30 de janeiro de 2017

Capítulo 8

Rowan Whitethorn voara sem comida ou água ou descanso por dois dias. E ainda assim chegara a Forte da Fenda tarde demais.
A capital estava em caos sob as garras das bruxas e suas serpentes aladas. Ele tinha visto cidades suficientes caírem ao longo dos séculos para saber que esta se fora.
Mesmo que as pessoas se reunissem, seria apenas para encontrar e dar destino aos seus mortos. As bruxas já haviam derrubado a parede de vidro de Aelin. Outro movimento calculado por Erawan.
Tinha sido um esforço deixar os inocentes lutarem por conta própria, a corrida dura e rápida para o castelo de pedra e para a torre do rei. Ele tinha uma ordem, lhe dada por sua rainha.
Ainda chegara tarde demais, mas não sem um vislumbre de esperança.
Dorian Havilliard tropeçava enquanto se apressavam pelo corredor do castelo, os ouvidos aguçados de Rowan e seu olfato aguçado desviando-os de áreas onde os combates se alastravam. Se os túneis secretos estivesse vigiados, se eles não pudessem alcançar os esgotos... Rowan calculava plano após plano. Nenhum terminava bem.
— Por aqui — o rei ofegou. Era a primeira coisa que Dorian falava desde que descera as escadas. Eles estavam em uma parte residencial do palácio que Rowan só tinha visto a partir de seu próprio aferimento de fora para dentro como falcão. Aposentos da rainha. — Há uma saída secreta do quarto da minha mãe.
As portas brancas pálidas a suíte da rainha estavam trancadas.
Rowan soprou através deles com metade de um pensamento, lascas de madeira empalando o mobiliário luxuoso, a arte nas paredes. Bugigangas e objetos de valor se quebraram.
— Desculpe — Rowan disse ao rei, não soando como ele em tudo.
Sua magia oscilou, uma vibração distante que ele sabia que indicava drenagem. Dois dias montando nos ventos a uma velocidade vertiginosa, em seguida, lutando contra aquelas serpentes aladas do lado fora, tinha tomado a sua reserva.
Dorian avaliou os danos casualmente.
— Alguém o teria feito, de qualquer maneira. — Nenhum sentimento, nenhuma tristeza por trás. Ele correu pela sala, mancando um pouco. Se o rei possuísse uma fração a menos de mágica, teria sucumbido ao veneno da cauda da serpente alada.
Dorian chegou a um grande retrato dourado de uma jovem mulher ruiva e bela com um bebê de olhos cor de safira em seus braços.
O rei olhou para o retrato por um segundo a mais do que o necessário, o suficiente para dizer tudo a Rowan. Mas Dorian simplesmente puxou a pintura em sua direção. Ele se afastou para revelar um pequeno alçapão.
Rowan assistiu o rei entrar em primeiro lugar, vela na mão, antes de usar sua magia para flutuar a pintura de volta ao seu lugar de descanso, em seguida, fechando a porta atrás deles.
O corredor era apertado, as pedras, empoeiradas. Mas o vento à frente sussurrava sobre espaços abertos, umidade e mofo. Rowan enviou um fio de mágica para sondar as escadas que agora desciam e as muitas salas à frente. Nenhum sinal da caverna a partir da qual eles destruíram a torre do relógio. Sem sinais de emboscada inimiga, ou do fedor corrupto dos valg e suas bestas. Uma pequena misericórdia.
Seus ouvidos feéricos captaram os gritos abafados e o gemido dos moribundos acima deles.
— Eu deveria ficar — Dorian falou suavemente.
Um dom da magia do rei, então – a audição melhorada. Magia bruta que poderia conceder-lhe muito dons: gelo, fogo, cura, sentidos aguçados e força. Talvez mudança de forma, se tentasse.
— Você é mais útil para o seu povo estando vivo — disse Rowan, sua voz áspera contra as pedras.
Exaustão o suprimia, mas ele empurrou-a de lado. Ele descansaria quando estivessem seguros.
O rei não respondeu.
— Eu vi muitas cidades caírem. Vi reinos inteiros caírem. E a destruição que vi enquanto voava era tão completa que, mesmo com seus consideráveis dons, não há nada que você poderia ter feito. — Ele não estava inteiramente certo do que faria se a destruição fosse trazida à porta de Orynth. Ou por que Erawan estava esperando para fazê-lo. Ele pensaria sobre isso mais tarde.
— Eu deveria morrer com eles — foi a resposta do rei.
Eles chegaram ao fundo das escadas, a passagem agora ampliando em câmaras respiráveis. Rowan novamente serpenteou sua magia através dos muitos túneis e escadas. A primeira para a direita sugeria que uma saída de esgoto ficava em sua parte inferior. Bom.
— Fui enviado aqui para impedi-lo de fazer exatamente isso — Rowan falou finalmente.
O rei olhou por cima do ombro para ele, encolhendo-se um pouco quando o movimento esticou a pele que ainda se curava. Onde Rowan suspeitava que uma ferida fora aberta minutos antes, mas agora só uma cicatriz vermelha irritada espiava pelo lado de sua jaqueta rasgada.
— Você ia matá-la — Dorian falou.
Ele sabia de quem o rei falava.
— Por que me disse para não fazê-lo?
Então o rei contou a ele do conflito enquanto desciam mais fundo nas entranhas do castelo.
— Eu não confio nela — Rowan disse depois que Dorian tinha acabado — mas talvez os deuses estejam nos jogando um osso. Talvez a herdeira Bico Negro se junte à nossa causa.
