16 de janeiro de 2017

Capítulo catorze


A caverna era bem grande. O teto fora esculpido para formar uma abóbada como a de uma catedral. Havia cinco altos arcos, cada um deles sustentado por pilares de mármore e incrustado com um tipo diferente de metal: ferro, cobre, bronze, prata e ouro. As paredes eram de mármore, com marcas de centenas de impressões digitais humanas com um nome entalhado sobre cada uma delas.
Uma estátua de bronze de uma menina ainda muito jovem cujo cabelo flutuava ao sabor do vento fora posicionada no centro do salão. O rosto estava voltado para o alto.
Uma placa aos pés da escultura informava: Verity Torres.
— O que é este lugar? — Aaron perguntou.
— O Hall dos Graduados — explicou Tamara, girando sobre os próprios pés com uma expressão encantada no rosto. — Quando os aprendizes se tornam magos artífices, eles vêm até aqui e gravam suas impressões digitais na pedra. Todos que se formaram no Magisterium estão nestas paredes.
— Minha mãe e meu pai. — disse Call, caminhando pela sala à procura do nome dos dois.
Lá estava seu pai — Alastair Hunt —, bem no alto da parede, fora do alcance do menino. O pai devia ter levitado para conseguir colocar a mão ali. Um sorriso surgiu no canto da boca de Call ao imaginar o pai, quer dizer, uma versão muito mais nova de Alastair, voando só para mostrar que era capaz de fazer aquilo.
Ele ficou surpreso ao ver que a impressão digital da mãe não estava próxima à do pai, já que ele achava que os dois fossem apaixonados desde a época da escola. Talvez aquela coisa de impressão digital não funcionasse assim. Levou mais alguns minutos até que finalmente encontrou o nome dela — Sarah Novak — gravado em uma parede mais distante, junto à base de uma estalagmite.
O nome havia sido escrito com um instrumento de ponta fina, como uma adaga. Call se abaixou e colocou uma das mãos sobre a marca da mão de sua mãe. As mãos dela tinham o mesmo formato das dele. Os dedos se encaixavam perfeitamente dentro dos dedos fantasmas de uma garota que morrera havia muito. Aos doze anos, as mãos de Call eram do mesmo tamanho que as da mãe quando ela tinha dezessete.
Ele queria sentir algo quando pressionou a mão dentro da marca da palma de sua mãe, mas não tinha certeza.
— Call — Tamara o chamou. Ela tocou gentilmente seu ombro. Call olhou para seus dois amigos. Ambos tinham o mesmo olhar preocupado. O menino sabia o que pensavam, sabia que sentiam muito por ele.
Ele ficou de pé, afastando a mão de Tamara.
— Estou bem — ele disse, pigarreando.
— Olha só isso. — Aaron estava parado no meio da sala diante de um grande arco feito de pedra branca e brilhante. Cinzeladas diante da passagem estavam as palavras PRIMA MATERIAAaron se curvou para passar pelo arco, aparecendo logo em seguida do outro lado com uma expressão de curiosidade no rosto.
— Esse arco não leva a lugar algum.
— Prima materia — Tamara sussurrou, e seus olhos se arregalaram. — Esse é o Primeiro Portal! No final de cada ano do Magisterium, todos os aprendizes devem passar por um portal. Para mostrar que aprenderam a controlar sua magia, a usar os contrapesos da forma correta. Depois disso, eles recebem o bracelete do Ano de Cobre.
Aaron ficou pálido.
— Você quer dizer que acabei de passar pelo portal antes da hora? Será que vou me meter em encrenca?
Tamara deu de ombros.
— Acho que não. Não parece estar ativado.
Os três observaram o portal. Ele continuava ali, um mero arco de pedra em uma sala escura. Call teve de concordar que aquela coisa não parecia estar funcionando.
— Você viu algo que tivesse a ver com este lugar no mapa?
Aaron balançou a cabeça.
— Não lembro.
