23 de dezembro de 2016

35

James está na escola, Adam está no chuveiro, e eu estou olhando para uma tigela de granola que Adam deixou para que eu comesse. Parece tão errado estar comendo esta comida, quando James tem de comer a substância não identificável do recipiente de alumínio. Mas Adam diz que é reservada a James certa porção para cada refeição, e ele é obrigado a comê-la por lei. Se ele for pego desperdiçando ou jogando fora a refeição, ele pode ser punido. Espera-se que os órfãos comam a comida de alumínio que vai ao Automático. James alega que ela “não é assim tão ruim”.
Tremo levemente no ar frio da manhã e aliso com uma mão meu cabelo, ainda úmido do banho. A água aqui não é quente. Nem mesmo morna. É muito gelada. Água quente é um luxo.
Alguém está batendo à porta.
Estou de pé.
Virando-me.
Sondando.
Assustada.
“Eles nos encontraram” é a única coisa em que consigo pensar. Meu estômago é um crepe fino, meu coração, um pica-pau furioso, meu sangue, um rio de ansiedade.
Adam está no chuveiro.
James está na escola.
Vasculho dentro da mochila de acampamento de Adam até encontrar o que estou procurando. Duas armas, uma para cada mão. Duas mãos, para o caso de as armas falharem. Estou finalmente usando o tipo de roupa dentro da qual seria confortável lutar. Respiro fundo e imploro para que minhas mãos não tremam.
A batida fica mais forte.
Aponto as armas para a porta.
— Juliette...?
Viro-me para trás para ver Adam encarando a mim, as armas, a porta. Seu cabelo está molhado. Seus olhos estão arregalados. Ele acena com a cabeça para a arma extra em minha mão e sem dizer uma palavra jogo-a para ele.
— Se fosse Warner ele não estaria batendo — diz ele, embora ele não abaixe sua arma.
Sei que ele está certo. Warner teria arrombado a porta, usado explosivos, matado uma centena de pessoas para chegar à mim. Ele certamente não esperaria que eu abrisse a porta. Algo dentro de mim se acalma, mas não me permito relaxar.
— Quem você pensa...?
— Deve ser Benny... ela costuma dar uma olhada em James...
— Mas ela não saberia que agora ele está na escola?
— Ninguém mais sabe onde eu moro...
A batida está ficando mais fraca. Mais lenta. Há um som baixo e gutural de agonia.
Meus olhos se cruzam com os de Adam.
Mais um punho batendo na porta. Uma queda. Outro gemido. A pancada de um corpo contra a porta.
Recuo.
Adam passa a mão pelos cabelos.
— Adam! — grita alguém. Tosse. — Por favor, cara, se você estiver aí dentro...
Congelo. A voz soa vagamente familiar.
A coluna de Adam se endireita em um instante. Seus lábios estão apartados, seus olhos, atônitos. Ele digita o código e vira o trinco. Aponta a arma para a porta enquanto a abre lentamente.
— Kenji?
Um chiado curto. Um gemido abafado.
— Porra, cara, por que demorou tanto?
— Que diabo você está fazendo aqui? — Clique. Mal consigo ver através da pequena brecha da porta, mas está claro que Adam não está feliz por ter companhia. — Quem mandou você aqui? Com quem você está?
Kenji pragueja mais algumas vezes em sussurro.
— Olha pra mim — exige ele, embora soe mais como um apelo. —Acha que vim aqui para te matar?
Adam respira. Hesita.
— Não tenho problema nenhum em enfiar uma bala nas suas costas.
— Não se preocupe, irmão. Já tenho uma bala nas costas. Ou na perna. Ou na merda que seja. Eu nem sei mesmo.
Adam abre a porta.
— Levanta.
— Está tudo bem, não ligo se você arrastar meu traseiro para dentro.
