30 de janeiro de 2017

Capítulo 67

Rowan contara a Enda sobre Aelin.
Contou ao seu primo sobre a mulher que amava, a rainha cujo coração ardia em fogo. Ele contou a Enda sobre Erawan, a ameaça das chaves e o próprio desejo de Maeve por elas.
E então ficou de joelhos e implorou a seu primo por ajuda.
Que não abrisse fogo contra o exército de Terrasen.
Mas contra Maeve.
Não desperdiçassem essa chance de paz. Ao deter a escuridão antes de consumir todos eles, tanto de Morath quanto de Maeve. Lutar não pela rainha que o tinha escravizado, mas por aquela que o salvara.
Pensarei nisso, respondera Endymion.
E assim Rowan ficara de joelhos e voara para o navio de outro primo. A princesa Sellene, sua mais nova e esperta prima, tinha ouvido. Tinha deixado que ele implorasse. E com um pequeno sorriso, ela dissera a mesma coisa. Pensarei nisso.
Então ele tinha ido, navio após navio. Para os primos que ele sabia que poderiam escutar.
Um ato de traição – era o que tinha implorado para eles. Traição e deslealdades tão grandes que nunca poderiam voltar para casa. Suas terras, seus títulos, seriam apreendidos ou destruídos.
E enquanto seus navios ilesos navegavam para o lugar ao lado daqueles que Lysandra já tinha destruíra, quando eles abriram um assalto de flechas e magia sobre suas forças desavisadas, Rowan rugiu para sua própria frota.
— Agora, agora, agora!
Os remos mergulharam nas ondas, os homens grunhiram enquanto remavam como o inferno para o exército em caos absoluto.
Cada um de seus primos tinha atacado.
Cada um. Como se todos tivessem se encontrado, todos decidido arriscar a ruína em conjunto.
Rowan não possuía um exército próprio para dar a Aelin. Para dar a Terrasen.
Portanto ele tinha ganhado um exército para ela. Através das únicas coisas que Aelin havia alegado ser tudo o que queria dele.
O seu coração. Sua lealdade. Sua amizade.
E Rowan desejou que sua Coração de Fogo estivesse lá para vê-lo enquanto a Casa Whitethorn batalhava contra a frota de Maeve, e o gelo e o vento explodiram através das ondas.



Lorcan não acreditou.
Ele não acreditou no que estava vendo, pois uma parte da frota de Maeve abriu fogo contra a maioria atordoada de seus navios.
E ele sabia – sabia sem ter confirmado que as bandeiras que tremulavam naqueles navios seriam de prata.
No entanto, ele os convenceu, de alguma maneira os convenceu...
Whitethorn tinha feito isso. Para ela.
Tudo isso, por Aelin.
Rowan gritou a ordem para apertar a sua vantagem, para quebrar o exército de Maeve entre eles.
Lorcan, um pouco aturdido, repassou a ordem para seus próprios navios.
Maeve não permitiria. Ela apagaria a linhagem Whitethorn do mapa por isso.
Mas ali estavam eles, soltando o gelo e o vento sobre seus próprios navios, acentuados por flechas e arpões que atravessavam madeira e soldados.
O vento chicoteou em seu cabelo, e ele sabia que Whitethorn estava empurrando sua magia para o ponto de ruptura para transportar seus próprios navios para a batalha antes que seus primos perdessem a vantagem da surpresa. Loucos, todos eles.
Loucos, e ainda assim...
O filho de Gavriel gritava o nome de Whitethorn. Um grito de vitória, droga. Mais e mais, os homens atendiam ao chamado.
Então a voz de Fenrys se ergueu. E a de Gavriel. E a daquela rainha ruiva. O rei Havilliard.
A frota deles navegou para Maeve, sol e mar e velas em volta de todos, lâminas brilhando à luz da manhã. Até mesmo a ascensão e queda dos remos pareciam ecoar uma canção.
Na batalha, no derramamento de sangue, eles chamaram o nome do príncipe.
Por um piscar de olhos, Lorcan se permitiu refletir sobre isso – o poder daquilo que obrigara Rowan a arriscar tudo. E Lorcan se perguntou se talvez fosse a única força que Maeve, que Erawan, não veriam chegar.
Mas Maeve – Maeve estava em algum lugar naquele exército.
Ela retaliaria. Ela reagia, faria todos sofrerem...
Rowan chegou com seus navios nas linhas de frente de Maeve, desencadeando a fúria de seu gelo e vento ao lado de suas flechas.
E onde o poder de Rowan se deteve, a magia de Dorian saltou para fora.
Nenhuma chance no inferno de vencerem se tornando a chance de loucos. Se Whitethorn e os outros pudessem manter suas linhas, manter-se firmes.
Lorcan se viu examinando Fenrys e Gavriel através dos navios e dos soldados.
E sabia que a resposta de Maeve tinha chegado quando ele os viu, um depois do outro, ficarem rígidos. Viu Fenrys dando um pulo e desaparecendo no ar. O Lobo Branco de Doranelle imediatamente apareceu ao lado de Gavriel, os homens gritando à sua aparência repentina.
Mas ele agarrou o braço de Gavriel, e então ambos foram embora novamente, seus rostos tensos. Apenas Gavriel conseguiu olhar para Lorcan antes de desaparecerem – seus olhos arregalados em advertência. Gavriel apontou, então eles não eram nada além de luz solar e chuviscos.
Lorcan olhou fixamente para onde Gavriel conseguira apontar, aquele pedaço de desafio que provavelmente cortaria fundo.
O sangue de Lorcan ficou frio.
Maeve permitia que a batalha explodisse através da água porque ela tinha outros jogos em andamento. Porque ela não estava no mar.
Mas na praia.
Gavriel tinha apontado para ele. Não para a praia distante, mas para a costa, para o oeste.
Precisamente onde ele deixara Elide horas atrás.
Lorcan não se importava com a batalha, com o que havia concordado em fazer para Whitethorn, a promessa que tinha feito ao príncipe.
Ele tinha feito uma promessa a ela primeiro.
Os soldados não eram estúpidos o suficiente para tentar detê-lo quando Lorcan ordenou a um deles no comando, e agarrou um bote.



