30 de janeiro de 2017

Capítulo extra

Chaol

Após duas semanas a bordo do Cortador do Vento, Chaol Westfall ainda não estava totalmente certo de como Dorian e Aelin conseguiram fazer com que ele ficasse na suíte do capitão Iavish. Ele não podia afirmar que algum deles tinha subornado ou ameaçado o capitão do navio para ceder o quarto, mas pela maneira educada, fria e distante com que o capitão tratava a ele e Nesryn, Chaol suspeitava que a Rainha de Terrasen tivesse feito questão de visitar o navio antes de sua partida para o próprio reino.
Uma suspeita que era reforçada pela impressão de uma mão queimada na mesa do quarto.
Honestamente, ele teria preferido apenas um pequeno quarto comum. Principalmente por duas razões: a primeira, e talvez a pior, era que receber o melhor quarto apenas atraía atenção para ele. Para a sua condição. Ele ainda não sabia como, exatamente, chamar a dormência absoluta e falta de movimentos abaixo de sua cintura.
Mas ele conseguia suportar isso apenas graças à outra razão pela qual ele queria um quarto menor: Nesryn.
Com a cabine maior, não havia nenhuma desculpa para que ela ficasse em outro lugar. E apesar de ele saber muito bem que ela podia tomar conta de si mesma, o pensamento de Nesryn ficar nos alojamentos sob o deque em um navio cheio de homens endurecidos pelo mar fazia com que ele rangesse os dentes.
Então, ela ficou com ele. Ali. Naquele quarto. Na mesma cama em que ele estava agora deitado, observando o reflexo da luz do sol na água iluminar o teto branco da cabine.
Ele não tocara, não nas noites em que dividiram essa cama. Também não encostou nela durante o dia. Apesar de ele acordar a maioria das manhãs com a prova misericordiosa de que alguma coisa ainda funcionava abaixo de sua cintura.
Não que Nesryn mostrasse qualquer inclinação de tocá-lo também.
Ele não tinha certeza se isso era uma benção. Se ele poderia suportar a humilhação de tentar sem o uso das pernas. Se ele poderia suportar buscá-la apenas para vê-la recuar.
Ele sabia que Nesryn não pensava menos dele por causa disso. Ela acreditava que a lesão era apenas temporária, e ele sabia que mesmo que ela tivesse que bater insistentemente nas portas de Torre Cesme ela conseguiria ajuda dos famosos curandeiros para ele.
Mas ele também notava os olhares que ela lhe lançava em alguns momentos, com aquela dor e pena.
Ele queria gritar cada vez que ela fazia isso. Cada vez que qualquer um dos marinheiros nesse navio tinha o mesmo olhar quando o empurrava naquela maldita cadeira até o deque para que ele pudesse ter um pouco de ar fresco. Outra razão pela qual ele tinha recebido a cabine do capitão: não havia escadas para chegar até lá.
Ele tentou. Todos os dias ele tentava mover apenas um de seus dedos do pé. O silêncio vazio que ele obtinha como resposta era mais aterrorizante que aqueles momentos encarando o rei. Mesmo a morte que ele acreditara estar chegando tinha sido menos assustadora e insuportável que o completo silêncio de seu corpo.
Chaol suspirou longamente, e moveu o olhar para a mulher dormindo a seu lado.
O cabelo escuro de Nesryn se espalhava sobre o travesseiro, e seu rosto bronzeado se suavizava com o sono.
Eles tinham sido amantes a mais de um ano, mas não tinham realmente dividido uma cama até agora. Não tinham gastado muito mais que o tempo necessário para aproveitar a companhia um do outro.
Tudo com eles acontecera fora de ordem desde o começo. Eles não eram nem mesmo propriamente amigos até esta primavera. E certamente não eram amantes agora.
Ela nunca falou a respeito.
A sobrancelha dela se franziu um pouco durante o sono, e ela se acomodou mais no travesseiro. A aurora fora há alguns minutos. Eles normalmente acordavam com o nascer do sol para treinar da maneira que ele pudesse no deque, mas... ela devia estar exausta se dormira durante todo o nascer do sol. Ele podia deixá-la dormir. Ele certamente não conseguia se instalar na cadeira sem ela.
Chaol esfregou os olhos. Desejou conseguir mergulhar no sono novamente. Se Nesryn não tivesse se juntado a ele nesta jornada, ele poderia muito bem nem ter se importado em sair da cama todos esses dias. Apenas para evitar os olhares. E evitar a lembrança constante e interminável de tudo o que ele havia considerado garantido. Do corpo que ele assumira que sempre o serviria.
Mas as coisas as quais ele aprendera a depender, as coisas que ele assumiu que seriam sempre as mesmas, sempre certas... elas se foram também. Elas se foram no momento em que Nehemia Ytger morreu, no momento em que aquele colar foi colocado no pescoço de Dorian. No momento que ele viu seus próprios homens, viu Ress, pendurados na muralha do castelo.
Chaol suspirou novamente.
Ele não tinha contado a Nesryn ou a Dorian que tinha desejado estar entre eles, entre seus homens.
Que desejava que Aelin não tivesse colocado o Olho de Elena em seu bolso; que Rowan Whitethorn não o tivesse salvado do colapso do castelo de vidro.
Que mesmo que Dorian o tivesse escolhido para Mão do Rei, ele ainda era um quebrador de juramentos, um mentiroso, um traidor.


