30 de janeiro de 2017

Capítulo 14

Vestido de preto de batalha da cabeça aos pés, Aedion Ashryver manteve-se nas sombras da rua em frente ao templo e assistiu sua prima escalar o prédio ao lado.
Eles já tinham reservado passagens em um navio para a manhã seguinte, juntamente com outro navio mensageiro para navegar para Wendlyn, tendo cartas suplicando ajuda aos Ashryver assinadas por Aelin e pelo próprio Aedion. Porque o que eles aprenderam hoje...
Ele estivera vezes o bastante em Ilium ao longo da última década para conhecer o seu caminho de volta. Normalmente, ele e sua Devastação acampavam do lado de fora das muralhas da cidade e se divertiam tão completamente nas tabernas que ele vomitava em seu próprio capacete na manhã seguinte. Um ruído distante quebrou o silêncio atordoado enquanto ele e Aelin desciam as ruas pálidas e empoeiradas, disfarçados e sem falar com ninguém.
Em todas as visitas à cidade, ele nunca imaginara atravessar essas mesmas ruas junto à sua rainha, ou que seu rosto seria tão sério enquanto ela assimilava as pessoas assustadas e infelizes, as cicatrizes da guerra.
Sem flores lançadas em seu caminho, sem trombetas cantando seu retorno. Apenas as ondas quebrando, o uivo do vento e o calor do sol acima. E a raiva de Aelin emanando em ondas com a visão dos soldados espalhados ao redor da cidade...
Todos os estranhos eram vigiados o suficiente, eles tinham que ter cuidado sobre como proteger o seu navio. Para a cidade, para o mundo, eles embarcariam no Lady Verão no meio da manhã e partiriam para o norte na direção de Suria. Mas, na verdade, se esgueirariam para o Cantor do Vento pouco antes do nascer do sol e navegariam para o sul ao amanhecer. Eles haviam pagado em ouro pelo silêncio do capitão.
E por informações. Estavam prestes a deixar a cabine do homem quando ele falou:
— Meu irmão é comerciante. É especialista em produtos de terras distantes. Trouxe-me a notícia na semana passada de que navios foram vistos se reunindo ao longo da costa ocidental do território feérico.
— Para navegar para cá? — Aelin tinha perguntado, ao mesmo tempo em que Aedion exigiu:
— Quantos navios?
— Cinquenta, e todos os navios de guerra — o capitão respondeu, olhando-os com cuidado. Sem dúvida, supondo que eles fossem agentes de uma das muitas coroas em jogo nesta guerra. — Um exército de guerreiros feéricos acampados na praia do outro lado. Eles pareciam estar esperando a ordem de navegar.
A notícia provavelmente se espalharia rapidamente. Apavoraria as pessoas. Aedion escrevera um bilhete para avisar seu braço direito disso – e conter quaisquer rumores.
O rosto de Aelin ficara pálido, e ele pousou uma mão firme entre as omoplatas dela. Mas ela só ficara tensa ao toque dele e perguntou ao capitão:
— Será que o seu irmão teve a impressão de que a rainha Maeve aliou-se a Morath, ou se ela está vindo para ajudar Terrasen?
— Não — o capitão cortou. — Ele só estava passando, embora se o exército estava livre assim, duvido que fosse segredo. Não sabemos nada mais, talvez os navios estivessem indo para outra guerra.
O rosto de sua rainha não mostrou nada na penumbra de seu capuz. Aedion fez o mesmo.
Exceto que o rosto dela permanecera assim durante toda a caminhada de volta, e nas horas desde então, quando afiou suas armas e, em seguida, voltou para as ruas sob a cobertura da escuridão. Se Maeve estava realmente reunindo um exército para enfrentá-los...
Aelin parou no topo do telhado, o punho brilhante de Goldryn enrolado em um pano para esconder o seu brilho, e Aedion olhou entre a figura sombria de sua prima e os vigias de Adarlan patrulhando os muros do templo um par de metros abaixo.
Ela virou a cabeça em direção ao oceano próximo, como se pudesse ver todo o caminho até Maeve e sua aguarda frota. Se a cadela imortal tivesse se aliado a Morath... Certamente Maeve não seria tão estúpida. Talvez os dois governantes escuros destruíssem um ao outro em sua ânsia por poder. E provavelmente destruiriam este continente no processo.
Mas um rei escuro e uma rainha escura unidos contra a Portadora do Fogo...
Eles tinham que agir rapidamente. Cortar a cabeça de uma cobra antes de lidar com a outra.
Som de pano sobre pele, e Aedion se virou para onde Lysandra esperava atrás dele, à procura de sinais de Aelin. Ela estava em suas roupas de viagem, um pouco desgastadas e sujas. Estivera lendo um livro de aparência antiga durante toda a tarde. Criaturas Esquecidas da Escuridão ou qualquer que fosse o nome. Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ele se perguntava se ela tinha pego emprestado ou roubado o título.
Ela olhou para onde Aelin ainda estava de pé no telhado, não mais do que uma sombra. Lysandra limpou a garganta e falou baixo de modo que os outros não pudessem ouvir, fosse a rainha ou os soldados a frente:
— Ela aceitou o decreto de Darrow muito calmamente.
