30 de janeiro de 2017

Capítulo 2

O tamborilar da chuva escorrendo por entre as folhas e a bruma baixa da Floresta Carvalhal quase abafava o ruído da corredeira cheia que cortava entre saliências e depressões.
Agachada ao lado do riacho, peles vazias esquecidas no banco de musgo, Aelin Ashryver Galathynius estendeu uma mão cicatrizada através da água que corria e deixou a música da tempestade do início da manhã cair sobre ela.
O ronco dos trovões e a pausa antes do relâmpago tinha sido uma batida violenta e frenética desde a hora que antecedeu o amanhecer – agora se distanciando, acalmando sua fúria, assim como Aelin acalmava seu próprio núcleo de magia queimando.
Ela respirava nas brumas frias e chuva fresca, levando-os profundamente em seus pulmões. Sua magia vibrou, em resposta, como se bocejando bom dia e voltando a dormir.
Na verdade, ao redor do campo logo em seu campo de visão, seus companheiros ainda dormiam, protegidos da tempestade por um escudo invisível feito por Rowan, e aquecido do frio do norte que persistia mesmo no auge do verão por uma agradável chama rubi que ela mantivera queimando a noite toda. A chama foi algo difícil com que se trabalhar – como mantê-la acesa ao mesmo tempo em que chamava o pequeno dom de água a mãe lhe dera.
Aelin flexionou os dedos sobre o córrego.
Do outro lado do riacho, no topo de uma pedra coberta de musgo situada nos braços de um carvalho nodoso, um par de minúsculos dedos brancos como ossos flexionaram e dobraram, um espelho de seus próprios movimentos.
Aelin sorriu e falou tão baixo que foi quase inaudível por sobre o córrego e a chuva:
— Se você tem qualquer dica, amigo, eu adoraria ouvi-la.
Os dedos esguios dispararam para cima da crista da rocha – que, como tantas nessas florestas, tinha sido esculpida com símbolos e espirais.
O Povo Pequeno os seguira desde que eles cruzaram a fronteira para Terrasen. Escoltando-os, Aedion sempre insistia quando tinham vislumbres de olhos grandes e sem profundidade piscando de um arbusto de amora ou vigiando através de um conjunto de folhas no alto de uma das famosas árvores de Carvalhal. Eles não tinham chegado perto o suficiente para Aelin ter uma ideia sólida da aparência deles.
Mas deixavam pequenos presentes na fronteira de escudos noturnos de Rowan, de alguma forma depositados sem alertar qualquer um que estivesse de vigia.
Numa manhã, tinha sido uma coroa de violetas silvestres. Aelin dera a Evangeline, que usara a coroa em seu cabelo vermelho-dourado até que ela se desfez. Na manhã seguinte, duas coroas as esperavam: uma para Aelin, e uma menor para a menina cheia de cicatrizes. Outro dia, o Povo Pequeno deixou uma réplica da forma de falcão de Rowan, trabalhada a partir de penas recolhidas de pardal, bolotas e cascas de besouros. Seu príncipe feérico sorriu um pouco quando o encontrou, e guardou em seu alforje.
Aelin sorriu com a lembrança. Embora saber que o Povo Pequeno estava seguindo cada passo seu, ouvindo e observando, tivesse tornado as coisas... difíceis. Não de uma maneira que importasse realmente, mas escorregar para as árvores com Rowan era certamente menos romântico sabendo que havia uma audiência. Especialmente quando Aedion e Lysandra ficavam tão enjoados de seus olhares silenciosos e aquecidos, que os dois davam desculpas esfarrapadas para deixar Aelin e Rowan fora da vista e do cheiro por um tempo: a lady deixara cair um lenço inexistente na trilha inexistente muito atrás; eles precisavam de mais lenha para um fogo que não necessitava de madeira para queimar.
E, quanto ao seu público atual...
Aelin espalmou os dedos sobre o rio, deixando seu coração tornar-se imóvel como uma lagoa da floresta aquecida pelo sol, deixando sua mente livrar-se de seus limites normais.
Uma fita de água se agitou a partir do fluxo do rio, acinzentada e transparente, e ela moveu-a através de seus dedos abertos como se estivesse trabalhando com um tear.
Ela inclinou seu pulso, admirando a forma como podia ver a pele através da água, deixando-a deslizar para baixo em sua mão e enrolar-se em seu pulso. Ela falou para a fada assistindo do outro lado:
— Não há muito a relatar a seus companheiros, não é?
