16 de novembro de 2016

Capítulo X: Túrin em Nargothrond

Ao princípio, nem o seu próprio povo reconheceu Gwindor, que partira jovem e forte e regressava parecendo um idoso de entre os Homens mortais, em virtude dos seus tormentos e labores, além de estar agora mutilado. Mas Finduilas, filha de Orodreth, o rei, reconheceu-o e deu-lhe as boas-vindas, pois amava-o e, na verdade, estavam prometidos em casamento antes da Nirnaeth, e Gwindor amava tanto a sua beleza que lhe dera o nome de Faelivrin, que significa o brilho do Sol nas águas do Ivrin.
Assim chegou Gwindor a casa e, em consideração por ele, também Túrin foi recebido, pois Gwindor apresentou-o como um homem corajoso, amigo querido de Beleg Cúthalion de Doriath. Porém, quando Gwindor ia dizer o seu nome, Túrin deteve-o e disse: “Sou Agarwaen, filho de Úmarth (que significa o Manchado de Sangue, filho do Infortunado), um caçador das florestas.” Mas embora calculassem que ele escolhia estes nomes por ter morto o seu amigo (desconhecendo outras razões), os Elfos não o interrogaram mais.
A espada Anglachel foi de novo forjada para ele pelos hábeis ferreiros de Nargothrond e, apesar de sempre negros, os seus gumes brilhavam com um fogo pálido. Então o próprio Túrin passou a ser conhecido em Nargothrond como Mormegil, o Espada Negra, em virtude dos rumores dos seus feitos com aquela arma; ele, porém, chamou à espada Gurthang, Ferro da Morte.
Graças às suas proezas e à sua eficiência na guerra com os Orcs, Túrin mereceu o favor de Orodreth e foi admitido no seu conselho. Ora, não tendo qualquer simpatia pela maneira de combater dos Elfos de Nargothrond, assente em emboscada, atuação furtiva e flecha secreta, Túrin insistiu para que fosse abandonada e usassem a sua força para atacarem os servos do inimigo, em combate aberto e perseguição. Mas Gwindor opôs-se sempre a Túrin nesta matéria no conselho do rei, dizendo que, tendo estado em Angband, tivera um vislumbre do poder de Morgoth e fazia uma idéia dos seus desígnios.
— Em última análise, pequenas vitórias revelar-se-ão improfícuas — declarou —, pois com elas Morgoth ficará a saber onde poderá encontrar os seus inimigos mais ousados e reunir forças suficientes para os destruir. Todo o poder conjunto dos Elfos e dos Edain bastou apenas para o deter e para conquistar a paz de um cerco. Tempo bastante, na verdade, mas apenas enquanto Morgoth aguardou pelo momento certo para romper o cerco. E nunca mais semelhante união poderá fazer-se de novo. Só o segredo oferece esperança de sobrevivência. Até os Valar chegarem.
— Os Valar! — exclamou Túrin. — Eles abandonaram-vos e têm desprezo pelos homens. De que serve olhar para oeste, através do mar sem fim, para um poente moribundo no ocidente? Há apenas um Vala com quem temos de lidar, e esse é Morgoth. E se, no fim, não conseguirmos derrubá-lo, pelo menos poderemos feri-lo e entravá-lo. Pois vitória é vitória, por pequena que seja, e o seu valor não está apenas no que a ela se segue. É também conveniente.
