29 de novembro de 2016

Capítulo treze

ESTOU DESCENDO PARA ENCONTRAR O GRUPO QUE FOI ÀS CATARATAS DO NIÁGARA quando me deparo com a agente Walker. Não estranho vê-la se arrastando de uma das pequenas cozinhas retrô para uma das salas de conferências no subterrâneo, mas fico surpreso ao ver o que ela tem nas mãos.
Uma bandeja de copos de isopor cheios de café fresco.
Quando me vê, Walker desvia o olhar, mesmo que o corredor esteja vazio e ela saiba que vamos passar um pelo outro. É a primeira vez que vejo Karen Walker constrangida.
— É para isso que eles querem você por aqui? — pergunto, tentando tirar qualquer traço de deboche da voz.
Mas velhos hábitos são difíceis de mudar.
— Quem me viu, quem me vê, não é mesmo? É o que acontece quando Lawson e seu pessoal querem conversar um assunto confidencial. Eles me mandam fazer alguma coisa.
— Não entendi. Por que eles fazem isso?
Ela bufa.
— Eu era do ProMog, John.
— Você era do ProMog. E basicamente foi graças a você que conseguimos deter aquelas pessoas.
— Uma vez traidora, sempre traidora; é assim que Lawson pensa — explica Walker. — Eu não o culpo por ser cauteloso. Mas caramba! Eu estaria na prisão, ou algo pior, se não tivesse ajudado a localizar vocês em Nova York. Eles não confiam em mim, e é provável que nunca confiem.
— Eu confio — digo, embora as palavras soem vazias. — Mais do que neles, pelo menos.
— É, obrigada — responde ela, balançando a mão como se ignorasse meu comentário. — Só estou por aqui porque Lawson acha que posso lidar com vocês. Ele não sabe de nada...
Eu rio, e Walker enfim se permite abrir um sorriso discreto.
Alguns minutos depois, no hangar, percebo a verdade na fala de Walker quando vejo o grupo desgrenhado que sai da nave com Seis. Quatro novos Gardes, dois deles feridos, todos encarando a forte presença militar como crianças de olhos arregalados em uma excursão assustadora. Parecem prestes a capotar de exaustão, mas estão sobrecarregados e aterrorizados demais para isso.
Marina e Nove ficam ao meu lado para cumprimentar os recém-chegados. Seis e Ella parecem aliviadas e felizes ao verem que Marina está melhor. Ela abre um breve sorriso antes de correr até o grupo e puxar Fleur e Bertrand para o lado, para cuidar de seus ferimentos. Se alguém entre nós pode fazer os garotos se sentirem mais à vontade, é Marina.
Nove abre a boca para dizer alguma coisa. Provavelmente vai soltar um de seus típicos comentários zombeteiros sobre o bando maltrapilho e assustado à nossa frente, mas desiste e se vira para mim.
— Era isso que você queria quando convocou novos combatentes? — pergunta Nove, sussurrando.
Balanço a cabeça, sem saber ao certo no que estava pensando quando sugeri que um bando de humanos sem treinamento deveria se apresentar para defender a Terra de um inimigo cruel cujo hobby é destruir planetas.
Nove põe a mão no meu ombro.
— Estamos sozinhos nessa, cara. Esqueça o exército, esqueça esses garotos. Vamos dar conta disso. Como sempre fizemos.
— Eles precisam da nossa proteção — digo a Nove. — E de mais treinamento do que poderíamos oferecer em vinte e quatro horas.
Nove infla um pouco o peito.
— Deixa que eu cuido do treinamento deles, Johnny. Sou bom nesse tipo de coisa.
— Venham — diz Sam aos humanos quando Marina termina de curá-los. — Vamos levá-los lá para dentro e fazer um tour. Lamento dizer que este lugar é tão estranho quanto parece, sem contar esse clima meio 1984. Mas é seguro.
