30 de janeiro de 2017

Capítulo 22

Dorian não viu o príncipe feérico atirar o punhal até que a lâmina acertou a parede de madeira, seu punho ainda balançando com o impacto.
Mas o macho de olhos escuros e pele bronzeada – tão bonito que Dorian até piscou duas vezes – sorriu pela adaga tremendo ao lado de sua cabeça.
— O seu objetivo era essa merda quando você cortou o próprio cabelo?
O outro homem ao lado dele – bronzeado, cabelos castanhos e com uma espécie de calmo consigo – ergueu as largas mãos tatuadas.
— Rowan, coloque suas lâminas para baixo. Nós não estamos aqui por sua causa.
Nesse momento já havia mais armas nas mãos de Rowan. Dorian não tinha sequer escutado-o levantar-se, muito menos tirar a espada ou o machado elegante do outro lado.
A magia de Dorian se contorcia em suas veias enquanto ele estudou os dois estranhos. Aqui estão vocês, ela cantava.
Sozinho com Rowan, sua magia havia se acostumado ao abismo espiralante que era o poder do príncipe, mas aqueles três machos juntos, antigos e poderosos e primitivos... Eles eram seu próprio turbilhão. Poderiam destruir esta cidade sem nem sequer tentar. Ele se perguntou se Rolfe percebia isso.
O lorde pirata falou secamente:
— Acho que vocês já se conhecem.
Aquele de olhos dourados solenes foi o único que assentiu, suas roupas claras assim como as que Rowan preferia: tecido em camadas, eficiente, adequadas para os campos de batalha. Tatuagens rodeavam o pescoço musculoso do macho. O estômago de Dorian revirou. De longe, aquilo poderia muito bem ter sido outro tipo de colar preto.
Rowan disse firmemente:
— Gavriel e Fenrys costumavam... trabalhar comigo.
Os olhos verde-mar de Rolfe dispararam entre os três, avaliando, pesando.
Fenrys – Gavriel. Dorian conhecia esses nomes. Rowan os mencionara durante a jornada deles até ali... Dois membros da equipe de Rowan.
Rowan explicou a Dorian:
— Eles são juramentados pelo sangue de Maeve. Como eu costumava ser.
O que significa que estavam aqui sob as ordens dela. E se Maeve enviara não um, mas dois de seus tenentes para este continente, quando Lorcan já estava aqui...
Rowan falou por entre os dentes, mas embainhou suas armas:
— Qual é o assunto de vocês com Rolfe?
Dorian lançou sua magia para dentro de si mesmo. Ela se estabeleceu em seu núcleo como uma fita sendo enrolada.
Rolfe acenou com a mão para os dois homens.
— Eles são os portadores da notícia que lhes prometi – entre outras coisas.
— E nós estávamos prestes a almoçar — Fenrys falou, seus olhos escuros dançando. — Vamos?
Fenrys não esperou por eles, voltou para o corredor e saiu.
O tatuado – Gavriel – suspirou baixinho.
— É uma longa história, Rowan, que você e o Rei de Adarlan — um movimento de olhos em sua direção — deviam ouvir. — Ele apontou para o corredor e disse, completamente impassível: — você sabe quão irritadiço Fenrys fica quando não come.
— Eu escutei isso — chamou uma voz masculina profunda do salão.
Dorian freou seu sorriso, observando a reação de Rowan em seu lugar. Mas o príncipe feérico apenas balançou a cabeça para Gavriel em uma ordem silenciosa para mostrar o caminho.
Nenhum deles, nem mesmo Rolfe, falou enquanto eles desciam para a sala principal. A garçonete se fora, os copos brilhando atrás do bar as únicas pistas de que ela estivera lá. E, na verdade, mexendo numa tigela fumegante que cheirava a caldeirada de peixe, Fenrys agora os esperava em uma mesa nos fundos.
Gavriel deslizou em uma cadeira ao lado do guerreiro, sua tigela completamente cheia transbordando um pouco quando a mesa balançou, e perguntou a Rowan quando o príncipe parou no meio da sala:
— Você... — o guerreiro feérico fez uma pausa, como se pesando as palavras e a maneira como Rowan poderia reagir se a questão fosse mal colocada. Dorian soube o motivo no exato momento seguinte. — Você trouxe Aelin Galathynius consigo?
Dorian não sabia para onde olhar: para os guerreiros agora sentados à mesa, para Rowan ao seu lado, ou para Rolfe, as sobrancelhas erguidas enquanto ele se recostava no corrimão da escada, sem saber que a rainha era a sua grande inimiga.
Rowan balançou a cabeça uma vez, um rápido movimento cortante.
— Minha rainha não está em nossa companhia.
Fenrys ergueu as sobrancelhas, mas continuou a devorar sua refeição, sua jaqueta cinza desabotoada revelando um peito musculoso e moreno pela gola de sua camisa branca. Bordados de ouro contornavam as lapelas da jaqueta – o único sinal de riqueza entre eles.
Dorian não sabia bem o que tinha acontecido na primavera anterior com a equipe de Rowan, mas... eles obviamente não se separaram em boas condições. Pelo menos não para Rowan.
Gavriel se levantou para arrastar duas cadeiras – as mais próximas da saída, Dorian notou. Talvez Gavriel fosse o único que manteve a paz entre a equipe.
Rowan não fez nenhum movimento na direção delas. Era tão fácil esquecer que o príncipe tivera séculos de manipulação em tribunais estrangeiros – fora para a guerra e retornada. Com esses machos.
Rowan não se preocupou com a diplomacia, no entanto, quando falou:
— Digam-me que diabos é esta notícia.
Fenrys e Gavriel trocaram um olhar. O primeiro apenas revirou os olhos e fez um gesto com a colher para Gavriel para falar.
— O exército de Maeve está vindo para este continente.
Dorian estava feliz que ele não tinha nada em seu estômago.
As palavras de Rowan eram guturais quando ele perguntou:
— Será que a cadela aliou-se com Morath? — ele lançou o Dorian considerou a definição de um olhar gelado para Rolfe. — Você aliou-se com ela?
— Não — Gavriel falou uniformemente.
Rolfe, para seu crédito, apenas deu de ombros.
— Eu lhe disse, não quero participar desta guerra.
— Maeve não é do tipo que compartilha o poder — Gavriel interrompeu com calma. — Mas antes de sairmos, ela estava preparando sua armada para partir – para Eyllwe.
Dorian soltou uma respiração.
— Para Eyllwe? É possível que ela poderia estar mandando ajuda?
A partir do olhar no rosto de Rowan, Dorian pôde dizer o príncipe já estava catalogando e pensando, analisando o que ele sabia de sua antiga rainha, de Eyllwe e como ele ligava uma coisa à outra.
Dorian tentou controlar seu coração trovejando, sabendo que provavelmente podiam ouvir a sua mudança de ritmo.
Fenrys largou a colher.
— Duvido que ela esteja enviando ajuda a qualquer pessoa – ainda mais a quem este continente diz respeito. E, novamente, ela não nos conta suas razões específicas.
— Ela sempre nos fala — Rowan respondeu. — Ela nunca guardou informações como essa.
Os olhos escuros de Fenrys piscaram.
— Isso foi antes de você humilhá-la ao trocá-la por Aelin do Fogo Selvagem. E antes de Lorcan abandoná-la também. Ela não confia em nenhum de nós agora.
Eyllwe... Maeve tinha que saber quão caro o reino era para Aelin. Mas lançar uma armada... Tinha que haver algo lá, algo que valesse o seu tempo. Dorian correu através de cada lição que tivera, todos os livros que tinha lido sobre tal reino. Mas nada o provocou.
— Maeve não pode acreditar que pode conquistar Eyllwe — Rowan falou — ao menos não por um período de tempo prolongado, não sem trazer todos os seus exércitos aqui, e deixando seu reino indefeso.
Mas talvez isso espalhasse Erawan, mesmo que o custo da invasão de Maeve fosse excessivo...
— Mais uma vez — Fenrys demorou-se — não sabemos detalhes. Nós só dissemos a ele — um gesto com o queixo na direção de onde Rolfe ainda se encostava ao corrimão com braços cruzados — como um aviso de cortesia – entre outras coisas.
