18 de dezembro de 2016

Capítulo 32

Ferris ficou branco. Horace viu a cor literalmente escorrer de seu rosto e sua mão foi até seu rosto, em um gesto involuntário de choque. Depois de inicialmente recuar, o rei assumiu o controle de si mesmo e se adiantou um passo, olhando para o rosto do homem, de barba grisalha desagradável que estava diante dele.
— Irmão?  disse ele. — Mas você não pode...
Ele parou, em seguida, tentou tomar posse de si mesmo mais uma vez, tentou assumir um ar de mistificação digna.
— Meu irmão está morto. Ele morreu há muitos anos  disse ele, a convicção em sua voz crescendo enquanto ele falava.
Ele fez um pequeno sinal com a mão direita e Horace ouviu a porta abrir atrás de si, ouviu vários conjuntos de passos apressados no piso de pedra e sabia que Sean Carrick e um pequeno grupo de homens em armas tinham entrado na sala do trono. Ele estava certo sobre os observadores invisíveis, ele pensou sombriamente.
— Sua Majestade, está tudo bem?  Sean Carrick perguntou.
Halt olhou por cima do ombro para o grupo de homens armados. Ele deu um passo um pouco mais perto de Ferris. Instintivamente, o rei começou a recuar a um ritmo correspondente. Então ele pareceu perceber que, ao fazê-lo, estava dando Halt a mão superior. Ele parou, olhando Halt cautelosamente. Halt falou baixinho para que apenas seu irmão e Horace pudessem ouvir suas palavras.
— Se você está assustado, irmão, então vamos deixar Sean ficar. Ele tem o direito de me ouvir. Mas se você quer que seus homens ouçam o que estamos prestes a discutir, e eu não acho que você gostaria, os envie para fora novamente, onde se pode ver, mas não escutar.
Ferris olhou para ele, então com os homens armados que estavam prontos na porta. Halt e Horace estavam ambos desarmados, ele percebeu, enquanto ele estava usando sua espada. Sean Carrick também estava armado e Ferris sabia que seu assistente era o mais capaz espadachim. Essa era uma das razões pela qual Sean ocupava a posição que ele ocupava.
Anos de culpa e medo, muito reprimido, agora nadavam até a superfície de sua mente. Ele percebeu instintivamente que não queria que seus soldados ouvissem tudo o que Halt tinha planejado dizer. Ele sabia que não ia mostrar-se em qualquer luz favorável. De repente, ele decidiu.
— Sean!  ele chamou. — Dispense os homens aos seus postos e fique perto de mim.
Carrick hesitou e Ferris se virou para olhar diretamente para ele.
— Faça isso  ele ordenou.
Carrick ainda hesitou um segundo ou dois, em seguida, acenou para os homens. Enquanto eles se viravam e marchavam para fora do quarto, Sean esperou até as portas se fecharem atrás deles, depois caminhou para a frente para ficar ao lado do rei.
— Tio  disse ele, confirmando a suspeita anterior de Halt — qual é o problema? Quem é este homem?
Ele estava olhando para Halt, franzindo a testa. Desde as posições relativas dos três homens, Halt e Ferris de frente para o outro, Horace de pé um ou dois passos para trás, era óbvio agora que o cavaleiro araluense não era o líder aqui, mas o seguidor. E agora, Sean tinha o mesmo sentimento que teve antes, que havia algo muito familiar sobre o menor homem.
Halt virou-se para enfrentá-lo.
— Tio?  disse ele. — Você seria filho de Caitlyn então?
Sean assentiu.
— O que você sabe da minha mãe?  ele perguntou, seu tom defensivo e um pouco nervoso.
Ferris soltou um suspiro profundo de angústia e afastou-se, movendo-se para se sentar num banco baixo ao lado do trono, com a cabeça nas mãos.
— Ela era minha irmã  Halt disse a ele. — Eu sou seu tio também. Meu nome é Halt.
Sean rejeitou veementemente a declaração.
— Meu tio Halt está morto. Ele morreu há vinte anos atrás!
Ele olhou para o rei por uma confirmação. Mas o rosto de Ferris permaneceu em suas mãos e ele se recusava a olhar para cima e encontrar o olhar de Sean. Ele balançou a cabeça várias vezes de lado a lado, como se tentando negar a cena diante dele.
