30 de janeiro de 2017

Capítulo 73

Manon continuou andando.
Ela não ousou olhar para trás. Não ousou dar àquela antiga rainha de olhos frios uma dica de que Aelin não possuía as chaves de Wyrd. Que Aelin tinha enfiado ambas no bolso de Manon quando a cutucou. Elide a odiaria por isso – já a odiava por isso.
Que esse fosse o preço.
Um olhar de Aelin e ela sabia o que tinha que fazer.
Tirar as chaves de Maeve. Ir com Elide para longe.
Tinham forjado uma caixa de ferro para conter a Rainha de Terrasen.
Elide se moveu, finalmente voltando, assim que estavam quase fora do alcance auditivo. Ela começou a se debater, e Manon jogou-a atrás de uma duna, segurando a parte de trás de seu pescoço tão firmemente que Elide acalmou às unhas de ferro perfurando sua pele.
— Silêncio — Manon sibilou, e Elide obedeceu.
Mantendo-se abaixadas, elas espiaram através dos arbustos. Só um momento – ela podia poupar apenas um momento para observar, para ver para aonde Maeve levava a Rainha de Terrasen.
Lorcan permaneceu congelado como Maeve ordenara. Gavriel estava quase inconsciente, ofegante na grama, como se rasgar aquele juramento de sangue dele tivesse sido tão grave quanto qualquer ferida física.
Fenrys – os olhos de Fenrys estavam vivos de ódio enquanto observava Maeve e Cairn. O chicote de Cairn, coberto de sangue, ainda pendendo ao seu lado enquanto os soldados de Maeve terminavam de prender a máscara sobre o rosto de Aelin.
Então eles apertaram ferros em torno de seus pulsos.
Tornozelos.
Pescoço.
Ninguém curou suas costas assoladas, nada mais do que um pedaço de carne sangrenta, enquanto a guiavam para dentro da caixa de ferro. A fizeram deitar sobre suas feridas.
E então deslizaram a tampa no lugar. Trancaram.
Elide vomitou na grama.
Manon pôs a mão nas costas da moça enquanto os machos começavam a levar a caixa pelas dunas, até o barco e o navio além.
— Fenrys, vá — ordenou Maeve, apontando para o navio.
Respirando irregularmente, mas incapaz de recusar a ordem, Fenrys a seguiu. Ele olhou uma vez para a camisa branca descartada na areia. Estava salpicada de sangue – borrifado do chicote.
Então ele se foi, pisando através do ar e vento e em nada.
Sozinha com Lorcan, Maeve disse ao guerreiro:
— Fez tudo isso... por mim?
Ele não se moveu.
— Fale — Maeve ordenou.
Lorcan soltou uma respiração trêmula e disse:
— Sim. Sim, era tudo para você. Tudo isso.
Elide agarrou a grama em punhos, e Manon meio que se perguntou se cresceriam dentes de ferro e despedaçariam a fúria em seu rosto. O ódio.
Maeve pisou sobre a camisa salpicada de sangue de Aelin, e passou a mão sobre a bochecha de Lorcan.
— Eu não tenho nenhum uso — cantarolou — para machos hipócritas que pensam que sabem melhor.
Ele ficou rígido.
— Majestade...
— Retiro seu juramento de sangue. E o despojo de seus bens e seus títulos e suas propriedades. Você, como Gavriel, é liberado com desonra e vergonha. Você está exilado de Doranelle por sua desobediência, sua traição. Se pisar em minhas fronteiras, morrerá.
— Majestade, eu lhe imploro...
— Vá mendigar alguém. Não tenho utilidade para um guerreiro em que não posso confiar. Eu rescindi minha ordem de matar. Deixá-lo viver com a vergonha será muito pior, penso.
O sangue jorrou de seu pulso, depois do dela. Derramando no chão.
Lorcan caiu de joelhos.
— Não sofro por tolos de bom grado — disse Maeve, deixando-o na areia, e se afastou.
Como se ela tivesse lhe dado um golpe, gêmeo ao de Gavriel, Lorcan não conseguia se mover, pensar ou respirar. Ele tentou rastejar, no entanto. Em direção a Maeve. O bastardo tentou rastejar.
— Precisamos ir — murmurou Manon. No momento em que Maeve verificasse onde estavam aquelas chaves... Tinham que ir.
Um rugido rosnou no horizonte.
Abraxos.
Seu coração trovejava em seu peito, faiscando de alegria, mas...
Elide permaneceu na grama. Observando Lorcan rastejar em direção à rainha agora atravessando a praia, o vestido preto fluindo atrás dela.
Olhando a fila de barcos para o navio aguardando, aquele caixão de ferro no centro, Maeve sentada ao lado dele, uma mão na tampa. Por sua sanidade, Manon rezou para que Aelin não estivesse acordada pelo tempo em que estivesse lá dentro.
E por causa do seu mundo, Manon rezou para que a rainha de Terrasen pudesse sobreviver a isso.
Somente assim Aelin poderia, então, morrer por todos eles.

11 comentários:

  1. Eu queria entender porque eles relutam em deixar Maeve serio se isso acontecesse comigo eu dava graças a deus

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    1. Também, mas a honra para esses machos é tudo. E eu quero que a Elide estapeei a cara do Lorcan por isso.

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    2. Eu quero o Lorcan morto só isso , por ser tão babaca.

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  2. Lorcan seu desgraçado, lenvante-se, para d rastejar por essa vadia do capiroto, q ódioooooooo mano

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  3. sabia q manon e aelin tinham um "plano"

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  4. Tomare q de certo o "Plano" Aelin sobreviveu muitas coisa e irar sobreviver a essa provação

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  5. Por mais que eles destassem Maev, honra glória e Blah blah e muito importante para um macho feérico, era tirou deles isso, acho que vai ser meu difícil se adaptar agora, tô com muita dó de Fenrys aaaaaa ele precisa ser libertado

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  6. ODEIO MAEEVE
    ODEIO LOCAR IDIOTA

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  7. Vei, Lorcan do céu, q diabo q vc tem na cabeça vei?! Se fosse eu, na hora que ela me liberasse do acordo, eu jápulava encima dela pra matar. Será que era por isso que ele estava rastejando até ela? Não para implorar, mas por ódio? Espero q seja.

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  8. Primeiramente... É serio q elw RASTEJOU para Maeve ??! N esta bem da cabeça

    Q ódio dessa desgraçada!! Rowan vai sofrer tanto com isso... Nem quero imaginar.. Ai meus olhos tão ardendo de tanto chorar 😢😢😢

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Boa leitura :)