Elide não podia ver a batalha de onde esperava entre as dunas de areia, o mato balançando em torno dela. Mas ela podia ouvir, os gritos e a madeira quebrando.
Tentou não ouvir o ruído da batalha, tentou implorar a Anneith para dar orientação a seus amigos. Para manter Lorcan vivo, e Maeve longe dele.
Mas Anneith estava perto, pairando atrás de seu ombro.
Veja, ela disse, como sempre fazia. Veja, veja, veja.
Não havia nada além de areia, grama, água e céu azul. Nada, exceto os oito guardas que Lorcan ordenara que permanecessem com ela, descansando nas dunas, parecendo aliviados ou desanimados por perderem a batalha que enfurecia nas ondas ao redor da curva da costa.
A voz tornou-se urgente. Veja, veja, veja.
Então Anneith desapareceu inteiramente. Não – fugiu.
As nuvens se reuniram, varrendo os pântanos. O sol começou sua ascensão.
Elide levantou-se, deslizando um pouco na duna íngreme.
O vento chicoteava e sibilava através da grama, a areia quente ficou cinzenta e muda quando aquelas nuvens passaram pelo sol. Apagando-o.
Algo estava chegando.
Algo que sabia que Aelin Galathynius tirava força da luz do sol. De Mala.
A boca de Elide secou. Se Vernon a encontrasse aqui... não haveria como escapar dele agora.
Os guardas nas dunas atrás dela se agitaram, notando o vento estranho, as nuvens. Percebendo que a tempestade que se aproximava não era de origem natural. Suportariam contra os ilkens tempo suficiente para que a ajuda viesse? Ou Vernon iria trazer mais deles desta vez?
Mas não foi Vernon que apareceu na praia, como se saísse de uma brisa passageira.

13 comentários:

  1. Essa Maeve é muito recalacada. Peloamor!!!!

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  2. Krl mano, essa Maeve além d ser uma vadia, é uma invejosa, ela ta com dor d cotovelo pq as mulheres d Terrasen estão roubando seus machos. AAAAAA VAI SER INVEJOSA ASSIM LÁ NA PUTA QUE PARIU Ò.Ó

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  3. Prevendo já a ira de uma rainha de fogo e outra bruxa 😱😱😱

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  4. NÃO MEXE COM A ELIDE N SUA VAGABUNDA

    Ai q ódio desse Maeve

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  5. MEUDEUSDOCÉU O ROWAN SE AJOELHOU PRA ELES VEI ... ROWAN EU TE AMO. QUE DESESPERO QUE EU ESTOU

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  6. CADELA PUTA VADIA MAEVE AAAAAA EU VOU ENTRA NO LIVRO É MATA ELAAAAA

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  7. O Rowan ajoelhou meu povo! Isso foi muito chocante!

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  8. WHITETHORN!
    WHITETHORN!
    WHITETHORN!
    Fui a única que gritei?
    Era pra Aelin ter visto oq ele fez por ela.
    Elide correee se enterra na areia foge faz alguma coisa.(não sei por que mas me indentifico muito com a Elide)
    Ass: Milly*-*
    (a anônima q coloca o nome)

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  9. Sinto q grandes merdas vão acontecer 😥 me preparando psicologicamente para isso..

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Boa leitura :)