— Eu não chamaria isso de calmamente — mas ele sabia o que a metamorfa queria dizer. Desde que Rowan se fora e a notícia da queda de Forte da Fenda chegara, Aelin estivera presente apenas pela metade. Distante.
Os olhos verdes pálidos de Lysandra prenderam-no no lugar.
—É a calmaria antes da tempestade, Aedion.
Cada um de seus instintos predatórios se empertigou.
Os olhos de Lysandra moveram-se novamente para a figura esguia de Aelin.
— Uma tempestade se aproxima. Uma grande tempestade.
Não as forças à espreita em Morath, nem Darrow maquinando em Orynth ou Maeve montando seu exército – ela falava da mulher no telhado, as mãos apoiadas na beirada quando ela se agachou.
— Você não teme...? — Ele não podia dizer o resto. Tinha de alguma forma se acostumado a ter a metamorfa guardando as costas de Aelin – a ideia se tornara poderosamente atraente. Rowan à sua direita, Aedion à esquerda, Lysandra em suas costas: nada nem ninguém tocaria a rainha deles.
— Não, não, não — disse Lysandra. Algo aliviou em seu peito. — Mas quanto mais penso sobre isso, mais... mais parece que tudo foi planejado, estabelecido há muito tempo. Erawan teve décadas antes de Aelin nascer para atacar – décadas durante as quais ninguém tinha os poderes dela, ou os de Dorian, para desafiá-lo. No entanto, como se o destino ou a sorte tivessem preparado tudo, ele age agora. Na hora em que uma Portadora do Fogo caminha sobre a Terra.
— Aonde você quer chegar? — ele tinha considerado tudo isso antes, durante as longas viagens na estrada. Era tudo horrível, impossível, mas grande parte de suas vidas desafiavam a lógica ou a normalidade. A metamorfa ao lado dele comprovava isso.
— Morath está liberando seus horrores — falou Lysandra. — Maeve agita através do mar. Duas deusas andam de mãos dadas com Aelin. Mais do que isso, Mala e Deanna a observaram por toda a vida. Talvez não observando. Talvez... moldando. Assim, poderiam libertá-la um dia, também. E eu me pergunto se os deuses pesaram os custos dessa tempestade. E consideraram que as baixas valem a pena.
Um frio serpenteou por sua espinha.
Lysandra continuou, tão baixinho que Aedion se perguntou se ela temia não que rainha a ouvisse, mas os deuses.
— Nós ainda precisamos ver toda a extensão da escuridão de Erawan. E penso que ainda não vimos toda a extensão do fogo de Aelin.
— Ela não é um peão involuntário — ele desafiou os deuses, encontraria uma maneira de matá-los, se eles ameaçassem Aelin, se considerassem estas terras um sacrifício digno para derrotar o Rei das Trevas.
— É realmente difícil para você simplesmente concordar comigo por primeira vez?
— Eu nunca discordei.
— Você sempre tem uma resposta para tudo — ela balançou a cabeça. — É insuportável.
Aedion sorriu.
— É bom saber que estou finalmente penetrando sua pele. Ou seria peles?
Aquele rosto incrivelmente belo ficou positivamente mau.
— Cuidado, Aedion. Eu mordo.
Aedion se inclinou um pouco mais perto. Ele sabia que havia limites com Lysandra – sabia que havia limites que não atravessaria, não forçaria. Não depois do que ela sofrera desde a infância, não depois de ter recuperado a sua liberdade. Não depois do que ele tinha passado, também.
Mesmo que ainda não tivesse contado a Aelin sobre isso. Como poderia? Como poderia explicar o que lhe fora feito, o que tinha sido forçado a fazer naqueles primeiros anos de conquista?
Mas flertar com Lysandra era inofensivo para ele e para a metamorfa. E deuses, era bom conversar com ela por mais de um minuto entre as trocas de forma. Assim, ele estalou os dentes para ela e disse:
— Ainda bem que eu sei como fazer as mulheres ronronarem.
Ela riu baixinho, mas o som morreu quando ela olhou para sua rainha, novamente, a brisa do mar balançando seu sedoso cabelo escuro.
— A qualquer momento — alertou a ele.
Aedion não dava a mínima para o que Darrow pensava, sobre o que zombou. Lysandra salvara a sua vida – lutara por sua rainha e colocou tudo em risco, incluindo sua protegida, para resgatá-lo da execução e reuni-lo a Aelin. Ele tinha visto a frequência com que os olhos da metamorfa se moviam para trás deles nos primeiros dias, como se ela pudesse ver Evangeline com Murtaugh e Ren. Sabia que mesmo agora parte dela permanecia com a menina, como parte de Aelin permanecia com Rowan. Ele se perguntou se ele já sentira tal grau de amor.
Por Aelin, sim, mas... era uma parte dele, como seus membros eram uma parte de si. Nunca foi uma escolha, como o desprendimento de Lysandra para com aquela menina, como Rowan e Aelin escolheram um ao outro. Talvez fosse estúpido considerar tal coisa, dado o que ele fora treinado para fazer e o que os esperava em Morath, mas... Ele nunca diria a ela nem em mil anos, mas olhando para Aelin e Rowan, às vezes sentia inveja.
Ele nem sequer queria pensar sobre o que mais Darrow implicara – que uma união entre Wendlyn e Terrasen fora tentada há mais de dez anos, com o casamento entre ele e Aelin como o preço pedido, apenas para ser rejeitado por seus parentes através do mar.
