30 de janeiro de 2017

Capítulo 40

A fumaça fizera arder os olhos de Elide durante a maior parte da manhã abafada e cinzenta.
Apenas fazendeiros nos campos colocando fogo para alqueivar, Molly afirmara, pois as cinzas poderiam fertilizar a terra para a colheita do próximo ano. Eles deviam estar a quilômetros de distância, mas a fumaça e cinzas viajavam para longe pelo rápido vento do norte. O vento que a levaria para casa, para Terrasen.
Mas eles não estavam indo para Terrasen. Eles estavam indo para leste, em linha reta na direção da costa.
Logo ela teria que cortar para o norte. Eles tinham passado por uma cidade – apenas uma, e seus habitantes já estavam cansados de artistas e viajantes itinerantes. Mesmo com a noite seguindo mal, Elide sabia que eles provavelmente só ganhariam dinheiro suficiente para cobrir suas despesas para a hospedagem.
Ela atraíra um total de quatro clientes para sua pequena tenda, até agora, na maioria homens jovens à procura de saber qual das moças da aldeia os desejava, mal percebendo que Elide – sob a grossa camada de maquiagem em seu rosto – não era mais velha que eles. Eles saíam correndo quando os seus amigos os apressaram, sussurrando através dos retalhos pintados de estrelas que um espadachim estava começando um show, e cujos braços eram quase do tamanho de troncos de árvore.
Elide tinha franzido o cenho, tanto para os jovens irresponsáveis que desapareceram – um sem pagar – e, Lorcan, por roubar o show.
Ela esperou por dois minutos antes de se empurrar para fora da tenda, o enorme turbante ridículo que Molly colocara em seu cabelo se prendendo nas dobras. Fiozinhos de contas e pontos de luz pendiam do alto, e Elide os tirou dos olhos, quase tropeçando em suas vestes vermelho-sangue combinando enquanto ia ver qual era o motivo de toda aquela confusão.
Se os jovens da cidade tinham ficado impressionados com os músculos de Lorcan, não era nada em comparação com o que eles faziam com as garotas.
E as mulheres mais velhas, Elide percebeu, sem se preocupar em se espremer por entre a multidão apertada diante do palco improvisado em que Lorcan estava de pé, fazendo malabarismo e atirando espadas e facas.
Lorcan não era um artista natural. Não, ele tinha a ousadia de realmente parecer entediado lá em cima, na fronteira do mal-humor absoluto.
Mas o que lhe faltava em charme, ele compensava com o corpo oleado sem camisa. E pelos deuses...
Lorcan fazia os jovens que haviam visitado sua tenda parecerem... crianças.
Ele equilibrava e atirava suas facas como se fossem nada, e ela teve a sensação de que o guerreiro estava apenas passando por uma de suas rotinas de exercícios diários. Mas a multidão ainda delirava em cada torção, atirar e pegar, e as moedas ainda escorriam na panela na borda do palco.
Com as tochas em torno dele, o cabelo escuro de Lorcan parecia engolir a luz, seus olhos de ônix planos e sem brilho. Elide se perguntou se ele estava contemplando o assassinato de todos, babando sobre isso como cães em torno de um osso. Ela não podia culpá-lo.
Uma gota de suor deslizou pelo cabelo escuro, pingando em seu peito esculpido. Elide observava, um pouco paralisada, enquanto a gota se dirigia para baixo nas ranhuras musculosas de seu estômago. Mais para baixo.
Ela não era melhor do que aquelas mulheres o comendo com os olhos, disse a si mesma, e virou a cabeça para voltar à sua tenda quando Molly observou do seu lado:
— Seu marido poderia apenas estar sentado lá em cima, calçando as meias, que as mulheres esvaziariam seus bolsos para ter a possibilidade olhar para ele.
— Ele tinha esse efeito aonde quer que nós fôssemos com o nosso antigo grupo — Elide mentiu.
Molly estalou a língua.
— Você tem sorte — ela murmurou enquanto Lorcan arremessava a sua espada para o alto e as pessoas engasgavam — que ele ainda olhe para você do jeito que ele faz.
Elide se perguntou se Lorcan realmente olharia para ela se ela lhe contasse qual era seu nome, quem era, e o que carregava. Ele dormia no chão da tenda toda noite – não que ela já tivesse alguma vez se preocupado em oferecer a ele o colchão. Ele normalmente vinha depois que ela tinha adormecido, e saía antes de ela acordar. Para fazer o quê, ela não tinha ideia, talvez exercícios, uma vez que seu corpo era... assim.
Lorcan atirou três facas no ar, curvando-se sem um pouco de humildade ou diversão para a multidão. Eles engasgaram novamente, quando as lâminas voltaram para sua espinha exposta.