Dorian notou que Rowan não perguntou se eles teriam estendido a cortesia caso eles não tivessem ido ali. Ou o que, exatamente, eram essas outras coisas.
O príncipe disse a Rolfe:
— Preciso despachar mensagens. Imediatamente.
Rolfe estudou as mãos enluvadas.
— Porque se importar? A destinatária não chegará em breve?
— O quê? — Dorian se apoiou no temperamento fervendo no tom de Rowan.
Rolfe sorriu.
— Há rumores de que Aelin Galathynius destruiu o General Narrok e seus tenentes em Wendlyn. E que ela conseguiu isso com um príncipe feérico a seu lado. Impressionante.
Os caninos de Rowan brilharam.
— O que quer dizer, capitão?
— Eu só queria saber se Sua Majestade, a Rainha do Fogo, espera um grande desfile quando ela chegar.
Dorian duvidava que Rolfe gostaria muito de seu outro título – a Assassina de Adarlan.
O grunhido de Rowan foi baixo.
— Mais uma vez, ela não está vindo para cá.
— Oh? Você quer dizer que o amante dela vai resgatar o Rei de Adarlan e, em vez de levá-lo para o norte, ele o traz aqui – essa não é uma forma de dizer que estou perto de hospedá-la?
À menção da palavra amante, Rowan lançou a Fenrys um olhar letal. O belo macho – realmente, não havia maneira de descrevê-lo diferente disso – apenas deu de ombros.
Mas Rowan respondeu Rolfe:
— Ela me pediu para trazer o Rei Dorian para persuadi-lo a se juntar à nossa causa. Mas como você não tem interesse em nada disso, além do próprio, parece que a nossa viagem foi desperdiçada. Portanto, não temos mais uso para você nesta mesa, especialmente se é incapaz de despachar mensageiros — Rowan desviou os olhos para as escadas atrás de Rolfe. — Você está demitido.
Fenrys engasgou com uma risada sombria, mas Gavriel endireitou-se quando Rolfe falou em voz baixa:
— Eu não me importo com quem você é e que poder tem. Você não me dar ordens no meu território.
— É melhor se acostumar a isso — Rowan respondeu, sua voz calma daquela maneira que fazia cada instinto de Dorian eriçar-se — porque, se Morath ganhar esta guerra, eles não vão se contentar em deixá-lo brincar nestas ilhas, fingindo ser rei. Eles vão expulsá-lo de cada porto e rio, negar-lhe o comércio com cidades de que começou a depender. Quem serão seus compradores quando não houver ninguém para quem vender seus bens? Duvido que Maeve se incomodará – ou se lembrará de você.
— Se estas ilhas forem saqueadas — Rolfe retruco — navegaremos para outras, e depois outras. Os mares são o meu refúgio – sobre as ondas, sempre seremos livres.
— Eu não chamaria ficar de cócoras em sua taberna com medo de valg assassinos de ser livre.
As mãos enluvadas de Rolfe flexionaram e relaxaram, e Dorian se perguntou se ele buscaria a espada em sua cintura. Então o lorde pirata disse a Fenrys e Gavriel:
— Nós nos encontraremos aqui amanhã, às onze. — Quando seu olhar moveu-se para Rowan, ele endureceu. — Envie quantas malditas mensagens desejar. Você pode ficar até a sua rainha chegar, o que não tenho nenhuma dúvida de que acontecerá. Aí sim ouvirei o que a lendária Aelin Galathynius tem a dizer sobre si mesma. Até então, dê o fora — ele fez um movimento com a cabeça em direção a Gavriel e Fenrys. — Você pode falar com os príncipes em seus próprios malditos alojamentos.
Rolfe caminhou até a porta da frente, puxando-a aberta para revelar uma parede de chuva e os quatro jovens de aparência dura – os homens remanescentes no cais encharcado. Suas mãos foram para as armas, mas Rolfe não fez nenhum movimento para convocá-los. Ele só apontou para a porta.
Rowan olhou para o homem por um momento, então disse aos seus antigos companheiros:
— Vamos.
Eles não foram estúpidos o suficiente para discutir.