Adam movimenta a mandíbula.
— Não quero seu sangue no meu tapete. Não é algo que meu irmão precise ver.
Kenji levanta-se com dificuldade e entra na sala a passos trôpegos. Já escutara sua voz uma vez, mas nunca vira seu rosto. Embora esta talvez não seja a melhor hora para primeiras impressões. Seus olhos estão inchados, roxos; há um enorme corte na lateral de sua testa. Seus lábios estão rachados, sangrando levemente, seu corpo, curvado e destruído. Ele estremece, respira de modo acelerado enquanto se move. Suas roupas estão rasgadas, a parte superior de seu corpo coberta por nada mais que uma camisetinha sem manga, seus braços bem desenvolvidos agora estão cheios de cortes e escoriações. Estou surpresa por ele não ter congelado até a morte. Ele parece não reparar em mim num primeiro momento, até que repara.
Ele para. Pisca. Abre um sorriso ridículo esmaecido apenas por uma ligeira careta de dor.
— Puta merda — diz ele, ainda absorvido em mim. — Puta merda. — Ele tenta rir. — Cara, você é louco...
— O banheiro é aqui. — Adam está imóvel como uma pedra.
Kenji vai na frente, mas continua olhando para trás. Aponto a arma para sua cara. Ele ri mais forte, encolhe-se, ofega um pouco.
— Cara, você fugiu com a garota doida! Você fugiu com a psicopata! — Ele está falando com Adam de longe. — Pensei que eles que tinham feito essa merda. Que diabos você estava pensando? O que você vai fazer com a psicopata? Não é de se estranhar que Warner queira você morto... Ô! Cara, que diabo...
— Ela não é doida. E ela não é surda, imbecil.
A porta se fecha atrás deles com uma pancada e eu só consigo distinguir a discussão abafada entre eles. Tenho a impressão de que Adam não quer que eu ouça o que ele tem a dizer a Kenji. Ou isso, ou uma gritaria.
Não faço ideia do que Adam esteja fazendo, mas presumo que tenha algo que ver com desalojar uma bala do corpo de Kenji e cuidar do restante de seus ferimentos da melhor maneira possível. Adam tem um suprimento bastante amplo de primeiros-socorros e mãos fortes e firmes. Pergunto-me se ele adquiriu essas habilidades no exército. Talvez cuidando de si mesmo. Ou talvez de seu irmão. Isso faria sentido.
Seguro-saúde foi um sonho que perdemos já faz muito tempo.
Estou segurando esta arma na mão por quase uma hora. Estou escutando Kenji gritar por quase uma hora e só sei disso porque gosto de contar os segundos enquanto eles passam. Não faço ideia de que horas são. Acho que tem um relógio no quarto de James, mas não quero entrar sem permissão neste quarto.
Olho para a arma na minha mão, para o metal liso e pesado, e fico surpresa por descobrir que gosto da sensação de tê-la em minhas mãos. Como uma extensão do meu corpo. Ela não me mete mais medo.
Mete mais medo em mim o fato de que eu possa usá-la.
A porta do banheiro se abre e Adam sai. Ele tem uma pequena toalha nas mãos. Fico de pé. Ele dá um sorrisinho para mim. Ele alcança a geladeira minúscula e vai até a parte do congelador, ainda mais minúscula. Pega alguns cubos de gelo e coloca-os na toalha. Desaparece no banheiro novamente.
Sento-me de volta no sofá.
Agora está chovendo. O céu está chorando por nós.
Adam sai do banheiro, desta vez com as mãos vazias, ainda sozinho.
Fico de pé novamente.
Ele coça a testa, a parte de trás do pescoço. Encontra-me no sofá.
— Sinto muito — diz ele.
Meus olhos estão arregalados.
— Pelo quê?
