26 de janeiro de 2017

Capítulo 51

Os quatro gojus passaram pela porta da paliçada duas horas antes do amanhecer. Cada grupo de cinquenta formou-se em três linhas, e eles partiram para o desfiladeiro.
A disciplina era excelente, Halt notou aprovando. Com exceção de alguns comandos silenciosos para marchar, não havia nenhum som além do tilintar dos seus equipamentos e o barulho das suas botas no solo rochoso sobre o vale de Ran-Koshi. Por enquanto, pelo menos, as paredes do vale deviam mascarar todos os sons das sentinelas no acampamento de Arisaka.
Quando chegaram à entrada do vale, o goju líder – dos ursos – virou à esquerda em resposta ao sinal de mão de seu líder e virou na sua posição combinada sobre a planície.
Os ursos, formados agora em duas fileiras, cobririam a esquerda da linha de batalha do imperador, também com as obstruções montadas pelos trabalhadores de Jito protegendo seu flanco esquerdo. Os falcões de Selethen vieram atrás deles, tomando posição da direita.
Os dois últimos gojus – os tubarões e os lobos – tomaram posição atrás dos outros para cobrir o espaço entre os dois gojus líderes. Moka, com cinquenta guerreiros Senshi de Shigeru, formaram uma reserva móvel atrás dos gojus, prontos para reagir a qualquer quebra da formação.
A linha de batalha se formou com o mínimo de barulho e confusão. Cada um sabia exatamente onde deveria ficar e foi para seu lugar sem hesitar. Eles estavam todos no lugar antes de os primeiros raios de luz cinza começaram a riscar o céu, a leste.
Will, Horace e Selethen ficaram junto dos Kikoris, dizendo-lhes calmamente para descansar e relaxar, salvando a sua força para uma batalha futura. Os homens estavam sentados em suas fileiras com seus escudos de lado. Algumas das mulheres, organizadas por Jito, moviam-se entre eles com água, arroz e peixe defumado.
Outros membros da equipe de trabalho de Jito estavam dando os últimos retoques nos ouriços. Horace foi inspecionar os equipamentos mais próximos. “Depois preciso parabenizar Halt pela perspicácia”, ele pensou. “Primeiro pela parede falsa na paliçada do primeiro ataque, agora isso”.
Cada ouriço era construído com seis estacas afiadas de dois metros de comprimento. As estacas passavam pelo meio de um laço, com seis voltas espaçadas para mantê-los no lugar. As estacas ficavam em uma forma que lembrava três largos “X” juntos. Eles eram leves e fáceis de fazer. Mas uma vez no local, eram difíceis de tirar, pois as amplas pontas tendiam a entrar na terra. Além disso, o conjunto de ouriços estava envolto com uma corda, dando voltas pelos “braços” dos ouriços, se perdendo entre eles. Horace sabia que as cordas também estavam cheias de pequenos e afiados ganchos. Eles eram pequenos, então não tão fáceis de ver. Mas iriam prender em roupas e equipamentos dos atacantes e retardá-los enquanto ele tentava se soltar.
Além dos ouriços existia também um pequeno penhasco de cerca de quatro metros de altura, que empunha uma barreira extra no caminho de alguém que tentasse flanquear pela esquerda.
Ele ouviu um leve ruído atrás dele e virou-se para ver que Will tinha se juntado a ele, inspecionando as defesas.
— Ao todo, não foi um trabalho ruim  disse Horace.
— Eu não gostaria de ser um soldado de Arisaka e acabar preso nos ouriços. Você viu Mikeru e os seus atiradores praticando?
— Sim. Eles dão até medo de tão bons, não dão? Outra das melhores ideias de Halt.
Will ia responder quando os dois ouviram um som distante de alarmes, seguidos por uma corneta estridente. Os dois olharam na direção do acampamento Arisaka.
— Parece que alguém nos viu  Will disse.
Ele bateu na mão de Horace.
— Boa sorte, Horace. Tenha cuidado.
— Pra você também, Will. Vejo você quando tivermos expulsado Arisaka.
— Ele não irá fugir  Will respondeu. — Mas se pudermos cuidar deles antes do exercito do Yamada aparecer, nós temos uma boa chance.