Folhas encharcados fizeram barulho atrás dela, e Aelin sabia que era só porque Rowan queria que ela ouvisse sua abordagem.
— Cuidado, ou eles deixarão algo molhado e frio no seu saco de dormir da próxima vez.
Aelin se obrigou a liberar a água de volta para a corrente antes de olhar por cima do ombro.
— Você acha que eles aceitam pedidos? Porque eu trocaria o meu reino por um banho quente neste momento.
Os olhos de Rowan dançaram enquanto ela aliviava seus pés. Ela baixou o escudo que colocara em torno de si para se manter seca – o vapor da chama invisível misturando-se com a névoa em torno deles. O príncipe feérico arqueou uma sobrancelha.
— Eu deveria estar preocupado por você estar tão falante no início da manhã?
Ela revirou os olhos e se voltou para a pedra onde a fada viera acompanhar suas tentativas de ruins de dominar água. Mas só chuva pingando nas folhas e névoa serpenteante permanecia.
Mãos fortes deslizaram sobre sua cintura, puxando-a em seu calor, enquanto os lábios de Rowan roçaram seu pescoço, logo abaixo da orelha.
Aelin arqueou as costas contra ele enquanto sua boca vagava pela garganta, aquecendo a névoa gelada da pele dela.
— Bom dia para você — ela inspirou.
O murmúrio de resposta de Rowan fez seus dedos dos pés curvarem-se.
Eles não ousaram parar em uma pousada, mesmo depois de chegar em Terrasen há três dias, não quando ainda havia tantos olhos inimigos fixos nas estradas e tabernas. Não quando fileiras de soldados adarlanianos finalmente marchavam para fora de seu território condenado pelos deuses, graças aos decretos de Dorian.
Especialmente quando os soldados poderiam muito bem marchar direto para lá, optando por aliar-se ao monstro de cócoras em Morath ao invés de seu verdadeiro rei.
— Se quiser tomar um banho tanto assim — Rowan murmurou contra o pescoço dela — vi um tanque a cerca de meio quilômetro. Você poderia aquecê-lo – para nós dois.
Ela correu as unhas nas costas das mãos dele, seguindo até os antebraços.
— Eu ferveria todos os peixes e rãs dentro dele. Duvido que seria muito agradável, então.
— Pelo menos nós teríamos café da manhã pronto.
Ela riu baixinho, e os caninos de Rowan arranharam o ponto sensível onde seu pescoço encontrava o ombro. Aelin enterrou os dedos nos músculos poderosos dos antebraços de Rowan, saboreando a força lá.
— Os lordes não estarão aqui até o anoitecer. Nós temos tempo — suas palavras saíram sem fôlego, pouco mais que um sussurro.
Ao cruzar a fronteira, Aedion enviara mensagens para os poucos senhores em que confiava, coordenando a reunião que estava a acontecer naquele dia – naquela clareira, que o próprio Aedion usara para reuniões rebeldes secretas ao longo dos anos.
Eles chegaram cedo ao espaço para examinar a área, as armadilhas e vantagens. Não havia um traço de que qualquer humano tivesse se demorado ali: Aedion e a Devastação sempre tinham se assegurado de qualquer evidência fosse destruída longe de olhares hostis. Seu primo e sua legião lendária já tinham feito muito para garantir a segurança do povo de Terrasen na última década. Mas eles ainda não correram riscos, mesmo os senhores que haviam sido homens sob a bandeira de seu tio.
— Por mais tentador que seja — Rowan falou, mordendo sua orelha de uma maneira que tornava difícil pensar — eu preciso estar no meu caminho em uma hora — para explorar a terra com antecedência em busca de quaisquer ameaças. Beijos leves sobre sua mandíbula, sua bochecha. — E o que eu disse antes ainda se mantém. Eu não vou levá-la contra uma árvore na primeira vez.
— Não seria contra uma árvore – seria numa piscina — uma risada sombria contra ela fez sua pele queimar. Foi um esforço impedir-se de pegar uma de suas mãos e guiá-la até seus seios, pedir-lhe que a tocasse, provasse. — Sabe, estou começando a pensar que você é um sádico.
— Confie em mim, eu não acho isso fácil, nem um pouco — ele a puxou um pouco mais forte contra si, deixando-a sentir a impressionante evidência empurrando seu traseiro. Ela quase gemeu com isso, também.
Em seguida, Rowan se afastou, e ela franziu a testa pela perda de seu calor, pela perda daquelas mãos e aquele corpo e aquela boca. Ela virou-se, encontrando seus olhos verdes feito pinheiros fixados sobre ela, e uma emoção provocou seu sangue mais brilhante do que qualquer magia.