— Por tudo. — Ele suspira. — Kenji era uma espécie de amigo meu lá na base. Warner o torturou depois que nós partimos. Para conseguir informação.
Inspiro.
— Ele disse que não sabia de nada... não tinha nada a dizer, de fato... mas o arrebentaram. Não faço ideia se suas costelas estão quebradas ou só contundidas, mas consegui tirar a bala de sua perna.
Pego sua mão. Aperto-a.
— Foi baleado ao fugir — diz Adam depois de um momento. Algo me vem à consciência. Entro em pânico.
O soro rastreador...
Ele concorda com a cabeça, seus olhos pesados, confusos.
— Acho que ele pode estar defeituoso, mas não tenho como ter certeza. Só sei que, se ele estivesse funcionando como deveria, Warner estaria aqui na mesma hora. Mas não podemos arriscar. Temos de nos mandar, e temos de nos livrar de Kenji antes de partirmos.
Sacudo a cabeça, presa entre correntes contraditórias de incredulidade.
— Como ele encontrou você?
O rosto de Adam endurece.
— Ele começou a gritar antes que eu pudesse perguntar.
— E James? — sussurro, quase temendo perguntar.
Adam baixa a cabeça entre as mãos.
— Assim que ele chegar em casa, temos de partir. Temos de usar este tempo para preparar tudo. — Ele encontra meus olhos. — Não posso deixar James para trás. Aqui não é mais seguro para ele.
Toco seu rosto e ele o recosta em minha mão, mantendo minha palma contra seu rosto. Fecha os olhos.
— Filho de uma égua...
Adam e eu nos separamos. Estou corando até o fio de cabelo. Adam parece irritado. Kenji está apoiado contra a parede do corredor do banheiro, segurando o saco de gelo improvisado no rosto. Encarando-nos.
— Você pode tocar nela? Digo... porra, acabei de ver você tocar nela, nem mesmo...
— Você tem que ir — Adam diz para ele. — Você já deixou um rastro químico vindo direto para minha casa. Precisamos ir embora, e você não pode ficar com a gente.
— Ah, ei... pare... espera aí. —Kenji cambaleia até a sala de estar, estremecendo à medida que coloca força sobre as pernas. — Não estou tentando te segurar, cara. Conheço um lugar. Um lugar seguro. Tipo, um lugar que é superseguro. Posso levar você. Posso te mostrar como chegar lá. Conheço um cara.
— Papo furado. — Adam ainda está com raiva. — Como afinal você me achou? Como conseguiu aparecer na minha porta, Kenji? Não confio em você...
— Eu não sei, cara. Juro que não me lembro do que aconteceu. Não sabia mais para onde estava correndo a partir de certo ponto. Estava só pulando cercas. Encontrei um campo imenso com um galpão velho. Dormi lá por um tempo. Acho que perdi os sentidos em certo ponto, ou por causa da dor ou do frio... está um frio dos infernos lá fora... e o que eu sei também é que um cara estava me carregando. Ele me deixou na sua porta. Disse para eu calar a boca sobre Adam, porque Adam mora exatamente aqui. — Ele sorri. Tenta piscar. — Acho que eu estava sonhando com você enquanto dormia.
— Espere... o quê? — Adam inclina-se para a frente. — O que quer dizer com um cara estava carregando você? Que cara? Qual o nome dele? Como ele sabia meu nome?
— Eu não sei. Ele não me disse, e não tive coragem de perguntar. Mas o cara era enorme. Digo, ele tinha de ser, se ia arrastar meu traseiro por aí.
— Você não pode mesmo esperar que eu acredite em você.
— Você não tem escolha. — Kenji encolhe os ombros.
— É claro que tenho escolha. — Adam está de pé. — Não tenho motivo para confiar em você. Não tenho motivo para acreditar em uma só palavra que está saindo de sua boca.
