6 de janeiro de 2017

55

Quando saio do elevador e entro no escritório de Warner, todas as luzes estão apagadas. Tudo está nadando no escuro, e eu preciso de várias tentativas para adequar meus olhos. Ando em passos leves pelo escritório com cuidado, procurando algum sinal do dono, e não encontro nenhum.
Eu entro no quarto.
Warner está sentado na borda do colchão, o casaco jogado no chão, as botas chutadas para o lado.
Ele está sentado em silêncio, as palmas para cima sobre o colo, olhando para as mãos como se estivesse procurando algo que não consegue encontrar.
— Aaron? — murmuro, andando para a frente.
Ele levanta a cabeça. Olha para mim.
E algo dentro de mim se estilhaça.
Cada vértebra, cada nó dos dedos, os dois joelhos, os quadris. Sou uma pilha de ossos no chão e ninguém sabe além de mim. Sou um esqueleto quebrado com um coração batendo.
Solte o ar, digo a mim mesma.
Solte o ar.
— Eu sinto muito — são as primeiras palavras que eu sussurro.
Ele faz que sim com a cabeça. Fica de pé.
— Obrigado — ele diz para ninguém conforme passa pela porta.
Eu o sigo pelo quarto e para o escritório. Chamo seu nome.
Ele para em frente à mesa da diretoria, de costas para mim, as mãos agarrando o canto.
— Por favor, Juliette, esta noite não, eu não consigo...
— Você está certo — eu falo enfim. — Você sempre esteve certo.
Ele se vira, muito devagar.
Estou olhando nos olhos dele e, de repente, estou paralisada. De repente, estou nervosa e, de repente, preocupada e, de repente, muito certa de que farei isso completamente errado, mas talvez errado seja a única maneira de fazer porque eu não consigo mais guardar para mim mesma. Há tantas coisas que eu preciso dizer a ele. Coisas que eu tenho sido covarde demais para admitir, até para mim mesma.
— Certo a respeito de quê?
Seus olhos verdes estão arregalados. Assustados.
Eu levo os dedos para a boca, ainda com muito medo de falar.
Eu faço tanto com estes lábios, eu penso.
Provo e toco e beijo e já os apertei contra as partes mais macias da pele dele e fiz promessas e contei mentiras e toquei vidas, tudo com estes dois lábios e as palavras que eles formam, as formas e os sons que eles formam ao se curvarem. No entanto, neste instante, meus lábios desejam que ele simplesmente leia meus pensamentos porque a verdade é que eu vinha esperando nunca ter de dizer nada disto, destes pensamentos, em voz alta.
— Eu o desejo, sim — falo para ele, minha voz tremendo. — Eu o desejo tanto que me assusta.
Vejo o movimento da garganta dele, o esforço que ele está fazendo para se manter imóvel. Seus olhos estão apavorados.
— Eu menti para você — admito, as palavras tropeçando e saindo desengonçadas de mim. — Naquela noite. Quando disse que não queria ficar com você. Eu menti. Porque você estava certo. Eu fui uma covarde. Eu não queria admitir a verdade para mim mesma, e me sentia muito culpada por preferi-lo, por querer passar todo o tempo com você, mesmo quando tudo estava desmoronando. Eu estava confusa em relação ao Adam, eu estava confusa em relação a quem eu deveria ser e não sabia o que estava fazendo e eu fui idiota — falo. — Fui idiota e insensível e tentei culpá-lo por isso e eu o machuquei, muito.
Tento respirar.
— E eu sinto muito, muito mesmo.
— O que...
Warner está piscando depressa. Sua voz está frágil, irregular.
— O que você está dizendo?
— Eu te amo — sussurro. — Eu te amo exatamente como você é.
Warner está olhando para mim como estivesse ficando surdo e cego ao mesmo tempo.
— Não — ele ofega.
Uma palavra quebrada, quebrada. Quase nem é um som. Ele está fazendo que não com a cabeça e está desviando o olhar de mim e sua mão está parada no ar, seu corpo virado na direção da mesa e ele diz:
— Não. Não, não...
— Aaron...
— Não — ele diz, recuando. — Não, você não sabe o que está dizendo...
— Eu te amo — falo de novo para ele. — Eu te amo e eu o desejo e eu o desejava naquela época — digo a ele —, eu o desejei muito e ainda desejo, eu o desejo agora...
Pare.
Pare o tempo.
Pare o mundo.
Pare tudo durante o momento em que ele cruza o escritório e me puxa em seus braços e me prende contra a parede e eu estou girando e eu estou de pé e eu nem estou respirando mas estou viva muito viva muito muito viva
e ele está me beijando.
