30 de janeiro de 2017

Capítulo 33

— Eyllwe não tem um exército permanente — disse Aelin, sentindo o sangue se esvair de seu rosto. — Não há nada nem ninguém para lutar depois desta primavera, para salvar os grupos de milícias rebeldes.
— Você tem os números exatos? — Rowan perguntou a Rolfe.
— Não — disse o capitão. — A notícia foi entregue apenas como um aviso, para manter as remessas longe do Avery. Eu queria que a opinião deles — um aceno do queixo em direção à dupla de machos — para lidar com isso. Embora eu suponho que devesse ter convidado vocês também, uma vez que eles parecem ter a intenção de contar-lhe os meus planos.
Nenhum deles se dignou a responder. Aelin examinou aquela fileira – aquela fileira de exércitos.
— A que velocidade eles se movem? — Rowan indagou.
— As legiões partiram de Morath quase três semanas atrás — forneceu Gavriel. — Eles se movem mais rápido do que qualquer exército que eu já vi.
O momento dela...
Não. Não – não poderia ser por causa de Ilium, porque ela o tinha insultado...
— É um extermínio — Rolfe falou sem rodeios.
Ela fechou os olhos, engolindo em seco. Mesmo o capitão não se atreveu a falar.
Rowan deslizou uma mão ao longo da parte inferior de suas costas, um conforto silencioso. Ele sabia – estavam costurados juntos, também.
Ela abriu os olhos, a linha queimando em sua visão, o seu coração, e falou:
— É uma mensagem. Para mim.
Ela abriu seu punho, olhando para a cicatriz ali.
— Por que atacar Eyllwe, no entanto? — perguntou Fenrys. — E por que mudar de posição, mas não defini-la?
Ela não podia dizer as palavras em voz alta. Que ela trouxera aquilo sobre Eyllwe ao zombar de Erawan, porque ele sabia que Celaena Sardothien se importava, e ele queria quebrar seu espírito, seu coração, mostrando-lhe o que seus exércitos podiam fazer. O que eles fariam, sempre que sentisse algo assim. Não para Terrasen... mas para o reino da amiga que ela tanto amava.
O reino que tinha jurado proteger, salvar.
— Temos laços pessoais em Eyllwe. Ele sabe que é importante para ela — Rowan explicou.
Os olhos de Fenrys permaneciam sobre ela, examinando. Mas Gavriel, com a voz firme, falou:
— Erawan agora mantém tudo ao sul do Avery. Guardando este arquipélago. E mesmo aqui, ele tem uma posição no Fim da Linha.
Aelin encarou o mapa, o espaço que agora parecia tão pequeno ao norte.
A oeste, a vasta extensão dos Desertos se espalhava para além da divisão continental montanhosa. E seu olhar prendeu-se num pequeno nome ao longo da costa ocidental.
Penhasco dos Arbustos.
O nome ressoou através dela, estremecendo-a acordada, e ela percebeu que eles estavam falando, debatendo como tal exército poderia se mover tão rapidamente sobre o terreno.
Ela esfregou as têmporas, olhando para aquele ponto no mapa.
Considerando a dívida de vida que lhe era devida.
Seu olhar se moveu para baixo – sul. Para o Deserto Vermelho. Onde outra dívida de vida, muitas dívidas vida, esperavam por ela para reclamá-las.
Aelin percebeu que tinham lhe perguntado alguma coisa, mas ela não se importou em descobrir quando disse baixinho para Rolfe:
— Você vai me dar o seu exército. Vai armá-lo com essas lanças de fogo, que eu sei que você requisitou, e vai enviar quaisquer acréscimos à frota micênica quando ela chegar.
Silêncio.
Rolfe deu uma gargalhada e sentou-se novamente.
— Como o inferno que eu vou. — Ele acenou com a mão tatuada sobre o mapa, as águas de tinta nele produzindo e mudando em algum padrão que ela se perguntou se ele podia ler. Um padrão que ela precisava que ele fosse capaz de ler, para encontrar o cadeado. — Isso só mostra quão completamente louca você está. — Ele mastigou mais de suas palavras. — A frota micênica é pouco mais que um mito. Uma historinha para fazer dormir.
Aelin olhou para o punho da espada de Rolfe, para a pousada em si e o navio ancorado logo ali fora.
— Você é o herdeiro do povo micênico — disse Aelin. — E eu vim para reivindicar a dívida que você deve à minha linhagem por conta disso, também.
Rolfe não se moveu, não piscou.
— Ou todas as referências ao dragão marinho veio de algum fetiche pessoal? — perguntou Aelin.
— Os micênicos se foram — Rolfe falou categoricamente.
