6 de janeiro de 2017

9

Não consigo gritar.
Meus pulmões não se expandem. Minha respiração fica vindo em fôlegos curtos. Meu peito parece muito apertado e minha garganta está se fechando e estou tentando berrar e não consigo, não consigo parar de chiar quando puxo o ar, de jogar os braços e de tentar desesperadamente respirar, mas o esforço é inútil. Ninguém pode me ouvir. Ninguém vai saber que estou morrendo, que há um buraco em meu peito enchendo-se de sangue e dor e uma agonia tão insuportável e há muito dele, muito sangue, quente e acumulando-se em volta de mim e não consigo, não consigo, não consigo respirar...
— Juliette... Juliette, amor, acorde... Acorde...
Eu levanto tão depressa que me dobro ao meio. Estou arfando com uma respiração profunda, rouca e ofegante, tão destruída, tão aliviada por conseguir levar oxigênio aos pulmões que não consigo falar, não consigo fazer nada além de tentar inspirar o máximo possível. Todo o meu corpo está tremendo, minha pele está úmida, indo de quente a fria rápido demais. Não consigo me recompor, não consigo parar as lágrimas silenciosas, não consigo afastar o pesadelo, não consigo afastar a memória.
Não consigo parar de ofegar em busca de ar.
As mãos de Warner envolvem meu rosto. O calor da pele dele me ajuda a me acalmar de alguma maneira, e eu enfim sinto os batimentos de meu coração começarem a desacelerar.
— Olhe para mim — ele diz.
Eu me forço a olhar nos olhos dele, tremendo enquanto recupero o fôlego.
— Está tudo bem — ele sussurra, ainda segurando meu rosto. — Foi só um pesadelo. Tente fechar a boca — diz — e respirar pelo nariz.
Ele faz que sim com a cabeça.
— Pronto. Devagar, você está bem.
A voz dele é tão suave, tão melódica, tão inexplicavelmente gentil.
Eu não consigo desviar de seus olhos. Tenho medo de piscar, medo de ser puxada de volta para o pesadelo.
— Não vou soltar até você estar pronta — ele me diz. — Não se preocupe. Não se apresse.
Fecho os olhos. Sinto meu coração desacelerar até um batimento normal. Meus músculos começam a se soltar, minhas mãos se estabilizam do tremor. E, embora eu não esteja chorando ativamente, não consigo impedir as lágrimas de escorrerem pelo meu rosto. Porém, neste momento, alguma coisa em meu corpo quebra, dobra-se por dentro e, de repente, estou tão exausta que não consigo mais me sustentar.
De alguma forma, Warner parece entender.
Ele me ajuda a me sentar de novo na cama, puxa os cobertores em volta de meus ombros. Estou tremendo, limpando o restante das lágrimas. Warner passa a mão em meu cabelo.
— Está tudo bem — fala com suavidade. — Você está bem.
— V-você não vai dormir também? — eu gaguejo, perguntando-me que horas são.
Reparo que ele ainda está totalmente vestido.
— Eu... Sim — ele diz.
Mesmo naquela luz fraca, posso ver a surpresa em seus olhos.
— Em algum momento. Não costumo ir para a cama tão cedo assim.
— Ah.
Eu pisco, respirando com um pouco mais de facilidade agora.
— Que horas são?
— Duas da manhã.
É minha vez de ficar surpresa.
— Você não precisa se levantar daqui a algumas horas?
— Sim.
O fantasma de um sorriso toca seus lábios.
— Mas quase nunca posso dormir quando devo. Parece que não consigo desligar minha mente — ele diz, sorrindo para mim apenas mais um momento, antes de se virar para sair.
— Fique.
A palavra escapa de meus lábios antes mesmo de eu ter tido a chance de pensar bem. Não tenho certeza de por que disse isso. Talvez porque seja tarde e ainda esteja tremendo, e talvez tê-lo por perto possa assustar meus pesadelos e mandá-los embora. Ou talvez seja porque esteja fraca e angustiada e precise de um amigo agora. Não tenho certeza. Mas tem algo na escuridão, na calmaria desta hora, eu acho, que cria uma linguagem própria. Há um tipo esquisito de liberdade no escuro; uma vulnerabilidade aterrorizante que permitimos a nós mesmos exatamente no momento errado, enganados pela escuridão, pensando que ela guardará nossos segredos. Esquecemos que a escuridão não é um lençol; esquecemos que o sol nascerá logo. Mas, no momento, pelo menos, nós nos sentimos corajosos o bastante para dizer o que nunca diríamos na claridade.
Exceto por Warner, que não fala nada.
Por um milésimo de segundo, ele parece mesmo alarmado. Está me encarando em terror silencioso, muito admirado para falar, e estou prestes a retirar tudo e me esconder sob os cobertores quando ele pega meu braço.
Eu me acalmo.
Ele me puxa para a frente até eu estar aninhada contra o seu peito. Seus braços caem em volta de mim com cuidado, como se ele me dissesse que posso me afastar, que ele entenderia, que a escolha é minha. Mas eu me sinto tão segura, tão aquecida, tão devastadoramente contente que parece que não consigo pensar em um único motivo para não aproveitar este momento. Aperto-me mais junto dele, escondendo o rosto nas dobras macias de sua camisa, e seus braços me envolvem com mais força, seu peito subindo e descendo. Minhas mãos sobem para se apoiar contra sua barriga. Os músculos duros tensos sob meu toque. Minha mão desliza em volta das costelas dele, sobem pelas suas costas, e Warner congela, seu coração batendo acelerado sob minha orelha. Meus olhos se fecham bem quando eu o sinto tentar inspirar.