O sol tinha se tornado implacável conforme eles navegavam para a costa do continente do sul.
— Só vai ficar pior — Nesryn admitiu enquanto ofegava ao lado dele no deque principal, após Chaol ter mencionado isso pela segunda vez essa manhã.
Ambos já estavam bastante bronzeados pelas horas gastas do lado de fora, embora ela lidasse com o sol melhor que ele. O seu rosto e torso estavam cobertos de pele descascando de várias queimaduras de sol.
— E será ainda mais quente em Antica, com o verão começando agora — ela adicionou, acabando sua série de abdominais. Ela tomou um gole de água do copo ao lado antes de pegar os pés de Chaol e segurá-lo na posição certa. O único jeito de exercitar os músculos abdominais dele.
Chaol cerrou os dentes e começou os exercícios, seu corpo já dolorido dos exercícios esgotantes que eles praticavam. Pacificamente, calmamente. Nada parecido com o duelo verbal que sempre acompanhava as sessões com Aelin.
Ele imaginava se o tornava um desgraçado não saber o que preferia.
Ele estava em sua sétima repetição quando Nesryn falou.
— Você está calado hoje.
Ele pausou no meio do movimento, encontrando o olhar dela. Preocupação se agitava nos olhos negros como a noite, naquele rosto adorável e solene. Ele já tinha notado como os marinheiros olhavam para ela. Especialmente agora que ela estava usando roupas civis. Especialmente quando o suor fazia a camisa branca dela grudar, deixando pouca coisa para a imaginação.
Chaol tentou não olhar para tal camisa branca enquanto continuava suas repetições.
— É o calor.
— Você já falou isso.
Desafio, elegante e frio, espreitava sob essas palavras. Ele ignorou.
O que poderia dizer que não fosse óbvio? Ela estava abraçando as suas malditas pernas. E ela tinha que ajudá-lo a usar o maldito banheiro.
Chaol levantou o tronco novamente, uma gota de suor escorrendo em suas costas, coçando, coçando... e então nada. A gota passou por qualquer que fosse o limite e sumiu.
Ele fez outro movimento, e outro.
Seus amigos estavam provavelmente se preparando para o conflito com Morath, e ele mal podia se exercitar sem ajuda. E se aqueles curandeiros falhassem, se ele nunca mais pudesse andar...
— É o suficiente — Nesryn disse gentilmente — Você fez o dobro.
Chaol obedeceu, deitando no chão, com o rosto fervendo e o tronco ao sol.
Um peixe se debatendo no sol...
Ele superaria, lutaria contra isso.
Mesmo o pensamento de Nesryn e algum marinheiro o ajudando a sentar na cadeira o fez ter vontade de rolar para a beirada e se jogar no mar.
Sua barriga queimava, seus braços ardiam, mas ele levantou o queixo para ela.
— Próxima rodada.
— Está quente demais. Você vai pegar uma insolação.
— Eu não sou um inválido.
— Não, mas você também não é imune aos perigos do sol, então terminamos aqui.
Ele se sentou, encarando o olhar dela enquanto rosnava:
— Próxima. Rodada.
Eles estavam perto o suficiente para respirar o mesmo ar, e a respiração dela tocou o queixo dele quando Nesryn falou calmamente:
— Não — e se levantou de onde ela estava segurando os pés dele.
Sem o peso dela, as pernas dele deslizaram, e apenas o uso dos músculos abdominais e dos braços o impediu de cair de costas no chão. O rosto dele esquentou, mais vermelho que o sol da manhã, e ele se recusou a reconhecer os marinheiros que tinham visto a cena.
Ela foi até a cadeira de rodas, e cada rangido e ruído que a cadeira fez enquanto era levada até ele eram como garras arranhando o temperamento dele. Mas ele deixou que ela e o marinheiro o colocassem na cadeira. E ele não falou, ou olhou para nada além da porta a frente, enquanto Nesryn o empurrava de volta para o quarto deles.
Ele não falou por um tempo após isso.