Nove e eu observamos enquanto Sam e Daniela conduzem os quatro pelo hangar subterrâneo em direção ao elevador. Isso é bom. Eles vão achar mais fácil falar com outros humanos do que comigo. Os dois podem ser uma espécie de monitor de acampamento neste mundo bizarro em que vieram parar. Percebo que os quatro novatos estão me olhando de soslaio, em especial o garoto britânico, Nigel, e forço o que espero que seja um sorriso de boas-vindas. Ele desvia o olhar. Eu queria ter outro discurso para fazer, mas não tenho. Estou sem palavras.
Seis se aproxima de mim e de Nove, as mãos enfiadas nos bolsos.
— Como foi? — pergunto a ela.
— Bem, eles eliminaram os mogs de três Skimmers antes de chegarmos lá. E não estou brincando.
— Estou sentindo que vem um “mas”... — interrompe Nove.
— Eles não parecem prontos — conclui Seis. — Quer dizer, se tivéssemos alguns meses, ou mesmo algumas semanas para treiná-los, talvez funcionasse. Mas assim, de cara, é só poder bruto.
— Qual é o seu problema com poder bruto? — pergunta Nove.
— Não estou dizendo que eles não seriam úteis, se prefere ver as coisas dessa forma — diz Seis. — É só que... Sei lá. Dá para ver que alguns deles não sobreviveriam. Sei que os Anciões não se importaram em perder alguns de nós para proteger a maioria. Mas não sei se eu penso da mesma forma.
— Soldados morrem, a vida é assim — declara Nove, olhando para o elevador.
Os garotos novos estão passando, e todos nós vemos a bunda de Bertrand, exposta onde foi atingida pela arma a laser. Nove suspira.
— Bem, aqueles ali com certeza não são soldados.
— Convoquei todos para lutar — digo, baixinho, olhando para o chão. — Eu deveria ter pedido para que se concentrassem em sobreviver. Como fizemos nos primeiros anos. Mas os arrastei para uma batalha da qual podem nunca voltar.
— Quer dizer, só os que de cara já foram idiotas o bastante para ouvir você — acrescenta Nove, dando de ombros.
— A melhor chance que eles têm de sobreviver a longo prazo ainda é nos procurar e começar a treinar — rebate Seis. — O que precisamos fazer é garantir que as pedras de loralite para onde você os mandou estejam seguras e protegidas.
É quando Ella vem em nossa direção. Antes estava parada na rampa da nave, olhando para o teto abobadado do hangar.
— Posso ajudar com isso — diz.
— Afinal, ela sabe onde todas as pedras estão — lembra Seis.
Ella olha para mim.
— Podemos conversar a sós, John?
Eu já queria mesmo falar com ela. Preciso que me ensine a imitar sua telepatia – ser capaz de me comunicar com os outros será essencial para o que planejamos. No entanto, por algum motivo, tenho um mau pressentimento quando ela pede para falar comigo.
— Claro, Ella. Agora?
— Daqui a pouco. Preciso preparar uma coisa — diz ela, em seguida vai até o elevador.
Os mecânicos trabalhando nos veículos no hangar param o que estão fazendo para ver o rastro de energia lórica que sai dos olhos dela, flutuando pelo ar como a cauda de um cometa e depois se dissipando.
— O que será que ela quer? — pergunta Nove, baixinho.
Lanço a Seis um olhar indagador.
— Sei tanto quanto você, John — diz ela. — Acho que a garota tem muita coisa na cabeça.


Eu deveria ter perguntado onde exatamente nos encontraríamos. Gasto tempo demais vagando pelos salões subterrâneos de Patience Creek à procura de Ella. Certa hora, passo pelo laboratório onde Sam e Malcolm estão concentrados em executar engenharia reversa no dispositivo de camuflagem mogadoriano. Do corredor, ouço Sam dizer repetidas vezes: “Transmita naquela frequência”, quase como se fosse um mantra. Seis mencionou que ele está desenvolvendo um Legado que permite se comunicar com máquinas. Até agora, não parece que o dispositivo de camuflagem está disposto a obedecer.
