7 de janeiro de 2017

Fanfic: Filha de Cronos


Sinopse:
Eu tinha uma vida normal, cheia de perdas, tragédias, romances e um punhado de pessoas que acho que deveria chamar de "Amigos", apesar de ser bem "feliz" com eles, mas após a tão sonhada viagem, algumas mortes e uma volta de amigos que eram para estarem mortos, acabo descobrindo quem realmente é minha verdadeira família e que tenho um pai que não agrada ninguém. Mas uma missão é concedida a mim e meus antigos amigos, onde as últimas memórias vem como um turbilhão... prometendo a companhia de muitos monstros.

Categorias: ação, aventura, ficção, Percy Jackson
Autora: Memynha01

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Capítulo I: Eu realmente estou odiando água


"Volte, volte, volte" - Uma voz me chama em meio ao nada.

Esta tudo escuro, mesmo sabendo que estava escuro tenho a ideia idiota de olhar para baixo e ver minhas roupas, mesmo que o meu maior problema fosse estar ali eu com osa meus maravilhosos instintos vou olhar para a minha roupa, não conseguindo ver nada, mas consigo sentir meus pés presos a terra e a água me encobrindo ate o inicio de meu pescoço, respiro com dificuldade daquele ar pesado como se fosse venenoso. Me sinto forte e ao mesmo tempo tenho a sensação de que vou desmaiar esta tudo tao escuro como se a própria escuridão fosse solida. Meus braços estão presos ao meu corpo de uma forma que não consigo me mexer, apesar de sentir que nada me prende. O medo começa a surgir de dentro pra fora. O que quer que esteja acontecendo não me parece algo normal. Sinto que tudo esta errado, principalmente comigo.

A água que antes estava sem nenhum movimento começa a borbulhar, apesar de manter a mesma temperatura que estava anteriormente, a terra treme como se estivesse rachando e se abrindo e algo começa a emergir da terra e da água. Um vulto de tamanho colossal surgiu, era semelhante a um gigante, não dava para ver a sua forma, mas vi seus olhos sem vida e ao mesmo tempo com aspecto imortal. Ele transmitia medo, e no momento, medo era o que eu menos precisava, acho que mais um pouco e eu me cagava em minhas roupas.

Então a minha preocupação voltou, com que roupa eu estava?

"Sua idiota, por que se preocupar com isso se tem um gigante medonho com olhos tão brancos quanto leite olhando para você?" Minha mente idiota gritava pra mim.

"Cala a boca sua idiota!" Gritei na minha cabeça, como se fosse me ouvir.

"Idiota em quem esta se xingando" Ela rebate e decido esquecer que ela existe, ou eu, ja estava confusa e fazendo umas caretas estranhas quando ele gritou.

" - Meio - Sangue insolente que só pensa em futilidades! Só não te mato agora por que e necessária no futuro, mas sua hora vai chegar, mas eu prometo que sua morte vai ser uma das maiores torturas registradas na historias.

Começo a me afogar aos poucos, não é como se afogar normalmente e sim como se ela estivesse me engolindo, não consigo gritar, mas por dentro o pânico me consome e as minhas grandes tentativas de sair de lá, mas não me movo enquanto vejo o gigante abrir um sorriso enquanto me afogo"

***

-Já tá pronta Emily? - Uma voz feminina me chama do lado de fora.

Acordo com um pulo e começo a desferir golpes de karatê e vejo que não tem nada na minha frente. Olho pelo ambiente em que estou e vejo o meu quarto. Errado. Este não é meu quarto e sim um dos quartos de hóspedes dos pais de Miri e do Theo. Os pais deles são médicos e interessantemente a casa é toda branca: Chão, teto, paredes, escadas, camas, toalhas, móveis, panelas, talheres, as próprias roupas. A falta de cor na casa me enjoa, mas é a vida quando seu namorado tem os pais loucos, já que não é problema pra mim, exceto a vontade de querer fazer um desenho em cada parede da casa só para dar um colorido, mas depois que miri desenhou uma borboleta no canto ao lado da geladeira por que foi desafiada pelo Theo, tenho medo que a mão deles quera me assassinar com a mesma cara que fez quando a Miri terminou o desenho. O que eu acho incrível foi como ela sempre consegue ver de longe as coisas insignificantes, minha mãe sempre diz que são coisas que as mães tem, mas tenho certeza que é paranoia. O Theo gosta de se vestir de preto para dar um contraste com o mundo - Ou com a casa dele, depende do ponto de vista. -, Já a Miri gosta de jogar cores para todos os lados, principalmente o neon.

- Não demoro, não se preocupe.

Eu nunca tinha certeza, Miri sempre dizia que eu vivia na minha própria realidade, onde tudo era mais rápido ou mais lento, eu sempre dizia que era coisa da cabeça dela por causa da sua TDAH, mas ela dizia que não por que eu também tinha, mas eu ainda conseguira me arrumar antes de arruinar todo o nosso dia na praia - Ou qualquer outro lugar que não fosse dentro de casa - que ele preparou para nos divertimos enquanto minha mãe não vinha para me buscar.