Ele amava sua prima, mas o pensamento de tocá-la dessa maneira fazia seu estômago revirar. E tinha a sensação de que o sentimento era recíproco.
Ela não tinha mostrado a ele a carta que escrevera para Wendlyn. Não lhe ocorrera até agora pedir para vê-la. Aedion olhou para a figura solitária diante do vasto mar escuro.
E percebeu que não queria saber.
Ele era um general, um guerreiro afinado pelo sangue, raiva e perda; tinha visto e feito coisas que ainda perturbavam seu sono noite após noite, mas... ele não quer saber. Ainda não.
— Devemos sair antes do amanhecer — Lysandra falou. — Não gosto do cheiro de este lugar.
Ele inclinou a cabeça para os cinquenta soldados acampados no interior das paredes do templo.
— Obviamente.
Mas antes que ela pudesse responder, chamas azuis saltaram dos dedos de Aelin. O sinal.
Lysandra transformou-se em um leopardo fantasma, e Aedion desapareceu nas sombras enquanto ela soltou um rugido que fez as casas vizinhas despertarem. As pessoas espreitaram de suas portas, e os soldados abriram os portões do templo para ver o que era a comoção.
Aelin desceu do telhado em algumas manobras ágeis, pousando com graça felina, enquanto os soldados surgiam na rua, armas erguidas e olhos arregalados.
Aqueles olhos se arregalaram quando Lysandra ladeou Aelin, rosnando. E quando Aedion acertou o passo do outro lado dela. Juntos, eles baixaram os capuzes. Alguém suspirou atrás deles.
Não por seus cabelos dourados, seus rostos. Mas pela mão envolta em chamas azuis que Aelin erguia acima de sua cabeça ao mesmo tempo em que falava aos soldados que apontavam bestas para eles:
— Caiam fora do meu templo.
Os soldados piscaram. Um dos habitantes da cidade atrás deles começou a chorar quando uma coroa de fogo apareceu no topo da cabeça de Aelin. Quando o pano escondendo Goldryn queimou e o rubi brilhou em vermelho-sangue.
Aedion sorriu para os bastardos adarlanianos, tirou seu escudo das costas, e disse:
— Minha senhora lhes dá uma escolha: sair agora... ou nunca mais sair de todo.
Os soldados trocaram olhares. A chama em torno da cabeça de Aelin queimou mais brilhante, um farol na escuridão. Símbolos têm poder, de fato.
Lá estava ela, coroada em chamas, um bastião sob a qual se reunir contra a escuridão. Então Aedion desembainhou a espada de Orynth de suas costas. Alguém gritou com a visão da antiga e poderosa lâmina.
Mais e mais soldados encheram o pátio para além dos portões abertos do templo. E alguns deixaram cair suas armas abertamente, levantando as mãos. Recuando.
— Seus covardes — um soldado rosnou, dando um passo à frente. Um comandante, a julgar pelos ornamentos em seu uniforme vermelho e dourado. Humano. Nenhum anel negro em qualquer um deles. Seus lábios se curvaram ao contemplar Aedion, o escudo e espada que segurava erguidos e prontos para a luta. — O Lobo do Norte. — O sorriso de escárnio se aprofundou. — E a própria cadela cuspidora de fogo.
Aelin, para seu crédito, apenas pareceu entediado. E falou uma última vez para os soldados humanos ali reunidos, nervosos em seus pés:
— Vivam ou morram; são suas únicas escolhas. Mas façam-na agora.
— Não ouçam a cadela — o comandante repreendeu. — Truques simples para crianças, Lord Meah disse.
Porém mais cinco soldados largaram as armas e fugiram. Correram direto para as ruas.
— Mais alguém? — Aelin perguntou suavemente.
Trinta e cinco soldados permaneceram, armas em prontidão, parados no lugar. Aedion tinha lutado contra e ao lado desses homens. Aelin olhou para ele em uma pergunta. Aedion assentiu. O comandante claramente tinha aqueles homens em suas garras, eles só iriam retirar-se quando o homem também o fizesse.
— Vamos, então. Vamos ver o que vocês tem para oferecer — o comandante provocou. — Eu tenho uma linda filha de fazendeiro com quem quero terminar.
Como se estivesse soprando uma vela, Aelin exalou uma longa respiração para o homem.
Primeiro o comandante ficou quieto. Como se cada pensamento, cada sentimento tivesse parado. Em seguida, seu corpo pareceu endurecer, como se tivesse sido transformado em pedra.
E por um instante, Aedion realmente pensou que ele tivesse sido transformado em pedra enquanto sua pele, seu uniforme adarlaniano transformou-se em vários tons de cinza.
Porém quando a brisa do mar soprou e o homem simplesmente caiu em nada além de cinzas, Aedion percebeu com um pequeno choque o que ela fizera.
Ela o queimara vivo. De dentro para fora.
Alguém gritou.
— Eu avisei — Aelin falou simplesmente.
Alguns soldados agora correram.
Mas a maioria permaneceu firme, ódio e repugnância brilhando em seus olhos pela magia, por sua rainha – por ele. E Aedion sorriu como o lobo que era quando levantou a espada de Orynth e se jogou para os soldados à esquerda levantando armas, Lysandra se lançando para a direita com um grunhido gutural, e Aelin fez chover chamas douradas e rubi sobre o mundo.



