28 de janeiro de 2017

Fanfic: Always


Sinopse:
Ser novato em uma escola desconhecida não é legal para ninguém. Pior é  ser o centro das atenções e conseguir irritar  a veterana. Também não é legal. mudar de casa, pais, deixar os amigos, o garoto que tanto sonhava  que finalmente notara sua presença. Valentina tem  que começa do zero, se envolve em conflito com  a veterana que vai fazer de sua vida um inferno mal saber ela que valentina é o diabo em forma de anjo, romance, aventura, bad boy, rock roll. venha se aventurar também.

Categorias: ficção, romance, adolescência, história original
Autora: Aryelli Alves
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Capítulo 1


Uma das milhares de torturas dos tempos contemporâneos, é submeter um jovem a acordar cedo para a escola. Posso dizer agora mesmo que isso está no topo da minha lista.
Respiro fundo enquanto procuro com a mão o botão onde desliga essa invenção do capeta, cujo nome popular é despertador. Mais um longo dia se inicia e com ele minha preguiça de levantar da cama. A luz do sol entra pela janela iluminando todo cômodo que chamo de quarto e mostrando o quanto preciso arrumar essa grande bagunça! Nesse furacão tem tudo que se pode imaginar, desde caixas de mudança amontoadas a roupas espalhadas pelos quatro cantos. Faço um esforço para me levantar, mas meu corpo clama por cama, lençol e travesseiro, é segunda feira...Que mal tem dormir até mais tarde?
Viro de um lado para o outro sem conseguir voltar a dormir e bufo frustrada, no instante em que alguém bate na porta:
-Entra!!! - Falo um pouco alto demais.
-MEU DEUS! - E essas são as únicas palavras ditas por uma mãe prestes a explodir. Me espreguiço e sento para ver a cara da minha "rainha do drama" e vejo que seus olhos só faltam saltar das orbitas.
-Bom dia! - Digo, cínica. Ela não dá a mínima atenção pra mim e sai ajuntando as roupas espalhadas pelo chão, jogando logo depois em cima de mim. Bela ajuda a senhora me deu, mãe.
-Quando chegar da escola, quero que arrume esse quarto! - Iiih parece que alguém levantou com o pé esquerdo.
-Vou arrumar. - Respondo levantando da cama com um arrepio ao sentir meus pés encostarem no assoalho de madeira.
-Você disse isso há dois dias!
-Mais uma prova de que não se deve confiar na palavra de um adolescente. - Acho que meu raciocínio lógico não foi muito bem interpretado, pois ela me olha com pequenos pés de galinhas, por conta dos olhos serrados. -Okay! Arrumo hoje, promessa!
-Acho bom você ir se arrumar. - Diz, mudando de assunto. -Não vai querer se atrasar para o primeiro dia de aula.
Ah claro, o primeiro dia de aula de uma aluna estrangeira em uma escola totalmente diferente do que está acostumada, que maravilha!
Saio em disparada para o banheiro, não querendo dividir o banheiro. Estou com uma sensação estranha no estômago, talvez seja o nervosismo, senti algo parecido quando cheguei. Faz mais ou menos duas semanas que eu e minha família chegamos ao "EUA", morávamos no Brasil, mas por conta de uma proposta generosa de trabalho para meu pai, nos mudamos quase que imediatamente, deixando tudo para trás, parentes, amigos, vida. Não tive muita opção quanto a vir morar em São Francisco, parece uma cidade legal, porém não é nada comparado a minha antiga casa brasileira. A casa é boa e o bairro é tranqüilo, qualquer um ficaria feliz em morar aqui, excerto eu.
Termino de me arrumar e encaro meu reflexo no espelho. Não tem como negar que sou de outro país. Minha pele é morena, como se tivesse sido beijada pelo sol, tenho um cabelo longo modelado por densos cachos negros e um olhar de quem está curioso para saber mais. Sou única nesse lugar. Respiro fundo mais uma vez e procuro minha mochila em meio a zona. Encontro a esperta descansando próxima a porta e desço as escadas segurando o extenso corrimão de madeira, sentindo que estou a ponto de desmaiar, não queria ter de sair do meu casulo e enfrentar olhares curiosos de ninguém. Sigo em direção a cozinha, encontrando minha família em um amistoso café da manhã americano. Meu pai está lendo seu jornal e conversando baixinho com minha mãe sentada a mesa.
-Bom dia. - Fala, um senhor da pele bronzeada e semblante rígido.
-Bom dia. - Resmungo um pouco mal humorada.
-Bom dia! - Falam os 