Mas ele perguntou:
— Por que está assim coerente tão cedo?
Ela mostrou a língua.
— Eu assumi a vigia para Aedion, uma vez que Lysandra e Ligeirinha estavam roncando alto o suficiente para acordar os mortos. — A boca de Rowan se torceu para cima, mas Aelin deu de ombros. — Eu não conseguia dormir, de qualquer maneira.
Sua mandíbula se apertou quando ele olhou para onde o amuleto estava escondido sob sua camisa e jaqueta de couro escuro.
— É a chave de Wyrd te incomodando?
— Não, não é isso.
Ela começara a usar o amuleto depois que Evangeline vasculhara seus alforjes e colocara o colar. Eles só tinham descoberto porque a criança voltara do banho com o Amuleto de Orynth orgulhosamente exibido sobre suas roupas de viagem. Graças aos deuses que eles estavam profundamente na Floresta Carvalhal no momento, mas Aelin não se descuidaria outra vez.
Especialmente desde que Lorcan ainda acreditava que possuía o verdadeiro.
Eles não tinham ouvido falar do guerreiro imortal desde que ele deixou Forte da Fenda e Aelin sempre quis saber quão ao sul ele chegara antes de perceber que carregava uma chave de Wyrd falsa dentro de um Amuleto de Orynth igualmente falso. Se ele tinha descoberto que os outros dois tinha sido escondidos pelo rei de Adarlan e Duque Perrington.
Não Perrington – Erawan.
Um frio serpentou por suas costas, como se a sombra de Morath tivesse tomado forma atrás dela e passado uma garra ao longo de sua espinha.
— É só que... esta reunião — disse Aelin, acenando com a mão. — Deveríamos ter feito isso em Orynth? Numa floresta como esta parece tão... capa e espada.
Os olhos de Rowan novamente derivaram ao horizonte norte. Pelo menos mais uma semana estava entre eles e a cidade – uma vez glorioso coração de seu reino. Deste continente. E quando eles chegassem lá, seria um fluxo interminável de conselhos e preparações e decisões que só ela poderia tomar. Esta reunião que Aedion arranjara seria apenas o começo.
— Melhor ir para a cidade com aliados estabelecidos do que entrar sem saber o que você pode encontrar — Rowan falou finalmente. Ele lhe deu um sorriso irônico e fixou um olhar aguçado em Goldryn, embainhada em suas costas, e as várias facas presas nela. — E, além disso: pensei que “capa e espada” fosse o seu nome do meio.
Ela ofereceu-lhe um gesto vulgar em troca.
Aedion fora muito cuidadoso com suas mensagens durante os preparativos do encontro – selecionara este local longe de quaisquer casualidades possíveis ou olhos espiões. E mesmo que ele confiasse nos lordes, a quem ele a familiarizara nas últimas semanas, Aedion ainda não tinha informado quantos viajavam em sua comitiva – ou quais seus talentos. Apenas por precaução.
Além disso, Aelin era portadora de uma arma capaz de aniquilar todo este vale, incluindo com as cinzentas Montanhas Staghorn que se elevavam sobre ele. E isso era apenas a sua magia.
Rowan brincou com uma mecha de seu cabelo – havia crescido novamente quase até a altura seus seios.
— Você está preocupada porque Erawan ainda não fez sua jogada.
Ela chupou um dente.
— O que ele está esperando? Será que estamos loucos por esperar um convite para marchar sobre ele? Ou está nos deixando reunir nossa força, deixando-me voltar com Aedion para nos juntar à Devastação e levantar um exército maior em torno disso, e então ele poderá saborear o nosso desespero quando falharmos?
Os dedos de Rowan acalmou em seu cabelo.
— Você ouviu o mensageiro de Aedion. Aquela explosão acabou com um bom pedaço de Morath. Ele pode estar  se recompondo.
— Ninguém assumiu essa explosão. Eu não confio nisso.
— Você não confia em nada.
Ela encontrou seus olhos.
— Eu confio em você.
Rowan passou um dedo ao longo de sua bochecha. A chuva voltou pesada novamente, seu tamborilar suave o único som em quilômetros.
Aelin ergueu-se nas pontas dos pés. Ela sentiu os olhos de Rowan sobre ela o tempo todo, sentiu seu corpo ainda com foco predatório, enquanto beijava o canto de sua boca, o arco de seus lábios, o outro canto.
Beijos suaves e provocantes. Projetados para ver qual deles se renderia primeiro.
Foi Rowan.
