26 de janeiro de 2017

Capítulo 4

Halt freou seu cavalo quando eles atingiram o pico do último monte e o Castelo Gorlan veio à tona.
Ele era espetacular. Não havia outra palavra. Altas e graciosas torres eram superadas por torres pontiagudas que ascendiam ao céu. Estas torres eram revestidas com mármore branco que brilhava ao sol do meio da manhã. Várias delas eram ligadas por graciosas passagens arcadas, seus balaústres terminavam em ornamentados padrões esculpidos. Os mesmos padrões estavam em evidência em várias sacadas, eram uma característica do castelo.
De uma dúzia de pontos, estandartes longos e brilhantes e bandeiras coloridas balançavam na leve brisa, alguns deles com três ou quatro metros de comprimento.
Na base da colina na frente deles, inclinando-se para o castelo, havia um parque bem cuidado. A grama verde e árvores decorativas eram intercaladas com elegantes estátuas branco-brilhante. Vias pavimentadas serpenteavam pelo parque, e havia bancos e mesas estabelecidos em arvoredos. Arquibancadas e justas estavam pintadas do lado de fora da parede principal. O complexo do enorme castelo era cercado por um fosso seco, com acesso por uma ponte levadiça. No momento, a ponte estava abaixada e a porta levadiça estava aberta.
— É alguma coisa, não é? — Crowley disse.
Ele cruzou as mãos sobre o punho da sela e se inclinou para frente, aliviando a rigidez nas costas.
— Eu nunca vi nada parecido — Halt respondeu.
E era verdade. Ele tinha visto castelos antes – de fato, tinha vivido em um. Mas os castelos a que ele estava familiarizado eram sombrios, edifícios pesados, destinados a força e invulnerabilidade e não apenas beleza como este. Mas mesmo que tivesse esse pensamento, ele estava estudando as paredes e observando a sua espessura – disfarçada pelas linhas graciosas. Gorlan seria um osso duro de roer, ele pensou, apesar de sua beleza quase etérea.
— Coloca até o Castelo Araluen no chão — Crowley continuou. — E isso requer algum trabalho, acredite. Pena que ele pertence a Morgarath — acrescentou, com um expressão amarga em seu rosto.
Halt olhou para ele, mas não disse nada. Decidiu que ia fazer seu próprio julgamento do Barão de Gorlan.
Ele não teve que esperar muito. Cavalgaram até o castelo, e com o posto de Crowley como arqueiro, ganharam permissão para entrar. Ele entregou os prisioneiros na portaria e pediu uma audiência com o Barão. Foram conduzidos a uma pequena antecâmara na fortaleza, ao lado do Salão Principal, onde Morgarath conduzia seus assuntos oficiais.
Crowley fez uma careta pra isso. Era sua primeira vez no interior das muralhas de Gorlan e a prática de fazer negócios em um grande salão de audiências cheirava a um suposto comportamento real. A maioria dos barões mantinham pequenos escritórios onde se encontravam com sua equipe e com os oficiais que os visitavam, tais como os arqueiros. O vasto salão de audiências de Morgarath lembrava o salão mantido e utilizado pelo Rei no Castelo Araluen. Ou, mais corretamente, pelo Conselho Real, Crowley pensou.
Eles tiveram de esperar por quarenta minutos – muito pouco, o arqueiro pensou, já que haviam chegado sem aviso prévio – e então foram conduzidos ao vasto salão.
O teto era alto, apoiado por arcos abobadados ligados em escoras. No lado oriental, havia janelas de vidro multicoloridas. O sol brilhava através delas, criando padrões exóticos no interior do salão. Ao todo, o Salão era tão impressionante quanto o exterior do edifício.
Eles entraram através de altas portas duplas, que foram abertas pelos homens de armas que vestiam o brasão da espada sobre o raio que Halt tinha visto nos três homens na taverna.
Morgarath sentava-se na outra extremidade do salão, em uma ampla cadeira que parecia um trono, feita de madeira negra sobre um estrado que o deixava um metro mais alto do que os outros.
Crowley e Halt marcharam juntos ao longo do comprimento da sala, suas botas macias fazendo um fraco som sobre o chão de pedra.