— Eu não penso assim. Eu acho que eles têm se escondido aqui, nas Ilhas Mortas, por um longo, longo tempo. E você de alguma forma conseguiu fazer seu caminho de volta ao poder.
Os três machos feéricos se entreolharam.
— Eu libertei Ilium de Adarlan — Aelin disse a Rolfe. — Tomei de volta a cidade, a sua casa antiga, para você. Para os micênicos. É sua, se você se atrever a reclamar a herança de seu povo.
As mãos de Rolfe tremeram ligeiramente. Ele as cerrou, colocando-as debaixo da mesa.
Ela permitiu que uma centelha de sua mágica subisse à superfície, em seguida, permitiu que o dourado em seus olhos brilhasse como uma chama. Gavriel e Fenrys se endireitaram quando seu poder encheu a sala, encheu a cidade. A chave de Wyrd entre os seios começaram a vibrar, sussurrando.
Ela sabia que não havia nada de humano, nada de mortal, em seu rosto.
Sabia disso porque a pele marrom-dourada de Rolfe empalideceu para um brilho doentio.
Ela fechou os olhos e soltou um suspiro.
O afluxo de poder que ela reunira se afastou em ondas em uma linha invisível. O mundo estremeceu em seu rastro. Um sino soou na cidade uma, duas vezes, pela sua força. Até mesmo as águas na baía tremeram quando ele passou e saiu para o arquipélago.
Quando Aelin abriu os olhos, a mortalidade tinha retornado.
— Que diabos foi isso? — Rolfe finalmente exigiu.
Fenrys e Gavriel de repente ficaram bastante interessados no mapa antes deles.
— Milady tem que liberar partes de seu poder diariamente, ou ele pode consumi-la — Rowan falou suavemente.
Apesar tudo, apesar do que ela tinha feito, ela decidiu que queria que Rowan a chamasse de milady pelo menos uma vez por dia.
Rowan continuou, pressionando Rolfe sobre o exército em movimento. O lorde pirata, que Lysandra confirmara semanas atrás ser micênico graças à própria espionagem de Arobynn em seus parceiros de negócios, mal parecia conseguir falar, graças à oferta que ela fizera. Mas Aelin apenas esperou.
Aedion e Lysandra chegaram depois de algum tempo – e seu primo simplesmente poupou Gavriel de qualquer olhar enquanto se debruçava sobre o mapa e entrava no espírito de general, exigindo detalhes importantes a todo minuto.
Mas Gavriel silenciosamente olhava seu filho, observando os olhos dardejando sobre o mapa, ouvindo o som de sua voz, como se fosse uma música que ele tentasse memorizar.
Lysandra foi até a janela, monitorando a baía.
Assim ela poderia ver a ondulação que Aelin enviou para o mundo.
A metamorfa tinha contado a Aedion agora – o real motivo de eles terem ido para Ilium. Não só para ver Brannon, não só para salvar seu povo... mas para isso. Ela e a metamorfa tinham elaborado o plano durante as longas noites e momentos juntas na estrada, considerando todas as armadilhas e benefícios.
Dorian chegou dez minutos mais tarde, seus olhos indo direto para Aelin. Ele sentira também.
O rei deu um cumprimento educado para Rolfe, então permaneceu em silêncio quando foi informado sobre o posicionamento dos exércitos de Erawan. Deslizou em um assento ao lado dela enquanto os outros machos continuavam discutindo rotas de abastecimento e armas, sendo conduzidos assunto após assunto por Rowan.
Dorian apenas lançou-lhe um olhar ilegível e cruzou o tornozelo sobre o joelho.
O relógio bateu onze horas, e Aelin levantou-se no meio do que Fenrys estivera dizendo sobre a quantidade de armaduras, e que Rolfe poderia possivelmente investir no minério para suprir a demanda.
Fez-se silêncio novamente. Aelin disse Rolfe:
— Obrigada por sua hospitalidade.
E, em seguida, virou-se. Ela deu um passo antes que de ele exigir:
— Só isso?
Ela olhou por cima do ombro, Rowan se aproximando ao seu lado. Aelin deixou um pouco daquela chama subir à superfície.
— Sim. Se você não vai me dar um exército, se não vai unir o que resta dos micênicos e voltar para Terrasen, então encontrarei alguém que vai.
— Não há ninguém mais.
Mais uma vez, seus olhos foram para o mapa sobre a mesa.
— Você disse uma vez que eu pagaria por minha arrogância. E eu paguei. Muitas vezes. Mas Sam e eu arrasamos toda a sua cidade e a frota, e destruímos Tudo por duzentas vidas que você considerava menos do que humanos. Então, talvez eu tenha subestimado a mim mesma. Talvez eu não precise de você, depois de tudo.