Para além disso, o segredo não é possível: as armas são a única muralha contra Morgoth. Se não fizermos nada para o deter, toda a Beleriand cairá sob a sua sombra antes que decorram muitos anos, e então, um por um, ele expulsar-vos-á das vossas terras. E que acontecerá, depois? Um resto insignificante fugirá para sul e oeste, a fim de se esconder nas costas do Mar, apanhado entre Morgoth e Ossë. Ê, pois, melhor conquistar um período de glória, por pouco que dure; pois o fim não será pior. Falas de segredo e dizes que nele reside a única esperança; mas podias emboscar e atacar de surpresa todos os batedores e espiões de Morgoth até ao último e mais ínfimo, de modo que nenhum regressasse com notícias a Angband, que mesmo assim ele ficaria a saber que vivias e calcularia onde. E mais te digo: embora os Homens mortais tenham vida curta comparada com a dos Elfos, prefeririam consumi-la em combate a fugir ou submeter-se. O desafio de Húrin Thalion é um grande feito; e mesmo que Morgoth destrua o desafiador, não poderá fazer com que o feito não tenha acontecido. Os próprios Senhores do Oeste o honrarão; e não está isso escrito na história de Arda, que nem Morgoth nem Manwë podem apagar?
— Falas de coisas grandiosas — respondeu Gwindor — e é evidente que viveste entre os Eldar. Mas há sobre ti um negrume, se juntas Morgoth e Manw ë ou falas dos Valar como inimigos de elfos e homens; pois os Valar não desprezam nada e muito menos os Filhos de Ilúvatar.
Tão pouco conheces todas as esperanças dos Eldar. Há entre nós uma profecia segundo a qual, um dia, um mensageiro da Terra Média virá das sombras para Valinor e Manwë ouvirá, e mandos compadecer-se-á. Para essa altura não deveremos nós preservar a semente dos Noldor e, também, a dos Edain? E Círdan vive agora no Sul e está lá a construir barcos; mas que sabes tu de barcos ou do mar? Pensas em ti e na tua própria glória e mandas-nos fazer o mesmo; mas nós temos de pensar noutros além de nós mesmos, pois nem todos podem lutar e cair, e a esses cabe-nos protegê-los da guerra e da ruína, enquanto pudermos.
— Manda-os então para os teus barcos, enquanto ainda há tempo — respondeu Túrin.
— Eles não quereriam separar-se de nós, mesmo que Círdan pudesse mantê-los.
Temos de viver juntos, enquanto pudermos, e não cortejar a morte.
— A tudo isso respondi — afirmou Túrin. — Defesa corajosa das fronteiras e duros golpes antes que o inimigo se reúna; nesse caminho se encontra a melhor esperança de durante muito tempo viverem juntos. E aqueles de que falas amam mais esses covardes das florestas, perseguindo extraviados como um lobo, do que aquele que põe o seu elmo e o seu escudo adornado e escorraça o inimigo, mesmo que ele seja muito mais numeroso do que toda a sua hoste? Pelo menos as mulheres dos Edain não o fazem. Elas não tentaram impedir os homens de partir para a Nirnaeth Arnoediad.
— Sofreram, no entanto, infortúnio maior do que se tal combate não tivesse sido travado — respondeu Gwindor.
Mas Túrin subiu muito mais nas graças de Orodreth e tornou-se o principal conselheiro do Rei, o qual pedia o seu parecer para todas as coisas. Nesse tempo, os Elfos de Nargothrond renunciaram ao seu segredo e foram fabricadas grandes quantidades de armas; e, a conselho de Túrin, os Noldor construíram uma grandiosa ponte sobre o Narog, a partir das portas de Felagund, para a passagem mais rápida dos seus homens, pois a guerra travava-se agora principalmente a leste do Narog, na Planície Guardada. Como marca setentrional, Nargothrond detinha agora a “Terra Contestável”, perto das nascentes do Ginglith, do Narog e das orlas das Florestas de Núath. Entre o Nenning e o Narog nenhum Orc passava; e a leste do Narog o seu reino estendia-se até ao Teiglin e às fronteiras das charnecas do Nibin-noeg.