Apenas perto do estrado, a superfície do chão alterou para azulejos de mármore fixados em padrões geométricos.
Tomando a sugestão de Crowley, Halt parou ao pé do estrado. Crowley parou com atenção. A postura de Halt era mais relaxada enquanto ele estudava o Barão do feudo de Gorlan.
Morgarath sentava-se casualmente, com a perna estendida sobre um braço da cadeira. Ele brincava com um punhal de lâmina larga, admirando o cabo entalhado de prata. Olhou para eles quando pararam. Sua expressão era de desinteresse total.
Mesmo sentado, era evidente que Morgarath era um homem excepcionalmente alto. Ele era bonito, com um rosto comprido e uma mandíbula forte. Não usava barba ou bigode, mas seu cabelo era longo e liso. Era de um tom louro pálido – uma cor que provavelmente iria ficar branca em vez de cinza quando o homem envelhecesse. Sua pele era pálida e ele estava todo vestido de preto, fazendo um contraste gritante. Um pesado cordão de prata pendia em seu pescoço.
Mas sua característica mais surpreendente eram seus olhos. Com uma coloração como a dele, Halt teria esperado pálidos olhos azuis ou quase incolores, mas estes olhos eram pretos – um preto profundo, de modo que era impossível ver onde a íris terminava e as pupilas começavam.
Olhos mortos, Halt pensou consigo mesmo. Ele não tinha ideia de onde o pensamento veio. Simplesmente apareceu na sua mente enquanto ele estudava o barão.
Morgarath colocou o punhal sob uma pequena mesa lateral ao lado de sua cadeira. Movimentou o pé para cima e para baixo enquanto estudava os dois homens perante ele.
Suas ásperas roupas de viajantes e equipamentos estavam em desacordo com a elegância de seu salão e ele franziu a testa, como se tivessem de alguma forma contaminando a beleza do Castelo Gorlan.
— Seu nome? — perguntou a Crowley.
Sua voz era profunda e ressonante. Ele não parecia falar alto, mas a voz encheu a sala. Crowley se mexeu desconfortavelmente. A desaprovação do barão era dolorosamente óbvia.
— Crowley, senhor. Arqueiro do Rei, número dezessete, ligado ao feudo de Hogarth.
— A forma correta de me endereçar, arqueiro, é meu lorde. Não senhor.
Crowley ficou vermelho. Morgarath estava errado. Como arqueiro cumpridor do mandado do Rei, Crowley era um oficial sênior e tinha direito a se dirigir aos barões como senhor.
Apenas o rei ou membros da família real mereciam o título de meu lorde e era geralmente reservado para ocasiões formais. Morgarath parecia ter uma ideia exagerada de sua própria categoria. Não havia nenhum motivo, no entanto, para discutir com o homem em seu próprio castelo.
— Desculpas, meu lorde — ele disse secamente.
Morgarath sustentou seu olhar por alguns segundos, medindo-o. Ele balançou a cabeça e virou aqueles olhos negros para Halt, dispensando o arqueiro ruivo por ora.
— E você é...?
Ele estava intrigado com o companheiro do arqueiro. Ele parecia estar equipado como um Arqueiro do Rei, com um arco e duas facas em seu cinto. No entanto, havia pequenas diferenças. Sua capa era totalmente verde escura. Não era manchada de verde e cinza como a capa dos arqueiros. E as facas estavam em duas bainhas separadas, próximas.
— Meu nome é Halt.
O sotaque hiberniano era inconfundível.
Morgarath ergueu as sobrancelhas.
— Só Halt? Nenhum segundo nome? Seus pais eram muito pobres para pagar um ou você não sabe quem eram eles?
Halt considerou o homem sem reagir ao insulto implícito em suas palavras.
— Minhas desculpas. Meu nome completo é Halt... Arratay.
No calor do momento, ele surgiu com o pseudônimo que iria usar para o resto de sua vida. Ele sorriu interiormente para o escárnio inerente ao nome, zombaria que Morgarath não conseguiu reconhecer. “Arratay” era a pronúncia de Halt da palavra gaulesa arretez, que significava “Halt”. Em outras palavras, ele apenas disse ao sarcástico nobre que seu nome era Halt Halt.