Como um passageiro, e um passageiro incapacitado, havia pouca coisa para fazer durante o dia. Planejar os seus encontros inevitáveis em Antica, e quando se cansasse disso, ler o baú de livros que Dorian enviou com eles.
Sentado à grande mesa do capitão na suíte, Chaol recapitulou a lista de nomes que Dorian e Nesryn forneceram.
— O imperador — ele disse para Nesryn quando o sol da tarde estava próximo do horizonte — tem conselheiros e vereadores para formar um exército.
— Ele governa um continente — Nesryn disse suavemente da cadeira posta ao lado da janela manchada pelo sal, de onde ela lia um dos livros de Dorian. — Ele precisa de um exército de pessoas para administrar. E ele atende por khagan, não imperador.
Chaol franziu os olhos para a lista de informações. A cidade-deus era o coração do império, que o khagan podia defender por trezentos anos. O continente se estendia da costa norte árida, onde ficava Antica, até as vastas pastagens e desertos no leste, onde a linhagem do khagan havia uma vez reinado como lordes nômades de guerra antes de se tornarem conquistadores, até as plantações de arroz e florestas ao oeste, e as montanhas imensas se esticando para o oceano gelado ao sul. O khagalanato tinha dominado tudo, e construído diversas cidades através de todo o território, centros-chave para comércio, aprendizado e invenção. A magia não era tão abundante como em sua própria terra, apesar de os curandeiros serem extraordinariamente dotados.
Chaol supôs que, para um povo conquistador, ter uma abundância de curandeiros muito provavelmente ajudava em sua vitória. E com sorte. ajudaria em sua cura.
Mas a outra coisa, a coisa mais importante que ele precisava...
— Ele tem seis filhos — Chaol disse para Nesryn. — Quem comanda os exércitos do norte? — Aquele mais próximo do Mar Estreito, que viria ao auxílio de Adarlan.
— O segundo mais velho. Sartaq. O mais provável de herdar a coroa.
A sucessão no khagalanato não era determinada pela ordem de nascimento ou gênero. Não, era determinada por quem o imperador achasse mais forte. Talvez outra razão pela qual a dinastia tivesse durado tanto. Herdeiros mais fracos eram descartados, os melhores eram criados. O último khagan fora uma mulher, uma imperatriz poderosa que havia tornado a escravidão ilegal, pago um bom dinheiro para trazer artistas de todos os tipos para enriquecer as cidades deles, e aberto rotas de comércio com antigos inimigos, enchendo os cofres do império até transbordarem. Ela tinha escolhido seu quinto filho, o khagan atual, para assumir o trono, apenas alguns dias antes de morrer com impressionantes 96 anos. Já tendo seus próprios filhos, o khagan garantira seu reinado matando os irmãos que tinham cobiçado o trono, bem como os filhos deles. Imediatamente.
Apenas três sobreviveram a seus assassinos. Um deles fugiu para o exilio, e os outros dois juraram lealdade. Eles começaram a demonstrar essa lealdade ao serem tornados inférteis pelos curandeiros de Torre Cesme.
Nenhuma ameaça à linhagem de sangue.
Os khagans sabiam que a maioria dos impérios não era destruída apenas por forças externas, mas pela fraqueza interna. Uma linhagem real vasta oferecia concorrentes demais ao trono, chances demais de facções dividirem o reino. Chaol imaginava como seria crescer em tal família – ser um herdeiro em potencial e saber que um de seus irmãos poderia um dia matar você.
Mas Chaol supôs que não seria muito diferente de sua própria criação.
Sua atenção se desviou para o grande mapa pintado na parede. Para Anielle.
Será que seu pai ficara sabendo de seus ferimentos? Sua mãe?
Anielle era tão perto de Morath. Perto demais. Ele orou para que seu pai tirasse sua mãe de lá, tirasse seu irmão Terrin também, antes que fosse tarde demais. O pensamento de qualquer um deles nas garras de Morath...
— Nós não temos nada a oferecer ao khagan — Chaol falou baixo.
Nesryn colocou o livro no colo.
Chaol continuou quando ela permaneceu em silêncio.
— Já negociamos com eles, concordamos em não incomodá-los desde que eles não nos incomodassem... Não há nenhum incentivo para eles se juntarem à guerra, para enviarem um exército capaz de atacar Morath.
— Seria de se pensar que a ameaça de Morath se voltar para eles seria incentivo suficiente — Nesryn comentou, estudando o mapa também.
— O império é muito maior. Morath pode parecer insuficiente.
— Não com aqueles anéis e colares, não se eles têm uma legião aérea de bruxas que podem saquear cidades.
O estômago de Chaol se revirou.
— O khagan pode achar mais vantajoso se aliar a Morath.
— Ele nunca faria isso — Nesryn disse firmemente. — Nós não nos curvamos à líderes estrangeiros, e com certeza esse é o preço exigido para se aliar com Morath. Mas o khagan ainda precisará ser convencido da ameaça – os filhos dele precisarão ser convencidos.
Chaol tamborilou com os dedos na mesa.
— E sobre a ameaça que nossos amigos representam?
Uma sobrancelha escura se levantou.
— Dorian tem magia, mas Aelin... Como eu explico Aelin Galathynius?
— Ela te deu autoridade para barganhar em nome dela. Assumo que isso quer dizer que você é livre para explicá-la da melhor maneira que nos beneficie.
— Uma assassina transformada em rainha que pode destruir castelos e matar reis como quiser?
Nesryn estudou a capa do livro.
— O khagan emprega muitos espiões. Eles podem já saber da parte assassina, e do envolvimento dela com você.
— Você acha que isso prejudica a nossa causa?
— Nós somos livres para amar quem quisermos no continente sul — ela respondeu. — Muitos não se importam com votos de casamento. Mas Aelin Galathynius dividiu a cama com Dorian Havilliard, e com você, e agora com o Príncipe Rowan. Eles podem ter... perguntas.
— Ela não dividiu a cama com Dorian. Não desse jeito.
— Era um envolvimento romântico de qualquer maneira.
Ele apertou a mandíbula.
Ela abriu o livro de novo com uma casualidade fingida.
— Você... você ainda tem esperanças com ela?
— Não — ele disse, sua voz vazia. — Ela mudou seu pensamento. Ela mudou... como pessoa. E mesmo que ela ainda quisesse estar comigo, eu não deixaria Dorian, e ela teria ido para Terrasen, e isso nunca teria funcionado. E talvez saíssemos um pouco machucados por isso, mas em um ano ou dez... Rowan estaria lá. Esperando por ela, todo o tempo.
— Esse é um ponto de vista meio romântico disso tudo — mas o olhar dela se levantou para o rosto dele, para a cicatriz ao longo de sua bochecha, cortesia de Aelin.
— Ela pode se apaixonar e deixar de amar quando quiser.
— E você se apaixonou por ela?
— A primavera e verão foram um redemoinho — ele disse firmemente, encarando a queimadura em forma de mão que despontava sob uma pilha de papéis. — Entre Dorian, e tudo o que aconteceu... Tudo simplesmente desmoronou. Se o preço de trazer Dorian de volta era perdê-la, então que seja.
— Você não respondeu a minha pergunta.
— Eu estou aqui com você, não estou?
— Sim, mas isso não quer dizer que você queira estar.
O instinto fez com que ele empurrasse a mesa, para ficar em pé. E sua raiva quando o seu corpo se recusou a mexer, quando suas pernas não responderam...
— Eu devo simplesmente deitar na cama e chorar por isso? Que eu não era o homem que ela queria? Devo lamentar o fato de que os sonhos que eu tinha, os planos que fiz, eram todos para uma mulher que não existe? Amar uma assassina sem responsabilidades é completamente diferente de amar uma rainha com um reino e um mundo para proteger. Eu a teria amado se soubesse desde o princípio o que ela é? — ele balançou a cabeça — Se eu a tivesse conhecido agora... meu primeiro instinto seria proteger Dorian dela. Espero que o khegan sinta o mesmo.