Me arrumei me sentindo um zumbi, lembrei daquele sonho medonho em que queria que fosse somente um sonho, mas foi tudo tão real que nem sei o que pensar, a água envenenada, o gigante medonho, a terra me engolindo. A pior parte foi que ele me disse que ainda não iria me matar, não tenho tanta certeza assim.

Arrumo o quarto, que estava uma bagunça, com roupas para todos lado e no canto a minha mochila, a única coisa organizada no quarto, guardando meu Livros Dos Sonho/Pesadelos. Sei que deveria escrever meus sonhos como faço sempre que os tenho desde pequena, mas não quero estragar o resto do dia deles, alias são nove horas, sete minutos e trinta e dois segundos...

Mas como eu sei exatamente quantas horas são?

Começo a me perguntar isso e de repente Miri abre a porta.

- Anda Emily, não temos todo o tempo do mundo, já são nove horas!

Olho para ela com minha cara assustada e digo:

- Quantas horas exatamente?

- Nove horas, sete minutos e quarenta, quarenta e um, quarenta e dois... Você entendeu. Theo já está enjoado por causa de sua demora e eu estou com fome, mas ele disse para todos comermos juntos e...

-Já entendi, O.K, O.K, estou descendo, mas esse lugar ta um furacão e...

Ela me arrasta para fora do quarto sem me ouvir e me faz descer até chegar ao último degrau quando para e corre até a cozinha batendo na mão de Theo e sentando.

-Tâ linda, Emily - Theo me vê e abre um sorriso enquanto desço as escadas e o vejo sentado na mesa.

Ele estava de bermuda e regata, sempre de preto e Miri estava ao seu lado vestida de preto com amarelo neon, parecendo uma abelha, mas isso seria um comentário maldoso, sendo minha melhor amiga só falarei daqui uns dez anos

-Deixe de ser exagerado, só coloquei uma bermuda e uma regata. - Sentei ao seu lado na mesa da copa e lhe dei um beijinho. - Você tem gosto de Nuttela.

-Você não gosta? - Ele me olhou descrente.

-Não tanto quanto gosto de você. - Já ia lhe dar outro beijo quando Miri cortou o clima:

-Serio, há pelo menos cinco quartos disponíveis, vão para um e me deixem comer em paz.

Começo a rir e ele fica corado.

-Tâ de TPM maninha?

-Se fosse eu não iria para praia com vocês!

- Nós vamos a praia hoje? - Pergunto em um tom assustado, que não passa despercebido por Theo:

-Tem paranoia com praias?

- Não foram só...

-Pesadelos? - Miri pergunta e assinto.

-Não faz mal, é só a gente não entrar na água. -Theo me olha com um sorriso, era isso que eu mais amava nele, me protegendo de tudo e fazendo tudo parecer especial, ele era tão irreal quanto a perfeição que havia em seu interior, onde eu ainda me perguntava Esse é meu namorado que cata lixo na praia, é bom em todos os esportes, cozinha e ainda é super atencioso com todos? As vezes quando estou perto dele me sinto um lixo. Mas não me sinto assim hoje, sinto que falta algo ao mesmo tempo em que tudo se encaixa, mas não é hora de pensar nisso, está na hora de curtir meu dia com meu namorado e minha melhor amiga.

***

-Não faça isso seu inútil! - Miri grita.

-Cale a boca Graecus! - Theo rebate.

Meu corpo gela na hora, eu conhecia esse termo. Era um termo romano para chamar os gregos, sobras das aulas de história do meu pai, mas não entendi o porque dele usá-lo. Mais uma coisa estranha da lista do dia.

Ele me coloca em seus ombros e sai gritando por aí feito louco, com Miri em seu encalço e eu me matando de rir, sinto minha mão nos seus ombros fortes enquanto ele segura minhas pernas com toda sua força para eu não cair de seus ombros. Estava balançando muito, mas não me importava, eu estava feliz e nada iria tirar isso de mim.

Eu achava.

E achar nunca dá certo.

Miri começa a tirar sua roupa e fica só de biquíni, que não me surpreende ser de um rosa choque com amarelo e verde água e franjinhas. Ela começa a nos perseguir e de repente todos caímos na água.

Mesmo estando no raso meu pânico sobe. Por que estou com medo de água?

Nunca tive medo de água, na verdade, sempre senti que ela me ouvia no lugar de todas as pessoas na face da terra. Sinto que meus pulmões estão cheios de veneno e fecho os olhos enquanto afundo, mas de repente sinto que algo me faz subir até a superfície e me joga na praia enquanto alguém me ajuda a vomitar, não ouso abrir os olhos para ver quem está me ajudando, somente vomito, vomito e vomito, diminuindo toda a sensação de fogo que há em meus pulmões.

Abro os olhos e me deparo com Miri enfiando algo na minha boca, tem gosto de brigadeiro com doce de leite ninho misturado com sopa de abóbora, faço uma careta, mas Miri não sorri e sim, continua olhando sobre o meu ombro com uma expressão de medo misturada com pavor e determinação. Tento olhar para trás, mas ela segura meus ombros para eu me virar...

...e me deparo com Theo lutando com uma espada encurvada contra um corpo humanoide feito de água, e parecia que estava perdendo.
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