2 de janeiro de 2017

3

Eu poderia tocá-lo daqui.
Seus olhos, azul-escuros. Seu cabelo, castanho-escuro. Sua camiseta, muito apertada nos lugares certos, e seus lábios, seus lábios dobram-se para cima, para apertar o interruptor que acende o fogo em meu coração, e eu não tenho nem tempo de piscar e soltar o ar antes de estar presa em seus braços.
Adam.
— Ei, você — ele sussurra, bem perto de meu pescoço.
Eu seguro um arrepio enquanto o sangue sobe para corar meu rosto e, por um momento, apenas esse momento, eu largo meus ossos e permito que ele me segure.
— Ei.
Eu sorrio, inalando o aroma dele.
Voluptuoso, é o que isto é.
Quase nunca ficamos sozinhos. Adam está dormindo no quarto de Kenji com seu irmãozinho, James, e eu divido o dormitório com as gêmeas curandeiras. Temos, provavelmente, menos de 20 minutos antes de elas voltarem para o quarto, e eu pretendo aproveitar ao máximo essa oportunidade.
Meus olhos se fecham.
Os braços de Adam envolvem minha cintura, puxando-me mais para perto, e o prazer é tão enorme que mal posso evitar que meu corpo trema. É como se minha pele e meus ossos estivessem sedentos por contato, carinho, interação humana por tantos anos que não sei como me acalmar. Sou uma criança faminta tentando encher o estômago, devorando meus sentidos no prazer quase imoral desses momentos como se eu fosse acordar de manhã e perceber que ainda estou varrendo o borralho para minha madrasta.
Mas Adam, então, aperta os lábios contra minha cabeça e minhas preocupações colocam um vestido chique e fingem ser outra coisa por um instante.
— Como você está? — pergunto, e é muito constrangedor porque minhas palavras já estão trêmulas, embora ele mal tenha me segurado, mas não consigo me soltar dele. Nunca quero soltar. Nunca. Nunca nunca.
A risada chacoalha o corpo dele, macia e sonora e permissiva. Mas ele não responde a minha pergunta e sei que não responderá.
Tentamos escapar juntos várias vezes, apenas para acabarmos pegos e castigados pela nossa negligência. Não podemos sair do quarto depois que as luzes são apagadas. Depois de nosso período de tolerância — uma indulgência concedida por conta de nossa chegada bastante abrupta — acabou, Adam e eu tivemos de seguir as regras como qualquer um. E há muitas regras a seguir.
Essas medidas de segurança — câmeras por toda parte, em cada canto, em cada corredor — existem para nos preparar no caso de um ataque. Guardas patrulham à noite, procurando qualquer barulho suspeito, atividade ou sinal de violação. Castle e sua equipe são vigilantes na proteção do Ponto Ômega e não estão dispostos a correr o menor risco; se um invasor chegar perto demais deste esconderijo, alguém terá de tomar toda e qualquer atitude necessária para afastá-lo.
Castle alega ter sido essa vigilância a responsável por mantê-los em segredo por tanto tempo, e, se eu for totalmente sincera, posso ver a lógica de ele ser tão rígido com isso. Porém, essas mesmas medidas severas me mantêm longe de Adam. Nós nunca nos vemos, a não ser no horário das refeições, quando estamos sempre cercados por outras pessoas, e todo tempo livre que tenho eu gasto trancada em uma sala de treinamento onde devo “controlar minha Energia”. Adam está tão descontente com a situação quanto eu.
Eu toco o rosto dele.
Ele inspira rapidamente. Vira-se para mim. Diz muito com os olhos, tanto que tenho de desviar o olhar, porque sinto tudo com uma força penetrante. Minha pele é supersensível, finalmente finalmente finalmente acordada e zumbindo de vida, cantarolando com sentimentos tão intensos que é quase indecente.
Não consigo nem esconder.