— Então que dizer que, apesar de termos encontrado um ponto de referência, estamos tão perdidos quanto antes? — Tamara chutou a parede.
Algo caiu lá de cima. Um lagarto grande, com olhos brilhantes, uma crina de chamas nas costas e... sobrancelhas.
— Ah, meu Deus. — Os olhos de Tamara se arregalaram. A bola de água quase caiu no chão enquanto Aaron apenas observava.
Desta vez, foi Call quem a estabilizou.
— Call! Sempre perdido, Call. Você devia estar no seu quarto. Lá é quente — disse Warren.
Tamara e Aaron se viraram para Call, e com um simples olhar lhe enviaram um sem fim de pontos de exclamação e de interrogação.
— Este é Warren — apresentou Call. — Ele é, bem... um lagarto que eu conheci por aí.
— Ele é um elemental do fogo! — Tamara constatou. — O que você fez para conhecer um elemental? — Ela encarava o menino.
Call abriu a boca para desmentir sua amizade com Warren. Eles não eram, tipo, íntimos!
Mas essa não parecia ser a melhor maneira de persuadir Warren a ajudá-los. E Call sabia que, àquela altura, eles realmente precisavam da ajuda de Warren.
— O Mestre Rufus não falou que eles... você sabe... podiam absorver as pessoas? — Os olhos de Aaron acompanharam o lagarto.
— Bem, esse aí ainda não me absorveu — Call retrucou. — E ele até dormiu no meu quarto. Warren, você pode nos ajudar? Estamos perdidos. De verdade. Precisamos que você nos leve de volta.
— Atalhos, passagens escondidas, Warren conhece todos os lugares secretos. O que vocês dão em troca para Warren se Warren mostrar o caminho de volta? — O lagarto se aproximou deles depressa, espalhando cascalho com as patas pelo caminho.
— O que você quer? — Tamara pôs as mãos nos bolsos. — Tenho um chiclete e um elástico de cabelo. Só isso.
— Tenho alguma comida — ofereceu Aaron. — Basicamente doces. Da Galeria.
— Eu estou controlando a água — disse Call. — Não posso conferir o que tenho no bolso. Mas, bem... você pode ficar com os meus cadarços.
— Warren quer tudo! — O lagarto começou a pular, tamanha era a sua empolgação. — Vou pegar tudo e, quando eu chegar lá, o meu mestre vai ficar bem satisfeito.
— Como assim? — Call franziu a testa, achando que não tinha ouvido direito.
— O seu mestre vai ficar satisfeito quando você voltar — disse o lagarto. — O Mestre Rufus. Seu mestre. — Ele correu pela parede da caverna tão depressa que Call ficou ofegante ao tentar correr e manter a bola de água no ar ao mesmo tempo. Algumas gotas foram derramadas na correria.
— Vamos! — ele chamou Tamara e Aaron, este com a perna doendo por causa do esforço.
Dando de ombros, Aaron o seguiu.
— Bem, eu prometi dar o meu chiclete para ele. — Tamara começou a correr atrás dos amigos.
Eles seguiram Warren por um hall onde corria um rio sulfuroso, amarelo e laranja, estranhamente liso de ambos os lados. Call sentiu como se andasse pela garganta de algum gigante. A caminhada era desagradável graças ao líquen avermelhado, grosso e esponjoso que cobria o chão. Aaron quase tropeçou e os pés de Call afundaram no líquen, fazendo com que a bola de água oscilasse enquanto ele tentava se equilibrar.
Tamara a estabilizou com um estalar de dedos enquanto o grupo passava por uma caverna cujas paredes eram cobertas por formações cristalinas que pareciam gotas.
Uma grande massa de cristais pendia do centro do teto como um castiçal, lançando uma luz pálida sobre o lugar.
— Nós não chegamos por aqui — Aaron reclamou, e mesmo assim Warren continuou a correr. Ele só parou para dar algumas mordidas rápidas em um dos cristais pendurados no teto. Ignorou todas as saídas e seguiu em frente, atravessando um pequeno buraco escuro, que se revelou um túnel quase sem nenhuma iluminação. Os três garotos precisaram ficar de joelhos e engatinhar. O globo de água oscilava precariamente entre eles. O suor corria pelas costas de Call devido à posição incômoda, e ele começou a ficar com medo de Warren os levar para uma direção totalmente errada.
