26 de janeiro de 2017

Capítulo 52

Com o rosto livre de emoções, Will observava os recém-chegados se aproximando vindos do sudoeste. Eles marchavam em um bando grande e irregular, o sol do meio da manhã brilhava fraco em suas armas e armaduras. Há pelo menos trezentos deles, pensou.
A voz de Halt estalou-o para fora de seu devaneio sombrio.
— É melhor você se mexer se vai reorganizar suas tropas. Ou você vai se render?
Will sacudiu a cabeça com raiva e correu do local elevado onde Halt e Shigeru estavam. Ele enviou um destacamento para recuperar o maior número de dardos possíveis e ordenou que os lobos e os tubarões fossem para a linha de frente, substituindo os dois gojus mais esgotados que suportaram o combate tão longo. Horace e Selethen iriam comandar os dois novos gojus na linha de frente. Os três tiveram uma consulta apressada.
— Eles não terão qualquer pancada neste momento  Will disse. — Então acho que o negócio é normal. Use seus dardos. Duas rajadas de cada um, não há necessidade de guardá-las para apunhalar. E fechem o mais rápido que puderem. Nossos homens se saíram bem quando se aproximaram, e os Senshi não gostaram disso.
Seus dois comandantes assentiram. Horace olhou para onde Shigeru estava em plena armadura cerimonial.
— Alguma chance de você convencer Shigeru a escapar?  perguntou, abaixando a voz.
Will balançou a cabeça.
— Halt tentou. Ele vai ficar por seus homens, ganhando ou perdendo.
— Eu sempre pensei que ele iria  Selethen disse calmamente.
Todos os estrangeiros tinham vindo a respeitar a força de caráter e a tranquila dignidade do imperador.
— Nesse caso, nós temos que ganhar  disse.
Mas o fato de que ele fez a pergunta mostrou que ele não acreditava que era possível agora. Todos sabiam que a chance era esmagar Arisaka antes de os homens de Yamada chegarem. Essa oportunidade se foi. Eles podiam ouvir os irregulares passos pesados e o chocalho de equipamentos da força de Yamada se aproximando. Em poucos minutos, estariam lutando por suas vidas novamente.
— Tudo bem  Will falou. — Eu acho que é isso. Tempo para nós...
— Chocho! Chocho-san!
A voz jovem e clara chegou a eles e todos se viraram para ver Mikeru correndo em sua direção.
O tubo de flechas pendurado em suas costas ia para cima e para baixo enquanto ele corria, criando um chocalho em contraponto o barulho de seus pés.
— Que coisa é essa de Chocho?  Will murmurou para si mesmo.
Mas seus amigos ouviram o comentário.
— É um termo de grande respeito  eles disseram em uníssono, e o arqueiro olhou para eles.
— Ah, calem a boca.
Mas agora Mikeru tinha os alcançado. Ele se inclinou para frente, recuperando sua respiração, suspirando fundo com os pulmões cheios de ar, as mãos sobre as coxas.
— Mikeru, vamos precisar de você de volta com os seus homens  Will começou.
O pequeno, mas potente arqueiro estava parado do outro lado da linha. Mas Mikeru estava balançando a cabeça enquanto reunia fôlego suficiente para falar.
— Chocho  ele conseguiu soltar — há homens vindo. Soldados!
— Nós sabemos  disse Horace, o polegar indicando os Senshi se aproximando. — Seria um pouco difícil de perder eles.
Porém Mikeru acenou com as mãos em gesto negativo.
— Não lá! Lá!
E apontou para o leste.
Os três pares de olhos se viraram para seguir seu dedo apontado. Para leste de sua posição, após o final do flanco esquerdo e do penhasco baixo, havia outra linha de cume, dois quilômetros de distância.
Emergindo atrás dele, na planície, estava uma enorme tropa. Quando os três amigos viram, a coluna continuou flutuando de trás do cume, levantando nuvens de poeira que marcava seu movimento.
— São as garotas  Horace disse calmamente. — Elas conseguiram! E trouxeram os Hasanu com elas!