— E se não conseguirmos?  Horace disse.
Will de repente encontrou algo muito legal no céu.
— Não quero nem pensar nisso  ele disse depois.
Horace balançou a cabeça e inconscientemente soltou sua espada da bainha.
— Eu queria saber onde estão as garotas.
A expressão de Will já sombria, ficou mais ainda.
— Eu acho que elas não conseguiram. Se elas tivessem conseguido convencer Nimatsu e o povo dele para nos ajudar, elas deveriam estar aqui há uma semana. Acho que somos só nós.
O exército de Arisaka ficou em sua posição usual – uma frente ampla e curva com três ou quatro homens no fundo. Eles moveram-se através da planície em silêncio, esperando os quatro gojus. Diferente dos Kikoris, eles não marchavam no mesmo passo e sim como um bando solto. Os Senshi preferiam lutar como individuais e eles andavam da mesma maneira.
Só tinha uma diferença da formação normal. Arisaka tinha ouvido dos perigos sobre a parede de escudos dos Kikoris e sabia que tinha que quebrar aquela formação rígida.
Will tinha imaginado que ele usaria algo similar à Falange Macedônica – uma formação armada com lanças pesadas, para destruir a formação do inimigo. O pensamento dele foi um pouco fora do alvo. Arisaka nada sabia sobre os métodos macedônios. Mas ele sabia sobre os aríetes.
Em intervalos na linha haviam jovens troncos de árvore aparados e afiados, segurados por seis guerreiros cada, os homens segurando em cordas na lateral do tronco. Os troncos afiados balançavam abaixo das mãos, na altura da cintura segurado pelas cordas. Iriam atuar como aríetes e abrir grandes lacunas na defesa adversária antes de os Kikoris lidarem com os atacantes. Nenhuma barreira de escudos aguentaria um impacto tão forte. E uma vez que a integridade da parede estivesse quebrada, os Kikoris perderiam sua grande vantagem – a habilidade de lutar como um time, com cada guerreiro ajudando e defendendo o companheiro ao lado.
— Então é isso o que ele tem em mente  Horace murmurou para si mesmo.
Ele observou quando os Senshis avançavam e cercavam a linha de Kikoris em cada extremidade. Com o espaço menor, as formações externas teriam que recuar até a frente do exército de Arisaka. Eles posicionariam três ou quatro atacantes atrás dos aríetes.
Will estaca correndo por trás dos dois gojus líderes, gritando para atrair a atenção de Horace.
— Aríete! Aríete!
Ele chamou e Horace acenou em confirmação. Eles praticaram a defesa contra enormes lanças. Os aríetes eram no fundo a mesma coisa, e eles tinham uma tática que podiam usar contra eles. Will continuou a correr para passar a mesma mensagem para Selethen.
Horace se apressou para se juntar com seu goju. Ele se moveu rapidamente, chamando seus homens.
— Use a tática aríete quando chegarem perto!  ele gritou e viu a seção de lideres na frente do goju virarem rapidamente para indicar que entenderam.
Os Senshi estavam a 50 metros de distância agora, quase no alcance do aríete.
— Preparem-se!  Horace gritou e eles responderam como um só homem, andando para trás três passos para se dar espaço para arremessar.
— Lanças prontas!
Vinte e cinco braços se moveram para trás e as lanças miraram para cima.
— Mirem os aríetes!  Horace ordenou.
Ele observou o exército se aproximando, julgou que eles estavam no alcance do tronco.
— Agora!
As lanças sibilaram enquanto voavam em arco. Alguns segundos depois, ele viu seções inteiras da linha Senshi caírem, enquanto as lanças continuavam a cair sobre eles. Um dos aríetes caiu no chão quando metade de seus atacantes desapareceu sob as lanças e os outros foram forçados a deixar o tronco cair de suas mãos. O pesado tronco rolando só serviu para causar mais confusão. Porém, eles se reagruparam e voltaram para a luta. Ainda tinham dois aríetes mirados no goju dos ursos.