As palavras dele afundaram, uma por uma. Ele continuou mais calmamente, passando a mão no rosto.
— Essa é a diferença. Celaena era uma fração de Aelin, tanto boa quanto má. Mas Aelin... Ela é Celaena, e ela é uma rainha, e ela é a Portadora do Fogo. Eu me apaixonei por uma faceta, e entrei em pânico quando percebi que era apenas uma fração de um todo – quando vi aquele poder, aquela herança, e... Isso não era parte dos meus planos. — Ele olhou para o oceano brilhando atrás dela, o vento agitando as ondas. — Rowan Whitethorn viu tudo. No momento em que ele a conheceu, ele viu tudo de Aelin. E ele não estava com medo. Eu não culpo nenhum dos dois por se apaixonarem. Eu não a culpo. — Ele suspirou lentamente. — Eu era o que Celaena precisava depois de Endovier. Mas Rowan é o que Aelin precisa... para sempre.
— E o que você precisa? — Nesryn inclinou a cabeça, o cabelo escuro deslizando pela mandíbula e pescoço.
— Eu nunca estive na posição de exigir as coisas de que preciso. Essa viagem... é a primeira vez.
Ela andou até ele silenciosamente, sentando na borda da mesa na frente dele. Olhou para ele por um longo momento, o barulho das ondas e o estalar da madeira o único som ali.
Ele não se moveu conforme Nesryn esticou a mão e afastou o cabelo dos olhos dele.
— Você dá e dá e dá — ela murmurou — quando será suficiente?
— É minha honra servir.
— Eu não quis dizer nesse sentido. Você alguma vez foi egoísta?
— Pare de tentar me fazer ser algo. Eu não sou.
Ela abaixou a mão do cabelo dele, o canto de sua boca se levantando.
— E o que é isso? Um bom homem?
— Pessoas morreram por minha causa.
— Eles também morreram pelas minhas mãos, e pelas de Aelin, e de muitos outros. E isso é a guerra. Muitos morrerão por causa de suas escolhas, ou pelas suas mãos, também.
— Não se eu não puder andar.
— Você vai andar de novo.
Ele encontrou o olhar dela. Determinação brilhava ali.
— Você vai andar de novo — Nesryn repetiu — E vai lembrar que você é um bom homem independentemente, um homem corajoso e altruísta. Vai lembrar que você pode não ter mágica, mas há grande poder na força de pessoas comuns. Vai lembrar que... — o tórax dela se elevou, e ela respirou fundo. — Você vai lembrar, Chaol — ela disse — de que o mundo precisa de homens como você. Na guerra, e depois dela. Especialmente depois dela.
— E você?
— O que tem eu?
O coração dele trovejou quando ele passou um dedo no dorso da mão dela, os dedos dela brancos com o aperto de segurar na mesa.
— Onde você se encaixa em tudo isso?
— Eu irei para onde for mais necessária.
— E se isso for ao meu lado?
— Então é lá que eu estarei. — Ela piscou — Mas eu não o prendo a nenhuma promessa, Chaol. Eu não espero nada.
— Por quê?
— Porque eu sei quem eu sou – o que eu sou. Você veio até mim no último verão, depois que Lithaen o deixou pelo Lorde Roland. Você veio até mim de novo essa primavera, depois de Aelin. Eu não sou a primeira escolha. Mas por agora, serve aos meus interesses estar aqui. Eu gosto da sua companhia, gosto de você.
Ele não tinha certeza de como a conversa tinha tomado esse rumo.
— Você... você não é algum prêmio de consolação.
Ela soltou uma risada baixa e se inclinou para beijar o topo da cabeça dele.
— Você teria me escolhido se Aelin tivesse voltado correndo para você? Teria sequer notado a minha existência?
Ela se afastou novamente quando ele não respondeu, um sorriso despretensioso em seus lábios.
Ela fez menção de voltar para sua cadeira, mas ele segurou o braço dela.
Agarrou, na verdade, puxando-a para si e tomando sua boca.
Nesryn relaxou, mas não recuou. Então ele suavizou o beijo, soltando o aperto no braço dela, deslizando a outra mão em volta do pescoço dela para descansá-la em sua nuca. Segurando-a contra si enquanto beijava o canto da boca dela, a curva de seus lábios. Beijos persuasivos, explorando a forma dela, até que mordiscou seu lábio inferior.
Nesryn fez um barulho baixo e se abriu para ele. O calor da boca dela, o gosto da língua dela quando se encontrou com a dele...
Calor e aço e seda – estar com ela era sempre assim. Como puxar uma cortina de seda e encontrar uma tempestade rosnando atrás dela. Descobrir que ele não tinha poder para resistir a se perder nisso.
Ele inclinou levemente a cabeça dela para ter mais acesso, a mão indo do braço para o quadril de Nesryn.
Ela não precisava de nenhum encorajamento. Suas mãos correram sobre os ombros dele, sentindo os músculos conforme avançava. Delgado, o corpo dela era tão delgado quando ele a tocava assim. Ele tinha esquecido facilmente quão menor que ele ela era, delicadamente construída.
Suas mãos deslizaram pelas costelas dela, pelas costas, e gemeu nos lábios dela quando ela apertou o corpo contra ele. Sim, aquela parte dele certamente funcionava.
Calculosa, calma, Nesryn era como aço derretido em seus braços conforme ele devorava a boca dela, e então deixou os lábios dela para experimentar o pescoço, a pele dela. Sal, sol e fumaça...
Ele deslizou uma mão pelo lado dela, e então segurou um dos seios. A mão dela pousou sobre a dele, o guiando para apertar mais forte, para envolver o seio com a mão enquanto ele lambia sua garganta.
O ruído que veio dela, profundo e sem fôlego, o fez ver tudo vermelho. Se as suas malditas pernas funcionassem, ele teria levantado da cadeira e a lançado sobre a mesa.
Mas elas não funcionaram.
E mesmo estando na cadeira... mesmo se eles fossem para a cama...
Como ele poderia prová-la em todos os lugares que queria sem precisar da ajuda dela?
Ela o sentiu pausar. Sentiu os pensamentos traiçoeiros tomarem conta dele.
Nesryn agarrou o rosto dele, a respiração dela acelerada.
— É temporário, e nós lutaremos juntos. — Ela se inclinou, mordiscando o pescoço dele, a orelha. — Eu posso fazer tudo.
As costas dele endureceram.
— Eu não quero que você faça tudo.
Mas os dedos dela se desviaram para os botões da calça dele.
— Eu quero.
Por um momento, ele piscou entre esta cadeira e um armário de vassouras no castelo de vidro. Onde havia sido tão fácil, tão estupidamente fácil, segurar Aelin contra a parede e tomá-la. Onde ele riu enquanto fazia isso. O estômago dele se revirou, náusea tomando conta dele enquanto ele via de relance a marca da mão queimada na madeira da mesa.
Nesryn deslizou a mão abaixo da linha da cintura dentro da calça dele. Ele segurou o pulso dela e apertou levemente.
— Pare.
Ela obedeceu. No momento em que a mão dela estava livre, seu rosto já estava estável e ilegível. Ela permaneceu perto dele, mas...
— Não assim — ele disse a ela. — Eu não quero que seja desse jeito.
Ele não podia ler o rosto dela quando ela perguntou gentilmente:
— Você pode... sentir, não pode?
— Deuses, sim! — Ele estava tão vermelho que achou que iria entrar em combustão. — Essa parte ainda funciona.
— Nós podemos ir para a cama.
— Não.
Novamente, nenhuma emoção naquele belo rosto. Como se ela tivesse apagado a vela que continha todas elas.
Lentamente, ela se levantou, arrumando a camisa.
— Está quase na hora do jantar. Eu vou buscar a comida.
— Nesryn...
Mas ela já ia em direção à porta dupla, suas costas um pouco mais rígidas que o usual.
Ele abriu a boca para dizer algo, mas as palavras não vieram. Como ele poderia sequer explicar? Que era humilhante? Que ele não queria ficar deitado lá como um inválido enquanto ela fazia tudo? Que ser passivo, ser preciso pedir pelas coisas...
Ele odiava palavras, sempre preferira a ação. E isso...
Ele ainda não tinha nada para dizer quando ela fechou a porta atrás de si.