Ela virou-se de novo, e Rolfe zombou:
— Será que Sam ainda morre ansiando por você, ou você finalmente parou de tratá-lo como lixo?
Houve um som abafado, uma batida e o chacoalhar de copos. Ela virou lentamente para encontrar Rowan com a mão no pescoço de Rolfe, o capitão pressionado sobre o mapa, as figuras espalhadas por toda parte, os dentes rosnando de Rowan perto de arrancar a orelha de Rolfe.
Fenrys sorriu um pouco.
— Eu lhe disse para escolher suas palavras cuidadosamente, Rolfe.
Aedion parecia fazer o seu melhor para ignorar o pai quando falou para o capitão:
— Prazer em conhecê-lo.
Então, ele caminhou na direção de onde Aelin, Dorian e Lysandra esperavam na porta.
Rowan se inclinou, murmurando algo no ouvido de Rolfe que o fez empalidecer, em seguida, empurrou-o um pouco mais forte contra a mesa antes de prosseguir até Aelin.
Rolfe colocou suas mãos sobre a mesa, erguendo-se e latindo algumas palavras certamente estúpidas para eles, mas ficou rígido. Como se um pulso tivesse golpeado através de seu corpo.
Ele virou as mãos, encaixando as bordas de suas palmas.
Seus olhos se levantaram – mas não para ela. Para as janelas.
Para os sinos que tinham começado a tocar nas torres gêmeas que ladeavam a entrada da baía.
O repicar frenético se espalhando para as ruas além deles travando, silenciando.
O significado de cada berro era bastante claro.
O rosto de Rolfe ficou pálido.
Aelin observou enquanto a escuridão – mais negra do que a tinta que fora gravada lá – se espalhar por seus dedos, pelas palmas das mãos. Escuridão como apenas os valgs poderiam trazer.
Oh, não havia dúvida agora que o mapa funcionava.
Ela disse a seus companheiros:
— Partimos. Agora.
Rolfe já corria em sua direção – em direção à porta. Ele não disse nada quando a abriu, foi para o cais, onde seu primeiro comandante e intendente já corriam para ele.
Aelin fechou a porta atrás de Rolfe e examinou seus amigos. E o esquadrão.
Foi Fenrys quem falou primeiro, levantando-se e olhando através da janela quando Rolfe e seus homens se juntaram.
— Lembre-me de nunca despertar seu lado ruim.
— Se essa força chegar a esta cidade, a essas pessoas... — Dorian começou calmamente.
— Não vai — disse Aelin, encontrando o olhar de Rowan.
Olhos de pinheiros verdes prenderam os dela.
Mostre-lhes por que você é o meu juramentado de sangue, ela falou silenciosamente a ele.
A sugestão de um sorriso perverso. Rowan se virou para eles.
— Vamos lá.
— Lá — Fenrys ecoou, apontando para a janela. — Para onde?
— Há um barco — Aedion explicou — ancorado no outro lado da ilha. — Ele inclinou a cabeça para Lysandra. — Você imaginaria que eles não notariam um esquife sendo puxado ao mar por um tubarão na noite passada, mas...
A porta se abriu, e a figura imponente de Rolfe apareceu.
Você.
Aelin colocou a mão no peito.
Eu?
— Você mandou a magia lá fora, você os chamou.
Ela deu uma gargalhada, distanciando-se da mesa.
— Se algum dia eu aprender um talento tão útil, vou usá-lo para chamar meus aliados, eu acho... Ou os micênicos, já que você parece tão inflexível que eles não existem — ela olhou por cima do ombro, o céu ainda estava claro. — Boa sorte — disse ela, dando um passo em torno dele.
Dorian deixou escapar:
— O quê?
Aelin olhou para o Rei de Adarlan.
— Esta não é a nossa batalha. E eu não vou sacrificar o destino do meu reino por um confronto com os valgs. Se você tiver bom senso, também não irá.
O rosto de Rolfe se contorcia de fúria. Até mesmo algo como o medo, profundo e verdadeiro, brilhou em seus olhos. Ela deu um passo em direção às ruas caóticas, mas fez uma pausa, voltando-se para o lorde pirata.
— Suponho que os feéricos virão comigo, também. Já que agora são meus aliados.
Silenciosamente, Fenrys e Gavriel se aproximaram, e ela poderia ter dado um suspiro de alívio quando eles o fizeram – sem dúvida, Gavriel estava disposto a fazer o que fosse necessário para ficar perto de seu filho.
— Você acha que reter o auxílio deles vai me influenciar a ajudá-la? — Rolfe rosnou.