Quando eu passo, Bernie Kosar sai do laboratório dos Goode, onde tem ficado com os outros Chimæra. Eu me abaixo para coçar atrás de suas orelhas.
Quer me ajudar a encontrar Ella?, pergunto, usando minha telepatia animal.
BK abana o rabo e me conduz pelo corredor, de volta pelo caminho de onde vim. Ele parece animado por ter algo para fazer, andando depressa com suas perninhas de beagle, a cauda estendida para trás. Vamos parar no elevador, e, quando entramos, BK se apoia sobre as patas traseiras para apertar o botão do último andar com o focinho.
O que eu faria sem você, BK?
As portas do elevador se abrem, e dou de cara com uma parede de madeira que desliza para a frente quando eu a empurro, as dobradiças bem lubrificadas. Entro em um quarto com aspecto retrô, no andar mais alto de Patience Creek, o nível acima do solo, a parte do complexo que parece uma pensão abandonada, já que, para todos os efeitos, é exatamente isso. Este quarto cheira a mofo, a cama de casal não é usada há anos e eu vejo partículas de poeira suspensas no ar. Pela janela – uma de verdade, com luz solar real, não como as simuladas nos quartos subterrâneos – ouço pássaros cantando no final da tarde. Empurro a estante falsa de volta para o lugar, escondendo o elevador.
Com todo o movimento e as instalações no subsolo, e considerando que o acesso para carros é feito através de um túnel que fica a cerca de três quilômetros de distância, ninguém passa muito tempo aqui em cima. Sei que, de toda forma, Lawson colocou alguns guardas para vigiar o terreno, mas Patience Creek resistiu esse tempo todo porque ninguém está interessado em uma cabana abandonada no meio do nada.
Ainda mais alienígenas invasores.
BK me leva adiante, saindo do quarto e seguindo por um corredor com painéis de madeira, e deixa um rastro de pegadas nas tábuas do piso. Eu poderia localizar Ella sem ajuda; o rastro dela ficou na poeira acumulada. Mas gosto de andar com BK.
Encontramos Ella onde um dia já foi a sala de estar junto à recepção vazia de Patience Creek. Olho para a parede em cima do balcão principal, decorada por uma cabeça de alce. Há uma câmera escondida lá dentro. Lembro porque vi as imagens de segurança ontem à noite. Pergunto-me se alguém está me observando. Imagino que Lawson deva ficar de olho em mim e nos outros quase o tempo todo. É o que eu faria se estivesse em seu lugar. Pelo menos ele não tem sido controlador ou tentado interferir no que estou fazendo.
As paredes da sala estão repletas de estantes cheias de livros amarelados dos anos 1970 ou caixas de jogos de tabuleiro amassadas. Todos os móveis estão sob panos, menos a mesa de jantar central, que Ella descobriu. A garota pegou um atlas pesado de uma das estantes e está prestes a marcá-lo com uma caneta azul quando eu entro.
— Quase pronto — diz, sem olhar para mim.
Ela abre uma página dedicada à costa ocidental da África e marca um ponto azul grosso na extremidade sul do continente.
BK se senta ao meu lado, a cauda batendo no chão. Inclino a cabeça, tentando dar uma olhada no que Ella está fazendo.
— Sabe, tem computadores lá embaixo — comento com ela, sentindo necessidade de quebrar o silêncio.
— Não queria correr o risco de deixar esta informação no sistema antes de você ter a chance de dar uma olhada — responde Ella com naturalidade. — E eu tinha que fazer isso logo, antes que sumisse da minha memória.
Ela volta para o início do atlas, onde um mapa-múndi já está coberto de pequenos pontos azuis, e em seguida empurra o livro na minha direção, os olhos brilhantes fixos em mim.
— Pronto.
— O que é isso?
— Um atlas.
— Isso eu sei.