A convicção de Sean começou a vacilar e ele olhou mais de perto o homem pequeno, um pouco atarracado na capa manchada. A barba era cheia e cobria o rosto. E o bigode era pesado também. Mas se esse espanador de cabelo desgrenhado fosse puxado para trás como o de Ferris era...
Sean sacudiu a cabeça agora. As características eram as mesmas. Elas estavam mais definidas no rosto do desconhecido. Em Ferris, elas foram um pouco embaçadas pela carne extra que ele carregava.
As características de uma pessoa são alteradas por suas ações durante sua vida, ele sabia. O rosto é uma tela, onde o ano pinta suas marcas. Mas você se pudesse descascar o efeito dos anos destes dois rostos, remover os excessos, as alegrias, as dores, as vitórias e as decepções de vinte anos ou mais, então ele percebeu que eles seriam idênticos.
E se você olhar para além dos rostos para os olhos...
Os olhos! Eles eram os mesmos. No entanto, de uma maneira importante, eles eram diferentes. Ferris, ele sabia, nunca poderia satisfazer o seu olhar por mais de alguns segundos de cada vez. Seus olhos se deslizavam afastando de sua incerteza. Era por isso que Ferris atribuía grande importância pelo fato de que as pessoas não deviam olhar diretamente na cara de um rei. Mas os olhos deste homem eram firmes e inabaláveis. E quando Sean Carrick olhava para eles agora, ele viu outra coisa, um leve toque de humor sarcástico profundo por trás deles.
— Terminou de olhar?  Halt o perguntou.
Sean deu um passo atrás. Ele não estava totalmente convencido, mas sua mente não podia ignorar a evidência de que seus olhos estavam vendo. Ele virou-se para Ferris.
— Vossa Majestade? — disse ele. — Diga-me.
Mas a única resposta de Ferris foi um som gemido profundo, e uma onda ineficaz da mão. E nesse momento, Sean Carrick sabia. Um segundo depois, Ferris confirmou-o com uma palavra.
— Halt...  ele começou incerto, erguendo os olhos ao passado para olhar o seu irmão. — Eu nunca quis lhe causar qualquer dano. Você tem que acreditar nisso.
— Ferris, você está deitado num saco de esterco. Você significou-me um grande dano. Você queria me matar.
— Não! Quando você saiu eu mandei os homens atrás de você para encontrá-lo! — Ferris protestou. Halt riu, um som curto, latindo que não tinha humor.
— Eu aposto que você fez! Com ordens para terminar o que tinha começado!
Isso era demais para Sean. Nunca ninguém tinha tomado tal tom com o rei e o hábito de anos o fez intervir. Ele deu um passo em frente, interpondo-se entre Ferris e Halt, os olhos fechados em Halt, cada um deles dispostos a largar o seu olhar.
— Você não pode falar assim com o rei  Sean disse, com alguma força.
Halt sustentou o olhar por alguns segundos antes de responder calmamente.
— Eu não estou falando com o rei.  Ele apontou um dedo de desprezo para o irmão. — Ele está.
O pensamento era tão escandaloso, tão diretamente oposto a tudo o que Sean tinha vivido por toda a vida adulta, que o atingiu como um golpe físico. No entanto, ele percebeu que era verdade. Se esse fosse Halt, então ele era o rei legítimo de Clonmel, e Ferris era um usurpador. Nenhuma cerimônia de coroação e consagração poderia mudar esse fato básico. E quando ele olhou nos olhos Halt novamente, em seguida, tentou olhar para Ferris, só para ter o chamado rei evitando seu olhar, a última dúvida desapareceu do espírito de Sean. Este era Halt. Este era o legítimo rei de Clonmel.
— Sua Majestade...  disse ele e começou a afundar-se de joelhos diante de Halt.
O arqueiro o parou rapidamente, entrando mais para aproveitar o seu antebraço e trazê-lo de volta a seus pés. Ferris fez um som de engasgo na garganta. Significativamente, Sean pensou, ele não fez nenhum protesto sobre a demonstração de fidelidade de Sean a Halt.