— Então por que estou aqui com uma bala na minha perna? Por que Warner ainda não me encontrou? Por que estou desarmado...
— Isso poderia ser parte do seu plano!
— E de qualquer modo você me ajudou! — Kenji ousa elevar o tom de voz. — Por que simplesmente não me deixou morrer? Por que não atirou na minha cabeça? Por que você me ajudou?
Adam hesita.
— Eu não sei.
— Você sabe. Você sabe que não estou aqui para te atrapalhar. Levei uma droga de surra por sua causa...
— Você não guardava nenhuma informação sobre mim...
— Bem, porra, cara, que diabos você quer que eu diga? Eles iam me matar. Tive de fugir. Não foi culpa minha que um cara me deixou na sua porta...
— Isso não é só por causa de mim, você não entende? Dei um duro danado para encontrar um lugar seguro para meu irmão e numa manhã você destrói anos de planejamento. O que devo fazer agora? Tenho que fugir até poder achar um modo de mantê-lo a salvo. Ele é jovem demais para ter que lidar com isso...
— Todos nós somos jovens demais para ter que lidar com esta merda. — Kenji está respirando com dificuldade. Não se engane, irmão. Ninguém deveria ter que ver o que nós vimos. Ninguém deveria ter que acordar de manhã e encontrar cadáveres na sala de estar, mas acontece. Nós lidamos com isso, e encontramos um jeito de sobreviver. Você não é o único com problemas.
Adam afunda no sofá. Trinta e seis quilos de preocupação pesando-lhe sobre os ombros. Ele se inclina para a frente com a cabeça entre as mãos.
Kenji olha para mim. Olho de volta.
Ele sorri e avança mancando.
— Sabe, você é muito sexy para uma psicopata.
Clique.
Kenji recua com as mãos para o alto. Adam pressiona a arma na sua testa.
— Mostre respeito, ou enfio esta bala no seu crânio.
— Estava só brincando...
— Como se você estivesse.
— Droga, Adam, se acalma...
— Onde fica o “lugar superseguro” para onde você pode nos levar? — Estou de pé, com a arma ainda em minhas mãos. Movo-me para uma posição ao lado de Adam. — Ou você está inventando isso?
Kenji se alegra.
— Não, isso é real. Muito real. Na verdade, eu posso ou não posso ter mencionado algo sobre você. E o cara que administra o lugar pode ou não pode estar absurdamente interessado em conhecê-la.
— Você acha que eu sou algum tipo de aberração que você pode exibir para seus amigos? — Travada. Carregada.
Kenji limpa a garganta.
— Não uma aberração. Apenas... algo interessante.
Aponto minha arma para seu nariz.
— Eu sou tão interessante que posso matar você apenas usando as mãos.
Um clarão pouco perceptível de medo tremeluz em seus olhos. Ele engole alguns tonéis de humilhação. Tenta sorrir.
— Você tem certeza de que não está louca?
— Não. — Inclino a cabeça. — Não tenho certeza.
Kenji sorri. Olha para mim de cima a baixo.
— Droga. Mas você faz a loucura parecer algo tão bom.
— Estou a uns doze centímetros de quebrar sua cara — Adam avisa-o, sua voz como o aço, seu corpo duro de raiva, seus olhos encolhidos, inflexíveis. Não há indício nenhum de humor em sua expressão. — Não preciso de outro motivo.
— O quê? — Kenji ri, sem recuar. — Há muito tempo não fico próximo assim de uma garota, irmão. E doida ou não...
— Não estou interessada.
Kenji vira seu rosto para mim.
— Bem, não sei se devo culpar você por isso. Pareço o capeta neste momento. Mas vou me limpar, ok — Ele tenta um sorriso. — Me dê alguns dias. Você pode mudar de ideia...
Adam mete os cotovelos em seu rosto e não pede desculpas.