O tronco mais perto surgiu da linha de frente dos Senshis enquanto começavam a correr. Eles se lançaram em direção à barreira de escudos Kikori, o rápido aumento de velocidade enganou Horace. O pesado e afiado tronco oscilou para a frente, acertando a barreira frontal. Três dos Kikori caíram no chão e os homens do aríete moveram-se rapidamente para voltar à posição.
O grupo de Horace se juntara novamente após jogarem suas lanças. Agora usavam suas armas reservas para derrubar adversários na linha de frente, no aríete e nas barreiras. O tronco oscilou para trás e para frente para derrubar mais escudos de novo. Mais Kikori caíram na batalha e os Senshi esperando gritaram em triunfo quando viram a anteriormente parede sem falhas se desintegrando.
O tronco oscilou para trás novamente.
— Aríete! Aríete!  Horace gritou, a garganta seca e a voz rouca.
Agora, enquanto o pesado tronco oscilou para a frente, os Kikori andaram para trás e para o lado, abrindo um espaço entre eles. Sem nenhuma resistência, o aríete saiu da mão dos atacantes, jogando os homens armados no chão. Alguns dos Kikori se ocuparam em pegar o aríete e levá-lo através dos soldados.
Alguns dos Senshis resolveram se aproveitar espaço entre os Kikoris enquanto se ouvia o barulho de espadas sendo retiradas da bainha e rapidamente as espadas mortais dos Kikoris começaram a trabalhar.
Os sobreviventes que carregavam o tronco acharam-se no espaço atrás do segundo goju, aturdidos e isolados. Quando perceberam o que aconteceu, dez homens do goju dos tubarões se moveram para ajudar e rapidamente os cercaram. Em alguns segundos, os homens de Arisaka jaziam imóveis. Mas, em um estilo de luta mais aberto, eles tinham levado 5 Kikoris junto com eles.
Com um grito de raiva, a linha Senshi avançou, mas a parede de escudos se fechou tão rápido quanto abriu e eles se descobriram olhando uma formidável muralha sem falhas.
Eles cortaram e bateram sem efeito algum, negado o espaço que precisavam para fazer um melhor uso de suas espadas. As espadas curtas e mortais dos Kikoris rapidamente apareceram entre os escudos cortando, ferindo e matando.
Os Senshis recuaram, saindo do alcance das espadas curtas. Agora alguns deles começaram um ataque mais cauteloso procurando pequenos espaços entre os escudos com suas longas katanas. Mas agora, já avisados da tática dos Kikori de juntar os escudos, eles recuaram suas espadas rapidamente. Foi uma técnica eficaz e mais Kikoris caíram, sendo substituídos por homens da segunda linha.
Horace olhou de relance para baixo na linha para ver o que havia acontecido com o segundo aríete. Os homens que estavam segurando o aríete, vendo o que havia acontecido com seus companheiros, foram mais cautelosos em seu ataque. Balançaram o tronco em vários golpes curtos e selvagens na parede de escudos. A formação rachou e mais homens caíram. Então os homens segurando o aríete arremessaram-no na linha de frente dos Kikoris, as espadas imediatamente saindo da bainha para se aproveitar da abertura que tinham feito.
Por alguns minutos, tiveram a situação que quiseram – uma linha separada de Kikori que lhes dava o espaço que precisavam para usar suas espadas longas. Eles fizeram um grande estrago nos defensores. Então a segunda linha se juntou à primeira, usando suas lanças para atacar a longa distância, movendo-se para a frente como um homem para acabar com as aberturas na linha frontal.
Horace veio de sua posição vantajosa, sua espada balançando e empurrando os Senshi, seu escudo resistindo às katanas dos Senshi. A velocidade e o poder de seus golpes com a espada pegaram os homens de Arisaka de surpresa e começaram a recuar do “exército Horace”. Vendo isto, Horace gritou para seus Kikori.
 Avançem! Avançem! Issho-ni! Issho-ni!
O goju dos ursos, com a disciplina e a formação restauradas, começaram a marchar firmemente para a frente, juntando o inimigo, cortando, matando e avançando. Mas mesmo recuando, as katanas dos Senshis tomavam um pedágio dos gojus que avançavam.
