29 de dezembro de 2016

Capítulo 49

Assistindo o falso pregador, Will percebeu que, enquanto ele chamava Alseiass para mostrar um sinal para a congregação, ele olhava para a confusão de rochas na parte traseira da caverna – a um ponto a cerca de vinte metros da entrada do túnel onde Will e os outros estavam agachados, escondido pelas sombras.
Seguindo a direção de seus olhos, Will viu um lampejo de movimento. Depois houve o brilho opaco de luz refletida entre as pedras e ele percebeu a figura de um homem escondido pelas rochas dos adoradores abaixo dele.
Ele cutucou Halt e apontou. Quando o arqueiro mais velho olhou, uma bola de luz repentina parecia varrer através das paredes atrás do altar onde estava Tennyson. Houve um rápido suspiro coletivo de surpresa entre aqueles na multidão que haviam notado e, em seguida, um burburinho de conversa animado.
O raio de luz atravessou a caverna novamente, desta vez na direção oposta. Quando chegou a um ponto atrás de Tennyson, piscou três vezes e então arremessou para longe de novo e desapareceu. Desta vez, como a multidão estava alerta, mais pessoas enxergaram a luz e houve uma reação mais forte. Tennyson deixou a comoção diminuir um pouco, em seguida, ergueu a voz para falar sobre o murmúrio animado.
― Alseiass é o deus da luz e da iluminação! ― ele entoou. ― Sua luz da misericórdia pode ser vista até mesmo na escuridão dos confins do mundo. Vocês veem a sua luz?
Liderados pelas vestes brancas, a multidão tornou a chorar novamente.
― Louvamos a Alseiass! Louvado seja o deus da luz!
Halt acenou para Will e colocou a boca perto de seu ouvido.
― Ele tem um ajudante lá em cima com um espelho e uma lanterna ― ele sussurrou. ― Está refletindo a luz da lanterna nas paredes.
Will balançou a cabeça.
― Truque bem básico ― comentou.
Mas Halt encolheu os ombros.
― Ele está trabalhando. Todos eles podem “ver a luz”.
Ele fez um gesto para a pilha de pedras onde o homem estava escondido.
― Vá até lá e cuide dele. Silenciosamente.
Will começou a se afastar, então ele hesitou e virou-se de volta.
― Você quer que eu o apague?
Halt respondeu bruscamente, perguntando-se o motivo pela hesitação.
― Não. Eu quero que você o convide para jantar. É claro que eu quero que você o apague! Use seus strikers.
Will deu de ombros, infeliz.
― Eu não os tenho. Me empresta os seus?
Halt não pôde acreditar no que ouvia. Ele sibilou furiosamente para Will, preocupando Horace e Malcolm, que tinham certeza de que ele seria ouvido.
― O que quer dizer com não os têm? Eles fazem parte do seu kit, pelo amor de Deus!
Ele não podia acreditar que Will, um arqueiro totalmente qualificado, poderia ser tão indisciplinado a ponto de esquecer as suas facas. “Jovens”, pensou ele, sacudindo a cabeça. “Onde é que o mundo vai parar?”
― Eu os perdi ― respondeu Will.
Ele não acrescentou que tinha perdido os strikers tentando capturar Bacari vivo, a fim de salvar a vida de Halt. Mas pensou que o arqueiro mais velho estava sendo indevidamente severo, sob todas as circunstâncias.
― Você os perdeu? Você os perdeu? ― Halt repetiu. ― Você acha produzimos equipamentos valiosos para que você possa simplesmente perdê-los?
Will balançou a cabeça.
― Não. Mas eu...
Ele não conseguiu terminar. Horace interrompeu a discussão, um olhar incrédulo no rosto.
― Vocês podem parar com isso agora? ― perguntou ele em um sussurro feroz. ― A qualquer momento, alguém vai ouvir vocês.
Halt o encarou por um momento, então percebeu que ele estava certo. Ele enfiou a mão em um bolso interno e retirou uma de suas próprias facas, que ele empurrou para a mão de Will.
― Aqui. Toma! E não perca!
No altar, Tennyson estava novamente exortando a multidão a convidar Alseiass para mostrar-lhes um outro sinal. Houve um rápido lampejo de luz através da caverna, seguido por mais gritos de surpresa e admiração. Observando atentamente, Halt podia ver o vulto de Will subindo a pilha de pedras, parecendo fluir para cima em todo o amontoado de pedras como uma aranha gigante. Ele chegou ao local onde o ajudante de Tennyson estava agachado com a sua lanterna e espelho e fez uma pausa, escondido do homem, um metro ou menos de seu esconderijo.
― Mostre-nos sua luz novamente, Alseiass! ― Tennyson chorou. ― Vamos, essas pessoas sabem que são dignas de você!