Profundamente, desesperadamente. Suas mãos estão em volta da minha cintura e ele está com a respiração muito pesada e me levanta, me pega no colo e minhas pernas estão enroladas ao redor dos seus quadris e ele está beijando meu pescoço, minha garganta e me apoia na borda da mesa da diretoria.
Ele está com uma mão sob meu pescoço, a outra embaixo da minha blusa e está subindo os dedos pelas minhas costas e, de repente, sua coxa está entre as minhas pernas e sua mão está deslizando por trás do meu joelho e subindo, mais, puxando-me mais para perto e, quando ele interrompe o beijo, estou com a respiração muito acelerada, a cabeça girando enquanto tento me segurar a ele.
— Para cima — ele diz, ofegando em busca de ar. — Coloque os braços para cima.
Eu coloco.
Ele puxa minha blusa para cima. Tira-a pela minha cabeça. Joga-a no chão.
— Deite-se — ele diz para mim, ainda com a respiração pesada, guiando-me para a mesa conforme suas mãos descem pela minha coluna, por baixo das minhas nádegas. Ele desabotoa meu jeans. Baixa o zíper dele. Diz “erga seu quadril para mim, amor” e prende os dedos em volta da cintura da minha calça e da minha calcinha ao mesmo tempo. Puxa-as para baixo.
Eu ofego.
Estou deitada na mesa dele usando nada além do sutiã.
E, então, ele também se vai.
Suas mãos estão subindo pelas minhas pernas e a parte de dentro das minhas coxas e seus lábios estão descendo pelo meu peito, e ele está desfazendo o pouco que resta da minha compostura e cada pedaço da minha sanidade e estou dolorida, por toda a parte, provando cores e sons que eu nem sabia que existiam. Minha cabeça está pressionada contra a mesa e minhas mãos estão agarrando os ombros dele e ele está quente, por inteiro, delicado e de alguma forma ansioso, e eu estou tentando não gritar e ele já está descendo pelo meu corpo, ele já escolheu onde me beijar. Como me beijar.
E ele não vai parar.
Estou além do pensamento racional. Além das palavras, além das ideias compreensíveis.
Segundos estão se fundindo em minutos e corações estão se chocando e mãos estão agarrando e eu tropecei em um planeta e não sei mais de nada, eu não sei de nada porque nunca nada será capaz de se comparar a isto. Nada nunca vai captar a maneira como estou me sentindo agora.
Nada mais importa.
Nada além deste momento e a boca dele no meu corpo, as mãos dele na minha pele, os beijos dele em lugares novíssimos deixando-me total e garantidamente louca. Eu grito e me agarro a ele, morrendo e de alguma forma sendo trazida de volta à vida no mesmo momento, no mesmo fôlego.
Ele está de joelhos.
Eu mordo os lábios para segurar um gemido preso na minha garganta logo antes de ele me erguer e me carregar para a cama. Ele está imediatamente em cima de mim, beijando-me com um tipo de intensidade que me faz perguntar por que eu não morri ou peguei fogo ou acordei deste sonho ainda.
Ele está descendo as mãos pelo meu corpo só para subi-las de novo para o meu rosto e ele me beija uma vez, duas vezes, e seus dentes prendem meu lábio inferior por apenas um segundo e eu estou agarrada a ele, enrolando meus braços em torno do seu pescoço e passando as mãos pelo seu cabelo e puxando-o para mim. Ele tem um sabor tão doce. Tão quente e doce e eu fico tentando dizer seu nome, mas nem encontro tempo para respirar, muito menos para dizer uma única palavra.
Eu o empurro para cima, tirando-o de mim.
Abro a camisa dele, minhas mãos tremendo e se atrapalhando com os botões e fico tão frustrada que simplesmente a rasgo, botões voando para todo lado e não tenho a chance de empurrar o tecido para fora do corpo dele antes de ele me puxar para o seu colo. Ele prende minhas pernas ao redor do seu quadril e me deita para trás até o colchão estar embaixo da minha cabeça e ele se inclina sobre mim, aninhando meu rosto em suas mãos, seus polegares são dois parênteses em volta da minha boca e ele me puxa mais para perto e me beija, beija até o tempo tropeçar e minha cabeça girar até o esquecimento.
É um beijo pesado e inacreditável.
É o tipo de beijo que inspira estrelas a subirem ao céu e iluminarem o mundo. O tipo que demora para sempre e não demora tempo algum. As mãos dele estão segurando minhas bochechas e ele se afasta apenas para me olhar nos olhos e seu peito está arfando quando ele diz “eu acho”, ele diz, “que meu coração vai explodir” e eu desejo, mais do que nunca, saber como guardar momentos assim e revisitá-los para sempre.
Porque isto.
Isto é tudo.

