26 de janeiro de 2017

Capítulo 22

Shukin encontrou um local adequado para o seu plano a meio caminho na manhã seguinte. Eles haviam descido um vale profundo entre duas cristas enormes, e um rio rápido corria pelo ponto mais baixo. A trilha que seguiam conduziu a um vau raso, largo o suficiente para apenas dois homens para atravessar de uma vez. No montante do vau, o rio deixava-se cair um precipício íngreme, rochoso. A jusante era uma piscina profunda e ampla. De ambos os lados, os bancos eram íngrimes.
Shukin parou enquanto inspecionava o local, esperando que o último dos Kikori atravessasse. Eles entraram na água com muita dificuldade – a água da superfície do vau fazia o rio correr mais rapidamente.
— Poucos homens poderiam segurar este local por horas  disse ele.  Os homens de Arisaka só podem vir até nós em dois a cada vez.
Horace observou o local rapidamente.
— Os bancos altos e a jusante vai impedi-los de chegar a terra firme lá. Você está certo. Este é o único ponto onde se pode atravessar. O único perigo é se houver algum outro vau onde eles pudessem atravessar e encontrar seu flanco.
— Mesmo se houver, as árvores são muito espessas para que se movam rapidamente. Não, este é o lugar onde eles terão de atravessar.
 Shigeru estava balançando a cabeça.
— Além disso, não é de natureza de Arisaka procurar uma alternativa de passagem  disse ele. — Ele vai querer tentar forçar seu caminho através do rio aqui. Ele não é famoso pela sutileza e tem pouca consideração pela vida dos seus homens.
— Isso é o que eu estava pensando — Shukin disse.
— Nós poderíamos reforçar este lado com estacas fincadas na areia em ambos os lados do vau  Horace afirmou. — Isso iria garantir que eles têm de atravessar em uma frente estreita.
— Boa ideia  disse Shukin.
Ele olhou em volta, viu Eiko observando-os e repassando instruções para alguns dos Kikori para cortar e afiar estacas de árvores e colocá-las no chão, em um ângulo e projetando-se sobre a superfície do rio. Imediatamente, uma dúzia de homens pôs-se à tarefa.
— Ajuda ter trabalhadores de madeira qualificados com você  disse Horace com um pequeno sorriso.
— Então, primo — disse Shigeru, escolhendo cuidadosamente as palavras — o plano é deixar um pequeno grupo de homens aqui para segurar o vau e atrasar o exército de Arisaka o máximo possível?
Mas Shukin estava balançando a cabeça antes de Shigeru terminar de falar, como o imperador suspeitava que iria.
— Eu não estou deixando um grupo de homens aqui  disse ele. — Vou ficar com eles. Não posso pedir que eles façam isto a menos que eu esteja disposto a compartilhar o risco com eles.
— Shukin, eu preciso de você comigo  disse Shigeru calmamente.
Mas o rosto de Shukin tinha uma expressão determinada e Horace pôde ver que sua decisão estava tomada.
— Minha tarefa é ter certeza de que você está seguro — disse ele. — A melhor maneira que posso fazer é adiar os homens de Arisaka e lhe dar uma chance para alcançar a fortaleza em Ran-Koshi. Você estará seguro lá assim que começar a nevar.
— E na primavera?  Shigeru perguntou. — Você acha que eu não preciso de você, então?
— Por esse tempo, muitas coisas podem ter acontecido. Acredite em mim, Shigeru, eu pensei sobre isso e esta é a melhor maneira como posso servi-lo. Além disso, uma vez que atrasarmos eles pelo tempo suficiente, nós podemos escapar por entre as árvores e voltar mais tarde.
O fato de que ele usou o nome de Shigeru, sem um título formal ou informal foi a prova da profundidade de sua convicção. E a pretensão de que ele e seus homens conseguiram escapar por entre as árvores não enganou ninguém.
Shigeru continuou a olhá-lo tristemente.
— Pelo menos meia dúzia de outros guerreiros estariam dispostos a este comando de retaguarda  disse ele. — Entendo que o seu senso de honra pessoal pode levar que você faça isso. Mas há mais do que a sua honra em jogo.
— Isso é verdade. E eu não estou fazendo isso de qualquer sentimento equivocado de honra. Mas o que você imagina que vai acontecer aqui?
Shigeru encolheu os ombros.
— Os homens de Arisaka vão tentar atravessar. Você e seus homens vão repeli-los. Eles tentarão novamente. Eventualmente, eles irão atravessar. Você não pode segurá-los para sempre.
— Isso é certo  disse Shukin. — E, infelizmente, a vantagem desta posição nos dá também uma desvantagem. Eles só podem nos atacar dois de cada vez, mas por isso mesmo, apenas dois de nós pode enfrentá-los. Portanto, é importante que os homens defendam o vau sejam os nossos melhores guerreiros. Você conhece alguém no nosso grupo que pudesse ser melhor que eu com uma espada?