Isso era ruim. Inegavelmente ruim.
A magia de Rowan estava desgastada enquanto ele trabalhava para manter os escudos ao redor dele e de Dorian intactos. Mas ele não deixaria Fenrys ou Gavriel perceberem um traço de sua exaustão, não revelou nem um pouco o esforço que levou manter sua magia e concentração.
Rolfe poderia muito bem ser uma causa perdida contra Erawan ou Maeve, especialmente uma vez que visse Aelin. Se Aelin estivesse presente durante esta conversa, Rowan tinha a sensação de que tudo teria terminado com o Dragão Marinho –tanto a taberna quanto o navio ancorado no porto – em chamas. Quanto às serpentes marinhas... E o exército de Maeve... ele pensaria mais tarde. Mas merda. Apenas... merda.
A gerente absurda da Rosa do Oceano não fez perguntas quando Rowan pagou por dois quartos, os melhores que o hotel tivessem para oferecer. Não quando ele colocou uma peça de ouro sobre o balcão. Acomodações para duas semanas, além de todas as refeições, locais para os seus cavalos se eles os tivessem, e lavandaria ilimitada, que ela ofereceu com um olhar compreensivo para suas roupas.
E quaisquer hóspedes que ele desejasse, ela adicionou quando Rowan assobiou bruscamente, e Dorian, Fenrys e Gavriel cruzaram o pátio de laje, capuzes erguidos contra a chuva caindo. Chuva batia nas palmeiras em vasos, farfalhava as buganvílias magenta que subiam pelas paredes em direção às varandas pintadas de branco, ainda fechadas contra a tempestade.
Rowan pediu à mulher para enviar para cima comida que provavelmente era suficiente para oito pessoas, em seguida, caminhou para a escada polido na parte de trás da sala de jantar, os outros atrás dele. Fenrys, felizmente, manteve a boca fechada até que chegou ao quarto de Rowan, descartou seu manto, e Rowan acendeu algumas velas. O simples ato deixando um buraco em seu peito.
Fenrys afundou em uma das cadeiras almofadadas em frente à lareira escura, correndo um dedo pelo braço pintado de preto.
— Essas acomodações finas. Qual realeza está pagando, então?
Dorian, que estivera a ponto de reivindicar o assento ao lado da pequena mesa diante das janelas fechadas, endureceu. Gavriel lançou a Fenrys um olhar que dizia, Por favor, sem brigas.
— Faz alguma diferença? — Rowan perguntou enquanto passava de parede a parede, levantando as fotos emolduradas de flores exuberantes em busca de quaisquer buracos para espionar ou pontos de acesso. Em seguida, ele verificou os lençóis de cama brancos, as suas colunas em espiral de madeira preta beijadas pela luz de velas, tentando não considerar que, por todas as suas resoluções... ela partilharia este quarto com ele. Esta cama.
O espaço era seguro – sereno, ainda, com a batida da chuva no pátio e no telhado, o cheiro pesado de fruta doce no ar.
— Alguém tem que ter dinheiro para financiar essa guerra — Fenrys ronronou, vendo Rowan finalmente se postar contra um armário baixo ao lado da porta. — Embora talvez considerando o decreto de ontem de Morath, vocês estarão se movendo para tempos mais econômicos.
Bem, isso dizia o suficiente sobre o que Fenrys e Gavriel sabiam sobre o decreto de Erawan relativo a Dorian e seus aliados.
— Preocupe-se com os seus próprios assuntos, Fenrys — disse Gavriel.
Fenrys bufou, brincando com um pequeno cacho de cabelo dourado em sua nuca.
— Como você sequer consegue caminhar com tanto aço em você, Whitethorn, sempre foi um mistério para mim.
— Como ninguém jamais cortou sua língua só para calar sua boca sempre foi um mistério para mim também — Rowan respondeu suavemente.
Uma risada adiada.
— Sempre falei que é a minha melhor característica. Pelo menos as mulheres pensam assim.
Uma risada baixa escapou de Dorian – o primeiro som que Rowan testemunhara vindo do rei. Rowan apoiou suas mãos sobre a cômoda.
— Como vocês mantiveram seus cheiros escondidos?
Os olhos amarelos de Gavriel escureceram.
— Um novo truque de Maeve – nos manter quase invisíveis em uma terra que não recebe nossa espécie calorosamente — ele apontou com o queixo para Dorian e Rowan. — Embora pareça não ser totalmente eficaz.
— É melhor que vocês dois tenham uma maldita explicação de por que estão aqui e por que arrastaram Rolfe para o que quer que isso seja — Rowan falou.
Fenrys respondeu:
— Diga o que quiser, Rowan, mas você ainda é uma pedra de gelo bastarda. Lorcan ficaria orgulhoso.
— Onde está Connall? — foi a resposta zombeteira de Rowan, nomeando o gêmeo de Fenrys.