Eles quase não falaram durante o jantar, nem depois disso.
E quando ela o ajudou a se deitar, e então se acomodou também... ela ficou o mais longe possível. Ela se abraçou. Ele sabia que ela não estava dormindo, sabia que a respiração dela estava muito superficial, muito silenciosa.
— Não tem nada a ver com você — ele disse roucamente. — Se eu pudesse, eu teria... eu teria tomado você de todas as maneiras possíveis agora. Mas não posso, e não quero me acomodar com alguma versão reduzida...
— Você não sabe se seria assim.
As primeiras palavras dela para ele em horas.
— Você nem tentou descobrir — ela continuou, as costas dela ainda viradas para ele.
Ele suspirou audivelmente.
E o som deve ter acalmado o temperamento dela, porque ela finalmente virou para ele.
— Você não pode parar de lutar. Você não pode parar de viver. Ou nunca sobreviverá ao que está à frente.
— Diz a mulher que raramente sorri ou ri.
— Não confunda minha reserva com falta de sentimentos. Não ache que porque eu não demonstro minhas emoções por aí signifique que eu não as tenha. Que eu não tenho esperanças, medos e desejos. Tive que aprender a ser calma, a ser silenciosa e distante, por que crescer em uma cidade onde a maioria das pessoas me maltrataria por causa da minha ascendência, eu tive que ser essas coisas. E agora que estamos indo para a guerra, descobri que essas coisas são presentes. Mas eu não me desligo o mundo. Eu não desligo a vida. E acho que você tem feito isso muito, muito antes de sua espinha ter quebrado. Antes mesmo de Aelin.
Ele abriu a boca, mas Nesryn já tinha se virado novamente.
Ele refletiu sobre as palavras dela, seu rosto desconfortavelmente quente. Ela estava certa. Claro, ela estava certa.
Ele tentou mexer os dedos do pé. Tentou fazer qualquer coisa abaixo da cintura.
Apenas silêncio.
Três dias. Apenas três dias até eles chegarem ao porto de Antica.
Ele não a acordou para dizer as suas conclusões uma hora depois. Ao invés disso, ele a observou dormindo novamente, aquele adormecido rosto adorável e gentil.
Seria estúpido dizer, de qualquer maneira. Não era o que ela queria ouvir.
Que ainda que ela estivesse certa sobre viver... essa guerra poderia muito bem terminar com todos eles mortos, de qualquer maneira. E ele lutaria com todas as suas forças para impedir que Dorian sofresse esse destino, para salvar Adarlan, mas... ele não via mesmo motivo em se preocupar em amar o mundo. Não quando podia ser tomado dele. Não com tantos perigos esperando para destruí-los.
O sono eventualmente o alcançou.
Mesmo com aquelas palavras entre eles, quando ele acordou ao amanhecer, Nesryn estava acomodada contra ele, a mão pousada em seu tórax desnudo. Exatamente sobre o seu coração, como se ela o segurasse gentilmente na palma da mão.
Chaol colocou a mão sobre a dela, ouvindo sua respiração estável.
Ele iria lutar, mas... não tinha exatamente certeza de como começar esse negócio de viver.

