6 de janeiro de 2017

61

Estamos correndo pelo pátio e atravessando a base e, assim que estamos fora da vista, Kenji retira a invisibilidade. Ele corre na frente do grupo, guiando-nos em direção à sala de treinamento, serpenteando e virando e se apressando pela área de armazenamento e a área de treinamento de tiro até estarmos tropeçando para dentro da sala ao mesmo tempo.
James estava esperando por nós.
Ele se levanta, os olhos arregalados.
— Como foi?
Kenji avança e toma James em seus braços.
— Como você acha que foi?
— Hum. Bom?
James está rindo.
Castle me dá um tapinha nas costas. Eu me viro para olhar para ele. Ele está sorrindo para mim, os olhos brilhando, mais orgulhoso do que eu já o vi.
— Muito bom, senhorita Ferrars — ele diz em voz baixa. — Muito bom.
Brendan e Winston chegam correndo, sorrindo de orelha a orelha.
— Aquilo foi tão totalmente legal — Winston diz. — Era como se fôssemos celebridades ou algo assim.
Lily, Ian e Alia se juntam ao grupo. Eu agradeço a todos pela ajuda, por sua demonstração de apoio no último minuto.
— Vocês realmente acham que vai funcionar? — estou perguntando. — Acham que é o suficiente?
— Com certeza é um começo — Castle fala. — Teremos que agir depressa agora. Imagino que a notícia já tenha se espalhado, mas os outros setores com certeza vão ficar quietos até o Supremo chegar.
Castle olha para mim.
— Espero que entenda que esta será uma luta contra todo o país.
— Não se os outros setores se juntarem a nós também — digo.
— Quanta confiança — Castle declara.
Ele está me encarando como se eu fosse um ser estranho e alienígena. Um que ele não sabe como entender ou identificar.
— Você me surpreende, senhorita Ferrars.
O elevador faz um barulho e se abre.
Warner.
Ele anda direto para mim.
— A base foi protegida — ele fala. — Estamos fechados aqui dentro até meu pai chegar. Ninguém vai entrar nem sair do prédio.
— Então, o que faremos agora? — Ian pergunta.
— Nós esperamos — Warner responde.
Ele olha ao redor para nós.
— Se ele ainda não sabe, vai ficar sabendo nos próximos cinco minutos. O Supremo vai saber que alguns membros do grupo ainda estão vivos. Que Juliette ainda está viva. Ele vai saber que eu o desafiei e fiquei contra ele publicamente. E ele vai ficar muito, muito bravo — Warner diz. — Isso eu posso garantir completamente.
— Então, nós vamos para a guerra — Brendan fala.
— Sim.
Warner está calmo, muito calmo.
— Nós lutaremos. Em breve.
— E os soldados? — pergunto a ele. — Eles toparam mesmo?
Ele fixa em meus olhos por apenas um momento além do normal.
— Sim — ele fala. — Eu posso sentir a força da paixão deles. Eles de repente a respeitam. Há muitos entre eles que ainda têm medo, e outros ainda estão firmes em seu ceticismo, mas você estava certa, amor. Eles podem temer, mas não querem ser soldados. Não assim. Não para O Restabelecimento. Eles estão prontos para se juntar a nós.
— E os civis? — eu pergunto, admirada.
— Eles também virão.
— Você tem certeza?
— Eu não posso ter certeza de nada — ele fala em voz baixa. — Mas eu nunca, em todo o meu tempo neste setor, senti o tipo de esperança em meus homens que senti hoje. Foi tão poderoso, tão absoluto que ainda posso sentir daqui. Está praticamente vibrando em meu sangue.
Eu mal consigo respirar.
— Juliette, amor — ele diz para mim, ainda me olhando nos olhos. — Você acabou de iniciar uma guerra.

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