26 de janeiro de 2017

Capítulo 38

A primeira noite tinha sido tranquila, exceto pelos gemidos de Evanlyn enquanto estava deitada em sua pequena tenda, tentando inutilmente aliviar as ondas de dor que chegavam ao seu ombro e músculos da coxa. Ela e Alyss tinham remado por várias horas através das águas calmas do lago e, eventualmente, desembarcaram numa pequena ilha.
Uma rápida inspeção mostrou que a ilha era desabitada – era pouco mais que uma rocha acima da água, salpicada de arbustos. Elas fizeram o acampamento em uma pequena praia e se prepararam para a noite.
— Há músculos em mim que eu nem sabia que tinha  disse Evanlyn a Alyss na manhã seguinte. — E cada um deles está queimando como fogo.
Evanlyn estava em excelente condição física. A vida ativa que ela levava a deixou em forma. Mas a ação de remar, hora após hora, tinha colocado seus músculos sob uma pressão fora da normalidade. Alyss, mais acostumada com esse movimento, exigiu mais de si mesma. Ela sabia que era pior para Evanlyn. Ainda assim, não disse nada para não perturbar a princesa, pois não ganharia nada com isso.
Os constantes gemidos de Evanlyn mantiveram Alyss acordada a noite toda e esta manhã estava um pouco irritada.
— Você vai se acostumar com isso.
Evanlyn olhou rapidamente para Alyss, viu que ela não mostrava simpatia pelo seu sofrimento, e apertou sua boca em uma linha sombria, determinada a não mostrar nenhum sinal de desconforto. A água estava fervendo no fogo, e ela retirou a chaleira da brasa e despejou-a em um pequeno bule de metal, sobre as folhas de chá verde que tinham trazido com elas.
— Gostaria que tivéssemos café  disse ela.
Em suas viagens com os arqueiros, aprendeu a gostar da bebida tanto quanto eles. Ela passou uma xícara para Alyss, que estava estudando o lago em seu mapa, planejando o próximo passo.
— Eu também  Alyss respondeu distraidamente.
Ela tomou um gole do chá, apreciando o seu calor, e abriu o mapa na areia entre elas. Era um mapa simples. Afinal, um mapa de lago não mostrava muita coisa, além de ilhas que pontilhavam a sua superfície em intervalos irregulares.
— Hoje será um longo dia  disse ela. — A ilha mais próxima de nós é essa aqui.
Ela bateu no mapa, indicando uma massa de terra marcada no meio da extensão de água.
Evanlyn olhou para o mapa, comparando a distância que tinham viajado com a distância que ainda tinham que percorrer e assobiou baixinho por entre os dentes.
— É um longo caminho — notou.
— Não há nada mais perto  Alyss disse a ela. — Vamos ter que percorrer de qualquer jeito. E eu prefiro fazê-lo antes do anoitecer. Pelo menos o vento está a nosso favor.
Ela sabia por experiência própria, o quão difícil podia ser remar contra o vento.
— Acho que vamos ter que remar por cinco, talvez seis horas.
Evanlyn gemia baixinho.
— Oh, meus braços e ombros estão doloridos.
— Você vai se sentir melhor assim que partirmos. As dores vão melhorar quando você mexer um pouco os músculos e estiver aquecida.
Evanlyn começara a recolher seus utensílios do pequeno café da manhã. Ela se sentiu um pouco incentivada pelo comentário de Alyss.
— Bem, ao menos já é alguma coisa.
— É claro  acrescentou Alyss, com um pouco de malicia — à noite quando esfriar, seus músculos irão endurecer de novo, e eles vão doer como o inferno.
Evanlyn parou de amarrar sua mochila de viagem.
— Bem, muito obrigado pelas amáveis palavras de encorajamento. — É bom saber o que eu vou enfrentar logo mais.
Elas arrumaram suas coisas no caiaque e empurraram para a água. Mais uma vez, Evanlyn subiu primeiro, ainda um pouco desajeitada, enquanto Alyss segurava o barco para estabilizá-lo. Então Alyss embarcou também. Desta vez, quando o barco balançou de repente sob seu peso, Evanlyn não ficou tensa. O dia anterior serviu para ela se acostumar com os movimentos de sua pequena embarcação na água.
O caiaque balançou e mergulhou de vez em quando. Mas ela tinha aprendido que tais movimentos não eram presságio de nenhum desastre. Uma vez que conseguiu relaxar, descobriu que poderia neutralizar o movimento do caiaque com o movimento de seus músculos, equilibrando o seu peso sem pânico e sem tensão.
Sua remada ainda deixou um pouco a desejar, e de vez em quando errava, enviando uma ducha de água para trás sobre sua companheira. As primeiras vezes que isso aconteceu, Alyss respondeu com uma polidez gelada: “Obrigada por isso, Vossa Majestade”.