Halt viu a figura da lanterna se mover ligeiramente, preparando-se para enviar outro flash de luz pela caverna. Então Will subiu atrás dele. O braço do arqueiro jovem subiu, em seguida, desceu, enquanto ele batia na cabeça do homem, logo atrás da orelha. O discípulo de Tennyson caiu para a frente sem emitir um som.
Will virou-se para Halt e levantou os polegares para cima. Halt acenou em reconhecimento, em seguida, fez um gesto para Will permanecer onde estava. Era uma boa posição tática, com uma visão clara da caverna, mas ainda escondida das pessoas abaixo.
― Alseiass! ― Tennyson chamou, um pouco mais alto e com uma ligeira tensão em sua voz. ― Vamos ver a tua luz!
Escondido entre as rochas, Will levantou o metal polido que o homem tinha utilizado como um refletor e apontou para ele, olhando interrogativamente na Halt. Quer que eu continue o trabalho dele, emita a luz piscando em toda a caverna, o olhar perguntava. Halt balançou a cabeça. Ele tinha outra ideia em mente e parecia ser uma oportunidade perfeita para colocá-la em prática.
― Alseiass! Precisamos ver a tua luz! ― Tennyson chamou.
Era mais um comando do que uma oração, Halt pensou. As pessoas da congregação estavam começando a olhar inquietas.
Halt inclinou-se para Malcolm e indicou uma grande pedra a poucos metros à sua esquerda.
― Eu vou passar para aquele pedregulho ― disse ele. ― Quando eu clamar a Tennyson, jogue uma de sua bolas de lama na minha frente.
Malcolm acenou compreendendo. Agachou-se, cautelosamente abaixou a caixa de madeira e abriu a tampa.
Halt deslizou através das sombras para a pedra que ele havia indicado. Malcolm pegou uma das bolas de dentro da caixa, fechou a tampa e ficou em pé novamente. Ele fez contato visual com Halt e o arqueiro acenou para ele. Malcolm viu Halt descartar sua capa e vestir a tiara de couro que Horace tinha feito – uma réplica da coroa simples de Clonmel. Usando seus dedos, ele penteou o cabelo mais ou menos para cada lado, dividindo-o no meio e segurando-o no lugar com o laço de couro.
Malcolm preparou a bola. Nesse momento, Tennyson implorou para Alseiass mais uma vez.
― Alseiass! Mostre-nos um sinal, nós imploramos a você!
Halt respirou fundo, então gritou com uma voz que soou através da caverna, produzindo ecos.
― Tennyson! Tennyson! Você é um falso e um mentiroso!
Cabeças se viraram, buscando a origem das palavras. À medida que elas o viam, Malcolm jogou a bola, arremessando-a do alto para a terra no local em frente a Halt. A areia que cobria o chão da caverna era relativamente suave. Mas a bola caiu a partir de uma altura considerável e, como Malcolm havia assinalado, era extremamente volátil.
Houve um estrondo muito alto, seguido por uma gigantesca nuvem de fumaça amarela escura. Um filete de areia e seixos, afrouxado pelas vibrações criadas pela explosão, deslizou do teto da caverna. Então Halt avançou, passando pela nuvem, e pessoas se engasgaram quando ele pareceu se materializar para fora da fumaça.
― Tennyson! Seu deus é falso! E você é um mentiroso!
Tennyson ficou completamente assustado com essa sucessão de eventos. Ele espreitou o interior enfumaçado da caverna para ver a figura de pé no fundo da caverna. Ele reparou no cabelo, repartido ao meio, preso para trás do rosto por uma tiara de couro simples e na bem aparada barba. De repente, com uma onda de medo, ele percebeu quem era.
― Você! ― ele gritou, antes que pudesse parar. ― Mas você está morto! Eu ma... ― Ele parou, um pouco tarde demais.
― Você me matou? ― disse a figura. ― Sim, você fez. Mas eu voltei. E eu quero a minha vingança.
― Não! ― Tennyson gritou, segurando uma mão como se para afastar a aparição diante dele.
Pego de surpresa, ele ficou completamente assustado com a visão do homem que ele acreditava estar morto. Que ele sabia que estava morto.
― Diga meu nome, Tennyson. Diga meu nome e eu posso poupar você ― Halt exigiu.
― Não pode ser você! ― Tennyson gritou.
Mas a dúvida era evidente em sua voz. Além de um breve encontro, ele nunca tinha visto Halt de perto e o cabelo do arqueiro e sua barba eram longos e desgrenhados. Mas ele reconheceu Ferris quando o viu, e a voz, com seu distinto sotaque hiberniano, era imediatamente reconhecível. E ele sabia que Ferris estava morto. O assassino genovês tinha garantido-lhe o fato. Ele havia atirado em Ferris por trás, com a seta envenenada de uma besta. Não havia nenhuma possibilidade de que o rei pudesse ter sobrevivido. No entanto, ali estava ele, clamando por vingança. E havia apenas um modo disso ser possível. Ferris voltou de seu túmulo.