Mas muito além da baía, entre as distantes ilhas corcundas, uma nuvem de escuridão se reunia.
— Eu quis dizer o que disse, Rolfe. Posso fazer bem sem você, com exército ou não. Micênicos ou não. E esta ilha tornou-se perigosa para a minha causa. — Ela inclinou a cabeça em direção ao mar. — Eu oferecerei uma oração a Mala para você. — Ela bateu o punho em Goldryn. — Um pequeno conselho, de um criminoso profissional para o outro: corte as cabeças. É a única maneira de matá-los. A menos que você os queime vivos, mas aposto que a maioria pularia do barco e nadaria até a costa antes que seus dardos em chamas pudessem fazer muito dano.
— E o que será do seu idealismo, o daquela criança que roubou duzentos escravos de mim? Você deixará o povo desta ilha perecer?
— Sim — ela respondeu simplesmente. — Eu te disse, Rolfe, que Endovier me ensinou algumas coisas.
Rolfe praguejou.
— O que você acha que Sam pensaria disso?
— Sam está morto — replicou ela — porque os homens como você e Arobynn têm poder. Mas o reinado de Arobynn já terminou. — Ela sorriu para o horizonte escurecendo. — Parece que o seu pode terminar em vez breve também.
— Sua cadela...
Rowan rosnou, dando um passo antes de Rolfe estremecer para longe.
Passos apressados soaram, então intendente de Rolfe preencheu a soleira. Ele ofegava enquanto descansava com uma mão contra o limiar, a outra segurando o pomo esculpido em forma de dragão marinho da espada.
— Estamos até os joelhos em merda.
Aelin pausou. O rosto de Rolfe apertou-se.
— Quão ruim? — perguntou o capitão.
Ele limpou o suor da testa.
— Oito navios de guerra cheias de soldados, pelo menos uma centena em cada, mais nos níveis mais baixos que não consigo ver. Eles estão ladeados por duas serpentes do mar. Todos se movendo tão rápido que é como se os ventos da tempestade os carregassem.
Aelin cortou um olhar para Rowan.
— Quão rápido podemos chegar àquele barco de que falávamos?
Rolfe estava olhando para os poucos navios no seu porto, o rosto pálido. Para a Quebra-Navios na baía, a corrente atualmente sob a superfície calma. Fenrys, vendo o olhar do capitão, observou:
— Aquelas serpentes do mar arrancarão a sua corrente. Faça o seu povo sair desta ilha. Use cada esquife e corveta que tiver para tirá-los.
Rolfe lentamente se virou para Aelin, seus olhos verde-mar fervendo de ódio. E resignação.
— Esta é uma tentativa de vencer o meu blefe?
Aelin brincou com o fim de sua trança.
— Não. É o momento conveniente, mas não.
Rolfe examinou todos eles – o poder que poderia igualar esta ilha se quisessem. Sua voz estava rouca quando ele finalmente falou.
— Eu quero ser almirante. Quero todo este arquipélago. Quero Ilium. E quando esta guerra acabar, quero Senhor na frente do meu nome, como era antes o nome dos meus antepassados há muito tempo. Qual é meu pagamento?
Aelin examinou-o por sua vez, a sala inteira mortalmente tranquila em comparação com o caos do lado de fora.
— Para cada navio de Morath que você saquear, pode ficar com todo o ouro e tesouros que estiverem a bordo. Mas as armas e munições seguirão a frente. Darei-lhe terra, mas não títulos reais, além daqueles do Senhor de Ilium e Rei do Arquipélago. Se você tiver qualquer descendência, vou reconhecê-los como seus herdeiros – assim como qualquer criança que Dorian possivelmente gere.
Dorian assentiu gravemente.
— Adarlan vai reconhecer você e seus herdeiros, e esta terra como sua.
— Você expulsa esses bastardos até a tinta preta, e minha frota é sua — Rolfe disse entre dentes. — Não posso garantir que os micênicos vão se erguer, embora. Estivemos espalhados por grandes distâncias e por tempo demais. Apenas um pequeno número vive aqui, e eles não vão se mexer sem a devida... motivação.
Ele olhou para o bar, como se esperasse ver alguém por trás.
Mas Aelin estendeu a mão, sorrindo ligeiramente.
— Deixe isso comigo.
A pele tatuada encontrou a carne cicatrizada quando Rolfe apertou sua mão. Forte o suficiente para quebrar ossos, mas ela devolveu. Enviou uma pequena chama queimando em seus dedos.
Ele gemeu, puxando a mão de volta, e Aelin sorriu.
— Bem-vindo ao exército de Sua Majestade, Corsário Rolfe. — Ela apontou para a porta aberta. — Devemos?