— Meu Deus — ele ofega.
Afasta-se rápido, separa-se de mim.
— Não posso fazer isso. Não vou sobreviver.
— O quê?
Ele já está em pé e só consigo enxergar o suficiente de sua silhueta para ver que está tremendo.
— Não posso continuar fazendo isso.
— Warner...
— Eu pensei que poderia me afastar da última vez — ele diz. — Pensei que poderia deixá-la ir e odiá-la por isso, mas não posso. Porque você faz ser incrivelmente difícil — afirma, a voz irregular. — Porque você não joga limpo. Você vai e faz alguma coisa como ser baleada — diz — e acaba comigo no processo.
Tento permanecer perfeitamente imóvel.
Tento não emitir nenhum som.
Porém, minha mente não para quieta e meu coração não para de martelar e com apenas algumas palavras ele conseguiu desmontar meus esforços mais concentrados de esquecer o que eu fiz a ele.
Não sei o que fazer.
Meus olhos enfim se ajustam à escuridão e eu pisco e o descubro olhando nos meus olhos como se pudesse ver minha alma.
Não estou pronta para isso. Ainda não. Ainda não. Assim não. Mas sentimentos e as imagens das mãos dele, de seus braços, de seus lábios estão correndo pela minha cabeça e eu tento, mas não consigo afastar esses pensamentos, não posso ignorar o aroma de sua pele e a familiaridade louca de seu corpo. Posso ouvir seu coração bater ritmado em seu peito, posso ver o movimento tenso de seu queixo, posso sentir o poder calmamente contido dentro de Warner.
E, de repente, seu rosto muda. Preocupações.
— Você está com medo? — ele pergunta.
Eu me assusto, a respiração acelerada, grata por ele só poder sentir a direção geral dos meus sentimentos e nada mais que isso. Por um momento, quero mesmo dizer que não. Não, não estou com medo.
Estou petrificada.
Estar tão perto assim de você está provocando coisas em mim. Coisas estranhas e irracionais e coisas que flutuam contra meu peito e trançam meus ossos. Quero respostas e claridade e livros de revelações. Quero um bolso cheio de sinais de pontuação para finalizar os pensamentos que ele forçou para dentro da minha cabeça.
Mas não digo nada disso.
Em vez disso, faço uma pergunta para a qual já sei a resposta.
— Por que eu estaria com medo?
— Você está tremendo — ele diz.
— Ah.
As duas letras e seu som discreto e assustado passam direto pela minha boca para buscar refúgio em um lugar longe daqui. Fico desejando ter força para desviar do olhar dele em momentos assim.
Fico desejando que minhas bochechas não se inflamassem com tanta facilidade. Fico gastando meus desejos com coisas estúpidas, eu acho.
— Não, não estou com medo — digo por fim.
Preciso mesmo que ele se afaste de mim. Preciso mesmo que ele me faça esse favor.
— Só estou surpresa.
Ele fica em silêncio então, os olhos me implorando por uma explicação. Ele se tornou tanto familiar quanto estranho para mim em um período muito curto; exatamente e nada como eu pensei que ele fosse.
— Você permite que o mundo pense que você é um assassino sem coração — digo a ele. — E não é.
Ele ri, uma vez; suas sobrancelhas se levantam de surpresa.
— Não — ele fala. — Acho que sou apenas um assassino do tipo comum.
— Mas por que... por que você fingiria ser tão impiedoso? — pergunto. — Por que permite que as pessoas o tratem assim?
Ele suspira. Empurra as mangas da camisa para trás dos cotovelos de novo. Não consigo deixar de acompanhar o movimento, meus olhos demorando-se em seus antebraços. E eu percebo, pela primeira vez, que ele não tem nenhuma tatuagem militar como todos os outros. Pergunto-me por quê.
— Que diferença faz? — ele diz. — As pessoas podem pensar o que quiserem. Não desejo a aprovação delas.
— Então você não se importa — pergunto a ele — de as pessoas o julgarem com tanta dureza?
— Não tenho ninguém para impressionar — ele fala. — Ninguém se importa com o que acontece comigo. Não estou empenhado em fazer amigos, amor. Meu trabalho é liderar um exército, é a única coisa no que sou bom. Ninguém — acrescenta — teria orgulho das coisas que conquistei. Minha mãe nem me reconhece mais. Meu pai acha que sou fraco e patético. Meus soldados querem que eu morra. O mundo está indo para o inferno. E estas conversas que tenho com você são as mais longas que já tive.
— O quê... Sério? — pergunto, os olhos arregalados.
— Sério.
— E confia em mim para me dar todas essas informações?
Estou chocada.
— Por que compartilhar seus segredos comigo?
Os olhos dele escurecem, de repente. Ele olha na direção da parede.
— Não faça isso — pede. — Não me faça perguntas para as quais já sabe a resposta. Duas vezes eu me expus para você e tudo o que consegui foi um ferimento de bala e um coração partido. Não me torture — ele diz, olhando nos meus olhos de novo. — É algo cruel a se fazer, até com alguém como eu.
— Warner...
— Não entendo!
Ele desmorona, enfim perdendo a compostura, a voz ficando mais aguda.
— O que o Kent — ele diz, cuspindo o nome — poderia fazer por você?
