26 de janeiro de 2017

Capítulo 3

O Castelo Highcliff teve seu nome devidamente escolhido, Gilan pensou. Ele interrompeu o galope de Blaze e desceu da sela, estudando o Castelo.
Não havia nada de notável sobre o próprio edifício. Era uma estrutura de granito sólido, com as habituais quatro torres de canto, acompanhado por muros com ameias. Uma única e alta torre ficava no centro do espaço fechado. Essa seria torre de abastecimento, pensou, onde os cômodos de comer, dormir e as salas administrativas estariam localizadas no castelo.
Mas era o local em que o castelo tinha sido construído que lhe deu o nome. O litoral nesta parte de Araluen era formado por altas falésias de um branco giz, o que explicava o nome “alto penhasco”. O castelo foi construído em um alto afloramento, uma península ligada à costa por um pescoço estreito e sinuoso de terra mal tendo vinte metros de largura.
De ambos os lados do caminho, penhascos íngremes desciam para onde o mar batia constantemente contra as rochas, mandando grandes borrifos d’água para o céu e criando um som rítmico crescente. Pilhas de rochas esbranquiçadas tombadas na base das falésias mostrava onde o caminho estava sendo constantemente minado e corroído pelo ataque incessante das ondas. Com o tempo, ele pensou, o caminho desapareceria completamente, transformando Highcliff numa ilha.
Enquanto observava, ele viu homens patrulhando as muralhas do castelo. Em uma das torres situadas no interior, ele podia ver uma pequena figura apoiando os cotovelos no parapeito. Enquanto Gilan assistia, outra figura juntou-se a primeira, com o braço estendido, apontando para o local onde Gilan e Blaze estavam imóveis. O primeiro guarda endireitou-se de sua posição relaxada e virou-se, sem dúvida, alertando alguém abaixo.
— Eles nos viram — Gilan comunicou a Blaze.
Estamos um pouco óbvios, nosso contorno contra o horizonte desta forma.
— Eu não estava tentando deslocar-me despercebido — Gilan explicou e Blaze fungou desdenhosamente.
Ele tinha o hábito de fazer isso, Gilan pensava. Sabendo que ele nunca conseguiria ter a última palavra com seu amigo, ele o impeliu para frente e o fez ir cuidadosamente pelo caminho rochoso para o início da trilha que conduzia ao castelo.
Havia um ponto de sentinela lá, tripulado por dois soldados com aparência entediada.
Gilan se identificou, embora o manto de arqueiro e o arco longo maciço deixassem pouca dúvida quanto a quem ou o que ele era. O chefe presente acenou para ele.
— Apenas um momento, por favor, arqueiro — ele falou.
Sua voz era respeitosa, ao mesmo tempo desconfiada. A reputação do Corpo de Arqueiros era a razão para a dupla reação. O soldado cutucou seu companheiro com um cotovelo.
— Erga a bandeira amarela, Nobby.
Sem dizer uma palavra, o segundo homem caminhou a um mastro nas proximidades, onde Gilan podia ver que havia duas bandeiras ligadas as adriças, prontas para serem içadas. Uma era amarela, outra vermelha. Nobby selecionou a amarela e içou o quadrado de tecido colorido para o topo do mastro. A bandeira vibrou com a forte brisa do oceano, destacando-se a partir do mastro. Depois de alguns segundos, uma bandeira em resposta apareceu na porta do castelo.
Presumivelmente, pensou Gilan, se ele tivesse sido identificado como um inimigo, os soldados teriam sinalizado com a bandeira vermelha. Se ele fosse um inimigo, é claro, ele não teria dado a eles essa chance, embora supostamente nenhum sinal levantado teria o mesmo significado de uma bandeira vermelha. Era, provavelmente, uma forma de melhorar a moral das sentinelas, para elas acreditarem que tinham uma chance de sinalizar se um inimigo estivesse chegando ao posto de guarda.
— Pode atravessar, arqueiro — comunicou o soldado.
Gilan fez um gesto em reconhecimento e estimulou Blaze para frente.