Shigeru foi responder, e hesitou, depois baixou os olhos quando percebeu que Shukin não estava se vangloriando. Ele estava falando a verdade simples.
— Não  disse ele. — Você é o melhor que temos.
— Exatamente. Então eu tenho a melhor chance de segurar os homens de Arisaka por um período mais longo.
— Eventualmente, é claro, Arisaka vai perceber isso. Ele vai mandar seus melhores guerreiros para enfrentá-lo e, se necessário, ele mesmo vai vir a você — disse Shigeru.
Shukin se permitiu um sorriso amargo.
— E isso pode resolver todo o problema.
Shigeru não disse nada. Ambos sabiam que Shukin era um bom guerreiro, mas Arisaka era um dos melhores espadachins em Nihon-Ja. Em uma batalha de um contra um, as chances eram muito em seu favor.
— Eu vou ficar com você  Horace falou, de repente, quebrando o silêncio.
Mas ambos os seus amigos balançaram as cabeças.
— Eu não posso pedir isso  disse Shigeru. — É ruim o suficiente que meu primo esteja pronto para fazer isso. Não posso pedir a um estrangeiro para se sacrificar também.
— E também Korukoma, eu dependo de você para proteger o senhor Shigeru na minha ausência — Shukin falou. — Ele necessita de um soldado experiente ao seu lado, e posso ver agora por que você foi enviado a nós. Eu posso comandar esta retaguarda com os pensamentos muito mais leves se souber que o imperador terá a sua experiência e conhecimento em seu dispor. Você pode servi-lo em meu lugar. Isso será mais importante para mim do que ter outra espada para me ajudar.
Horace respirou para argumentar, porém Shigeru colocou a mão em seu antebraço.
— Shukin está certo, Ora’ss-san  ele concordou, usando o apelido de Horace. — Eu precisarei de toda ajuda que conseguir.
Após poucos segundos, Horace pensou a respeito. Ele acenou tristemente, com olhos fixos no chão.
— Muito bem.  Ele olhou para cima e encontrou o olhar de Shukin.  Você pode contar comigo  ele disse simplesmente e o líder Senshi concordou.
— Eu sei disso, Ora’ss-san.
Horace olhou em volta para encontrar um modo de quebrar o silêncio constrangedor que caiu sobre eles.
— Fique com algumas daquelas estacas afiadas e mantenha alguns dos seus homens desocupados para usá-las como barreiras  ele disse.  Você pode parar vários homens de Arisaka antes de eles chegarem aos bancos.
Shukin concordou, reconhecendo uma boa ideia.
— Você vê?  ele disse, sorrindo. — Este é o motivo de eu querer que fique com Shigeru.
— Apenas não coloque os seus ideais de honra no caminho. Pare Arisaka do modo que conseguir. Tudo bem?
— Você tem a minha palavra. Agora me dê sua mão, Ora’ss-san. Foi um prazer lhe conhecer.
Toda a pretensão de que Shukin e seus homens pudessem escapar do local da emboscada foi abandonada. Horace segurou sua mão e Shukin o segurou pelos ombros com o braço esquerdo.
 Tem um presente para você na minha bolsa  Shukin disse a ele. — Está embrulhado em papel oleado amarelo. Algo para você se lembrar de mim.
— Eu não preciso de nada para me lembrar de você. Tome cuidado, Shukin.
Assim que disse estas palavras ele deu um passo para trás. Horace percebeu quão ridículo ele estava. Mas Shukin apenas sorriu. Então ele abraçou Shigeru. Os dois homens se afastaram poucos passos de Horace e ele se virou, dando-lhes um momento de privacidade.
Os primos falaram suavemente em sua língua, Shukin caiu sobre um joelho, com a cabeça abaixada, e Shigeru colocou a mão direita sobre a cabeça do primo em benção.
O momento privado deles acabou. Shukin levantou-se e ativamente chamou os nomes de meia dúzia dos Senshi. Eles se colocaram a frente dele assim que os chamou.
— Nós ficaremos aqui para nos livrarmos destes mosquitos irritantes que estão nos seguindo  ele disse e todos sorriram, depois fizeram uma pequena referencia a Shigeru.
Shukin não chamou por voluntários, Horace percebeu. Aqueles homens eram voluntários de qualquer forma.
— Agora, primo, é melhor entrar em movimento. Você precisa estar naquela ponte antes que Arisaka encontre outro caminho através do rio.
Shukin havia retornado para a pretensão de que eles parariam Arisaka permanentemente neste local.
Shigeru assentiu e se afastou. Horace, depois de um momento de hesitação, seguiu-o e começou o longo e difícil trabalho árduo até o cume seguinte.
Atrás deles, Horace ouvia Shukin emitindo instruções para seu pequeno grupo, emparelhando-os em equipes de dois.