— É muita gentileza sua  disse Halt — mas não temos tempo para esse absurdo. Eu realmente não estou interessado em ser rei. Eu prefiro trabalhar para viver. Agora, Ferris, nós precisamos conversar.
Ferris olhava freneticamente pela sala, como se procurasse alguma forma de escape. Ele sabia que estava prestes a enfrentar represálias por seus crimes. Assim, estava bastante assustado quando Halt continuou, num tom mal-humorado.
— Oh, pelo amor de Deus, homem! Eu não estou aqui para roubar seu trono! Estou aqui para ajudá-lo a mantê-lo!
— Mantê-lo?  Ferris, disse, perplexo.
Os eventos estavam se movendo rápido demais para ele.
— Mantê-lo de quem?
— Vamos sentar, sim?
Halt viu vários bancos baixos para o lado e pegou um deles e trouxe-o perto do trono, gesticulando para Horace e Sean a fazer o mesmo. Ferris ficou a observá-los, sem saber o que fazer em seguida, arrancando nervosamente a bainha da manga de cetim.
— Você sente em seu trono  Halt disse a ele. — Eu tenho certeza que você vai gostar disso.
Ele olhou para Sean.
— Eu não suponho que há alguma chance de nós conseguirmos um pouco de café, não é?  ele perguntou.
Sean olhou duvidoso.
— Nós não bebemos café aqui. O rei... — ele se corrigiu — tio Ferris não gosta.
— Poderia ter sabido  Halt disse, carrancudo.
Ele olhou para Horace e enrolou os lábios em desgosto. Horace não pôde deixar de sorrir. Halt parecia mais antagonizado pelo fato de que seu irmão não gostava de café do que pelo fato que ele havia roubado o trono dele. Típico, o jovem guerreiro pensou.
— Bem, não importa  Halt continuou. — Nós vamos acabar com isso o mais rapidamente possível. Agora, Ferris, você já ouviu falar de um grupo chamado Os forasteiros, eu estou certo?
— Sim...  Ferris foi surpreendido.
Ele não esperava esta reviravolta na conversa.
— Eles são uma espécie de religião. Inofensiva, eu teria dito.
— Inofensiva. Eles são um culto, não uma religião. E você vai ter que tomar uma posição contra eles. Eles estão a caminho daqui e planejam tomar o poder em Clonmel.
— Tomar o poder? Isso é ridículo! O que te faz pensar isso?  Ferris era abertamente cético à ideia.
Halt olhou fixamente para ele. Sean notou que o rei desviou os olhos depois de alguns segundos, como sempre.
— Eu já ouvi falar de seu líder. E ouvi-o até clamando as pessoas, incitando-as à rebelião.
— Absurdo!  Ferris parecia seguro de si, agora, volta ao chão seguro. — Tennyson é um pregador simples, isso é tudo. Ele não quer me machucar.
— Tennyson?  Halt disse, aproveitando o nome e a familiaridade na voz de Ferris, quando ele mencionou. — Você o conhece?
A luz do entendimento amanheceu em seus olhos.
— Você já esteve em contato com ele, não é?
Ferris estava prestes a responder, depois hesitou. Halt o pressionou ainda mais.
— Já não é?
— Nós nos... comunicamos. Ele enviou um representante para ver-me, para me tranquilizar.
— Quando?
A pergunta explodiu dos lábios de Sean antes que ele pudesse detê-lo. Como assistente do rei, ele estava ciente de todas as delegações que vinham para ver o Ferris. Esta era a primeira vez que ele tinha ouvido falar de qualquer abordagem deste Tennyson. Ferris olhou para ele, tentando manter sua dignidade e autoridade.
— Isso não diz respeito a você, Sean. Foi uma visita de caráter confidencial.
Ele percebeu quão frágil a desculpa soou enquanto ela pairava no ar da sala do trono. Um longo e feio silêncio esticou.
— Você chegou a um acordo com ele?  Halt perguntou. Mas Ferris não respondeu diretamente à questão.
— Halt, o homem tem feito maravilhas. Houve bandidos e criminosos aterrorizando a zona rural e eu tenho sido impotente para detê-los.