Mas em uma manobra fácil e bonita, Lorcan girou, pegou cada lâmina, uma após a outra.
A multidão aplaudiu, e Lorcan olhou friamente para a bandeja de moedas.
Mais cobres – e algumas moedas de prata – fluíram, como o tamborilar da chuva.
Molly soltou uma risada baixa.
— Desejo e medo podem afrouxar quaisquer cordões de bolsa. — Um olhar penetrante. — Você não deveria estar em sua tenda?
Elide não se incomodou em responder ao sair, e poderia ter jurado sentir o olhar de Lorcan estreitado sobre ela, sobre os colares balançando, as longas roupas volumosas. Ela continuou, e suportou mais alguns homens jovens – e algumas mulheres novas – perguntando sobre suas vidas amorosas antes de encontrar-se novamente sozinha naquela tenda boba, a escuridão iluminada somente pelo globo transparente balançado com pequenas velas dentro.
Ela estava à espera que Molly finalmente gritasse que o dia tinha acabado quando os ombros de Lorcan atravessaram as abas, enxugando o rosto com um pedaço de tecido que definitivamente não era sua camisa.
— Molly implorará para que você fique, percebe — Elide falou.
Ele deslizou na cadeira dobrável diante de sua mesa redonda.
— É essa a sua previsão profissional?
Ela afastou um fio de pérolas que balançava diante de seus olhos.
— Será que você vendeu a sua camisa, também?
Lorcan deu um sorriso selvagem.
— Tenho dez cobres que a esposa de um fazendeiro deu por ela.
Elide fez uma careta.
— Isso é nojento.
— Dinheiro é dinheiro. Suponho que você não precise se preocupar com isso, com todo o ouro que tem escondido.
Elide segurou seu olhar, não se preocupando em parecer agradável.
— Você está em um bom humor raro.
— Ter duas mulheres e um homem oferecendo um lugar em suas camas hoje à noite faz isso com uma pessoa.
— Então por que está aqui? — saiu mais cortante do que ela pretendia.
Ele examinou a esfera suspensa, o tapete de tecido, a toalha de mesa preta, e, em seguida, as mãos dela – cicatrizadas, calejadas e pequenas, segurando a borda da mesa.
— Não arruinaria a sua mentira se eu escorregasse para a noite com outra pessoa? Você teria que se livrar de mim com um chute no traseiro, teria o coração partido e furioso pelo resto de seu tempo aqui.
— Você pode muito bem se divertir — ela observou. — Vai sair em breve, de qualquer maneira.
— E você também — ele lembrou.
Elide bateu um dedo na toalha da mesa, o tecido áspero arranhando contra sua pele.
— O que foi? — perguntou ele. Como se ser educado fosse um inconveniente.
— Nada.
Não era nada, entretanto. Ela sabia por que estava adiando aquela curva para o norte, a partida inevitável daquele grupo e a viagem final por conta própria.
Ela mal conseguia causar impacto em um pequeno circo. O que diabos faria em uma corte com tais pessoas poderosas – especialmente sem ser capaz de ler? Enquanto Aelin poderia destruir reis e salvar cidades, o que diabos ela faria para provar o seu valor? Lavar suas roupas? Limpar seus pratos?
— Marion — ele chamou asperamente.
Ela olhou para cima, surpresa de encontrá-lo ainda ali. Os olhos escuros de Lorcan eram ilegíveis na penumbra.
— Havia vários jovens que não conseguiam parar de olhar para você esta noite. Por que não ter um pouco de diversão com eles?
— Por quê? — Ela retrucou. O pensamento de um estranho tocá-la, de algum homem sem rosto, sem nome arranhando-a no escuro...
Lorcan se acalmou. Ele disse também calmamente:
— Quando você estava em Morath, alguém...
— Não. — Ela sabia o que ele queria dizer. — Não... não chegaram tão longe — mas a memória daqueles homens tocando-a, rindo de sua nudez... ela expulsou-as. — Eu nunca estive com um homem. Nunca tive a oportunidade ou o interesse.
Ele inclinou a cabeça, seu escuro cabelo sedoso deslizando sobre o rosto.
— Você prefere mulheres?
Ela piscou para ele.
— Não... eu não acho que não. Não sei o que prefiro. De novo, eu nunca... nunca tive a oportunidade de sentir... isso. — Desejo, luxúria, ela não sabia. E não sabia como ou por que eles acabaram falando sobre isso.
— Por quê?
E com todo foco considerável de Lorcan afinado sobre ela, daquela maneira como ele olhava para dua boca pintada de vermelho, Elide queria contar a ele. Sobre a torre, e Vernon, e seus pais. Sobre por que, se ela fosse sentir desejo, seria resultado de confiar em alguém tanto assim para aqueles horrores desaparecerem, resultado de saber que alguém lutaria com unhas e dentes para mantê-la livre e nunca a trancaria, machucaria ou deixaria.
Elide abriu a boca. Em seguida, a gritaria começou.