Ele vê o que faz comigo, o que acontece comigo quando seus dedos roçam minha pele, quando seus lábios ficam muito perto de meu rosto, quando o calor de seu corpo contra o meu força meus olhos a se fecharem e meus braços e pernas a tremerem e meus joelhos a cederem sob a pressão. Eu vejo o que isso faz com ele também, saber que ele tem esse efeito sobre mim. Ele me tortura às vezes, sorrindo enquanto demora demais para cruzar o espaço entre nós, deleitando-se com o som de meu coração chocando-se contra meu peito, com a respiração curta que luto com força para controlar, com a maneira como engulo cem vezes logo antes de ele se mexer para me beijar. Não posso nem olhar para ele sem me divertir com cada momento que tivemos juntos, cada memória dos lábios dele, do toque dele, do aroma dele, da pele dele. É demais para mim, demais, tanto, tão novo, tantas sensações maravilhosas que nunca conheci, nunca senti, nunca pude nem acessar antes.
Às vezes, tenho medo de que isso me mate.
Liberto-me dos braços dele; estou quente e fria e sem equilíbrio, esperando conseguir controlar a mim mesma, esperando que ele esqueça a facilidade com que me afeta, e sei que preciso de um momento para me recompor. Eu cambaleio para trás; cubro o rosto com as mãos e tento pensar em algo para dizer, mas tudo está tremendo e eu o vejo olhando para mim, olhando como se pudesse me aspirar por inteira em uma inspiração.
Não, é a palavra que penso ouvi-lo sussurrar.
Tudo que sei em seguida são os braços dele, o nervosismo desesperado da voz dele quando diz meu nome, e estou desfiando em seu abraço, estou esfarrapada e despedaçando e sem fazer qualquer esforço para controlar os tremores em meus ossos e ele está tão quente sua pele está tão quente e nem sei mais onde estou.
A mão direita dele sobe pela minha coluna e puxa o zíper que segura meu traje até que ele fique na metade das minhas costas e eu não ligo. Tenho 17 anos a compensar e quero sentir tudo. Não estou interessada em esperar e arriscar os quem-sabe e os e-se e os enormes arrependimentos. Quero sentir tudo, porque e se eu acordar e descobrir que esse fenômeno passou, que a data de validade chegou, que minha chance veio e foi embora e nunca vai retornar. Que essas mãos nunca mais sentirão esse calor.
Não posso.
Não vou.
Nem percebo que me comprimi contra ele até sentir o contorno de seu corpo sob o algodão fino de suas roupas. Minhas mãos deslizam por baixo de sua camisa e ouço sua respiração tensa, sinto os nervos de seu corpo se retesarem e olho e vejo os olhos dele fechados e contraídos, seus traços presos em uma expressão que parece um tipo de dor e, de repente, as mãos dele estão no meu cabelo, desesperadas, os lábios tão perto. Ele se inclina e a gravidade sai do caminho dele e meus pés deixam o chão e eu flutuo. Estou voando, ancorada por nada além desse furacão em meus pulmões e o coração dele batendo um pulo um pulo um pulo rápido demais.
Nossos lábios
tocam-se
e sei que vou me rasgar nas costuras. Ele está me beijando como se tivesse me perdido e tivesse me encontrado e eu estivesse escorregando e ele nunca fosse me soltar. Quero gritar, às vezes, quero desfalecer, às vezes, quero morrer consciente de que eu soube como era viver com esse beijo, esse coração, essa explosão suave que me faz sentir como se tivesse tomado um gole de sol, como se tivesse comido as nuvens oito, nove e dez.
Isto.
Isto me faz doer em toda parte.
Ele se afasta, está respirando com dificuldade, suas mãos escorregam debaixo do material macio de meu traje e ele está tão quente sua pele está tão quente e acho que já disse isso mas não consigo lembrar e estou tão distraída que quando ele fala eu não entendo bem.
Mas é alguma coisa.
Palavras, graves e roucas em meu ouvido, mas eu entendo pouco mais do que uma declaração ininteligível, consoantes e vogais e sílabas quebradas misturadas. As batidas do coração dele ressoam por todo seu peito e caem dentro do meu. Seus dedos estão traçando mensagens secretas em meu corpo.