Gwindor caiu em desgraça, pois já não se encontrava na vanguarda das armas e a sua força era reduzida. Acometia-o com frequência a dor no seu braço esquerdo trucidado. Mas Túrin era jovem, só recentemente atingira a plenitude da idade adulta, e, olhando-o, via-se realmente o filho de Morwen Eledhwen: alto, com cabelo escuro e pele clara, olhos cinzentos e um rosto mais belo do que o de qualquer outro entre os homens mortais, nos Tempos Antigos. A sua maneira de falar e o seu porte eram os do antigo reino de Doriath e, mesmo entre os Elfos, podia ser tomado, à primeira vista, como pertencendo a uma das grandes casas dos Noldor. Túrin era tão corajoso e tão extraordinariamente eficiente no manejo de armas, sobretudo com espada e escudo, que os Elfos diziam que não poderia ser morto a não ser por fatalidade ou por uma flecha perversa vinda de longe. Por isso, deram-lhe cota de malha de anão para o proteger; e, num terrível estado de espírito, ele encontrou nos armeiros uma máscara de anão toda dourada e pô-la antes da batalha, de tal modo que os seus inimigos fugiram ao ver-lhe o rosto.
Agora que conseguira o que queria, tudo corria bem; fazia aquilo que agradava ao seu coração e encontrava honra nisso, era cortês com todos e menos carrancudo do que antes, de modo que quase todos os corações simpatizavam com ele e eram muitos os que lhe chamavam Adanedhel, o homem elfo. Mas, mais do que todos, Finduilas, a filha de Orodreth, sentia estremecer o coração sempre que ele se aproximava ou estava no palácio. Ela tinha cabelos dourados, como era costume da casa de Finarfin, e Túrin começou a sentir prazer quando a via e com a sua companhia; pois ela recordava-lhe os seus parentes e as mulheres de Dor-lómin, na casa do seu pai.
Ao princípio, só a encontrava quando Gwindor estava perto, mas, ao fim de algum tempo, ela começou a procurá-lo, de modo que às vezes se encontravam a sós, embora parecesse por acaso. Então ela interrogava-o a respeito dos Edain, dos quais poucos e raramente vira, e a respeito do seu país e da sua família.
Nessas ocasiões, Túrin falava-lhe livremente dessas coisas, embora não referisse o nome da terra do seu nascimento nem de nenhum dos seus familiares. E uma vez disse-lhe:
— Tive uma irmã, Lalaith, ou pelo menos assim eu lhe chamava, e dela me recordais. No entanto, Lalaith era uma criança, uma flor amarela na relva verde da primavera. Se tivesse vivido, talvez estivesse agora obscurecida pelo sofrimento. Mas vós tendes porte de rainha e sois como uma árvore dourada. Quem me dera ter uma irmã tão bela.
— Mas o vosso porte é real, como o dos senhores do povo de Fingolfin; quem me dera ter um irmão tão corajoso. E não penso que o vosso nome seja Agarwaen, nem ele é próprio de vós, Adanedhel. Por isso vos chamo Thurin, o secreto.
As suas palavras fizeram-no estremecer, mas ele disse:
— Esse não é o meu nome e tão-pouco sou um rei, pois os nossos reis são dos Eldar, enquanto eu não sou.
Túrin começou então a notar que a amizade que Gwindor lhe devotava arrefecia, e sentiu também que, enquanto ao princípio o medo e o horror de Angband tinham começado a afastar-se dele, o elfo parecia agora mergulhado de novo em preocupação e tristeza. E pensou:
“Talvez esteja magoado por eu ter contrariado as suas opiniões e levado a melhor; gostaria que não tivesse sido assim.” Pois estimava Gwindor como seu guia e sarador e sentia grande compaixão por ele. Mas, naqueles dias, a radiância de Finduilas também se esbateu, os seus passos tornaram-se lentos, o seu rosto grave e ela empalideceu e emagreceu. Percebendo isso, Túrin imaginou que as palavras de Gwindor tinham despertado medo no seu coração, por causa do que poderia acontecer.
Na verdade, a mente de Finduilas estava dividida. Pois reverenciava Gwindor e compadecia-se dele, e não desejava acrescentar uma lágrima que fosse ao seu sofrimento; mas, contra a sua vontade, o seu amor por Túrin aumentava de dia para dia e ela pensava em Beren e Lúthien. Mas Túrin não era como Beren! Não desdenhava dela e sentia-se satisfeito na sua companhia; mas Finduilas sabia que não havia nele amor como o que ela desejava. O pensamento e o coração dele estavam noutro lugar, junto de rios em primaveras há muito passadas.
