2 de janeiro de 2017

7

Estamos percorrendo uma série de corredores que nunca vi antes.
Estamos passando por todos os salões regulares e alas e dormitórios, pela sala de treinamento que costumo ocupar e, pela primeira vez desde que cheguei, estou prestando mesmo atenção ao ambiente ao meu redor. De repente, meus sentidos parecem mais aguçados, mais claros; todo o meu ser parece estar zumbindo com um tipo renovado de energia.
Estou elétrica.
Esse esconderijo todo foi cavado no solo... Não é nada além de túneis cavernosos e passagens interligadas, tudo funciona com suprimentos e energia roubados de unidades de armazenamento secretas pertencentes a O Restabelecimento. Esse espaço tem valor incalculável. Castle nos disse, certa vez, que levou pelo menos uma década para projetá-lo e mais uma década para terminar os trabalhos. Naquela época, já tinha conseguido recrutar todos os outros membros deste mundo subterrâneo. Entendo por que ele fica tão inquieto com a segurança aqui e por que não está disposto a deixar nada acontecer a este lugar. Acho que eu não estaria também.
Kenji para.
Chegamos ao que parece ser um beco sem saída, o que pode ser o ponto final do Ponto Ômega.
Kenji tira um cartão-chave que eu não sabia que ele estava escondendo e sua mão tateia à procura de um painel enterrado na pedra. Ele abre o painel. Faz algo que não consigo ver. Passa o cartão. Aperta um interruptor.
A parede toda ganha vida e faz barulho.
Os pedaços estão se separando, mudando de lugar até revelarem um buraco grande o bastante para nossos corpos passarem. Kenji faz um gesto para que eu o siga e eu atravesso com dificuldade a entrada, olhando para trás e vendo a parede se fechar.
Meus pés atingem o chão do outro lado.
É como uma caverna. Maciça, ampla, separada em três seções longitudinais. A seção do meio é a mais estreita e serve como passagem; salas quadradas de vidro com finas portas de vidro formam as seções da esquerda e da direita. Cada parede cristalina funciona como divisória das salas de cada lado; tudo é transparente. Há uma aura elétrica engolindo todo o espaço; cada cubo brilha com luz branca e maquinário piscante; zumbidos agudos e enfadonhos da energia pulsam pelas vastas dimensões.
Há pelo menos 20 salas aqui embaixo.
Dez de cada lado, todas sem visão obstruída. Eu reconheço vários rostos do salão de jantar aqui, alguns presos a máquinas, agulhas enfiadas em seus corpos, monitores soltando bipes sobre algum tipo de informação que não entendo. Portas deslizam para abrir e fechar abrir e fechar abrir e fechar; palavras e sussurros e passos, gestos com as mãos e pensamentos meio formados juntam-se no ar.
Aqui.
Aqui é onde tudo acontece.
Castle me disse há duas semanas — o dia depois de minha chegada — que tinha uma boa ideia do porquê de nós sermos como somos. Disse que estava fazendo pesquisas havia anos.
Pesquisa.
Vejo figuras correndo, ofegando no que parecem esteiras incomumente rápidas. Vejo uma mulher recarregando uma arma em uma sala lotada de armas e vejo um homem segurando algo que emite uma chama azul-brilhante. Vejo uma pessoa parada em pé em uma câmara cheia apenas de água e há cordas amontoadas no alto e amarradas pelo teto e todo tipo de líquidos, produtos químicos, aparelhos cujo nome não sei e meu cérebro não para de gritar e meus pulmões continuam pegando fogo e é demais demais demais demais
Máquinas demais, luzes demais, pessoas demais em salas demais fazendo anotações, conversando entre si, olhando para os relógios em intervalos de segundos e sigo cambaleando, olhando com muita atenção e sem atenção suficiente até que escuto. Esforço-me para não escutar, mas é mal contido por trás dessas grossas paredes de vidro e aqui está de novo.
O som baixo e gutural de agonia humana.
Ele me atinge bem na cara. Dá um soco bem no meu estômago. O entendimento pula sobre minhas costas e explode em minha pele e raspa as unhas pelo meu pescoço abaixo e estou engasgando com a impossibilidade.
Adam.
Eu o vejo. Ele já está aqui, em uma das salas de vidro. Sem camisa. Amarrado a uma maca, braços e pernas presos no lugar, fios de uma máquina próxima colados às suas têmporas, à sua testa, logo abaixo de sua clavícula. Seus olhos estão fechados e apertados, a mandíbula está tensa, o rosto está muito esticado com o esforço para não gritar.
Não entendo o que estão fazendo com ele.
Eu não sei o que está acontecendo eu não entendo por que está acontecendo ou por que ele precisa de uma máquina ou por que ela fica piscando e fazendo bipe e não consigo me mexer nem respirar e estou tentando me lembrar de minha voz, minhas mãos, minha cabeça e meus pés e, então, ele tem um espasmo.
Ele convulsiona contra as amarras, contorce-se contra a dor até que seus punhos estão esmurrando o acolchoado da maca e escuto-o gritar de agonia e, por um momento, o mundo para, tudo desacelera, os sons são abafados, as cores parecem manchadas e o piso parece virado de lado e eu penso uau, penso que vou mesmo morrer. Vou tombar morta ou vou matar a pessoa responsável por isso.