— Você tende a ser impotente quando se recusa a fazer qualquer coisa  disse Halt desdenhosamente. — A verdade é que você estava aqui sentado e girando os polegares enquanto bandidos estavam matando e roubando o seu povo, não é?
Ele não esperou por uma resposta, mas voltou rapidamente para Sean.
— Ele fez alguma coisa? Enviou tropas para fora para caçar esses bandidos? Guarneceu qualquer uma das grandes cidades e aldeias? Ele mesmo fez uma declaração prometendo agir e denunciar as ações dos bandidos?
Sean olhou para o rei, em seguida, de volta a Halt.
— Não  disse ele. — Ofereci-me para pegar uma patrulha e sair...  Ele parou, se sentindo estranho.
De alguma forma, parecia desleal dizer que ele queria fazer algo, mas o rei recusou seu pedido. Mas a verdade era que o rei não tinha feito nada, tentado nada.
Lentamente, Sean sacudiu a cabeça. Halt suspirou e seus ombros caíram. Ele olhou com desprezo para Ferris. O rei tentou se explicar.
— Você não vê? É por isso que concordei em ver o mensageiro de Tennyson. Ele pode parar os bandidos. Ele pode pôr fim à anarquia!
— Porque ele os controla!  Halt levantou tão violentamente que o banco que ele estava sentado atrás caiu sobre ele. — Certamente você pode entender isso, seu onipotente idiota?
— Ele... os controla?  O rosto de Ferris vincou em uma carranca intrigada.
— Claro que sim! Eles fazem o seu negócio. Então ele finge persegui-los e afirma ser a única pessoa no país com o poder de fazê-lo. Eu ouvi-lo pregar sedição contra você, Ferris! Pode o rei protegê-los? pergunta ele. E a resposta é um sonoro “Não!” daqueles que ele fala. Alguém pode protegê-los?, pergunta ele, e caem sobre si para lhe dizer que ele é sua única esperança. Não você. Não é o Estado de Direito neste país. Ele! Ferris, ele está planejando tomar o poder em Clonmel. Assim como fez nos outros cinco reinos.
— Não! Ele disse que eu estaria seguro. Eu permaneceria como rei! Ele disse... — Ferris parou, percebendo que tinha falado demais.
Ele estava olhando para o desprezo nos olhos de Halt. Agora ele viu nos olhos dos dois homens mais jovens também.
— Você permanecerá como o rei  disse Horace. — Você seria seu fantoche no trono. E durante todo o tempo, ele irá sangrar seu povo até ficar seco.
— Eles não são o seu povo  Halt o corrigiu. — Ele não os merece. E eles certamente não merecem ele. Levante-se, Ferris. Levante-se e me enfrente.
Relutantemente, o rei levantou então ele estava enfrentando o seu irmão.
— Há uma maneira de parar de Tennyson e pôr fim ao seu culto depravado. A figura de autoridade tem que se levantar contra ele e denunciá-lo. Ele é bem sucedido porque ninguém está disposto a agir ou falar contra ele. Ou se o fizeram, eles são rapidamente removidos e assassinados. Mas ele não podia fazer isso com você.
— Eu?  Ferris ficou horrorizado com o conceito. — O que vocês esperam que eu faça?
— Fale para fora! Assuma o controle de seu reino e ofereça à população uma alternativa a este charlatão! Quebre este culto dele. Role isso de volta e destruía seu poder! Ele é construído sobre uma ilusão de qualquer maneira. Ofereça-lhes uma outra ilusão.
— Qual?  Ferris perguntou. — Qual ilusão que eu tenho?
— A ilusão de sua própria autoridade  disse sarcasticamente Halt. — Isso não vai longe. Mas, felizmente para você, nós fornecemos um adicional.
Ele apontou para Horace.
— O Guerreiro do Sol Nascente.
— Mas isso é um mito!  Ferris chorou e Halt riu amargamente.
— É claro que é! Assim como Alseiass, o todo-amoroso Deus do Ouro dos forasteiros, é um mito. Faça do Guerreiro do Sol Nascente seu contra-mito. Faça-o seu campeão, convocado por você para trazer o Estado de Direito de volta a Clonmel. Nós já preparamos o terreno para você. O guerreiro foi visto em uma aldeia chamada Craikennis à poucos dias atrás. Ele limpou um grupo de três centenas de bandidos.