39 comentários:

  1. Eu não sei o que falar. Não imaginava o Chaol tão abalado. Tá, é normal, eu sei, mas mesmo assim. É como se nesse "extra" mostrasse o que realmente ele vem sentindo durante toda a série e quase tudo do 4 livro fosse uma pequena ilusão dos sentimentos dele. Alguém entende o que eu quero dizer? (Kkkk) Que tenso.

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  2. MAS GNT, vai ser difícil ler o livro do chaol, dsclp os modos, mas PUTA Q PARIu

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    1. Né... Ele vai ser aquele protagonista que Cel não foi: sentimental.
      Quando ele falou de Rowaelin, eu já tava "Ahhhh *o* tô começando a gostar!" mas aí ele deslanchou em nhenhenhé...

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    2. Nem me fale... Vai ser sofrivel! A unica coisa que vai salvar vao ser os ponto de vista da Nesryn, pq ela é foda kk
      Mas o Chaol... deuses. CHATO DEMAIS!!!!

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  3. Caramba, como o Chaol ta chato
    Na moral, prefiria ele no primeiro e segundo livro. Agora ele ta todo "Aelin não tem sentimentos, ela tem outras faces"
    Ah, vá se danar!
    A garota passa por tantas coisas na vida, mesmo desde criança já sofria, agora sofrendo mais e com essa pressão sobre ela, ele não sabe nem o que se passa, não sabe nada e ainda quer dizer essas coisas

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    1. Essa foi a única parte do capítulo que gostei. Ele finalmente está aceitando Rowaelin, pq os dois se conhecem e se amam inteiramente, enquanto ele só gostava do lado Celaena dela (e nem isso também, pra falar a verdade, ele não gostava de vê-la matando pessoas...)
      Afinal, Aelin tem mesmo muitas facetas, e quando ele começou a vislumbrar as outras partes que não conhecia, foi se afastando...

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    2. Também acho ele um chato. Só foi bom no início.

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  4. Qnd vc quer fazer o comentário e não sabe exatamente o que comentar.
    Vou ler o livro do Chaol pq além de ser importante pra série eu confio na Sarah.
    Quero capitulo extra da Manon e as 13 se vira Sarah

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    1. hahaha tamo junto. Tbm queria um livro todo só das 13 kk

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  5. Chaol tá chato pra caraca. .. que que é isso gente! Pensei que fosse rolar uns amassos e tals. .. tipo a fila anda saca? Mas não. .. fica de mimimi... Se o livro do Chaol for nesse clima vai ser barra de ler!

    Flavia

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  6. Tento gosta desse personagem desde o primeiro livro,mais não consigo.se for desse modo o livro dele vai ser complicado.

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  7. Gente desculpa pelas palavras mas sério...vcs ficam falando do Chaol pq ele n aceita a Aelin cm ela é e tals qe ele n entende por td que ela passou falam que ele tá chato na deprê...
    Mas gente entendam o que o Chaol passou o que ele teve que fazer se afastar da família pra faze o que gosta o desprezo do pai o desgosto com a namorada dele lá que traiu ele com o Roland e agora ele fica paralítico pq tentou salvar as pessoas que ele ama mds ele tem motivo pra tá assim... do mesmo jeito que a Aelin ficou "quebrada" quando a Nehemia morreu o Chaol tbm está ngm crítico a Aelin pela parte deprê dela mas criticam o Chaol ele fez coisas erradas eu sei mas td mundo erro em algum momento desse livro tds merecem redenção tds...

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  8. Eu nunca fui exatamente fã do Choal por vários motivos, mas acho que as pessoas tem que ter um pouco mais de empatia com o personagem, poxa, o cara tá com o emocional desestabilizado e tal, não acho que houve mimimi em relação a ele não querer transar com a Nesryn... E acho que ele está colocando devagar as coisas em foco, tomando uma nova perspectiva pra Aelin, Rowan, Dorian, ele mesmo.. E pelo jeito sou a única mas estou ansiosa pelo livro do Choal *-*

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  9. O personagem do Chaol era incrível, mas depois da morte da Nehemia,meio que tudo o que ele acreditava e lutava caiu por terra como se um dia ele acordasse e percebesse tudo o que ele havia lutado fosse uma grande mentira... Tipo ele saiu de casa, abriu mão de Anielle, de sua família para "um bem maior". E acho que ele não soubebe lidar com tudo o que aconteceu... Nem a Aelin conseguiu, mas o que diferencia eles é que ela escolheu lutar até o fim e ele escolheu se auto culpar por coisas que cá para nos ele nem teve culpa!!! 😂😂😂😟😟 E outra coisa ele cresceu sendo criado para ser um soldado, para seguir ordens, mas quando ele viu que ele na verdade seguia um assassino mentiroso... Bem ele meio que pirou!!!

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  10. É no mínimo intrigante perceber a quantidade de comentários negativos feitos em relação ao Chaol. Como ele era um bom personagem, como ele era forte, como ele não simplesmente se abalava por coisas fúteis, ou seja, como ele era um bom personagem no geral. Mas sabe de uma coisa? O Chaol continua sendo um bom personagem, e pra dizer mais, arrisco dizer que é um dos melhores personagens da trama, tanto sua personalidade quanto a evolução que ele ganhou dentro ao decorrer do livro. Discorda? Bom, vamos aos fatos. Ao decorrer da história somos apresentados a Chaol, um bom soldado, alguém de pouca palavras e muita ação, leal ao seu país, enorme senso de patriotismo e, até então, um dos maiores lutadores descritos no universo, chegando a derrotar Celaena/Aelin em alguns pontos do livro. Agora analise oque aconteceu... em meio de descobrir que a garota a quem ele amou e confiou tudo é na verdade a realeza de um reino destruído, encontrar pessoas como Rowan/Lorcan(que podiam muito bem acabar com a raça dele de uma maneira completamente desbalanceada), ser uma das causas da morte de uma princesa, descobrir que por toda sua vida seguiu um Rei controlado por um demônio, e , ainda por cima, ficar preso em uma cadeira de rodas, incapaz fazer as únicas coisas que ainda estão fixas em seu mundo: Ajudar o amigo, e agora Rei, Dorian, e ser alguém pra mulher com quem ele se apaixonou, Nesryn. O que vocês descrevem como "chororo" é uma reação bastante apropriada depois de tantas reviravoltas na vida, o sentimento de ser alguém falso, oque tenho certeza que será abordado no livro dele, a descoberta de quem Chaol é, e não o soldado que seguia quase que cegamente as ordens de seu Rei, e capacidade de se perdoar, como foi citado no comentário acima, pelos erros que nem foi ele quem cometeu.

    -NICHOLAS

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    1. Bem, acho que um homem entende melhor.
      A única coisa que me incomoda no Chaol é o fato dele julgar muito precipitadamente. Principalmente a Aelin, a quem ele conhece. Mesmo depois de tudo, tudo que eles passaram juntos, o pensamento dele não mudou em relação a ela, podemos ver quando ele fala isso aqui "Se eu a tivesse conhecido agora... meu primeiro instinto seria proteger Dorian dela. Espero que o khagan sinta o mesmo".
      Pô, a guria deu o sangue pra unir um exército pra combater a escuridão, e ele ainda a vê e espera que um potencial aliado a veja como alguém sem controle, depois de tudo que eles fizeram juntos, poxa, ela arriscou a vida pra salvar o Dorian depois que descobriu que ele ainda tava lá resistindo, ela mais que merece um voto de confiança dele.
      Tá certo que ela é poderosa, a corte dela em si exala poder. Mas as pretensões dela, que ele conhece bem, são o que a diferenciam do rei de Adarlan, que tbm tinha um poder filha da mãe, e o Chaol o seguia de olhos fechados, sem julgar, sem questionar.

