30 de janeiro de 2017

Capítulo 63

Elide observou o navio se reunir contra a frota que se aproximava diante deles – então cair em um caos total quando Aedion começou a rugir abaixo deles.
A notícia chegou momentos depois. Quando o príncipe Rowan Whitethorn desembarcou no convés principal, o rosto desgrenhado, os olhos cheios de nada além de medo quando Aedion explodiu pela porta, Dorian em seus calcanhares, exibindo uma mancha roxa já aparecendo ao redor de seu olho. Andando, fervendo, Aedion lhes contou que Aelin e Manon foram para o espelho – o cadeado – e desapareceram. Como o Rei de Adarlan tinha resolvido o enigma de Deanna e enviou-as para o seu reino prateado para ganhar uma chance nesta batalha.
Desceram para o porão de carga. Mas não importava como Aedion empurrasse o espelho, não se abriu para ele. Não importava quanto Rowan buscasse com sua magia, não revelava onde Aelin e Manon tinham ido parar. Aedion cuspiu no chão, inclinando-se para dar ao rei outro olho roxo, enquanto Dorian explicava que não havia muita escolha. Ele não parecia se arrepender – até que Rowan se recusou a encontrar seu olhar.
Só quando eles estavam reunidos no convés novamente, o rei e a metamorfa contaram ao capitão sobre a virada dos acontecimentos, e Elide disse cuidadosamente a Aedion enquanto andava:
— O que está feito está feito. Não podemos esperar que Aelin e Manon encontrem uma maneira de nos salvar.
Aedion parou, e Elide tentou não se encolher com a fúria implacável quando esta se estreitou sobre ela.
— Quando eu quiser sua opinião sobre como lidar com a minha rainha desaparecida, vou perguntar.
Lorcan rosnou para ele. Mas Elide levantou o queixo, mesmo quando o insulto atingiu algo em seu peito.
— Esperei tanto tempo quanto você para encontrá-la novamente, Aedion. Você não é o único que teme perdê-la mais uma vez.
Nesse momento, Rowan Whitethorn esfregou o rosto. Ela suspeitava que esse era o máximo de sentimento que o príncipe feérico demonstraria.
Rowan abaixou as mãos, os outros observando-o. Esperando – por suas ordens.
Até mesmo Aedion.
Elide parou quando a realização a acertou. Enquanto procurava provas, mas não encontrou nenhuma.
— Continuamos nos preparando para a batalha — Rowan falou roucamente. Ele olhou para Lorcan, depois para Fenrys e Gavriel, e todo o seu semblante mudou, seus ombros empurrados para trás, seus olhos se voltando e calculando. — Não há nenhuma chance no inferno de Maeve não saber que vocês estão aqui. Ela usará o juramento de sangue quando nos ferir mais.
Maeve. Alguma pequena parte dela desejava ver a rainha que conseguiu dominar o implacável foco e carinho de Lorcan por tantos séculos. E talvez dar a Maeve um pedaço de sua mente.
Fenrys pôs a mão no punho da espada e disse com mais tranquilidade do que Elide tinha testemunhado até agora:
— Não sei como jogar isso.
De fato, Gavriel parecia perdido, examinando suas mãos tatuadas como se a resposta estivesse ali.
Foi Lorcan quem falou.
— Se vocês forem vistos lutando deste lado, acabou. Ela matará os dois ou os farão se arrepender de outras maneiras.
— E você? — desafiou Fenrys.
Os olhos de Lorcan deslizaram para os dela, então de volta para os machos diante deles.
— Isso terminou para mim meses atrás. Agora é uma questão de esperar para ver o que ela vai fazer sobre isso.
Se ela o mataria. Ou o arrastaria de volta em correntes.
