20 de janeiro de 2017

Capítulo dezesseis


Depois daquele dia, as coisas aconteceram rapidamente. Alastair foi levado pelo Mestre Rufus para dormir em um quarto de Mestres extra; as crianças, mandadas para seus aposentos para tomarem banho e descansar, o que significava que Call estava a) separado de Jasper e b) novamente com Devastação, ambas coisas boas.
Assim que Call, Tamara e Aaron voltaram à sala compartilhada para despencar no sofá e poltronas, Alex Strike chegou, trazendo comida do Refeitório — pratos de madeira e vasilhas empilhadas com diferentes espécies de cogumelos, líquens e sobremesas, coisas com sabores que variavam entre nachos e uma gosma roxa, que Tamara achava parecida com caramelo salgado, a um cogumelo com gosto de frango empanado.
Após comer bastante, Call cambaleou para a cama e caiu, exausto. Não sonhou — ou, se o fez, não se lembrava no dia seguinte.
Quando acordou, percebeu que os lençóis estavam sujos de fumaça e terra. Não conseguia se lembrar da última vez em que tinha tomado um banho de verdade, e decidiu que seria melhor tomar um, antes que Mestre Rufus desse uma boa olhada nele e o jogasse em uma das piscinas sujas do Magisterium.
Olhando para Devastação, percebeu que o lobo estava em condições ainda piores; os pelos, pretos de tanta sujeira.
O banheiro, uma gruta no corredor principal, era compartilhado por dois quartos diferentes de aprendizes. Tinha três câmaras — uma com vasos sanitários, outra com pias e espelhos, e mais uma com piscinas mornas, que borbulhavam suavemente, e riachos cujo fluxo caía sobre eles, como chuva morna. Paredes de pedra separavam engenhosamente todas as áreas individuais de banho, para que mais pessoas pudessem se banhar ao mesmo tempo, sem precisarem se ver nuas.
Call foi até uma das piscinas, pendurou a toalha em um gancho, tirou as roupas sujas de civil com as quais havia dormido, e entrou. A água estava tão quente que inicialmente foi quase desconfortável, até seus músculos relaxarem.
Aí foi incrível. Até a perna estava bem.
— Entre — disse ele a Devastação.
O lobo hesitou, farejando o ar. Depois, lambeu a água, desconfiado. Em outros tempos, aquilo teria irritado Call, mas, naquele momento, ficava aliviado por Devastação não o obedecer logo de imediato.
— Call? — Ele ouviu alguém o chamar. A voz vinha do outro lado da parede de pedra do seu cubículo de banho. Uma voz feminina muito familiar.
— Tamara? — A voz dele ficou um pouco esganiçada. — Estou tomando banho.
— Eu sei — disse ela. — Mas não tem mais ninguém aqui e precisamos conversar.
— Não sei se você sabe disso — retrucou ele —, mas a maioria das pessoas toma banho sem roupa.
— Estou do outro lado da parede! — Ela soou exasperada. — Está muito úmido aqui, e meu cabelo não está bem com isso, então podemos só conversar?
Call tirou o próprio cabelo preto do rosto.
— Tudo bem, então. Pode falar.
— Você me chamou de mentirosa. — A dor na voz dela era indisfarçável.
Call se contorceu. Devastação o olhou com severidade.
— Eu sei.
— E depois descobri que você é mais mentiroso ainda — falou ela. — Você mentiu sobre tudo.
— Menti para proteger meu pai!
— Mentiu para se proteger. — Ela se irritou. — Poderia ter nos contado que era o Inimigo...
— Tamara, cale a boca.
— Call, detesto ter de dizer isso, mas o banheiro não é um lugar cheio de pessoas bisbilhotando. Somos só nós dois.
— Não sou o Inimigo da Morte. — Call fez uma careta para o próprio reflexo na água. Cabelos negros, olhos cinzentos. Continuava sendo Callum Hunt. Não, não era.
— Você podia ter nos dito a verdade sobre o que Mestre Joseph falou, mas não o fez.
— Não queria que você me odiasse. Você é minha melhor amiga — confessou Call.
Tamara emitiu um ruído duvidoso.
— Aaron é seu melhor amigo, mentiroso.
— Você é minha melhor amiga menina — insistiu Call. — Eu não queria que nenhum de vocês dois me odiasse. Preciso de ambos.
Quando Tamara voltou a falar, pareceu menos irritada.
— Então acho que o que eu queria dizer é que não quero nunca mais que a gente minta um para o outro.
— Mas podemos continuar mentindo para outras pessoas? — Call olhou para Devastação, que balançou as orelhas.
— Se for importante... Mas não um para o outro, nem para Aaron. Só falamos a verdade. Tudo bem?
— Tudo bem — concordou Call, e Devastação latiu.
— Call, tem alguém na banheira com você?
Call suspirou. Não achou que aquela história de falar a verdade fosse atingi-lo tão depressa.
— Devastação — admitiu.
— Call! Que nojo.
E então ela começou a rir. Após um segundo, Call também estava rindo.