O rosto de Fenrys apertou-se.
— Onde você acha? Um de nós é sempre a âncora.
— Ela pararia de mantê-lo como garantia, se você não tornasse o seu descontentamento tão óbvio.
Fenrys sempre fora um pé em seu saco. E Rowan não tinha esquecido de que Fenrys queria a tarefa de lidar com Aelin Galathynius na primavera passada. Fenrys amava tudo o que era belo e selvagem, e balançar Aelin diante dele... Maeve sabia que era tortura.
Talvez fosse uma tortura, também, para Fenrys estar tão longe do aperto de Maeve – e saber que seu gêmeo estava em Doranelle, e que, se Fenrys nunca mais voltasse... Connall seria punido de maneira indizível. Era como a rainha lhes enredara em primeiro lugar: crianças eram raras entre os feéricos, mas gêmeos? Ainda mais raros. E gêmeos nascerem dotado de força, crescerem e se tornarem machos cujo domínio rivalizava com o de guerreiros séculos mais velhos do que eles...
Maeve os tinha cobiçado. Fenrys recusara a oferta de se juntar a seu serviço. Então, ela fora atrás de Connall – o lado escuro do dourado de Fenrys, a tranquilidade para o rugido de Fenrys, o que pensava à imprudência de Fenrys.
Fenrys conseguia o que queria: mulheres, glória, riqueza. Connall, embora qualificado, estava sempre à sombra de seu irmão gêmeo. Então, quando a rainha se aproximou dele falando sobre o juramento de sangue, num momento em que Fenrys, e não Connall, tinha sido selecionado para lutar na guerra com os Akkadians... Connall fizera o juramento.
E quando Fenrys voltou para encontrar seu irmão vinculado à rainha, e descobriu o que Maeve o obrigava a fazer atrás de portas fechadas... Fenrys tinha negociado: ele faria o juramento, mas apenas para se Maeve recusasse seu irmão. Por mais de um século, Fenrys servira no quarto da rainha, sentara-se acorrentado por algemas invisíveis ao lado de seu trono escuro.
Rowan poderia ter gostado daquele macho. O respeitado. Se não fosse por aquela boca maldita dele.
— Então — Fenrys falou, bem consciente de que não havia respondido a demanda de Rowan por informação — estamos prestes a chamá-lo rei Rowan?
— Deuses do céu, Fenrys — Gavriel murmurou. Ele suspirou longamente e adicionou, antes que Fenrys pudesse abrir sua boca estúpida: — Sua chegada, Rowan, foi uma virada de sorte nos eventos
Rowan enfrentou o macho ao lado dele – o segundo em comando de Maeve agora que Rowan desocupara o título. Como se o guerreiro de cabelos dourados lesse o nome de seus olhos, Gavriel perguntou:
— Onde está Lorcan?
Rowan estivera debatendo como responder a essa pergunta desde o momento em que os vira. Isso Gavriel havia perguntado... Por que eles tiveram que vir para a Baía da Caveira?
— Eu não sei onde Lorcan está — disse Rowan. Não era uma mentira. Se tivessem sorte, seu antigo comandante conseguiria as outras duas chaves de Wyrd, perceberia que Aelin o havia enganado, e viria correndo – trazendo as duas chaves para Aelin então destruí-las.
Se tivessem sorte.
— Você não sabe onde ele está, mas você o viu — Gavriel falou.
Rowan assentiu.
Fenrys bufou.
— Estamos realmente jogando verdades e mentiras? Conte-nos, seu bastardo.
Rowan prendeu Fenrys com um olhar. O lobo branco de Doranelle sorriu de volta para ele.
Deuses os ajudassem, se Fenrys e Aedion ficassem juntos em um mesmo cômodo.
— Vocês estão aqui a mando de Maeve – para liderar o exército? — Rowan perguntou.
Gavriel sacudiu a cabeça.
— Nossa presença não tem nada a ver com o exército navegando. Ela nos enviou para caçar Lorcan. Você já sabe o crime que ele cometeu.
Um ato de amor, embora apenas na forma torcida que Lorcan podia amar as coisas. Somente na forma distorcida ele amava Maeve.
— Ele afirma estar fazendo isso no melhor interesse dela — Rowan falou casualmente, ciente do rei sentado ao seu lado.
Rowan sabia que a maioria subestimava a inteligência aguda sob aquele sorriso desarmante. Sabia que o valor de Dorian não estava em seu dom para a magia, mas em sua mente. Ele tinha agarrado o medo e o trauma de Rolfe pelas mãos dos valg e lançara as bases que ele tinha certeza que Aelin um dia exploraria.
— Lorcan sempre foi arrogante dessa maneira — Fenrys respondeu. — Desta vez, ele cruzou a linha.
— Então vocês foram enviados aqui para levar Lorcan de volta?
As tatuagens com que Rowan cobrira as marcas de Gavriel se moveram a cada palavra que ele pronunciou:
— Fomos enviados aqui para matá-lo.