22 comentários:

  1. MEO DEOS FINALMENTE AEEE CARAMBA BOA MINHA FILHA APROVEITA ESSE GOSTOSAO AEE PQ MDS FIQUEI ESPERANDO 1 ANO PRA TU TOMAR CORAGEM MAS FINALMENTE...

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  2. que tensoooooo , aleluia ela se decidiu

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  3. AAAAAAH *hiperventilando*

    Até que enfim uhull \o

    Cadê o Team Warner pra comemorar agora hein? 😍

    Carla

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  4. Uhuuuuuuuuuuuuu
    Aleluaaaaaaa
    Bia

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  5. 👏👏👏👏👏👏❤❤💜

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  6. cara ainda bem finalmente .ela se tocou q ele e o homem da vida dela.

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  7. KRL MANO, FINAAAAAAAAALMENTE *soltando fogos d artifícios* FINALMENTE A JUJU TOMOU VERGONHA NA CARA E ADMITIU QUE AMA O MOZÃO E FOI MELHOR DO QUE EU ESPERAVA e.e
    #TeamWarner
    #TeamJuliner
    #TeamWarner
    #TeamJuliner
    #TeamWarner
    #TeamJuliner

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  8. Uhuuulll. .... finalmente! !!!
    Bianca

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  9. MEU DEUS. ACONTECEU!! AAAAAHHHHHHHH ♥♥♥♥♥♥♥♥♥

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  10. Parem o mundo, soltem os fogos!
    Aleluia! Aleluia! Aleluia!
    É pra glorificar de pé igreja!
    Amém irmãos!

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  11. Mano gritei tanto de emoção que meus cachorros saíram correndo de perto de mim kkkkkkkkkkk
    Finalmente

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  12. Aeeeeeee! Que lindos😍😍😍😍😍

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  13. MEEEEEEEOOOO DEEEEEEEEEEUUUUUUUUUS QUE CAPÍTULO M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O

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  14. Simmmmm.🎉🎉🎉🎉🎉🎉
    Finalmente Ju
    #TEAM WARNER 😍😍😍

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  15. Finalmenteeeeeee 😘😘😘😘😘

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  16. FINALMENTE

    #TEAMWARNER

    ass: Elisa anjo caído

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  17. Finalmente meu amores 😍😍😍👏
    Desde o início meu coração se apaixonou por Warner 💗😍😍👏
    Melhor capítulo do livro inteiro 😹🙈😍

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Boa leitura :)