30 de janeiro de 2017

Capítulo 31

Bem, por um lado, pelo menos o mapa de Rolfe funcionava.
Tinha sido ideia de Rowan, na verdade. E ela poderia ter se sentido um pouco culpada por deixar Aedion e Lysandra acreditarem que o lorde dos piratas só tinha ido atrás do Amuleto de Orynth, mas... pelo menos eles agora sabia que seu mapa profano funcionavam. E que o lorde pirata estava de fato aterrorizado que os valg voltassem a este porto.
Ela se perguntou o que Rolfe fez – o que seu mapa lhe mostrou sobre a chave de Wyrd. Se ele revelava a diferença entre o Amuleto e as pedras de Wyrd nos anéis de seus homens tinham sido escravizados. Fosse qual fosse a razão, o lorde pirata enviara sua garçonete como batedora em busca de qualquer indício de valg, não percebendo que Rowan escolhera aquele beco sem saída para garantir que apenas alguém enviado por Rolfe se aventuraria tão longe. E já que Aelin não tinha nenhuma dúvida de que Aedion e Lysandra tinham escapado pelas ruas despercebidos... Bem, pelo menos uma parte da noite tinha corrido bem.
Quanto ao resto... era apenas meia-noite quando Aelin se perguntou como diabos ela e Rowan voltariam à normalidade se eles sobrevivessem a esta guerra. Se haveria um dia em que não seria tão fácil saltar sobre os telhados como se fossem pedras em um córrego, invadir o quarto de alguém e colocar uma lâmina no pescoço do ocupante.
Eles fizeram os dois primeiros no espaço de quinze minutos.
E quando descobriram Gavriel e Fenrys esperando por eles em seu quarto compartilhado no Dragão Marinho, Aelin supôs que não precisava se preocupar com o terceiro. Mesmo que ela e Rowan tivessem mantido as mãos ao alcance ocasional de seus punhais enquanto se encostavam na parede ao lado da janela, agora fechada. Eles a haviam desbloqueado com o vento de Rowan – só para ter uma vela acendida no momento em que a janela se fechou. Revelando dois guerreiros feéricos com cara de pedra, ambos vestidos e armados.
— Vocês poderiam ter usado a porta — comentou Fenrys, os braços cruzados, um pouco casualmente demais.
— Por que se preocupar quando uma entrada dramática é muito mais divertida? — Aelin rebateu.
O belo rosto de Fenrys se contraiu com diversão que não chegou a encontrar seus olhos de ônix.
— Que pena que seria você perder tal diversão.
Ela sorriu para ele. Ele sorriu de volta.
Ela supôs que ambos os sorrisos parecessem menos um sorriso e mais... dentes expostos.
Ela bufou.
— Vocês dois parecem ter aproveitado seu verão em Doranelle. Como vai a doce tia Maeve?
As mãos tatuadas de Gavriel fecharam-se em punhos frouxos.
— Você me nega o direito de ver meu filho e ainda assim entra em nosso quarto na calada da noite para exigir que contemos informações sobre a nossa rainha jurada de sangue.
— Primeiro, eu não neguei nada, gatinho.
Fenrys deixou escapar o que poderia ter sido um som de asfixia.
— É uma decisão do seu filho, não minha. Eu não tenho tempo suficiente para supervisionar ou realmente me importar. — Mentiras.
— Deve ser difícil encontrar tempo para cuidar de tudo — Fenrys cortou — quando se enfrenta uma vida mortal. — Um olhar astuto para Rowan. — Ou ela tentará o Estabelecimento em breve?
Oh, ele era um bastardo. Um bastardo amargo e duramente afiado, o lado risonho da moeda da frieza sombria de Lorcan. Maeve definitivamente tinha um tipo.
O rosto de Rowan não mostrou nada.
— A questão do Estabelecimento de Aelin não é preocupação sua.
— Não? Saber se ela é imortal muda as coisas. Muitas coisas.
— Fenrys — Gavriel avisou.
Ela sabia o suficiente sobre isso – a transição que alguns feéricos puros-sangues, e alguns semifeéricos, mudavam de uma vez para seus corpos presos à juventude imortal. Era um processo duro, seus corpos necessitavam de meses para a magia se ajustar ao congelamento súbito e reordenação de seu processo de envelhecimento. Alguns feéricos não tinham controle sobre seu poder – alguns o perdiam inteiramente durante o tempo que o Estabelecimento levava.
E semifeéricos... alguns podiam ter a vida estendida, alguns podiam ter o verdadeiro dom imortal dado a eles. Como Lorcan. E, possivelmente, Aedion. Eles descobririam nos próximos anos, se ele puxaria à sua mãe... ou ao homem sentado do outro lado da sala. Se eles sobrevivessem à guerra.
E, quanto a ela... ela não se deixou pensar nisso. Precisamente pelas razões que Fenrys queria.
— Eu não vejo o que isso mudaria — ela disse a ele. — Já existe uma rainha imortal. Certamente uma segunda não seria nada de novo.
— E você distribuirá juramentos de sangue para os homens que chamarem sua atenção, ou será apenas Whitethorn ao seu lado?
Ela podia sentir a agressão começando a reverberar de Rowan, e estava meio tentada a reclamar, Eles são seus amigos. Lide com eles. Mas ele manteve o silêncio, contendo-se, quando ela falou:
— Você não pareceu tão interessado em mim naquele dia na Defesa Nebulosa.
— Confie em mim, ele estava — Gavriel murmurou.