Olho para os cinquenta e tantos locais marcados no mapa-múndi, então folheio e encontro os mesmos pontos reproduzidos em mapas com mais detalhes, incluindo a longitude e a latitude.
— Seis deve ter contado que me conectei com a pedra de loralite nas cataratas. Eu vi todas. As novas pedras. Foi lindo, John. Como raízes crescendo por todo o mundo. Sou capaz de fazer isso por causa da minha fusão com Legado. Mas isso não vai durar. Estou começando a sentir a ligação diminuir, meu cérebro está voltando ao normal. É algo que vai fazer falta, mas ao mesmo tempo não vai, entende? Eu me sinto conectada com o mundo, mas distante das pessoas. Enfim, já estou divagando. Desculpa.
Balanço a cabeça enquanto escuto Ella, mas ainda folheio o atlas.
— Estão todas ativas? Um Garde poderia usar qualquer uma delas para se teleportar?
— Sim. É melhor entregar isto ao chefão. Ele precisa proteger esses lugares. Os novos Gardes podem se teleportar e se meter em perigo. — Ella faz uma pausa, ainda me analisando. — A menos que você tenha uma ideia melhor.
Não gosto da perspectiva de entregar essa informação a Lawson. Mas não tenho outra escolha. Não conseguirei manter todos os Gardes em segurança sozinho. Preciso admitir isso. Preciso aceitar ajuda, mesmo que venha de pessoas em quem não confio muito.
Fecho o livro. Atlas Mundial de 1986. Passo os dedos pelo desenho em relevo da Terra.
— Nós mudamos mesmo este lugar, não é?
— É nosso legado — responde Ella. — Não será tão ruim se pudermos salvá-lo.
— Isso é uma profecia? Você viu o futuro?
Ella desvia o olhar.
— Não. Quero muito parar de fazer isso.
Minha reação imediata é pensar em todo o poder estratégico que perderemos se Ella decidir ignorar suas visões. Eu me inclino para a frente, apoiando as mãos em cima da mesa entre nós.
— Por que você faria isso? — indago, mantendo a voz neutra.
— Às vezes não tenho escolha; as visões simplesmente vêm — explica Ella, escolhendo as palavras com cuidado. — Já é bem difícil lidar com essas. Mas quando procuro alguma coisa, com todas as variáveis, todos os futuros possíveis... só serve para complicar ainda mais. Saber que algo vai acontecer acaba mudando a forma como agimos, o que altera as possibilidades e o futuro, o que significa que não adianta nada olhar para o futuro, para começo de conversa. Ou, pior ainda, às vezes se sabe o que vai acontecer e ainda assim não se pode fazer nada. Não dá para saber em qual desses cenários se está preso até ser tarde demais.
Lembro-me de uma conversa que tive com Ella em seu espaço mental. Perguntei se ela vira uma versão do futuro em que saíamos vitoriosos contra os mogs. Ela me disse que sim, mas que eu não gostaria do preço que isso iria custar. Imaginei que queria dizer que eu morreria na batalha... não fiquei muito confortável com a ideia na época, mas vinha me preparando para isso nas últimas horas.
Agora já não sei se ela estava falando de mim.
— Ella, você sabia o que ia acontecer no México? Sabia o que ia acontecer com Sarah?
— Sabia.
Minha boca fica seca.
— Você...
Eu me detenho. Não sei o que dizer. Meus punhos se abrem e se fecham. O calor sobe pelos dedos, e percebo que estou prestes a disparar meu Lúmen. Respiro fundo, trêmulo, encarando Ella.
Meu lado racional tem noção de que não há nada a ser feito. Essa parte fria de mim, a parte que está no controle desde a morte de Sarah, quer continuar focada na missão. Mas a outra parte quer gritar de raiva diante da injustiça de tudo aquilo.
Ela poderia ter avisado!, penso. Poderia ter me contado, e eu poderia ter feito alguma coisa! Melhor ainda, ela poderia ter alertado Sarah!