Se seus crimes não fossem descobertos. Mas mesmo que elas fossem apenas treze bruxas e suas serpentes aladas, se esse clã era o mais habilidoso de todas as Dentes de Ferro... poderia significar a diferença entre a queda de Orynth ou o levante contra Erawan.
Chegaram os esgotos do castelo. Mesmo os ratos estavam fugindo através do pequeno fluxo, como se os berros das serpentes aladas fossem uma sentença de morte.
Eles passaram por um arco selado pelo colapso de pedras – sem dúvidas pela erupção do fogo do inferno neste verão.
A passagem de Aelin, Rowan percebeu com um puxão no fundo do peito. E alguns passos à frente, uma antiga poça de sangue seco manchava as pedras ao longo da borda da água. Um fedor humano permanecia em torno dele, contaminado e sujo.
— Ela eviscerou Archer Finn ali — explicou Dorian, seguindo seu olhar.
Rowan não se deixou pensar nisso, ou que estes tolos tivessem inadvertidamente dado a uma assassina um quarto que se ligava à câmara de sua rainha.
Havia um barco ancorado a um posto de pedra, seu casco quase apodrecido completamente, mas suficientemente sólido. E a grade para o pequeno rio que serpenteava para longe, onde o castelo permanecia aberto.
Rowan novamente enviou sua magia para o mundo, provando o ar além dos esgotos. Sem asas batendo, nenhum sangue perfumando seu caminho. A parte oriental tranquila do castelo. Se as bruxas fossem inteligente, teriam sentinelas monitorando cada centímetro da fortaleza.
Mas pelos gritos e choros vindo de cima, Rowan sabia que as bruxas estavam muito perdido em sua sede de sangue para pensar direito. Pelo menos durante alguns minutos.
Rowan empurrou o queixo para o barco.
— Entre.
Dorian franziu a testa para o mofo e podridão.
— Teremos sorte se ele não entrar se partir em dois quando estivermos dentro.
— Quando você estiver dentro — Rowan corrigiu. — Eu não. Entre.
Dorian ouviu seu tom e sabiamente entrou.
— O que você...
Rowan tirou o casaco e atirou-a sobre o rei.
— Deite-se, e cubra-se com isso.
O rosto um pouco pálido, Dorian obedeceu. Rowan arrebentou as cordas com um movimento de suas facas.
Ele se transformou, asas batendo alto o suficiente para informar Dorian o que tinha acontecido. A magia de Rowan gemeu e tensionou enquanto ele empurrava o que parecia ser uma embarcação vazia serpenteando pelos esgotos, como se alguém o tivesse soltado acidentalmente.
Voando através da boca de esgoto, ele protegeu o barco com uma parede de ar para evitar que o cheiro do rei chamasse atenção e impedir quaisquer flechas aleatórias da perfurá-lo.
Rowan olhou para trás apenas uma vez enquanto voava baixo sobre o pequeno rio, logo acima do barco. Apenas uma vez para na cidade que tinha forjado e quebrado e abrigado sua rainha.
Sua parede de vidro não era mais que pedaços e cacos brilhando nas ruas e na grama.
Estas últimas semanas da viagem tinha sido tortura – a necessidade de reclamá-la, saboreá-la, deixando-o fora de si. E dado o que Darrow tinha dito... talvez, apesar de sua promessa quando ele a deixara, tenha sido uma coisa boa que eles não tivessem dado esse passo final.
Isso estivera no fundo de sua mente muito antes de Darrow e seus decretos ridículos: ele era um príncipe, mas apenas no nome.
Ele não tinha nenhum exército, nenhum dinheiro. Os fundos substanciais que possuía estavam em Doranelle, e Maeve nunca permitiria que ele os reclamasse. Eles provavelmente já haviam sido distribuídos entre os seus primos intrometidos, junto com suas terras e casas. Não importaria se alguns deles – os primos com quem crescera – pudessem recusar-se a aceitar pelas típicas lealdade e teimosia Whitethorn. Tudo o que Rowan tinha agora a oferecer a sua rainha era a força de sua espada, a profundidade de sua magia e a lealdade de seu coração.
Essas coisas não ganham guerras.
Ele sentira o cheiro do desespero dela, embora seu rosto o houvesse ocultado, quando Darrow falara. E sabia em sua alma ardente: ela iria fazê-lo. Considerar casamento com um príncipe ou senhor estrangeiro. Mesmo que aquela coisa entre eles... mesmo que ele soubesse que não era mera luxúria, ou mesmo apenas amor.
Aquela coisa entre eles, a sua força, poderia devorar o mundo.
E se eles a escolhessem, escolhessem um ao outro, isso poderia muito bem causar o fim de tudo.
Foi por isso que ele não havia pronunciado as palavras que quisera dizer a ela fazia algum tempo, mesmo quando cada instinto rugia para ele dizê-lo quando se separaram. E talvez ter Aelin apenas para perdê-la fosse sua punição por ter deixado sua companheira morrer; sua punição por finalmente se deixar ir pela dor e pelo ódio.
O som das ondas era quase inaudível sobre o rugido das serpentes aladas e dos inocentes chamando por ajuda que nunca chegaria. Ele fechou a dor em seu peito, o desejo de se virar.
Isso era guerra. Estas terras ficariam muito piores nos próximos dias e meses. Sua rainha, não importa como ele tentasse protegê-la, suportaria coisa muito pior.
No momento em que o barco caía no pequeno rio que serpenteava em direção ao delta do Avery, um falcão de cauda branca voando alto acima dele, as paredes do castelo de pedra foram banhados de sangue.