— Sou forasteiro da corte do Senhor Dennis O'Mara, Duque do Condado de Droghela no Reino de Clon...
Ele não foi além quando Morgarath levantou a mão, indiferente.
— Eu perguntei o seu nome, hiberniano. Não a sua história de vida.
Halt curvou-se ligeiramente, uma mera inclinação da cabeça. Morgarath voltou sua atenção para Crowley.
— Agora, o que é isto tudo, arqueiro? Eu acredito que você prendeu três dos meus homens?
— Isso mesmo, senhor. Eles estavam bêbados e causando uma perturbação em uma taverna, aterrorizando o estalajadeiro e sua garçonete.
— Aterrorizando-os? — Morgarath disse, levantando suas sobrancelhas. — Ameaçando a vida deles? Cortando fora partes de seus corpos com facas afiadas? Torturando-os com agulhas incandescentes?
Crowley se mexeu desconfortavelmente.
— Talvez aterrorizando seja uma palavra muito forte para isto, senhor... meu lorde. Intimidando-os pode ser a melhor maneira de colocá-la. Eles estavam intimidando-os e causando perturbação. A menina estava assustada, senhor.
— Parece nada mais do que bom humor para mim, arqueiro.
— Você poderia olhar para isso dessa maneira, meu lorde. Mas quando eu lhes disse para parar, um deles me ameaçou com uma faca. Amarraram minhas mãos e ameaçaram cortar o meu nariz.
— Depois que você o feriu, eu acredito.
— Eu bati nele, sim. Mas apenas em retaliação. Ele estava mexendo com a garota e eu o empurrei para longe. Ele tentou dar um soco em mim. Eu abaixei e bati nele. Então seus companheiros me agarraram e ele puxou um punhal e, em seguida, ameaçou cortar meu nariz.
— Então como você escapou deste perigo terrível? O que o convenceu a parar?
— Eu atirei nele — Halt respondeu, interrompendo.
O escárnio de Morgarath estava começando a irritá-lo. O barão agora virou seus olhos arregalados zombeteiros a Halt.
— Você atirou nele? Aonde você disparou nele?
— Na taberna — Halt falou, mantendo o rosto completamente sem expressão.
O comentário espirituoso cortou através do ar de desdém de Morgarath e Halt viu um repentino surto de raiva por trás daqueles olhos negros. O homem estava obviamente brincando com eles. Halt tinha certeza de que, enquanto eles foram mantidos em espera, ele já tinha pedido um relatório completo dos acontecimentos na taberna.
— Eu quis dizer — Morgarath disse, com precisão fria — em que lugar de seu corpo você disparou nele?
— Minhas desculpas. Eu atirei na perna dele. Ele disse que você ficaria com raiva de mim se eu o matasse.
Morgarath fitou o hiberniano por alguns segundos. Os olhos calmos de Halt encontraram seu olhar sem vacilar. Eventualmente, foi Morgarath que olhou para o lado, fingindo falta de interesse.
— Então foi bom que você não o tenha matado.
— Eu também pensei isso, meu lorde.
— Ainda assim, mesmo um ferimento na perna parece uma punição severa por simplesmente irritar um estalajadeiro e uma garota.
Crowley limpou a garganta e interrompeu.
— Desculpe-me, meu lorde. O tratamento dos homens ao estalajadeiro e sua garçonete foi intolerante. Mas o fato levantarem a mão e ameaçarem um oficial do Rei é uma questão muito mais séria.
— Eles ofenderam a sua dignidade, não foi, arqueiro? — Morgarath zombou.
Crowley balançou a cabeça.
— Não é uma questão pessoal, senhor. Eles mostraram desrespeito ao uniforme e ao Corpo e ameaçaram um oficial superior.
— E você espera que eu vá puni-los, é isso?
Crowley deu de ombros.
— Eu achei melhor comunicar o fato para a sua ação, senhor. Eles são seus homens, afinal de contas, por isso é melhor lidar com eles extraoficialmente, por assim dizer. Caso contrário, eu teria que informar ao Corpo dos Arqueiros.