— Trezentos?  Horace, disse, surpreso. — Você está exagerando um pouco, não está, Halt?
O arqueiro encolheu os ombros.
— Quanto maior o rumor, é mais fácil fazer as pessoas acreditarem  ele disse.
Mas Sean reagiu de imediato à menção de Craikennis.
— É verdade, majestade. Ouvi rumores do Guerreiro no mercado ontem. E ouvi falar de uma batalha em Craikennis também.
Ferris olhava de um para o outro. Ele fez um gesto, ineficaz indecisos, uma mão agitando no ar.
— Eu não sei. Eu... eu não sei.
Halt se aproximou dele até seus rostos estavam a apenas centímetros.
— Faça isso, irmão. Fale e denuncie Tennyson e o seu culto. Ofereça à população a proteção do Guerreiro do Sol Nascente na cabeça de seus soldados e eu prometo que nós vamos dar-lhe todo o apoio.
Ele viu que Ferris estava vacilante e acrescentou seu incentivo final.
— Faça isso e eu juro que não farei qualquer reclamação contra você para o trono. Eu voltarei a Araluen logo que nós destruirmos os forasteiros, e Tennyson com eles.
Isso o atingiu, ele viu. Por um segundo ou dois, Ferris estava à beira de chegar a acordo. Mas a determinação nunca foi seu traje longo e ainda assim ele vacilava.
— Preciso de tempo para pensar sobre isso. Preciso de alguns dias. Você não pode apenas andar por aqui e esperar que eu...  ele hesitou e Halt terminou a frase para ele.
— Tome uma decisão? Não, eu suponho que é uma ideia muito estranha para você. Todos os direitos. Nós vamos dar-lhe um dia.
— Dois dias  Ferris respondeu imediatamente. Então, em um tom de súplica: — Por favor, Halt, há muito para eu pensar aqui.
Halt sacudiu a cabeça. Por mais Ferris que tivesse que pensar sobre isso, o mais provável é que ele iria encontrar uma maneira de fugir de sua situação. Não era impossível que tentasse entrar em contato novamente com Tennyson.
— Um dia  ele disse com firmeza.
Seu tom disse a Ferris que não haveria mais discussões sobre o assunto e os ombros do rei caíram em resignação.
— Muito bem  ele murmurou.
Halt estudou a figura submissa por alguns segundos. Ferris parecia intimidado, mas ele ainda não confiava nele. Ele virou-se para Sean.
— Tenho a sua palavra que você vai evitar qualquer trapaça?
Sean concordou imediatamente.
— Claro que sim. Eu vou ter certeza que ele mantém o seu lado da barganha — disse ele, em seguida, acrescentou: — Tio.
Um sorriso sombrio tocou a face de Halt com a palavra. Ele estudou Sean por alguns segundos. Os olhos eram claros e honestos. O rapaz era confiável. Ele sentiu uma onda de calor para este jovem. Halt viveu sua vida sem qualquer conhecimento de sua família. Pelo menos um deles se saiu bem, pensou ele. Piedade sobre o outro na sala com eles.
— Isso é bom bastante para mim. — Ele olhou para trás para Ferris. — Estaremos de volta amanhã ao meio-dia para a sua resposta. Vamos, Horace.
Eles se viraram e caminharam em direção à grande porta dupla, suas botas batendo no piso. Eles estavam quase lá quando Ferris os parou.
— Esperem!  ele chamou, e eles se viraram para enfrentá-lo novamente. — E se a minha resposta for... não?
Halt sorriu para ele. Pelo menos, poderia ter sido chamado de um sorriso. Horace pensou que era mais perto da forma de um lobo mostrar as suas garras de um inimigo.
— Não será  disse ele.

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Só falta o Halt virar pro Will e dizer
      "Eu sou seu pai"
      '-'

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    2. Eu achei isso no primeiro livro. Não faria muita diferença, ele já age como se fosse pai dele. O que é muito fofo.

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  2. kkkkkkkk. Seria engraçado se Halt fosse pai ou tio do Will! Varias revelações nesse capitulo!
    Ass: Bina.

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Boa leitura :)