Aelin era louca, Dorian concluiu. Brilhante e perversa, mas louca.
E talvez a maior mentirosa e sem remorso que ele jamais encontrou.
Ele sentiu sua intimação varrer o mundo. Sentiu o murmúrio do fogo contra sua pele. Não havia dúvidas de quem era. E não havia dúvidas de que tinha ido para o Fim da Linha, onde as forças que habitavam as ilhas saberiam que ali estava a única pessoa viva com aquele tipo de chama à disposição, e que a magia os levaria ali.
Ele não sabia o que tinha provocado, por que ela tinha escolhido agora, mas...
Mas Rowan tinha informado Aelin como os valg assombravam Rolfe. Como ele tinha esta cidade vigiada dia e noite, com medo de seu retorno. Então Aelin usara essa vantagem. Os micênicos – pelos deuses. Eles eram pouco mais do que uma história de ninar e conto preventivo. Mas aqui estavam eles, cuidadosamente escondidos. Até Aelin os puxar para fora.
E quando o lorde dos piratas e a Rainha da Terrasen apertaram as mãos e ela sorriu para Rolfe, Dorian percebeu que ele... talvez pudesse se aproveitar de um pouco mais de perversidade e loucura também.
Esta guerra não seria vencida com sorrisos e boas maneiras.
Ela seria vencida por uma mulher disposta a jogar com uma ilha inteira cheia de pessoas para conseguir o que precisava para salvar todos. Uma mulher cujos amigos estavam igualmente dispostos a jogar junto, rasgar suas almas em pedaços se isso significasse salvar a maior parte da população. Eles sabiam que o peso das vidas em pânico ao redor deles era um jogo errado. Aelin talvez mais do que qualquer outra pessoa.
Aelin e Rolfe atravessaram a porta da taverna aberta e seguiram para a rua mais além. Atrás dele, Fenrys soltou um assobio.
— Que os deuses o ajudem, Rowan, essa mulher é...
Dorian não esperou para ouvir o resto, enquanto seguia o pirata e a rainha para a rua, Aedion e Lysandra o seguindo. Fenrys manteve distância dos outros, mas Gavriel manteve-se próximo, o olhar ainda fixo em seu filho. Droga, eles eram tão parecidos, se moviam da mesma forma, o Leão e o Lobo.
Rolfe latiu aos seus homens que esperaram em uma linha antes dele:
— Todo navio que possa suportar homens navega agora — ele recitou ordens, delegando a seus homens vários navios desprovidos de equipe para dirigi-los, inclusive o próprio, enquanto Aelin ficava ali, as mãos apoiadas nos quadris, olhando para todos eles.
— Qual é o navio mais rápido? — ela perguntou ao capitão.
Ele apontou para o seu próprio.
Ela manteve o olhar, e Dorian esperou o plano selvagem, imprudente. Mas ela disse sem olhar para qualquer um deles:
— Rowan, Lysandra, Fenrys e Gavriel, vocês vem comigo. Aedion, você vai para a torre norte e equipe o arpão. Qualquer navio que se aproxime demais da corrente, exploda um buraco em seu casco, droga. — Dorian ficou tenso quando ela finalmente se dirigiu a ele, vendo a dispensa já em seus olhos. Ele abriu a boca para protestar, mas Aelin disse simplesmente: — Esta batalha não é lugar para um rei.
— E é uma para uma rainha?
Não havia diversão, nada, além de calma glacial enquanto ela lhe entregava uma espada que ele não tinha percebido que ela carregava em sua cintura. Damaris.
Goldryn ainda estava presa às costas, o seu rubi brilhando como uma brasa viva, quando ela disse:
— Um de nós tem de viver, Dorian. Você toma a vigia da torre sul, fique na base, e deixe a sua magia pronta. Quaisquer forças que tentem atravessar a corrente, você atira.
Não com aço, mas a magia. Ele prendeu Damaris no cinto para a espada, o seu peso estranho.
— E o que você vai fazer? — perguntou ele. Como se em resposta, seu poder se contorceu em seu intestino, como uma víbora se preparando para atacar.
Aelin olhou para Rowan, para sua mão tatuada.
— Rolfe, consiga todas as correntes de ferro da sua época de venda de escravos. Nós vamos precisar delas.
Para ela – para Rowan. Como um freio contra sua magia, se ela ficasse fora de controle.
Porque Aelin... Aelin navegaria naquele navio direto para o coração da frota inimiga e explodiria todos para fora da água.