Depois que Tamara saiu e Call terminou o banho, ele voltou para o quarto de roupão e vestiu um uniforme. Quando ressurgiu, Aaron já estava lá, limpo, vestido e comendo o que parecia ser uma pera muito clara.
— O que é isso? — perguntou Call.
Aaron deu de ombros.
— Fruta mágica da caverna. Um dos grupos de aprendizes do Ano de Prata plantou. Tem gosto de queijo, mas também de maçã. Quer uma?
Call fez uma careta. Atrás de Aaron, viu que a mesa tinha uma pilha de frutas estranhas, algumas bebidas, balas da Galeria e o que pareciam ser alguns cartões artesanais. Um único peixe cego flutuava em uma vasilha de vidro.
Aaron seguiu seu olhar.
— Sim, algumas pessoas ficaram preocupadas com a gente. São presentes de “melhoras”, eu suponho.
— Presentes de “voltem para cá” — corrigiu Call.
Aaron sorriu. Alguns minutos depois, Tamara saiu do quarto. Os cabelos não haviam sido nem um pouco afetados: estavam presos em tranças perfeitas e enrolados na cabeça, como uma coroa. Brincos de ouro pendiam de suas orelhas, balançando enquanto ela se movia. Tamara sorriu para Call, e, quando o fez, ele sentiu o estômago revirar. O garoto desviou rapidamente o olhar, sem saber exatamente por quê.
— Prontos para o Refeitório? — perguntou ela.
Aaron deu uma última mordida na fruta mágica da caverna, dobrando o miolo em duas metades e abocanhando-o de uma só vez. Ele olhou para Devastação, que estava bem fofo depois do banho. Cheirava um pouco a sabonete de chá verde e não parecia feliz com isso.
— Ei, fofucho — chamou ele.
O lobo Dominado pelo Caos, que aterrorizava os alunos do Ano de Ferro, olhou com suas pupilas rodopiantes e envergonhadas. Call esticou um dos braços para afagá-lo na cabeça.
— Vamos pegar algumas linguiças para você no Refeitório — prometeu. — Você também merece celebrar.
Foram para o corredor e descobriram que Jasper estava ali, esperando por eles.
— Hum, oi — começou Jasper. — Já ia bater na porta de vocês. Todo mundo no meu grupo de aprendizes está estranho e me encarando. Quero dizer, eu sou um herói, mas acho que eles não se sentem muito bem com esse fato.
— Você definitivamente é alguma coisa — disse Aaron.
Jasper deu de ombros.
— Enfim, eu não queria ir sozinho para o Refeitório.
Jasper os acompanhou enquanto desciam pelo corredor, conversando com Tamara. Na verdade, tinha começado a parecer que o lugar de Jasper era com eles, o que parecia um mau sinal para Call. Por outro lado, não podia destratar Jasper quando este estava, contra todas as possibilidades, guardando seu segredo.
Mas, às vezes, Jasper olhava enviesado para Call, que ficava imaginando se o segredo se tomaria tentador demais. Se Call o irritasse — e Call tinha total certeza de que eventualmente irritaria Jasper, assim como tinha certeza de que Jasper provavelmente o irritaria — será que ele conseguiria manter a boca fechada? Se estivesse tentando impressionar outro aluno, realmente seria capaz de resistir à tentação?
Call engoliu em seco.
— Você não vai contar para ninguém, vai?
— Contar o quê? — perguntou Jasper com um meio sorriso.
Call não ia falar em voz alta de jeito nenhum.
— A coisa!
Jasper ergueu uma das sobrancelhas.
— Contanto que eu continue me beneficiando.
— Temos de entrar em um acordo — afirmou Tamara. — Ninguém diz nada sobre Call. Não sabemos em quem podemos confiar aqui.
Jasper não respondeu, e não havia como fazê-lo, não havia como extorquir uma promessa, mesmo que conseguissem fazê-lo prometer, não tinham motivo para acreditar em sua palavra.