Eu falei para eles fugirem. A voz de Ella ressoa clara na minha mente. Ela deve estar lendo meus pensamentos. Tentei, mesmo sabendo que não fariam isso. E, John, você gostaria mesmo de tomar essa decisão? Iria querer escolher entre Sarah e vencer a guerra?
Eu teria encontrado outra maneira, respondo, rangendo os dentes.
Claro que teria. O tom é mordaz, até mesmo em minha mente. Há infinitas maneiras! Talvez você tivesse salvado Sarah às custas de outra pessoa. Ou talvez só adiasse sua morte, como o que aconteceu com Oito e a profecia dele. Esse é meu argumento, John. É por isso que ver o futuro não adianta de nada. Sabe, pensei que eu tivesse que morrer para nossos amigos sobreviverem à batalha no Santuário. Eu me atirei na energia lórica pensando que seria assim, mas... não tinha visto todas as possibilidades. É de enlouquecer tentar imaginar todas as possibilidades, todos os questionamentos.
Estamos nos encarando bem nos olhos. A sala está em silêncio profundo. Se alguém estiver nos observando pela câmera de segurança, vai pensar que estamos na mais épica batalha de jogo do sério.
Por que você me revelou isso?
Porque me senti culpada, John. Achei que você devia saber. Porque eu sabia que você pediria para tentar copiar meu poder, a clarividência, e acho que não deveria fazer isso.
— Ok, Ella. Agora, por favor, saia da minha cabeça.
A garota estreita os olhos.
— Você estava na minha cabeça — diz ela, nós dois voltando a usar nossas vozes.
— Foi você que começou.
— Foi?
Ella confirma com a cabeça e caminha até a janela. Ela se abraça e olha para o lago tranquilo lá fora. O sol está começando a se pôr.
— Não estou surpresa por ter conseguido usar a telepatia — confessa Ella. — Eu a usei com você inúmeras vezes. Além disso, se você consegue falar com um Chimæra por telepatia, não é um salto tão grande assim passar a fazer isso com uma pessoa.
Limpo a garganta e tento deixar de lado a conversa que acabamos de ter.
— Alguma dica?
— Direcione seus pensamentos — responde ela, dando de ombros, sem me olhar. — Direcione-os, e eles encontrarão seu destino.
— E quando eu não puder ver a pessoa ou ela estiver muito longe? O que faço?
— Você já... — Ella faz uma pausa, tentando encontrar as palavras. — Digamos que você esteja em uma casa e saiba que alguém está em outro cômodo. Você meio que sabe, por instinto, quão alto precisa gritar para fazer a pessoa ouvi-lo, certo?
— Acho que sim.
— Pense desse jeito, então. Quanto melhor você conhece a pessoa, mais familiarizado está com a mente dela, e maior será o alcance entre os dois. Você vai descobrindo com a prática. Às vezes parece mais natural do que falar. Pelo menos para mim.
Não sei mais o que dizer. Consegui o que queria e mais do que esperava. Pego o atlas na mesa.
— Obrigado, Ella — digo, esperando não soar tão frio, sem saber se conseguiria ser mais caloroso.
— De nada.
Olho pela janela. O sol está se pondo; a luz, diminuindo.
De que Legados ainda preciso?
A Externa de Cinco e o Legado sísmico de Adam seriam ótimos; o teleporte de Oito seria incrível. Se eu tivesse tempo, talvez pudesse meditar sobre quando usei as pedras de loralite, tentar me lembrar da sensação e descobrir uma maneira de reproduzir isso usando o Ximic.
Se eu tivesse tempo. Já está ficando tarde.
Caminho em direção ao elevador. De volta aos subterrâneos de Patience Creek.
Invisibilidade. Voo. Telepatia.
São as ferramentas que eu tenho.
E são suficientes.
Suficientes para invadir uma nave de guerra.

2 comentários:

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!