Então Túrin falou com Finduilas, e disse-lhe:
— Não deixeis que as palavras de Gwindor vos perturbem. Ele sofreu nas trevas de Angband e é duro para alguém tão valoroso estar assim mutilado e for çosamente diminuído. Precisa de todo o conforto e de mais tempo para sarar.
— Bem o sei.
— Mas nós conquistaremos esse tempo para ele! Nargothrond perdurará! Morgoth, o covarde, jamais voltará a avançar de Angband e terá de depositar toda a sua confiança nos seus servos, assim diz Melian de Doriath. Eles são os dedos das suas mãos, e nós havemos de derrota-los, e decepá-los, até que ele recolha as suas garras. Nargothrond perdurará!
— Talvez — admitiu ela. — Perdurará, se vós puderdes consegui-lo. Mas cuidai, Thurin, pois o meu coração fica pesado quando partis para o combate, receoso de que Nargothrond fique enlutada.
Depois Túrin procurou Gwindor e disse-lhe:
— Gwindor, querido amigo, est ás a recair na tristeza; não o faças! Pois a tua cura virá nas casas dos teus e na luz de Finduilas.
Então Gwindor fitou Túrin, mas não disse nada, e o seu rosto ensombrou-se.
— Porque olhas assim para mim? — perguntou Túrin. — Nos últimos tempos, os teus olhos têm-me fitado estranhamente. Em que te ofendi? Contrariei as tuas opiniões, mas um homem tem de dizer as coisas como as vê e não esconder a verdade em que acredita por qualquer motivo pessoal. Preferiria que pens ássemos de igual modo, pois tenho uma grande dívida para contigo e não a esquecerei.
— Não? Todavia, os teus atos e as tuas opiniões mudaram a minha casa e os meus familiares. A tua sombra paira sobre eles. Porque haveria de estar feliz, eu que tudo perdi a teu favor?
Túrin não compreendeu estas palavras e supôs apenas que Gwindor invejava o seu lugar no coração e nos pareceres do Rei.
Mas Gwindor, quando Túrin o deixou, sentou-se sozinho, entregue a negros pensamentos, e amaldiçoou Morgoth, que podia perseguir assim os seus inimigos, para onde quer que eles fugissem. “E agora, finalmente”, pensou, “acredito no boato que corria em Angband e segundo o qual Morgoth amaldiçoou Túrin e toda a sua família.” E, procurando Finduilas, disse-lhe:
— Pairam sobre vós uma tristeza e uma dúvida e são muito freqüentes as vezes em que sinto a vossa falta e começo a imaginar que me evitais. Como não me dizeis qual é a causa disso, forçado sou a conjecturá-la. Filha da casa de Finarfin, não permitais que mágoa alguma se entreponha entre nós; pois embora Morgoth tenha arruinado a minha vida, ainda vos amo. Mas ide para onde o amor vos conduz, pois tornei-me incapaz de vos desposar e nem os meus feitos nem as minhas opiniões merecem já qualquer honra.
Então Finduilas chorou.
— Não choreis ainda! — pediu-lhe Gwindor. — Mas cuidai, não venhais a ter motivo para tal. Não é próprio os Filhos mais Velhos de Ilúvatar desposarem os mais Novos; tão-pouco é sensato, pois a vida deles é breve e depressa passa, deixando-nos na viuvez enquanto o mundo durar. Nem o destino o tolerar á, a não ser apenas uma ou duas vezes, por alguma causa superior da fatalidade que não apreendemos. Mas este homem não é Beren, embora seja tão belo e tão valente como ele. Paira sobre ele uma condenação, uma negra condenação. Não entreis nela! E, se o fizerdes, o vosso amor trair-vos-á, conduzindo-vos à amargura e à morte. Pois escutai-me! Embora ele seja de fato Agarwaen, filho de Úmarth, o seu verdadeiro nome é Túrin, filho de Húrin, que Morgoth detém em Angband e cuja família inteira amaldiçoou. Não duvideis do poder de Morgoth Bauglir! Não está isso escrito em mim?