Ele deixou as rédeas soltas, permitindo que o cavalo escolhesse seu próprio caminho. A trilha não era particularmente estreita para um único cavaleiro, mas ele estava consciente da íngreme queda de cada lado para o mar abaixo.
Ao se aproximar da porta do castelo e a ponte levadiça, a pista estreitou-se consideravelmente, de modo que não teria espaço para não mais do que quatro homens lado a lado se aproximar da entrada do castelo.
Ele tocou levemente as rédeas quando chegaram à ponte levadiça e Blaze parou de avançar, enquanto um sargento aproximou-se. Seu olhar aguçado percebeu a capa e o arco longo de Gilan, que o carregava atravessado em sua sela. Ele também notou a espada longa pendurada no lado esquerdo do arqueiro e franziu a testa. Espadas normalmente não faziam parte do armamento de um arqueiro.
Gilan assentiu com aprovação. Os dois guardas exteriores não tinha percebido a arma ou, se tivessem, não haviam dado significado a isso.
Ele mostrou a folha de carvalho prata que estava pendurada em uma corrente ao redor de seu pescoço e se inclinou para frente para que o sargento pudesse ver claramente.
— Arqueiro Gilan, temporariamente destacado para deveres especiais — ele leu.
O sargento estudou o amuleto, olhou mais uma vez para a espada, então chegou a uma decisão. Ele sinalizou para que o único obstáculo, a baliza atravessada no portão, fosse erguida e em seguida, deu um passo para um lado.
— Passe, arqueiro Gilan — disse ele. — O gabinete do senescal é sempre em frente, no andar térreo da fortaleza.
Gilan assentiu e compeliu Blaze para frente através das sombras da porta maciça de entrada. Seus cascos ecoaram alto quando eles passaram sobre os pisos do pátio do castelo. No momento em que Gilan desmontava, uma mão firme materializou ao lado dele.
— Posso cuidar de seu cavalo, arqueiro? — questionou.
Gilan considerou por um segundo ou dois. Era sua prática normal cuidar de Blaze ele mesmo.
— É atencioso de sua parte. — Respondeu. — Percorremos um longo caminho, por isso, dê-lhe uma boa escovada e uma generosa medida de grãos.
O dono da mão assentiu e pegou a arreio de Blaze. Enquanto Gilan entregou, ele disse para o baio:
— Vá junto, Blaze.
Assim instruído, o cavalo voltou e seguiu com os cascos ressoando no assoalho atrás do homem, para o edifício de madeira junto à parede norte, que abrigava os estábulos.
Gilan sorriu baixinho para si mesmo. Se ele não tivesse dito aquelas três simples palavras, a montaria teria ficado tão imóvel quanto à parede norte em si.
Ele entrou na torre. O andar térreo era um grande espaço aberto. No centro havia uma grande escada de madeira que leva para o próximo nível. No caso de um ataque, as escadas podem ser queimadas ou esmagadas uma vez que os habitantes tivessem fugido para o andar superior, deixando os atacantes sem nenhuma forma de acessá-los. De lá, o acesso a pisos superiores seria pelas mesmas escadas à direita em espiral que ele havia comentado em Araluen.
Do lado esquerdo, uma grande área foi fechada por uma parede de madeira. Ele supunha que era a guarita, onde as sentinelas poderiam relaxar ou dormir enquanto não estavam de plantão. Do lado direito, outra parede separava uma área ligeiramente menor. Este seria o escritório do senescal ou administrador do castelo. Como um arqueiro, Gilan poderia simplesmente ir para o níveis mais elevados, onde ele iria encontrar quartos do Barão. Mas eram boas maneiras abordar primeiro o senescal e ele não viu razão para irritar qualquer um apenas para provar sua própria importância.
Um homem um pouco acima do peso estava sentado em uma mesa do lado de fora de uma larga porta de bronze que dava para o escritório. As mangas de seu colete eram revestidas em pano preto para proteger de manchas de tinta e ele estava copiando uma lista de números de uma folha de pergaminho em um livro de grande porte. Ele olhou para cima ao som das botas de Gilan sobre o piso.
— Posso ajudar? — perguntou ele educadamente.
Gilan jogou o manto dos ombros para trás e ofereceu a folha de carvalho de prata mais uma vez.