O estômago de Elide revirou, e ela evitou o desejo de agarrar a mão dele e implorar-lhe para correr.
— Ela verá que contornamos sua ordem para matá-lo — Gavriel falou finalmente. — Se lutar deste lado não nos condena o bastante, então certamente isso o fará. Provavelmente já fez.
— O amanhecer ainda está a meia hora de distância, se vocês dois quiserem tentar de novo — Lorcan avisou.
Elide ficou tensa. Mas foi Fenrys que disse:
— É tudo um estratagema. — Elide prendeu a respiração enquanto examinava os machos feéricos, seus companheiros. — Para nos fraturar quando Maeve sabe que juntos, poderíamos apresentar uma ameaça considerável.
— Nós nunca a viramos contra ela — Gavriel respondeu.
— Não — concordou Fenrys. — Mas nós ofereceríamos essa força a outra. — E ele olhou para Rowan enquanto dizia: — Quando recebemos seu chamado de ajuda nesta primavera... quando você nos pediu para defender Defesa Nebulosa, partimos antes que Maeve pudesse entender. Nós corremos.
— É o suficiente — Lorcan rosnou
Mas Fenrys prosseguiu, segurando o olhar firme de Rowan.
— Quando voltamos, Maeve nos chicoteou até ficarmos a um centímetro de nossas vidas. Amarrou Lorcan aos postes por dois dias e deixou Cairn chicoteá-lo sempre que quisesse. Lorcan nos ordenou que não contasse a você... por qualquer razão. Mas acho que Maeve viu o que fizemos juntos em Defesa Nebulosa e percebeu quão perigosos nós poderíamos ser... para ela.
Rowan não escondeu a devastação em seus olhos quando encarou Lorcan – devastação que Elide sentiu ecoar em seu próprio coração. Lorcan tinha suportado aquilo... e ainda permanecia leal a Maeve. Elide roçou seus dedos contra os dele. O movimento não passou despercebido pelos outros, mas sabiamente mantiveram silêncio sobre isso. Especialmente quando Lorcan passou o polegar pelo dorso de sua mão em resposta.
E Elide se perguntou se Rowan também entendia que Lorcan não havia ordenado seu silêncio por estratégia, mas talvez para poupar o príncipe da culpa. De querer retaliar contra Maeve de uma maneira que certamente o prejudicaria.
— Você sabia — Rowan perguntou com voz rouca a Lorcan — que ela o puniria antes de ir para Defesa Nebulosa?
Lorcan segurou o olhar do príncipe.
— Todos nós sabíamos qual seria o preço.
A garganta de Rowan tremeu e ele respirou fundo, os olhos correndo para a escada como se Aelin fosse surgir dali, a salvação na mão. Mas isso não aconteceu, e Elide rezou para que, onde quer que a rainha estivesse agora, ela estivesse descobrindo o que eles tão desesperadamente precisavam aprender.
— Vocês sabem como essa batalha provavelmente terminará — Rowan falou para seus companheiros. — Mesmo que nossa frota se mantenha contra os soldados feéricos, ainda teríamos as probabilidades empilhadas contra nós.
O céu começou a sangrar com rosa e roxo quando o sol se agitou sob as ondas distantes.
— Já tivemos as probabilidades empilhadas contra nós antes. — Gavriel respondeu simplesmente. Um olhar para Fenrys, que assentiu gravemente. — Ficaremos até que nos ordenem o contrário.
Foi para Aedion que Gavriel olhou quando falou esta última parte. Havia algo nos olhos do general Ashryver que parecia quase gratidão.
Elide sentiu a atenção de Lorcan e encontrou-o ainda observando-a enquanto dizia a Rowan:
— Elide vai para à praia, sob uma guarda de quaisquer homens que você possa poupar. Minha espada será sua somente se você fizer isso.
Elide começou a falar, mas Rowan a interrompeu:
— Feito.