Com uma inspiração rápida, ele agarrou seus quadris, puxando-a contra si enquanto inclinava sua boca sobre a dela, aprofundando o beijo até que os joelhos de Aelin ameaçaram dobrar. Sua língua roçou a dela – preguiçosamente, traços hábeis que lhe diziam exatamente do que ele era capaz de fazer em outros lugares.
Brasas crepitaram em seu sangue, e o musgo abaixo deles chiou quando a chuva se transformou em vapor.
Aelin quebrou o beijo, a respiração entrecortada, satisfeita em encontrar o próprio peito de Rowan subindo e descendo em um ritmo irregular. Tão nova – esta coisa entre eles ainda era tão nova, tão... crua. Totalmente consumível. O desejo era apenas o começo.
Rowan fazia sua magia cantar. E talvez fosse a ligação carranam entre eles, mas... sua mágica queria dançar com a dele. E pela cintilação de gelo em seus olhos, ela sabia que o próprio sangue dele exigia o mesmo.
Rowan se inclinou para frente, até que suas testas se tocaram.
— Em breve — prometeu, sua voz áspera e baixa. — Vamos chegar a algum lugar seguro em algum lugar defensável.
Porque sua segurança sempre viria em primeiro lugar. Para ele, mantê-la protegida, mantê-la viva, sempre viria em primeiro lugar. Ele aprendeu isso da maneira mais difícil.
Seu coração esticou, e ela se afastou para levantar a mão para seu rosto. Rowan leu a suavidade em seus olhos, seu corpo e sua própria ferocidade inerente escorregaram em uma gentileza que poucos viam. Sua garganta doía com o esforço de segurar as palavras.
Ela estivera apaixonada por ele fazia um tempo agora. Mais do que ela queria admitir.
Ela tentou não pensar nisso, se ele sentia o mesmo. Essas coisas, esses desejos – estavam na parte inferior de uma lista muito, muito longa e sangrenta de prioridades.
Então Aelin beijou Rowan suavemente, as mãos dele segurando-a novamente pelos quadris.
— Coração de Fogo — ele falou em sua boca.
— Urubu — ela murmurou.
Rowan riu, o barulho ecoando no peito.
Do acampamento, a voz doce de Evangeline ecoou através da chuva:
— É hora do café da manhã?
Aelin bufou. Com certeza, Ligeirinha e Evangeline estavam empurrando a pobre Lysandra, esparramada como um leopardo fantasma próxima da fogueira que queimava infinitamente. Aedion, do outro lado do fogo, estava tão imóvel quanto uma pedra. Ligeirinha provavelmente saltaria sobre ele em seguida.
— Isso não pode acabar bem — Rowan murmurou.
Evangeline uivou:
— Comiiiiiiiiiiiida!
E o uivo de Ligeirinha seguiu um segundo depois. Então grunhido de Lysandra na direção delas, silenciando menina e cadela.
Rowan riu novamente e Aelin pensou que nunca enjoaria disso, daquela risada. Aquele sorriso.
— Devemos fazer café da manhã — ele sugeriu, voltando-se para o acampamento — antes que Evangeline e Ligeirinha saqueiem todo o lugar.
Aelin riu, mas olhou por cima do ombro para a floresta que se estendia em direção às Staghorns. Em direção aos senhores que se esperava que fizessem o seu caminho para o sul – para decidir como iriam prosseguir com a guerra... e reconstruir seu reino partido.
Quando olhou para trás, Rowan estava a meio caminho para o acampamento, o cabelo vermelho-dourado de Evangeline aparecendo por entre as árvores gotejantes, implorando ao príncipe por torrada e ovos.
Sua família – e seu reino.
Dois sonhos que há muito ela acreditava ter perdido, ela percebeu enquanto o vento norte bagunçava seu cabelo. Pessoas por quem ela faria qualquer coisa – arruinar-se, vender-se – para protegê-las.
Aelin estava prestes a ir para o acampamento poupar Evangeline da culinária de Rowan quando notou o objeto no topo da pedra do outro lado córrego.
Ela pulou o rio em um salto e estudou cuidadosamente o que a fada havia deixado.
Formado por galhos, teias de aranha e escamas de peixe, uma pequena serpente alada estava enervantemente precisa, suas asas abertas e presas afiadas despontando da boca que rugia.
Aelin deixou a serpente alada onde estava, mas seus olhos se deslocaram para o sul, em direção ao antigo rio de Carvalhal, e Morath aparecendo muito além dela. Erawan renascera, e esperava por ela com o seu exército de bruxas Dentes de Ferro e soldados de infantaria valg.
E Aelin Galathynius, rainha de Terrasen, sabia que logo viria a hora para provar o quanto ela sangraria por Erilea.