— Deve ter milhares deles — Selethen completou enquanto a coluna continuava a emergir a vista.
E agora eles podiam ouvir o som fraco de um canto distante. Will percebeu que podia ouvir porque o aclamar do exército de Arisaka tinha morrido quando todos os olhos se voltaram para o leste
— Kotei! Kotei! Kotei!
— O que eles estão dizendo? — Perguntou à Mikeru.
O jovem lutador sorriu para ele.
— Eles estão dizendo: “Imperador! Imperador! Imperador!”
Will deixou escapar um suspiro de alívio. Ele olhou em volta para onde estava Halt e viu seu antigo mestre, o capuz puxado para trás e sua cabeça descoberta, baixinho acenou para ele.
Os Hasanu tinham se instalado integralmente na planície e começaram a avançar em direção ao Senshi de Arisaka. O canto ficou mais alto e mais alto quando eles se aproximaram e os homens de Arisaka viraram incertamente para enfrentar a horda que se aproximava. Mesmo com os homens de Yamada, eles estavam em menor número, em pelo menos 3 para 1, e estavam apreensivos quando começaram a capturar os detalhes dos Hasanu.
Eram grandes figuras, com mais de dois metros de altura, cobertos com o que parecia ser um pelo avermelhado e brandindo clavas fortificadas, bastões e lanças pesadas.
Inconscientemente, o Senshi agrupado se aproximou enquanto inspecionava essa nova ameaça terrível. E quando o fizeram, pareceram esquecer que atrás deles estavam as presas mortais dos lobos e dos tubarões.
Will olhou para os dois gojus em formação, perfeitamente disciplinados. Ele percebeu que essa era a oportunidade ideal para esmagar o exército de Arisaka. Sua pequena força, mas altamente treinada seria o martelo. O enorme exército Hasanu seria a bigorna, sobre a qual eles quebrariam Arisaka de uma vez por todas.
— Mikeru — falou — pegue seus homens para avançar com os ouriços. Bata no Senshi do flanco. Deixe-os terem todos os seus dardos, depois corram para ele.
O jovem assentiu com a cabeça e correu para longe. Will virou-se para Horace e
Selethen.
— Avancem os quatro gojus e acertem eles na parte traseira  ordenou.
Os dois comandantes assentiram e correram para as suas posições. Soaram as ordens. Houve o familiar som de bater de escudos maciços, elevando em suas posições. Em seguida, os lobos e os tubarões saíram em perfeita harmonia, os gojus cansados, ursos e falcões, foram atrás deles.
Alguns dos homens de Arisaka sentiram a abordagem e se viraram para enfrentá-los. O exército rebelde estava preso. As asas da linha maciça dos Hasanu os rodeariam nos próximos poucos minutos. E a máquina de guerra de rosto sombrio dos Kikori estava em sua retaguarda. Mas os Senshi eram guerreiros, formados em uma escola dura. Eles poderiam não ter nenhuma chance, mas venderiam caro as suas vidas. Aqueles na travessia viraram o rosto para os gojus Kikori que avançavam.
A quarenta metros, Horace pediu aos Kikori que parassem, então, para as fileiras de trás, para abrirem, seus dardos equilibrados.
— Parem!
A voz, profunda e ressonante, soou sobre todo o campo de batalha.
Will girou e viu Shigeru, com Halt ao seu lado, caminhando em direção à linha Kikori. Depois de um momento de hesitação, o jovem arqueiro moveu-se pra se juntar a eles.
Shigeru estava segurando um ramo verde acima da cabeça, o equivalente a uma bandeira de trégua pra os nihon-jin. O silêncio se abateu sobre o campo de batalha quando os milhares de guerreiros esperavam para ver o que estava prestes a acontecer.
O ramo verde era um símbolo inviolável e devia ser respeitado.
Halt, Will e Shigeru atravessaram a planície, até que ficaram entre os gojus Kikori e a linha de Senshi. Shigeru ficou parado, ainda segurando o ramo verde acima da cabeça.
A força Hasanu viu o outro grupo segurando um ramo verde e se retirou do grupo principal, movendo-se para se juntar ao resto do grupo.