11 comentários:

  1. — Que os deuses o ajudem, Rowan, essa mulher é...

    kkkkkk é o que penso
    correntes? É HOJE QUE TUDO VAI QUEIMAR.

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  2. Meu Deus a Aelin é muito vida loka...E...Dorian, fiii, vc tem q ser mais assim se quiser viver e ser rei de Ardalan

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  3. Eu penso que se uma areia se meche é porque ela tem um destino que decidira uma guerra porque ate agora não ouve nada por acaso e que continue assim

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    1. A Sarah ( escritora ) arquiteta tudo tudo se encaixa nada acontece por acaso neste livro !

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  4. Nossa!!! Que fodástica... lenda...
    Diva... Maravilhosa...

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  5. Pq q agr eu pensei q no final só a Manon e o Dorian vão sobreviver? Ele liderando os humanos e ela as bruxas do continente? Os dois casados unindo td e tendo filhos mega poderosos?

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    1. Desde que Manon, Dorian e Rowan sobreviva o resto pode morrer kk
      Céus o que mais quero é Manon e Dorian juntos, acho que ela vai ajudar ele a ser mais forte, a não abaixar tanto a cabeça para Aelin, vai fazer dele um verdadeiro rei.. ou vai botar ele atrás dela e lutar por ele kkk não duvido nada, afinal ela é a Manon, neh?(zoa, ela vai fazer dele um homem, mais decidido)

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  6. Devoradora de livros14 de julho de 2017 17:59

    A porta se abriu, e a figura imponente de Rolfe apareceu.
    — Você.
    Aelin colocou a mão no peito.
    — Eu?

    Tão inocente kkkkkkk

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Boa leitura :)