As sobrancelhas de Morgarath baixaram. Este era o problema, é claro. Ele não tinha ideia de como este Crowley era considerado por seus superiores. Os idiotas que dirigiam o Corpo de Arqueiros esses dias eram um bando arrogante. Ainda que estivessem tecnicamente aliados com Morgarath e os outros membros do Conselho Real, tendiam a defender sua dignidade se o seu orgulho fosse ferido. Se eles sentissem que sua organização tinha sido tratada com desrespeito, poderiam exigir todos os tipos de retribuição. E ineficazes como eles poderiam ser como guerreiros, tinham muita influência. Eles pertenciam a algumas das famílias mais importantes no Reino e Morgarath ainda não estava em uma posição forte o suficiente para afastá-los. Ele forçou um sorriso.
— Eu aprecio a sua discrição, arqueiro Crowley. Como você disse, é melhor manter essas questões entre nós. Vou mandar açoitá-los.
Crowley foi surpreendido com essas palavras.
— Não há necessidade para isso, senhor! Eu acho que o rebaixamento e alguns meses de deveres desagradáveis seriam suficientes.
— Você tem um coração mole, arqueiro. Eu acho que um açoitamento é merecido. Cinquenta chibatadas, pelo menos. Afinal, eles ofenderam o Corpo de Arqueiros e não podemos deixar que façam isso. O que você acha, Halt Arratay?
Halt teve de forçar-se a não sorrir ao uso involuntário de Morgarath do ridículo nome repetitivo. Ele percebeu que o barão, ao propor tal punição cruel, estava tentando manter Crowley fora de equilíbrio e minar sua determinação. Ele estava praticando um jogo sádico com Crowley, que era um homem decente, e o pensamento de que três homens tivessem sua carne arrancada de suas costas iria enojá-lo. Halt, no entanto, não sentiu esses escrúpulos.
— Açoite-os da forma que quiser, meu lorde. Um bom açoite nunca fez mal a ninguém, certamente aos açoitadores, de qualquer maneira.
Crowley olhou rapidamente para ele. Halt deu-lhe um aceno de cabeça quase imperceptível. Crowley não tinha certeza do que Halt estava fazendo, mas optou por seguir sua liderança.
— Como achar melhor, meu lorde — Crowley aceitou.
Morgarath considerou os dois homens diante dele em silêncio por algum tempo. Então coçou o queixo lentamente.
— Isso mesmo. Como eu achar melhor. Muito bem. Você pode ter certeza que verei a punição deles – e será adequada aos crimes que cometeram. Isso é tudo. Saiam daqui.
Ele fez um gesto, espantando-os com uma mão lânguida e desviou o olhar deles, pegando o punhal e examinando o design em seu punho mais uma vez. Halt e Crowley se viraram e caminharam rapidamente para longe. Por um momento, Crowley ficou tentado a voltar para o estrado, porém seguiu os passos de Halt de forma inteligente, virou as costas para a figura alta vestida de preto no trono.
À medida que iam embora caminhando, Morgarath abandonou o seu interesse fingido pelo punhal e ficou olhando para eles, sem piscar seu olhar. O arqueiro era previsível, pensou, um dos últimos de uma espécie que está desaparecendo rapidamente. Ele era de pouco interesse para Morgarath.
O hiberniano era uma questão diferente. Ele era ousado, criativo e difícil de engolir. Rodeado por pau-mandados e bajuladores como era, Morgarath precisava de alguns tenentes de vontade forte. O hiberniano poderia ser uma pessoa útil para se ter ao lado.
Crowley e Halt passaram a noite no Castelo Gorlan, comeram no salão principal com os membros superiores do castelo e cavaleiros da Escola de Guerra. Em sua maior parte, os habitantes locais os ignoraram. Morgarath optou comer em seus aposentos e não fez nenhuma aparição.