Era útil, Aedion Ashryver pensou, viajar com dois talentosos manejadores de magia. Especialmente durante o mau tempo.
A chuva permaneceu durante todo o dia enquanto se preparavam para a reunião. Rowan voara para o norte duas vezes para acompanhar a aproximação dos lordes, mas não os  vira nem sentira o cheiro deles.
Ninguém enfrentaria as estradas notoriamente lamacentas de Terrasen neste tempo. Mas com Ren Allsbrook em sua companhia, Aedion tinha poucas dúvidas de que ele ficaria escondido até o anoitecer, de qualquer maneira. A menos que o tempo os tivesse atrasado. O que era uma boa possibilidade.
Um trovão ressoou tão perto que as árvores estremeceram. Relâmpagos com pouca pausa entre eles caíam tingindo as folhas de prata, iluminando o mundo com tanta intensidade que seus sentidos feéricos estavam cegos. Mas pelo menos ele estava seco. E quente.
Tinham evitado tanto a civilização que Aedion mal testemunhara ou fora capaz de encontrar os manipuladores de magia que se mantinham escondidos – ou aqueles que apreciavam agora o retorno de seus dons. Ele só tinha visto uma menina, não mais de nove anos, tecendo tentáculos de água acima da solitária fonte de sua aldeia para o entretenimento e prazer de um bando de crianças.
Rostos como pedra, adultos cicatrizes observavam das sombras, mas nenhum tinha interferido para melhor ou pior. Mensageiros de Aedion já tinha confirmado que a maioria das pessoas agora sabia que o Rei de Adarlan empenhara seus poderes escuros para reprimir a mágica nestes últimos dez anos. Mas, mesmo assim, ele duvidava que aqueles que tinham sofrido sua perda, ou então o extermínio de sua espécie, revelariam confortavelmente seus poderes a qualquer momento em breve.
Pelo menos pessoas como seus companheiros, e a menina na praça, mostrava ao mundo que era seguro fazê-lo. Que uma menina com um dom sobre a água poderia garantir à sua aldeia e suas terras, prosperidade.
Aedion franziu a testa para o céu escuro, girando despreocupadamente a espada de Orynth entre as palmas das mãos. Mesmo antes de a magia desaparecer, houvera um tipo temível acima de todos os outros, seus portadores, párias na melhor das hipóteses, mortas, na pior. Tribunais em toda a terra os caçara como espiões e assassinos durante séculos. Mas em sua Corte...
Um ronronar gutural e satisfeito retumbou no pequeno acampamento e Aedion moveu seu olhar para o tópico de seus pensamentos. Evangeline estava ajoelhada em seu saco de dormir, cantarolando para si mesma enquanto gentilmente escovava os pelos de Lysandra com uma escova de cavalo.
Levara dois dias para Aedion se acostumar com a forma de leopardo fantasma. Anos nas Galhadas do Cervo imprimiram o medo dessas criaturas em suas tripas. Mas ali estava Lysandra, garras retraídas, deitada sobre a barriga enquanto sua tutelada a penteava.
Espiã e assassina, de fato. Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto pálpebras pesadas com prazer baixavam sobre os olhos verde-claros. Essa seria uma ótima visão para os lordes verem quando chegassem.
A metamorfa tinha usado essas semanas de viagem para experimentar novas formas: pássaros, animais, insetos que tinham uma tendência a zumbir em seu ouvido ou mordê-lo. Raramente – muito raramente – Lysandra tomara a forma humana com que a conhecera. Dado tudo o que tinha sido feito a ela e tudo o que ela tinha sido forçada a fazer no corpo humano, Aedion não a culpava.
Embora ela tivesse que assumir a forma humana em breve, quando fosse apresentada como uma lady na corte de Aelin. Ele se perguntou se ela usaria aquele rosto requintado, ou encontraria outra pele humana que lhe fosse adequada.
Mais do que isso, ele muitas vezes se perguntou como que era a sensação de ser capaz de mudar ossos e pele e cor – embora não tivesse perguntado a ela. Principalmente porque Lysandra não estivera em forma humana tempo suficiente para conversarem.
Aedion olhou para Aelin, sentada do outro lado do fogo com Ligeirinha esparramada no colo, coçando as orelhas do animal – esperando, assim como todos eles. Seu primo, no entanto, estava estudando a antiga lâmina – a espada do pai dela – que Aedion tão sem cerimônia girava e atirava de mão em mão, cada centímetro do punho de metal e pomo de osso tão familiar para ele quanto seu próprio rosto. Tristeza brilhou nos olhos dela, tão rápido quanto o relâmpago acima, e depois desapareceu.
Ela tinha devolvido a espada para ele em sua saída de Forte da Fenda, escolhendo portar Goldryn, em vez disso. Ele tentou convencê-la a manter a lâmina sagrada de Terrasen, mas ela insistiu que estava melhor nas mãos dele, que ele merecia a honra mais do que todos, incluindo ela.
Ela ficava mais silenciosa quanto mais ao norte viajavam. Talvez semanas na estrada a tivessem minado. Depois desta noite, dependendo do que os lordes relatassem, ele tentaria encontrar um lugar tranquilo para ela descansar por um dia ou dois antes de fazerem a última etapa da viagem para Orynth.
Aedion ergueu-se, embainhou a espada ao lado da faca com que Rowan lhe havia presenteado, e foi na direção dela. A cauda de Ligeirinha balançou levemente em saudação quando ele se sentou ao lado de sua rainha.
— Você poderia cortar o cabelo — ela falou. realmente, seu cabelo tinha crescido mais do que normalmente ele deixava. — Está quase do mesmo comprimento que o meu — ela fez uma careta. — Parece que foi para combinar.
Aedion bufou, acariciando a cabeça da cadela.
— E se for?
Aelin deu de ombros.
— Se quiser começar a usar roupas combinando também, eu estou dentro.
Ele sorriu.
— A Devastação nunca me deixaria viver assim.