Depois disso, seus comentários foram menos audíveis, consistindo de murmúrios indecifráveis. A cada vez, Evanlyn cerrava os dentes, decidida a não cometer o mesmo erro novamente. Inevitavelmente ela errava e tinha que suportar os comentários, os quais muitos, não eram completamente inaudíveis – comentários que ela sabia que eram grosseiros e descorteses ao extremo. Mas não havia nada que pudesse fazer sobre isso, pois ela percebeu que cada vez que errava, lançava mais água na cara de Alyss.
Elas faziam uma pausa a cada 30 minutos ou mais para descansar. Quando o sol ultrapassou a marca do meio-dia, Alyss anunciou que poderiam parar para comer e beber. Sentaram-se à deriva no lago, embaladas pelo já familiar pok-pok-pok do bater das ondas contra o casco. Havia pouco vento e nenhuma corrente, portanto, elas tendiam a ficar paradas na mesma posição.
Depois de descansarem, porém não antes dos músculos de Evanlyn esfriar e endurecer, Alyss anunciou que iam partir. Ela tinha uma bússola e virou o caiaque para seguir entre oeste e noroeste, em seguida, começaram a remar mais uma vez.
Enquanto o barquinho se afastava, Evanlyn olhou para trás por cima do ombro, para pegar o timing da remada. O caiaque avançou rapidamente, em seguida, Evanlyn errou a remada e jogou um spray de água em Alyss.
— Muito obrigada  Alyss murmurou.
Evanlyn não disse nada. Ela pediu desculpas tantas vezes que as palavras pareciam sem sentido agora. Além disso, Alyss já deveria saber que ela não estava fazendo isso de propósito. Com raiva, ela se concentrou na sua remada, a lâmina do remo entrando profundamente na água, e terminando por levantar antes de completar todo o curso.
Desta vez, quarenta minutos se passaram antes que Alyss levasse outro spray de água na cara.
— Muito obrigada — disse ela mecanicamente.
Evanlyn desejou que sua companheira dissesse alguma coisa nova, ou mudasse seu péssimo comportamento.
No meio da tarde, o vento aumentou, soprando fortemente em todo o seu curso a partir do sudoeste. Alyss teve de consultar a bússola com mais frequência para mantê-las no curso. O vento também agitou mais a água, provocando ondas que batiam na lateral esquerda da proa do caiaque.
Conforme a água batia, lançava jatos para dentro do caiaque. No início, não era mais que uma inconveniência e desconforto, enquanto a água gelada rodava em torno de seus pés. À medida que mais e mais água entrava, o caiaque ficou mais pesado.
— Eu vou continuar remando. Enquanto isso, você tira a água  Alyss ordenou.
Ambas se inclinaram para o lado enquanto colocavam os remos para dentro do pequeno barco, então Alyss passou o balde para ela.
— Cuidado com a pele do barco  Alyss a advertiu.
Evanlyn pegou a água do fundo do caiaque e a jogou para fora do barco. Sem pensar, jogou o primeiro balde para a esquerda, no lado do vento. Uma boa parte foi pega pelo vento e arremessada para trás entre elas.
— Obrigada por isso  disse Alyss.
— Desculpe  disse Evanlyn.
Na próxima vez, jogou a água para a direita.


Era uma tarde úmida, fria e desgastante. A cada remada, os músculos do braço, ombro e cotovelos de Evanlyn doíam por causa dos constantes movimentos repetitivos. Alyss permaneceu obstinada a sua tarefa de remar, apesar dos comentários ácidos quando Evanlyn acidentalmente a encharcava. Evanlyn sentia uma crescente admiração pela força e resistência da moça alta. Alyss nunca parava, mantendo a embarcação firme atravessando as ondas.
— Pelo menos  disse ela em um momento, as palavras dela saindo em um grunhido — este vento está nos ajudando a manter o caminho certo. Enquanto eu conseguir mantê-lo vindo da esquerda pela frente, estamos mais ou menos no caminho da ilha.
— A menos que ele mude  disse Evanlyn, enviando outro balde ao mar.
Houve um longo silêncio. Finalmente, Alyss falou novamente.
— Não tinha pensado nisso. Melhor checar.
O caiaque gradualmente diminuiu e parou e ficou ao sabor do vento, enquanto Alyss parou de remar e conferiu sua bússola.
Demorou alguns minutos para que a agulha estabilizasse, então ela grunhiu de satisfação.
— Não. O vento não mudou, estamos na rota. Vamos embora.
Evanlyn usou a breve pausa para tirar a maioria da água para fora do barco. Ela assumiu o seu remo novamente e se juntou a Alyss movendo o barco para frente, recuperando rapidamente a distância que tinham perdido enquanto estavam paradas. Seus ombros estavam pegando fogo.
— Sem mais gemidos  falou sombriamente para si mesma.
