pernas não o obedeceram. Em vez disso, ele foi até Aaron usando todos os seus sentidos.
Ele se lembrou do que tinha experimentado antes ao tocar a alma de Aaron. A sensação de vida, de alguma coisa existindo no mundo, clara e sólida.
Mas não havia nada ali agora. Seu corpo era uma casca. Sua alma tinha ido embora, deixando apenas sombras brilhantes do que Aaron tinha sido.
Call virou para Alex, que tinha tirado o Alkahest do braço. É claro — agora poderia machucá-lo também. Agora ele estava com o poder de Aaron. Parecia pulsar, como uma estrela prestes a explodir.
Sua pele brilhava e ondulava com listras de luz e escuridão.
— Poder. — Alex engasgou. Ele ergueu a mão, escuridão se contorcendo como fumaça. — Posso sentir. O poder do caos, correndo por mim...
— Não se eu puder evitar — disse Call, esticando a mão. Um raio de luz preta voou de sua palma em direção a Alex. Ele tinha certeza de que o mataria, o enviaria gritando para o vazio.
Ficou feliz.
A flecha de magia voou em direção a Alex, mas a mão do garoto subiu e capturou a energia. Ficou olhando pensativo por um segundo, e Call também encarou, com uma sensação ruim na barriga. Alex era um Makar agora. Podia controlar e manipular o caos. E era mais velho e mais experiente do que Call.
E então Alex gritou. Do nada, Devastação tinha aparecido da escuridão e enterrado os dentes em sua perna.
Alex atacou com caos, mas Devastação foi rápido e desviou, ainda rosnando. Ele atacou de novo, e desta vez Alex não teve chance de reagir: Devastação o derrubou no chão, seus dentes rasgando a camisa.
— Tire esse bicho de cima de mim! — gritou Alex. — Tire ele de cima de mim!
Várias das figuras encapuzadas correram; Devastação soltou Alex, que se levantou cambaleando, sangrando em diversos pontos. Sua pele continuava ondulando, o rosto se contorcendo. Call se lembrou de como tinha sido para ele no túmulo, quando a magia do caos se manifestou. E como se sentiu sem controle, enjoado.
Alex esticou uma das mãos sobre Devastação, mas desta vez a mágica que explodiu deu errado. A escuridão derramou-se por todas as direções. Caiu em linhas que se ergueram pelo ar e nuvens que se elevaram ao céu. Onde ela tocava as coisas começavam a se desfazer. Uma das casas da Ordem da Desordem sucumbiu quando o caos devorou seus alicerces. Três árvores foram inteiramente devoradas. O próprio chão ficou esburacado quando pedaços foram engolidos pelo vazio. Duas das figuras mascaradas gritaram ao serem tragadas antes de o caos dissipar.
Alex olhou para as próprias mãos, horrorizado, mas ao mesmo tempo, claramente impressionado também.
— Pegue o Alkahest — disse em voz rouca para um de seus capangas que ainda restavam. — Temos que sair daqui! — ele olhou para Call por um instante, depois curvou os lábios. — Cuido de você mais tarde — disse Alex, e então correu da clareira com os capangas atrás dele.
Call mal se importou. Ele virou novamente para ver Tamara ainda agachada sobre o corpo imóvel de Aaron. Quase curvada ao meio, Tamara chorava, o corpo todo tremendo. Devastação foi para perto dela, afocinhando-a no ombro.
Call nem sentiu seus pés se mexerem, mas tinha chegado perto de Aaron, estava ali abaixado ao lado do amigo, diante de Tamara. Ele tocou a mão de Aaron, a mão que tinha agarrado há poucos instantes.
Estava fria.
Tamara ainda chorava suavemente. Ela tinha derrubado Call para fora do caminho do Alkahest.
Tinha salvado sua vida.
— Por que você fez isso? — perguntou de repente. — Como pôde fazer isso? Aaron é que deveria viver. Não eu. Eu sou o Inimigo da Morte. Não sou bom. Aaron era.
Ela olhou para ele por um longo instante.
— Eu sei — disse ela, com lágrimas nos olhos. — Mas, Call...
Um grito veio de cima do que restava da vila.
— Ali! — Alguém gritou. Entre as árvores, Call pôde ver esferas voadoras. Os magos tinham ido procurá-los, afinal, assim como procuraram por Drew naquela noite. E chegaram tarde demais, mais uma vez. Sempre tarde demais.
Mestre North, Mestre Rufus, Alma e vários outros Mestres correram para a clareira. North e os outros olhavam boquiabertos para o cenário de destruição, os pedaços de terra que simplesmente desapareceram, as casas sucumbidas e as árvores destruídas. Mas Rufus... Rufus olhava para Aaron.
Empurrando os outros de lado, ele correu para o corpo caído, apoiando-se sobre um joelho para sentir o pulso de Aaron.
Call sabia que não sentiria nada. Não havia mais Aaron. Não havia contrapeso da sua própria alma. Só essa sensação de vazio, a sensação de que algo tinha sido arrancado dele e que jamais poderia ser reposto.
Ele agora entendia que Constantine Madden tivesse desejado acabar com o mundo depois que seu irmão morreu.
Rufus fechou os olhos. Seus ombros despencaram. Call achou o mestre muito velho naquele momento. Velho e destruído.
— O que aconteceu aqui? — perguntou Mestre North. — Parece que houve alguma espécie de batalha. — Ele franziu o rosto para Call. — O que você fez?
Fúria explodiu na cabeça de Call.
— Não fui eu! — gritou ele. — Foram Alex Strike e os... os capangas dele! Ele está com o Alkahest e matou Aaron. E vocês estão permitindo que ele escape! Vocês não deveriam ser nossos professores? Não deixem que ele fuja!
— Não! — disse Alma, marchando em direção a Call, com os olhos brilhando. Ela apontou um dedo comprido para ele. — Eu não vi antes, mas agora o vejo, Constantine. Foi você quem matou Aaron. Você armou isso tudo para esconder seus crimes, inclusive o assassinato de Jennifer.
Os olhos de Call se arregalaram. Ela não podia estar dizendo o que parecia estar dizendo. Ele nem sabia como responder. Não podia, não com o corpo de Aaron ao seu lado.
— Fique quieta — disse Mestre Rufus a Alma. — É óbvio que houve uma batalha, mas não temos motivos para pensar que Call está mentindo. E mesmo que estivesse, Tamara estava aqui como testemunha.
— Call está falando a verdade — acrescentou Tamara. — Foi Alex Strike. Deve ter sido ele o tempo todo.
Alma balançou a cabeça.
— Não acredite em nenhum deles! Nunca pensou em como Callum controla aquele animal Dominado pelo Caos ao seu lado? Ou em como derrotou o próprio Inimigo da Morte? Ou em por que ele não era um Makar no ano passado quando o ano começou, mas se tomou um exatamente depois que Constantine supostamente morreu? Agora temos a resposta. Constantine colocou a própria alma em Callum Hunt. Você está olhando para o monstro em forma de criança. Eu o vi inserir o caos em uma alma e criar um Dominados pelo Caos. Sei o que ele é!
Ela está descontrolada, pensou Call. Ninguém acreditaria nela. Mas ninguém a contradisse, também.
— Não se preocupe, Callum — disse Mestre North, mas havia algo de estranho em sua voz. Um tom de adulação. — Vamos investigar isso. Venha comigo.
— Não posso abandonar Aaron — disse Call a ele.
— Vamos todos voltar para o Magisterium — disse o Mestre North.
— Não! — gritou Call. Ele estava cansado de mentir, cansado de tudo isso. — Vocês têm que ir atrás de Alex! Precisam encontrá-lo! Eu admito, tudo bem? Tudo que Alma está falando é verdade, exceto a parte em que matei Aaron. Não matei! Sim, eu sou o Inimigo da Morte, mas juro que não matei Aaron. Foi Alex. Juro que eu jamais machucaria...
Foi a última coisa que Call disse antes de ser acorrentado.