Call estava praticamente em pânico quando chegaram ao Refeitório. Haviam se atrasado, então o local já parecia cheio. Aromas de cebola grelhada e molho barbecue preenchiam o ar, apesar de os alunos carregarem pratos de pudins cinzentos, líquen e cogumelos. A boca de Call começou a ficar com água na boca, mesmo tendo acabado de comer.
Depois que os primeiros aprendizes os viram, palavras foram murmuradas e todo mundo levantou a cabeça. Todo o Refeitório caiu em silêncio. Call, Tamara, Aaron e Jasper estavam desconfortáveis na entrada, sentindo o peso de centenas de olhares sobre eles. Pessoas que conheciam, pessoas que não conheciam. Todo mundo estava os encarando.
Em seguida, a sala explodiu em aplausos. Alunos que Call não reconhecia assobiavam e aplaudiam de pé, gritando e entoando que a guerra havia chegado ao fim.
Mestre Rufus subiu na mesa dos mestres, erguendo-se sobre todos. Bateu palmas, e, imediatamente, toda a sala ficou em silêncio. Os alunos continuavam mexendo as bocas, continuavam a aplaudir, mas nada além da voz de Mestre Rufus era audível.
— Hoje recepcionamos de volta ao Magisterium quatro alunos que conquistaram uma vitória sem precedentes na história da Assembleia — começou ele. — Jasper deWinter; Tamara Rajavi; nosso Makar, Aaron Stewart; e nosso mais novo mago do caos, Callum Hunt. Por favor, os recebam.
O silêncio se dissipou apenas o bastante para um rugido ensurdecedor varrer o recinto.
— O Inimigo da Morte, que buscava tornar a si e a seus seguidores imortais, aquele que derrotou a própria morte, agora a encontrou. Temos não um, mas dois Makars nesta geração de magos. Todos os alunos daqui de alguma forma contribuíram para isso. Temos muita sorte.
Pessoas assobiaram e aplaudiram. Do outro lado, Alex Strike deu uma piscadela para Call sob os bagunçados cabelos castanhos.
— Agora, devemos nos lembrar de que, mesmo com o fim da guerra, ainda não conquistamos a paz. O Inimigo pode ter sido destruído, mas seus seguidores permanecem. Ainda há batalhas a serem lutadas, e como magos do Magisterium, é a obrigação de vocês lutá-las.
Dessa vez houve um murmúrio ainda mais dominado pelos aplausos. Ótimo.
Mestre Rufus tem razão, pensou Call, sombrio. Mais do que imagina.
— Agora, Call, Tamara, Aaron, e Jasper. — Rufus virou-se para os quatro. — Ergam seus braceletes, neles encontrarão uma nova pedra, uma tanzanita que representa as maiores vitórias conquistadas em nome do Magisterium.
Call levantou o pulso e ficou encarando o bracelete. Era verdade. Havia ali uma pedra de um tom de azul muito escuro, quase roxo, que brilhava com intensidade. Ao lado dela, havia também uma nova pedra. Uma pedra preta, representando seu novo status de Makar, um mago capaz de conjurar a magia do caos.
Jasper cerrou o punho e vibrou. De repente, o recinto estava cheio de pessoas gritando:
— O Inimigo está morto! O Inimigo está morto!
Só Tamara e Aaron não cantaram junto. Olharam para Call — Tamara preocupada e Aaron inquieto. Eles, Jasper e Alastair eram os únicos que sabiam, pensou Call. O Inimigo da Morte não estava nem um pouco mais morto que antes. Não dá para matar o monstro quando esse monstro está dentro de você.
Rufus abaixou as mãos, um gesto que pareceu libertar os alunos dos lugares.
Todos começaram a correr para Call e seus amigos, com tapinhas nas costas e perguntas sobre o Inimigo e a batalha. Call girou em um mar de corpos, tentando manter o equilíbrio. Kimiya estava abraçando Tamara e chorando. Alex apertava a mão de Aaron. E, em seguida, Célia apareceu na frente de Call, os olhos emoldurados em vermelho, alcançando o braço dele. Aliviado, ele se virou para a menina, pensando que pelo menos ela seria normal.
Então Célia deu um beijo na boca de Call.