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    2. CONCORDO COM A LILIAN, A PARTE EM QUE ELE DISSE QUE O KHAGAN DEVERIA SENTIR MEDO DELA TBM, ELE NÃO SOMENTE PESSOU QUE O CARA PODERIA SENTIR MEDO, ELE QUIS QUE O CARA SENTISSE O MESMO MEDO QUE ELE, AELIN JA SALVOU A VIDA DELE VÁRIAS VEZES, MOSTROU AMÁ-LO DES DO COMEÇO, DE FORMAS DIFERENTES É CLARO, MAIS ELA AINDA AMA O CHAOL. COMO UM AMIGO TALVEZ.
      1. ELA SALVOU A VIDA DELE E DE LIGEIRINHA QUANDO ENTROU NAQUELA OUTRA DIREÇÃO.
      2. SALVOU A VIDA DELE QUANDO OS REBELDES O PEGARAM.
      3. E SALVOU A VIDA DELE BOTANDO O AMULETO NO BOLSO DELE, PARA QUE ELE PUDESSE TER UMA CHANCE, E AINDA CHAMOU ELE DE CORAJOSO.
      TODO MUNDO JA PASSOU POR MERDAS NESSA SERIA, CADA UM DELES PASSOU, TODOS TEM UMA HISTÓRIA, UM SOFRIMENTO. MAIS DA PRA VER QUE ELES ESTÃO SEGUINDO EM FRENTE. CHAOL PARECE TA PRESO AO PASSADO.

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    3. Concordo plenamente com o seu comentário. E acho que a Sarah fazer um livro sobre ele irá nos ajudar muito a entender o que se passa com o Chaol, ele é sim um dos melhores personagens!!! ☺

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  11. Sobre o Chaol ele é um ótimo personagem mas acho q vai ser dureza ler um livro sobre ele.
    Não acho q os sentimentos q ele está sentido é (mimimi) acho q ele tem q descobrir quem ele realmente é.
    Espero q esse livro não foque muito na sua reabilitação (apesar de eu achar q isso vai ser o principal) bom confio na tia Sarah espero q ela deixe o livro mais emocionante.
    Ass:Milly*-*
    Seria maravilhoso se ele encontrasse aquela curandeira q Aelin (celaena na época) ajudou tenho esperanças q ele se recupere e lute na guerra.

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  12. Okay. Dando uma lida nos comentários, negativos e positivos. Agora vou dizer o que eu penso.
    O Chaol era um personagem top. Lutava pelo país dele e pelas coisas certas, mesmo tendo um pé atrás com o rei é uma relação no mínimo conturbada com os pais.
    Sofreu? Sofreu sim.
    Mas vamos combinar, que depois da morte da Nehemia, que a Aelin (Celaena na época) arranhou o rosto dele, perdeu um pouco do brilho. Ficou todo sentimental, dizendo que não conhecia mais a mulher por quem tinha se apaixonado, que falhou com ela, que ela falhou com ele, e outras cositas más.
    De minha parte, acho personagens assim um saco.

    Chaol ficou todo depressivo porque descobriu que a Aelin era quem era, que o rei dele era literalmente um demônio, e tá todo mundo levando isso como desculpa pra ele ficar frouxo desse jeito.
    A Aelin - tô defendendo personagem feminina, o que é um milagre por si só - passou a vida toda se escondendo, vendo o reino dela morrer, passou por tudo que passou, que eu não vou citar porque vocês viram, e agora chegou num momento em que precisou se entregar pra irmã vadia (perdão pela palavra) da bisavó dela, outra que me dá vontade de rasgar a garganta, sabendo que vai morrer pro reino dela ter um futuro.
    Chaol tá paraplégico, indo ver um bando de médicos com mãos mágicas, com uma mulher bonita oferecendo noites quentes cada pouco. Que dó.
    Até o Dorian sofreu mais que ele! E o Dorian era o senhor inútil até pouco tempo atrás.
    Se a Aelin ou qualquer um dos integrantes da trupe dela for levado como exemplo, segue em frente. Ficar se lamentando não ajuda em nada, muito menos sobre algo que começou e acabou muito tempo atras.
    Se a Nesryn, sei lá se é assim que se escreve, fosse eu, dava um pé na bunda desse frouxo (ou não tão frouxo assim, como ele pode devidamente observar em sua narrativa), e ia pro lado da Aelin, porque lá tem um estoque de cara bonito. Da até pra escolher.

    Minha opinião. Não briguem comigo.

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    1. Kkkkkkkkkkkk
      Concordo em gênero número é grau!

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  13. Sinceramente também não estou gostando do Chaol reclamando tanto.

    Mas estou torcendo para que ele se decida logo, gostava dele mais quando era leal e tinha aquela certeza de estar fazendo o certo para o reino e para aqueles que amava.

    Mas tenho uma dúvida, a SJMaas vai escrever somente mais 1 livro, ne?
    Será que ela vai conseguir fechar tantas histórias neste único volume? Ficará enorme.
    Sei que espero ansiosamente o lançamento do próximo livro. Quero saber como tudo termina.