Eles retomaram o templo em vinte minutos.
Demorou apenas dez para tê-lo sob controle, os soldados mortos ou, se tivessem rendido, transportados para o calabouço cidade pelos homens e mulheres que se juntaram à luta. Os outros dez minutos foram gastos vasculhando o lugar por qualquer emboscada. Mas eles encontraram apenas armadilhas e se recusa, e a visão do templo em condições precárias, as paredes sagradas esculpidas com os nomes dos brutos adarlanianos, as antigas urnas de fogo infinito extinto ou utilizados como penicos...
Aelin os permitiu ver quando ela enviou um fogo para arrasar todo o lugar, devorando qualquer vestígio daqueles soldados, removendo anos de sujeira, poeira e excrementos de gaivota para revelar as gloriosos esculturas antigas abaixo, gravadas em todos os pilares e escadas e muros.
O complexo do templo incluía três edifícios em torno de um pátio enorme: os arquivos, a residência para as sacerdotisas mortas há muito tempo, e o templo propriamente dito, onde a antiga pedra estava. Foi nos arquivos, a área de longe mais defensável, que ela deixou Aedion e Lysandra para procurar algo adequado para dormir, uma parede de chamas agora abrangendo todo o lugar.
Os olhos de Aedion ainda brilhavam com a emoção de batalha quando ela afirmou que queria um momento a sós com a pedra. Ele lutara muito bem e ela fez questão de deixar alguns homens vivos para ele combater. Ela não era o único símbolo aqui esta noite, não era a única que assistia.
E a metamorfa rasgara aqueles soldados com tal selvageria feral... Aelin a deixou em sua forma de falcão, empoleirada numa viga apodrecendo nos arquivos cavernosos, olhando para a enorme representação de um dragão marinho esculpido no chão, enfim revelado pelo fogo arrasador. Uma das muitas esculturas semelhantes por toda parte, a herança de um povo por muito tempo exilado.
Em cada espaço dentro do templo, o bater das ondas na costa muito abaixo sussurrava ou rugia. Não havia nada para absorver o som, para amaciá-lo. Grandes cômodos e pátios onde deveria ter havido altares, estátuas e jardins estavam totalmente vazios, a fumaça do seu fogo ainda persistindo.
Bom. O fogo podia destruir, mas também purificar.
Ela atravessou as passagens escuras do complexo do templo para onde o mais íntimo, mais sagrado dos santuários abria-se para os lábios do mar. Luz dourada iluminava o chão rochoso diante dos degraus do santuário – luz que vinha das cubas de fogo que agora queimavam eternamente para honrar o dom de Brannon.
Ainda vestida de preto, Aelin era pouco mais que uma sombra enquanto ela diminuía esses fogos para sonolentas brasas murmurantes e entrou no coração do templo.
Uma grande parede de mar fora construída para afastar a ira de tempestades à partir da própria pedra, mas mesmo assim, o espaço estava úmido, o ar salgado, espesso.
Aelin iluminou a enorme antecâmara e caminhou entre os dois pilares largos que emolduravam o santuário interior. A outra extremidade, aberta para a ira do mar além, estava a antiga pedra negra maciça.
Era lisa como o vidro, sem dúvida por causa das reverentes mãos que a tinham tocado ao longo dos milênios, e talvez tão grande quanto a carroça mercadora de um fazendeiro. Ela se projetava para cima, sombreando o mar, e a luz das estrelas refletia em sua superfície polida enquanto Aelin extinguia cada chama, exceto a única vela branca que queimava no centro da rocha.
As esculturas do templo não carregavam marcas de Wyrd ou mais mensagens do Povo Pequeno. Apenas redemoinhos e veados.
Ela teria que fazer da maneira antiga, então.
Aelin subiu os pequenos degraus que permitiam que peregrinos contemplassem a rocha sagrada – então pisou sobre ela.