Lorcan não sabia por que diabos ele estava na pequena tenda ridícula de vidente de Marion. Ele precisava se lavar, precisava limpar o suor e óleo e a sensação de todos aqueles olhares comendo-o.
Mas ele tinha visto Marion no meio da multidão, enquanto terminava o seu desempenho pobre e ridículo. Ele a vira no início da noite, antes de ela vestir aquele turbante e aquelas roupas, contudo... talvez fosse os cosméticos, o kohl pesado ao redor de seus olhos, a forma como os lábios pintados de vermelho fazia aquela boca parecer um novo pedaço de fruta, mas... ele a notara.
Notara a forma como os homens a viram, também. Alguns ficaram absolutamente boquiabertos, maravilha e luxúria escrito através de seus corpos, quando Marion se demorou, alheia, na borda da multidão e assistiu Lorcan.
Bonita. Depois de algumas semanas de comida e segurança, a jovem aterrorizada e magra tinha de alguma forma passado de bonita para linda. Ele havia terminado o seu trabalho mais cedo do que pretendia, e quando olhou para cima novamente, Marion tinha ido embora.
Como um maldito cão, ele pegou seu cheiro no meio da multidão e a seguiu de volta para esta tenda.
Nas sombras e luzes brilhando lá dentro, com o turbante de pérolas penduradas e escuras vestes vermelhas... encarnando a vidente. Serena, requintada... e totalmente proibida.
E ele tinha ficado tão focado em amaldiçoar-se por ficar olhando para aquela boca madura, pecaminosa, enquanto ela admitia que ainda era intocada, que não tinha detectado nada de errado até que a gritaria começou.
Não, ele ficara ocupado demais contemplando que sons poderiam vir daquela boca carnuda, se ele lentamente, gentilmente, lhe ensinasse a arte do quarto.
O ataque, Lorcan supôs, era a maneira de Hellas dizer-lhe para manter seu membro dentro das calças e sua mente fora da sarjeta.
— Esconda-se sob um vagão e permaneça lá — ele ordenou antes de se arremessar para fora da tenda. Ele não esperou para ver se ela obedeceu. Marion era inteligente, ela sabia que tinha uma melhor chance de sobrevivência se o escutasse e encontrar abrigo.
Lorcan soltou seu dom através da trupe em pânico no local – uma onda de poder escuro, terrível varrendo para fora em uma ondulação, em seguida, correndo de volta para dizer-lhe o que sentia. Seu poder estava alegre, sem fôlego de uma forma que ele conhecia muito bem: a morte.
Em uma extremidade do campo estava os arredores da pequena cidade. Na outra, um bosque de árvores e noite sem fim – e asas.
Aumentando de tamanho, formas vigorosas mergulharam do céu – sua magia percebeu quatro. Quatro ilken que pousaram, garras para fora e expondo os dentes retalhadores. As asas de couro, parecia, marcavam-nos como uma ligeira variação dos que os seguiram em Carvalhal. Uma variação – ou um refinamento de um caçador já implacável.
As pessoas correram, gritando – na direção da cidade, na direção da cobertura dos campos escuros além.
Aqueles incêndios distantes não tinham sido feitos por fazendeiros para queimar seus campos vazios. Haviam sido feitos para tomar os céus, para esconder o cheiro destas bestas. Dele. Ou de quaisquer outros guerreiros talentosos.
Marion. Eles estavam caçando Marion.
O circo era um caos, os cavalos estavam gritavam e escoiceavam. Lorcan mergulhou na direção de onde os quatro ilken haviam pousado no coração do acampamento, bem onde ele estava se apresentando minutos antes, a tempo de ver uma cair logo atrás de um rapaz que fugia e fazê-lo cair de costas.
O jovem ainda gritava por deuses que não responderiam quando o ilken se inclinou para baixo, libertando uma longa garra, e abriu sua barriga em um golpe lento. Ele ainda gritava quando o ilken baixou o rosto mutilado e se refestelou.