Ela mordeu o canto da boca para prevenir-se de soltar um som. De cabeça baixa, avançou com o remo, colocou-o na água e arrastou o barco para frente. Então, levantou a lâmina e atingiu a frente do caiaque do outro lado. A cada remada, os músculos do ombro e os músculos na parte inferior de seu braço enviavam uma dor aguda através dela.
Estava determinada a não parar antes de Alyss. Sem mais gemidos. Basta ir em frente. As palavras não ditas suportaram o seu ritmo, formando um estranho mantra. Pelo menos eu não estou com frio, pensou. Apesar de seus pés e mãos estarem congelados, ela podia sentir o seu corpo suando.
Remava determinada a não parar antes de Alyss. Agora, a luz estava desaparecendo com o sol de inverno afundando-se no horizonte. Seus pensamentos ficaram confinados à proa afiada do caiaque, e a sua frente, à água ia gradualmente tomando uma estranha cor.
Sem mais gemidos. Basta ir em frente. Uma vez de cada lado. Esticar, abaixar, puxar e levantar. Esticar, abaixar, puxar e levantar.
Ela odiava o lago. Odiava a água gelada. Odiava o remo. Odiava o caiaque. Odiava tudo nesta viagem. E acima de tudo, ela odiava Alyss.
— Nós conseguimos  Alyss anunciou. — Estamos chegando.
Evanlyn poderia tê-la beijado. Ela olhou para cima e lá estava a ilha, a uns cinquenta metros de distância. Era maior do que aquela que tinham acampado na noite anterior e havia árvores, onde na outra ilha só havia pequenos arbustos.
Eles arrastaram o barco para cima de uma praia de cascalho, em seguida, caíram exaustas no chão, gemendo em agonia quando se deitaram.
Alyss lhes deu alguns minutos de descanso antes que ela despertasse Evanlyn, sacudindo seu ombro.
— Venha  chamou. — Temos que montar o acampamento antes de escurecer.
Enquanto levantava cansada, arrastando seus pés, decidiu que tinha perdoado Alyss rápido demais. Novamente a odiava. Mas também sabia que a menina estava certa.
Cambaleando de cansaço, elas fizeram uma fogueira e armaram a tenda perto dela. Então tiraram suas roupas úmidas de suor e caíram sobre os colchonetes, puxando os cobertores à sua volta, cansadas demais para comer.
O uivo longo e triste penetrou através da névoa de cansaço que tinha embalado Evanlyn, fazendo-a acordar. Tinha sido perto ou longe? Ela não tinha nenhuma maneira de dizer. Estava dormindo quando o uivo chegou. Talvez, ela pensou, estivesse sonhando. Em seguida descartou a ideia, sabia que era real. E foi perto. Soou como se estivesse apenas há alguns poucos metros de distância, na parte de trás da tenda.
— Alyss? — chamou hesitante.
Ninguém poderia estar dormindo com aquele barulho, pensou.
— O que foi isso?
— Isso é o que eu quero saber. Parece um lobo. Há lobos nessas ilhas?
— Bem, certamente não parecia um gatinho, não é?
Alyss jogou fora seus cobertores e agachou na pequena barraca, atrapalhando-se com suas coisas ao lado de sua cama. Lá fora, a fogueira que tinham armado antes de ir dormir estava quase morta. As poucas chamas amarelas que cintilavam refletiam sombras estranhas nas paredes da barraca.
Evanlyn ouviu o silvo rápido de uma lâmina sendo desembainhada e viu Alyss com seu sabre na mão.
— Aonde você vai?
— Lá fora para ver que barulho é esse  Alyss respondeu.
Apressadamente, Evanlyn jogou fora seus cobertores e procurou pela penumbra sua própria espada. Ela calçou as botas, deixando-as desamarradas, e seguiu Alyss engatinhando para fora da tenda.
— Oh  Alyss disse quando ela surgiu.
Evanlyn se juntou a ela alguns segundos depois e ela apontou para o círculo de luz ao redor do acampamento, até onde a luz da fogueira alcançava.
— Lobos  Evanlyn disse. — É provável que ataquem?
Alyss encolheu os ombros.
— Eu não sei. Mas o meu palpite é que eles não vieram aqui apenas para passar o tempo. Pelo menos, o fogo parece mantê-los afastados.
Havia apenas um punhado de lenha à esquerda, alguns ramos que haviam deixado para reacender o fogo na manhã. Evanlyn jogou dois deles na pequena pilha de brasas em chamas. Por um momento, nada aconteceu. Em seguida, o intenso calor das brasas acendeu os dois novos ramos, lançando as chamas para cima. O círculo de luz aumentos alguns metros. Alyss olhou ao redor. Os lobos estavam do lado interno da ilha. O caminho para o caiaque e o lago estava limpo.