Ou um ou outro.
É quando vejo Castle. Castle, no canto da sala de Adam, observando em silêncio esse garoto de 18 anos enfurecer de sofrimento enquanto ele não faz nada. Nada além de observar, além de tomar notas em seu pequeno livro, de fazer biquinho conforme tomba a cabeça para o lado. De olhar para o monitor da máquina que faz bipe.
E o pensamento é tão simples que desliza para dentro de minha cabeça. Tão calmo. Tão fácil.
Tão, tão fácil.
Vou matá-lo.
— Juliette... Não...
Kenji segura-me pela cintura, os braços como tiras de aço ao meu redor, e penso estar gritando, penso estar dizendo coisas que nunca me ouvi falar antes e Kenji está me dizendo para me acalmar, ele está dizendo:
— Era exatamente por isso que eu não queria trazê-la aqui... Você não entende... Não é o que parece...
E eu decido que, provavelmente, devo matar Kenji também. Só por ser um babaca.
— SOLTE-ME...
— Pare de me chutar...
— Eu vou matar o Castle...
— É, você devia mesmo parar de dizer isso em voz alta, ok? Não está fazendo nenhum favor a si mesma...
— SOLTE-ME, KENJI, EU JURO POR DEUS...
— Senhorita Ferrars!
Castle está no final do corredor, a alguns passos da sala de vidro de Adam. A porta está aberta. Adam não está mais se sacudindo, mas também não parece estar consciente.
Raiva sincera e quente.
É tudo o que sei agora. É a única coisa que sei sentir e nada, nada pode me convencer a mudar isso. O mundo parece tão preto e branco daqui, tão fácil de destruir e conquistar. Essa raiva não se parece com nada que eu tenha sentido antes. É uma raiva tão crua, tão potente que, na verdade, acalma, como um sentimento que enfim encontrou seu lugar, um sentimento que enfim senta-se confortavelmente conforme se instala em meus ossos.
Tornei-me um molde para metal líquido; um calor espesso e extremo distribui-se pelo meu corpo e o excesso reveste minhas mãos, forjando meus punhos com uma força tão avassaladora, uma energia tão intensa que acho que pode me engolir. Estou fraca com a fúria dele.
Poderia fazer qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Os braços de Kenji caem para longe de mim. Não preciso olhar para ele para saber que está se afastando para trás aos tropeços. Com medo. Confuso. Provavelmente perturbado.
Eu não ligo.
— Então é aqui que você tem estado — eu falo para Castle e fico surpresa com o tom frio e a fluidez de minha voz. — É isso que tem feito.
Castle se aproxima e parece se arrepender. Ele parece espantado, surpreso com algo que vê em meu rosto. Ele tenta falar e eu o interrompo.
— O que você fez com ele? — eu exijo saber. — O que tem feito com ele...
— Senhorita Ferrars, por favor...
— Ele não é seu experimento!
Eu estouro e a compostura já era, a regularidade de minha voz some e, de repente, estou tão instável que mal consigo evitar que minhas mãos tremam.
— Você acha que pode simplesmente usá-lo para a sua pesquisa...
— Senhorita Ferrars, por favor, você precisa se acalmar...
— Não diga para eu me acalmar!
Não posso imaginar o que devem ter feito com ele aqui embaixo, testando-o, tratando-o como um tipo de cobaia.
Estão torturando-o.
— Não esperava que você tivesse uma reação tão avessa a essa sala — Castle diz.
Ele está tentando manter um tom de conversa. Razoável. Carismático até. Faz com que eu me pergunte o que devo estar parecendo agora. Imagino se ele está com medo de mim.
— Pensei que entendesse a importância da pesquisa que fazemos no Ponto Ômega — ele afirma. — Sem isso, como poderíamos entender nossas origens?
— Você está machucando o Adam... Você está matando o Adam! O que você fez...
— Nada que ele não tenha pedido para participar.
A voz de Castle está tensa e seus lábios estão contraídos, e posso ver que sua paciência está começando a se esgotar.
— Senhorita Ferrars, se está insinuando que eu o usei para meus experimentos pessoais, recomendo que preste mais atenção.
Ele diz as últimas sílabas com um pouco de ênfase demais, um pouco de fogo demais, e percebo que nunca o tinha visto bravo antes.
— Sei o que você está enfrentando aqui — Castle continua. — Sei que não está acostumada a se ver como parte de um grupo e fiz um esforço para entender o seu lado... Tentei ajudá-la a se adaptar. Mas precisa olhar ao seu redor!
Ele faz um gesto em direção às paredes de vidro e às pessoas atrás delas.
— Somos todos iguais. Estamos trabalhando na mesma equipe! Não sujeitei Adam a nada pelo que eu mesmo não tenha passado. Estamos apenas fazendo testes aqui para ver onde estão as habilidades sobrenaturais dele. Não podemos ter certeza do que ele é capaz sem testá-lo antes.
A voz dele desce uma oitava ou duas.
— Não temos o luxo de esperar vários anos até ele descobrir por acidente algo que possa ser útil para a nossa causa agora.
E é estranho.
Porque parece algo real, essa raiva.