Halt avançou, forçando seu caminho através dos adoradores reunidos. Eles abriram caminho, uma vez que sentiram a insegurança e o medo de Tennyson.
― Diga meu nome! ― Halt exigiu.
À medida que avançava, Tennyson recuou alguns passos. Olhou desesperadamente para um de seus vestes brancas, um bandido pesadamente armado com uma maça pontiaguda.
― Detenham-no! ― ele gritou, sua voz embargada de medo.
Seu capanga começou a seguir em frente, levantando o bastão na mão direita. Em seguida, o rosto contorcido de dor, a perna direita desmoronou debaixo dele. A arma caiu de seu lado quando ele caiu desajeitadamente para a areia, agarrando a flecha que de repente apareceu na sua coxa.
― Bom rapaz, Will ― Halt murmurou para si mesmo.
As pessoas sussurravam ao seu redor com medo e recuaram ainda mais. Na penumbra da caverna, nenhum deles tinha visto a flecha em voo. E apenas alguns deles poderiam vê-la agora. Tudo o que eles sabiam era que uma das vestes brancas de Tennyson havia sido derrubada de repente.
Tennyson viu a flecha, e agora ele sentiu de um novo medo. A próxima flecha podia muito bem estar apontada para ele. E ele sabia que o misterioso arqueiro encapuzado que havia seguido seus passos em Dun Kilty e através de Céltica muito raramente errava o que mirava.
― Ferris? ― ele disse, hesitante. ― Por favor... Eu não...
O que quer que ele estivesse tentando dizer, ele não teve chance de terminar. Halt parou e jogou os braços largamente.
― Você quer me parar, Tennyson? Então peça a Alseiass para fazer isso. Eu sou um fantasma. Ele é um deus. Certamente, ele supera a mim?
Sua voz foi pesada com sarcasmo.
― Então vamos lá! Vamos pedir para Alseiass parar-me. Peça a ele para matar-me com um raio! Vá em frente!
Tennyson não poderia fazer tal coisa, claro. Ele hesitou, olhando para as vestes brancas. Mas eles não estavam dispostos a ir em frente, tendo visto o seu companheiro ser atingido por uma na flecha na escuridão. Além disso, aqueles que tinham seguido Tennyson de Hibernia haviam visto Ferris antes, e certamente era ele, de pé diante deles na caverna, desafiando Tennyson.
― Você não vai chamá-lo? ― Halt disse. ― Bem, eu vou fazer isso para você! Então, Alseiass! Você é uma farsa e uma fraude e você não existe! Prove que estou errado e me mate!
Uma comoção assustada correu por entre a multidão e os mais próximos a Halt se afastaram ainda mais, com medo que Alseiass pudesse de fato atingi-lo com um raio. Mas, como nada aconteceu, e como não houve resposta à sua blasfêmia, começaram a olhar com desconfiança para o profeta que tinha vindo a eles pregando a palavra de Alseiass.
Eles começaram a murmurar entre si. A atmosfera na caverna de repente estava cheia de suspeita. Sentindo que era o momento certo, Halt dirigiu-se diretamente para eles agora, virando as costas para a figura sobre o altar.
― Se Alseiass é real, que ele me mate agora! Deixe ele mostrar o seu poder. Tennyson lhes disse que Alseiass pode protegê-los dos bandidos que estão atacando suas casas e aldeias. Como ele pode fazer isso se ele não consegue nem responder a um simples desafio como este? ― ele olhou para o teto da caverna. ― Venha, Alseiass! Vamos ouvi-lo! Golpeie-me abaixo! Jogue tua luz em mim! Faça alguma coisa! Qualquer coisa!
Um expectante silêncio caiu sobre o povo na caverna. Eles esperaram, mas nada aconteceu. Finalmente, Halt balançou a cabeça e olhou ao redor para as pessoas olhando para ele. Deixou cair o sotaque hiberniano que estava usando e falou em sua voz normal.
― Pessoas de Araluen, vocês viram por si mesmos que este assim chamado Deus não tem poder real. Isso porque ele não é um deus real. Ele é uma farsa. E aquele homem ― disse ele, sacudindo o polegar em direção de Tennyson ― é uma fraude, um ladrão e um assassino. Ele assassinou o rei de Hibernia, o rei Ferris, que, coincidentemente, se parece muito comigo. Vocês o ouviram chamar-me Ferris. Vocês viram como ele estava apavorado quando pensou que eu fosse Ferris, de volta do túmulo. Por que ele iria se sentir assim se não tivesse sido aquele que matou Ferris?
Tennyson, que tinha ficado amedrontado diante do que ele acreditava ser um fantasma, ergueu-se lentamente, inclinando-se para a frente para olhar mais de perto, percebendo finalmente que ele tinha sido enganado. Ele podia ver que as palavras de Halt estavam chegando às pessoas que se reuniam na caverna, lentamente, virando-as contra ele.