— Meu nome é Gilan. Sou um Arqueiro do Rei. Eu gostaria de ver o senescal, por favor.
— É claro. Por favor, aguarde um momento.
O funcionário colocou sua caneta de pena para baixo e levantou-se, correndo para a porta que dava para o escritório interno. Ele desapareceu dentro dela e menos de um minuto depois surgiu mais uma vez, acenando para Gilan.
— Por favor, entre. O senescal Philip está ao seu serviço. Posso arranjar-lhe alguma bebida?
Gilan hesitou. Tinha sido uma longa viagem e a brisa do mar ao longo dos últimos dez quilômetros havia sido fria.
— Café, se você tiver — respondeu-lhe.
O funcionário se curvou e apontou-lhe pela porta.
— Eu vou trazê-lo imediatamente — disse ele enquanto Gilan entrou no escritório.
O senescal era um homem idoso. Seu longo cabelo era completamente cinza e seu rosto era alinhado. Embora, pensou Gilan, poderia ser o resultado dos rigores de seu escritório, em vez da idade. Ele estava levantando por trás de sua mesa enquanto o arqueiro entrava, sua mão estendida em saudação.
— Bem-vindo a Highcliff, arqueiro Gilan. É uma honra ter tal convidado ilustre.
As palavras poderiam ter sido pomposas demais, mas Philip parecia bastante genuíno. No entanto, havia algo nele que incomodou Gilan. Ele parecia bastante à vontade na presença de Gilan. Ele o conduziu a uma cadeira em frente de sua grande mesa.
— Por favor, sente-se, arqueiro. Lamento dizer que você apanhou-nos desprevenidos. O Barão Douglas está fora caçando. Ele não vai voltar por várias horas. Mas se eu puder ajudá-lo de alguma forma...
Gilan dispensou o pedido de desculpas.
— Eu não estou com pressa — disse ao homem. — Estarei feliz em esperar o retorno do Barão. Enquanto isso, você pode ser capaz de me fornecer algumas informações.
Quando ele disse as palavras, Gilan teve certeza de que viu o indício de um sentimento de culpa, apressadamente coberto. Seus olhos se estreitaram um pouco. Philip estava definitivamente nervoso sobre algo. E Gilan já tinha suspeitas de que havia um informante no castelo – alguém de escalão alto o suficiente para ter conhecimento sobre o comboio de pagamento recente e sua rota.
— Informações? — Philip repetiu. Até agora ele tinha suas reações mais sobre controle, sua voz era firme e sua maneira evasiva. — Que seriam sobre...?
Houve uma batida na porta e o funcionário entrou, carregando uma bandeja com uma xícara de café. Gilan decidiu não responder imediatamente. Ele queria dar tempo para o outro homem ponderar sobre quais informações ele poderia estar procurando. Ele aceitou a xícara, acrescentou o açúcar e tomou um gole profundo e agradecido. Ele acenou ao escrivão, que se retirou da sala. Quando a porta se fechou atrás dele, Gilan voltou-se para Philip.
— Eu estou tentando rastrear um homem chamado Foldar. Você pode ter ouvido falar dele.
Agora o rosto de Philip escureceu, raiva substituindo o nervosismo anterior.
— Foldar? Eu nunca encontrei um homem tão mal. Em minha opinião, ele era pior que o próprio Morgarath.
Gilan olhou rapidamente.
— Você o conheceu?
Philip assentiu várias vezes antes de responder. Quando ele voltou a falar, sua mente estava, obviamente, muito longe.
— Ah, sim. Eu conhecia — disse. — Conhecia os dois, na verdade. Maus, eles eram. Eu suponho que é o que o atraiu Foldar para Morgarath. Como se costuma dizer, mesmo gostos se atraem.
— Como você os conheceu? — Gilan perguntou, fascinado.
Ele não tinha encontrado muitas pessoas que realmente conheceram Morgarath, mesmo que a sombra do ex-barão tivesse pairado sobre Araluen por tantos anos.
Olhos de Philip levantaram para encontrar os dele.