— Volte para a tenda  disse ela. — Pegue sua mochila. Vamos para o caiaque.
— O caiaque? O que...
Alyss cortou.
— Você pode esperar aqui até que o fogo acabe e conferir porque os lobos estão aqui. Vamos com o caiaque até o meio do lago e esperar amanhecer.
— Lobos sabem nadar?  Evanlyn perguntou desconfiada, embora a ideia de Alyss parecesse lógica.
Alyss encolheu os ombros.
— Não tão rápido como eu posso remar quando estou apavorada  respondeu. — E se algum vier atrás de nós, podemos bater neles com os remos. Agora vamos nos mexer, a não ser que você tenha uma ideia melhor.
Elas voltaram para a tenda. Ao fazerem isso, os lobos chegaram mais perto, mas ainda permanecendo fora dos limites do círculo de luz.
Lá dentro, elas enfiaram as roupas e seus equipamentos de volta nas mochilas. Em seguida, ainda carregando suas espadas na mão, saíram da tenda. Um grunhido surdo deu a volta no círculo, rodeado por criaturas cinzentas. A luz do fogo começou a ceder.
— Não vire as costas para eles — Alyss recomendou.
Cuidadosamente, elas se afastaram do local do acampamento para o caiaque. Enquanto iam, dois dos lobos se levantaram e foram de encontro a elas. Alyss levantou sua espada e assobiou um desafio para eles. O aço refletiu a luz vermelha do fogo, brilhando ao redor do acampamento. Os lobos pararam. As garotas se afastaram novamente e os lobos mantiveram o ritmo em direção a elas. Evanlyn segurou na jaqueta de Alyss, e olhando por cima dos ombros, a guiou em direção do caiaque.
— Você os vigia. Eu nos levo até barco  disse ela.
Alyss grunhiu em resposta. Ela temia que os lobos pudessem tentar dar a volta, se colocando entre as duas garotas e o barco. Mas os animais não tinham ideia do que era aquela forma longa e estreita. Na medida em que podiam ver, eles tinham essas estranhas criaturas presas contra a água. Eles pararam e Alyss podia ver o caiaque em sua visão periférica.
— Ponha-o na água  falou. — E suba a bordo.
Evanlyn a soltou e começou a movimentar o barco, deslizando sobre as pequenas pedras para a água. Ela entrou na água só alguns metros, e esperou Alyss, que ainda mostrava sua espada para o lobo mais próximo.
Evanlyn embainhou sua própria espada – não ia arriscar furar o casco coberto de pele – e sentou-se desajeitadamente no barco. Balançaram violentamente por alguns segundos, mas ela esperou até o caiaque estabilizar. Colocou sua espada no fundo e assumiu o remo.
— Entre — falou a Alyss, enquanto se ajeitava no barco, espirrando água para todo lado.
Os dois lobos que estavam no limite do lago pararam hesitantes. Alyss ainda estava balançando as pernas para dentro do barco, enquanto Evanlyn já levava o barco para longe da praia. Um dos lobos jogou a cabeça para trás e uivou de frustração.
— Eu acho que significa que não sabem nadar  disse Alyss.
— Isso também significa que não vamos voltar a terra  Evanlyn respondeu.
Mas Alyss abanou a cabeça.
— Eles vão embora quando amanhecer. Vamos ter que voltar de qualquer jeito para pegar nosso equipamento de acampar. Pelo menos eles não vão querer nosso equipamento... embora provavelmente vão comer toda nossa comida.
— Que droga  disse Evanlyn.
Eles remaram até cerca de cem metros da costa, em seguida, descansaram enquanto faziam um balanço da sua situação. Eventualmente o vento parou. Restou uma brisa suave, apesar de que foi suficiente para afastá-las da ilha.
Evanlyn se lembrou de algo que havia visto há muito tempo atrás, quando ela e Will foram presos a bordo do navio de Erak, o Wolfwind. Ela amarrou uma corda a um peso e jogou para fora do barco, onde afundou na água, ficando para trás enquanto o barco ia em frente.
— É chamado de âncora  explicou. — Vai nos parar aqui.
Alyss ficou impressionada.
— E você que se achava ignorante quando se tratava de barcos.
— Eu não me lembro de ter dito isso  Evanlyn respondeu com uma careta.
Alyss encolheu os ombros.
— Não? Bem, devo ter sido eu.
Quando amanheceu, elas remaram de volta para a praia, cochilando na última hora de escuridão da manhã. Elas juntaram seu equipamento de acampar, roupas e cobertores sobressalentes, que os lobos espalharam pelo chão, e também procuraram qualquer coisa comestível. Havia um saco de arroz aberto e derramado sobre a areia, mas com cuidado conseguiram recuperá-lo. Não havia nenhum sinal dos lobos. Mas as meninas sabiam que ainda estavam lá, observando-as.

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