O cume que subiam foi um dos maiores e mais íngremes até o momento. A faixa foi cortada em seu lado em uma série de ziguezagues, de modo que continuamente invertia a direção e passou acima do local onde Shukin esperava encontrar com os seus perseguidores – cada vez um pouquinho mais alto.
Ocasionalmente, em locais onde as árvores rareavam, eles podiam ver as pequenas figuras pelo vau com bastante clareza.
Shukin havia despachado um de seus homens para o outro lado do vau, enviando-o a algumas centenas de metros atrás na trilha para dar o aviso da aproximação de homens de Arisaka. Os outros se sentaram na grama ao lado do vau, descansando. Suas armas foram mantidas à mão, de qualquer forma. Uma vez, Shukin olhou quando eles passaram uma mancha clara e acenou para eles.
Reito, como o conselheiro sênior sobrevivente dos guarda-costas de Shigeru, tinha tomado o comando da coluna e continuou forçando o ritmo quando eles foram lentamente para cima, ziguezagueando para frente e para trás ao longo da face do cume.
Estavam a dois terços do caminho para cima, e tinham acabado de chegar a outro ziguezague na pista quando um dos Kikori soltou um grito de alerta, apontando outro lado do vale ao contrário do cume.
Horace parou, inclinando-se pesadamente sobre o cajado que tinha cortado para ajudá-lo a manter a sua posição sobre a trilha íngreme e enlameada. A chuva enevoada caia, impedindo a trilha de secar. Veio e foi em ondas, em alternativa, encobrindo-os em névoa, em seguida, passando para que eles pudessem ver claramente sobre o vale. A chuva havia parado por um tempo e agora o ar estava claro novamente. Ele olhou para o vale onde o Kikori havia apontado e viu o movimento na encosta oposta da montanha.
Pequenas figuras estavam fazendo seu caminho para baixo da trilha.
— Arisaka — ele disse calmamente.
Aquele não era um grupo de batedores. Havia centenas de guerreiros e eles estavam se movendo em um ritmo acelerado. No meio da coluna, podia ver bandeiras tremulando no vento da montanha. Essa seria a parte de comando, ele pensou. O próprio Arisaka provavelmente estava ali. Ele apertou os olhos, esforçando-se para ver se poderia ver o líder inimigo, mas era impossível isolar um indivíduo do grupo. Mesmo se pudesse vê-lo, a distância era grande demais para ver qualquer detalhe.
O Kikori tinha chegado a um impasse, observando o exército perseguindo-os nervosamente. Em uma linha reta em o vale, estavam a menos de um quilômetro de distância – embora a distância que teriam de viajar para apanhá-los era muitas vezes isso. Mas era amedrontador vê-los tão perto.
Ele chamou a atenção de Reito e apontou para o cume oposto.
— Eles estão se movendo rapidamente. Mais rápido do que nós.
Reito assentiu.
— Eles não têm feridos para levar com eles  afirmou. — Senhor Shukin irá atrasá-los  acrescentou confiantemente.
— Talvez  disse Horace.
Ele se perguntava quanto tempo Shukin seria capaz de ganhar.
— Mas vamos seguir em frente mesmo assim.
Reito virou-se e gritou uma ordem. A coluna começou a se mover novamente, escorregando e deslizando na lama. Aqueles na traseira tiveram o momento mais difícil, porque a superfície da pista foi batida por centenas de metros à sua frente. Todos os olhares estavam voltados para o cume na medida em que continuaram para cima. Mas, então, as árvores bloquearam a visão. Horace não tinha certeza do que preferia. Vendo o quão perto os inimigos estão pode ser uma experiência perturbadora, mas não vê-los, ainda sabendo que eles estão lá, parecia pior de alguma forma.