Sua legião estava agora acampada do lado de fora de Orynth, aonde ele os enviara para reforçar as defesas da cidade e esperar. Esperar para matar e morrer por ela.
E com o dinheiro que Aelin maquinara e massacrara ao reclamar de seu antigo mestre na primavera deste ano, eles poderiam comprar um exército para seguir atrás da Devastação. Talvez mercenários, também.
A faísca nos olhos de Aelin morreu um pouco como se ela, também, considerasse tudo o que comandar sua legião implicaria. Os riscos e custos, não de ouro, mas de vidas. Aedion podia jurar que a fogueira diminuiu um pouco também.
Ela tinha abatido e lutado e quase morrido de novo e de novo nos últimos dez anos. No entanto, Aedion sabia que ela se recusaria a enviar soldados – a enviá-lo – para combater.
Esse, acima de tudo, seria o seu primeiro teste como rainha.
Mas antes disso... esta reunião.
— Você se lembra de tudo o que falei sobre eles?
Aelin lhe deu um olhar de esguelha.
— Sim, eu me lembro de tudo, primo — ela cutucou-o com força nas costelas, bem onde ele fora coberto pela tatuagem de cicatrização de Rowan três dias atrás, agora. Todos os nomes deles, entrelaçados em um complexo nó de Terrasen bem perto de seu coração. Aedion estremeceu quando ela espetou a carne ferida, e ele deu tapa na mão dela quando ela recitou: — Murtaugh era filho de um fazendeiro, mas casou-se com a avó de Ren. Embora ele não tenha nascido da linhagem Allsbrook, ele ainda tem o comando, apesar de sua insistência de que Ren tem que assumir o título — ela olhou para o céu. — Darrow é o proprietário mais rico após você mesmo, e mais do que isso, ele tem influência sobre os poucos senhores sobreviventes, principalmente por seus anos de manusear Adarlan com cuidado durante a ocupação.
Ela lhe lançou um olhar afiado o suficiente para cortar a pele.
Aedion ergueu as mãos.
— Você pode me culpar por querer me certificar de que tudo dará certo?
Ela deu de ombros, mas não arrancou sua cabeça fora.
— Darrow foi amante de seu tio — ele acrescentou, esticando as pernas à frente. — Por décadas. Ele nunca falou comigo sobre o seu tio, mas... eles eram muito próximos, Aelin. Darrow não lamentou publicamente a morte de Orlon além do que era necessário após a passagem de um rei, mas ele se tornou um homem diferente depois. Ele é um bastardo difícil agora, mas ainda é justo. Muito do que ele fez foi por seu amor imperecível por Orlon – e por Terrasen. Suas tramas nos impediram de morrer de fome e nos tornarmos completos mendigos. Lembre-se disso.
De fato, Darrow havia muito tempo erguera uma linha entre servir o Rei de Adarlan e miná-lo.
— Eu. Sei — disse ela com firmeza.
Usar esse tom demasiado distante era provavelmente seu primeiro e último aviso de que ele estava começando a irritá-la. Ele passou muitos dos quilômetros dos últimos dias contando a ela sobre Ren, Murtaugh e Darrow. Aedion sabia que ela provavelmente podia recitar as propriedades de cada um, que colheitas, gado e bens eles produziam, seus antepassados e os membros mortos e sobreviventes da família nesta última década. Mas pressioná-la sobre isso uma última vez, certificar-se de que ela sabia... ele não podia refrear os instintos de garantir que tudo correria bem. Não quando tanta coisa estava em jogo.
Empoleirado em um galho alto para monitorar a floresta, Rowan bateu seu bico e voou para a chuva, ultrapassando seu escudo, que se separou para ele.
Aedion ergueu-se facilmente a seus pés, examinando a floresta, escutando. Somente o som de gotas de chuva caindo nas folhas enchia seus ouvidos. Lysandra esticou-se, arreganhando os dentes longos enquanto fazia isso, suas garras como agulhas escorregando livres e brilhando à luz do fogo.
Até que Rowan desse o sinal, até que fosse comprovado que apenas aqueles senhores e ninguém mais vinha, os protocolos de segurança que tinham sido estabelecidos entrariam em ação.
Evangeline, como lhe fora ensinado, se arrastou para a fogueira. As chamas se separaram como cortinas fechadas para permitir que ela e Ligeirinha, sentindo o medo da criança e pressionando perto, passassem para um anel interno que não iria queimá-las. Mas derreteria os ossos de seus inimigos.
Aelin apenas olhou para Aedion de forma silenciosa, e ele deu um passo para o lado ocidental do fogo, Lysandra ocupando um lugar ao sul. Aelin ficou com o norte, mas olhou para oeste na direção em que Rowan seguira.
Uma brisa quente e seca fluiu através da sua pequena bolha, e faíscas dançavam como vaga-lumes nos dedos de Aelin, a mão pendurada casualmente ao seu lado. A outra agarrou Goldryn, o rubi em seu punho brilhando como uma brasa.
Folhas sussurravam e os ramos estalaram, e a espada de Orynth brilhou em dourado e vermelho à luz das chamas de Aelin quando ele a libertou da bainha. Apoiou a outra mão no punhal antigo com que Rowan lhe presenteara. Rowan estivera ensinando Aedion – ensinando todos eles, na verdade – sobre as maneiras antigas durante as últimas semanas. Sobre as tradições e códigos feéricos há muito esquecidas, abandonados em sua maioria, mesmo na corte de Maeve. Mas renasceria aqui, e promulgariam agora, enquanto eles incorporariam os papéis e as funções que tinham resolvido e decidido por si mesmos.
Rowan saiu da chuva em sua forma feérica, seu cabelo prateado grudado na cabeça, a tatuagem gritante em seu rosto bronzeado. Nenhum sinal dos lordes.
Mas Rowan segurava a faca de caça contra a garganta nua de um jovem homem de nariz esbelto e acompanhou-o até a fogueira – as roupas de viagem surradas e encharcadas do estranho traziam a marca de Darrow de um texugo impressionante.
— Um mensageiro — Rowan rosnou.