Eu a sinto envolver meus dedos como se eu pudesse lançá-los contra o rosto dele. Sinto-a espiralar ao redor de minha espinha, plantando-se em meu estômago e disparando galhos pelas minhas pernas, pelos meus braços, pelo meu pescoço. Está me engasgando. Engasgando porque precisa ser liberada, precisa de alívio. Precisa agora.
— Você — digo e mal consigo cuspir as palavras. — Você pensa que é melhor que O Restabelecimento, mas está apenas nos usando... Fazendo experiências conosco para avançar com a sua causa...
— SENHORITA FERRARS! — Castle berra.
Seus olhos estão reluzindo, brilhando demais, e percebo que todos neste túnel subterrâneo estão olhando para nós agora. Os dedos dele formaram punhos ao lado do corpo e seu queixo está inconfundivelmente rígido, e sinto a mão de Kenji em minhas costas antes de perceber que a terra está vibrando sob meus pés. As paredes de vidro estão começando a tremer e Castle está plantado no meio de tudo, rígido, inflamado de raiva e indignação e eu lembro que ele tem um nível impossivelmente avançado de telecinesia.
Lembro que ele pode mover objetos com a mente.
Ele levanta a mão direita, a palma estendida para fora, e o painel de vidro a poucos metros de distância começa a tremer, estremecer, prestes a se estilhaçar e percebo que não estou nem respirando.
— Você não quer me irritar.
A voz de Castle está calma demais para seus olhos.
— Se não gosta dos meus métodos, eu teria o prazer de convidá-la a expor suas reclamações de maneira racional. Não vou tolerar que fale comigo dessa forma. Minha preocupação com o futuro do nosso mundo pode ser maior do que você consegue compreender, mas não deve me criticar por causa da sua ignorância!
Ele baixa a mão direita e o vidro volta ao lugar bem a tempo.
— Minha ignorância?
Estou respirando rápido de novo.
— Acha que, porque não entendo o motivo de você sujeitar alguém a... a isso...
Balanço a mão apontando ao redor.
— Você acha que isso significa que sou ignorante...?
— Ei, Juliette, tudo bem... — Kenji começa a dizer.
— Leve-a daqui — Castle manda. — Leve-a de volta à sua sala de treinamento.
Ele lança um olhar descontente para Kenji.
— E você e eu... Nós discutiremos isso depois. No que estava pensando ao trazê-la aqui? Ela não está pronta para ver isto... Mal consegue lidar consigo mesma agora...
Ele está certo.
Não consigo lidar com isso. Não consigo ouvir nada além dos sons de máquinas fazendo bipe, gritando em minha cabeça, não consigo ver nada além da forma flácida deitada sobre um fino colchão. Não posso parar de imaginar pelo que ele deve estar passando, o que teve de suportar apenas para entender o que ele pode ser, e percebo que é tudo culpa minha.
É culpa minha ele estar aqui, é culpa minha ele estar em perigo, é culpa minha Warner querer matá-lo e Castle querer testá-lo e, se não fosse por mim, ele ainda estaria vivendo com James em uma casa que não foi destruída; estaria seguro e confortável e livre do caos que eu trouxe para a vida dele.
Eu o trouxe aqui. Se ele nunca tivesse tocado em mim, nada disso teria acontecido. Ele seria saudável e forte e não estaria sofrendo, não estaria se escondendo, não estaria preso 15 metros abaixo do chão. Não estaria passando os dias amarrado a uma maca.
É minha culpa é minha culpa é minha culpa é minha culpa é tudo culpa minha
Eu estouro.
É como se tivessem me enchido de galhos finos e tudo que preciso fazer é flexionar meus músculos e meu corpo todo vai quebrar. Toda a culpa, a raiva, a frustração, a agressão reprimida dentro de mim encontraram um escape e, agora, não podem ser controladas. A energia está me percorrendo com um vigor que nunca senti antes e não estou nem pensando, mas tenho de fazer alguma coisa.
Preciso tocar alguma coisa e estou fechando os dedos e dobrando os joelhos e puxando meu braço para trás e
socando
meu
punho
em direção
ao
chão.
A terra abre fissuras sob meus dedos e as reverberações movem-se pelo meu corpo, ricocheteando em meus ossos até minha cabeça estar girando e meu coração ser um pêndulo que bate contra minhas costelas. Minha visão perde e recupera o foco e tenho de piscar cem vezes para clareá-la, apenas para ver uma fenda chiar sob meus pés, uma fina linha quebrando o chão. Tudo ao meu redor, de repente, está sem equilíbrio. A pedra está gemendo sob o nosso peso e as paredes de vidro estão chacoalhando e fazendo barulho e as máquinas estão saindo do lugar e a água está batendo contra seu recipiente e as pessoas...
As pessoas.
As pessoas estão congeladas de terror e horror e o medo em suas expressões dilacera-me.
Eu caio para trás, aninhando meu punho direito em meu peito e tentando me lembrar de que não sou um monstro, não preciso ser um monstro, não quero machucar as pessoas não quero machucar as pessoas não quero machucar as pessoas
e não está funcionando.
Porque é tudo mentira.
Porque essa era eu tentando ajudar.
Olho ao redor.
Para o chão.
Para o que eu fiz.
E entendo, pela primeira vez, que tenho o poder de destruir tudo.