Reito ordenou uma parada de descanso de dez minutos e pediu uma mudança dos carregadores de macas. Aqueles que tinham transportado os feridos soltaram seu peso para baixo com gratidão e os novos carregadores vieram tomar a carga.
O período de descanso pareceu passar em um instante e Reito colocou-os em movimento novamente.
Ele moveu-se para cima e para baixo na coluna, por vezes importunando os viajantes cansados para aumentar seus esforços, por vezes, brincando e incentivando-os quando a situação parecia exigir. Horace pensou cansado que Reito, com todas as suas idas e vindas ao longo da coluna, foi cobrindo duas vezes o mesmo terreno que o resto deles.
Eles estavam perto do topo da crista quando Shigeru apontou para um afloramento rochoso, onde uma lacuna nas árvores proporcionou uma visão clara do vale. Enquanto o grupo de Kikori e Senshi foi para cima, ele e Horace subiram nas pedras e olharam para baixo. O vau estava abaixo deles. Do outro lado, os homens Arisaka foram reunidos.
Um pequeno grupo de guerreiros lutava do outro lado do rio, com a cintura na água rápida, para atacar os defensores. E, obviamente não era o primeiro ataque. Vários corpos estavam caídos sobre a cobertura de aguçada estacas que haviam sido empurradas para o chão da margem do rio. Mais eram visíveis, flutuando lentamente para a jusante, na água mais profunda abaixo do vau. O rio em si foi riscado com fitas vermelhas de sangue.
Horace olhou com atenção, mas ele podia ver apenas quatro defensores no lado mais próximo do banco. Ele soltou um suspiro de alívio quando notou Shukin em sua armadura de couro azul.
O líder Senshi estava posicionado agora para encontrar o próximo ataque. Um de seus homens estava de pé ao lado dele, desenhando com a espada. Os outros estavam agachados atrás deles, cada um armado com uma estaca muito afiada. À medida que os atacantes vieram ao alcance, se impulsionaram para o homem que liderava. Um dos agressores perdeu o equilíbrio e caiu, ao ser levado nas águas profundas junto ao vau. Outro bateu a sua espada na estaca e despedaçou-a. Instantaneamente, o defensor desistiu, deixando Shukin e seu companheiro de combate com a batalha.
Espadas brilharam na penumbra do vale. O som do toque de aço sobre aço foi carregado vagamente a eles, mas demorou pela distância e fora do tempo com as ações dos homens abaixo, fazendo com que Horace sentisse estranhamente desorientado. Cinco dos inimigos caíram nos primeiros golpes rápidos, Shukin cortou três deles, e os outros invasores chamaram de volta para o meio do rio para se reagruparem. Mas, agora, Horace podia ver que o companheiro de Shukin tinha afundado até os joelhos também.
Um dos outros deixados de lado sua participação, desembainhou a espada e deu um passo ao lado de Shukin. O homem ferido arrastou de volta para o banco. Ele conseguiu se arrastar a poucos metros de distância do vau, em seguida, ficou imóvel.
Shigeru tocou a mão ao braço de Horace.
— Olhe  disse ele, apontando.
Do outro lado do vau, uma figura estava propositadamente caminhando na água. Ele estava acompanhado por pelo menos dez guerreiros e usava uma armadura vermelha brilhante.
— Arisaka? — Horace perguntou, embora ele já achasse que sabia a resposta.
Shigeru assentiu gravemente.
— Aparentemente, ele pensa Shukin adiou por tempo suficiente.