Aelin decidiu ali mesmo que particularmente não apreciava surpresas.
Os olhos azuis do mensageiro estavam arregalados, mas seu rosto sardento estava calmo. Estável. Mesmo quando ele viu em Lysandra, suas presas brilhando à luz do fogo. Mesmo enquanto Rowan o cutucava para frente, aquela faca cruel ainda em sua garganta.
Aedion empurrou o queixo para Rowan.
— Ele pode não conseguir entregar a mensagem direito com uma lâmina em sua traqueia.
Rowan baixou a arma, mas o príncipe feérico não embainhou a faca. Não se afastou mais do que trinta centímetros do homem.
— Onde eles estão? — Aedion exigiu.
O homem curvou-se rapidamente para seu primo.
— Em uma taberna a seis quilômetros daqui, general...
As palavras morreram quando Aelin finalmente contornou a fogueira. Ela manteve o fogo queimando alto, Evangeline e Ligeirinha abrigadas dentro. O mensageiro deixou escapar um pequeno ruído.
Ele sabia. Pelo jeito como ficava olhando entre ela e Aedion, vendo os mesmos olhos, a mesma cor de cabelo... ele sabia. E como se o pensamento o tivesse atingido, o mensageiro fez uma reverência.
Aelin observava a maneira como o homem baixou os olhos, observou sua nuca exposta, sua pele brilhando com a chuva. A magia dela surgiu em resposta. E aquela coisa – aquele poder hediondo pendurado entre seus seios – parecia abrir um olho antigo em toda a comoção.
O mensageiro ficou tenso, os olhos arregalados na abordagem silenciosa de Lysandra, os bigodes se contraindo quando ela cheirou suas roupas molhadas. Ele era inteligente o suficiente para permanecer imóvel.
— A reunião foi cancelada? — Aedion perguntou firmemente, olhando para a floresta novamente.
O homem fez uma careta.
— Não, general... mas eles querem que vocês venham para a taverna onde estão hospedados. Por causa da chuva.
Aedion revirou os olhos.
— Vá e diga a Darrow para arrastar sua carcaça para cá. A água não vai matá-lo.
— Não é Lorde Darrow — o homem falou rapidamente. — Com todo o respeito, o senhor Murtaugh reduziu o passo neste verão. O senhor Ren não o queria que no escuro e chuva.
O velho tinha montado através dos reinos como um demônio do inferno nesta primavera, Aelin lembrou. Talvez isso tivesse cobrado o seu preço.
Aedion suspirou.
— Você sabe que precisaremos examinar a taberna em primeiro lugar. A reunião será mais tarde do que eles querem.
— Claro, general. Eles esperarão por isso — o mensageiro se encolheu quando finalmente viu Evangeline e Ligeirinha dentro da segurança do anel de chamas. E apesar do príncipe feérico armado ao lado dele, apesar do leopardo fantasma com garras libertadas brilhando para ele, a visão do fogo de Aelin fez o seu rosto ficar pálido. — Mas eles estão esperando... e Lorde Darrow está impaciente. Ficar do lado de fora dos muros de Orynth o deixa ansioso. Nos deixa todos ansiosos, nos dias de hoje.
Aelin bufou suavemente. De fato.