8 comentários:

  1. — Caiam fora do meu templo.
    KKKKKKK

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  2. MDS O QUE ESSA MENTE GENIAL E MAQUIAVÉLICA TÁ PLANEJANDO?
    #SEGURAOFORNINHOAELIN!!!

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  3. "Aedion sorriu.
    — É bom saber que estou finalmente penetrando sua pele. Ou seria peles?
    Aquele rosto incrivelmente belo ficou positivamente mau.
    — Cuidado, Aedion. Eu mordo.
    Aedion se inclinou um pouco mais perto.

    — Ainda bem que eu sei como fazer as mulheres ronronarem.
    Ela riu baixinho(...)"
    SOCORRO, OLHA O SHIP

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  4. 1. A Lysandra estudando atentamente a estátua de dragão marinho.
    2. A profecia que daquele povo fodão que só voltaria quando um dragão marinho fosse visto novamente.
    Relacionem os fatos.
    Ps. Minha mente tá bolando planos ao nível de uma filha de Atena.

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    Respostas
    1. Pois éee! Estou esperando ansiosamente que ela se transforme num dragão marinho, envie um chamado pelos mares e que outros animais desses apareçam, acompanhados dos Micênicos

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  5. Ja perdi a conta de tantos shipps Jesuss 😱😱😍❤

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Boa leitura :)