— Warren... — ele começou.
O lagarto parou de repente quando a passagem se abriu em uma ampla câmara. Ele se ergueu aos poucos, com a perna fraca punindo-o por ter abusado tanto dela. Tamara e Aaron o seguiram, pálidos graças ao esforço de engatinhar e sustentar a água ao mesmo tempo.
Warren debandou por um arco e Call o seguiu o mais depressa que sua perna o permitia.
Ele estava tão distraído com todo aquele esforço que nem percebeu quando o ar se tornou mais quente e com um odor de queimado. Só caiu em si quando Aaron exclamou:
— Já estivemos aqui antes. Estou reconhecendo a água.
Call então olhou para cima e viu que estavam de volta à sala com o rio que soltava aquela fumaça cor de laranja e com as gavinhas imensas que caíam em cachos do alto das paredes.
Tamara suspirou, visivelmente aliviada.
— Isso é ótimo. Agora só temos...
A menina parou de falar e soltou um grito quando uma criatura se ergueu do rio fumacento, fazendo com que ela quase caísse para trás. Aaron também berrou. A bola de água que eles erguiam se espalhou pelo chão. O líquido chiou como se houvesse sido derramado sobre uma frigideira quente.
— Sim — disse Warren. — Exatamente como combinado. Ele me mandou trazê-los de volta e agora vocês estão aqui.
— Ele mandou... — Tamara repetiu.
Call olhava de boca aberta para o imenso ser que se erguia no rio, cuja água começara a ferver. Bolhas imensas, vermelhas e cor de laranja surgiram na superfície com uma ferocidade que mais lembrava lava. A criatura era corpulenta, escura e pedregosa, como se fosse feita de fragmentos de pedras pontudas, entretanto tinha um rosto humano, um rosto de homem, com traços que pareciam ter sidos entalhados em um pedaço de granito. Os olhos eram meros buracos escuros.
— Saudações, Magos de Ferro. — A voz daquela coisa ecoou como se viesse de muito longe. — Seu mestre não está por aqui.
Os aprendizes ficaram sem fala. Call pôde ouvir a respiração rascante de Tamara no silêncio.
— Vocês não têm nada para me dizer? — A boca de granito da criatura se moveu. Era como ver uma fissura se abrir em uma pedra. — Eu já fui como vocês um dia, crianças.
Tamara fez um som horrível, meio um soluço e meio um suspiro.
— Não — ela respondeu. — Você não pode ser um de nós... Você não devia nem falar mais. Você...
— O que é isso? — Call silvou. — O que é essa coisa, Tamara?
— Você é um dos Devorados. — A voz da menina falhou. — Você foi consumido por um dos elementos. Você não é mais humano...
— Fogo. — A coisa resfolegou. — Eu me tornei fogo faz muito tempo. Eu me entreguei a ele e ele a mim. O fogo queimou o que era humano e fraco.
— Você é imortal. — Os olhos de Aaron pareciam muito grandes e verdes em seu rosto pálido e sujo.
— Sou muito mais que isso. Sou eterno. — O Devorado se inclinou na direção de Aaron, aproximando-se o suficiente para fazer com que a pele do menino começasse a se tornar avermelhada como a de alguém que ficava perto demais do fogo.
— Aaron, não! — Tamara deu um passo à frente. — Ele está tentando queimar você, absorvê-lo. Afaste-se!
O rosto da menina brilhou na luz tremeluzente, e Call percebeu que lágrimas corriam pelo seu rosto. Naquele mesmo momento ele se lembrou da irmã dela, consumida pelos elementos, condenada.
— Absorver você? — O Devorado soltou uma gargalhada. — Olhe só para essas fagulhinhas bruxuleantes, que mal começaram a se desenvolver. Não há muita vida a ser espremida de você.