20 comentários:

  1. Respostas
    1. Desculpa mais rápido? Eles passaram um livro inteiro e metade de outro só desenvolvendo uma amizade. Isso sem contar que eles se completam de várias maneiras e ele aceita ela como ela é de verdade

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  2. "— Confie em mim, eu não
    acho isso fácil, nem um pouco —
    ele a puxou um pouco mais forte
    contra si, deixando-a sentir a
    impressionante evidência
    empurrando seu traseiro. Ela
    quase gemeu com isso, também."

    Mano eu maliciei muito, pqp que fogo hein e.e
    ROWAN SEU DELÍCIA QUE SAUDADES E TAMBÉM TAVA COM SAUDADES DA AELIN FODASSA *-*

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  3. Pode ser só eu(eu realmente espero não ser a única) mas eu não consigoo gostar da Aelin e do Rowan juntos.
    Sinto muito ai pra quem gosta,mas achei esse romance desnecessário.
    Me julguem!!😂😂

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    1. Eu tbm não. Imagino o Rowan como aqueles ogros de Warcraft kkkkkk. Mas, aos poucos, vou começando a gostar dos dois juntos. Apesar de achar melhor Aelin e Dorian (iludidodo).

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    2. Eu acho q o romance deles pareceu muito apressado, mas acho sim q é adequado... Sam amava Celaena, a assassina; Chaol querendo ou não amava Lilian, a campeã do príncipe/rei; Nehemia amava o espírito inquebrável de uma ex escrava e tudo o que um dia ela poderia ser... Rowan é o único q realmente amou/entendeu ela por inteiro, capaz de aceitar tudo, o passado o presente e todos os futuros possíveis...
      Lembro de amar Chaolena, mas depois de HoF e QoS é bem claro q ele não poderia a aceitar, não realmente...
      Talvez seja o fato dela sempre estar com alguém q te incomoda. A "necessidade" dela ter um interesse amoroso, no início me irritou, mas acho q ela precisa disso, um apoio incondicional depois de tudo pelo q ela passou e uma espécie de distração dá tensão...
      Eu provavelmente estou levando seu comentário muito a sério, mas é o q eu penso... É bom conhecer pessoas q pensam diferente...

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    3. Eu acho q toda boa história de aventura como essa tem um romance no meio (mesmo que não seja o centro da história)...acho q dá uma leveza pra enredo...e acho q Rowan e Aelin trás isso...

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    4. Você também é do time do capitão?
      Fiquei um pouco triste por eles terem se separado mas acabei acostumando...

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    5. Voltei agora para o.meu comentário pra ver a opinião dos outros e ver se a minha mudou agora que eu acabei o livro. No início eu shippava ela com o Dorian(amor da minha vida) mas isso foi antes,quando eles eram "jovens despreocupados com a vida" e não tinham esse amadurecimento que possuem agora. E eu acho que nunca odiei tanto um casal como eu odiei Chaol e Celaena(na minha cabeça ele estava impedindo a Celaena de ficar com o Dorian,por isso não suportava ele).
      Concordo com você Hya,acho que o motivo de eu não gostar deles juntos foi pq aconteceu tão rapidamente,eu percebi que desde o primeiro momento que o Rowan apareceu rolaria um romance,e acho que foi isso que me fez não gostar logo de cara.
      Amei ver que tem pessoas que pensam diferente de mim,assim eu posso pensar e concordar que o romance deu uma certa leveza e percebendo agora que o Rowan foi feito especialmente para ela eu não falo mais que odeio o casal.
      Nesse livro eu pude ter uma visão melhor da relação dos dois,e como eu já tinha vindo do livro anterior com essa coisa de "Ai,não suporto eles" agora eu pude desenvolver o meu pensamento.
      Ps:desculpem pelo anônimo no primeiro comentário.
      ~Gabi.

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    6. Pois é. Eu mesma, quando era Chaol x Dorian,preferia o príncipe. Queria que os dois ficassem juntos. Quando Rowan apareceu, pensei que eles seriam carranam, mas só isso. Melhores amigos, não amantes. Então começaram os flertes, passei a me divertir... E aos poucos fui me acostumando à ideia do casal. Hoje, não consigo imaginá-los separados. Eles precisam ficar juntos. Para sempre, da meneira que for

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    7. Eu também era do team Chaol e odiei o Rowan de começo, pois pensava que ele só iria atrapalhar, mas depois de QoS pra mim é o casal perfeito! Eles se completam de tantas maneira diferentes, que eu acho super normal o romance deles ter se desenvolvido tão rápido. Não consigo enxergar essa história sem esse casal agora!

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  4. esses Lordes! algo está queimando, e não e o fogo de Aelin!

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  5. Ai que saudades desse povo, Aelin/Caelena , Aedion, Rowan, Lissandra S2

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  6. sobre Aelin e Rowan , ainda não sinto segurança nesse relacionamento ,parece tao frágil e foi tao rápido , eu amo o Rowan serio , mais não como o par de Aelin

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  7. Eu torcendo por Lizandra e Aedion

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  8. Eu amei o Rowan desde o inicio e torci muito prs que eles ficassem juntos, como já foi dito, ele é perfeito pra Aelin. Pra mim o Dorian sempre foi um amigo.

    Eu não sei mas desde que shippei Rowan e Aelin eu me convenci que ele vai morrer, porque meus personagens preferidos sempre morrem, sei lá é uma sensação... x.x

    Espero que não, realmente

    Rowan meu amor <3

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  9. Começando as tretas desse livro...
    Amo Aelin e Rowan....😍❤

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  10. ele a puxou um pouco mais forte contra si, deixando-a sentir a impressionante evidência empurrando seu traseiro. < socorr que porn kkkkkkkkkkkkkk

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  11. Sempre amei Rowan dez do começo e gosto muito dá ideia deles um casal.
    Mas sinto uma certa fraqueza no romance senpre fico imaginando se alguma coisa vai dar errada e eles vão se separar
    Talvez seja por ele ser imortal ou é só mas uma loucura dá minha cabeça
    Ass:Milly
    Obs:quero q eles continuam jutos até o fim

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  12. Devoradora de livros29 de julho de 2017 21:19

    Eu desde o começo, queria ela com o capitão, acho q rapido( e obivio) foi o relacionamento dela e o principe, n gostei, e eu tambem de cara, na hora q o Rowan apareceu sabia q ele ficaria com a Aelin, mas eu ja estava tipo '' E que venha o proximo'' kkkkkk, bem msm eu ADORANDO o Rowan com ela, se eu pudesse escolher eu preferiria ela com o Sam :(, mals Rowan

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Boa leitura :)