Ele arregalou os olhos. Os dela estavam fechados enquanto ela se inclinava para ele. Call tinha consciência de que as pessoas o encaravam — Tamara em choque, e Aaron, ao lado dela, aos risos. Call tinha certeza de que Aaron ria do fato de que Call, não fazendo ideia de onde colocar as mãos, balançava os braços como uma lula embaixo d’água.
Finalmente, Célia recuou.
— Você é um herói. — Os olhos de Célia brilhavam. — Sempre soube.
— Hum — gemeu Call. Então havia sido seu primeiro beijo. Foi... suave?
Ela começou a ficar vermelha.
— É melhor eu ir — disse ela, e se perdeu na multidão.
— Olhe só Jasper. — Aaron se aproximou de Call e o segurou por um dos ombros. — Que metido.
Naquele instante, Jasper passou por eles sobre os ombros de Rafe enquanto as pessoas vibravam e cantavam “ele é um bom companheiro”. Estampava um imenso sorriso no rosto.
Call também sorriu, sentindo-se imediatamente melhor. Jasper não falaria nada nem tão cedo, não se dedurar Call significasse abrir mão de tudo aquilo. Seu segredo estava seguro.
— Com licença. — Mestre Rufus apontou para Call. — Preciso de você um instante. Quero dizer, se não estiver muito ocupado.
Call engoliu um rosnado de humilhação. Será que Mestre Rufus tinha visto o beijo de Célia? Será que faria algum comentário embaraçoso sobre o assunto? Call torceu desesperadamente que não.
Mestre Rufus o levou até uma mesa no canto, bloqueada por uma pedra. À mesa, um homem alto, de cabelos escuros e bem barbeado, comia um prato de cogumelos, como se sua vida dependesse daquilo.
Alastair.
Call não conseguia se lembrar de nenhum outro pai que recebera autorização para entrar no Magisterium, ainda mais duas vezes. Entretanto, pensando bem, as circunstâncias da presença do pai ali eram muito diferentes.
— Fazia muito tempo que eu não sentava nesse Refeitório. — Alastair tomou um grande gole de um suco esverdeado que Call jamais tinha ousado experimentar. — Este é o líquen de minha juventude.
— Hum... É mesmo? — Call imaginou se aquela coisa tinha propriedades viciantes, considerando que seu pai estava atacando o copo. — Não é tão ruim depois de um tempo.
— Hum! — ecoou Alastair. Em seguida, engolindo uma última garfada, ele se levantou. — Call, eu não posso ficar, mas Mestre Rufus concordou que vocês dois podem me acompanhar até lá fora.
— Tudo bem — aquiesceu Call. — Mas tem de ir assim tão depressa? Agora?
— Temo que sim. Ainda existem questões com a Assembleia. Mais perguntas a serem respondidas. E deixei meus assuntos em desordem. Mas nos vemos nas férias de inverno, e teremos muito o que conversar.
Call suspirou, mas, depois das coisas horríveis que seu pai havia dito sobre o Magisterium, não se surpreendeu que ele estivesse ansioso em partir. Call ficou imaginando se ele tinha visitado o Hall dos Graduados e visto a mão da esposa — Call não sabiá mais se podia pensar nela como sua mãe —, mas não conseguiu perguntar.
Caminharam juntos em silêncio para fora do Refeitório e seguiram pelos longos corredores, que levavam aos portões principais do Magisterium. Alastair estava com uma das mãos no ombro de Call. Mestre Rufus seguia um pouco atrás.
Na saída, Alastair se virou e envolveu Call nos braços, apertando-o com força.
Call congelou um pouco enquanto a mão do pai o acariciava na cabeça. Alastair não era um sujeito muito afetuoso, mas Call ouviu o pai engolir em seco a afastá-lo e olhar para a pulseira em seu pulso. Levantou gentilmente a mão de Call.
— Constantine Madden tinha a mesma pedra negra na pulseira — disse ele, e Call se contorceu por dentro. — Mas nunca teve esta. — Alastair passou o dedo pela pedra roxo-azulada. — A tanzanita. Esta pedra indica extrema coragem. A única outra pessoa que conheci que a tinha foi Verity Torres.