Horace olhou para o amigo. O rosto de Shigeru, normalmente tão enigmático e composto, foi elaborado com preocupação.
— Shukin tem alguma chance contra Arisaka?  Ele perguntou.
Lentamente, o imperador balançou a cabeça.
— Não.
O último ataque estava tomando forma agora. Os dez homens com Arisaka lotaram a frente, cortando e dando facadas, em uma massa compacta. Shukin e seu companheiro se encontraram com eles, cortando-os, e os homens cambaleando longe na dor ou caindo e ficando imóveis no rio. Mas o simples peso dos números empurrou os defensores para trás. Os atacantes conseguiram ganhar uma posição no banco agora, dentro da cobertura de estacas afiadas. A maioria deles concentrava seus esforços no assistente de Shukin.
Shukin lançou-se em um ataque de flanco sobre o nó de homens de combate e dois caíram na rápida sucessão. Mas ele teve que desviar para fazê-lo, o que o deixou vulnerável. De repente, a figura blindada de vermelho moveu-se para frente, empurrando alguns de seus homens de lado, e Shukin encontrava-se ladeado. Ele virou-se para Arisaka, aparou a lâmina do general e cortou para trás com a sua própria. Arisaka recuou.
— Ele feriu-o!  Horace anunciou animadamente.
Sua mão agarrou o ombro de Shigeru. Mas o imperador sacudiu a cabeça.
— Nada mal  ele disse e Horace viu que ele estava certo.
Arisaka estava avançando novamente e Shukin foi forçado a voltar pelo círculo de luz formada pela lâmina de Arisaka.
— Tenha cuidado, Shukin! Lembre-se que ele vai... Aaaah!
O grito de desespero foi arrancado de Shigeru quando Arisaka lançou um ataque súbito e desconcertante. Ele dirigiu dois golpes incrivelmente rápidos em Shukin, a partir da esquerda e da direita, balançando em um alto curso descendente de cada vez e em um círculo completo para dar mais força a sua espada. Como a defesa de Shukin estava desesperada, Arisaka girou para um terceiro ataque, e a lâmina de Shukin subiu novamente na defensiva. Mas desta vez, o golpe antecipado nunca veio. Em vez disso, como ele estava no meio de seu movimento, Arisaka inverteu o seu poder sobre a espada e fez um impulso na velocidade de um raio para trás. Pego de surpresa, o primo de Shigeru moveu-se para um lado, sua espada caindo de sua mão. Ele dobrou em agonia e caiu sobre um joelho.
Quase com desdém, Arisaka deu um passo à frente e atacou novamente.
Shukin caiu de bruços na beira do rio de areia. Ele não se moveu. Tardiamente, atrasado pela distância, Shigeru e Horace ouviram o grito de triunfo que vinha dos homens de Arisaka. Eles haviam se ajoelhado para assistir à batalha e agora Horace colocou a mão embaixo do braço do imperador e levantou-o.
— É melhor andar  disse ele. — Temos que aproveitar o tempo que ele conseguiu para nós.

6 comentários:

  1. Arisaka, seu maldito, filho de uma égua chocadeira.

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    1. Égua chocadeira? Essa é nova, vou anotar. Rsrs

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    2. Kkk , também nunca tinha visto essa expressão.

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    3. kkkkkkkkkkk Minha mãe usa muito :v
      Aqui no Rio eu já ouvi várias vezes :v kkkkkkkkk

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  2. Já ouvir falar de Filho de chocadeira! kkkkkkkkkkkkkk. No filme O Alto da Compadecida tem essa expressão.
    Ass: Bina.

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Boa leitura :)