O coração de Will subiu de alívio quando ele reconheceu Alyss, com Evanlyn ao seu lado tentando igualar os passos largos da menina mais alta e ainda manter sua dignidade. Elas estavam andando a um ou dois passos atrás de um homem alto, de aparência aristocrática nihon-jin em armadura de guerreiro. À medida que se aproximava, Will encontrou os olhos de Alyss e eles sorriram um para o outro.
— Senhor Nimatsu  cumprimentou Shigeru — é bom vê-lo.
O alto nihon-jin curvou-se profundamente.
— Estou ao seu serviço, Vossa Excelência, como o meu povo está. Dê a ordem.
Shigeru não disse nada no momento. Virou-se para as forças rebeldes, agora a quase cinquenta metros de distância para ele.
— Arisaka! — Chamou. — Temos que conversar.
Por um momento, nada aconteceu. Em seguida, um movimento ecoou da fileira de rebeldes e os guerreiros Senshi se partiram com um grupo de três homens se movendo por eles – Arisaka, com o rosto escondido pela aparência quase demoníaca do capacete vermelho laqueado, e outras duas pessoas. Eles pararam.
À direita de Arisaka estava um de seus tenentes, um nobre Senshi encorpado, trazendo um enorme arco recurvo. À esquerda estava um velho fidalgo, também em armadura.
Shigeru se curvou a essa pessoa passando.
— Senhor Yamada, me reconhece?
O homem mais velho olhou para a figura diante dele. Ele não tinha certeza. Seus olhos não eram tão bons como costumavam ser, e a pessoa estava a alguma distância. Mas ele definitivamente se parecia com o imperador.
— Disseram-me que um impostor tinha tomado o lugar do imperador  ele disse com sua voz incerta.
De repente, o arqueiro na direita de Arisaka se moveu, atirando uma flecha que tinha colocado em posição.
— Morte ao impostor!  Ele gritou quando atirou.
Shigeru resistiu firme quando a flecha perfurou seu braço esquerdo, abaixo da armadura. O sangue começou a escorrer sobre sua manga de linho branco.
Um rugido de protesto levantou-se em torno do campo de batalha, de amigos e inimigos. O ramo verde de trégua era sagrado. A violação era uma abominação aos olhos dos nihon-jin. Mas antes que qualquer um pudesse se mover, ou o próprio arqueiro pudesse preparar outro tiro, Will tirou uma flecha de sua aljava, pós no arco, puxou, mirou e atirou em um movimento.
Sua flecha perfurou a armadura do nobre como uma faca quente na manteiga. O homem cambaleou com o impacto, seu arco recurvo caindo das mãos mortas, e ele caiu para o chão.
A multidão ficou em silêncio de repente, atordoada com a resposta relâmpago de Will ao ataque traiçoeiro. Vozes começaram a murmurar de novo, a incerteza em primeiro lugar. Mas, novamente, Shigeru acalmou a multidão.
Rapidamente ele pegou um lenço do pescoço e atou ao redor do ferimento em seu braço. Em seguida, pôs a mão ilesa no arco de Will e tomou-o do jovem arqueiro.
Sua voz ecoou mais uma vez.
— Chega! Chega de derramamento de sangue! Lorde Arisaka, vamos acabar com isso agora.
A espada de Arisaka assobiou da bainha. Mais uma vez, um murmúrio de desaprovação forte ondulou pela planície, tanto em seus próprios homens e seus inimigos. Puxar uma arma na presença do ramo verde era uma violação grosseira do Código Senshi de comportamento. Mesmo as tropas de Arisaka não podiam tolerar tal ato.
— Isso só vai terminar com sua morte, Shigeru!  Arisaka gritou.
Yamada voltou-se para ele, a raiva e a vergonha que sentiu tudo muito óbvio em seu rosto.
— Shigeru?  Ele repetiu. — Então já sabia que ele não é um impostor? Você mentiu pra mim e para meus homens?
Arisaka, com a fúria além da razão, rasgou o capacete na parte do rosto da cabeça e jogou no chão com raiva.
— Ele é fraco, Yamada! Fraco e perigoso! Irá destruir tudo o que é sagrado!
Olhou agora para Shigeru, o rosto corado, os olhos brilhando de ódio.