19 comentários:

  1. UAU tooop , pq todos semprem escondem as coisas dela .seriia tao mas simples aff

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  2. — Você não quer me irritar.
    Acho que seria o contrário. É melhor ele não irritar a Ju.
    Esse cara se acha muita coisa e tal.
    Eles não entendem que ela passou três anos
    sofrendo com testes de todos os tipos.
    Esperando que o Warner a tire desse lugar

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  3. MANO ALGUÉM DÁ UNS TAPAS NESSA GURIA, AFFS QUE RAIVA DELA, ESSA IDIOTA JULGA SEM SABER D NADA, VA SE F**** JULIETTE, NESSE CAPÍTULO ESSA CRETINA AGIU COMO UM MONSTRO -_-'''

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    1. Cara ela passou anos sendo submetida a teste tbm, imagina como deve ser para ela ver a pessoa q ama passando por aquilo. Ela explodiu como o Warner falou q aconteceria. Ou ela ia se tranca ou explodi.

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    2. Para de falar mal da Juju ò.ó Se isso fosse certo não teriam escondido dela 😒

      E pois é... Eles são tb aquilo que querem combater. A Juju ta certa u___u Agora vai ficar com o Warner vai 😜

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    3. Quanta agressividade nas palavras Lira.Você poderia aderir a um vocabulário menos hostil para expressar sua opinião.E olhar para o próximo com compaixão,tentar entender a dor do outro,não faz mal a ninguém.

      Estou te criticando mas de uma forma construtiva,tá?

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  4. Eu sabia que tinha alguma coisa errada,estava muito bom pra ser verdade. Mas eu gostei do que ela fez,ela tem que lutar pelas coisas que ela acredita e proteger aqueles que ela ama.

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  5. Juju minha filha libera essa força estranha que há dentro de vc e faz como a Aelin sacode as estrelas, aliás agora pensei como seria se a Juju se juntasse c/a Aelin, Manon, Lysandra de Trono de Vidro, a Katniss, a Mare de A Rainha Vermelha e a Lia de TKoD... Não ia sobrar pedra sobre pedra. Seria incrível!

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  6. Esse cara tem mt paciência, eu expulsaria ela na hr pra ela parar de ser ingrata

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    1. Nops, esse cara não tem muita paciência não. Não gosto do jeito que ele fala com ela desde o começo. O Warner sim tinha paciência por saber alguns dados sobre ela, mesmo superficiais.

      "Eu estouro"

      Ele acertou, sabia que ela ia estourar.

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  7. Só digo uma coisa ... era questão de tempo, isso sempre acontece quando se vive mentindo ... meu o que ela fez ... quebra tudo garota, mostra esse povo quem manda nessa bagaça SAH linda

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  8. Manuuu vai fazer barulho lá em cima desconta em outro lugar não no chão aaaa Deus

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  9. Tudo bem que a Ju passou por um monte de perrengue mas ela tem que começar a agir racionalmente!!Pensa antes de fazer as coisas fia pfv!!Se não as coisas pode piorar!!

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  10. A Juliette precisa de uma orientação psicológica,para aprender a lidar com seus traumas e emoções.Pois esse descontrole afeta o domínio sobre seus poderes.
    Pena que O Restabelecimento somente tem manicômios.

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  11. Só tenho uma coisa a dizer:
    -EU TENHO O PODER DE DESTRUIR TUDOOOO!!!

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Boa leitura :)