— No Castelo Gorlan — ele respondeu. — Eu comecei a minha formação em serviço como aprendiz de secretário lá. É claro, eu não iria realmente dizer que eu os conhecia, não no sentido de compartilhar o tempo com eles ou conhecê-los. Mas eu os via muito ao redor do castelo. E isso foi o suficiente para mim. Eu mal podia esperar para deixar o local.
— Quando foi isso? — Gilan perguntou.
Ele estava fingindo interesse apenas para ser educado, mas seus sentidos estavam formigando. Apesar da afirmação de Philip de que ele não suportava a presença do ex-tenente de Morgarath, ele admitiu que conheceu Foldar no passado. Talvez tenha sido o suficiente para garantir os serviços atuais de Philip para o fora da lei.
— Deve ter sido três ou quatro anos antes da revolta Morgarath — Philip disse a ele. — Eu podia ver que algo ruim estava por vir e eu não queria fazer parte disso. Então eu saí. Custou-me um ano de servidão e três meses de salário, mas acho que eu obtive o melhor do negócio a longo prazo.
Interessante, pensou Gilan. O homem teria poucos motivos para ser fiel a Morgarath ou Foldar. Mas, novamente, ele poderia ser um agente cuidadosamente implantado, com sua saída do Feudo de Gorlan sendo um artifício ardilosamente planejado. Morgarath tinha sido um homem mais do que capaz de tal planejamento tortuoso e complexo.
— O que faz você pensar que Foldar está em qualquer lugar desta região? — Philip perguntou, interrompendo seus pensamentos.
— Houve foi um relatório de um ataque contra um comboio de pagamento. Homens mortos a sangue frio, ouro roubado. Isto tem todas as características do tipo de coisa feita por Foldar.
Philip assentiu pensativo.
— Sim. Lembro-me disso. Eu fui a pessoa que enviou o relatório. Na época, nunca associei a Foldar. Embora, cheguei a pensar que um dos sobreviventes disse que o líder dos bandidos usava uma capa preta. Ainda assim, parece uma conexão muito tênue com Foldar. Tem certeza de que era ele?
— Não. Nem um pouco. Estou perseguindo pistas em todo o reino. Esta parecia uma das mais prováveis. Eu vou ficar alguns dias, andar em torno da área, perguntar às pessoas se elas viram quaisquer reuniões suspeitas dos homens, fazer um pouco de reconhecimento através da floresta. Se há um bando de ladrão em qualquer lugar do feudo, é onde eles mais provavelmente estarão. Eu vou ver o que eu posso conseguir.
Tudo parecia vago e indefinido, ele pensou. Ele não mencionou que estava dando forma a um plano para prender os bandidos. Ainda não tinha certeza onde a lealdade de Philip estava depositada. O senescal encolheu os ombros.
— Eu acho que é tudo o que você pode fazer — ele concordou. — Quem sabe? Algo pode mudar.
— Exatamente o que eu penso — respondeu Gilan. Ele colocou seu copo na mesa e levantou-se da cadeira. — Agora, se você puder pedir a alguém para me mostrar os meus aposentos, eu vou deixar você voltar ao trabalho.
Philip levantou-se, também, e o acompanhou até a porta.
— Meu funcionário vai mostrar seus aposentos — quando ele abriu a porta, o funcionário olhou para cima — leve o arqueiro Gilan para o quarto de hóspedes no quarto andar — Philip disse a ele. Depois, virando-se para Gilan de novo: — Eu vou mandar avisar quando o Barão retornar da caça. Tenho certeza que ele vai querer vê-lo imediatamente.
Seu aposento era uma suíte confortável de três cômodos, com vista para o oceano. Em um edifício como este, pensou Gilan, situado desta forma, a maioria dos quartos têm vista para o oceano. Uma brisa salgada limpa entrou pelas janelas aberta, fazendo com que as pesadas cortinas ondulassem. Havia persianas, mas Gilan preferiu deixá-las abertas. Ele gostava de ar fresco e o frio que o acompanhava não o incomodava.
Depois que ele se instalou, foi para os estábulos verificar Blaze. Havia outro baio – um castrado – em uma das barracas perto da entrada. Por alguns segundos, no interior escuro, ele o confundiu com Blaze. Em seguida, ele ouviu o relinchar familiar e percebeu que estava parado a quatro baias de distância.