— Você quer destruir a classe Senshi e tudo o que ela representa! Eu não vou permitir! Eu vou te parar!
— Arisaka  Shigeru disse, sua voz profunda estava calma e razoável, por contraste. — Eu não vou destruir os Senshi. Eu sou um Senshi. Mas por muito tempo, o povo de Nihon-Ja foi reprimido e oprimido. Eu quero governar para todos os povos. Como os Kikori aqui, e os Hasanu. As pessoas comuns têm o direito de ter uma palavra a dizer no nosso país. Diga para seus homens largarem suas armas agora e vamos viver em paz. Vamos viver em paz juntos.
— Não!  A voz de Arisaka era um grito. — Meus homens vão lutar com você. Nós vamos morrer se for necessário! Você pode nos derrotar, mas isso não será uma vitória barata. Milhares vão morrer aqui hoje!
— Isso é algo que eu não posso permitir  disse Shigeru.
Arisaka riu um som estridente que mostrou como ele estava perto da loucura.
— E como você vai parar isso?  Ele perguntou.
— Eu vou me retirar — Shigeru falou simplesmente.
Arisaka recuou surpreso, e exclamações de espanto passaram pela multidão.
— Vou abdicar se essa for o único caminho de parar essa loucura. Nomear outro imperador  Shigeru continuou. — Senhores Yamada e Nimatsu, eu olho para vocês para garantir que uma escolha adequada seja feita. Mas não vou assistir milhares de nihon-jins, meu povo, perderem suas vidas para preservar meu orgulho. Eu vou me retirar.
— Você esta blefando, Shigeru!  Arisaka replicou. — Você não vai desistir do trono.
— Eu juro que vou, se isso for evitar que milhares morram aqui hoje.
Shigeru deixou seu olhar rondar os rostos dos homens de Arisaka quando eles assistiam a esse choque de personalidade.
— Juro por minha honra, diante de todos aqui.
O silêncio cumprimentou suas palavras enquanto aqueles que prestavam atenção perceberam que o imperador estava sério.
Os homens de Yamada começaram a murmurar entre si. Eles tinham ido até ali sob uma falsa crença. Perceberam que Arisaka havia mentido para o seu comandante para fazê-los quebrar seu juramento ao legítimo imperador. Se Arisaka ordenasse a luta, seu comandante recusaria. Assim como eles. Agora Arisaka dependeria apenas de seus próprios homens.
Matsuda Sato era um oficial de baixo nascimento no exército de Arisaka. Ele comandou um pequeno grupo de doze homens e levou-os a serviço de seu senhor por dezessete anos. Em todo esse tempo, ele recebeu um escasso reconhecimento de seu serviço ou sua lealdade. Havia assistido Arisaka brutalizar seus homens, conduzindo-os sem piedade e punindo-os severamente quando acreditava que eles haviam fracassado. Arisaka nunca recompensava o bom serviço, apenas punia o que ele considerava ruim.
Sato, sabendo que não havia alternativa, sempre assumiu que esse era o sinal de um bom líder. Agora ele percebeu que estava testemunhando a força real – um homem que abandona a posição mais alta na terra para salvar a vida de seus súditos. Isso era liderança, Sato percebeu. Este era um homem a ser seguido. Arisaka foi exposto como trapaceiro e traidor.
Sato deslizou sua katana, ainda na sua bainha, de dentro de sua cintura e deixou-o cair no chão em sinal de paz.
— Shigeru!  Ele gritou, erguendo o punho cerrado acima da cabeça.
Os homens ao seu redor olharam para ele, surpresos. Então um deles copiou suas ações e se juntou a ele. Em seguida, outro. Em seguia, mais dois. Depois uma dúzia.
— Shigeru!
O clamor começou a se espalhar por todos os homens de Arisaka. O barulho de espadas batendo no chão tornou-se contínuo, uma chuva de granizo monstruosa, e as vozes inchando, dezenas de outros, então cinquenta, cem, então muito mais.
— Shigeru! Shigeru! Shigeru!
Em seguida, os Kikori participaram, deixando seus escudos e lanças caírem no chão e acrescentando suas vozes ao rugido crescente de aclamação. E finalmente, os Hasanu do fundo da garganta, bem como, até as montanhas ao redor se encheram com o nome.