Aelin levantou uma sobrancelha. Mas Fenrys estava dando a Gavriel um olhar que prometia uma morte lenta.
Rowan explicou:
— Fenrys foi quem... se ofereceu para treiná-la quando Maeve nos disse que você viria para Wendlyn.
Ele se oferecera. Interessante.
— Por quê?
Rowan abriu a boca, mas Fenrys o cortou.
— Isso teria me tirado de Doranelle. E nós provavelmente teríamos nos divertido muito mais, de qualquer maneira. Sei que bastardo Whitethorn pode ser quando se trata de treinamento.
— Vocês dois teriam ficado naquele telhado em Varese e bebido até a morte — disse Rowan. — E, quanto ao treinamento... Você está vivo hoje por causa dessa formação, rapaz.
Fenrys revirou os olhos. Mais jovem, ela percebeu. Ainda velho para os padrões humanos, mas Fenrys era e sentia-se mais jovem. Mais selvagem.
— Falando em Varese — Aelin falou com fria diversão — e Doranelle...
— Vou avisá-la — Gavriel disse calmamente — que pouco sabemos sobre os planos de Maeve, e podemos revelar menos ainda pelas restrições do juramento de sangue.
— Como ela faz isso? — Aelin perguntou sem rodeios. — Com Rowan, não é... cada ordem que eu lhe der, mesmo as mais casuais, são dele para decidir o que fazer com elas. Só quando puxo o vínculo ativamente que eu posso levá-lo à... rendição. E, mesmo assim, é mais uma sugestão.
— É diferente com ela — Gavriel explicou suavemente. — Depende do governante a quem o juramento é feito. Vocês dois fizeram o juramento um aos outro com amor em seus corações. Você não tinha nenhum desejo de possuí-lo ou dominá-lo.
Aelin tentou não recuar à verdade da palavra amor. Naquele dia... quando Rowan olhara nos olhos dela enquanto bebia seu sangue... ela começou a perceber o que era. Que a sensação que havia entre eles, tão poderosa não havia uma língua para descrevê-la... não era mera amizade, mas algo nascido e fortalecidos por eles.
— Maeve — Fenrys adicionou — oferece o juramento com essas coisas em mente. E assim, o próprio vínculo nasce da obediência a ela, não importa como. Ela ordena, nós nos submetemos. Ao que ela desejar. — Sombras dançaram em seus olhos, e os dedos de Aelin fecharam-se em punhos. Se Maeve sentia a necessidade de forçar qualquer um deles para a cama dela... Rowan tinha contado a ela sobre sua linhagem familiar, ao mesmo tempo distante, mas ainda perto o suficiente para que ele tivesse impedido Maeve de procurá-lo, mas os outros...
— Então vocês mesmos não poderiam quebrá-lo.
— Nunca – se fizéssemos isso, a magia que nos une a ela nos mataria no processo — disse Fenrys. Ela se perguntou se ele tinha tentado. E quantas vezes. Ele inclinou a cabeça para o lado, o movimento puramente lupino. — Por que está perguntando isso?
Porque se Maeve de alguma forma puder reivindicar posse sobre a vida de Aedion graças a sua linhagem, não poderei fazer absolutamente nada para ajudá-lo.
Aelin deu de ombros.
— Porque você me distraiu. — Ela lhe deu um pequeno sorriso que sabia que deixava Rowan e Aedion loucos, e – sim. Parecia que era uma maneira infalível para irritar qualquer macho feérico, porque ira brilhou no rosto estupidamente perfeito de Fenrys.
Ela examinou as unhas.
— Sei que vocês dois são velhos e já passa da hora de dormir, então serei rápida: o exército de Maeve navega para Eyllwe. Somos agora aliados. Mas o meu caminho pode me levar em conflito direto com a frota, talvez com ela, se eu desejar ou não.
Rowan ficara um pouco ereto, e ela desejou não ter a fraqueza de olhar para ele, tentar ler o que causara a reação.
Fenrys olhou para Rowan – como se por hábito.
— Acho que a maior preocupação é se Maeve navega para se juntar a Erawan. Ela poderia ir poderia ir por esse caminho.
— Nossa... a rede dela de informações é muito vasta — Rowan respondeu. — Não há chance de ela já não saber que a frota do império está acampado no Golfo de Oro.
Aelin se perguntou quantas vezes seu príncipe feérico teve que se corrigir em silêncio sobre que termos de usar. Nossa, dela... se perguntou se ele percebeu os dois machos franzindo a testa para eles.
— Maeve poderia estar indo para interceptá-los — Gavriel meditou. — A derrota de Morath seria uma prova de suas intenções para ajudar vocês, então... joguem com qualquer plano que ela tenha para além disso.
Aelin estalou a língua.
— Mesmo com soldados feéricos naqueles navios, ela não pode ser estúpida o suficiente para arriscar tais perdas catastróficas apenas para cair em minhas boas graças novamente. — Não importava que Aelin soubesse que ela aceitaria qualquer oferta de ajuda de Maeve, com risco ou não.
O sorriso afiado de Fenrys brilhou.
— Oh, as perdas de vidas feéricas seria de pouco interesse para ela. É provável que apenas aumente o seu entusiasmo sobre o assunto.
— Cuidado — disse Gavriel.
Deuses, ele soou quase idêntico a Aedion com esse tom.
Aelin continuou:
— Independentemente. Vocês dois sabem o que enfrentamos com Erawan; sabem o que Maeve queria de mim em Doranelle. O que Lorcan está fazendo. — os rostos deles tinham retomado a calma guerreira e nem piscaram quando ela perguntou: — Será que Maeve lhes deu ordem de tirar as chaves de Lorcan? E o anel? Ou é apenas a vida dele que reivindicarão?
— Se dissermos que ela nos deu ordem de tomar tudo — Fenrys falou, apoiando as mãos atrás dele na cama — vai nos matar, Herdeira do Fogo?
— Vai depender de quão úteis vocês se revelarem como aliados — Aelin respondeu simplesmente.
O peso pendurado sob a blusa, entre seus seios, retumbou como resposta.
— Rolfe tem armas — Gavriel disse calmamente. — Ou irá recebê-las.
Aelin levantou uma sobrancelha.
— E ouvir sobre isso me custar...?
Gavriel não era estúpido o suficiente para pedir por Aedion. O guerreiro apenas disse:
— Eles são chamados lanças de fogo. Alquimistas do continente sul as desenvolveram para suas próprias guerras territoriais. Mais do que isso não sabemos, mas o dispositivo pode ser controlado por um homem. Com efeito devastador...
E com dominadores de magia ainda tão recentes com seus dons devolvidos, ou graças principalmente aos mortos em Adarlan...
Ela não estaria sozinha. Não seria a única portadora do fogo naquele campo de batalha.
Mas só se o exército de Rolfe se tornasse dela. Se ele fizesse o que ela tão cuidadosamente o guiaria a fazer. Estender a mão para o continente sul poderia levar meses que ela não tinha. Mas se Rolfe já tivesse encomendado um suprimento... Aelin acenou para Rowan, mais uma vez, e eles se afastaram da parede.
— Só isso? — Fenrys exigiu. — Não saberemos o que você pretende fazer com esta informação, ou somos apenas seus lacaios, também?
— Você não confia em mim. Eu não confio em você — disse Aelin. — É mais fácil dessa maneira. — Ela cutucou a janela com o cotovelo, abrindo-a. — Mas obrigada pela informação.
As sobrancelhas de Fenrys subiram alto o suficiente para que ela se perguntasse se Maeve tinha pronunciado essas palavras no ouvido dele. E ela realmente desejou ter derretido a tia naquele dia em Doranelle.
Ela e Rowan saltaram e subiram para os telhados da Baía do Crânio, as antigas telhas ainda escorregadias pela chuva do dia.
Quando a Rosa do Oceano surgiu como uma joia pálida um quarteirão à frente, Aelin parou nas sombras ao lado de uma chaminé e murmurou:
— Não há espaço para erros.
Rowan pôs a mão no ombro dela.
— Eu sei. Nós vamos fazer valer a pena.
Seus olhos queimaram.
— Estamos jogando um jogo contra dois monarcas que governaram e planejaram por mais tempo do que a maioria dos reinos existiu — e mesmo para ela, as chances de ser mais inteligente e manobrá-los... — vendo o esquadrão, como Maeve os controla... ela chegou tão perto de nos separar nesta primavera. Tão perto.
Rowan traçou o dedo sobre sua boca.
— Mesmo que Maeve tivesse me mantido escravizado, eu teria lutado. A cada dia, a cada hora, a cada respiração. — Ele a beijou suavemente e disse em seus lábios: — Eu teria lutado pelo resto da minha vida para encontrar uma maneira de voltar para você novamente. Eu soube no momento em que você surgiu das trevas valg e sorriu para mim através de suas chamas.
Ela engoliu o aperto na garganta e levantou uma sobrancelha.
— Você estava disposto antes de tudo isso? Havia tão poucos benefícios naquela época...
Diversão e algo mais profundo dançou em seus olhos.
— O que eu sentia por você em Doranelle e o que sinto por você agora são o mesmo. Só não pensei que teria chance de fazer algo quanto a isso.
Ela sabia por que precisava ouvir isso – ele sabia também. Darrow e as palavras de Rolfe dançavam em sua cabeça, um coro infinito de ameaças amargas. Mas Aelin unicamente sorriu para ele.
— Então siga em frente, príncipe.
Rowan deixou escapar uma risada baixa, e não disse mais nada quando reivindicou sua boca, empurrando-a contra a chaminé em ruínas. Ela se abriu para ele, e sua língua a percorreu, completa e preguiçosamente.
Oh, deuses – isso. Era isso que a fazia perder a cabeça – esse fogo entre eles.
Eles poderiam queimar o mundo inteiro até as cinzas. Ele era dela e ela era dele, e eles tinham se encontrado através de séculos de derramamento de sangue e perdas, através de oceanos, reinos e guerra.
Rowan se afastou, respirando pesadamente, e sussurrou contra seus lábios:
— Mesmo quando você está em outro reino, Aelin, o fogo ainda continua no meu sangue, em minha boca.
Ela soltou um gemido suave, arqueando contra ele enquanto a mão dele roçava seu traseiro, não se importando se alguém os visse nas ruas abaixo.
— Você disse que não me tomaria contra uma árvore na primeira vez — ela murmurou, deslizando as mãos até seus braços, por toda a amplitude do seu peito esculpido. — Que tal uma chaminé?
Rowan bufou outra risada e mordeu seu lábio inferior.
— Lembre-me novamente porque senti sua falta.
Aelin riu, mas o som foi rapidamente silenciado quando Rowan reivindicou sua boca novamente e beijou-a profundamente à luz da lua.