— Não sou um herói — retrucou Call. — Mas não vou ser como Constantine. Prometo.
Alastair soltou o pulso de Call e sorriu um de seus sorrisos raros e tortos.
— Você se arriscou muito, ficando para trás no mausoléu. Mas eu jamais me esquecerei do olhar no rosto do Deputado Graves, não enquanto eu viver.
Call não pôde conter o sorriso. Alastair o tocou mais uma vez no ombro e começou a caminhar até o carro preto que o aguardava do lado de fora do portão.
— Cuide-se — aconselhou Mestre Rufus.
Alastair parou por um momento e olhou para Rufus, depois para Call.
— Cuide de meu filho.
Mestre Rufus fez que sim com a cabeça. Em seguida, com uma espécie de aceno para os dois, Alastair entrou no carro, que partiu com os pneus chiando no cascalho.
Call deu meia-volta para voltar ao Refeitório, mas Mestre Rufus o deteve com a mão.
— Call, precisamos conversar.
O garoto se voltou, morto de medo. Ficou imaginando o que Alastair teria contado a ele.
— Hum, tudo bem. Sobre o quê?
— Tem uma coisa que eu não queria falar na frente dos outros alunos.
Call ficou tenso. Não podia ser coisa boa.
— Call, há um espião no Magisterium. Pode ser alguém do lado do Inimigo. Alguém que agora está trabalhando para Mestre Joseph, provavelmente. Ou pode ser alguém que não confie em magos do caos.
— Como assim?
— Você talvez se lembre, das aulas de seu Ano de Ferro sobre as origens da magia, que nem todos os lugares do mundo recebem bem os Makars. Alguns magos acreditam que ninguém deve trabalhar com a magia do caos e que os que o fazem devem ser interditados ou mortos.
Call tinha uma vaga lembrança sobre isso, alguma coisa sobre a Europa não gostar de Makars.
— Mas por que o senhor acharia que existe um espião aqui?
— Automotones. — Rufus cuspiu o nome. — Os magos daqui jamais enviariam elementais tão perigosos para buscar vocês. Ele era muito poderoso e muito violento. E se tivéssemos o enviado, jamais o faríamos com ordens de machucá-los. Nem mesmo a Alastair. Alguém aqui enviou-o com ordens de matar o Makar. Achávamos que fosse Aaron, mas agora que você é um Makar, sem dúvida a mesma pessoa o quer morto também.
Um tremor gelado atravessou o corpo de Call. Quem quer que tivesse enviado o elemental atrás deles, não teve a menor preocupação com a segurança de Call.
O que significava que não podia ser um dos capangas de Mestre Joseph, considerando que o próprio Mestre se jogou na frente Call para mantê-lo vivo. O que queria dizer que Mestre Rufus tinha razão.
— Volte para o Refeitório — ordenou o professor. — Seus amigos o esperam. Teremos tempo para discutir o futuro quando as aulas começarem amanhã. Você voltou bem a tempo de sair com os outros alunos do Ano de Cobre em sua segunda missão.
— Segunda missão? — perguntou Call, espantado.
Mestre Rufus assentiu.
— Sim, encontrar sapos com bolinhas na floresta ao redor da escola.
— O senhor só pode estar brincando! Nós matamos o Inimigo da Morte. Isso não conta nada?
— Claro que conta. — Mestre Rufus abriu um raro sorrisinho. — Conta como sua primeira missão. Vocês já foram dispensados da primeira. Agora vá.
— Amanhã — repetiu Call. Ele voltou pelos corredores do Magisterium, passando por cristais brilhantes e formações rochosas, a mente girando com pensamentos desconfortáveis.
— Callum Hunt — chamou uma voz.
Aquela era uma voz que ele conhecia bem. Call parou onde estava, levantando o olhar até encontrar um lagarto brilhante na parede, observando-o com as pálpebras semiabertas. A língua comprida de Warren atacou o ar.
— O fim está mais próximo do que imagina, Makar — disse o elemental.
Em seguida Warren correu, deixando Call encarando a pedra.