No flanco direito, os falcões de Selethen estavam indo um pouco melhor. Tinha havido apenas dois aríetes na formação de Selethen, e estavam atrás dos troncos que estavam atacando as linhas de Horace. Selethen foi capaz de usar a tática “porta” quando o primeiro aríete atacou. Os Kikori foram para o lado, deixando o tronco passar, enquanto os homens de Selethen acabavam com eles usando lanças e espadas curtas. Então a linha havia fechado outra vez para enfrentar os próximos Senshi.
O segundo aríete nunca chegou à linha de frente dos falcões. Quatro de seus seis portadores foram golpeados por uma saraivada de flechas pretas. Halt, estando com Shigeru em uma posição elevada vantajosa, acenou de satisfação com a cabeça quando viu o resultado de suas flechas. Os dois carregadores restantes, incapazes de controlar o pesado tronco, deixaram-no cair no chão. O tronco quicou e rolou, derrubando quatro Senshi, planejando aproveitar o buraco que o aríete faria nas linhas inimigas.
Aproveitando a confusão, Selethen ecoou as ordens de Horace.
— Avante! Issho-ni!
Os Kikoris moveram-se para frente como uma maré repetindo a ordem.
— Issho-ni! Issho-ni!
Eles bateram de frente com os Senshi e o massacre começou. Porém, assim como os Senshi encarando os homens de Horace, esses guerreiros sabiam bem que não seria bom deixar os Kikoris chegarem perto. Eles procuraram espaços entre e em cima dos escudos, cortando e ferindo. Homens morreram nos dois lados, embora o combate a curta distância se adequasse melhor aos Kikori.
Selethen, assim como Horace, passou pelas linhas, atacando onde a ajuda era necessária com sua brilhante e curva espada, usando seu pequeno escudo de mão para repelir os ataques das katanas inimigas.
Ele olhou para as linhas do goju de Horace e viu que seus homens estavam movendo-se de encontro às linhas de Horace, abrindo um espaço perigoso. No mesmo instante, ele gritou uma ordem.
— Falcões! Parem e voltem 10 passos!
Movendo-se como um, a linha frontal dos falcões moveu-se para trás. Como haviam treinado, a segunda linha segurou nos ombros dos companheiros da frente. Viraram-se na direção que estavam recuando, guiando os passos da linha frontal para que eles não precisassem dar as costas aos inimigos. O goju inteiro simplesmente moveu-se para trás, a formação ainda intacta, qualquer espaço entre os escudos fechado pelos homens.
Selethen contou a distância até a força Senshi e olhou de volta para o goju dos tubarões atrás de seus homens. Ele sinalizou para o comandante deles e o homem se virou, gritando uma série de ordens.
Os homens de Arisaka, a visão obscurecida pelo inimigo diretamente a frente deles, não tiveram nenhum aviso sobre a chuva de lanças do goju tubarão, também porque estavam de olho nos falcões. Guerreiros Senshi caíram sem aviso por toda a extensão da linha enquanto as lanças pesadas acertavam seus alvos.
Selethen, vendo que os aríetes estavam todos fora de ação, sinalizou outra chuva de lanças e observou enquanto espaços maiores se abriam nas linhas Senshi.
Um comandante Senshi gritou uma ordem e seus homens, sem saber quando poderia acontecer outra chuva, viraram-se e correram rapidamente.
Horace agora viu que os seus homens estavam avançando muito à frente da formação dos falcões. Ele também mandou parar e as duas linhas de frente olhavam para si mesmas.
Os Senshi não iam tentar outro ataque frontal, pois isso iria levá-los ao alcance das curtas espadas. Mas agora um grupo de cinquenta guerreiros Senshi se deslocaram do batalhão e começaram a tentar achar um caminho pelas obstruções de madeira inimigas que eles podiam ver no flanco esquerdo. Eles forçaram e cortaram seu caminho pelos ouriços em forma de estrela, gradualmente conseguindo passar. Aí, vários deles foram pegos pelos ganchos que cobriam o chão na altura do joelho.
Nenhum deles prestou atenção à corneta que veio da terra elevada onde Halt estava observando. E poucos viram o grupo levemente armado de jovens que surgiu da cobertura das rochas à sua direita.