Suas mãos deslizam para baixo, pelo tecido macio e acetinado deste traje, escorregando para a parte interna das minhas coxas, ao redor da parte de trás dos meus joelhos e para cima e para cima e eu imagino se é possível desmaiar e ainda ficar consciente ao mesmo tempo e aposto que essa é a sensação de hiper, hiperventilar quando ele nos puxa para trás. Ele bate as costas na parede.
Encontra onde apertar firme meus quadris. Puxa-me com força contra seu corpo.
Eu ofego.
Os lábios dele estão em meu pescoço. Seus cílios fazem cócegas na pele sob meu queixo e ele diz alguma coisa, alguma coisa que parece meu nome e beija minha clavícula subindo e descendo, beijos no arco de meu ombro, e seus lábios, seus lábios e suas mãos e seus lábios estão procurando as curvas e declives de meu corpo e seu peito está arfando e ele fala um palavrão e para e diz
Meu Deus, você é tão gostosa
e meu coração voou para a Lua sem mim.
Adoro quando ele me diz isso. Eu adoro quando ele diz que gosta de tocar em mim porque vai contra tudo o que ouvi a vida inteira e eu desejo poder colocar as palavras dele em meu bolso para tocá-las de vez em quando e lembrar-me da existência delas.
— Juliette.
Mal posso respirar.
Mal posso levantar o olhar e olhar reto e ver qualquer coisa além da perfeição absoluta deste momento, mas nada disso importa porque ele está sorrindo. Ele está sorrindo como se alguém tivesse pendurado as estrelas em seus lábios e está olhando para mim, olhando para mim como se eu fosse tudo, e eu quero chorar.
— Feche os olhos — ele sussurra.
E eu confio nele.
Então, concordo.
Meus olhos se fecham e ele beija um, depois o outro. Depois, meu queixo, meu nariz, minha testa. Minhas bochechas. As duas têmporas.
Cada
centímetro
de meu pescoço
e
ele se afasta tão rápido que bate a cabeça na dura parede. Algumas palavras de raiva escapam antes que ele possa impedi-las. Estou congelada, assustada e, de repente, com medo.
— O que aconteceu? — eu sussurro e não sei por que estou sussurrando. — Você está bem?
Adam se esforça para não fazer uma careta, mas está com a respiração acelerada e olhando ao redor e gaguejando.
— D-desculpe.
E agarra a parte de trás da cabeça.
— Foi... Quero dizer, eu pensei...
Ele desvia o olhar. Limpa a garganta.
— Eu... Eu pensei... Eu pensei ter ouvido alguma coisa. Pensei que alguém estava prestes a entrar.
É claro.
Adam não tem permissão para estar aqui.
Os meninos e as meninas ficam em alas diferentes no Ponto Ômega. Castle diz que é, principalmente, para garantir que as garotas se sintam seguras e confortáveis no lugar onde moram — em especial porque dividimos os banheiros — e, assim, em geral não tenho problema com isso. É bom não ter de tomar banho com homens velhos. Porém, fica difícil nós dois termos um tempo juntos... E durante qualquer tempo que conseguimos encontrar, estamos sempre superatentos para não sermos descobertos.
Adam encosta na parede e estremece. Eu estendo a mão para tocar a cabeça dele.
Ele se retrai.
Eu congelo.
— Você está bem...?
— Sim.
Ele suspira.
— Eu apenas... Quero dizer...
Ele balança a cabeça.
— Não sei.
Ele baixa a voz. Os olhos.
— Não sei que diabos está errado comigo.
— Ei.
Eu roço as pontas dos meus dedos na barriga dele. O algodão de sua camisa ainda está morno com o calor de seu corpo e eu tenho de resistir à ânsia de enterrar meu rosto nele.
— Tudo bem — digo. — Você estava apenas sendo cuidadoso.
Ele sorri um sorriso estranho e triste.
— Não estou falando da minha cabeça.
Eu o encaro.
Ele abre a boca. Ele a fecha. Ele a força a abrir de novo.
— É... Quero dizer, isto...
Ele faz um gesto entre nós dois.
Não termina. Não olha para mim.
— Não entendo.
— Estou perdendo a cabeça — ele diz, mas sussurra como se nem estivesse certo de que estava falando aquilo.