O homem de mão firme tinha feito um bom trabalho e Blaze estava confortável em uma tenda seca, com abundância de palha fresca e meio balde cheio de grãos. A água no balde pendurado num gancho era limpa. Assentindo em aprovação, ele acariciou seu focinho e depois virou-se no momento em um serviçal castelo entrou, olhando para ele.
— O senescal mandou-me lhe dizer que o Barão Douglas voltou. Ele vai vê-lo agora.
Douglas tinha o seu escritório e quartos de dormir no terceiro andar. Gilan franziu ligeiramente a testa para isso. Um comandante cuidadoso montava sua posição de comando na torre mais elevada, não nos níveis inferiores mais acessíveis. Douglas possivelmente tinha ficado preguiçoso, ele pensou, e talvez tivesse muita aversão a subir muitas escadas.
Sua primeira vista do Barão de Highcliff confirmou o palpite. O Barão Douglas estava seriamente acima do peso. Gilan sabia que outros barões, como Arald de Redmont, lutavam para manter suas cinturas. Mas Douglas parecia não ter essas inibições.
Ele era alto – em torno da mesma altura de Gilan – e seu cabelo estava ralo em cima. Como que para compensar esse fato, ele manteve madeixas longas nas laterais. Gilan adivinhou que, em ocasiões formais, ele poderia muito bem pentear por cima para disfarçar o couro cabeludo rosa à mostra. Ele estava barbeado, carnudo nas bochechas, e seus olhos azuis eram juntos. Isso dava-lhe um olhar um pouco evasivo, Gilan pensava. Então ele descartou a ideia. Douglas não poderia ser responsabilizado pelo posicionamento de seus olhos mais do que por sua tendência à calvície.
O barão falou um pouco alto demais, como se estivesse consciente de sua própria importância e constantemente tentando afirmar isso. Sua forma foi abrupta, embora ele não chegou a ser realmente grosseiro. Nenhum homem sábio jamais foi rude com um arqueiro.
— Philip me diz que você acha que o diabo de Foldar está em algum lugar de Highcliff — ele falou, depois de terem passado pelas formalidades polidas de introdução.
Gilan encolheu os ombros.
— Estou seguindo pistas. Há uma chance de que ele possa estar aqui. Tenho certeza de que Philip mencionou o ataque ao comboio de pagamento algumas semanas atrás.
Douglas bufou.
— Isso? Não deveria pensar que foi Foldar. Apenas bandidos, se você me perguntar.
— Você provavelmente está certo. Embora seu senescal concordasse que o ataque era o tipo de coisa que Foldar iria organizar. Aparentemente ele o conheceu há alguns anos atrás. E você? Alguma vez você o encontrou?
Douglas sentou-se.
— Eu? Não. Nunca coloquei os olhos sobre ele. E nunca quero colocar. Por que você pergunta? — acrescentou ele, inclinando-se desconfiado.
Gilan acenou com a mão casualmente.
— Eu estaria interessado em obter uma imagem mais completa do homem. Quanto mais eu souber sobre ele, mais fácil pode ser prever seus movimentos.
— Bem, eu não posso te ajudar com isso — disse Douglas, seu tom de voz indicando que ele sentiu essa entrevista tinha ido longe demais. — Qualquer  coisa que eu possa fazer por você, apenas pergunte. Melhor ainda, pergunte a Philip. Ele é o homem que faz as coisas aconteceram.
— Eu vou tentar não ser um grande incômodo — Gilan respondeu, sorrindo.
Douglas balançou a cabeça enfaticamente. Ele faz a maioria das coisas enfaticamente, Gilan pensava.
— Nenhum incômodo. Não vai incomodar ninguém — ele já tinha dispensado Gilan como uma preocupação.

3 comentários:

  1. Karina, achei um pequeno erro aqui:
    "Quais queres reniões..." (QUAISQUER)

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  2. Pra mim esse barão é a pessoa mais suspeita, ele esta muito na evasiva e como o assistente dele e uma escolha quase óbvia pelo que foi descrito eu acho que o espião e o barão
    Ass kamila

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Boa leitura :)