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    1. Então, ela anunciou uma saga pro Chaol. Então os pontos que ficarem em aberto serão aproveitados na próxima série

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    2. Tem certeza que é um serie Karina? Pq eu vi que ia ser só um livro mesmo. Um extra. A Sarah até disse que o livro do Chaol iria ser como um ToG 6, que não daria para entender o sétimo sem ter lido o do Chaol

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  14. ESTOU AQUI PARA DEIXAR CLARO A MINHA INDIGNAÇÃO PARA O MUNDO.
    EU QUERIA QUE O CHAOL ESTIVESSE MORTO IGUAL O SAM.
    EU AMO ROWAN, AMO A AELIN COM ELE, AMO QUE ELES SÃO COMPANHEIROS, SOU APAIXONADO POR ROWAN E ETC.
    MAS, SOU APAIXONADA PELO CHAOL TBM E NÃO CONSIGO ESQUECER COMO ELES ERAM JUNTOS NOS PRIMEIROS LIVROS. ME DÓI FORTEMENTE VER QUE ISSO SE PERDEU.
    ME LEMBRO DO TORNEIO, QUANDO ELA ESTAVA SENDO TOMADA POR AQUELA FORÇA DE CAIM E CHAOL ESTAVA LA COM ELA, COMO ELE MATOU CAIM POR ELA E COMO ELA FOI ATRÁS DELE DEPOIS DE SABER QUE ELE TINHA SIDO SEQUESTRADO. ESTOU PROFUNDAMENTE ODIANDO A AUTORA POR TER FEITO EU ME APAIXONAR POR ELE, POR ELES E AGORA ELE JOGA TUDO PRO ALTO POR MEDO, POR NÃO ESTAREM MAIS JUNTOS, EU NÃO SEI.
    ACEITEI QUE ELES NÃO POSSAM ESTAR MAIS JUNTOS, MAS A AELIN AINDA AMA O CHAOL, MESMO COMO AMIGOS, ELA PROVOU ISSO VÁRIAS VEZES, SALVANDO ELE E DIZENDO PRA ELE SER FELIZ COM A NESRYN. ELA O PERDOOU E SE PERDOOU, MAIS ELE NÃO CONSEGUIU ISSO. E O PERSONAGEM FOI DESTRUÍDO NO PROCESSO DE FORMA TÃO POTENTE QUE A MAIORIA DOS FÃS NÃO ENGOLEM ISSO E EU SIMPLESMENTE ODEIO UM PERSONAGEM QUE EU AMAVA.
    ENFIM, SE ESSE ERA O OBJETO DA AUTORA. ELA ESTÁ DE PARABÉNS.

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  15. O QUE QUE EU FAÇO AGR?????? Não vou aguentar esperar mais um ano todoooooo...
    Alguem me indica uma serie tão boa quanto? E no msm estilo kk Já li todas que me indicaram antes...

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    1. Puxa, difícil... Hauaheua
      Já leu Jogos Vorazes ou Divergente? Ou Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora?

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    2. Já li sim Karina, todos esses. Por isso tá tão complicado kk Todos os livro que me indicam eu ja li :/

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    3. AI Karina, o comentário nem é meu mas to na mesma situação kk Acabei de ler Trono de Vidro e to na maior ressaca pós livro... Tava procurando algo para ler. Eu li Rainha Vermelha (todos) mas achei meio... chato. Super superficial, sem um desenvolvimento muito bom. (Só gostei da Farley e do Shade ) Principalmente depois de ter lido ToG.
      Eu já li THG e Divergente. ACOTAR é a minha serie preferida!
      Na vdd já li todas as series mais conhecidas...
      Tem algo para me indicar?
      "Morgana"

      P.S: Qual é a sua serie de livros favorita, Karina?

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    4. Kkkkkk bem, Rainha Vermelha eu nem falei pq não gostei tanto...
      De fantasia aqui no blog tem Artemis Fowl, A Mediadora, A hospedeira, Academia de Vampiros. Mas tipo, eles são mais infanto-juvenis. Temos também O Ciclo da Herança e Rangers - séries medievais, maravilhosas, porém não é tão corrido quanto ToG
      Não tem aqui por enquanto, mas A Saga do Assassino, Feita de fumaça e osso e A Crônica do Matador do Rei também são maravilhosos.
      E já ouviram falar de Outlander? É muito bom, mas voltado para um público mais adulto. E romances de época como Os Bridgertons, vocês gostam?

      Ah, e não tenho série/livro favorito. Tenho zilhões que amo. Todos que indiquei aqui estão entre eles :P

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  16. É... não me empolga nem um pouco um livro todo do Chaol, mas, a própria Sarah falou que a Editora dela odiava o Chaol e depois que leu o livro passou a amar ele. Então AINDA TEM ESPERANÇA!!

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    1. Por isso mesmo! Eu não quero gostar do Chaol. Só lendo esse extra eu o desculpei, entendi, e passei a desgostá-lo novamente!
      Sarah me manipula muito facilmente

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  17. Gente queria saber qual o titulo dolivro q continua a história

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  18. "Não confunda minha reserva com falta de sentimentos. Não ache que porque eu não demonstro minhas emoções por aí signifique que eu não as tenha. Que eu não tenho esperanças, medos e desejos. Tive que aprender a ser calma, a ser silenciosa e distante, por que crescer em uma cidade onde a maioria das pessoas me maltrataria por causa da minha ascendência, eu tive que ser essas coisas. E agora que estamos indo para a guerra, descobri que essas coisas são presentes. Mas eu não me desligo o mundo. Eu não desligo a vida. E acho que você tem feito isso muito, muito antes de sua espinha ter quebrado. Antes mesmo de Aelin." Nesryn profunda

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  19. Ka prox livro é ponto d vista do chaol?
    Tomara q n ou c tiver q seja pouquissimos capitulos

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  20. Se essa é uma prévia do que vai ser o livro do Chaol, é melhor eu preparar os meus lencinhos. Me dói muito ver meu amorzinho quebrado assim, e eu não estou falando fisicamente. Ao mesmo tempo é bom saber que ele refletiu sobre a Aelin e entendeu as coisas, odiaria se ele se transformasse em personagem totalmente amargurado e ressentido em relação a ela.

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  21. Chaol precisa pensar um pouco nele e que a vida dele não se resume a só "salvar Dorian" e parar de julgar Aelin e culpa - lá por tudo de ruim que aconteceu.

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Boa leitura :)