— O que, pelas chamas do inferno, são aquelas bestas?
Era Ombriel, uma longa espada presa de uma forma que lhe disse que ele sabia como manuseá-la. Nik veio trovejando por trás dela, duas lâminas ásperas, quase enferrujadas, em suas mãos carnudas.
— Soldados de Morath — foi tudo Lorcan forneceu. Nik olhava para a lâmina e o machado que Lorcan puxara e ele não pensou em fingir que não sabia como usar uma, por ser um homem simples das florestas, enquanto dizia, com fria precisão: — Eles são naturalmente capazes de cortar magia, e só decapitação os mantém mortos.
— Eles tem quase dois metros e meio de altura — falou Ombriel, o rosto pálido.
Lorcan deixou-os para as suas avaliações e medo, entrando no anel de luz no coração do acampamento quando os quatro ilken terminaram de brincar com o jovem. O ser humano ainda estava vivo, em silêncio, murmurando pedidos de ajuda.
Lorcan atacou com seu poder e poderia ter jurado que o jovem tinha gratidão em seus olhos quando a morte o beijou em saudação.
Os ilken ergueram os olhos com um, assobiando suavemente. Sangue escorreu de seus dentes.
Lorcan encapsulou-se sob o seu poder, preparando-se para distrair e confundi-los, caso a sua resistência à magia fosse verdade. Talvez Marion tivesse tempo para correr. O ilken que rasgou a barriga do jovem disse a ele, o riso dançando sobre a língua cinzenta:
— Você é quem está no comando?
— Sim — Lorcan respondeu simplesmente.
Isso lhe disse o suficiente. Eles não sabiam quem ele era, o seu papel na fuga de Marion.
Os quatro ilken sorriram.
— Nós procuramos uma garota. Ela assassinou nossos parentes, e vários outros.
Eles a culpavam pela morte dos ilken semanas atrás? Ou era uma desculpa para promover seus próprios fins?
— Nós a seguimos atravessando o Acanthus... Ela pode estar escondida aqui, entre o seu povo. — Um sorriso de escárnio.
Lorcan desejou que Nik e Ombriel ficassem de boca fechada. Se eles sequer ameaçassem revelá-los, o machado em suas mãos se moveria.
— Verifique outro grupo. Essa trupe existe há meses.
— Ela é pequena — ele continuou, aqueles olhos humanos demais piscando. — Aleijada de uma perna.
— Não conheço ninguém assim.
Eles a caçariam até os confins da terra.
— Então, alinhe o seu grupo para que possamos... inspecioná-los.
Fazê-los andar. Olhar para eles. Procurar por uma jovem de cabelos escuros mancando e quaisquer outras características que o tio dela fornecera.
— Vocês assustaram a todos. Pode levar dias antes que retornem. E, novamente, — Lorcan disse, o machado balançando um pouco mais alto — não há ninguém na minha caravana que corresponde a tal descrição.
Atrás dele, Nik e Ombriel ficaram em silêncio, o terror deles um fedor que se enfiou em seu nariz. Lorcan desejou que Marion permanecesse escondida.
O ilken sorriu – o sorriso mais hediondo que Lorcan havia visto em todos os seus séculos.
— Temos ouro — em verdade, o ilken ao lado tinha uma bolsa pendurada no quadril. — O nome dela é Elide Lochan. Seu tio é o Senhor de Perranth. Ele irá recompensá-lo generosamente por entregá-la.
As palavras atingiram Lorcan como pedras. Marion – Elide tinha... mentido. Conseguira até mesmo impedi-lo de cheirar a mentira, usara verdades o suficiente e seu próprio medo para manter o cheiro da mentira escondido...
— Não conhecemos ninguém com esse nome — Lorcan disse novamente.
— Que pena — a sentinela cantarolou. — Porque, se a tivesse em seu grupo, nós a levaríamos embora. Mas agora... — o ilken sorriu para seus três companheiros, e as suas asas escuras sussurraram. — Agora parece que voamos um caminho longo demais para nada. E nós estamos com muita fome.