15 comentários:

  1. Se pensar um pouco tudo que era possivel de se imaginar iria acontecer so que foi tomado outro rumo um pouco antes, tipo no começo era esperado que aelin se encontraçe com alguns lordes para se tornar rainha so que isso não aconteceu, manon salvor o principe ok mas quem poderia imaginar que as conseguencias cairiam para asterin que tecnicamente não teve nada a ver , tambem teve a revelação da linhagem de manon que a mãe dela tivesse sido morta pela avó era ate de se esperar mas todo o resto não. Praticamente pode ate imaginar que algo possa acontecer porem não vai acontecer mesmo que tudo endique que vai, eu antes de ler isso ja tinha imaginado manon desferindo a espada contra a avó mas ai ler sobre aquela sena de todas em volta de asterin dando a ela uma despedida de rainha bruxa me fez perder a esperança quando do nada manon desfere a espada contra a avó ou seja nem que seja pra acontecer vai acontece pelo menos no meu ponto de vista ate agora.

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  2. Deuses, como isso vai se desenrolar em???!!!!

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    1. Como eu disse no capítulo anterior, reunião de família igualzinho aqui em casa, fujam para as colinas ... É muito amor envolvido kkkkkk

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  3. Tadinho, agora que ele encontrou a Elide pra amar :-(

    -B.Bunny

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  4. Gente, to achando pouco capítulos pra desenvolver essa história toda...
    Como vão se resolver tanta coisa hein?

    Tá parecendo GOT, quem leu os livros sabe como é, capítulos que não acabam mais e as coisas não se resolvem u.ù

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  5. Nessa parte: -Oh? Você quer dizer que a amante dela vai resgatar o Rei..., É o amante. Karina olha

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  6. Fenrys! Ai céus esse nome! Mexendo com uma pessoa toda viciada em mitologia! Tchau Dorian, quero o Fenrys.

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  7. so se elide morrer
    fiquem espertos viu lorcan e elide mortos juntos
    galera eu to postando sem nome ,sou a isabella , me chamem de Bella

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  8. Ai my god... n sei quem eu amo mais o Lorcan ou o Gavriel....
    Quero ver o encontro entre pai e filho... Aedion e Gavriel
    Ai shipo mto Elide e Lorcan mais um casal de fazer nos suspirar...😍😍😍😍🤗🤗🤗🤗🤗

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  9. Acho que a autora se inspirou no Fenris da mitologia nórdica, que era um deus que assumia a forma de lobo, para o Fenrys daqui.

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  10. Só eu que gostei MUITO do Fenrys?? Ele me lembra o Cassian kk e o Gavriel me lembra um pouco o Azriel... Um Azriel mais falante kk

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    1. Nossa, sério? Pra mim cada um tem uma personalidade diferente...

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  11. Cara, a Maeve quase chega a ser tão escrotamente nojenta que nem a Amarantha..

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Boa leitura :)