Eu olho para ele. Olho e pisco e viajo em palavras que não posso ver e não posso encontrar e não posso falar.
Ele está balançando a cabeça.
Agarra a parte de trás da cabeça e parece constrangido e estou me esforçando para entender o porquê. Adam não fica constrangido. Adam nunca fica constrangido.
A voz dele está grossa quando ele por fim fala:
— Esperei tanto para ficar com você — ele começa. — Eu quis isso... Eu quis você por tanto tempo e, agora, depois de tudo...
— Adam o que vocês está d...
— Não consigo dormir. Não consigo dormir e penso em você o tempo... o tempo todo e não posso...
Ele para. Pressiona a parte de baixo das mãos contra a testa. Fecha os olhos e aperta-os. Vira-se na direção da parede para eu não ver seu rosto.
— Você deve saber... Você tem de saber — ele diz, as palavras ásperas, parecendo esgotá-lo — que eu nunca quis nada como quis você. Nada. Por causa disso... disso... Quero dizer, meu Deus, eu quero você, Juliette, eu quero... Eu quero...
As palavras vacilam conforme ele se vira para mim, os olhos brilhantes demais, a emoção corando a superfície de seu rosto. O olhar dele demora-se nas linhas de meu corpo, tempo suficiente para acender um fósforo no fluido de isqueiro que flui em minhas veias.
Eu pego fogo.
Quero dizer alguma coisa, alguma coisa certa e firme e tranquilizadora. Quero dizer a ele que entendo, que quero a mesma coisa, que eu o quero também, mas o momento parece tão carregado e real e urgente que quase tenho certeza de que estou sonhando. É como se eu tivesse apenas minhas últimas letras e tudo que tenho são os “ q” e os “ z” e acabei de lembrar que alguém inventou um dicionário quando ele finalmente arranca os olhos de mim.
Ele engole em seco, com força, os olhos voltados para o chão. Desvia o olhar de novo. Uma de suas mãos está presa no cabelo, a outra está fechada contra a parede.
— Você não tem ideia — ele diz, a voz dissonante — do que faz comigo. O que me faz sentir. Quando você toca em mim...
Ele passa uma mão trêmula pelo rosto. Quase ri, mas sua respiração está pesada e irregular; ele não me olha nos olhos. Dá um passo para trás, fala um palavrão baixinho. Passa o punho para cima e para baixo da testa.
— Caramba. Que diabos estou dizendo? Merda. Merda. Desculpe... Esqueça isso... Esqueça que eu disse alguma coisa... É melhor eu ir...
Eu tento pará-lo, tento encontrar minha voz, tento dizer “Está tudo bem, tudo bem”, mas estou nervosa agora, tão nervosa, tão confusa, pois nada disso faz sentido. Não entendo o que está acontecendo ou por que ele parece tão incerto sobre mim e nós e ele e eu e todos esses pronomes juntos. Não o estou rejeitando. Nunca o rejeitei. Meus sentimentos por ele sempre foram muito claros... Ele não tem motivo para se sentir inseguro a meu respeito ou perto de mim, e eu não sei por que ele está me olhando como se algo estivesse errado...
— Eu sinto muito — ele diz. — Estou... Eu não devia ter dito nada. Apenas estou... estou... Merda. Eu não devia ter vindo. É melhor eu ir... Eu tenho que ir...
— O quê? Adam, o que aconteceu? Do que você está falando?
— Foi uma péssima ideia — ele afirma. — Sou tão idiota... Nem deveria ter vindo até aqui...
— Você não é idiota... Está bem... Está tudo bem...
Ele ri, alto, insincero. O eco de um sorriso desconfortável demora-se em seu rosto quando ele para, encara um ponto bem atrás de minha cabeça. Não diz nada por bastante tempo, até finalmente falar:
— Bem — ele começa; tenta parecer alegre. — Não é o que Castle pensa.
— O quê?
Eu ofego, pega de surpresa. Sei que não estamos mais falando de nosso relacionamento.
— É.
As mãos dele estão, de repente, nos bolsos.
— Não.
Adam balança a cabeça para cima e para baixo. Encolhe os ombros. Olha para mim e desvia o olhar.