― Ele lhes disse que ele está aqui para protegê-los dos bandidos que estão invadindo esta área. Ele não lhes disse que aqueles bandidos estão realmente trabalhando de mãos dadas com ele. E ele pediu-lhes seu ouro e joias para que pudesse construir o seu altar, não foi?
Ele olhou para os rostos ao seu redor. Pessoas assentiam com a cabeça em confirmação. Então, a confusão e a dúvida em seus rostos começaram lentamente a dar lugar à desconfiança e raiva.
― Deem uma olhada nesse altar e vocês vão descobrir que é simplesmente madeira revestida com uma fina camada de ouro. E as joias são falsas. O verdadeiro tesouro está na bolsa de Tennyson, pronto para o dia quando ele e seus amigos forem embora.
― Ele está mentindo! ― Tennyson, de repente encontrou sua voz.
O estranho tinha admitido que não era um fantasma e a confiança de Tennyson começou a voltar. Ele sabia que poderia influenciar uma multidão quando se tratava de uma disputa de palavras. Afinal de contas, essa pessoa era um desconhecido, um ninguém.
― Ele está mentindo! Alseiass tem protegido vocês! Vocês sabem disso! Agora vem esse estranho entre vós e blasfema o deus e me acusa. Vocês me conhecem. Vocês conhecem Alseiass. Mas quem é ele? Um estranho. Um andarilho. Um vagabundo!
― Um arqueiro do rei! ― Halt interrompeu e não houve mais zumbido de juros a partir da multidão.
Ele enfiou a mão na camisa e tirou a Folha de Prata em sua corrente, mostrando para as pessoas mais próximas a ele. Eles se esticaram para frente para olhar e, em seguida, confirmaram o fato aos mais distantes.
Tennyson observava a reação, intrigado. Mas esta não era Hibernia, onde os arqueiros eram desconhecidos e não tinham status. Esta era Araluen, onde todos sabiam do Corpo dos Arqueiros. Em Araluen, algumas pessoas podiam ficar nervosas ao redor dos arqueiros. Mas todos os respeitavam e sabiam que eles eram os principais restauradores da paz do rei.
― Meu nome é Halt.
Halt continuou, erguendo a voz. Se a notícia de que ele era um arqueiro havia causado um rebuliço, o nome “Halt” teve um efeito ainda maior. Halt era famoso em todo reino. Ele era uma lenda. Aqueles que tinham se afastado dele quando ele desafiou Alseiass agora começaram a se aproximar para conseguir dar uma olhada mais de perto.
Halt decidiu aumentar as coisas um pouco. Ele apontou para a amontoado de rochas, onde Will estava escondido.
― E lá em cima está outro arqueiro que vocês podem ter ouvido falar. Will Tratado.
As pessoas se viraram para a direção apontada e Will levantou-se lentamente de sua posição nas rochas. Eles podiam ver o famoso manto e o inconfundível arco de um arqueiro pertencente ao Corpo dos Arqueiros. Ele empurrou o capuz para trás agora, para que pudessem ver seu rosto na penumbra. Se as pessoas tinham mostrado interesse no nome de Halt, foi redobrado quando ele mencionou Will. Eles não estavam tão longe de Macindaw, onde Will tinha derrotado uma invasão scotti.
Halt podia ser uma lenda nacional, mas Will Tratado era um herói local.
― Nós viemos perseguindo esse homem ― Halt indicando Tennyson mais uma vez ― por meses. Ele assassinou Ferris, rei de Clonmel. Roubou do povo de Hibernia e fugiu para Picta. Agora está aqui para roubar de vocês – ele e seus comparsas que estavam aqui antes dele. Provavelmente, eles já mataram os amigos e os vizinhos de vocês.
Novamente, houve uma reação irada da multidão. As pessoas tinham sido mortas pelo grupo de bandidos que trabalhava em paralelo com o culto de Tennyson. Agora, os presentes começaram a perceber quem realmente havia sido o responsável.
― Vocês foram enganados ― Halt disse-lhes, após os murmúrios raivosos terem cessado. ― E nós estamos aqui para levar Tennyson e sua gangue em custódia. Mas, primeiro, queria provar para vocês que Tennyson é uma fraude e que Alseiass, o deus que ele finge cultuar, é uma farsa. Se vocês optarem por ficar ao lado dele, tudo bem. Mas se não, vou dar a vocês a chance de sair agora. Virem as costas para ele e saiam agora.

3 comentários:

  1. jantar. É claro que eu quero que você o apague! Use suas "facas".Na ferramenta q os arqueiros usam pra nocautear são os "striker's"q o Will perdeu tentando acertar o genovês

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Boa leitura :)