Mikeru olhou para a figura distante com o manto cinza e verde. Ele viu Halt levantar a mão lentamente, duas vezes, em seguida, apontar para a traseira. O jovem Kikori assentiu, compreendendo, e emitiu suas ordens aos seus trinta lanceiros.
— Duas lanças  disse ele. — Então recuar.
Cada homem carregava oito dardos em um tubo de couro em suas costas. Halt estava obviamente se preocupando em conservar suas armas ao máximo.
— Preparem-se!  Mikeru falou.
Ele olhou para a linha de atiradores, viu que eles estavam todos preparados, e falou a ordem definitiva.
— Agora!
As lanças com ponta de ferro, batendo na corda esticada fizeram um barulho de assobio quando foram soltas . Alguns dos homens que lutavam para soltar-se dos ouriços ouviram e ergueram os olhos, curiosos para saber o que era. Em seguida, as trinta lanças colidiram com eles e se ouvia gritos e choros quando caíam, sua armadura rompida pelas pontas de ferro. Antes que pudessem se recuperar, outro voo de lanças acertou o alvo.
Quinze dos 50 foram deixados pendurados desajeitadamente, estendidos sobre os ouriços. Onze dos sobreviventes passaram pelo emaranhado de obstáculos e encontraram-se diante de cinquenta guerreiros de Moka, que estavam ansiosos para dar um golpe pelo imperador. Houve uma rápida batalha desigual. Nenhum dos atacantes sobreviveu.
Vendo o resultado, o restante da força que tentava o flanquear se retirou.
Do outro lado do campo, a mesma coisa estava acontecendo. Homens de Arisaka, frustrados na sua tentativa de forçar um caminho através da parede de escudos, foram recuando para fazer um balanço da situação. Eles deixaram muitos de seus companheiros no campo de batalha, mas não estavam derrotados de maneira alguma.
E eles tinham levado junto também muitos dos Kikori. Sabendo o que esperar, os Senshi não atacaram cegamente, como haviam feito antes. Estavam mais disciplinados na sua segunda abordagem e sabiam quando recuar.
Agora, por consentimento mútuo, as duas forças recuaram e se observaram, cada um avaliando o dano que tinham feito, os prejuízos que sofreram.
Halt olhou para cima quando Will se aproximou. Ele viu que a aljava de seu antigo aprendiz se encontrava metade vazia. Obviamente, Will tinha alguns dos Arisakas na sua conta.
— Qual a situação?  Halt perguntou.
O arqueiro mais jovem sacudiu a cabeça.
— Não é muita boa. Perdemos mais de vinte homens. E há outros dez feridos.
Halt assobiou lentamente. Esse foi um terço dos homens que tinham estado nos dois principais gojus.
— Podemos aguentar mais um ataque?
Will pensou sobre a questão antes de responder.
— Eu diria que sim. Arisaka perdeu quase duzentos homens no ataque. Temos dois gojus intactos e prontos para lutar. São tropas novas. Vou colocá-los na frente para substituir os falcões e os ursos.
— Além disso, temos os lanceiros de Mikeru. Eles fizeram um ótimo trabalho. Também temos cinquenta Senshi nossos.
— Penso que nós podemos lidar com qualquer coisa que Arisaka lançar sobre nós, desde que os reforços não apareçam.
No momento em que ele disse as palavras, ele lamentou-as. O pensamento supersticioso ocorreu-lhe que ao mencionar a possibilidade, ele pode torná-la realidade. Então ele expulsou o pensamento. As coisas não funcionam assim, disse a si mesmo.
Do outro lado do campo, do exército Arisaka, ele ouviu um barulho repentino de alegria. Ele olhou para cima.
— O que eles estão comemorando?  perguntou.
Halt apontou na direção de uma linha de homens, apenas visível no canto sudoeste da planície.
— É Yamada  disse ele. — Ele chegou.

3 comentários:

  1. Evanlyn e Alyss vão chegar na hora H \o/ .

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  2. Boca maldita do Will, só não é mais azarado pq não é semideus. Hora das meninas chegarem para a festa!!

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  3. Meu Deus, onde estar Alyss e Evanlyn! Meu coração está pra saltar pela boca de tanta ansiedade!
    Ass: Bina.

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Boa leitura :)