13 comentários:

  1. Pelo caldeirão...
    VAI DA MERDA 🎶 VAI DA MERDA 🎶 VAI DA MERDAAAAAAAA
    (Desculpe pelo palavreado)

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  2. Bom que o Lorcan curtiu com o Rowan, chamando ele de "Rowan-no-cio-Whitthorn" por causa da devoção dele pela a Aelin... e agora o próprio Lorcan tá aí "farejando" a Elide que nem um cão no cio

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  3. O terceiro feérico (a águia) vai aparecer ai.

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  4. Ele tinha que dscobri a verdade por um ilken? -.-

    -B.Bunny

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  5. Eu tô shippando loucamente esses dois *-* cara é impossível não shippar *-*
    FODEU, VAI DA MERDA O.o
    #Elican

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  6. Putaqueparel, venho do cap 39 cheia de preocupação com a Manon e o cap é sobre a Elide. Não que eu não goste deles (eu gosto e shippo) mas poxaaaa, essa autora sabe como prender nossa atenção e parar nossas vidas.

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  7. Não, ele ficara ocupado demais contemplando que sons poderiam vir daquela boca carnuda, se ele lentamente, gentilmente, lhe ensinasse a arte do quarto.
    O ataque, Lorcan supôs, era a maneira de Hellas dizer-lhe para manter seu membro dentro das calças e sua mente fora da sarjeta.

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk toda a merda acontecendo e eu ñ consigo parar de rir disso......scrrrr

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  8. Eu to shippando muitoooooo
    #Elorcan ❤ Futuros Otps,Elide e Lorcan,Manon e Doria,Lysandra e Aedion💕

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  9. Aaaa cm n shipar esses dois... daqui a pouco bem pouco o Lorcan vai entra no cio que nem o Rowan.... 😍😍😎😎🤗🤗

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  10. "Não, ele ficara ocupado demais contemplando que sons poderiam vir daquela boca carnuda, se ele lentamente, gentilmente, lhe ensinasse a arte do quarto.
    O ataque, Lorcan supôs, era a maneira de Hellas dizer-lhe para manter seu membro dentro das calças e sua mente fora da sarjeta."
    A PUTARIA COMEÇOU

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Boa leitura :)