26 comentários:

  1. Mas ja 😭😭😭😭

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  2. Tão pequeno esse livro kkkkk

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    1. Realmente imagina ler esse e esperar 1 ano pro próximo q maldade

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  3. acho q o espião é o alex

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    1. tô achando que é Célia, ela mesmo disse que odiava o Inimigo, e se ela tivesse n rancor apenas pelo Inimigo e ss por Makars e ta se aproximando de Call?

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    2. eu tbm, desde o rieiro livro desconfio dele um pouco...

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    3. E, em seguida, Célia apareceu na frente de Call, os olhos emoldurados em vermelho, alcançando o braço dele. Aliviado, ele se virou para a menina, pensando que pelo menos ela seria normal.
      Então Célia deu um beijo na boca de Call.
      Ele arregalou os olhos. Os dela estavam fechados enquanto ela se inclinava para ele. Call tinha consciência de que as pessoas o encaravam — Tamara em choque, e Aaron, ao lado dela, aos risos. Call tinha certeza de que Aaron ria do fato de que Call, não fazendo ideia de onde colocar as mãos, balançava os braços como uma lula embaixo d’água.

      CARA EU MOORRRI E VOLTEI COM ESSE PARTE AMEI IMAGINE TAMARA COM CIUMES E TBM A CARA DE CALL😂😂😂

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    4. Também acho. Pensei que seria ele o vilãozinho, mas acabou sendo Drew... Agora que apareceu esse espião, só posso imaginar que seja ele

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    5. Pq foi ele q fez o call procurar o pai talvez pra tirar o aaron da escola sla

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    6. Também acho que é o Alex, pessoas legais demais em livros que tem finais inesperados sempre são ruins e pessoa chatas demais sempre são boas, tipo, o Jasper. Tenho certeza que é o Alex, e estou achando que o Aaron vai morrer no próximo livro, porque o mestre Rufus disse que a pessoa tinha algo contra Makars e o elemental louco do fogo lá disse que alguém ia morrer, Call era o que já estava morto então, acho eu, que o Aaron vai morrer.

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  4. Por que tem que acabar tão rápido 😢😭
    Mal posso esperar pelo próximo 🙃😉

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  5. Penso que seja o Alex, embora eu goste muitooo dele 💔

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  6. Também penso que talvez seja o Alex, embora eu goste muitoooooo dele 💔

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  7. Poxa,gostaria de ler muito mais,foi td mt curto

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  8. Karina,será qvc pode publicar Herry potter eacriança amaldicoada?e tmbm a coleção completa do orfanato da senhora peregrini,desde ja bjs e muito obrigada por esses livros maravilhosos

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  9. NÃOOOOOOOOOOOOO

    Por favooooor, nem Tamara nem Célia, quero o Call com o Aaren😍😍

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    1. AHHHHHHHHHHHHHH, pensei q eu fosse a única q shippava eles dois. Tamara e Célia são umas fofas, mas ninguém supera o Aaren❤❤

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  10. Call teve seu primeiro beijo com Célia,não que eu me importe,eu nem ligo
    Eu shippo Tamara e Aaron
    Sobre possíveis espiões Célia ou Alex

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  11. Acho que a Célia é a espiã 😑
    Não, Célia não Call, shippo tu com o Aaron! 💙💙

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  12. ''Aaron sorriu. Alguns minutos depois, Tamara saiu do quarto. Os cabelos não haviam sido nem um pouco afetados: estavam presos em tranças perfeitas e enrolados na cabeça, como uma coroa. Brincos de ouro pendiam de suas orelhas, balançando enquanto ela se movia. Tamara sorriu para Call, e, quando o fez, ele sentiu o estômago revirar. O garoto desviou rapidamente o olhar, sem saber exatamente por quê.'' Call tá gostando da Tamara? Que bonitinho <3 Pena que eu shippava o Call com o Aaron, sim, meu shipp foi pro brejo por diversas razões diferentes (uma delas é um spoiler).
    E a cara de chocada da Tamara por causa da Célia beijando o Call é por causa que ela também deve tá começando a gostar dele. Tudo bem, se não posso shippar Aaron e Call, vou shippar Tamara e Call. Célia, você é fofa, mas não vai rolar não u_u
    Não acho que a Célia seja a espiã, acho que é o Alex.

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  13. Acho que o Alex é o espião n engoli aquela história dele contando pro Call que o pai dele tava em perigo... Mas sendo quem são as escritoras pode se esperar de td...
    Call e Tamara na cabeça... shippo mto...

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  14. Adorei! <3 Já terminei um livro do desafio.

    Para Karina (ah, você vai ler isso, eu sei): Eu realmente não esperava que a maldição do grupo fosse me atingir, pois é. Ninguém está a espera da Maldição do Grupo.

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    1. Yay 👏 nem eu comecei o desafio ainda e.e mas diga-me, como a maldição te atingiu? 😱

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    2. A entrada do carregador não funcionava mais :v pensei que o conserto ia demorar um tempão, ainda bem que não

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  15. Lagarto filho da puta, parece um Oráculo com essas frases enigmáticas. Meu sorriso bobo com o Call sendo todo Percy em relação à Célia. Kkkkk. Aaaah, que livro curto do meu ódio!

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  16. Oq quer dizer essa frase tava no mausoleu o warren ja usou como aviso 2 vezes muito estranho FIM DO Q lagarto do capeta

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Boa leitura :)