Então Finduilas levantou-se, e o seu porte era, deveras, o de uma rainha.
— Os vossos olhos estão velados, Gwindor. Pois não enxergais ou compreendeis o que está aqui a passar-se. Terei agora de ser duplamente humilhada para vos revelar a verdade? Pois eu amo-vos, Gwindor, e envergonho-me de não vos amar mais e ter-me deixado arrebatar por um amor ainda maior, do qual não posso libertar-me. Não o procurei e durante muito tempo o ignorei. Mas, se me compadeço dos vossos sofrimentos, compadecei-vos vós dos meus. Túrin não me ama, nem amará.
— Falais assim para afastar a culpa daquele a quem amais — respondeu Gwindor.
— Porque vos procura ele, fica muito tempo convosco e se afasta cada vez mais satisfeito?
— Porque também ele precisa de consolo — disse Finduilas — e está privado da sua família. Ambos tendes as vossas carências. E Finduilas? Não basta que tenha de me confessar a vós não amada, tereis também de dizer que falo assim para disfarçar?
— Não, uma mulher não se engana facilmente em semelhante caso — respondeu Gwindor. — Nem encontrareis muitas capazes de negar que são amadas, se é essa a verdade.
— Se algum de nós três é infiel, sou eu: mas não por minha vontade. E que dizeis do vosso destino e dos rumores de Angband? E de morte e destruição? O Adanedhel é poderoso na história do mundo e a sua envergadura ainda chegará a Morgoth em algum dia distante que virá.
— Ele é orgulhoso — disse Gwindor.
— Mas também é compassivo — alegou Finduilas. — Ainda não despertou, mas, apesar disso, a compaixão pode sempre penetrar no seu coração e ele nunca a renegará. Talvez a compaixão seja sempre a única entrada. Mas ele não tem compaixão por mim. Sente por mim grande reverência, como se eu fora ao mesmo tempo sua mãe e uma rainha.
Talvez Finduilas falasse verdade, vendo com os olhos penetrantes dos Eldar. E agora, sem saber o que se passara entre Gwindor e Finduilas, Túrin mostrava-se cada vez mais afável em relação a ela, pois parecia-lhe mais triste. Mas um dia Finduilas disse-lhe:
— Thurin Adanedhel, porque ocultastes de mim o vosso nome? Se eu soubesse quem éreis, não vos teria respeitado menos, mas teria compreendido melhor a vossa mágoa.
— Que quereis dizer? Quem me julgais?
— Túrin, filho de Húrin Thalion, capitão do Norte.
Ao saber por Finduilas o que se passara, Túrin ficou irado e disse a Gwindor:
— Em grande estima te tenho por me teres salvo e protegido. Mas agora prejudicaste-me, amigo, ao denunciar o meu verdadeiro nome e atrair sobre mim a minha condenação, da qual queria estar escondido.
E Gwindor respondeu-lhe:
— A condenação está em ti mesmo, não no teu nome.
Naquele período de pausa e esperança, quando, devido aos feitos de Mormegil, o poder de Morgoth estava contido a oeste do Sirion e todas as florestas tinham paz, Morwen fugiu finalmente de Dor-lómin com Niënor, a sua filha, e aventurou-se a empreender a longa viagem para os palácios de Thingol. Aí aguardava-a novo tormento, pois soube que Túrin partira e a Doriath não tinham chegado quaisquer not ícias dele desde que o Elmo do Dragão desaparecera das terras a oeste do Sirion; mas Morwen e Niënor ficaram em Doriath como hóspedes de Thingol e Melian, e aí foram tratadas com respeito.

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