— Não sei. Acho que sim.
— Mas os testes... Estão... Quero dizer...
Não consigo parar de balançar a cabeça.
— Ele encontrou alguma coisa?
Adam não olha para mim.
— Ai, meu Deus — digo, e sussurro essas palavras como se sussurrar, de alguma forma, tornasse a situação mais fácil. — Então, é verdade? Castle tem razão?
Minha voz, aos poucos, está ficando mais aguda e meus músculos estão começando a ficar tensos e eu não sei por que esse sentimento parece medo, esse sentimento que se arrasta pela minha coluna acima. Eu não deveria ter medo se Adam tem um dom como o meu; eu devia saber que não poderia ter sido tão fácil, que não poderia ter sido tão simples. Essa sempre foi a teoria de Castle, que Adam pode tocar em mim porque ele também tem algum tipo de Energia que permite isso. Castle nunca achou que a imunidade de Adam à minha habilidade fosse uma feliz coincidência. Ele achava que tinha de ser mais que isso, mais científico do que isso, mais específico do que isso. Eu sempre quis acreditar que, simplesmente, tive sorte.
E Adam queria saber. Ele estava animado para descobrir, na verdade.
Porém, depois de começar os testes com Castle, Adam parou de querer falar a respeito. Ele nunca me deu nada além das notícias mais superficiais sobre a situação.
Algo está errado.
Algo está errado.
É claro que sim.
— Não sabemos nada definitivo — Adam me conta, mas posso ver que ele está se segurando. — Preciso fazer mais algumas sessões; Castle diz que ainda há mais algumas coisas que ele precisa... examinar.
Não deixo de perceber a forma mecânica como Adam dá essa informação. Algo não está certo e não acredito que não vi os sinais até exatamente agora. Eu não quis, entendo. Não quis admitir para mim mesma que Adam parece mais exausto, mais desgastado, mais extenuado do que eu já tinha visto. A ansiedade construiu um lar sobre seus ombros.
— Adam...
— Não se preocupe comigo.
Suas palavras não são duras, mas há uma urgência velada em seu tom que não posso ignorar, e ele me puxa em seus braços antes que eu tenha uma chance de falar. Seus dedos fecham meu zíper até eu ficar decentemente vestida.
— Estou bem — ele garante. — De verdade, quero apenas saber se você está bem. Se você está bem aqui, então eu também estou. Tudo está bem.
Ele recupera o fôlego.
— Certo? Tudo vai ficar bem.
O sorriso trêmulo em seu rosto faz minha pulsação esquecer que tem um trabalho a realizar.
— Certo — demoro um instante para encontrar minha voz. — Certo, claro, mas...
A porta é aberta e Sonya e Sara já estão na metade do quarto quando congelam, com os olhos fixos em nossos corpos enlaçados.
— Ah! — Sara diz.
— Hum — Sonya olha para o chão.
Adam fala um palavrão baixinho.
— Podemos voltar depois... — as gêmeas dizem juntas.
Elas estão saindo pela porta quando eu as paro. Não vou expulsá-las de seu próprio quarto.
Peço que elas não saiam.
Elas perguntam se tenho certeza.
Eu dou uma olhada no rosto de Adam e sei que vou me arrepender de perder até mesmo um minuto de nosso tempo juntos, mas também sei que não posso me aproveitar de minhas colegas de quarto. Este é o espaço pessoal delas, e está quase na hora de as luzes se apagarem. Elas não podem fica vagando pelos corredores.
Adam não está mais olhando para mim, mas também não me solta. Inclino-me para frente e deixo um beijo suave em seu coração. Ele por fim me olha nos olhos. Oferece-me um sorriso tímido e dolorido.
— Eu te amo — digo, baixinho, para que apenas ele me ouça.
Ele exala um suspiro curto e irregular. Sussurra “Você não faz ideia” e se afasta. Vira-se. Sai pela porta.
Meu coração está pulsando em minha garganta.
As meninas estão me olhando. Preocupadas.
Sonya está prestes a falar, mas, nesse momento
um interruptor
um clique
uma luz tremulante
e as luzes são apagadas.