— Shigeru! Shigeru! Shigeru!
De olhos arregalados, furioso, instigado além da razão, Arisaka balançou seu olhar em torno de seus homens. A cantoria agora era ensurdecedora e a visão de seus próprios homens aplaudindo o imperador era demais.
Sua espada brilhou e o homem mais próximo dele caiu com um grito.
Matsuda Sato, comandante de doze homens, olhou para o seu senhor, primeiro intrigado e perguntando-se por que estava vendo-o apenas através de uma névoa vermelha. Sentia-se entorpecido onde a espada de Arisaka tinha aberto uma ferida enorme no peito. Em seguida, o vermelho mudou lentamente para preto.
Um silêncio horrorizado de propagou sobre a planície quando os homens perceberam o que Arisaka tinha feito. Ele deu um passo pra frente e se virou para suas tropas, tirando sarro de como eles instintivamente recuaram, pra longe dele.
— Vocês me traíram!  gritou. — Vocês tem vergonha de mim! Profanam minha honra!
— Você não tem honra!
Ele girou a katana ainda manchada de sangue em sua mão. O orador, cujas palavras tinham sido levadas claramente para os homens em sua volta, era um dos estrangeiros.
Um jovem, vestindo um estranho manto verde e cinza. Os olhos de Arisaka se estreitaram. Era o que tinha atirado tão rápido em resposta a flecha de seu tenente. Mas agora o pesado arco longo do estrangeiro estava nas mãos de Shigeru, e ele estava desarmado.
— Você é um traidor, um covarde e um homem sem honra, Arisaka!  O estrangeiro continuou.
Arisaka levantou sua katana, apontando para o calmo rosto jovem.
— Quem é você, gaijin? O que você sabe de honra?
— Eu sou chamado de Chocho  Will disse. — Vi a honra entre esses guerreiros Kikori, homens que eu treinei para lutar com você. São homens que entenderam a fidelidade e a confiança e eu vejo-o agora em seus próprios homens, agora que eles reconhecem o verdadeiro imperador de Nihon-Ja. Mas não vejo nenhuma honra em você, Arisaka. Eu vejo um rastejador, traidor, mentiroso e covarde! Vejo um homem sem honra!
— Chocho?  Arisaka gritou, instiga fora de controle. — Borboleta? Então morra borboleta!
Ele saltou para frente, a katana levantando-se para desferir um golpe letal no estrangeiro desarmado. Em resposta, o braço direito de Will atirou-se para frente por debaixo de seu casaco e ele deu um passo a frente com a perna esquerda, agachando-se quando ele lançava a faca de caça por debaixo do braço. Era um cata-vento de luz girando, que brilhou no sentido de Arisaka, acertando-o acima do peitoral de sua armadura, abaixo do queixo, enterrando-se em sua garganta.
O impacto da lâmina pesada empurrou a cabeça de Arisaka para trás. Ele sentiu a katana caindo de repente de seus dedos folgados, sentiu o sangue jorrar da ferida enorme.
Então ele sentiu... Nada.
Will endireitou-se de sua posição agachada quando Shigeru avançou e colocou a mão em seu ombro.
— Parece que ele confundiu uma vespa com uma borboleta  o imperador falou.

6 comentários:

  1. Mds que capítulo ... Não tenho palavras para expressar esse capítulo!!!

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  2. Poooooooooooooooooooooooooooooooota que pariu, Will.
    Shigeru, vc é demais.

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  3. "— Parece que ele confundiu uma vespa com uma borboleta — o imperador falou. " wooooooooooooooooooooooooooow
    Ri demais 😂😂😂😂😂😂😂

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  4. Gente quem diria! kkkkkkkkkkk, do chorando de tanto ri.
    Ass: Bina,

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  5. Will, que tirada linda!
    -Sinead

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Boa leitura :)