— Você deve querer alguma coisa da gente. — Call tentou desviar a atenção da criatura. — Ou então não teria se dado ao trabalho de aparecer para nós.
A coisa se virou para ele.
— Os surpreendentes aprendizes do Mestre Rufus. Até mesmo as pedras têm sussurrado sobre vocês. O maior dos mestres fez escolhas estranhas este ano.
Call não conseguia acreditar naquilo. Até os Devorados sabiam sobre suas notas terríveis no exame de admissão.
— Eu vejo através das máscaras de pele o que vocês vestem — o Devorado continuou. — Vejo seu futuro. Um de vocês irá falhar. Um morrerá. E outro já está morto.
— O quê? — Aaron ergueu o tom de voz. — O que você quer dizer com “já está morto”?
— Não dê ouvidos a essa criatura — Tamara gritou. — Ele é uma coisa, não uma pessoa...
— E quem desejaria ser humano? Os corações humanos se quebram. Os ossos humanos se esmigalham. A pele humana pode ser rompida. — O Devorado já estava bem próximo a Aaron, erguendo uma das mãos para tocar o rosto do menino. Call se jogou na frente do amigo o mais depressa que sua perna lhe possibilitou, esbarrando em Aaron de forma que os dois trombaram em uma das paredes. Tamara se virou para encarar o Devorado e levantou uma das mãos. Uma massa de ar rodopiante surgiu em sua palma.
— Já chega! — uma voz rugiu, vinda do arco.
Era o Mestre Rufus, que estava ali de pé, ameaçador e terrível. O poder parecia exalar dele.
A coisa deu um passo para trás, vacilando.
— Eu não queria causar nenhum mal.
— Fora! — ordenou o Mestre Rufus. — Deixe meus aprendizes em paz ou terei de expulsá-lo como eu faria com qualquer elemental, independentemente de quem você tenha sido, Marcus.
— Não me chame por um nome que não é mais meu — disse o Devorado. Os olhos dele se voltaram para Call, Aaron e Tamara enquanto mergulhava novamente no rio sulfuroso. — Eu verei vocês três de novo.
A criatura desapareceu criando uma marola na água, mas Call sabia que ele ainda devia estar próximo à superfície em algum lugar por ali.
O Mestre Rufus pareceu momentaneamente abalado.
— Venham comigo. — Ele conduziu os aprendizes pelo arco.
Call procurou Warren, mas o elemental havia desaparecido. O menino ficou desapontado por alguns segundos. Queria gritar com Warren por tê-los traído, e também proibir para sempre que ele entrasse no seu quarto. Porém, se o Mestre Rufus tivesse visto Warren, ficaria óbvio que foi Call quem o roubou do gabinete do professor, por isso talvez fosse mesmo melhor que aquele bicho tivesse dado o fora.
Eles caminharam em silêncio por alguns momentos.
— Como o senhor sabia que deveria vir atrás da gente? — Tamara finalmente perguntou. — Como sabia que alguma coisa ruim tinha acontecido?
— Você não achou que eu iria permitir que vocês vagassem pelas profundezas do Magisterium sem supervisão, não é? — explicou Rufus. — Enviei um elemental para seguir vocês. Ele me informou assim que vocês entraram na caverna do Devorado.
— Marcus, o Devorado, nos disse algumas... ele nos contou como seria o nosso futuro — Aaron comentou. — O que isso significa? O Devorado já foi mesmo um aprendiz como nós?
Rufus pela primeira vez parecia incomodado na opinião de Call. Aquilo era incrível. O Mestre finalmente adquirira algum tipo de expressão.
— O que quer que ele tenha dito, não significou nada. Ele ficou completamente maluco. E, sim, creio que já tenha sido um aprendiz como vocês, mas se tornou um Devorado muito, muito tempo depois de se graduar. Ele era um mestre quando isso aconteceu. O meu mestre, na verdade.
Eles permaneceram no mais completo silêncio durante todo o caminho até o Refeitório.