19 comentários:

  1. Aelin desculpaê, mas o Aedion é meu muso absoluto, meu coração por ti gela kkkkkkk, gente me acode que estou descontrolada.

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  2. Depois de tanta mudança, ñ aceito ela com mais ninguem 😞

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  3. meeeeeeeeeu..... eles são parceiros!!!!! \O/

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    1. HAahahhahhahah naaumm lokona aa paarceira dele morreu ! O Karina ela é parceira dele ????

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    2. Só pode! Até o livro anterior eles pareciam ser "apenas" carranam, mas agora...

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    3. Sobre minha opinião: Acho que desde quando ele ensinava ela à aprimorar sua magia, dava à entender que ia rolar romance, a escritora super insinuava isso, a aversão dele por ela no começo parecido com o início de como chaol conheceu ela, e dps foram se aproximando... Acho que desde o terceiro livro Rowan e Aelin tava na cara que ia dar romance, não achava seriam só carranam e parceiros não, rolava muito clima, até dormir juntos eles dormiam, ela usando lingerie dourada no livro anterior, no terceiro livro ele vendo ela nua naquela banheira mesmo sendo por causa que a magia dela desenfreou... Sei lá, acho que desde que rowan entrou em cena, eu sabia que os outros seriam passado e que chaol já era
      Acho Rowan ideal para a Aelin, agora Celaena super combinava Chaol ou Sam, mas para a rainha que ela se tornou, só Rowan mesmo, nem Dorian na minha opinião combina :/ ele combina com manon pq eu acho que ele com sorsha era mt sem graça

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  4. so paro de shippar ela e Dorian , quando acabar de vez esse livro , tenho esperança ate la , apesar que amo demais Rowan .

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  5. Pq eu tnho a forte impressão d q em algum momento a Manon vai fzr a Rendição e morrer nisso?
    Kra se o Dorian puder mudar d forma vai ser top top top
    E véi me diz q no final a Aelin e o Rowan ficam juntos prfvr, podem até morrer mas q sejam cmo um casal q esteve junto no fim. Na moral autora, não destrua esse relacionamento, não esse ;-;
    ~Leh

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    1. Tbm tô achando que a Manon vai fazer a rendição, guria. Mas não acho q ela vai morrer, só ficar naquele estado pré morte msm. Essa autora não dá ponto sem nó, não teria razão para ela citar isso se não fosse rolar.
      E provavelmente ela vai fazer isso pra salvar o Dorian ou a Aelin <3

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  6. Já tô decidida!! Se ela não ficar com Rowan, não quero ela com mais ninguém,prefiro ela morta do q com outra pessoa!!

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    1. Único casal que se fez e não se desfez. O melhor 😍❤❤

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  8. Aelin nem precisou dizer e o Rowan já percebeu que ela considerou a ideia da união dos reinos através do casamento, e ele querendo dizer que amava ela :'( estou chorosa, quero eles juntos até o fim!!!!!

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  9. Não gosto de Aelin e Rowan juntos.. acho que o melhor cara pra ela foi o Sam.. tipo gosto muito do Rowan, mas não consigo vê eles como casal..
    Manon e Dorian, senhor o que é isso? Manon salvando Dorian mais uma vez.. gente que perfeito, Donan existe 💚

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  10. Esses primeiros capítulos foram muito...Tensos. Mds como eu amo os capitulos com o ponto de vista do Rowan 😍😍 Eu Acho q Aelin e Rowan são parceiros, shippo imensamente ❤😍

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  11. Rowan....❤❤❤ ai meu Deus eles tem q ficar juntos....

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Boa leitura :)