16 comentários:

  1. Não acredito, sério, isso não pode acontecer, não com o Aaron 😢

    Cassandrinha dá um jeito nisso, por favoooorrr 😢😢😢

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  2. A profecia se completou pela metade
    Um irá morrer:Aaron,bom amigo e companheiro,descanse em paz

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    1. porque pela metade?
      o que ia morrer - Aaron
      o que ia falhar - Tamara (não conseguiu salvar os dois)
      o que já está morto - Callun

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    2. Genti, é mesmo! Tinha me esquecido dessa profecia!

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  3. Gente. Minha vida acabou agora! Kkkkkkk eu esperava que ele iria morrer mas nossa..

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  4. Virei um makar... to completamente vazio...

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    1. Newton dominado pelo caos 👀

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    2. Cuidado. Já pensou o inimigo da morte versão QI mais de 170??

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  5. mds como assim nao cassandra vai ter que fazer alguma coisa to chorando meu e nao e pouco

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  6. Se eu to chorando? Magina...

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  7. Não acredito ;-;
    Cassandra só uma pergunta (pq vc fez isso com a gente?)
    Ass: Milly;-;

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  8. E assim termina o meu OTP supremo, não com um gemido, mas com um grito. Caron, meu shippo favorito <3

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  9. Só eu que achei aquela despedida Caron muito fofa? <3

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Boa leitura :)