Estou tão chocada, tão despreparada para responder a uma pergunta assim que fico momentaneamente sem fala. Nem sei o que aconteceu com Adam, onde ele pode estar ou o que nosso futuro reserva. Neste momento, tudo a que me agarro é a uma esperança de que ele escapou com vida. Que ele está lá fora em algum lugar, sobrevivendo, apesar da improbabilidade. Neste instante, essa certeza seria suficiente para mim.
Assim, respiro fundo e tento encontrar as palavras certas, a maneira certa de explicar que há muitos assuntos maiores e mais pesados com que lidar, mas, quando levanto o olhar, descubro que Warner ainda está me encarando, esperando uma resposta para uma pergunta que eu agora percebo que ele estivera tentando suprimir com esforço. Algo que devia o estar corroendo.
E eu suponho que ele mereça uma resposta. Em especial depois do que fiz com ele.
Assim, respiro fundo.
— Não é algo que eu sei explicar — digo. — Ele é... Não sei.
Olho para minhas mãos.
— Ele foi meu primeiro amigo. A primeira pessoa a me tratar com respeito... A me amar.
Fico quieta por um instante.
— Ele sempre foi muito gentil comigo.
Warner se retrai. A surpresa está espalhada pelo seu rosto.
— Ele sempre foi muito gentil com você?
— Sim — eu sussurro.
Warner dá uma risada rouca e cínica.
— Isso é incrível — diz, olhando para a porta, uma mão no ar. — Eu fui consumido por essa pergunta pelos últimos três dias, tentando desesperadamente entender por que você se entregaria a mim de tão boa vontade só para arrancar meu coração no último instante por causa de um... um robô insípido e totalmente substituível. Eu fiquei pensando que tinha que haver um grande motivo, algo que eu não tinha visto, algo que eu não consegui entender — ele declara, focando em mim agora. — E eu estava pronto para aceitar — afirma. — Eu me tinha me forçado a aceitar, porque pensei que seus motivos eram profundos e estavam além da minha compreensão. Eu estava disposto a abrir mão de você se você tivesse descoberto alguma coisa extraordinária. Alguém que podia conhecê-la de maneiras que eu nunca seria capaz de compreender. Porque você merece isso — ele diz. — Eu disse a mim mesmo que você merece mais do que eu, mais do que minhas ofertas sofríveis.
Ele faz que não com a cabeça. Baixa as mãos.
— Mas isso? — ele fala, abismado. — Essas palavras? Essa explicação? Você o escolheu porque ele é gentil com você? Porque ele ofereceu a você uma caridade básica?
De repente, estou brava.
De repente, estou mortificada.
Estou ultrajada pela permissão que Warner concedeu a si mesmo de julgar minha vida; por ele pensar que tinha sido generoso ao sair do caminho. Aperto os olhos, fecho os punhos.
— Não é caridade — disparo. — Ele se importa comigo... E eu me importo com ele!
Warner faz que sim com a cabeça, não está impressionado;
— Você devia pegar um cachorro, amor. Ouvi dizer que eles têm muitas das mesmas qualidades.
— Você é inacreditável!
Eu me jogo para cima, levantando-me desajeitada e me arrependendo. Tenho de agarrar a estrutura da cama para me equilibrar.
— Meu relacionamento com Adam não é da sua conta!
— Seu relacionamento?
Warner ri, alto. Ele se mexe depressa para me encarar do outro lado da cama, deixando vários metros entre nós.
— Que relacionamento? Ele ao menos sabe alguma coisa sobre você? Ele a entende? Ele conhece seus desejos, seus medos, a verdade que você esconde no seu coração?
— Ah, e aí? Você sabe?
— Você sabe muito bem que eu sei! — ele grita, apontando um dedo acusador para mim. — E estou disposto a apostar minha vida que ele não faz ideia de como você é de verdade. Você é muito cuidadosa com os sentimentos dele, fingindo ser uma menina boazinha para ele, não é? Você tem medo de assustá-lo e ele fugir. Você tem medo de contar coisas demais para ele...
— Você não sabe de nada!
— Ah, eu sei — ele diz, avançando depressa. — Entendo perfeitamente. Ele se apaixonou pela sua casca quieta e tímida. Por quem você costumava ser. Ele não faz ideia do que você é capaz. O que você pode fazer se for forçada além do limite.
A mão dele desliza para a minha nuca; ele se inclina até nossos lábios estarem apenas a centímetros de distância.
O que está acontecendo com meus pulmões.
— Você é uma covarde — ele sussurra. — Quer ficar comigo e isso a deixa apavorada — diz. — Com vergonha por querer alguém como eu. Não é?
Ele baixa o olhar e seu nariz roça o meu e quase posso contar os milímetros entre nossos lábios.
Estou me esforçando para ficar concentrada, tentando lembrar que estou brava com ele, brava com alguma coisa, mas a boca dele está bem em frente à minha e minha mente não consegue parar de pensar em como acabar com o espaço entre nós.
— Você me deseja — ele diz baixinho, suas mãos subindo pelas minhas costas — e isso a está matando.
Eu me afasto depressa, libertando-me, odiando meu corpo por reagir a ele, por desmoronar assim.
Minhas articulações parecem frágeis, minhas pernas perderam os ossos. Preciso de oxigênio, preciso de um cérebro, preciso encontrar meus pulmões...
— Você merece muito mais do que caridade — ele fala, seu peito arfando. — Você merece viver. Você merece estar viva.
Ele está me encarando, sem piscar.
— Volte para a vida, amor. Eu estarei aqui quando você acordar.