Rowan espalhou-os através da frota, cada ordem dada a alguns navios. Colocou Fenrys, Lorcan e Gavriel em navios no centro e para trás, mais longe do aviso de Maeve. Ele e Aedion tomaram as linhas da frente, com Dorian e Ansel comandando a fileira de navios atrás dele.
Lysandra já estava sob as ondas em forma de dragão marinho, pronta para a sua ordem de causar danos aos cascos, proas e lemes dos navios que ele marcou para ela. Apostou que, embora os navios feéricos pudessem ter escudos em torno deles, não desperdiçariam reservatórios valiosos de poder protegendo abaixo da superfície. Lysandra iria atacar rápido e forte – saindo antes que eles pudessem perceber quem e o que os destruiu por baixo.
O amanhecer estalou, claro e brilhante, pintando as velas de dourado.
Rowan não se deixou pensar em Aelin – aonde quer que ela estivesse.
Minuto após minuto passou, e Aelin não retornou.
Um pequeno bote de carvalho saiu da frota de Maeve e foi na direção deles.
Havia apenas três pessoas nele – nenhuma delas era Maeve.
Ele podia sentir milhares de olhos de cada lado daquela faixa muito estreita de água vazia entre seus exércitos, observando aquele barco se aproximar. Observando ele.
Um macho na libré de Maeve estava de pé com equilíbrio feérico sobrenatural enquanto os remadores mantinham o barco firme.
— Sua Majestade aguarda sua resposta.
Rowan entrou no túnel de sua reserva esgotada de poder, mantendo seu rosto inexpressivo.
— Informe Maeve que Aelin Galathynius não está mais presente para dar uma resposta.
Um piscar de olhos do macho foi todo o choque que ele se permitiu mostrar. As criaturas de Maeve eram muito bem treinadas, bastante conscientes do castigo por revelar seus segredos.
— A princesa Aelin Galathynius é ordenada a render-se — disse o homem.
— A rainha Aelin Galathynius não está neste navio ou em qualquer outro desta frota. De fato, não está na costa, ou em qualquer terra próxima. Então Maeve descobrirá que ela percorreu um longo caminho para nada. Deixaremos seu exército em paz, se nos concederem a mesma cortesia.
O macho zombou dele.
— Falam como covardes que sabem que estão em desvantagem. Fala como um traidor.
Rowan deu ao homem um pequeno sorriso.
— Vamos ver o que Maeve tem a dizer agora.
O macho cuspiu na água. Mas o navio remou para o abraço da armada.
Por um momento, Rowan lembrou suas últimas palavras para Dorian antes de ele ter enviado o rei para proteger sua própria linha de navios.
Estavam além de desculpas. Aelin voltaria ou – não se deixaria considerar a alternativa. Mas podiam ganhar o máximo de tempo possível. Tentar lutar para sair – para ela, pelo futuro daquela armada.
O rosto de Dorian revelara os mesmos pensamentos quando eles apertaram as mãos e ele disse em voz baixa:
— Não é uma coisa tão difícil, é... morrer por seus amigos?
Rowan não se incomodou em insistir que eles sobreviveriam. O rei fora ensinado sobre a guerra, mesmo que ainda não tivesse participado dela. Então Rowan lhe deu um sorriso sombrio e respondeu:
— Não, não é.
As palavras ecoaram novamente quando o barco do mensageiro desapareceu. E para qualquer bem que faria, qualquer tempo que ganharia, Rowan reforçou seus escudos novamente.
O sol havia subido completamente no horizonte quando a resposta de Maeve chegou.
Não um mensageiro em um barco.
Mas uma parede de flechas, tantas que esconderam a luz enquanto se arqueavam pelo céu.
— Escudo — gritou Rowan, não só para os portadores de magia, mas também para os homens armados que erguiam seus escudos amassados e surrados acima deles, enquanto flechas faiscavam pela linha.
As flechas desceram, e a magia dobrou sob sua investida. Suas pontas estavam embrulhadas em magia própria, e Rowan apertou os dentes contra isso. Em outros navios, onde o escudo estava esticado, alguns homens gritaram.
A armada de Maeve começou a vir na direção deles.

10 comentários:

  1. é batalha atrás d batalha, adooooorooooo heuheu krl.mano, vai dá muita merda '-'

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  2. Maeve é uma vadia do krlh... pqp... ja q a Aelin n estripa ela ... Vamos chamar Mare Barrow pr corta a cabeça dela... ou a Katniss pr acerta aquela flecha no core da safada

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    1. Kkkkkk... leu minha mente.

      Ass•analu

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  3. 😱😱😱
    Ansiosa.... Como isso vai acabar?
    Partiu próximo capítulo.

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  4. se alguem morrer eu mesma vou e mato a maeve

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    1. e a arrasto pessoalmente para o tartaro (que e assim que se escreve)

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  5. Vai começar 😨
    Aparece aelin 😱
    Ass: Milly*-*

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  6. Vai começar a batalha, ai vcs não podem morrer....

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  7. Mais uma batalha... Pelo Anjo, cadê Manon e Aelin ??

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  8. Criola ridícula essa maeve 😤😤

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Boa leitura :)