18 comentários:

  1. Por que será que eu sinto que vai dar merda? (._.)

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    1. ela sempre foi arrogante kkkkk. mas agora ela esta mais pois ela e rainha,mesmo sem coroa.

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    2. Não acho ela arrogante, não de vdd, ela é durona, e tem respostas curtas e grossas, só que agr mais firmes por ser rainha e ter q mostrar q é digna da coroa...

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  3. Não lembro uma parte da história toda, ela não sendo arrogante kkkk

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  4. Ja é para ai a quinta vez que leio este livro, mas continuo amando!!

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  5. gente (carinha maliciosa) será contra a chamine kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  6. A arrogância dela parece um pouco com a do Jace de Instrumentos Mortais! Ela é top e sabe que é kkkkkkkkkkkkk

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    1. Ela é muito mais arrogante, o Jace fingia indiferença e um pouco de arrogância, mas ele usava isso como uma máscara para disfarçar a fragilidade e a Aelin não, ela é assim o tempo todo.

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    2. Acho que não, quem fingia arrogância e indiferença era o Wiill de princesa mecânica, o Jace era arrogante mesmo.

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    3. Realmente acho o que o Jace era realmebte arrogante e o Will apenas fingia. Porém a Aelin é muito mais arrogante. O Jace provavelmente ganharia no quesito ironia, mas Aelin também não esta muito atrás

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  7. Eu acho ela muito arrogante e to torcendo pra hora que alguém vai acabar com isso.. ta que ela é rainha e tal.. mais feéricos velhos ficam abaixando a cabeça pra ela e tal.. com medo dela? Parece mentira e exagero.. eles são assassinos com séculos de treinamento..
    Por isso prefiro a Manon e o Dorian, o Dorian é um amorzinho, neh.. e a Manon ela é forte, mais teve um século para treinar e ainda assim não é invencível..

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  8. Quanto fogo em Aelin!!

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  9. Devoradora de livros14 de julho de 2017 17:42

    N fale de will, desmanchando em lágrimas em 3....2....

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  10. E esse negócio de restabelecimento?? A manon não comentou sobre isso tbm? Que as bruxas que faziam podiam acabar quebradas ?

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  11. Só eu q imagino Maeve como a Rainha Seelie ? Eu n consigo imaginar Maeve diferente dela..

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  12. Ahhh, pelos deuses, pelas minhas cores!!!

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Boa leitura :)