Eles foram designados a cômodos confortáveis em uma das torres. Os quartos eram grandes, arejados e bem decorados. Depois de ter apagado a vela, Halt ficou de olhos abertos, pensando sobre os acontecimentos do dia. Muito depois da meia-noite, ouviu uma batida leve na porta. Ele escorregou para fora da cama. Seu cinto com as duas bainhas estava posto sobre a cabeceira da cama ao lado de seu travesseiro. Ele tirou a faca de caça e moveu-se calmamente para a porta. Abrindo-a, ele encontrou um serviçal do castelo, que recuou com medo enquanto a luz de sua vela refletia na lâmina pesada na mão do hiberniano.
— Lorde Morgarath deseja falar com você — o serviçal disse nervosamente.
— Espere aqui — Halt pediu a ele.
Vestiu-se apressadamente, refletindo se deveria deixar suas facas para trás, em seguida, deu de ombros e afivelou o cinto de couro pesado, recolocando a faca de caça em sua bainha. Ele seguiu o serviçal para um nível inferior. Embarcaram em outra escada, esta levando a torre central, e o homem o levou para cima novamente. Após quatro lances, eles chegaram aos aposentos privados de Morgarath. O serviçal bateu apreensivo sobre a porta. Vagamente, eles ouviram a voz Morgarath.
— Entre.
Eles entraram. O barão estava sentado atrás de uma mesa, folheando rolos de pergaminho. Uma única vela acesa iluminava o quarto solitário. Sombras tremulavam em torno da forma vestida de preto e Halt parou na frente da mesa.
Morgarath olhou para o serviçal.
— Saia — ordenou, e o homem correu para fora imediatamente.
Halt imaginou uma barata correndo para se esconder enquanto uma luz brilhava em cima dela. Ele ouviu a porta se fechar atrás do homem. Morgarath mantinha o olhar fixo em Halt enquanto o serviçal saía. Halt devolveu o olhar.
O barão apontou-lhe uma cadeira.
— Sente-se — disse ele, e enquanto Halt se sentava, Morgarath inclinou-se nos cotovelos, empurrando a vela mais perto do hiberniano para que ele pudesse ver seu rosto mais claramente.
— Você me interessa, Halt — ele falou finalmente.
Halt encolheu os ombros.
— Eu não sou uma pessoa muito interessante, meu lorde — ele disse igualmente, mas Morgarath balançou a cabeça.
— Oh, mas você é. Você é um homem que conhece sua própria mente e que não tem medo de falar. Eu valorizo isso. Você é cheio de recursos e, pelo que ouvi, é um lutador experiente.
Halt não disse nada. O silêncio entre eles cresceu. Finalmente, Morgarath o quebrou.
— Eu poderia usar um homem como você.
Um leve sorriso tocou os cantos da boca Halt.
— Eu não tenho certeza se gosto da ideia de ser usado, meu lorde.
Morgarath deixou a declaração de lado.
— Uma figura de linguagem. Deixe-me colocar de outra maneira. Eu gostaria de ter você trabalhando para mim. Eu pago bem, e como você pode ver, as condições aqui em Gorlan são extremamente agradáveis. Muitos homens ficariam honrados em trabalhar para mim.
— Infelizmente, senhor, acho que não sou digno de tal honra.
Não havia nenhum sinal de arrependimento na voz de Halt.
— Eu acho que aqueles que não estão comigo estão normalmente contra mim, Halt — Morgarath observou.
Halt reconheceu a advertência implícita nas palavras, mas ele não se abalou.
Ele permaneceu em silêncio, encontrando o olhar de basilisco de Morgarath, sem qualquer sinal de hesitação ou incerteza.
Morgarath tentou uma última vez.
— Eu prefiro tê-lo como um aliado do que como um inimigo.
Halt se levantou bruscamente, empurrando a cadeira para trás com uma leve arranhada de madeira sobre madeira.
— Essa escolha pode não ser sua — ele respondeu.
E antes que o furioso barão pudesse responder, Halt girou nos calcanhares e saiu da sala.

3 comentários:

  1. E isso ai! Halt e quem manda no pedaço!
    Ass: Bina.

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  2. Só agora entendi porque Crowley disse que a anos não assobiava kkkkkkkk
    Ass: Lua

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Boa leitura :)