gêmeos, ao mesmo tempo. Na boa, sempre acreditei nessas coisas de irmãos gêmeos que sentem o que o outro sente e essas coisas, só que esses dois já são demais! É meio difícil reconhecer quando estão juntos, e é absolutamente impossível quando estão separados, eles são idênticos! Agradeço aos céus por sua personalidade não ser a mesma também. Enquanto Lucas é o típico nerd, tímido que usa óculos, Pedro é o tagarela da família, o sem vergonha. Os dois obviamente puxaram para meu pai, ambos bronzeados com traços firmes e olhos claros, no Brasil, as garotas incluindo minhas amigas, caiam de amores por eles, não sei por que, se eu fosse cega e desesperada por um namorado, talvez até achasse eles bonitinhos também. Ambos estão cursando uma boa faculdade, por suas notas excelentes, conseguiram bolsas integrais em uma das faculdades mais prestigiadas de São Francisco.
-Seu café. - Diz, minha mãe cantarolando enquanto deposita ao meu lado um prato com torrada e geléia de morango e outro com ovos fritos e bacon, acompanhado de um suco de laranja.
-Obrigado! - Agradeço, por mim e pela minha barriga.
-Preparada para o primeiro dia, Pirralha? - Pergunta Pedro, se aproximando e roubando minha torrada. Minha torrada! A última pessoa que pegou na minha comida, não conseguiu tocar em alguma coisa por um bom tempo. Estou pensando seriamente em quebrar as suas pernas agora, mas meu plano vai para o brejo ao lembrar que meus pais estão presentes e que preciso me comportar feito um anjinho.
Pedro termina de comer a MINHA torrada e soca de leve o braço de Lucas, dizendo que já estava na hora de irmos.
Dou um "tchau" bem rápido para meus pais e acompanho os dois até seu Jipe verde. Abro a porta do banco de trás e me jogo no couro macio. Com os fones no ouvido, ouço minha playlist favorita, que esta tão dramática que só falta ficar olhando pela janela feito uma retardada sem rumo para se tornar um daqueles videoclipes deprês.
O carro para na frente da minha mais nova escola e desço do carro. Estou na merda, mal coloquei o pé no chão e todos já me olham como se fosse um E.T descendo da nave espacial.
-Esqueci de pegar o dinheiro com a mamãe, Pedro me dá dez dólares.
-Está escrito banco da pirralha na minha testa, por acaso?
-Não, mas acho que estou vendo algo. Ah não, é só "Sou idiota", tudo bem.
-Engraçadinha. - Ele continua me olhando como se eu fosse uma vitrine de artigos esportivos e reviro os olhos parando o olhar no meu irmão menos pão duro.
-Lucas?
-Aqui está, e não gaste tudo com balas, pode dar cárie.
-Eu sei bem onde vou enfiar essas balas. - Dou as costas para eles, com indiferença e aceno. -Tchau pra vocês.
O jipe vai embora, me deixando sozinha com os xeretas. Aja naturalmente, penso. Dou uma sacudida no cabelo e vou andando até a porta, não vou negar que estou um pouco envergonhada com os olhares, mas tento pensar positivamente e sigo até a secretaria.
Essa escola é enorme, mas graças a um mapa que achei na internet, pude localizar com facilidade o lugar onde deveria ir. Dou uma leve batida na porta e entro. Uma senhorinha de cabelos loiros e olhos claros me recebe com um caloroso sorriso:
-Bom dia, eu sou a secretária do diretor, você deve ser a aluna transferida.
-Sim, eh, vim buscar meu horário.- Falo, em um inglês não tão bom assim.
-Claro, senhorita Valentina Martins, correto? Aqui está, seja bem-vinda aos Estados Unidos e ao nosso Colégio. - Dou um sorriso amarelo em agradecimento e saio.
Volto para os corredores, percebendo que a movimentação dos alunos diminuiu bastante. Olho para meu horário e sigo para a sala onde estou destinada a permanecer durante todo o ano letivo. Aula de Inglês. Demoro um pouco para achar a tal sala, já que parece ter infinitas salas, posso ouvir os cochichos dos alunos que passam por mim e isso já me deixa estressada. Por acaso passei merda na cara antes de sair de casa? Depois de parecer uma vida andando pela escola, finalmente encontro a sala e entro. Sento-me no fundo onde parece ser mais seguro. Continuo tensa com os olhares em cima de mim, nem na sala tenho sossego. Deus só pode estar me punindo pelo que fiz com os dois chatos dos meus irmãos, penso e a aula tem inicio.
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4 comentários:

  1. Ah! foi por isso que a professora Albene me forçou a aprender coesão e coerência

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  2. Como eu faço pra continuar lendo? Não consigo achar esse livro na estante pelo celular.

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    Respostas
    1. O link está ali em cima, no final do post. Fanfics tem apenas o primeiro capítulo divulgados aqui

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