23 comentários:

  1. Apesar de tudo, gostei do Kenji. Mas gostei ainda mais da atitude da Ju

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  2. Quindim...
    Queijinho...
    Kenji...
    Tudo tão gostose né...kkkkkk


    Sério, gostei do personagem...adoro caras com senso de humor

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  3. Realmente apesar dela ser meio maluquinha nos pensamentos essa garota tem atitude 😎

    Carla

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  4. me sinto tão hipócrita agr... Eu falei tão mal das pessoas q gostavam do Warder e agr eu gostei do Kenji.

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  5. Kenji parece ser tão legal. Já gostei dele.

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  6. Kenji parece legal mas tem algo errado nessa historia

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  7. Só rindo ali kkkkk

    Letícia.

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  8. Tem razão tá muito estranho como ele chegou na casa

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  9. Cara amei o Kenji, ele é demais, ele parece ser daquele tipo d cara q é o palhaço da turma. Me deu raiva do Adam, mano o cara quase morreu por causa dele e esse estúpido o trata tão mal, apesar d tê-lo ajudado

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  10. Adorei a atitude da Jú!

    * Lanna *

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  11. desculpa james, mais acho que to apaixonada pelo kenji, meu deus como esse ser humano é incrivel!!!

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  12. Yesubai, a filha do vilão9 de abril de 2017 23:26

    Eu estou com um pézinho atras em relação ao Kenji, essa história dle tá mto mal contada

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  13. O Kenji parece ser lgl e tals, mas não tem como negar que n tem nada a ver como ele chegou uehehuhu :v

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  14. — O quê? — Kenji ri, sem recuar. — Há muito tempo não fico próximo assim de uma garota, irmão. E doida ou não...
    — Não estou interessada.
    Kenji vira seu rosto para mim.
    — Bem, não sei se devo culpar você por isso. Pareço o capeta neste momento. Mas vou me limpar, ok — Ele tenta um sorriso. — Me dê alguns dias. Você pode mudar de ideia...

    Gostei do Kenji, amo personagens bem humorado <3

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  15. Gostei do Kenji,mas ele é um pouco idiota...
    — Você tem certeza de que não está louca?

    — Não. — Inclino a cabeça. — Não tenho certeza.

    Eu to gostando muito dessa garota.

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  16. Gostei do Kenji,gosto de personagens engraçados,mas é vdd...tem alguma coisa errada com essa história.Suspeito...
    Só eu que acho o Walter um pouco pareceido com o Maven da saga Rainha Vermelha?
    Gostei da atitude da Ju(nossa que intimidade) acho que ela estava precisando ser um pouco mais durona(por mais ruim que seja o que ela tenha passado.Afinal,as dificuldades nos fazem mais fortes né?)
    O Adam está escondendo alguma coisinha...mas ainda acho ele um fofo.
    #teamJames (♡fofo♥)
    #teamAdam

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  17. Devoradora de livros20 de junho de 2017 23:14

    Em publico, segurando a risada é mtttttt dificil cara kkkkkkkk

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  18. — O quê? — Kenji ri, sem recuar. — Há muito tempo não fico próximo assim de uma garota, irmão. E doida ou não...
    — Não estou interessada.
    Kenji vira seu rosto para mim.
    — Bem, não sei se devo culpar você por isso. Pareço o capeta neste momento. Mas vou me limpar, ok — Ele tenta um sorriso. — Me dê alguns dias. Você pode mudar de ideia...


    Morri de rir nessa parte.Kkk
    - Biih

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  19. — Você tem certeza de que não está louca?
    — Não. — Inclino a cabeça. — Não tenho certeza.
    Kenji sorri. Olha para mim de cima a baixo.
    — Droga. Mas você faz a loucura parecer algo tão bom.
    — Estou a uns doze centímetros de quebrar sua cara — Adam avisa-o, sua voz como o aço, seu corpo duro de raiva, seus olhos encolhidos, inflexíveis. Não há indício nenhum de humor em sua expressão. — Não preciso de outro motivo.
    — O quê? — Kenji ri, sem recuar. — Há muito tempo não fico próximo assim de uma garota, irmão. E doida ou não...
    — Não estou interessada.
    Kenji vira seu rosto para mim.
    — Bem, não sei se devo culpar você por isso. Pareço o capeta neste momento. Mas vou me limpar, ok — Ele tenta um sorriso. — Me dê alguns dias. Você pode mudar de ideia...
    BERROOOOO NAO SEI SE RI MAIS COM A PATADA DA JU, A CARA DE PAU DO KENJI OU A CUTUVELADA DO ADAM

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  20. CARA EU ESTOU XONADA NO KENJI, PORRA!!!!CASA COMIGO, SEU GOSTOSO FDP<3

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  21. Esse Kenji ai em nao to gostando ele pode ate ser meio engraçadinho mais deve ta trabalhando pro Warner ou outra pessoa talvez?Alguem muito mal ou muito bom?

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Boa leitura :)