16 comentários:

  1. Uouuu super shipo esses 2

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  2. Você devia pegar um cachorro, amor. Ouvi dizer que eles têm muitas das mesmas qualidades.
    Frase épica.kkkkkkkk
    E ele continua a jogar um monte de verdades na cara dela. Me lembra o Kenji.

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  3. aaaaah Warner SZ ela precisa largar de ser tão cheia de mimimi ¬¬''

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  4. Capitulo perfeito
    Vai Warner

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  5. "Warner faz que sim com a
    cabeça, não está impressionado;
    — Você devia pegar um
    cachorro, amor. Ouvi dizer que
    eles têm muitas das mesmas
    qualidades." kkkkk como alguém consegue não amar esse cara? Ele é demais e está completamente certo, Adam se apaixonou apenas pela casca dela, pela menina q a Juju tenta ser, mas o Warner conhece ela d todos os lados, ele a conhece melhor do q qualquer um, ele a ama por inteira, e sabe do q a Juju é capaz *-*

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  6. Calma... Inspira... Expira... Respira...
    1° Vendo a Juju toda preocupada c/o Adam eu fico + braba ainda c/uma coisa que eu li em Fragmenta-me
    2° "Você devia pegar um
    cachorro, amor. Ouvi dizer que
    eles têm muitas das mesmas
    qualidades." Kkkkkkk... Eu estou aqui pulando, vibrando, aplaudindo de pé nem o kenji deu um tiro tão certeiro assim.
    3° Minha Nossa Sra dos Shipps eles tem que ficar juntos!
    4° Esse capitulo, As palavras de Warner, (como não amar esse homem?) Essa avalanche de vdds na Juju... Eu tô é morta!

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    1. Concordo com vc liz no item 1
      Da vontade de bater naquele carinha de Fragmenta-me kkk

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  7. Nossa o Warner sabe mesmo das coisas *-* Se a Juliette não ficar com ele, vou ficar muito put* Ele tem tanta intensidade <3

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  8. Vai que é tua Warner !!!😄
    Como não amar esse homem. Ele gosta da Ju de verdade e conhece ela mais do que a própria.
    Já o OUTRO...

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  9. Mds!!!
    Warner aiaiai Jissuix!!
    Não tem como não shippar!
    "Você devia pegar um
    cachorro, amor. Ouvi dizer que
    eles têm muitas das mesmas
    qualidades." Melhor frase kkkkkk

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  10. "Ele está me encarando, sem piscar.
    — Volte para a vida, amor. Eu estarei aqui quando você acordar."
    OMG!! Me acorde Warner!!!!

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Boa leitura :)