Naquela noite, durante o jantar, Call, Aaron e Tamara tentaram agir como se aquele houvesse sido um dia normal. Eles se sentaram na longa mesa com os outros aprendizes, mas não conversaram muito. Rufus estava sentado com a Mestra Milagros e o Mestre Rockmaple. Eles dividiam uma pizza de líquen e tinham uma expressão sombria no rosto.
— Parece que a aula de orientação de vocês não foi muito boa. — Jasper abriu um sorriso afetado. Seus olhos se alternavam entre Tamara, Aaron e Call. Até mesmo os três reconheciam que estavam exaustos e sujos, com os rostos manchados. Tamara estava com olheiras, como se houvesse tido um pesadelo. — Vocês se perderam nos túneis?
— Encontramos um dos Devorados — informou Aaron. — Em uma das cavernas mais profundas.
Todos à mesa começaram a falar ao mesmo tempo.
— Um dos Devorados? — Kai quis saber. — Eles são como as pessoas dizem? Monstros terríveis?
— Ele tentou absorver vocês? — Célia virou os olhos. — Como conseguiram escapar?
Call viu que as mãos de Tamara tremiam quando ela segurava os talheres, por isso, mais que depressa, ele disse:
— Na verdade, ele previu o nosso futuro.
— Como assim? — perguntou Rafe.
— Ele disse que um de nós iria falhar, outro morreria e outro já estava morto.
— Acho que já sabemos quem vai falhar. — Jasper olhou para Call. E Call logo se lembrou de que não contara para ninguém que Jasper estava na Biblioteca e começou a reconsiderar sua decisão.
— Obrigado, Jasper — comentou Aaron. — Sempre contribuindo.
— Vocês não devem deixar que isso os aborreça — disse Drew, com sinceridade. — Isso é só blá-blá-blá. Não significa nada. Ninguém vai morrer e vocês obviamente não estão mortos. Pelo amor de Deus!
Call saudou Drew com o garfo.
— Obrigado.
Tamara baixou os talheres.
— Com licença — ela disse, e saiu da sala.
Aaron e Call se levantaram imediatamente para ir atrás dela. Já estavam na metade do corredor quando Call ouviu alguém chamar o seu nome. Era Drew, que correra para segui-los.
— Call, posso falar com você um segundo?
Call trocou um olhar com Aaron.
— Podem conversar — incentivou Aaron. — Vou ver como a Tamara está. Encontro você na sala compartilhada, Call.
Call se virou para Drew, afastando dos olhos o cabelo embaraçado e imundo da poeira das cavernas.
— Está tudo bem?
— Tem certeza de que foi uma boa ideia? — Os olhos azuis de Drew se arregalaram.
— Do que você está falando? — Call estava totalmente confuso.
— Contar para todo mundo sobre essa parada. Sobre o Devorado! Sobre a profecia!
— Você falou que essa história não passava de blá-blá-blá — Call protestou. — Disse que não significava nada.
— Eu só falei aquilo porque... — Drew estudou o rosto de Call. Sua expressão se tornou confusa, em seguida preocupada, até se transformar no mais profundo horror. — Você não sabe — ele enfim concluiu. — Como pode não saber?
— O que eu não sei? — Call exigiu. — Você está me assustando, Drew.
— Quem é você? — A voz de Drew era quase um sussurro, e então ele deu um passo para trás. — Eu estava errado. Preciso ir.
Drew deu meia-volta e começou a correr.
Call observou, perplexo, enquanto o menino se afastava. Ele decidiu perguntar a Aaron e Tamara o que aquilo poderia significar, mas, quando voltou para a sala compartilhada, se deu conta de que a exaustão havia claramente tomado conta de seus amigos. A porta do quarto de Tamara estava fechada e Aaron dormia em um dos sofás.

5 comentários:

  1. Eu sabia que ele não deveria ter soltado o Warren, mas o Call adora fazer umas merdas.

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    1. Parece o Percy longe da Annabeth

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  2. Será que o Drew também é um dos dominados, sabe disso e achava que Call também sabia? Tipo um agente secreto?

    j.

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  3. Se minha teoria do Call ser um Dominado estiver correta, ele já está morto. Vamos parar com essa mania de matar persomagens?! Deixa só eles falharem! Se for pra morrer, acho que será o Aaron, muito triste. Percebemos aqui que o Call é em algum nível parente da casca do Castiel. Jimmy* e Sarah Novak? Interessante. Kkkkk

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Boa leitura :)