26 comentários:

  1. Respostas
    1. Ele disse no primeiro livro quando ele e ela estão fugindo .-.

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  2. ...O Que Dizer???Pq Eu Estou Cabrera Com O Adam????
    Tem Alguma Coisa Errada...(=_=)

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    1. Nossa eu também estou achando que está acontecendo algo...Que ele tá escondendo algo...
      E pode parecer loucura mas realmente agora sinto falta do Wagner e quero mais que nunca qué ela fique com ele....😶

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  3. Aiiiii que raiva fala logo que também ama adam

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  4. Como ele nunca falou que a ama?
    Ele já falou sim

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  5. O relacionamento deles não vai pra frente, ta tudo tão estranho, eles estão na maior pegação, quase se comendo e aí do nada Adam se afasta, ele ta muito estranho e ainda tem o fato d que ele nunca fala "eu te amo" pra Juju, ou seja, ELA VAI FICAR COM O WARNER ~soltando fogos de artifício~

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  6. ESSA COCA EH FANTA ... ADAM TA PERDENDO TEMPO. AH SE FOSSE EU ...

    JUJU TE AMO !

    ASS: ISA

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    1. NÃO DUVIDO DA MASCULINIDADE DO ADAM.Ele está receoso.Descobriu ser portador da Energia/poder,e não entende ainda como funciona.O Adam teme que fazer sexo com a Juliette represente algum malefício em potencial para ambos.
      É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR.

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  7. Respostas
    1. Ai mds KKKKKKKKKKKKKKKK MORTAAAAAAAAAAAAAA IMAGINA SO "juliette nos n podemos fazer nada disso sabe... o motivo de eu sempre parar na hora h eh que eu tenho aids"

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    2. Acredito que nesse futuro em que história se passa,os preservativos não foram extintos.Embora eles possam ser de difícil acesso ao Adam.Eu descarto essa sua hipótese Lorany,embora tenha achado interessante e engraçada.

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  8. Warneeerrr... Cade vc?? Pq algo me diz que Adam ainda vai pisar na bola?

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  9. Kkkkkk morrendo com os comentários! Kkkkkkkk

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  10. problemas no paraiso, hein

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  11. Adam está escondendo algo... Pq ele nunca diz que ama ela? Já Warer...

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  12. Ele já falou q ama ela ss gente

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  13. Na hora do bem bom,na hora H...
    O cara decide fazer uma DE
    Aff!!! O Warner já teria resolvido a carência da Ju.
    😜😉😄😄😄

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  14. só eu q acho os dois meio pervertidos? qlqr tempo q passam sozinhos é isso :/

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    1. Acho que qualifica-los como pervertidos é exagero.
      Os dois se gostam,sentem-se seguros para 'avançar',então o que devia os impedir?

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  15. tinha esquecido de como esses dois são chatos e monótonos juntos, eu não consigo ver química.

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    1. Eu tbm n vejo graça nenhuma entre os dois, na verdade acho q o bj que a Ju compartilhou com o Warner teve mais fogo doq qualquer um q ela já tenha compartilhado com o Adam

      #TeenWarner

      -Evy

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  16. O Adam e o Warner são imunes ao toque da Juliette.Adam possuí Energia,então...o loirinho também?Que loucura!
    Depois desse capítulo,o Adam me deixou tão confusa quanto a Juliette.

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Boa leitura :)